segunda-feira, 17 de junho de 2019

DAVID MORRISSEY

O inglês David Morrissey não é um dos atores mais conhecidos do grande público no Brasil, provavelmente por ter tido mais trabalhos na televisão do que no cinema. Mas talvez o personagem mais famoso dele por aqui seja o Little John, de Robin Hood (1991). Aliás, principalmente no início da carreira, o David ficou meio estigmatizado como intérprete de personagens brutamontes e meio burros.
Mas ele também já passeou pelas produções de terror (embora não numa quantidade muito grande)...
A estreia do David na área foi em 1989, no curta-metragem de terror Out of Town.
Em 2007, ele apareceu no filme A Colheita do Mal.
Entre 2012 e 2015, o David participou do seriado de terror The Walking Dead. E como resultado, em 2016, ele também apareceu num documentário sobre esse seriado, chamado A História Até Aqui.
Em 2017, ele foi visto em 1 capítulo do seriado de terror The League of Gentlemen.
Ainda em 2010, houve uma pequena confusão: o ator Dave Morrissey Jr., que na época também assinava o nome artístico de David Morrissey, protagonizou o filme de terror Night of the Living Heads. E aí o IMDB noticiou como se ESSE David Morrissey aqui tivesse participado desse filme. Mas não: foi o xará dele.rs
Mais informações sobre o David? Lá vai:


Até a próxima!

domingo, 16 de junho de 2019

A FERA DEVE MORRER

título original: The Beast Must Die
título brasileiro: A Fera Deve Morrer
ano de lançamento: 1974
país: Inglaterra
elenco principal: Calvin Lockhart, Marlene Clark, Peter Cushing
direção: Paul Annett
roteiro: James Blish (autor do texto original), Michael Winder, Paul Annett e Scott Finch

Quando se fala em filmes de lobisomem, a gente já pensa logo num filme de terror de fundo sobrenatural, já que esse subgênero quase sempre apresenta o lobisomem como um ser sobrenatural, seguindo a tendência dos mitos e lendas que os povos antigos contavam sobre esse assunto.
Durante o século XX, alguns filmes quebraram essa tradição e apresentaram a transformação em lobisomem como uma doença, sem características sobrenaturais.
O Lobisomem de Londres (1935) e La Loba (1965) são exemplos disso...
Tá bom: no caso do Lobisomem de Londres a coisa fica meio indefinida, porque no início do filme vemos uma espécie de força sobrenatural atacando o Wilfred pra ele não subir a montanha e, depois, ficamos sabendo que a transformação em lobisomem é uma doença sem nada de sobrenatural.
Como seja, A Fera Deve Morrer faz parte desse time: o filme abandonou totalmente o elemento sobrenatural, mostrando o lobisomem como uma pessoa que tem uma disfunção hormonal que provoca a transformação em lobo.
Outra curiosidade aqui é que os lobisomens não foram representados por atores humanos, mas sim por um pastor alemão maquiado, tática usada por alguns poucos filmes mais antigos.
A 1ª situação mais famosa registrada em que usaram um animal nesse papel foi em Nosferatu (1922), quando botaram não um pastor alemão, mas sim uma hiena maquiada pra representar o lobisomem.
Bom, o roteiro aqui foi inspirado num conto do escritor James Blish, chamado There Shall Be No Darkness (1950). E mostra o seguinte:

Um caçador milionário chamado Tom convida 5 pessoas pra passar uns dias na mansão dele, revelando depois que são todos prisioneiros dele ali.
O motivo disso é que um dos 5 é um lobisomem. E ele quer descobrir qual é, com a intenção de matar a fera e usar isso como o maior troféu do currículo de caça dele.
Só depois disso ele vai liberar os outros 4.

Ao longo do filme vão sendo dadas pistas pro espectador descobrir quem é o lobisomem, como num filme policial.
É bom lembrar que o Tom, na obsessão dele em descobrir quem é o monstro, acaba literalmente torturando todos os outros personagens da história (ele só fala com as pessoas gritando, quer que todo mundo faça só exatamente o que ele quer que façam, ameaça os outros de arma na mão...). Então, fica até meio difícil definir quem é o vilão do filme. O lobisomem que o Tom tá procurando ou o próprio Tom?
Quanto aos prisioneiros que ele mantém na mansão, 4 deles se envolveram com casos mal explicados de violência extrema no passado e o outro é um biólogo que sempre buscou uma explicação científica pra existência dos lobisomens. E isso fez o Tom deduzir que os 5 ali são suspeitos de serem lobisomens. Assim, ele acha que, em algum momento, quem for um lobisomem de fato entre eles vai se revelar.
Aventura? Sim. Embora algumas cenas sejam mais paradas, até por serem mais explicativas, também tem cenas de perseguição ao lobisomem (inclusive de helicóptero), tem a luta final entre o Tom e o lobisomem... E aí tem um bom nível de ação.
A Fera Deve Morrer também traz no elenco os hoje falecidos Charles Gray e Peter Cushing, que foram presenças constantes em filmes de terror do século XX.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘aventura’ que você acha posts sobre La Loba, Nosferatu e O Lobisomem de Londres.
Até a próxima!

sábado, 15 de junho de 2019

DAVID DE LAUTOUR

O neozelandês David de Lautour é mais conhecido no Brasil por ter interpretado o 1º ranger roxo, na 16ª temporada de Power Rangers (2008). E embora tenha se especializado mais em comédias e dramas, ele já teve até hoje algumas poucas passagens por produções de terror.
Em 2013, ele participou de 1 capítulo do seriado de terror A Bela e a Fera.
E no ano seguinte, o David trabalhou como ator em um filme de terror, Don’t Blink, e como produtor em outro, Blood Punch.
Mais informações sobre o ator? Lá vai:








Até a próxima!

quinta-feira, 13 de junho de 2019

A FAMÍLIA DÓ RÉ MI

título original: Partridge Family 2200 A.D.
título brasileiro: A Família Dó Ré Mi
ano de lançamento: 1974
país: Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

O que fazer quando o roteiro da continuação de um seriado antigo já está pronto, mas os produtores de repente decidem não lançar essa continuação do seriado?
Bom, há 2 opções básicas: a 1ª é botar o roteiro na gaveta e se esquecer da existência dele; a 2ª é aproveitar esse roteiro pra fazer uma história nova, incluindo nele personagens novos.
E a Hanna-Barbera seguiu exatamente essa 2ª opção quando lançou A Família Dó Ré Mi, em 1974.
O roteiro original desse seriado era pra ser uma continuação dos Jetsons, lançado 12 anos antes. Mas como os responsáveis pelo lançamento do desenho não quiseram mexer na versão original dos Jetsons, ele teve que ser reformulado pra ser lançado. E os personagens da Família Dó Ré Mi (na época, na crista da onda da moda) foram incluídos na história como os novos heróis principais.
Esses personagens (inspirados num seriado com atores de carne e osso de 1970) já tinham feito várias participações especiais em Goober e Os Caçadores de Fantasmas (1973). E já tava previsto que eles ganhariam um seriado próprio pra eles. Então, só precisaram ser feitas algumas adaptações pra eles se fundirem com o roteiro do outro seriado que não saiu.
Apesar da Família Dó Ré Mi não ter durado muito tempo, deu conta do recado (principalmente levando-se em conta que esse seriado foi feito literalmente com pedaços de outros seriados). E tem o mesmo visual dos Jetsons, só que a história é vagamente mais voltada pra um público mais adolescente.
Outras produções da Hanna-Barbera que eu já indiquei aqui foram Os Flintstones (1960); A Feiticeira Faceira; A Formiga Atômica; A Lula Lelé; O Esquilo sem Grilo; O Xodó da Vovó; Zé Buscapé (todos esses de 1965); Frankenstein Jr.; Os Impossíveis (ambos de 1966); O Poderoso Mightor; Os Herculoides (ambos de 1967); Scooby-Doo, Cadê Você? (1969); e Os Mussarelas (1972).
Mais informações sobre A Família Dó Ré Mi? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seriados’ que você acha posts sobre A Feiticeira Faceira, A Formiga Atômica, A Lula Lelé, Frankenstein Jr., Goober, Mightor, O Esquilo Sem Grilo, O Xodó da Vovó, Os Flintstones, Os Herculoides, Os Impossíveis, Os Jetsons, Os Mussarelas, Scooby-Doo e Zé Buscapé.
Até a próxima!

quarta-feira, 12 de junho de 2019

DAVID BOREANAZ

O nova-iorquino David Boreanaz provavelmente é mais conhecido por ter protagonizado o seriado de terror Angel (1999). Mas a coisa começou um pouco antes disso...
Em 1997, ele entrou no seriado Buffy, a Caça-Vampiros, interpretando o vampiro Angel, que era pra ser simplesmente um personagem recorrente (aquele que não chega a ser exatamente um personagem fixo da história, mas reaparece de vez em quando ao longo do seriado).
Só que o personagem se tornou tão popular que acabou ganhando um seriado próprio, com ele como figura central.
Buffy e Angel viraram “série irmãs”. Ou seja, as histórias dos 2 seriados se passavam ao mesmo tempo e os personagens de um passaram a aparecer no outro com uma certa frequência. E assim ficou até Buffy acabar em 2003. Mas Angel também só durou 1 ano a mais.
Antes disso tudo começar, em 1996, o David já tinha aparecido numa comédia de terror: The Macabre Pair of Shorts.
Em 2001, enquanto ainda trabalhava em Angel e Buffy, ele participou do slasher O Dia do Terror.
Eu até pensei em fazer um post específico pra esse slasher aqui no blog. Mas achei o filme tão bobo que desisti. A maior parte do tempo só mostra um bando de patricinhas mimadas dando demonstrações de futilidade. Nem tem como simpatizar com nenhuma delas. São todas chatas pra cacete! Nem As Branquelas (2004) conseguiria mostrar tanta futilidade feminina junta!
Mas enfim: em 2005, o David foi visto numa das continuações do Corvo (1994). Se trata do filme O Corvo 4: Vingança Maldita.
E em 2007, ele teve em Escritor Fantasma.
Mais informações sobre o David? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

terça-feira, 11 de junho de 2019

GOOBER E OS CAÇADORES DE FANTASMAS

título original: Goober and The Ghost Chasers
título brasileiro: Goober e Os Caçadores de Fantasmas
ano de lançamento: 1973
país: Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

Um pequeno grupo de jovens e seu cachorro falante passam por uma série de aventuras com pitadas de comédia, nas quais esbarram com vários fantasmas...

Sejamos francos: se você não tivesse visto o pôster aí do lado, pensaria que a gente tá falando de Scooby-Doo, Cadê Você? (1969), né?
Pois é. Goober e Os Caçadores de Fantasmas é um clone do outro seriado. Inclusive, é filho do mesmo pai: a Hanna-Barbera Productions.
Provavelmente foi exatamente por causa do excesso de semelhança que tinha com Scooby-Doo que Goober acabou não chegando muito longe nem fazendo tanto sucesso quanto o outro. Mas temos que destacar 2 diferenças básicas entre os 2 seriados: 1ª, enquanto em Scooby-Doo os garotos sempre esbarram sem querer com algum fantasma (ou outra criatura bizarra), em Goober eles sempre tão procurando voluntariamente por fantasmas e adjacências; e 2ª, enquanto em Scooby-Doo o fantasma é, em 99% das vezes, um bandido disfarçado, em Goober os fantasmas são quase todos de verdade.
Acontece que aqui os garotos têm uma revista sobre fantasmas. Então, eles andam pelo Mundo em busca de criaturas bizarras, pra entrevistar e/ou fotografar elas e publicar a matéria na revista deles.
O Goober, que é o cachorro da turma, tem características bem parecidas com as do Scooby-Doo: é um cachorro super medroso e consegue falar algumas frases simples. Mas talvez a característica mais marcante dele seja uma espécie de poder sobrenatural involuntário que ele tem: sempre que leva um susto, ele fica invisível! Só a coleira e o gorro que ele usa na cabeça é que continuam aparecendo. E ele também volta a ficar visível sem querer.
De qualquer forma, Goober e Os Caçadores de Fantasmas é uma ótima pedida pra quem gosta de terror infantil.
Outras produções da Hanna-Barbera que eu já indiquei aqui foram Os Flintstones (1960), Os Jetsons (1962), A Feiticeira Faceira, A Formiga Atômica, A Lula Lelé, O Esquilo sem Grilo, O Xodó da Vovó, Zé Buscapé (todos esses de 1965), Frankenstein Jr., Os Impossíveis (ambos de 1966), O Poderoso Mightor, Os Herculoides (ambos de 1967) e Os Mussarelas (1972).
Mais informações sobre Goober? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seriados’ que você acha posts sobre A Feiticeira Faceira, A Formiga Atômica, A Lula Lelé, Frankenstein Jr., Mightor, O Esquilo Sem Grilo, O Xodó da Vovó, Os Flintstones, Os Herculoides, Os Impossíveis, Os Jetsons, Os Mussarelas, Scooby-Doo e Zé Buscapé.
Até a próxima!

segunda-feira, 10 de junho de 2019

DANNY SLAVIN

O advogado arizoniano Daniel Joseph Slavin talvez seja um pouco mais conhecido pelo público brasileiro pelo nome artístico que passou a usar nos anos 90: Danny Slavin. E com certeza mais conhecido ainda por ter interpretado o ranger vermelho da 7ª temporada de Power Rangers (1999).
Mas, ao longo da carreira que teve como ator, ele também já deu a sua contribuição ao Cinema de Terror, com um pequeno personagem do filme Writer’s Block (1995).
Aliás, o Danny também trabalhou nesse filme como diretor de elenco.
Ele praticamente deixou a carreira artística em 2004 e, desde então, tem trabalhado principalmente como advogado. Mas, de vez em quando (tipo de 3 em 3 anos), ele ainda faz algum trabalho eventual como ator.
Um desses foi o seriado de terror Triangle (2017).
Mais informações sobre o Danny? Lá vai:



Até a próxima!

domingo, 9 de junho de 2019

OS MUSSARELAS

título original: The Roman Holidays
título brasileiro: Os Mussarelas
ano de lançamento: 1972
país: Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

Uma família que vive dentro dos padrões da classe média estadunidense dos meados do século XX (embora viva em outro século) e passa por uma série de aventuras cômicas.

A Hanna-Barbera já tinha conseguido produzir um dos seus desenhos mais clássicos usando esse tema em 1960: Os Flintstones.
Em 1962, vendo que a fórmula tinha dado certo, eles usaram o mesmo recurso pra lançar Os Jetsons, que não fez o mesmo sucesso que Os Flintstones, mas conseguiu dar conta do recado, adquirindo também o status de desenho clássico.
O 1º se passa numa Pré-História utópica (ou, de acordo com as teorias de alguns fãs, no mundo pós-apocalíptico que se formou depois da 3ª Guerra Mundial) e o 2º se passa num ano 2062 utópico.
Poucos anos depois, na 2ª metade dos anos 60, a Hanna-Barbera tentou investir em alguns desenhos de aventura um pouco mais violentos, como Frankenstein Jr. (1966), O Poderoso Mightor e Os Herculoides (ambos de 1967), que às vezes mostravam até os heróis matando os vilões. Mas isso desagradou aos pais e mães da época, que começaram a reclamar.
Com medo de perder a audiência das suas produções, a Hanna-Barbera tentou resgatar o estilo dominante dos desenhos deles até o início daquela década: a comédia.
A 1ª grande demonstração disso foi Scooby-Doo, Cadê Você? (1969), que, apesar de ser uma história de aventura envolvendo mistérios, não tinha cenas de violência explícita.
E como Os Flintstones era lembrado como o desenho de comédia que tinha dado mais certo, a Hanna-Barbera fez uma nova tentativa de lançar um seriado usando o mesmo tema em 1972: eles apresentaram ao público Os Mussarelas, que viviam num Império Romano utópico (aparentemente, no século I).
A família é composta pelo pai Zecas, a mãe Laura, o filho mais velho Jocas e a filha mais nova Precócia. Além do leão de estimação Brutos, que é o principal motivo de brigas entre a família e o senhorio Chatos, já que ele não admite leões de estimação no condomínio.
Esse seriado é bem menos conhecido do que Os Flintstones e Os Jetsons, até porque muito menos capítulos dele foram produzidos, já que ele não repetiu o mesmo sucesso dos 2 precedentes. Mas, se você gosta de desenhos animados que seguem esse estilo, com certeza vale a pena ver Os Mussarelas.
Outras produções da Hanna-Barbera que eu já indiquei aqui além das mencionadas acima foram A Feiticeira Faceira, A Formiga Atômica, A Lula Lelé, O Esquilo Sem Grilo, O Xodó da Vovó, Zé Buscapé (todos esses de 1965) e Os Impossíveis (1966).
Mais informações sobre Os Mussarelas? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seriados’ que você acha posts sobre A Feiticeira Faceira, A Formiga Atômica, A Lula Lelé, Frankenstein Jr., Mightor, O Esquilo Sem Grilo, O Xodó da Vovó, Os Flintstones, Os Herculoides, Os Impossíveis, Os Jetsons, Scooby-Doo e Zé Buscapé.
Até a próxima!

sábado, 8 de junho de 2019

DANNY NUCCI

O ítalo-austríaco Danny Nucci é mais conhecido sem dúvida pelo personagem Fabrizio, do clássico Titanic (1997). Pois é. É aquele amigo do personagem do Leonardo DiCaprio que morre esmagado quando a chaminé do navio cai em cima dele.
Mas o Danny também já teve alguns trabalhos na área do terror.
A estreia dele aí foi em 1986, em 1 capítulo do seriado de terror Além da Imaginação.
Em 2002, o Danny apareceu no telefilme de terror Vingança em Chamas.
Em 2008, ele participou de outro telefilme de terror: O Bosque.
Em 2011, o Danny foi visto no filme Perseguição Obsessiva.
E ele acabou de gravar um novo filme de terror chamado Streetwalkers. As gravações terminaram agora em Maio, mas a data de estreia ainda não tá prevista.
Mais informações sobre o Danny? Lá vai:


Até a próxima!

sexta-feira, 7 de junho de 2019

LION-MAN (as 3 versões)



título original: Kaiketsu Raion Maru
título brasileiro: Lion-Man
ano de lançamento: 1972
país: Japão
elenco principal: Akiko Kujo, Norihiko Umechi, Ushio Tetsuya
direção: Koichi Ishiguro
roteiro: Koji Bessho e Tomio Sagisu

título original: Fun Raion Maru
título brasileiro: Lion-Man / O Poderoso Lion-Man
ano de lançamento: 1973
país: Japão
elenco principal: Ryoko Miyano, Tsunehiro Arai, Ushio Tetsuya
direção: Hiroyoshi Tezeni, Kanji Otsuka, Koichi Ishiguro e Yoshitaka Matsumoto
roteiro: Haruya Yamazaki, Kazuo Takagiwa, Koji Bessho, Shigeru Shinohara, Tomio Sagisu e Toshiaki Matsushima

título original: Raion Man Ji
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2006
país: Japão
elenco principal: Kazuki Namioka, Renji Ishibashi, Yasuomi Ohta
direção: Hiroyoshi Tezeni, Hitoshi One, Kanji Otsuka, Koichi Ishiguro e Yoshitaka Matsumoto
roteiro: Haruya Yamazaki, Hitoshi One, Kazuo Takagiwa, Koji Bessho, Shigeru Shinohara, Tomio Sagisu e Toshiaki Matsushima

Heróis principais de tamanho humano eram algo inusitado no Japão até o início dos anos 70. A TV Japonesa, até aquela época, era povoada por protagonistas gigantes com superpoderes, como os heróis principais da franquia Ultraman e o Maguma, dos Vingadores do Espaço (1966).
Esse era o padrão usado pelas produtoras nipônicas quando criavam novos super-heróis.
Em 1971, o sucesso de Spectreman mostrou às produtoras que heróis de tamanho humano também agradavam ao público infanto-juvenil do Japão. E isso resultou na criação de vários e vários super-heróis japoneses com menos de 2 metros de altura a partir dali.
Um dos primeiros foi o Lion-Man, um homem-leão do século XVI que protagonizou o seriado Kaiketsu Raion Maru, lançado em 1972.
Enquanto lutava contra o demônio Gosan, que no Brasil teria o nome mudado pra Satan Goss e depois pra Diabo Gozo (os nomes brasucas do personagem eram esses mesmos: não escrevi errado, não!), o herói ganhou a simpatia do público japonês. E devido ao sucesso do seriado, a P-Productions lançou uma espécie de reboot dele no ano seguinte. Se chama Fun Raion Maru.
Essa nova versão do herói luta contra um exército de monstros subterrâneos, liderados pelo temido Mantor do Diabo, uma espécie de cara esculpida na terra e que solta fumaça pela boca (você obedeceria a uma coisa assim?).
Da mesma forma que o seriado anterior, esse aqui apresenta personagens que fazem uso principalmente de magia, mas também de um pouco de tecnologia. Tem até um robô rústico chamado Tanque-Tartaruga.rs
Apesar de se passar aparentemente na mesma época e de ter o mesmo ator (o Ushio Tetsuya) interpretando o herói principal, esse seriado não repetiu o sucesso do original. Aliás, teve até uma queda de audiência.
No Brasil, os 2 seriados receberam o título de Lion-Man, embora o 2º, eventualmente, tenha sido anunciado como O Poderoso Lion-Man (e vejam só: o Brasil foi o único país além do próprio Japão onde o 2º seriado foi exibido!).
Bom, os 2 seriados vão agradar mais a quem busca produções de aventura, é claro. Mas pra ver isso, você tem que levar em conta que foram seriados produzidos há mais de 40 anos atrás, com os efeitos especiais que existiam naquela época. E mesmo pros padrões época, deixou muito a desejar em termos de bom acabamento. A aparência dos vilões, principalmente, é bem trash mesmo (nem monstro de teatro infantil amador consegue ser tão mal feito quanto a maioria dos monstros vistos aqui!).
Então, se você quer ver uma superprodução com efeitos especiais de última geração, já posso adiantar que você não vai gostar disso aqui.
Em 2006, foi lançada uma 3ª versão televisiva da história, chamada Raion Man Ji, que se passa em 2011 e num gueto do Centro de Tokyo. E é um seriado voltado pra um público mais adulto.
Esse nunca deu as caras na TV Brasileira... Mas será que agradaria?
Mais informações sobre os 3 seriados? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções japonesas’ que você acha posts sobre Os Vingadores do Espaço, sobre Spectreman e sobre o Ultraman de 1966.
Até a próxima!