segunda-feira, 28 de novembro de 2022

ANATOMIA FÁCIL

título original: Anatomia Fácil
ano de lançamento: 2013
país: Brasil
elenco, direção e roteiro: Rogério Gozzi

Em 2013, o Fisioterapeuta Rogério Gozzi criou no YouTube um canal que achei muito interessante, intitulado Video Aulas.
Em 2015, ele mudou o nome do canal pra Anatomia Fácil.
Mas o que achei interessante é que se trata de um canal sobre basicamente todos os fenômenos que se passam no corpo humano. E é tudo contado com uma linguagem simples e divertida, mas sem partir simplesmente pra palhaçada.
Essa última parte é a mais curiosa. Porque a gente sabe que o que não falta no YouTube é gente postando palhaçadas, futilidades e inutilidades, né? E aqui o Rogério consegue dar todas as informações que tem que dar sobre o assunto que tá sendo discutido de uma forma engraçada, mas sem ir pro escracho.
Mais informações sobre Anatomia Fácil? Lá vai:


Até Dezembro!

domingo, 27 de novembro de 2022

SE VOCÊ É FÃ DE PRETO E BRANCO, DÊ UMA OLHADA AQUI


Não é novidade pra ninguém que, na época em que os primeiros filmes foram feitos, no final do século XIX, não havia nem a possibilidade de filmar imagens coloridas (e nem sequer com som ao fundo), pois não havia tecnologia pra isso. E assim, as produções em preto e branco dominariam o cinema por muitas décadas a partir dali.
Pra exemplificar, vamos nos lembrar de Frankenstein (1910) e Dr. Jekyll and Mr. Hyde (1912).
De 1914 pra frente, as primeiras e raras produções com um colorido muito tímido foram começando a surgir.
O Fantasma da Ópera (1925) foi o 1º longa-metragem de terror com 1 única cena colorida, no momento em que o Erik se mostra em público com mais desembaraço, certamente por ser uma cena de extrema importância pro filme.
Mas cada produção com alguma cena em cores era quase um grão de areia numa praia de produções em preto e branco. E só na virada dos anos 50 pros 60 é que o colorido começou a substituir o preto e branco de uma forma mais significativa (dependendo do país, é claro).
Antes disso, tavam lá Zut! Zut! Ma Légitime! (1920?), Nosferatu (1922), Drácula, Frankenstein (ambos de 1931), O Lobisomem de Londres (1935), O Lobisomem (1941), O Morcego (1943), A Mulher-Lobo de Londres (1946), Superman and the Mole-Men (1951), Monster from the Ocean Floor, O Monstro que Desafiou o Mundo, O Terror do Himalaia (os 3 de 1954), A Ilha do Pavor, A Maldição do Monstro, El Ladrón de Cadáveres, O Escorpião Negro (os 4 de 1957), A Ameaça do Outro Mundo, A Maldição do Homem sem Face (ambos de 1958), Obras Maestras del Terror (1960) e La Loba (1965).
Isso acontecia até por uma questão de grana mesmo, já que um filme em preto e branco saía no mínimo um pouco (NO MÍNIMO UM POUCO, vamos frisar) mais barato do que um filme em cores.
Mas controle de gastos não era o único motivo: quando o diretor e os produtores tavam com muita pressa pra terminar o filme (e quase sempre eles tavam), o preto e branco também ajudava. Porque, como nada ali ia aparecer com a mesma nitidez que apareceria numa produção colorida, não era preciso tomar excesso de cuidado com falhas nos cenários, nos figurinos e nas maquiagens. E assim, tudo ficava pronto mais rápido.
Aliás, algumas produções de baixo custo do século atual também usam o preto e branco exatamente por causa da nitidez e exatamente com a intenção de esconder as imperfeições dos cenários, figurinos e maquiagens.
Por exemplo, Habitaciones para Turistas (2004).
Mas e daí?
O preto e branco impediu que o mutante da versão de 1910 de Frankenstein perseguisse o cientista que criou ele? O preto e branco impediu que o Mr. Hyde fizesse as maldades dele na vizinhança? O preto e branco impediu que o casal tarado de Zut! Zut! Ma Légitime! fizesse as putcharias que queria fazer? O preto e branco impediu que o Luke Benson de Superman and the Molemen causasse a revolta popular que causou em Silsby? O preto e branco impediu que o Daka do Morcego tentasse controlar mentalmente as pessoas? O preto e branco impediu que as formas de vida animal de Tarahumare da Maldição do Monstro se transformassem em mutantes gigantes? O preto e branco impediu que o Horacio de Habitaciones para Turistas organizasse uma máfia pentecostal pra exterminar mulheres que queriam fazer abortos? O preto e branco impediu que o Erik do Fantasma da Ópera, o Conde Orlok de Nosferatu, o Larry Talbot do Lobisomem, o cíclope com tentáculos de Monster from the Ocean Floor, os monstros subterrâneos gigantes do Escorpião Negro, os moluscos pré-históricos do Monstro que Desafiou o Mundo, os yetis do Terror do Himalaia, os caranguejos mutantes da Ilha do Pavor, os lobisomens de La Loba, a Martha Winthrop da Mulher-Lobo de Londres, o Wilfred Glendon do Lobisomem de Londres, o Quintillus Aurelius da Maldição do Homem sem Face, o cientista louco de El Ladrón de Cadáveres, o marciano da Ameaça do Outro Mundo, o Conde Drácula e o Monstro de Frankenstein fizessem as vítimas deles?
Pois é. Então, isso não só não impediu que nenhum vilão das produções mencionadas acima parecesse ameaçador, como também não impediu que você torcesse pros heróis dessas produções.
E finalmente, o preto e branco também pode ser usado propositalmente pra causar efeitos psicológicos no público, tais como fazer o espectador prestar mais atenção na história e nos diálogos do que nas imagens, já que essas acabam ficando mais simples.
No caso de La Media Vuelta (1995), por exemplo, as cenas em preto e branco fazem você prestar mais atenção no drama do noivo abandonado do que nas imagens.
E atualmente muitas pessoas ainda são fãs de filmes em preto e branco. Principalmente porque a imagem com essa aparência passa uma sensação diferente.
Vejam a mesma imagem em cores e em preto e branco:
Acho que ninguém vai dizer que tem exatamente a mesma sensação quando olha pros 2 lados, né?
Fechando o assunto, não vamos nos esquecer da colorização, ou seja, o processo de pegar um filme que foi feito originalmente em preto e branco e recriar as imagens dele numa versão em cores.
O Monstro Gigante do Gila (1959), por exemplo, passou por esse processo: dê um passeio pela Internet que você encontra tanto a versão original em preto e branco quanto a versão colorida dele.

💥💥💥

Outras vezes em que a Multibússola falou sobre...

A AMEAÇA DO OUTRO MUNDO


A ILHA DO PAVOR



A MALDIÇÃO DO HOMEM SEM FACE



A MALDIÇÃO DO MONSTRO



A MULHER-LOBO DE LONDRES



DR. JEKYLL AND MR. HYDE



DRÁCULA



EL LADRON DE CADAVERES


FRANKENSTEIN DE 1910


FRANKENSTEIN DE 1931




HABITACIONES PARA TURISTAS


LA LOBA


LA MEDIA VUELTA


MONSTER FROM THE OCEAN FLOOR



NOSFERATU




O ESCORPIÃO NEGRO


O FANTASMA DA ÓPERA




O LOBISOMEM


O LOBISOMEM DE LONDRES



O MONSTRO GIGANTE DO GILA



O MONSTRO QUE DESAFIOU O MUNDO



O MORCEGO


O TERROR DO HIMALAIA



OBRAS MAESTRAS DEL TERROR



SUPERMAN AND THE MOLE-MEN



ZUT! ZUT! MA LÉGITIME!


O blog vai indicar outras produções em preto e branco no futuro? Nada impede. Desde que a produção me interesse, eu não vou deixar de falar sobre ela só porque foi feita em preto e branco.
Mas, se isso acontecer, vai ser de uma forma mais eventual. Porque, como vocês sabem, eu comecei o blog falando sobre produções mais antigas (e a maioria das produções em preto e branco tão nesse pacote) e fui caminhando pras mais recentes. Então, as que vão aparecer com mais frequência daqui pra frente são as produções lançadas no século atual.
Até a próxima!

sábado, 26 de novembro de 2022

UROLOGIA EM FOCO

título original: Urologia em Foco
ano de lançamento: 2013
país: Brasil
elenco, direção e roteiro: Hallison Castro

Em 2013, o urologista Hallison Castro criou no YouTube o canal Urologia em Foco, formado por vídeos de em média 3 minutos, nos quais ele esclarece dúvidas sobre ejaculação precoce, gravidez, DSTs, diferentes tipos de cirurgias nos órgãos sexuais/urinários e reversão dessas cirurgias quando for possível.
Mais informações sobre o canal? Lá vai:


Até a próxima!

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

PETER BARTON

Decidido a ter mais tempo pra cuidar da vida pessoal, o nova-iorquino Peter Barton deixou a carreira de ator em 2005.
Ele teve mais trabalhos na televisão. Mas entre os poucos trabalhos que teve no cinema, 2 foram slashers dos anos 80:
Em Noite Infernal (1981), o Peter interpretou o Jeff, o herói masculino principal do filme. E como tal, cumprindo o que era comum em filmes de terror do início dos anos 80, ele foi o último rapaz a morrer nas garras do maníaco deformado da história.
Uma curiosidade: na cena em que o Jeff tá fugindo do homem aberrante nos corredores subterrâneos da mansão, há um momento em que ele e o vilão começam a lutar e acabam caindo de volta pela escada por onde eles acabaram de subir. Mas o Jeff escapa, já que consegue se levantar e subir a escada mancando, por ter machucado a perna na queda...
As pessoas que tavam presentes na gravação dessa cena comentavam que o movimento capenga do personagem ao fazer isso não foi interpretação do Peter: o ator realmente teria machucado a perna quando ele caiu ali, mas teria continuado fazendo a cena da forma como conseguiu.
O Peter, entretanto, disse em entrevistas recentes que não foi bem isso: ele realmente tava mancando de dor de verdade nas cenas que se seguiram à queda na escada, mas não porque ele se machucou de verdade ao cair ali, e sim porque ele próprio teve a ideia de botar uma pedra dentro de um dos sapatos pra poder mancar a partir dessa cena e deixar a representação mais realista.
Em 1984, ele apareceu em Sexta-Feira 13 – parte 4: o Capítulo Final (sim: o 4º filme do Jason rsrs).
Mas agora o personagem do Peter, chamado Doug, nem tinha muita função na história. Era só mais um pós-adolescente que entrava no filme quase exclusivamente pra ser morto pelo Jason (que faz ele perecer quando ele menos espera, no chuveiro).
Em 2022, imagens do Peter apareceram em 1 episódio do seriado Coroner’s Report, falando sobre o personagem dele em Sexta-Feira 13 – parte 4.
Mais informações sobre o Peter? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ que você acha posts sobre Noite Infernal e sobre a franquia Sexta-Feira 13.
Até a próxima!

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

POSEIDON REX

títulos original e brasileiro: Poseidon Rex
ano de lançamento: 2013
países: Belize / Estados Unidos
elenco principal: Anne McDaniels, Brian Krause, Steven Helmkamp
direção: Mark L. Lester
roteiro: Rafael Jordan

Um ex membro de uma quadrilha chamado Jackson tenta se livrar das dívidas que tem com o antigo chefe. E pra isso, ele mergulha nas proximidades de uma ilha do Caribe pra recolher um tesouro perdido que foi encontrado por lá. E ao ver um grande objeto soterrado sob um morro subaquático, ele decide dinamitar aquilo, supondo que o objeto em questão é um navio afundado ou alguma coisa assim...
Pro azar do Jackson e de todas as pessoas que tão na ilha, o que jazia ali embaixo era um grande ninho cheio de ovos de um monstro marinho muito feroz, soterrado naquele local há milhões de anos.
E a pior parte não é essa: a mãe desses ovos, soterrada junto com o ninho, acordou com a explosão, disposta a devorar qualquer coisa que se mexa na frente dela!

Quem já viu Up From the Depths (1979) e O Monstro do Mar de Bering (2013), ao dar uma olhada em Poseidon Rex inevitavelmente vai ter algumas sensações de deja vu...
Aqui você vai ver um monstro marinho pré-histórico, gigantesco, muito feroz e com uma aparente predileção por comer carne humana que ficou soterrado no fundo do Mar por milhões de anos até se soltar acidentalmente; uma grande quantidade de turistas hospedados numa praia perto dali sendo atacados e eventualmente devorados pela criatura; uma cena em que o braço arrancado de uma das vítimas é encontrado; um grupo de pessoas que saem de barco pra encarar a criatura mano a mano e tem como resultado disso apenas derrota e um barco afundado; e um tesouro afundado que o pessoal mergulha pra recolher.
Tudo isso já tinha aparecido em Up From the Depths.
aqui você vai ver também um cara que vai mexer numa coisa que ele vê enterrada na areia do fundo do Mar acabando por soltar acidentalmente um monstro marinho de espécie desconhecida que tava ali, uma oceanógrafa que recolhe um filhote de monstro e leva pro laboratório dela pra analisar e que acaba perdendo o controle sobre o ‘bichinho’ e uma máfia de bandidinhos provincianos que não chegam a fazer nada na prática durante o filme quase todo.
Tudo isso já tinha aparecido no Monstro do Mar de Bering. Mas, nesse último caso, temos que lembrar que tanto Poseidon Rex quanto O Monstro do Mar de Bering foram lançados em 2013. Aí, já que os 2 filmes foram feitos simultaneamente, fica difícil dizer quem seguiu os passos de quem.
Além de tudo isso, dá pra ver que várias cenas de Poseidon Rex foram postas no filme só pra encher linguiça, como as cenas em que aparece a tal máfia de bandidos inúteis que vivem na ilha, as cenas em que o exército entra em ação pra enfrentar o monstro (só que os militares aí ameaçam muito e não fazem nada) e uma cena de sexo ridícula entre o Jackson e a oceanógrafa Sarah, em que nenhum dos 2 nem sequer tira a roupa.
O filme também tem várias bizarrices que acabam transformando ele numa piada: um grupo de pessoas encontram um homem desconhecido boiando desmaiado no Mar e levam pra casa de um deles (será que o procedimento nesse tipo de situação não seria levar a pessoa pro hospital e/ou chamar a polícia?); quando ele acorda, acontece uma conversa de poucos minutos com os salvadores dele e todo mundo, do nada, se dispõe a mergulhar com aquele desconhecido pra procurar um tesouro afundado que ele diz que localizou; e vemos várias pegadas que a ‘mamãe monstro’ deixou no fundo do Mar (ué: ela nadava ou caminhava no fundo do Mar?).
Falando nisso, podemos acrescentar que, em várias cenas em que ela é vista na superfície do Mar, parece que ela tá em pé sobre a água ou mesmo caminhando ali!
Resumindo: Poseidon Rex é uma comédia involuntária, já que pretendia contar uma história séria, mas passou bem longe disso.
Então, não tem nada de bom? Claro que sim.
Tem boas cenas de aventura (principalmente de perseguição). E também surpreende um pouco em relação aos protagonistas, já que, na 1ª meia hora, o filme é focado num casal de namorados que foram passar as férias na ilha...
Você acha que eles são o mocinho e a mocinha do filme, certo? Errado. O bandido arrependido Jackson e a oceanógrafa Sarah protagonizam essa pérola.
Aliás, é a Sarah que dá ao monstro o nome de Poseidon Rex, já que se trata de um monstro marinho, mas se parece muito com um tiranossauro rex.
A última cena deixa claro que vamos ver uma continuação algum dia. Mas ainda não chegou.
Outro filme do Mark L. Lester que eu já indiquei aqui foi A Ameaça Jurássica (2005).
Mais informações sobre Poseidon Rex? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘animais enfurecidos’ que você acha posts sobre A Ameaça Jurássica, O Monstro do Mar de Bering e Up From the Depths
Até a próxima!

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

PEDRO CARDOSO

Sem dúvida o brasileiro Pedro Cardoso é mais conhecido por ter interpretado o personagem Agostinho do seriado A Grande Família (entre 2001 e 2014). E atualmente, pelos desentendimentos que ele tem tido com os paparazzi e com a Rede Globo, seu ex local de trabalho.
A comédia se encontra presente na quase totalidade da carreira dele. E assim, claro que os trabalhos que ele teve até hoje na área do terror foram exatamente em comédias de terror.
A estreia do Pedro nesse gênero foi em As Sete Vampiras (1986).
E em 1991, ele teve um pequeno personagem em Vamp.
Mais informações sobre o Pedro? Lá vai:





E dê uma clicada aí do lado em ‘seriados’ que você acha um post sobre Vamp.
Agora, alguns comentários, já que eu mencionei lá em cima os problemas que o Pedro teve com a Globo e os paparazzi.
Bom, de acordo com o que ele mesmo explicou na época em que acabou A Grande Família, ele não sentiu que a Globo teve com ele a consideração que ele acha que merecia receber...
Uma declaração meio estranha, né? Se a Globo manteve ele interpretando um dos personagens principais do mesmo programa por 13 anos, que é algo bem incomum na emissora, isso é falta de consideração?
Aliás, vamos fazer uma rápida retrospectiva da carreira do Pedro Cardoso: ele começou a adquirir uma certa fama dentro do meio artístico trabalhando nos teatros do Rio no início dos anos 80 em parceria com o hoje falecido ator Felipe Pinheiro e, não muitos anos depois, devido aos contatos que eles tiveram com outros atores de teatro que trabalhavam na Globo, acabaram por ser chamados pra participar de programas humorísticos da época, como TV Pirata (1988).
Então, antes de chegar à Globo, ele trabalhava basicamente em peças de teatro que praticamente se resumiam a esquetes de humor, conhecidas na época como besteirol. E é claro: eram peças engraçadinhas, divertiam, faziam o público rir... Não estou tirando o valor das comédias simples nem do teatro. Mas alguém vai querer me convencer que a maior parte do dinheiro que o Pedro ganhou na vida dele veio mais dessas peças de teatro do que dos programas que ele fez na Globo??? E alguém vai querer me convencer que a fama que o Pedro adquiriu entre o grande público veio mais dessas peças de teatro do que dos programas que ele fez na Globo???
Então, acho que ele é que não está tendo consideração pela Globo com os comentários que ele anda fazendo, né?
Vamos acordar pra realidade: a Globo tratou ele muito melhor do que tratou milhares de outros atores e atrizes.
Deem uma olhada nas novelas que são reprisadas na Globo. Vejam SÓ ALI quantos atores e atrizes de talento considerável fizeram só aquela novela e depois foram completamente esquecidos pela emissora.
Aí sim: nesses casos, a gente pode dizer que a Globo não deu importância ao trabalho daquelas pessoas.
Quanto à questão dos paparazzi, o Pedro diz que não aceita que tirem fotos não autorizadas dele...
Bom, aí já é mais uma situação de análise caso a caso. Uma coisa é alguém tirar uma foto não autorizada minha quando eu estou num lugar público; outra coisa é eu estar dentro da minha casa e aparecer alguém na janela tentando tirar uma foto não autorizada minha.
Esse último caso eu não vou nem comentar: é evidente que está errado sob todos os pontos de vista.
Mas se você é uma pessoa pública (e, portanto, você escolheu expor a sua imagem à mídia), quando você passar por um lugar público inevitavelmente vão aparecer pessoas ali filmando e/ou fotografando você.
Se você não quer que isso aconteça, não seja uma pessoa pública. Vá trabalhar numa profissão em que a sua imagem não é exposta à mídia. Simples, né?
Bom, é isso aí.
Até a próxima!

terça-feira, 22 de novembro de 2022

O MONSTRO DO MAR DE BERING

títulos originais: Beast of the Bering Sea / Bering Sea Beast
título brasileiro: O Monstro do Mar de Bering
ano de lançamento: 2013
país: Estados Unidos
elenco principal: Brandon Beemer, Cassandra Scerbo (creditada aqui como Cassie Scerbo), Jonathan Lipnicki
direção: Don E. FauntLeRoy
roteiro: Brook Durham

Em 1800, um homem chegou ao litoral do Mar de Bering dizendo que um “vampiro do mar” tinha atacado ele.
Na mesma região, no final do século XIX, um pescador apareceu morto numa praia com marcas de mordidas estranhas pelo corpo. E logo depois, um barco que navegava não muito longe dali teve a tripulação desaparecida, como se alguma coisa tivesse entrado no barco e dado um sumiço em todos.
Desde 2012, também naquelas redondezas, centenas de focas têm aparecido mortas e com todo o sangue sugado.
Em 2013, um pequeno grupo de catadores de metal, o Black Drum, decide explorar uma parte do Mar de Bering aonde ninguém vai. E um dos mergulhadores, ao ir mais pro fundo, vê alguma coisa enterrada e se mexendo na areia. E ele vai catucar a coisa com uma faca...
Um infeliz ato de curiosidade que vai mostrar a todos o que são as criaturas responsáveis por todos os eventos descritos acima!

Lançado simultaneamente na televisão com o título de Bering Sea Beast e em DVD com o título de Beast of the Bering Sea, O Monstro do Mar de Bering, como foi lançado no Brasil, não tem como ser considerado um bom filme. Não é um lixo absoluto. Mas é aquele filme de terror que só vale a pena você ver pra se distrair e sem esperar muita coisa.
OK. Ele consegue contar uma historinha que começa, se desenvolve e acaba. Mas tentou seguir demais os passos de outros filmes de terror pra ficar original.
Os tais monstros que aparecem aqui são uma raça de arraias monstruosas que se alimentam de sangue. Mas elas parecem se reproduzir da mesmíssima forma que os monstros de Alien (1979): um indivíduo mais velho da espécie bota um filhote dentro do tórax de um humano, depois de algumas horas o tórax do hospedeiro humano explode e um minimonstro sai lá de dentro querendo matar todo mundo que ele encontra pelo caminho.
E essas arraias explodem quando são atingidas por luz forte! Além de bizarro, isso é um plágio escancarado do Caçador de Troll (2010).
E sabem que dá até pra ver uma certa influência de Jonny Quest (1964)? Afinal, no último episódio, O Monstro do Mar de Java, também vemos ali uma criatura das profundezas do Mar, que tem horror à luz forte e que respira ar numa boa e não demonstra sentir tanta falta de voltar pras profundezas.
Falando nos monstros, eles são muito cheios de contradições...
Como já foi dito, eles explodem quando são atingidos por luz forte. Mas um deles aparece se expondo tranquilamente à luz solar quando ataca 2 velhos que tavam pescando num barco. E nada acontece com a criatura ali.
É uma espécie que vive nas profundezas do Mar e, portanto, só respira água e só se locomove na água, certo? Mas (a maior bizarrice de todas) essas arraias conseguem voar como se fossem aves!!!
O aspecto físico deles também não ajuda muito: eles parecem aqueles sacões de lixo de plástico preto com uma máscara de monstro em cima!rsrs
E os personagens humanos? Bom, eles não têm carisma. Mas a pior parte aí talvez seja um bandidinho mixuruca que manda numa quadrilha provinciana. Na prática, eles não fazem nada durante o filme todo.
E o lugar onde a história se passa é muito insosso (talvez até por ser tudo meio cinzento). E em alguns casos, vira um cenário incompreensível: o excesso de cenas escuras deixa a gente sem entender certas coisas direito.
Em poucas palavras: veja O Monstro do Mar de Bering se você não tiver outra coisa pra ver.
O Don E. FauntLeRoy também foi o diretor de Anaconda 3 (2008) e Anaconda 4 (2009), continuações do clássico Anaconda (1997).
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘aventura’ que você acha posts sobre Alien, Anaconda, Jonny Quest e O Caçador de Troll.
Até a próxima!

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

PAULO GORGULHO

Mais lembrado por ter interpretado os heróis José Leôncio e José Lucas de Nada em fases diferentes da novela Pantanal (1990) e por ter feito uma participação especial no remake da novela (2022), o brasileiro Paulo Gorgulho é um ator basicamente de novelas.
O único trabalho que ele teve até hoje na área do terror foi o curta-metragem de terror infantil A Missa dos Mortos (2004).
O personagem do Paulo é um pai viúvo que cria 3 filhos. E um dia, ele resolve levar as crianças pra conhecer a cidade natal dele, no interior.
Lá, as crianças pedem pra brincar na praça com as suas bicicletas. E a única advertência que eles recebem é pra não se aproximarem da chamada “Igreja da Missa”, embora ninguém explique o motivo...
E aí? Pra onde vocês acham que os 3 vão pedalando?rsrs
O tal lugar é uma igreja meio afastada do resto da cidade, mas existem placas que mostram claramente o caminho pra lá.
Estruturalmente, o lugar ainda se encontra de pé. Mas qualquer um vê que ninguém entra lá há muitos anos.
De repente, começa a chover. E as crianças entram ali pra se abrigar. Mas começam a ouvir um barulho de pessoas rezando na nave principal.
Como parece se tratar simplesmente de uma missa comum, eles vão até lá. Mas veem que todos que tão presentes na igreja são fantasmas! E começam a se movimentar como se fossem atacar os intrusos! E aí... As 3 crianças acordam, cada uma na sua cama, vendo que tudo aquilo foi um pesadelo que todos eles tiveram ao mesmo, além de também acordarem ao mesmo tempo.
De manhã, eles veem o pai botando as malas de todos eles no carro pra viajar, deixando claro que vão visitar a cidade natal dele...
O filme acaba com carro partindo com as 3 crianças quase em estado de choque, concluindo que o pesadelo foi um sonho premonitório dos 3 em relação ao que eles vão encontrar na tal cidade no dia seguinte.
Mais informações sobre o Paulo? Lá vai:


Até a próxima!

domingo, 20 de novembro de 2022

CORRIDA

título original: Córrer
título brasileiro: Corrida
ano de lançamento: 2013
país: Espanha
elenco: Daniel Sánchez
direção e roteiro: Eloi Biosca

Já vou começar avisando que Corrida não é um filme pra todos. Se você não gosta de ver o lado plástico das cenas e não gosta de filosofar sobre as imagens que aparecem na tela, não veja, porque você não vai gostar. Até porque é só isso que se tem pra ver nesse filme.
O que temos aqui é um curta-metragem de 1 minuto e 37 segundos feito no Delta de l’Ebre (um parque do Leste da Espanha). E que foi dirigido, produzido e filmado da forma mais artesanal possível pelo fotógrafo espanhol Eloi Biosca.
As imagens mostram o ator Daniel Sánchez correndo sem roupa por uma estrada deserta, vindo de um lugar indefinido e indo pra outro lugar indefinido.
O que isso quer dizer? Bom, o objetivo é provocar reações diferentes em quem tá vendo: raiva em algumas pessoas, desinteresse em outras, desejo em outras, espanto em outras, inveja em outras...
Obviamente, cada um entende o que quiser dali, pois o filme não conta nenhuma estória explicadinha.
Pouco depois do lançamento, o diretor/roteirista/produtor/cameraman lançou o que seria a continuação de Corrida, chamada Córrer 2. Mas não esperem ver ali nenhuma ‘continuação’ propriamente dita: o tal Córrer 2 não é nada mais e nada menos do que o mesmíssimo filme, só que com as cenas em câmera lenta, dando ao filme a duração de 3 minutos e 15 segundos.
Mais informações sobre Corrida? Lá vai:


Até a próxima!

sábado, 19 de novembro de 2022

PAUL KRATKA

Médico e ator, o californiano Paul Kratka se dedica mais à 1ª profissão do que à 2ª. Mas, nesse último caso, ele é mais lembrado exatamente por uma produção de terror, que foi também a estreia dele como ator: Sexta-Feira 13 – parte 3 (1982).
Pra quem desconhece qualquer mínima informação que seja sobre filmes de terror dos anos 80, se trata do 3º filme do Jason Voorhees. E o personagem do Paul, chamado Rick, era exatamente o protagonista masculino da vez, ou seja, ele namorava a Chris, que era a protagonista feminina da vez.
Em slashers dos anos 80, a regra geralmente era que só a protagonista feminina se salvasse no final, enquanto todo o resto da turminha de heróis morria. E isso incluía o protagonista masculino. E Sexta-Feira 13 – parte 3 não foi uma exceção: já no final do filme, o Rick tem a cabeça esmagada pelo Jason numa cena que hoje, pra nós, parece meio cômica: usaram um manequim pra fazer a cena, porque o diretor queria que aparecesse um dos olhos do Rick pulando pra fora do rosto quando ele tivesse a cabeça esmagada... Com os efeitos especiais daquela época, é óbvio que o resultado da cena ficou meio trash. Até porque a gente vê com todos os detalhes que é um boneco que aparece ali.
Mas vai ver que naquela época (há 40 anos atrás) teve gente se assustando ao ver isso.
His Name Was Jason: 30 Years of Friday the 13th (2009) e Crystal Lake Memories: The Complete History of Friday the 13th (2013) foram documentários sobre os filmes do Jason, reunindo entrevistas e reportagens sobre todos os filmes em que o personagem tinha aparecido até ali. E o Paul aparece lá, como um dos entrevistados.
Outros filmes de terror em que ele foi visto foram The Day They Came Back (2006), Mr. Mullen (2010) e Blood Was Everywhere (2013).
Mais informações sobre o Paul? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ que você acha um post sobre Sexta-Feira 13 – parte 3 e os demais filmes da franquia.
Até a próxima!