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terça-feira, 5 de novembro de 2024

OLHOS FAMINTOS

título original: Es Ist Angerichtet / Jeepers Creepers
título brasileiro: Olhos Famintos
ano de lançamento: 2001
países: Alemanha / Estados Unidos
elenco principal: Gina Philips, Jonathan Breck, Justin Long
direção e roteiro: Victor Salva

Diz uma lenda que, em 1978, algumas pessoas desapareceram misteriosamente enquanto passavam por uma estrada deserta numa área rural...
Passados 23 anos, em 2001, os irmãos Darry e Trish se encontram viajando de carro pela mesma estrada. E de repente, uma espécie de caminhão velho de pequeno porte se aproxima deles por trás e começa a buzinar e fazer movimentos estranhos.
Embora o Darry mande ele passar várias vezes, ele ainda continua fazendo isso por mais quase 1 minuto, até que passa e se perde de vista.
Mais à frente, os jovens passam por uma igreja abandonada na beira da estrada. E veem o mesmo caminhão que atacou eles antes estacionado do lado da igreja.
Não dá pra ver detalhes sobre a aparência do motorista, já que ele tá muito longe.
Mas dá pra ver que ele tá tirando o que parecem ser cadáveres humanos embrulhados em lençóis de dentro do caminhão e jogando eles dentro de um largo encanamento que sai do chão ao lado da igreja.
Ele percebe que foi visto e começa a encarar os irmãos, enquanto eles passam de carro. E logo depois, ele começa a perseguir eles com o caminhão.
Se até agora não deu pra ver a aparência do motorista, eles vão lamentar quando conseguirem olhar pra ele de perto...

Pouco depois que foi lançado, Olhos Famintos já chamou muito a atenção dos fãs do terror. Provavelmente por ter uma história simples (focada só nos mesmos poucos personagens do início ao fim do filme), mas mantendo a sensação de medo e de incapacidade dos heróis de fugir do vilão.
A maior parte das situações são deixadas no ar. Mas, exatamente porque a história não se desenvolve muito, você não deixa de entender o que o diretor quis dizer quando o filme acaba.
Se você for assistir ao filme sem nenhuma informação sobre ele, nem vai saber que tá vendo um monster movie durante os primeiros 40 minutos, já que, até ali, o vilão parece simplesmente um psicopata que coleciona cadáveres.
Só depois disso, fica óbvio que ele não pode ser humano. Mas a aparência monstruosa dele vai sendo mostrada aos poucos, até ser exibida no ponto máximo nos minutos finais, quando ocorre o confronto final dele com o Darry e a Trish.
Mas praticamente não há informações sobre o monstro. O máximo que a personagem Jezelle conta é que ele dorme durante a maior parte do tempo. Mas, de 23 em 23 primaveras, ele fica acordado durante 23 dias seguidos. E nesse período ele aproveita pra comer, pra repor as partes do corpo dele que já começaram a virar pó. Ou seja: ele mata uma pessoa e come os olhos dela pra criar olhos novos, mata outra pessoa e come os pulmões dela pra criar pulmões novos...
Embora o monstro não receba nenhum nome próprio por parte de nenhum personagem, ele foi identificado nos créditos finais do filme como “Creeper”.
O diretor já disse em entrevistas que os primeiros minutos do filme foram inspirados em Encurralado (1971), filme que tava completando 30 anos naquele ano.
Quanto ao monstro, ele nunca deu muitos detalhes do que se trata. A única pista que ele deu é que o Creeper já foi um homem normal.
De qualquer forma, ele já disse em entrevistas do que NÃO se trata. Ele afirma que a criatura não é um demônio e não é um extraterrestre.
Mesmo as continuações diretas desse filme nunca explicam o que o monstro é nem de onde veio. A única coisa que fica clara é que ele veio de muitos e muitos séculos do passado. E sempre agiu da mesma forma.
Bom, a parte do Creeper só aparecer de 23 em 23 primaveras remete a alguma coisa sobrenatural, né? Mas se o Victor Salva, que foi quem inventou o personagem, diz que ele não é sobrenatural...
Alguns fãs do filme também levantaram a possibilidade de que o Creeper foi inspirado numa assombração do Folclore Norte-Americano chamada Wendigo. Mas o diretor nunca confirmou isso.
Como eu já mencionei superficialmente acima, o filme abriu as portas pra uma franquia, com mais 3 filmes envolvendo o mesmo monstro (2003, 2017 e 2022).
O filme de 2003 é uma continuação do filme de 2001 e o filme de 2017 é uma intersequência, porque a história dele se encaixa entre as histórias do 1º e do 2º.
Já o filme de 2022 é um reboot, contando outra versão sobre o Creeper.
Rumores sobre um 5º filme têm aparecido. Mas, pelo menos até agora, nada foi feito na prática sobre isso.
O filme de terror indiano Kaalo (2010) foi inspirado no 2º filme dessa franquia.
Mais informações sobre Olhos Famintos? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções indianas’ que você acha um post sobre Kaalo.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!😉

segunda-feira, 3 de junho de 2024

DRÁCULA - A ÚLTIMA VIAGEM DO DEMÉTER

títulos originais: Die letzte Fahrt der Demeter / Le Dernier Voyage du Demeter / The Last Voyage of the Demeter
título brasileiro: Drácula – a Última Viagem do Deméter
ano de lançamento: 2023
países: Alemanha / Canadá / Estados Unidos / Índia / Inglaterra / Malta
elenco principal: Aisling Franciosi, Corey Hawkins, Javier Botet
direção: André Øvredal
roteiro: Bram Stoker (autor do texto original), Bragi F. Schut, Zak Olkewicz

Em 1897, uma escuna russa é encarregada de transportar da Romênia até a Inglaterra uma carga particular: 50 caixotes de madeira, cada 1 marcado com um desenho de dragão.
O capitão tá à procura de mais 3 marinheiros antes de zarpar.
Cerca de 10 homens se oferecem pra isso. Mas quando 1 deles vê o desenho de dragão num dos caixotes, ele entra em pânico e foge dali!
Alguns habitantes locais, ao verem os caixotes sendo embarcados, dizem que o navio tem que sair dali antes do anoitecer...
Eles desejam boa sorte aos marinheiros, pois vão precisar disso. E eles se benzem depois que o navio se afasta...
A princípio, a viagem vai correr tranquila. Depois, vão começar a acontecer situações estranhas. E finalmente, em vez de situações apenas estranhas, vão começar a acontecer situações aterrorizantes...

Drácula – a Última Viagem do Deméter foi inspirado numa breve passagem do livro Drácula (1897), do irlandês Bram Stoker, que conta como foi a viagem que o vampiro fez de navio pra chegar à Inglaterra.
O roteiro original, escrito pelo Bragi F. Schut, tinha como protagonista um camponês que invadia o navio Deméter pra vingar a morte da esposa e do filho recém-nascido... Isso remete a uma passagem do livro em que o Drácula entrega uma criança recém-nascida às 3 vampiras que moravam no castelo dele e, pouco depois, uma mulher invade o castelo exigindo que a criança dela seja devolvida, mas é atacada e (supostamente) morta pela alcateia de lobos que rondavam o castelo.
Mas esse rascunho do roteiro foi completamente deixado de lado.
Na verdade, como o Bragi ofereceu esse roteiro a vários estúdios diferentes, ele foi fazendo várias mudanças aqui e ali, conforme passava de um possível interessado pra outro. Até que a DreamWorks Pictures se interessou pelo roteiro. E o Bragi fez as mudanças exigidas pelo estúdio em parceria com o Zak Olkewicz (assim, claro que o roteiro aqui não é igual ao que aparece no livro).
O diretor disse que o filme é uma espécie de nova versão de Alien (1979), mas se passando num navio e em 1897.
A Última Viagem do Deméter foi projetado pra ser um novo clássico do terror, recebeu muito investimento e, além de ser todo filmado na Alemanha e em Malta, a parte administrativa envolveu mais 4 países (Canadá, Estados Unidos, Índia e Inglaterra).
Mas não chegou tão longe quanto se esperava: prometia muito e entregou pouco.
É aquele típico monster movie em que o monstro só aparece nas cenas em que ele vai atacar alguém. Tirando isso, o que a gente vê mais é falação entre os personagens humanos.
O filme é ruim? Não. Mas a maioria das opiniões que ele gerou foi algo do tipo:

“Não é que seja um filme ruim, mas não mostrou nada além do que todos já esperavam ver.”

O filme só inovou por destacar a viagem do navio Deméter entre a Europa Oriental e a Europa Ocidental, já que essa passagem do livro sempre é mostrada de forma rápida e sem muitos detalhes nas produções televisivas e cinematográficas inspiradas nessa obra.
A Última Viagem do Deméter também nunca se aprofunda na origem do monstro: só vemos um diálogo entre a Anna e o Clemens em que ela afirma que ele é uma entidade maléfica chamada Drácula, que morava num castelo construído em tempos ancestrais no alto de uma montanha da Europa Oriental. Não há nenhuma informação anterior a isso e nada de cenas de flashback.
A criatura vai mudando de forma durante o filme, começando como um cadáver ressecado e terminando como um morcego humanoide.
A 1ª aparência dele lembra o Conde Orlok de Nosferatu (1922) e a 2ª lembra a aparência que o vilão adquire em Drácula de Bram Stoker (1992) depois da cena em que ele morde a Mina.
Outro easter egg que vemos aqui é um cetro que o vampiro carrega: é uma clara imitação da bengala que o Larry Talbot compra em O Lobisomem (1941).
Uma cena que também me lembrou outra cena de outro filme mostra larvas de mosca rastejando no caixote onde o Drácula dorme... Isso se parece com o avião do Dwight Renfield, cheio de terra misturada com vermes, em O Voo Noturno (1997).
O filme tem esquisitices? Claro.
Por exemplo, sabem o que os heróis fazem quando encontram o caixote onde o Drácula dorme? Nada.
Gente, se já deu pra entender que o monstro precisa daquele caixote pra se abrigar, será que não seria pelo menos um pouquinho inteligente destruir o caixote?
As mordidas do Drácula produzem efeitos variados (que variam de acordo com as conveniências do roteiro, eu diria): alguns personagens simplesmente somem depois que são mordidos, outros se transformam em vampiros sem consciência que atacam de forma bestial quem eles veem pela frente e 1 personagem específico mantém a lucidez e a consciência intocáveis e continua interagindo com os outros até morrer depois de ser mordido.
A Última Viagem do Deméter faz algumas críticas contra o racismo. Mas acabou querendo lacrar demais e derrapando nos eventos históricos...
O Clemens diz que ele foi um dos primeiros médicos negros a se formar pela University of Cambridge, alguns anos antes dos eventos mostrados no filme. Mas o filme se passa em 1897. E essa universidade ainda nem aceitava alunos negros naquela época (o 1º médico negro só se formou pela Cambridge em 1918).
Então, vale a pena ver A Última Viagem do Deméter? Claro. Se você é fã de filmes de vampiros ou de monster movies em geral, acho quase impossível que você não goste. Mas não veja esse filme esperando encontrar um clássico que vai entrar pra História do Cinema.
Como era de se esperar, a última cena deixa uma porta aberta pra uma continuação. Mas, como o retorno que o filme teve nas bilheterias passou longe do esperado, é pouco provável que essa continuação apareça um dia.
Outro filme do André Øvredal que eu já indiquei aqui foi O Caçador de Troll (2010).
Mais informações sobre A Última Viagem do Deméter? Lá vai:


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ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!
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segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

O GOLEM

título original: Der Golem: Wie Er In Die Welt Kam
título brasileiro: O Golem
ano de lançamento: 1920
país: Alemanha
elenco principal: Albert Steinrück, Ernst Deutsch, Paul Wegener
direção: Carl Boese e Paul Wegener
roteiro: Henrik Galeen e Paul Wegener

Na Europa medieval (possivelmente no Sacro Império Romano Germânico), um rabino chamado Löw observa as estrelas e vê, pela posição delas, que algo terrível vai acontecer à comunidade judaica.
Pouco depois, o Löw começa a esculpir uma estátua, pretendendo invocar o demônio Astaroth pra encarnar nela, numa tentativa de usar essa criatura pra defender a comunidade judaica.
Pra ser mais exato, o objetivo dele é produzir ali uma criatura chamada Golem. E pra dar vida a ela é preciso atarraxar um amuleto mágico, contendo uma palavra desconhecida, no tórax dela.
O Löw realiza um ritual mágico, no qual faz o demônio aparecer e mencionar a tal palavra.
O rabino escreve essa palavra num papel, bota isso dentro de um amuleto em forma de estrela e atarraxa isso no tórax da estátua, que imediatamente adquire vida. Mas volta a ser só uma estátua normal quando tem o amuleto tirado dali.
O Löw só não sabe que, se alguém produzir uma estátua mágica daquela espécie, só vai poder controlar ela durante um certo tempo: depois disso, o demônio Astaroth vai assumir o controle da estátua e passar a usar ela com propósitos maléficos.

Originalmente, O Golem fazia parte de uma franquia com 2 outros filmes, lançados em 1914 e 1917. E os 3 mostravam o ator Paul Wegener interpretando o mesmo monstro. Mas as gravações dos outros 2 filmes se perderam e, atualmente, tudo o que existe deles são algumas fotos e algumas páginas dos roteiros.
De qualquer forma, pareciam ser 3 filmes que contavam 3 histórias de terror independentes umas das outras sobre a mesma criatura, já que o que sobrou dos outros 2 roteiros não mostra uma continuidade de acontecimentos entre as histórias.
Bom, como único filme sobrevivente da franquia, O Golem é considerado o monster movie de longa-metragem mais antigo da História do Cinema.
Levando em conta que tudo foi feito há mais de 100 anos, foi uma superprodução. Mas é claro que vemos algumas esquisitices aqui, como, por exemplo, os rabinos sendo retratados como magos.
O amuleto atarraxado no tórax do Golem muito provavelmente inspirou o amuleto sendo colocado e tirado do tórax do Morty em Uma Noite de Halloween (1999).
A cena do final em que o Golem se encontra com a menina (calma: não vou contar como acaba!rsrs) muito provavelmente também inspirou a cena de Frankenstein (1931) em que o monstro interage com uma menina na beira do lago.
Sendo um filme de 1920, acho que já tá claro que O Golem é uma produção muda e em preto e branco. Mas vale muito a pena dar uma olhada. Principalmente se você for historiador, estudante de Cinema e/ou fã de filmes daquela época.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
E dê uma clicada aí do lado em ‘séries cinematográficas’ que você acha posts sobre Frankenstein e Uma Noite de Halloween.
Até a próxima!
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segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

O GABINETE DO DR. CALIGARI

título original: Das Cabinet des Dr. Caligari
título brasileiro: O Gabinete do Dr. Caligari
ano de lançamento: 1920
país: Alemanha
elenco principal: Conrad Veidt, Friedrich Feher, Werner Krauss
direção: Robert Wiene
roteiro: Carl Mayer e Hans Janowitz

Numa praça, ou algo parecido, um jovem chamado Franzis tá conversando com um homem mais velho.
Nenhum dos 2 parece se encontrar nas melhores condições mentais, enquanto falam coisas sem sentido sobre espíritos assombrando a vida deles e tal.
Uma mulher igualmente desnorteada passa por eles.
O Franzis diz ao idoso que aquela é a noiva dele. E que eles passaram por uma tragédia que o velho nem imagina na cidade natal deles, chamada Holstenwall...

O Gabinete do Dr. Caligari começa com esse prólogo e, depois disso, entramos na mente do Franzis enquanto ele conta uma história sinistra ao velho, se passando numa cidade formada só por construções retorcidas e ruas cheias de curvas sem sentido.
E de acordo com o que ele conta, um misterioso homem chamado Caligari chegou a essa cidade pra se apresentar numa feira de variedades, expondo um jovem que ele mantinha infinitamente inconsciente dentro de um caixão, chamado Cesare. Mas não demorou muito a ficar claro que o Caligari era um psicopata que, através de hipnose, levava o Cesare a cometer assassinatos!
O filme tem um plot twist nos minutos finais. Mas, se você for mais observador, talvez não se surpreenda tanto. Porque, prestando atenção no prólogo e na aparência física das coisas que o Franzis descreve, já é de se esperar o que aparece no final do filme.
O Gabinete do Dr. Caligari é considerado por alguns historiadores o 1º longa-metragem do Expressionismo Alemão.
Devido aos recursos da época em que foi feito, há mais de 100 anos, o filme é mudo, em preto e branco e não há cenas externas (tudo foi filmado em estúdios).
Pouco depois que O Gabinete do Dr. Caligari foi exibido pelas primeiras vezes, a cópia que o diretor tinha ficou inutilizada por motivos não muito claros, o que deu a essa produção o título de “filme perdido”. Mas, nos anos 50, o ator Werner Krauss, que interpretou o Caligari, revelou que ele tinha uma cópia. E quando ele morreu, em 1959, a película foi entregue a um arquivo cinematográfico na Alemanha, o que acabou permitindo que ela chegasse até os dias de hoje.
Indispensável pra historiadores, estudantes de Cinema e fãs de expressionismo e de filmes do início do século XX.
Mais informações sobre O Gabinete do Dr. Caligari? Lá vai:


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Até a próxima!
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domingo, 20 de agosto de 2023

ASAS DO TERROR / VALE DOS MORTOS

títulos originais: Flu Birds / The Flu Bird Horror
títulos brasileiros: Asas do Terror / Vale dos Mortos
ano de lançamento: 2008
países: Alemanha / Estados Unidos / Romênia
elenco principal: Clare Carey, Lance Guest, Sarah Butler
direção: Leigh Scott
roteiro: Brian Smith e Tony Daniel

Sem que ninguém entenda o que são nem de onde vieram, um bando de ferozes criaturas aladas aparecem numa floresta.
As primeiras vítimas que elas fazem são 2 caçadores: um deles, apesar de ferido, consegue fugir; enquanto um dos monstros devora o outro homem...
Logo depois, as criaturas atacam um bando de delinquentes juvenis, que tavam fazendo um trabalho na floresta ao passar por um processo de reeducação...
Um guarda florestal chamado Garrett encontra aquele caçador sobrevivente numa estrada da floresta. Ele recolhe o cara, leva pro hospital e vê que a médica que começa a atender o caçador é a ex esposa dele, chamada Jacqueline, que ele já não via fazia 10 anos.
Ela analisa os ferimentos do homem e vê que uma espécie de alergia estranha começou a se espalhar no corpo dele, enquanto ele delira falando “Aves... Aves...”.
Depois de um exame de sangue, a Jacqueline constata que o homem contraiu um tipo de gripe aviária superdesenvolvida. E isso significa que uma epidemia provavelmente vai se espalhar a partir do corpo dele!
Nesse instante, uma das garotas do grupo de delinquentes consegue encontrar um comunicador e, ao acionar o aparelho, ela consegue entrar em contato com o comunicador do Garrett.
Pelas poucas informações que a garota consegue dar, ele identifica a parte da floresta onde o grupo se encontra. Mas, quando ele começa a caminhar pra fora do hospital pra ir até lá, a Polícia Federal chega pra colocar o hospital em quarentena.
Os policiais permitem que o Garrett e a Jacqueline saiam, mas explicam que eles não podem entrar de novo no hospital depois disso. E em poucos minutos, ninguém mais que ainda tá lá dentro vai poder sair também.

Depois que já tinha sido exibido na televisão estadunidense como The Flu Bird Horror, esse filme foi relançado em DVD como Flu Birds. E no Brasil, curiosamente, também recebeu 2 títulos: Asas do Terror e Vale dos Mortos.
Os primeiros rascunhos dele começaram no ano 2000, quase 10 anos antes do filme ser lançado de fato. E dizem alguns sites que tinha um tema um pouquinho diferente (não sei se isso procede, porque não encontrei basicamente nenhuma informação sobre um roteiro pro filme que fosse anterior a 2005).
Nenhuma explicação é dada sobre a origem dos monstros. Mas parece que na ideia original eles seriam humanos infectados pelo vírus que eles agora transmitem. E as novas pessoas infectadas pelo vírus através das criaturas também se transformariam em monstros do mesmo tipo. Mas como a produção tava sem tempo nem grana pra mostrar isso, decidiram que os infectados iam simplesmente morrer.
Embora os personagens humanos se refiram aos monstros sempre como “aves”, eles parecem mais pterodátilos humanizados do que aves.
E um detalhe: tem um garoto no bando dos delinquentes chamado Johnson que é um dos personagens mais intragáveis que eu já vi! Você acaba torcendo mais pra ele se dar mal do que pros monstros se darem mal!
De qualquer forma, a ideia do diretor era simplesmente retratar num filme de terror o medo que as pessoas manifestaram contra a gripe aviária na epidemia de 2005.
O Burt Reynolds foi convidado pra interpretar o personagem Garrett. Mas ele não aceitou, já que achou o cachê oferecido muito baixo.
Continuação à vista? Bom, o filme acaba deixando várias situações em aberto. Mas, até agora, não se falou em continuação.
A história não se desenvolve muito mais do que isso que eu mencionei acima. Então, se você gostou da sinopse, beleza. Dê uma olhada, porque você vai gostar.
Asas do Terror foi produzido na Alemanha e Estados Unidos, mas foi todo filmado na Romênia.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


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terça-feira, 25 de abril de 2023

AMALDIÇOADOS

títulos originais: Cursed / Maléfice / Verflucht
título brasileiro: Amaldiçoados
ano de lançamento: 2005
países: Alemanha / Canadá / Estados Unidos
elenco principal: Christina Ricci, Jesse Eisenberg, Joshua Jackson
direção: Wes Craven
roteiro: Kevin Williamson

Em Los Angeles, uma jovem chamada Ellie ficou com a guarda do irmão adolescente chamado Jimmy, já que os pais deles morreram recentemente.
Numa noite em que eles passam por uma estrada à beira de um abismo numa área florestal, são surpreendidos por um vulto que passa correndo na frente do automóvel, fazendo a Ellie perder a direção e se chocar contra outro carro, que acaba caindo no abismo.
Eles descem lá pra ver se a garota que tava no carro tá bem. Mas começam a ouvir alguma coisa rosnando entre as árvores. E um vulto monstruoso agarra a garota e puxa ela pro meio da escuridão, enquanto o Jimmy e a Ellie tentam inutilmente segurar ela.
A criatura chega a morder e arranhar tanto o Jimmy quanto a Ellie. Mas some entre as árvores carregando a garota.
Quando chega uma ambulância, apesar do Jimmy afirmar que o que atacou eles foi um lobo, os enfermeiros afirmam que aquelas marcas de mordidas e arranhões não são de um lobo e que já faz muitas décadas que ninguém vê um lobo naquela região. E o cachorro deles passa a estranhar eles...
Quando eles voltam pra casa, o Jimmy vai pesquisar na Internet sobre ataques de lobos na California, acabando por encontrar sites que mencionam ataques de lobisomens...
No dia seguinte, os 2 jovens percebem que ficaram com o olfato e a audição superdesenvolvidos e que criaram estranhas marcas de 5 pontas nas palmas das mãos. E além disso, eles passam a despertar os desejos sexuais em fase extrema de qualquer pessoa que se sinta atraída pelo tipo físico deles.

Essa coprodução germano-canadense-estadunidense foi lançada na Alemanha como Verflucht, no Canadá como Maléfice, nos Estados Unidos como Cursed e no Brasil como Amaldiçoados.
Vou ser bem objetivo: é um filme sobre jovens das classes média e alta de Los Angeles que acabam se envolvendo com o assunto ‘lobisomem’.
Todos os personagens principais são jovens. Quando aparece alguém mais velho em cena é por poucos segundos.
Então, nem tem muito pra dizer além disso.rsrs
Acho que o Wes Craven fez esse filme mais pra tentar conquistar um público adolescente / pós-adolescente do que pra contar uma história de terror.
Não tô dizendo que não tem terror no filme. Claro que tem. Mas ficou como uma coisa meio secundária. Ou, no mínimo, menos desenvolvida.
No final, ainda tentam fazer um certo suspense sobre a identidade do lobisomem que feriu os jovens no início, fazendo parecer que o monstro é uma pessoa a princípio não suspeita. Mas na verdade isso nem funciona muito, pois nessa parte do filme já tá claro quem o lobisomem é.
Bom, a história em si não chega a ser ruim, mas tem esses detalhes que eu disse. Vai agradar mais a fãs de filmes e seriados de adolescentes do que a fãs de filmes de terror.
Outro filme do Wes Craven que eu já indiquei aqui foi A Hora do Pesadelo (1984).
Mais informações sobre Amaldiçoados? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘séries cinematográficas’ que você acha o post sobre A Hora do Pesadelo.
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sexta-feira, 3 de março de 2023

ANJOS DA NOITE

título original: Underworld
título brasileiro: Anjos da Noite
ano de lançamento: 2003
países: Alemanha / Estados Unidos / Hungria / Inglaterra
elenco principal: Kate Beckinsale, Scott Speedman, Shane Brolly
direção: Len Wiseman
roteiro: Danny McBride, Kevin Grevioux e Len Wiseman

No século V, um guerreiro chamado Alexander Corvinus viu todos os humanos da região dele sendo atingidos e mortos por uma epidemia. Mas o corpo dele sofreu algum tipo de mutação que tornou ele imortal, permitindo que só ele sobrevivesse à doença.
Depois disso, ele teve 2 filhos que herdaram a imortalidade dele. E como um foi mordido por um morcego e o outro foi mordido por um lobo, os descendentes deles nasceram com o DNA misturado desses animais, dando início às espécies dos vampiros e dos lobisomens.
Embora geralmente os membros das 2 espécies já nasçam sendo filhos de alguém com essas condições, também não é impossível que um humano normal mordido por um vampiro ou um lobisomem se transforme num deles.
Com o passar dos séculos, os vampiros se organizaram num rico clã, instalado numa mansão da Hungria. E passaram a existir 3 soberanos vampiros, chamados Amelia, Marcus e Viktor. Mas só 1 pode reinar de cada vez pelo mandato de 1 século, enquanto os outros 2 ficam dormindo dentro de caixões eletrônicos. E quando termina o mandato do soberano vampiro em exercício, ele volta pro caixão eletrônico dele e os demais vampiros despertam 1 dos outros 2 pra que aconteça a mesma coisa.
Quanto aos lobisomens, são caçados por um grupo de vampiros exterminadores, que têm a guerreira Selene como sua representante de mais destaque. E é ela quem percebe que há algo errado acontecendo...
Em 2003, no final do mandato da Amelia, ela saiu pra fazer uma viagem e deixou um vampiro chamado Kraven governando o clã como regente até ela voltar. E dá pra ver que o Kraven anda tendo um comportamento estranho em relação aos lobisomens, ao mesmo tempo em que a Selene encontrou uma grande alcateia dessas criaturas vivendo no subterrâneo da Hungria, mas o Kraven insiste em negar que isso seja possível.
E logo vemos que ele costuma se encontrar escondido com o chefe dos lobisomens, chamado Lucian...
Violando as leis dos vampiros, a Selene decide acordar o Viktor ainda durante o mandato da Amelia pra que ele descubra o que tá se passando. E realmente ele vai descobrir. Mas, ao mesmo tempo, segredos chocantes sobre o passado da própria Selene também vão vir à tona...

Completando 20 anos de lançamento esse ano, Anjos da Noite é perfeito pra quem gosta de ‘terror chique’.rsrs Não espere ver aqui muitas cenas de violência brutal, mas cenas de luta e de ação são bastante frequentes (embora também haja algumas cenas meio paradas). E um bom clima de suspense também é mantido durante a maior parte do tempo.
Pros padrões de um filme de terror, ele recebeu bastante investimento. E foi inteiramente filmado na Hungria, mas foi produzido na Alemanha, Estados Unidos e Inglaterra.
Há quem considere Anjos da Noite a versão de terror de Matrix (1999).
Anjos da Noite deu origem a uma franquia que teve até agora 4 outros filmes (2006, 2009, 2012 e 2017).
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

A RELÍQUIA

títulos originais: Das Relikt: Das Museum der Angst / Reriku / The Relic
título brasileiro: A Relíquia
ano de lançamento: 1997
países: Alemanha / Estados Unidos / Inglaterra / Japão
elenco principal: Linda Hunt, Penelope Ann Miller, Tom Sizemore
direção: Peter Hyams
roteiro: Douglas Preston (autor do texto original), Amanda Silver, Amy Jones, John Raffo, Lincoln Child e Rick Jaffa

Um arqueólogo chamado John começa a se comportar de forma estranha depois que tem contato com uma tribo indígena da Amazônia...
Poucos meses depois, um navio aparece boiando à deriva no meio do Lago Michigan. E os destroços dos cadáveres da tripulação são encontrados no depósito de esgoto do navio, o que surpreende bastante o Detetive Vincent.
Na semana seguinte, no Field Museum of Natural History, onde o John trabalhava, o cadáver despedaçado de um vigia noturno é encontrado no banheiro do museu, que assim é interditado pela polícia. E a sala do John também é deixada brutalmente revirada, como se alguém tivesse entrado ali pra procurar alguma coisa.
O Vincent vai lá dar uma olhada e não pode deixar de ver as semelhanças entre os cadáveres da tripulação do navio e o cadáver que ele acabou de ver no banheiro do museu.
Ao mesmo tempo, a bióloga Margo e o biólogo-chefe Albert começam a estranhar algumas caixas enviadas ao museu pelo John, contendo folhas com umas bolinhas vermelhas não-identificadas grudadas nelas.
Mas a diretora do museu não quer saber de confusão, já que uma grande festividade que tá programada pra acontecer ali vai reunir as figuras mais importantes da cidade. E ela não vai deixar o Albert nem a Margo nem o Vincent estragarem isso.
Bom, quem for a essa festa não vai ter as melhores experiências, já que uma criatura monstruosa se encontra na parte mais funda e escura do porão do museu! Mas assim que sentir fome, ela não vai ficar lá por muito tempo...

Inspirado no livro com o mesmo nome (1995), do Douglas Preston, A Relíquia é um bom filme de terror.
Começa dando a entender que você vai ver uma história de terror sobrenatural, mas depois fica claro que é uma história de ficção científica.
Os efeitos especiais são bons pros padrões da época. E são até melhores do que os efeitos de alguns filmes que a gente vê hoje.
O filme como um todo também é mais bem cuidado, tudo tem uma aparência mais chique do que a gente vê na maioria dos filmes de terror...
O monstro aparece em poucas cenas não pra fazer suspense, mas sim por um problema técnico: o animatrônico não tinha ficado pronto quando as filmagens começaram, obrigando o diretor a fazer todas as cenas que podia fazer sem o boneco e deixando pra depois só as cenas que dependiam das aparições explícitas da criatura.
Claro que algumas situações ficam no ar. Por exemplo, como o monstro saiu do navio onde se encontrava no Lago Michigan, se deslocou até o Field Museum of Natural History e foi se instalar no subsolo do museu sem ninguém ver?
Mas, tirando uma derrapada ou outra, não tenho nada a dizer contra A Relíquia.
Recomendo esse filme a quem curte histórias sobre monstros mutantes.
Mais informações sobre A Relíquia? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

segunda-feira, 20 de junho de 2022

TIRANOSSAURO ASTECA

títulos originais: Aztec Rex / Tyrannosaurus Azteca
título brasileiro: Tiranossauro Asteca
ano de lançamento: 2007
países: Alemanha / Estados Unidos
elenco principal: Dichen Lachman, Ian Ziering, Marco Sanchez
direção: Brian Trenchard-Smith
roteiro: Richard Manning

Em 1518, o conquistador espanhol Hernán Cortés vai pela 1ª vez ao território que corresponde ao atual México fazer um reconhecimento da região, acompanhado por um pequeno grupo de soldados.
Entre montanhas arborizadas, ele encontra uma aldeia, a qual decide atacar pra escravizar os nativos. Mas acaba capturado por eles sem muita dificuldade junto com a maioria dos soldados dele.
Pouco antes disso, um dos soldados, chamado Rios, acabou se afastando do grupo. E ele viu a filha do chefe da tribo sendo atacada por um tiranossauro!
O espanhol salva a jovem nativa, que leva ele até a tribo e conta ao pai dela o que aconteceu. E o Rios aproveita a oportunidade pra negociar com o chefe a liberdade dos compatriotas: se o chefe da tribo libertar os espanhóis, eles podem matar o tiranossauro e libertar os nativos desse perigo.
O patriarca concorda. Mas explica que na verdade existem 2 tiranossauros vagando por aquelas florestas (no passado, inclusive, já existiram vários). Assim, ele vai deixar os espanhóis irem embora desde que eles se livrem dos 2 monstros.
Mas se engana quem pensa que esse é o único problema que eles vão ter que resolver: além dos tiranossauros, eles vão ter que se defender das conspirações do feiticeiro da tribo, incomodado com a presença dos estrangeiros ali e furioso porque a noiva dele tá de olho no Rios...

Pois é: temos aqui um filme de terror de época.
De acordo com o IMDB, esse filme é uma coprodução germano-estadunidense. Mas a Alemanha entrou só na parte administrativa, já que o filme foi todo gravado no Hawaii.
Bom, lançado na Alemanha com o título de Aztec Rex e nos Estados Unidos com o título de Tyrannosaurus Azteca, esse filme foi lançado no Brasil com o título de Tiranossauro Asteca.
Se passando durante uma viagem fictícia do conquistador espanhol Hernán Cortés, antes de iniciar a conquista do México, o filme se aproveita do fato de que os tiranossauros viveram no território que hoje corresponde à América do Norte, dando a entender que os últimos da espécie sobreviveram até a virada do século XV pro XVI.
Como não poderia deixar de ser, o Hernán Cortés é retratado como um vilão traiçoeiro e ganancioso (tamos falando aqui do conquistador mais sádico da História da Espanha).
As cenas de terror propriamente dito (todas envolvendo os tiranossauros) são até rápidas. Mas conseguem ser meio perturbadoras.
Falando neles, em todas as cenas em que os monstros aparecem, eles são imagens de CGI (algumas ficaram boas; outras, mais ou menos). Não usaram nenhum boneco nem nada parecido pra representar os dinossauros.
O filme como um todo é mais de aventura do que de terror. Mas, desde que você não teja procurando por nenhuma superprodução, agrada a fãs de ambos os gêneros.
Mais informações sobre Tiranossauro Asteca? Lá vai:


Até a próxima!

terça-feira, 12 de abril de 2022

PLATAFORMA DO MEDO

título original: Creep
título brasileiro: Plataforma do Medo
ano de lançamento: 2004
países: Alemanha / Inglaterra
elenco principal: Franka Potente, Sean Harris, Vas Blackwood
direção e roteiro: Christopher Smith

Nos últimos dias, pessoas têm sumido sem deixar rastro no Metrô de Londres... E talvez isso tenha a ver com uma parede que apareceu misteriosamente derrubada dentro de um dos túneis, revelando que existia um corredor abandonado escondido ali atrás. Os desaparecidos podem ter entrado ali... Ou podem ter sido arrastados lá pra dentro por alguém ou alguma coisa...
Sem saber nada sobre isso, uma fã do George Clooney chamada Kate ouviu dizer que o ídolo dela tá em Londres naquela noite, numa festa. E ela resolve correr até lá pra ver se consegue dar uma chegada nele.
Ela corre até o metrô, embora faltem poucos minutos pra fechar. E ao se sentar num banco da plataforma pra esperar o próximo trem, ela acaba pegando no sono... Quando acorda, ela vê que já é madrugada e a estação já fechou!
A Kate fica correndo pra lá e pra cá sem saber o que fazer, já que agora ela ficou sozinha dentro daquele enorme estabelecimento fechado.
Bom, pra dizer a verdade, ela vai descobrir da pior forma possível que ela não tá ali sozinha...

Plataforma do Medo acabou virando um slasher um pouco inovador pros primeiros anos desse século. Principalmente por ter poucos clichês de slashers (e a gente sabe que esse tipo de filme, principalmente até o final do século passado, trabalhava basicamente com clichês).
Heroínas principais de slashers (principalmente as dos anos 80) até sabiam se defender e se virar sozinhas quando precisavam. Mas, durante a maior parte do tempo, eram aquelas garotas boazinhas, que passavam uma imagem de frágeis e tal.
A Kate foge bastante da imagem de frágil desde o início. E ela não é má, é claro. Mas também tá longe de ser aquela boazinha retardada.
Plataforma do Medo também tem uns toques simples de ficção científica, mas sem desenvolver muito essa parte... O filme só entra nessa questão quando conta (muito superficialmente) a história do vilão, chamado Craig: ele é, até onde dá pra entender, um feto abortado que foi trazido de volta a vida por um cientista louco através de algum tipo de experiência mutante. E foi criado por ele desde a infância em corredores abandonados e lacrados dos subterrâneos de Londres, até o dia em que conseguiu fugir.
Isso lembra bastante um filme de terror de 1998 chamado Milo, o Anjo do Mal. Mas não consegui encontrar nada afirmando que um filme foi diretamente inspirado no outro.
De acordo com alguns sites, a princípio a história do Craig seria um pouco mais explorada. Mas isso faria o público sentir mais pena do que medo dele. E não era isso que o diretor queria.
De qualquer forma, o mutante também não parece ser gratuitamente perverso. Algumas atitudes dele parecem ser mais imitações de situações que ele via enquanto era criado pelo tal cientista, que também fazia abortos clandestinos (aliás, nunca é explicado o que aconteceu com o velho).
Então, isso aqui não é um slasher no sentido oitenteiro da palavra.rsrs
Aventura? Sim. Principalmente nas cenas em que a Kate tenta fugir, correndo pelas salas do metrô e dos esgotos de Londres.
Suspense? Sim. Em várias cenas. Aliás, tem alguns sustos garantidos.rsrs
Comédia? Não. Tentaram contar aqui uma história mais séria. Mas tem algumas poucas cenas levemente irônicas (principalmente a última).
Mais informações sobre Plataforma do Medo? Lá vai:


Até a próxima!

sábado, 2 de abril de 2022

PÂNICO NA FLORESTA

títulos originais: Sortie Fatale / Wrong Turn
título brasileiro: Pânico na Floresta
ano de lançamento: 2003
países: Alemanha / Canadá / Estados Unidos
elenco principal: Desmond Harrington, Eliza Dushku, Julian Richings
direção: Rob Schmidt
roteiro: Alan B. McElroy

Desde 1950, dezenas e dezenas de pessoas têm desaparecido numa montanha florestal de West Virginia.
Algumas pessoas dizem que, ao passarem por ali, viram um pequeno bando de eremitas vagando pela floresta. E que são eles que matam as pessoas... Mas essa história costuma ser vista só como uma explicação popular pro frequente sumiço de gente ali.

Desde o início de Pânico na Floresta, já dá pra ver bem qual é o tipo de história que vamos encontrar nos próximos minutos de filme: eremitas dementes perseguindo e matando forasteiros numa floresta e essas pessoas tentando fugir e se salvar.
Ou seja, é só um slasher de floresta, como tantos outros slashers de floresta. Quem já viu Rituais (1977), Sexta-Feira 13 (1980), A Vingança de Cropsy, Madrugada Alucinante, Porno Holocaust (os 3 de 1981), A Ilha dos Cães, Madman (ambos de 1982), Acampamento Sinistro, O Depredador, O Último Terror (os 3 de 1983), Contagem de Cadáveres (1986) ou Terror no Pântano (2006) sinceramente não vai ver nenhuma grande novidade no tema básico de Pânico na Floresta.
Se é assim, o que faz desse filme uma espécie de clássico dos slashers do início desse século? Provavelmente o fato de ter lançado uma franquia slasher razoavelmente consistente: ao todo, foram lançados (até agora) 6 filmes dessa série.
E embora não se dê basicamente nenhuma informação sobre a origem dos vilões no 1º filme (só é feita uma insinuação de que eles são loucos e deformados porque nasceram de um incesto), os filmes seguintes contam a história deles de forma mais detalhada: o 2º (2007) e o 3º (2009) filmes contam o que aconteceu depois do 1º filme, enquanto o 4º (2011), o 5º (2012) e o 6º (2014) são pré-sequências que contam o passado das criaturas.
O 1º filme mostra uma família de 3 eremitas. São todos homens e aparentemente são irmãos. Mas não parece haver nenhuma hierarquia de 1 mandando nos outros, embora os filmes seguintes destaquem um deles, o Three Finger, muito mais do que os outros .
Na verdade, ele é chamado de Three Finger apenas no roteiro, já que nem ele nem os demais eremitas sabem falar (menos ainda poderiam formular nomes próprios pra cada um), se limitando a rosnar, gritar, rir e fazer sons insanos.
O que eu achei chato nessa série é que cada novo filme foi apelando cada vez mais pras cenas splatter, ou seja, a exibição explícita de coisas nojentas. Parece que a intenção de fazer terror foi sendo aos poucos deixada de lado e substituída pela vontade de mostrar coisas porcas. Como se tivessem combinando: “VAMOS VER SE DESSA VEZ A GENTE CONSEGUE FAZER O PÚBLICO VOMITAR!”.
Eu vi até um comentário num site quando lançaram o 6º filme que era mais ou menos assim: “Se continuar nesse ritmo, no 7º filme vão botar uma cena de scat sex (não procure imagens disso na Internet se você quiser manter a sua sanidade mental, tô avisando!!!)”. E tenho que concordar com a pessoa que fez o comentário!
Outra coisa sobre a evolução da série: a cada novo filme as maquiagens dos vilões vão ficando mais mal feitas. A coisa não demorou a mergulhar de cabeça no trash.
Agora um comentário sobre o final do 1º filme sem dar spoilers: o casal de protagonistas (que não volta a aparecer nem é mencionado nas continuações que a história teve) nem sequer se dá ao trabalho de ir à polícia fazer um B.O.! É o que eu esperaria depois de todas as situações bizarras e grotescas pelas quais eles e os amigos deles passaram naquela floresta, né?
Bom, vale destacar em Pânico na Floresta a presença do falecido ator Garry Robbins, interpretando uma das criaturas. Afinal, ele estreou também num slasher, A Ilha dos Cães, interpretando o igualmente louco e deformado Ida’s Son.
E um aviso: se você pretende ver o 2º filme dessa franquia, não caia na armadilha de procurar por “Pânico na Floresta 2”!
Sabe por quê? Se você fizer isso, vai achar um filme de 2007 com esse nome (mas que originalmente se chama Timber Falls) com outra história que não tem NADA a ver com a franquia Wrong Turn. Mas, querendo pegar carona na fama desse filme, os tradutores brasileiros lançaram esse outro slasher no Brasil como Pânico na Floresta 2.
Eu até gostei quando vi. Mas esse é um filme que se preocupa mais em fazer críticas aos cristãos conservadores do que em contar uma história de terror. Não que isso seja mau, porque fazer críticas a esse tipo de criatura é sempre positivo, né?rsrs Mas o problema é que o resultado aí foi um slasher fraquinho com um vilão deformado que nem mata ninguém durante o filme inteiro! E os outros vilões que são maus pra cacete (bom, se tratando do tipo de pessoa que se trata, dizer que eles são maus pra cacete é pleonasmo, né?) têm mortes muito simples. Eles mereciam sofrer 10 vezes mais do que aquilo antes de morrer!
O verdadeiro Wrong Turn 2 foi lançado no Brasil como A Floresta do Mal.
Em 2021, foi lançado um reboot do filme de 2003, intitulado Pânico na Floresta 2: a Fundação.
Bom, mais informações sobre Pânico na Floresta? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ que você acha posts sobre A Ilha dos Cães, A Vingança de Cropsy, Acampamento Sinistro, Contagem de Cadáveres, Madman, Madrugada Alucinante, O Depredador, O Último Terror, Porno Holocaust, Rituais, Sexta-Feira 13 e Terror no Pântano.
Até a próxima!

sábado, 4 de dezembro de 2021

CONAN, O BÁRBARO (versão de 2011)

título original: Conan, the Barbarian
título brasileiro: Conan, o Bárbaro
ano de lançamento: 2011
países: Alemanha / Bulgária / Estados Unidos / Índia / Malta
elenco principal: Jason Momoa, Rachel Nichols, Stephen Lang
direção: Marcus Nispel
roteiro: Robert E. Howard (autor do texto original), Joshua Oppenheimer, Sean Hood e Thomas Dean Donnelly

Criada há muitos milênios atrás por uma seita de feiticeiros, uma máscara mágica pode conceder grandes poderes a quem se apossar dela. Mas o objeto foi quebrado em vários pedaços, que foram espalhados por diversas partes do Mundo.
O feiticeiro Khalar tem tentado juntar todos os pedaços da máscara, pensando em ressuscitar a esposa dele e se tornar o Rei do Mundo. E sabendo que o último pedaço ainda não encontrado se localiza numa aldeia de cimérios, ele ataca a aldeia e mata quase todos os habitantes, só poupando um homem e o filho dele, chamado Conan.
Acompanhado pela filha, a feiticeira Marique, o Khalar tortura o aldeão até ele entregar o pedaço da máscara a ele. E depois disso, ele abandona o homem e o menino pra morrer ali. Mas o Conan sobrevive e decide se vingar um dia...

Produzido na Alemanha, nos Estados Unidos e na Índia e filmado na Bulgária e em Malta, Conan, o Bárbaro completou 10 anos de lançamento em Agosto.
Bom, se alguém pensa que vai encontrar aqui um remake do clássico com o mesmo nome de 1982, lá vai um balde de água fria: isso aqui não é um remake, mas sim um reboot.
Esqueçam a outra versão da história, porque aqui o herói passa por outras aventuras e convive com outros personagens sem nenhuma ligação com o que a gente viu nos anos 80. Podemos dizer que é outra encarnação do Conan.
Eu não achei o filme ruim. Mas a maioria do público não gostou porque ele descaracterizou o personagem na forma como ele era lembrado pelos fãs desde os anos 80, colocando o herói aqui numa historinha de aventura mais simples do que se esperaria. Talvez até por falta de prática do diretor, já que o Marcus Nispel sempre se especializou mais em dirigir clipes musicais, tendo poucos longas-metragens no currículo dele.
Posso resumir dizendo o seguinte: se você é saudosista e fã do filme de 1982, você não vai gostar desse aqui; se você não tem nenhum vínculo sentimental com o personagem e curte um filme de aventura comum com um herói de espada em punho enfrentando feiticeiros e monstros, você vai gostar.
Mais informações sobre Conan? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções espanholas’ que você acha um post sobre a versão de Conan de 1982.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

domingo, 18 de julho de 2021

UM LOBISOMEM AMERICANO EM PARIS

títulos originais: An American Werewolf in Paris / Le Loup-Garou de Paris
título brasileiro: Um Lobisomem Americano em Paris
ano de lançamento: 1997
países: Alemanha / Estados Unidos / França / Inglaterra / Luxemburgo / Países Baixos
elenco principal: Julie Delpy, Phil Buckman, Tom Everett Scott
direção: Anthony Waller
roteiro: Anthony Waller, John Landis, Tim Burns e Tom Stern

Passeando pela França, 3 rapazes dos Estados Unidos chamados Andy, Brad e Chris veem uma garota tentando se matar, se atirando do alto da Torre Eiffel.
Eles conseguem salvar a garota, que foge correndo, mas perde um sapato e deixa cair um papel. E por ali, os rapazes encontram o endereço dela e descobrem que ela se chama Serafine.
Eles vão até a casa dela pra devolver o sapato. E o Andy consegue começar uma aproximação com ela. Mas fica chocado ao ver que ela tem uma força física sobre-humana!
Na vez seguinte em que vão à casa dela, os rapazes encontram ali só um homem, chamado Claude, que se diz amigo da Serafine, mas fala que ela saiu. E ele aproveita a oportunidade pra convidar os 3 americanos pra ir a uma espécie de clube naquela noite.
Eles vão. Mas têm uma péssima surpresa: o Claude e todos os demais organizadores da festa que tá rolando no clube são lobisomens! E começam a atacar e matar todos os convidados da festa!
Dos poucos que conseguem fugir, o Andy é o único que é ferido por um dos lobisomens enquanto tenta escapar. Ou seja, agora ele também é um lobisomem. E de acordo com a lenda, a única forma de um lobisomem voltar ao normal é se ele matar o lobisomem que mordeu ele e comer o coração dele.
Mais tarde, conversando com a Serafine, o Andy descobre que ela também é um lobisomem! E ainda por cima surge a possibilidade de que o monstro que mordeu ele tenha sido ela!

Um Lobisomem Americano em Paris foi projetado com a intenção inicial de ser uma continuação de Um Lobisomem Americano em Londres (1981). Mas, devido a problemas com os direitos autorais do outro filme, não puderam dar continuidade a essa ideia. Enfim: não foi permitido que fizessem uma continuação. E aí tiveram que fazer uma história independente da outra (mas, mesmo assim, não deixaram de manter um nome parecido com o do outro filme, pra pegar carona na fama dele).
Tinham até chegado a gravar uma cena em que o Claude menciona abertamente alguns acontecimentos do filme de 1981, pra fazer a ligação entre as 2 histórias (a Serafine era pra ser filha do David, que foi o protagonista do outro filme). Mas, pelos motivos já mencionados, a cena foi deletada.
Sinceramente, esse filme aqui não chega aos pés do outro. Aliás, com a tecnologia de 1981, conseguiram fazer um lobisomem mais convincente do que os lobisomens que aparecem aqui, que não passam de imagens de CGI meio toscas na maioria das cenas.
Um Lobisomem Americano em Paris também erra pelo maniqueísmo, porque se preocuparam muito em transmitir aquela ideia:

“Olhem: ESSE é o pessoal do bem (o Andy e sua patota) e AQUELE é o pessoal do mal (o Claude e sua patota)!!!”

Aventura? Sim. Tem várias cenas de perseguição e algumas de luta que garantem um clima de aventura.
E o filme como um todo parece ser voltado pra jovens que buscam aventuras sem compromisso (pelo menos todo o comportamento dos 3 americanos gira em torno disso).
Cenas de humor? Meio esparsas, mas tão lá.
Simplificando: já deu pra ver que Um Lobisomem Americano em Paris não é nenhuma obra-prima, né? Mas acho que vai agradar principalmente ao público mais jovem, que curte um filme com mais ação do que contexto e com uma piadinha ou outra aqui e ali.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções inglesas’ que você acha um post sobre Um Lobisomem Americano em Londres.
Até a próxima!

terça-feira, 4 de agosto de 2020

O PRÍNCIPE GUERREIRO / O SENHOR DAS FERAS

títulos originais: Der Befreier / The Beastmaster
títulos brasileiros: O Príncipe Guerreiro / O Senhor das Feras
ano de lançamento: 1982
países: Alemanha / Estados Unidos
elenco principal: John Amos, Marc Singer, Tanya Roberts
direção: Don Coscarelli
roteiro: Don Coscarelli e Paul Pepperman

Em outra dimensão, formada basicamente por desertos, fica a cidade de Aruk, governada pelo Rei Zed. Mas ali também fica instalada uma seita de fanáticos chamada Jun, comandada pelo manipulador Maax e por 3 feiticeiras deformadas.
A esposa do Zed tá grávida. E como as feiticeiras preveem que o menino que vai nascer vai matar o Maax, esse trama planos pra matar o bebê...
Uma das feiticeiras teletransporta a criança do útero da mãe pro útero de uma vaca, matando a mulher no processo. E depois a feiticeira arranca o bebê do útero da vaca pretendendo matar ele. Mas um camponês que passava por ali na hora mata a feiticeira e salva o menino. E sem saber que se trata de um príncipe, resolve criar ele, dando-lhe o nome de Dar.
Entretanto, devido a ter passado alguns momentos no útero de uma vaca através de magia, o menino adquiriu alguns poderes ligados aos animais, como a capacidade de conversar com eles e de enxergar através dos olhos deles.
Quando o Dar já é um pós-adolescente, a comunidade onde ele foi criado pelo camponês é massacrada pelos guerreiros de Jun, deixando ele como único sobrevivente.
Agora, sem rumo, ele sai vagando pelos desertos do mundo dele. Mas vai fazendo amizade com os animais que vai encontrando pelo caminho: a águia Sharak, a pantera Ruh e o casal de furões Kodo e Podo.
Um dia, chegando sem querer à cidade de Aruk, ele descobre que o Rei Zed foi aprisionado pelo perverso Maax, que agora governa a cidade impondo um ritual de sacrifícios humanos com crianças.
E apesar de nem saber que voltou à sua pátria de origem, o Dar se dispõe a libertar o povo de Aruk daquela terrível tirania.

Temos aqui uma coprodução germano-estadunidense que foi lançada nos Estados Unidos como The Beastmaster e na Alemanha como Der Befreier. E no Brasil, o filme foi lançado nos cinemas como O Príncipe Guerreiro e depois relançado em VHS como O Senhor das Feras.
Obviamente, ele tentou seguir os passos do seu contemporâneo Conan, o Bárbaro (1982): as semelhanças no histórico de vida dos personagens principais dos 2 filmes e na própria aparência deles são várias. Então, o Dar foi visto na época como um Conan genérico.
O que foi acrescentado aqui de mais diferente em relação à história do Conan foi a participação dos animais.
O Príncipe Guerreiro é um filme bom? Não chega a ser nada inesquecível. Mas, dentro do que se espera de um filme de aventura do início dos anos 80, sim, é bom. Ele mostra tudo o que se pretende ver num filme desse tipo.
Então, se você foi criança ou adolescente nos anos 80 e é fã de produções de aventura daquela época, provavelmente vai gostar.
Já pra maior parte do público jovem atual... Bom, aí certamente O Príncipe Guerreiro não vai acompanhar muito as expectativas deles. Afinal, é uma geração que, quando vê um filme de aventura, não quer ver nada que preocupe nem que incomode. Eles querem ir ao cinema ver o filme de aventura pra zoar, pra rir e pra achar graça de tudo. Enfim, geralmente eles querem um filme de aventura que faça gracinha e palhaçada em tempo integral. E esse não é o caso das produções oitenteiras em geral.
Simplificando: se vocês compararem a versão de ThunderCats lançada em 1985 com a versão de ThunderCats lançada em 2018... Acho que não preciso dizer mais nada, né? Já deu pra entender o que os fãs de produções de aventura dos anos 80 esperavam ver e o que os fãs de produções de aventura de hoje esperam ver.
Não estou falando mal de ninguém, certo? Estou apenas explicando a diferença entre um público e outro.
Bom, O Príncipe Guerreiro teve 2 continuações (1991 e 1996).
Mais informações sobre O Príncipe Guerreiro? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘aventura’ que você encontra posts sobre Conan e ThunderCats.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

sábado, 21 de setembro de 2019

ANTROPOPHAGUS & ANTHROPOPHAGOUS 2000





















título original: Antropophagus
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1980
países: Grécia / Itália
elenco principal: George Eastman, Saverio Vallone, Tisa Farrow
direção: Joe D’Amato
roteiro: George Eastman (creditado aqui como Luigi Montefiori) e Joe D’Amato (creditado aqui como Aristide Massaccesi)

título original: Anthropophagous 2000
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1999
países: Alemanha / Áustria / Itália
elenco principal: Andreas Schnaas, Karl-Heinz Geisendorf, Oliver Sauer
direção: Andreas Schnaas
roteiro: George Eastman, Joe D’Amato (autores do texto original) e Karl-Heinz Geisendorf

“Eu não vi esse filme, mas o fulano disse que é horrível!”

“Eu não vi esse filme, mas contaram pra fulana que é apavorante!”

“Eu não vi esse filme, mas o beltrano foi ver e saiu do cinema no meio do filme, de tão horrorizado que ele ficou!”

Com certeza, você já ouviu frases desse tipo descrevendo filmes que você ainda não viu, né? Pois é. A famosa propaganda boca a boca do tipo “O fulano me contou que ele ouviu não sei quem dizer que falaram” acaba denegrindo a imagem de muitas produções (não só filmes, mas também seriados, novelas e tal). E Antropophagus é uma das produções do início dos anos 80 que foram mais vitimadas por esse problema.
As fofocas que envolveram essa coprodução greco-italiana na época em que ela foi lançada transmitiram todo tipo de informação falsa sobre o que é mostrado nela. Mencionavam desde cenas fictícias de violência extrema e ininterrupta em todas as cenas do filme até cenas que mostravam atores sendo mortos de verdade durante as gravações!
Bom, sobre as cenas de violência, antes de tudo, vamos lembrar que Antropophagus é um slasher. Todo slasher tem cenas de violência, né? Mas esse aqui, comparado a outros slashers, até que tem poucas: na cena de abertura do filme acontecem 2 assassinatos (dos quais só 1 é mostrado de forma explícita), depois os heróis encontram 2 cadáveres de pessoas que foram mortas (em off) e só na 2ª metade do filme é que as coisas mudam, só ficando mais brabo mesmo nas últimas cenas.
Quanto às fofocas de que atores foram mortos de verdade, é óbvio que não teve nada disso. Mas provavelmente elas foram criadas a partir de uma das cenas do final, em que o vilão, depois de matar uma mulher grávida, enfia o braço entre as pernas dela, arranca o feto lá de dentro e estraçalha ele a dentadas.
De fato, a cena foi gravada de forma bem realista, com um coelho congelado coberto com (eu acho) clara de ovo representando o feto. Mas nem seria fisicamente possível fazer isso de verdade, né? Você pode até achar a cena escrota, de mau gosto e tal. Mas daí a achar que alguém sequer conseguiria fazer isso na prática...
Agora vou ter que contar a cena final. Se você não quer spoilers, continue lendo a partir do asterisco vermelho.
Bom, essa cena também foi acusada de ser um assassinato real: mostra o vilão levando um golpe de picareta no meio da barriga e as vísceras dele escorrendo pra fora pelo buraco que se abriu ali... Mas aí foi literalmente frescura de quem pensou que era verdade, pois essa cena nem é tão realista assim (dá pra ver claramente que as vísceras ali são feitas de plástico).
E o filme termina com ele tentando comer as próprias tripas, como se tivesse tentando botar elas de volta pra dentro... Qual foi o retardado que achou que é possível alguém fazer isso de verdade?
*Aliás, tirando essas 2 cenas, Antropophagus quase pode passar na Sessão da Tarde.rs
Bom, o filme tem bons momentos de suspense, mas pouca ação. E também deixa várias contradições no roteiro. Mas é de longe bem melhor do que o infeliz remake que ele teve 19 anos depois...
Em 1999, o alemão Andreas Schnaas resolveu refilmar Antropophagus, dando ao remake o nome de Anthropophagous 2000.
Reaproveitando o roteiro deixado pelo George Eastman e pelo Joe D’Amato, ele ambientou a história se passando numa aldeia do interior da Itália (embora tenha filmado a maior parte das cenas na Áustria) que nem tem praia... Mas como? Se a história toda só acontece por causa de um evento trágico que ocorreu no Mar...
Indiscutivelmente, virou uma comédia involuntária.
Nas cenas de assassinato foram usados uns bonecos de plástico e borracha que não assustam ninguém. Ou melhor: só assustam pelo quanto são mal feitos.
Mais uma: tudo isso foi filmado em fitas de VHS, usando-se, aparentemente, uma câmera doméstica. Neca de equipamento profissional.
TRASH!!! TRASH!!! TRASH!!!
Conclusão: se você gosta de produções de terror feitas no quintal, amadoras em fase extrema, talvez você goste desse remake; se não gosta, esqueça que ele existe e fique só com o original de 1980.
Vale lembrar que o filme de 1980 foi um dos vários trabalhos da dupla dinâmica do Cinema de Terror Italiano. Leia-se: Joe D’Amato e George Eastman. E vamos falar aqui no blog de outros trabalhos do mesmo tipo que eles fizeram no início dos anos 80.
Quanto ao malfadado remake, o único ator ali que teve uma carreira consistente foi o próprio Andreas, que, além de dirigir o filme, também interpretou o vilão. Todos os outros só fizeram esse filme ou então pouquíssima coisa além disso.
Mais informações sobre os 2 filmes? Lá vai:


Até a próxima!