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segunda-feira, 25 de março de 2024

BLADE / O CAÇADOR DE VAMPIROS

título original: Blade
títulos brasileiros: Blade / O Caçador de Vampiros
ano de lançamento: 1998
países: Canadá / Estados Unidos / Inglaterra / Rússia
elenco principal: Kris Kristofferson, Stephen Dorff, Wesley Snipes
direção: Stephen Norrington
roteiro: David S. Goyer

Ao contrário do que as lendas dizem, os vampiros não têm nada a ver com assombrações que fogem de cruzes: na verdade, eles são só uma espécie muito parecida com os humanos, mas com resistências físicas e também fraquezas físicas que os humanos não têm. Por exemplo: os corpos deles têm uma alergia tão extrema a alho, prata e luz solar que eles se queimam e logo depois se desintegram quando entram em contato direto com qualquer uma dessas coisas; se não forem atingidos por nada disso, eles podem viver por milhares de anos (embora também acabem morrendo de velhice depois disso).
Na verdade, eles só bebem sangue porque o sangue deles se extingue dentro do corpo. E isso provoca uma sede incontrolável que só passa depois que tiverem bebido muito sangue.
Durante milênios, os líderes vampiros mantiveram a espécie deles num tipo de parceria com figuras importantes da sociedade humana, na base do ‘não se meta com a minha vida que eu não me meto com a sua’.
Mas no final do século XX eles começaram a ser cada vez mais contestados pelos vampiros mais jovens, que desejavam que os vampiros dominassem o Mundo e simplesmente mordessem e bebessem o sangue de todos os humanos em vez de negociar com eles.
Ao mesmo tempo, na Califórnia, um caçador de vampiros chamado Blade começa a ser cada vez mais notado ao exterminar uma quantidade cada vez maior dessas criaturas, se mostrando sempre invencível nas lutas que trava contra elas.
E pro espanto dos vampiros, sem que ninguém entenda o motivo, o Blade parece ser exatamente igual a eles, embora não tenha nenhuma das fraquezas deles!
As ações do Blade somadas à rebeldia da nova geração de vampiros vão causar mudanças sem precedentes na sociedade vampírica. Principalmente porque o chefe dos vampiros rebeldes, chamado Deacon, quer realizar um ritual pra invocar uma divindade vampira com a intenção de se fortalecer. E ele pretende usar o Blade como parte desse ritual...

O personagem-título desse filme foi inspirado no exterminador de vampiros Blade, um herói da Marvel Comics que tem aparecido em algumas revistas em quadrinhos desde 1973.
O filme teve cenas filmadas nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Rússia. E o filme foi lançado em DVD no Brasil como O Caçador de Vampiros, embora fosse transmitido na TV aberta com o título original.
Blade foi uma das poucas vezes em que o supervisor de efeitos especiais Stephen Norrington se aventurou como diretor. E como um todo, ele fez um bom trabalho. É uma produção que agrada tanto aos fãs de terror quanto de aventura.
Claro que o filme tem algumas esquisitices.
Por exemplo, uma cena mostra um líder vampiro sendo morto ao amanhecer numa praia pelos rebeldes... Mas o filme deixa claro que a história se passa na costa oeste dos Estados Unidos. E nessa cena, o Sol aparece nascendo sobre o Mar (na costa oeste dos Estados Unidos o Sol se põe sobre o Mar)!
O final do filme no roteiro original previa que o Deacon transformaria todos os humanos do Mundo em vampiros. E o Blade, depois de ter tentado inutilmente impedir isso junto com uma amiga dele chamada Karen, só teria tempo de se juntar a ela e fugir pro deserto, onde ambos dariam início à criação de um grupo de resistência contra os vampiros. Mas o público de teste pro qual esse final foi exibido achou isso horrível. Assim, essa parte do roteiro foi abandonada e foi feito um final completamente diferente desse.
Blade teve 2 continuações (2002 e 2004). E a 2ª encerra a história de uma forma bem efetiva.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!
Brasil 2024: tempo de pensar no que é melhor pra sua cidade.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

A HORA DA ESCURIDÃO

títulos originais: Fantom / The Darkest Hour
título brasileiro: A Hora da Escuridão
ano de lançamento: 2011
países: Estados Unidos / Rússia
elenco principal: Emile Hirsch, Max Minghella, Olivia Thirlby
direção: Chris Gorak
roteiro: Jon Spaihts, Leslie Bohem e M. T. Ahern

Depois de terem levado um golpe de um empresário desonesto, 2 garotos americanos chamados Sean e Ben aproveitam que se encontram em Moscou e vão conhecer a cidade à noite. E numa boate, eles encontram 2 turistas americanas chamadas Anne e Natalie.
De repente, as luzes se apagam e todos os aparelhos param de funcionar. E saindo da boate, todos veem que as luzes de todos os estabelecimentos da cidade também se apagaram, ao mesmo tempo em que luzes estranhas começaram a aparecer no Céu.
Essas luzes vão aterrissando por toda a cidade, sendo que uma delas pousa na rua bem ao lado da boate e fica invisível assim que toca o chão.
Enquanto uma multidão se aglomera ali ao redor, um policial se aproxima pra tocar na coisa. Mas ele é desintegrado assim que faz isso!
Diante da cena, todos entram em pânico e saem correndo. E o Sean, o Ben, a Anne e a Natalie vão se esconder no depósito da boate, só tendo coragem de sair dali 3 dias depois. Mas, quando saem, encontram tudo bem pior do que imaginavam: as ruas de Moscou tão completamente desertas e cheias de carros batidos espalhados por toda parte, enquanto vários montinhos de poeira (provavelmente pessoas e animais desintegrados) tão espalhados pelo chão.
Será que ainda sobrou algum lugar seguro pra onde se pode ir?

Já posso começar dizendo que, se você é fã de Jonny Quest (1964), certamente esse filme vai lembrar muito a você o 20º episódio (O Monstro Invisível). Mais especificamente, em várias cenas você consegue vislumbrar uma presença feita de energia, que não pode ser tecnicamente enxergada e que vai destruindo todas as coisas em que ela encosta enquanto vai seguindo em frente.
A maior parte da história se limita a mostrar os humanos andando por uma grande cidade deserta e semidestruída e se escondendo das criaturas que desceram do espaço quando percebem que elas tão se aproximando. São pouquíssimas aqui as cenas de luta aberta entre heróis e vilões.
Mas, exatamente por isso, A Hora da Escuridão tem boas cenas de suspense. Principalmente quando você vê os humanos se escondendo e torce pra eles não serem encontrados pelas criaturas invasoras.
O filme também não tem momentos parados, já que os humanos têm que ficar em alerta durante 100% do tempo pra não serem atacados e transformados em pó.
Comparando A Hora da Escuridão com outros filmes do mesmo tipo, eu diria que é um filme bom e se vê que recebeu um investimento melhor na produção.
Claro que tem algumas esquisitices, como uma personagem que cai num rio e vai parar a quase 1 quilômetro dali em poucos segundos, um ônibus que sai rodando apesar de se encontrar freado e tal.
Mas, desconsiderando uma bobagem ou outra, se você gosta de suspense e de filmes de invasão extraterrestre, você vai gostar dessa coprodução russo-estadunidense que vai completar 10 anos de lançamento em Dezembro.
Mais informações sobre A Hora da Escuridão? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seriados’ que você acha um post sobre Jonny Quest.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

sábado, 18 de setembro de 2021

NÁUFRAGO

títulos originais: Cast Away / Izgoy
título brasileiro: Náufrago
ano de lançamento: 2000
países: Estados Unidos / Fiji / República das Filipinas / Rússia
elenco principal: Helen Hunt, Nick Searcy, Tom Hanks
direção: Robert Zemeckis
roteiro: William Broyles Jr.

O workaholic Chuck é um gerente da FedEx. E numa noite de 1995, numa das viagens de trabalho que ele tem que fazer, o avião dele de repente é engolido por uma tempestade e derrubado no Mar.
O Chuck fica preso a um bote salva-vidas, que mantém ele na superfície da água. E flutua até uma pequena ilha deserta.
Não há animais nem água potável ali. Mas a ilha tem uma floresta e um grande rochedo no meio.
Subindo até o alto do rochedo, o Chuck vê que a ilha é cercada por um grande anel de corais, o que forma quase uma muralha natural isolando a ilha do resto do Mundo.
Em outras palavras, vai ser muito difícil tanto ficar ali quanto tentar sair.
O que fazer agora?

Náufrago é um filme que surgiu de uma ideia do próprio Tom Hanks, que interpreta o herói principal: ele queria fazer um filme de aventura que fosse uma versão moderna do livro Robinson Crusoe (1719), do inglês Daniel Defoe. Mas, apesar de se passar no final do século XX, não deveria ter bandidos, cenas de tiroteios nem nada parecido.
Tudo foi gravado em 2 etapas: 8 meses de gravação contando a parte da história que se passa em 1995, intervalo de 1 ano e mais 8 meses de gravação contando a parte da história que se passa em 1999.
Houve um intervalo de 1 ano nas gravações?! Sim. Porque o Tom tinha que ter tempo pra mudar de aparência pra interpretar o Chuck nas 2 épocas: meio gordinho e com os cabelos e a barba cuidados e depois magro e com os cabelos e a barba crescidos e desalinhados.
A única companhia que o Chuck tem na fase que passa na ilha é o boneco rústico Wilson, construído a partir de uma bola de vôlei da marca Wilson e de algumas folhas de árvores.
Náufrago é cheio de simbologias, como na ocasião em que (sem entrar em muitos spoilers) o Chuck consegue ultrapassar uma barreira de corais, que era o problema principal que ele conseguia ver na situação em que se encontrava, mas depois disso continua tendo problemas, perdendo relações que tinha antes e sendo obrigado a lutar pra sobreviver.
Esse trecho passa diretamente a mensagem de que, só porque você conseguiu resolver o problema principal da sua vida, isso não significa que não existem outros problemas. E esses outros problemas, que parecem tão insignificantes comparados com aquele outro que você já resolveu, ainda podem até matar você!
Mas a parte mais filosófica do filme é a que diz respeito a uma caixa que o herói encontra com o desenho moderno de um anjo...
Acontece que várias caixas que eram transportadas no avião chegaram boiando à ilha e a única que ele não abriu foi essa com o desenho do anjo, certamente porque ele via como um símbolo sagrado e intocável. E mais tarde, ele chega a declarar que a caixa salvou a vida dele, pois a fé dele (representada pela caixa) salvou a vida dele.
Náufrago foi uma coprodução: teve cenas gravadas em Estados Unidos, Fiji, Filipinas e Rússia.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


Até a próxima!