sábado, 29 de agosto de 2020

CYBERCOPS, OS POLICIAIS DO FUTURO

título original: Deno Keisatsu Saibakopu
título brasileiro: Cybercops, os Policiais do Futuro
ano de lançamento: 1988
país: Japão
elenco principal: Mika Chiba, Ryoma Sasaki, Shogo Shiotani, Tom Saeba (creditado aqui como Ryuji Mizumoto), Tomonori Yoshida (creditado aqui como Yuki Yoshida)
direção: Hirochika Muraishi, Kiyotaka Matsumoto e Yoshiki Kitamura
roteiro: Junki Takegami, Kazuhiko Goudo e Shiyoshi Ohashi

É só prestar atenção no pôster de Cybercops, os Policiais do Futuro que já dá pra perceber o 1º sinal de baixo custo dessa produção: um dos membros do grupo (a heroína Tomoko) ficou sem armadura, pois a produção não teve dinheiro pra fazer o referido traje.
E os poucos recursos não pararam por aí...
O único cenário fixo desse seriado era o quartel-general dos heróis. Nos outros cenários, como as 2 bases dos vilões, os atores eram filmados contra um fundo de cromaqui e depois a imagem era inserida num cenário desenhado em 3D, pois também não tinham dinheiro pra fazer cenários.
Na história, os vilões usam um robô guerreiro diferente a cada capítulo: os robôs da tropa Harkos e da tropa Ominos. Mas a produção só teve dinheiro pra fazer 1 fantasia de robô Harkos e 1 fantasia de robô Ominos, que eram recicladas e reutilizadas a cada capítulo pra fazer parecer que eram vários robôs diferentes. Ou seja, a produção aqui usou a mesmíssima tática que tinha sido usada antes pela produção de Machineman (1984).
Os demais seriados japoneses de aventura da época eram gravados com câmeras profissionais e películas de filmes. Mas Cybercops foi gravado com câmeras domésticas e fitas de VHS!
Bom, por que uma produção de custo tão baixo conquistou uma legião de fãs tão grande no Brasil na época em que foi exibida aqui?
Pra responder a isso, antes eu tenho que chegar à resposta de outra pergunta:

Cybercops é um sentai?

Há 2 respostas pra essa pergunta: oficialmente, não; na prática, pode se dizer que sim.
Acontece que a Toei Company é a empresa criadora da franquia dos sentais. Portanto, é ela que dá a palavra oficial final se uma produção é ou não um sentai. E visto que Cybercops nem sequer foi uma produção da Toei, mas sim da Toho CO LTD, obviamente que isso aqui nunca foi reconhecido como um sentai.
Entretanto, na prática, Cybercops é um seriado de aventura que tem como heróis um pequeno grupo de guerreiros que usam armaduras de cores diferentes e que lutam contra uma quadrilha de vilões superpoderosos. Isso não é o roteiro básico de um sentai? Pois é.
Como o público brasileiro não tinha nenhuma informação técnica sobre sentais na época em que Cybercops foi exibido aqui pela extinta Rede Manchete, é claro que esse seriado foi associado diretamente aos sentais que passavam aqui na mesma época (Goggle Five, os Guerreiros do Espaço, de 1982; Esquadrão Relâmpago Changeman, de 1985; Comando Estelar Flashman, de 1986; e Defensores da Luz Maskman, de 1987), devido às evidentes semelhanças com eles. Assim, numa definição leiga, Cybercops seria visto como “um sentai meio diferente dos outros”.
Então, voltando: provavelmente esse seriado conseguiu tantos fãs no Brasil porque, apesar de ser visto como um sentai, fugiu de vários clichês de sentais... Nos demais seriados desse tipo, os heróis têm algum tipo de arma mortal que só se forma quando todos os membros do grupo tão juntos (geralmente cada um fica com um pedaço da arma), os vilões atacam com monstros gigantes ou fazem monstros que morreram em tamanho normal ressuscitarem em tamanho gigante, os heróis usam um robô gigante pra lutar contra esses monstros gigantes... E em Cybercops nada disso aparece. Então, é claro que esse “sentai diferente” chamou a atenção dos fãs do gênero.
Além disso, os heróis de Cybercops tiveram as vidas pessoais mais expostas do que os heróis a maioria dos outros sentais, né? Acho que eles acabaram ficando mais humanizados por causa disso.
Posso recomendar esse seriado a fãs de sentais e a quem gosta de seriados de aventura em geral. Descontando as falhas na produção que eu mencionei, não é um seriado ruim.
Por outro lado, Cybercops também é lembrado por um evento trágico: a morte do ator Shogo Shiotani, que interpretou o herói Marte, que algumas pessoas atribuíram ao seriado.
Acontece que em 2002, quando tava pra fazer 36 anos, ele caiu do alto de um prédio. E como ninguém nunca soube o motivo disso, começaram a aparecer lendas urbanas sobre o assunto...
Teve gente dizendo que o Shogo sofria de transtorno bipolar. E como ele teve o 1º trabalho dele contratado como ator em Cybercops (nos trabalhos anteriores, ele tinha sido contratado como dublê, e não como ator), ele teria desenvolvido uma obsessão por esse seriado. E quando ele pretendeu filmar uma continuação do seriado, nenhum diretor se interessou pelo projeto, o que teria feito ele entrar em depressão e se matar.
Outros dizem que ele começou a passar por problemas financeiros sérios (porque ele morreu numa época de crise econômica no Japão) e que isso teria levado ele a se matar.
E teve até gente dizendo que o Shogo deu um tiro na cabeça! E isso definitivamente não aconteceu.
Bom, nada disso nunca foi confirmado por ninguém que tenha convivido com ele. E ele também não deixou nenhuma carta nem nada parecido explicando que ia se matar por causa de algum motivo específico. A única coisa que se pode afirmar é que ele caiu do prédio e morreu.
Aliás, se alguém aí tiver alguma informação SEGURA mais relevante sobre esse assunto e quiser comentar aqui, agradecemos.
O Shogo também interpretou a aparência humana de um robô de Bicrossers (1985) e o ninja especial Fire de Jiraiya, o Incrível Ninja (1988).
Outro ator conhecido do público brasuca que apareceu em 1 episódio de Cybercops foi o Junichi Haruta, que já tinha feito participações simples em Denshi Sentai Denziman (1980) e Taiyo Sentai San Barukan (1981), já tinha interpretado o guerreiro preto Kan-Pei em Goggle Five, o vilão MacGaren em O Fantástico Jaspion (1985), já tinha protagonizado o filme de terror Baioserapi (1986), já tinha feito uma participação simples em Metalder, o Homem-Máquina (1987) e já tinha interpretado o vilão redimido Kazenin Mafia Storm em Jiraiya.
E o hoje falecido ator Ulf Otsuki, que fez uma participação e 1 episódio aqui, já tinha aparecido em 1 episódio do Poderoso Lion-Man (1973); e em 2 episódios de Jiraiya.
Clique aqui pra ver mais informações sobre Cybercops:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções japonesas’ que você acha posts sobre Baioserapi, Bicrosseres, Changeman, Denziman, Flashman, Goggle Five, Jaspion, Jiraiya, Lion-Man, Maskman, Machineman, Metalder e San Barukan.
Até Setembro!

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

ARNOLD SCHWARZENEGGER

Acho que não é novidade pra ninguém que o austríaco Arnold Schwarzenegger se tornou famoso a partir de 1982, quando interpretou o personagem-título de Conan, o Bárbaro. E isso abriu as portas pra dezenas de filmes de aventura nos quais ele atuou, quase sempre em meio a incontáveis cenas de lutas e explosões.
Bom, nos anos 80, era relativamente fácil fazer um filme de aventura, né? Era só usar um ex militar como herói da história e dizer que ele tava lutando contra alguma organização criminosa que fazia tráfico de alguma coisa (armas, drogas ou outra coisa qualquer). Aí arranjavam um ator musculoso pra interpretar esse cara e botavam ele sem camisa e usando uma calça de soldado, carregando uma metralhadora, correndo no meio de uma floresta, explodindo coisas e matando uns 500 ou 600 vilões figurantes pelo caminho.
Se o diretor conseguisse fazer isso, tava pronto o filme de aventura oitenteiro.
Foi basicamente isso que o Arnold fez diversas vezes.
Mas enfim: dentro de toda essa ação, ele também já passeou pela área do terror.
Em 1984, o Arnold foi o vilão principal da franquia que talvez seja a mais associada a ele até hoje: O Exterminador do Futuro.
Vale lembrar que essa série só é mais voltada pro terror no filme original mesmo (a cena em que o exterminador sai do meio do fogo já com o disfarce humano totalmente destruído, só com o esqueleto robótico dele, era uma coisa impressionante pra época!). As continuações que o filme de 1984 teve se voltaram mais pra aventura e pra ficção científica. E o 2º filme (1991), então, foi praticamente um infantil, com o Exterminador T-800 e o John (aqui com 10 anos) desenvolvendo uma relação de pai e filho.
Mas essa tá longe de ser a pior parte, né? Os filmes mais recentes dessa franquia conseguiram piorar a situação anos luz mais do que isso: encheram os filmes de clichês de “empoderamento feminino” que chegaram a ficar caricatos de tão exagerados e, em alguns casos, ainda gastaram mais tempos fazendo críticas contra o Donald Trump do que se preocupando em contar uma história.
Bom, em 1987, o Arnold protagonizou O Predador.  E aí foi exatamente o contrário: cada novo filme da série foi mergulhando cada vez mais fundo no terror (mas o Arnold só aparece no 1º filme).
Em 1990, ele protagonizou O Vingador do Futuro, que apesar de ser um filme basicamente de aventura e ficção científica, tem várias pinceladas de terror light. Principalmente na parte da história que se passa em Marte.
No mesmo ano, o Arnold já entrou na área do terror direto mesmo: ele apareceu em 1 capítulo do seriado Contos da Cripta, do qual ele também foi o diretor.
Em 1995, ele apareceu num documentário sobre esse seriado, chamado The Crypt Keeper Presents: A Spine-Tingling Look at Tales from the Crypt.
Em 1999, o Arnold protagonizou o filme de terror O Fim dos Dias.
E em 2015, ele protagonizou A Transformação.
Mais informações sobre o Arnold? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘aventura’ que você acha posts sobre Conan e O Predador.
Até a próxima!

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

CHOJU SENTAI LIVEMAN

título original: Choju Sentai Liveman
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1988
país: Japão
elenco principal: Daisuke Shima, Kazuhiko Nishimura, Masa-Aki Yamaguchi, Megumi Mori, Shinobu Komoto
direção: Minoru Yamada, Shouhei Toujou e Takao Nagaishi
roteiro: Hirohisa Soda e Toshiki Inoue

Nos anos 80, a ONU instalou um centro de estudos científicos pra jovens do Mundo inteiro que apresentassem QI acima da média na Ilha Academy.
Em 1986, 3 estudantes abandonam o centro, alegando que a instituição visa apenas a evolução da Humanidade. E eles desprezam a Humanidade! E logo depois, os 3 se preparam pra embarcar numa nave que pousa no campus da ilha.
Curiosos, 2 estudantes que desenvolveram trajes especiais tão resistentes quanto armaduras se aproximam dali, seguidos por 3 colegas chamados Yusuke, Jo e Megumi.
Quando os 3 dissidentes percebem que tão sendo observados, um deles atira nos 2 colegas que se aproximaram, matando os 2 diante dos olhos perplexos do Yusuke, do Jo e da Megumi. E depois eles decolam com a nave e somem no Céu.
Passados 2 anos desse bizarro acontecimento, uma esquadrilha de naves espaciais chega de repente e bombardeia toda a Ilha Academy, destruindo quase tudo. E de uma dessas naves saem ninguém menos que os 3 dissidentes, que agora dizem que se chamam Kemp, Obura e Mazenda.
Eles agora fazem parte de uma organização chamada Volt, dirigida por um grande cientista chamado Biasu. E dizem que vieram tomar a Terra pra ele.
Mas o Yusuke, o Jo e a Megumi também têm uma surpresa: retomando as experiências deixadas pelos 2 colegas assassinados, eles criaram trajes ainda mais resistentes do que os deles. E acionando esses trajes, os 3 declaram que agora formam um grupo chamado Choju Sentai Liveman.
A partir de agora, começa a guerra entre Liveman e Volt!

Se você é fã de sentais e desconhece Choju Sentai Liveman, posso dizer que ele não chega a mostrar grandes novidades pros padrões dos anos 80. Mas se saiu bem melhor do que alguns outros seriados do mesmo tipo.
O tema principal questiona do 1º ao último capítulo até que ponto uma pessoa que era boa pode ficar má, até que ponto ela tá só fingindo que ficou má... Simplificando: a história trabalha o tempo todo com a possibilidade de uma pessoa que praticou atos perversos poder voltar atrás e se redimir ou então preferir seguir até o fim nas escolhas perversas que ela fez.
Sobre o Kemp, o Obura e a Mazenda, não vou dizer qual deles tem cada um desses destinos.rs Mas posso dizer que eles têm 3 fins diferentes: um se arrepende das perversidades que cometeu ainda no início e consegue se redimir, outro só percebe que errou quando tá morrendo e aí já é tarde demais pra começar uma nova vida e outro segue até o fim e morre cumprindo voluntariamente seus objetivos perversos. Isso sem falar em 3 outros vilões fixos que aparecem depois e também são submetidos ao tema em questão.
Teoricamente, o Biasu quer ver qual é o melhor desses 6, observando cada um deles enquanto usam suas aptidões pra conquistar o Mundo. Mas, na prática, os 6 não passam de marionetes ignorantes nas mãos do Biasu, já que ele só tá interessado mesmo em 2 entre esses 6 súditos dele, pra pôr em prática um plano que só vai ser revelado nos últimos episódios.
Mas, sem terem consciência de nada disso, os 6 vilões são os responsáveis por dezenas de perversidades ao longo do seriado.
E na reta final do seriado, 2 novos guerreiros se juntam aos Liveman, formando um esquadrão de 5 guerreiros, como é comum em sentais.
Em relação aos efeitos especiais, principalmente nos primeiros capítulos, o seriado não deixa a desejar. Até o monstro do capítulo, quando morre, tem uma cena de explosão mais bem feita do que nos sentais anteriores.
Liveman foi feito logo depois de Defensores da Luz Maskman (1987). E quase passou no Brasil. Mas, como houve uma certa queda de audiência dos seriados japoneses na época em que Maskman foi transmitido aqui, nenhuma emissora se animou muito em exibir outro sentai mais recente que ele, achando que a fórmula já tava esgotada por aqui.
O ator Kazuhiko Nishimura, que aqui interpretou o guerreiro amarelo Jo, já tinha aparecido em 2 capítulos de Maskman interpretando um mecânico.
O ator Joji Nakata, que já tinha interpretado o caçador espacial Kaura em Comando Estelar Flashman (1986), reapareceu aqui como o vilão principal Biasu.
O ator Yutaka Hirose, que já tinha feito várias pontas em Chodenshi Bioman (1984), em Esquadrão Relâmpago Changeman e O Fantástico Jaspion (ambos de 1985) e também já tinha interpretado o vilão Wandar em Flashman, reapareceu aqui como o vilão Kemp.
O ator Yoshinori Okamoto, que aqui interpretou o vilão Ashura, já tinha feito participações simples em Denshi Sentai Denziman (1980); Taiyo Sentai San Barukan (1981); Goggle Five, os Guerreiros do Espaço; Space Cop (ambos de 1982); Sharivan, o Guardião do Espaço (1983); e Shaider, o Detetive do Espaço (1984) e já tinha interpretado o robô Shiruba em Bioman, o pirata espacial Buba em Changeman, o herói Deus Titan e o vilão Galdan em Flashman e o ninja subterrâneo Oyobu em Maskman. Ou seja, ele interpretou vilões fixos de 5 sentais seguidos!
O ator Toru Sakai, que aqui interpretou o vilão Obura, já tinha aparecido em 1 capítulo de Maskman.
O ator Daisuke Ban, que aqui interpretou o professor dos jovens da Ilha Academy, já tinha interpretado o ninja subterrâneo Ijin em Maskman.
E a apresentadora de TV francesa Dorothée, que já tinha aparecido em 2 episódios de Jiraiya, o Incrível Ninja (1988) interpretando a ninja francesa Catarina, também apareceu em 1 episódio de Liveman interpretando uma cientista sobrevivente da Ilha Academy.
Isso ocorreu porque a apresentadora tava no Japão em 1988, analisando os seriados japoneses que iam passar no programa infantil que ela tinha na época (pra quem não sabe, a França era uma grande consumidora de programas japoneses nos anos 80). E como a direção do programa dela tinha uma sociedade com a Toei, os diretores japoneses convidaram ela pra fazer pontinhas nos seriados de aventura que tavam sendo filmados no Japão naquele ano.
Mais informações sobre Liveman? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções japonesas’ que você acha posts sobre Bioman, Changeman, Denziman, Flashman, Goggle Five, Jaspion, Jiraiya, Maskman, San Barukan, Shaider, Sharivan e Space Cop.
Até a próxima!

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

ROBERT DE NIRO

Considerado um dos grandes astros setentões de Hollywood, o nova-iorquino Robert De Niro tem principalmente dramas e comédias no currículo dele. Mas as produções de terror não chegam a ser tão raras assim na carreira dele.
A estreia dele na área foi em 1987, em Coração Satânico.
Em 1991, o Robert foi ator e produtor de Cabo do Medo... Esse filme é mais de suspense, mas alguns sites classificam ele como sendo de terror.
Em 1994, ele protagonizou Frankenstein de Mary Shelley (sim: ele interpretou o próprio monstro rs). E ele foi também um dos produtores desse filme.
Em 2004, o Robert apareceu em O Enviado.
No ano seguinte, ele protagonizou O Amigo Oculto.
Em 2006, o Robert participou de 1 capítulo do seriado 100 Years of Horror.
E em 2012, foi a vez de Poder Paranormal.
Mais informações sobre o Robert? Lá vai:


Até a próxima!

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

CAÇADA NO CANAL DA MORTE

título original: Amsterdamned
título brasileiro: Caçada no Canal da Morte
ano de lançamento: 1988
país: Países Baixos
elenco principal: Hidde Maas, Huub Stapel, Monique van de Ven
direção e roteiro: Dick Maas

Em 1988, um misterioso assassino começa a fazer várias vítimas ao acaso através de Amsterdã.
O detetive Eric começa a investigar o caso. Mas tudo o que se sabe sobre o criminoso é que ele mata qualquer tipo de pessoa aleatoriamente, se veste com uma roupa de mergulhador que cobre todo o corpo dele e sempre chega e vai embora das cenas dos crimes nadando pelos canais de Amsterdã.
E mesmo nas ocasiões em que o Eric fica cara a cara com o assassino, o sujeito demonstra uma incrível capacidade de fugir e se esconder.
Como identificar e prender alguém assim?

Caçada no Canal da Morte é uma curiosa mistura de policial com slasher.
O simples fato da história se passar num centro urbano, e não num lugar isolado (como a maioria dos slashers), já mostra que não é um slasher do mesmo peso e da mesma medida que A Vingança de Cropsy (1981), por exemplo... Apesar de que o histórico de vida e a aparência dos vilões dos 2 filmes até tenham algo em comum.
Caçada no Canal da Morte também tem cenas muito boas de ação. E principalmente de perseguição pelas ruas e pelos canais da cidade.
Inclusive, durante as gravações de uma dessas cenas, a lancha do ator Huub Stapel, que interpretou o Eric, bateu contra uma parede, deixando vários ferimentos no corpo dele. E depois de passar 3 semanas no hospital, ele ficou com uma sequela permanente numa costela e outra num dedo.
Então, esse é um filme que vai agradar a fãs de slashers dos anos 80, a fãs de policiais e a fãs de filmes de ação em geral.
E pra encerrar, uma curiosidade entre Caçada no Canal da Morte e O Elevador Assassino (1983): ambos os filmes foram dirigidos pelo Dick Maas e protagonizados pelo Huub Stapel.
Mais informações sobre Caçada no Canal da Morte? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ pra ver um post sobre A Vingança de Cropsy e em ‘produções neerlandesas’ pra ver um post sobre O Elevador Assassino.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

domingo, 23 de agosto de 2020

ROB ROTTEN

O californiano Rob Rotten já participou como ator convencional dos filmes de terror convencionais Jackhammer (2004) e Zombie Love (2008).
Entretanto, além de ator convencional, ele também é roqueiro (a cara de punk não nega) e ator e diretor pornô. E com essa mistura, é claro que alguns dos filmes pornô de que ele participou têm toques de heavy metal e de terror.
Entre esses últimos, o mais antigo, em 2005, foi O Diabo na Senhorita Jones.
No ano seguinte, o Rob foi ator, diretor e roteirista de Porn of the Dead.
Em 2007, foi a vez de Janine Loves Jenna.
E no ano seguinte, o Rob foi ator, diretor, roteirista e supervisor de trilha sonora de Texas Vibrator Massacre.
Ah, sim: como o próprio nome deixa bem claro, esse filme é uma paródia pornô do clássico slasher O Massacre da Serra Elétrica (1974).
Mais informações sobre o Rob? Lá vai:


Até a próxima!

sábado, 22 de agosto de 2020

BRINQUEDO ASSASSINO

título original: Child’s Play
título brasileiro: Brinquedo Assassino
ano de lançamento: 1988
país: Estados Unidos
elenco principal: Alex Vincent, Catherine Hicks, Chris Sarandon
direção: Tom Holland
roteiro: Don Mancini, John Lafia e Tom Holland

Ao ser perseguido por um policial, um bandido voduísta conhecido como Chucky vai se esconder numa loja de brinquedos. E quando percebe que tá mortalmente ferido e não tem pra onde fugir, ele usa uma magia pra fazer um relâmpago cair na loja e provocar uma explosão, ao mesmo tempo em que parece se ligar de alguma forma a um boneco da linha Good Guy.
Quando a polícia entra na loja, só encontra o cadáver dele ao lado do boneco em meio aos escombros da explosão.
Depois que a polícia recolhe o cadáver e vai embora, um camelô saqueia a loja e pega o tal boneco, vendendo ele pra uma viúva, que tava procurando um daqueles brinquedos pra dar ao filho dela, que tá fazendo 6 anos.
Esses bonecos são programados pra responder à voz humana. E assim que o garoto tira o brinquedo da caixa e fala com ele, o boneco revela que se chama Chucky...

Considerado um dos maiores clássicos de terror da virada dos anos 80 pros 90 (e também podemos dizer que foi a última grande manifestação do Cinema de Terror oitenteiro), Brinquedo Assassino mantém até hoje uma considerável legião de fãs.
Na época em que o filme foi lançado no Brasil, causou polêmica, devido a uma certa semelhança entre os bonecos da fictícia linha Good Guy, mostrada no filme, e os bonecos do Fofão, que existiam aqui...
Plágio? Bom, se alguém plagiou alguém, não foi nenhum brasileiro. Porque a imagem do Fofão já existia aqui 5 anos antes de Brinquedo Assassino ser lançado nos Estados Unidos (o Fofão estreou junto com o programa Balão Mágico, em 1983).
As polêmicas sobre esse assunto continuaram quando algumas igrejas pentecostais e neopentecostais começaram a bradar que isso era um sinal de que os bonecos do Fofão são coisa do diabo... Mas isso não chega a surpreender ninguém, né? Pentecostais e neopentecostais, principalmente os mais pobres, se dedicam basicamente a dizer que TUDO é do diabo.
Mas enfim: Brinquedo Assassino é um dos poucos filmes lançados nos anos 80 que se transformaram em séries cinematográficas mantidas por mais de 20 anos sem serem reformuladas (quase todas as outras franquias lançadas naquela época ou acabaram naquela época mesmo ou então seguiram em frente tendo as histórias originais interrompidas e reiniciadas em novas versões). O problema é que a linha que a história seguiu desandou completamente ao longo das continuações...
O 1º filme pretende contar uma história de terror mais séria, só com umas 2 ou 3 piadas aleatórias. E o 2º e o 3º (1990 e 1991) procuram seguir a mesma linha. Mas o 4º e o 5º (1998 e 2004) não passam de comédias de humor cáustico, com piadas inspiradas na violência exagerada retratada nas cenas de morte. E aliás, são piadas tão bobas que você nem acha graça.
Ou seja, enquanto nos 3 primeiros filmes tentam retratar o Chucky como uma figura assustadora e que mata mais por vingança, depois disso ele vira tão somente um palhaço de índole violenta que mata porque gosta de matar.
O 6º e o 7º filmes (2013 e 2017) parecem ter tentado resgatar o clima de terror mais sério do 1º.
Mas, mesmo assim, cada um dos filmes começa do ponto onde o filme anterior parou: é uma história inteira do 1º ao 7º filme.
Um remake foi lançado em 2019. Mas, apesar dos nomes dos personagens principais serem os mesmos vistos no filme de 1988, tem gente que considera esse filme um reboot, e não um remake, já que o tema principal foi consideravelmente alterado: o Chucky dessa nova versão é um robô com defeito, e não um boneco possuído pelo espírito de um feiticeiro. Ou seja, o elemento sobrenatural foi removido da história.
É interessante lembrar que existe uma certa ligação entre as fichas técnicas de Brinquedo Assassino e da Hora do Espanto (1985): o diretor de ambos os filmes foi o Tom Holland e o ator Chris Sarandon também participou dos 2 (aqui, ele interpretou o policial Mike e lá ele interpretou o vampiro Jerry).
Mais informações sobre Brinquedo Assassino? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘zumbis’ que você acha um post sobre A Hora do Espanto.
Até a próxima!

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

RICARDO BELL

O húngaro Ricardo Bell (também creditado algumas vezes como Dick Swinger e Kevin Asrey) já foi visto em vários filmes ao longo da sua carreira pornô, hoje aparentemente deixada de lado.
Mas a única produção de terror em que ele se envolveu foi a comédia de terror pornô A Mansão Mal Assombrada (2005).
Mais informações sobre o Ricardo? Lá vai:












Até a próxima!

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

A VINGANÇA DO DIABO / SANGUE DEMONÍACO

títulos originais: Pumpkinhead / Vengeance - The Demon
títulos brasileiros: A Vingança do Diabo / Sangue Demoníaco
ano de lançamento: 1988
país: Estados Unidos
elenco principal: Brian Bremer, Florence Schauffler, Lance Henriksen
direção: Stan Winston
roteiro: Ed Justin (autor do texto original), Gary Gerani, Mark Patrick Carducci, Richard Weinman e Stan Winston

Em 1957, um menino chamado Ed se prepara pra dormir, quando um homem bate desesperadamente na porta da casa. Mas os pais do menino dizem que eles não podem deixar o homem entrar. E olhando pela janela, o Ed vê o cara ser agarrado e morto por um vulto monstruoso.
Na mesma época, ele ouve falar de uma maga satanista chamada Haggis que vive como eremita numa das montanhas daquela região. E se acredita que ela tem alguma ligação com a criatura que matou o homem...
Em 1988, o Ed já se casou, já ficou viúvo e tem um filho chamado Billy.
Ele também é o dono de uma loja de conveniências à beira de uma estrada. E num momento em que volta em casa pra buscar uma coisa que esqueceu, ele deixa o Billy tomando conta da loja.
Mas um grupo de jovens passam por ali de moto e o cachorro do Billy sai correndo da loja atraído pelo barulho. E o menino, ao sair correndo atrás do cachorro, acaba sendo atropelado e morto por um dos motoqueiros, que foge sem prestar socorro.
Depois de recolher o cadáver do filho, o Ed se lembra das lendas sobre a Haggis, decidindo procurar ela pra ressuscitar o Billy.
A velha maga deixa claro logo de cara que ela não tem poder pra ressuscitar os mortos. E isso faz o Ed mudar de planos: ele pede pra ela invocar um demônio que massacre os responsáveis pela morte do filho dele. E quando a Haggis começa a explicar o alto preço que isso vai ter, o Ed nem deixa ela terminar de falar e deixa claro que ele quer vingança a qualquer preço.
Ela dá início ao ritual que ele pediu. Mas as consequências que ele vai sofrer por causa do demônio que foi invocado (a mesma criatura que ele viu quando era criança) vão ser muito piores do que ele imaginava...

Pumpkinhead foi lançado no Brasil nos cinemas e em VHS como A Vingança do Diabo, depois sendo relançado em DVD como Sangue Demoníaco.
O monstro do filme é um demônio que, quando é invocado pra matar determinadas pessoas, só para depois que já tiver matado todas as pessoas que ele veio matar. E até 2ª ordem, ele só mata aquelas pessoas e mais ninguém. Mas, se alguém entrar no meio pra tentar proteger as pessoas que ele veio matar, aí ele também mata essa pessoa (isso explica claramente a reação dos pais do Ed no início do filme, né?).
O lado psicológico dos personagens é bem trabalhado. Por exemplo, mesmo que você não concorde com a atitude daquele pai em procurar vingança, fica impossível não entender ele.
Por outro lado, depois que a vingança começa de fato, ele próprio começa a achar que foi longe demais. Só que agora já é muito tarde pra reverter as coisas, né?
Toda a somatória do visual do filme (cenário, figurino, iluminação e efeitos especiais) é muito melhor que a de outras produções da mesma época. E A Vingança do Diabo só não se tornou muito conhecido ainda no final dos anos 80 devido a um problema burocrático com o lançamento dele nos cinemas...
A De Laurentiis Entertainment, empresa responsável pela distribuição do filme nas telonas, faliu nos dias seguintes à estreia, o que fez o filme ser tirado de circulação. Mas a United Artists comprou os direitos autorais e relançou o filme nos meses seguintes com o título de Vengeance - The Demon. Mas aí já não chamou tanta atenção do público.
A Vingança do Diabo foi a estreia do especialista em efeitos especiais Stan Winston como diretor, o que explica a boa qualidade da imagem do filme (principalmente nas cenas que envolvem a maga e o demônio). Afinal, o Stan já tinha se envolvido diretamente nos efeitos especiais de Aliens (1986), Deu a Louca nos Monstros, O Predador (ambos de 1987) e vários outros filmes de aventura, ficção científica e terror da mesma época.
O filme de 1988 deu origem a uma franquia com mais 3 filmes (1993, 2006 e 2007).
Mais informações sobre A Vingança do Diabo? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
E dê uma clicada aí do lado em ‘ficção científica’ que você acha posts sobre Deu a Louca nos Monstros, O Predador e Alien (1979), que foi a origem de Aliens.
Até a próxima!

terça-feira, 18 de agosto de 2020

RAMON NOMAR

Já tendo aparecido em mais de 2500 produções desde 1996, o Ramon Nomar (que também atende pelo nome de J. Jay) talvez seja o ator pornô venezuelano mais conceituado da atualidade, até por também já ter aparecido em várias produções convencionais fora da pornografia.
Mas, apesar desse currículo tão extenso, foram poucas as produções de terror em que ele foi visto até hoje.
Em 2001, o Ramon participou de Sex Meat.
No ano seguinte, foi a vez de Faust.
Em 2012, o Ramon apareceu em Mind Fuck e também interpretou o monstro de Fuckenstein, uma versão pornô da série cinematográfica lançada pelo filme Frankenstein (1931).
Em 2016, 1 capítulo do seriado de terror World War XXX contou com ele no elenco.
E em 2018, o Ramon foi visto em The Possession of Mrs. Hyde.
Mais informações sobre o ator? Lá vai:


E se quiser ver um post sobre a versão de 1931 de Frankenstein, dê uma clicada aí do lado em ‘zumbis’.
Até a próxima!

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

O INOMINÁVEL 2 / O RETORNO DO INOMINÁVEL

título original: The Unnamable II: The Statement of Randolph Carter
títulos brasileiros: O Inominável 2 / O Retorno do Inominável
ano de lançamento: 1992
país: Estados Unidos
elenco principal: Charles Klausmeyer, Maria Ford, Mark Kinsey Stephenson
direção: Jean-Paul Ouellette
roteiro: H. P. Lovecraft (autor do texto original) e Jean-Paul Ouellette

Depois que o jovem Randolph Carter, ao lado de seu amigo Howard, testemunha várias situações sobrenaturais no terreno de uma mansão abandonada, ele decide voltar lá pra explorar algo muito estranho que encontrou: uma cadeia de cavernas subterrâneas sob a mansão.
Acompanhado pelo Howard e pelo professor de História deles, o Randolph desce até lá e encontra um demônio que atacou os amigos dele dentro da mansão... Não há o que temer, pois a besta se encontra amarrada com galhos de árvores, sendo essa a forma que o pai dela encontrou pra deter ela (a criatura em questão é a fusão do corpo da filha de um feiticeiro com o corpo de um demônio que ele invocou).
Através de um processo químico, eles conseguem separar o corpo do demônio do corpo da garota, chamada Alyda. Mas logo depois, começam a ser perseguidos pelo demônio, que quer voltar a se fundir com a Alyda.
Agora só resta ao Randolph e ao Howard ficar levando a Alyda de um lugar seguro pro outro, enquanto o demônio obstinadamente persegue eles, tentando pegar a garota (a criatura consegue localizar a Alyda não importa onde ela se esconda).
Talvez as páginas perdidas de um livro de magias que o Randolph encontrou tenham algum feitiço pra deter o demônio... Mas, apenas TALVEZ!

Lançado na televisão como O Inominável 2 e em VHS como O Retorno do Inominável, esse filme é a continuação da Abominável Criatura (1988). Mas a quantidade de contradições e de situações bobas que a gente vê no desenrolar dele fizeram a coisa descer pelo ralo.
Vamos ver algumas das esquisitices do filme:
Antes de tudo, embora a 1ª cena desse filme pretenda continuar a última cena do filme anterior, não é bem isso que acontece: A Abominável Criatura termina com os personagens Randolph, Howard e Tanya, sem mais ninguém ao redor deles, caminhando pra longe da mansão, depois das situações bizarras que eles acabaram de passar ali; O Inominável 2 começa com vários policiais e paramédicos chegando à mansão, levando a Tanya em estado de choque pro hospital e carregando o Howard pra uma ambulância deitado numa maca!
A personalidade do Randolph também foi extremamente alterada: no 1º filme, ele era um rato de biblioteca que passava o dia fazendo pesquisas e não tava nem aí pro resto da Humanidade; aqui, ele é bem mais sentimental.
No 1º filme, o Howard se chamava Howard Damon; aqui, do nada, o nome do personagem passa a ser Eliot Damon Howard!
E a forma como o Randolph derrota o demônio na luta final também é hilária... Não vou dar muitos spoilers, mas vou fazer uma pergunta: já viram uma cadeira ser possuída por um demônio e virar uma ‘cadeira-monstro’ morta? Pois nessa cena vocês vão ver.rs
Também tem uma mudança de aparência da criatura: no 1º filme, ela é um monstro branco com um par de asas atrofiadas nas costas; aqui ela é um monstro vermelho com um par de asas enormes. Mas, até aí, a gente dá um desconto. Afinal, no 1º filme, ela tá fundida com a Alyda. Aqui, é o corpo dela sozinho. Então, talvez essa seja a aparência verdadeira dela.
Sobre o desaparecimento da Tanya, tem uma curiosidade: ela foi interpretada no 1º filme pela atriz Alexandra Durrell, que trabalhou nesse 2º filme como produtora, mas que não voltou a interpretar a personagem aqui.
Aliás, ela era uma das personagens principais no 1º. Mas no 2º, ela só aparece de longe (visivelmente representada por uma dublê), na cena do início em que ela é colocada em estado de choque numa ambulância e... Não se fala mais nela depois disso!
Não consegui encontrar nenhuma explicação de por quê sumiram com a personagem apesar da atriz ter voltado (como produtora).
Isso sem contar que ela termina o filme anterior andando pra longe do terreno onde aqui ela foi colocada na ambulância. E certamente não tava em estado de choque antes.
Assim como A Abominável Criatura, O Inominável 2 foi vagamente inspirado num conto do H. P. Lovecraft, chamado O Depoimento de Randolph Carter (1920). Mas dá pra ver que não se saiu muito bem, né?
Talvez o resultado tivesse sido melhor se o diretor tivesse mergulhado de cabeça na comédia, passando assumidamente pro humor explícito. Mas ele quis contar aqui uma história séria. Ou seja, só conseguiu criar uma comédia involuntária.
Como ponto positivo, posso dizer que O Inominável 2 tem efeitos especiais melhores que A Abominável Criatura. E como é um filme que tem cenas de perseguição quase do início ao fim, até que ele se sai bem como filme de aventura. Começa como filme gótico e depois vira filme de aventura, pra ser mais exato.
Também tem umas ceninhas de suspense, mas meio bobas.
Mais informações sobre O Inominável 2? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘séries cinematográficas’ que você acha um post sobre A Abominável Criatura.
Até a próxima!

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

PETER WILDER

The Djinn (1999) foi a única produção de terror que contou com a presença do ex ator pornô Peter Wilder.
Digo ‘ex’ porque ele tá fora da mídia desde 2003 e o atual paradeiro dele é desconhecido.
Mas enfim: não vi o filme, então não posso opinar muito sobre ele. Mas, pelas informações que encontrei nas minhas andanças pela Internet, The Djinn não é uma produção pra se ver esperando encontrar muito terror. Porque o filme fala sobre um gênio perverso que foi aprisionado numa garrafa e, se for libertado, vai matar quem fizer isso e vai aterrorizar o Mundo daí pra frente... Mas o filme acaba na hora em que ele é libertado!
Bom, pelo menos foi isso que eu entendi. Como eu disse, não vi o filme. Aliás, ele é meio difícil de encontrar.
Mais informações sobre o Peter? Lá vai:


Até a próxima!

terça-feira, 11 de agosto de 2020

A ABOMINÁVEL CRIATURA

título original: The Unnamable
título brasileiro: A Abominável Criatura
ano de lançamento: 1988
país: Estados Unidos
elenco principal: Alexandra Durrell, Charles Klausmeyer (creditado aqui como Charles King), Mark Kinsey Stephenson
direção: Jean-Paul Ouellette
roteiro: H. P. Lovecraft (autor do texto original) e Jean-Paul Ouellette

Numa noite de tempestade de 1704, vizinhos ouviram os bizarros gritos de uma criatura desconhecida vindo de uma mansão. E no dia seguinte, quando foram até lá pra ver o que tinha havido, encontraram o cadáver do único morador da casa (pelo menos, até onde se sabia): ele teve o pescoço ferido e o coração arrancado por alguma fera desconhecida.
Depois disso, ninguém nunca mais voltou a morar na casa.
Passados 284 anos, em 1988, o jovem Randolph Carter tá conversando com 2 amigos no cemitério que fica ao lado da tal mansão. E conta que, uma vez, um antepassado dele entrou na casa pra ver o que encontraria lá dentro. E ao olhar pra uma janela, viu ali uma figura tão assustadora que os cabelos dele ficaram brancos de um segundo pro outro e ele enlouqueceu pra sempre!
Um dos amigos do Randolph acha que ele tá contando aquilo pra assustar eles. E decide passar a noite sozinho na mansão, pra provar que ali não tem nada fora do normal. Mas é atacado e morto por uma entidade misteriosa que encontra ele ali...
No dia seguinte, 2 alunos veteranos da universidade local também decidem passar a noite lá junto com 2 alunas calouras, já que a casa vai ser usada pra fazer uma prova de admissão de novatos pra uma fraternidade.
E o Randolph, junto com seu amigo Howard, começam a se preocupar com o sumiço do outro amigo deles, decidindo ir também até a mansão pra ver o que houve lá.
Todos eles vão descobrir da pior forma possível quem (ou o quê) viveu se escondendo naquela mansão abandonada durante esses quase 300 anos...

Simplificando: temos aqui um filme de terror em que o Jean-Paul Ouellette (que estreou aqui como diretor) fez tudo o que pôde pra homenagear o H. P. Lovecraft...
A cena do cemitério e a aparência do monstro foram inspiradas no conto O Inominável, lançado pelo escritor em 1925. E vemos ao longo do filme vários nomes de pessoas (como o próprio Randolph Carter) e de lugares que também aparecem em contos do H. P. Lovecraft.
Embora A Abominável Criatura seja eventualmente classificado como “trash”, eu diria que não chega a tanto. Claro que é uma produção de baixo custo (de acordo com alguns sites, foi tudo gravado em 3 semanas e meio no improviso), mas mostra o que se propõe a mostrar.
A aventura se resume às cenas de perseguição do monstro contra os humanos pelos corredores escuros da mansão.
Aliás, em relação a isso, não espere surpresas: se você já viu meia dúzia de filmes de terror dos anos 80, então desde o início desse filme aqui você já sabe quem vai morrer e quem vai sobreviver no final.
A Abominável Criatura tem algumas poucas pinceladas de humor, mas muito superficiais: tentaram contar aqui uma história séria com um certo clima gótico. Inclusive, com cenas de suspense muito boas!
A aparência do monstro (um demônio feminino chamado Alyda) é simples, mas funcional. E a interpretação gestual da atriz Katrin Alexandre, na pele da criatura, também ajudou bastante.
A Abominável Criatura teve uma continuação (1992), que teve mais investimento na produção do que o original... Mas menos qualidade em relação ao resultado. E vamos falar sobre ela aqui em breve.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


Até a próxima!

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

PETER NORTH

O canadense Peter North (também creditado algumas vezes como Alden Brown e Matt Ramsey) tem uma longa carreira tanto como ator quanto como diretor de filmes de vários segmentos diferentes da pornografia.
Assim, é claro que ele já teve presente em alguns filmes de terror pornô.
Em 1985, o Peter apareceu em Indecent Itch.
No ano seguinte, ele foi visto em 3 filmes desse subgênero: Devil in Miss Dare, Devil in Miss Jones 3 e The Devil in Miss Jones 4.
Em 1990, o Peter participou de Eternity e de Haunted Passions.
No ano seguinte, ele foi visto em Laying the Ghost.
Em 1992, The Witching Hour contou com ele no elenco.
No ano seguinte, ele apareceu em Plan 69 from Outer Space.
Não vi esse filme, então não posso emitir opinião. Mas, pelo nome, parece ser uma paródia pornô do clássico trash Plano 9 do Espaço Sideral (1959), que em Inglês se chama Plan 9 from Outer Space.
Em 1994, o Peter teve em O Outro Lado do Sexo e em Ghosts.
No ano seguinte, ele apareceu em The House on Chasey Lane.
Em 1997, ele apareceu em Eternal Lust 2.
E no ano seguinte, o Peter participou de Satyr.
Mais informações sobre o ator? Lá vai:


Até a próxima!

domingo, 9 de agosto de 2020

JIRAIYA, O INCRÍVEL NINJA / NINJA OLIMPÍADA JIRAIYA

título original: Sekai Ninja Sen Jiraiya
títulos brasileiros: Jiraiya, o Incrível Ninja / Ninja Olimpíada Jiraiya
ano de lançamento: 1988
país: Japão
elenco principal: Masaaki Hatsumi, Megumi Sekiguti, Takumi Tsutsui
direção: Itaru Orita e Tetsuji Mitsumura
roteiro: Kenji Terada, Kunio Fuji e Susumi Takaku

No final do século IV a.C., um enigmático objeto chamado Pako caiu do Céu, sendo visto como um tesouro dado por seres superiores.
Quase 1 milênio depois, no início do século VII d.C., o Príncipe Shotoku, que na época governava o Japão, concluiu que Pako, devido a um ataque que tinha sofrido, não podia mais ficar em exposição. E assim, mandou enterrar o tesouro ao lado da estátua do deus Jirai, divindade da guerra, que deveria proteger o tesouro.
Depois disso, o príncipe desenhou numa tábua de barro um mapa da localização da estátua do deus.
Com o passar dos séculos, toda essa história foi sendo deturpada, a estátua do deus Jirai foi esquecida, as pessoas passaram a entender que a tábua revelava o paradeiro de Pako, cada um foi inventando a sua própria explicação sobre o que seria Pako... E no século XX, a tábua de barro foi parar nas mãos do mestre ninja Tetsuzan Yamashi.
Nos anos 70, um discípulo traidor do Tetsuzan, chamado Dokussai, tentou roubar a tábua (ele acreditava que Pako daria a ele poderes e riquezas pra dominar o Mundo). E lutando contra o vilão pra impedir isso, o velho acabou quebrando a tábua em 2. E só guardou uma das metades, enquanto o Dokussai fugiu com a outra.
Em 1988, o Dokussai volta a atacar a família do Tetsuzan pra pegar a outra metade da tábua. E pra impedir isso, o velho confia a salvação da família ao seu filho adotivo Toha, que assume o nome de guerra de Jiraiya.

Um dos seriados japoneses mais famosos que já foram exibidos no Brasil, Sekai Ninja Sen Jiraiya estranhamente foi lançado em terras brasucas com 2 nomes: na abertura, o narrador anunciava o seriado como Jiraiya, o Incrível Ninja; no encerramento, a voz do mesmo narrador anunciava o seriado como Ninja Olimpíada Jiraiya. Sério mesmo!
Com um nível de humor mais acentuado que seu antecessor Metalder, o Homem-Máquina (1987), que tinha sido considerado sério e dramático demais, Jiraiya trouxe algumas inovações pro subgênero ‘metal hero’: os personagens são quase todos humanos terráqueos (o herói não tem que lutar contra nenhum exército de robôs guerreiros nem contra dezenas de mutantes criados em laboratório); o vilão principal frequentemente vai ao campo de batalha pra lutar pessoalmente contra os heróis; os vilões não têm uma base, mas sim um simples acampamento que fica mudando de um lugar pro outro...
Mas é claro que também não deixa de ter algumas ideias aproveitadas de metal heroes anteriores (em quantidade reduzida): 1 ‘cyborg-mutante’ criado em laboratório, 1 monstro gigante, uns poucos aliens e o herói principal destruindo os vilões com sua espada laser.
Também vemos aqui uma certa influência dos sentais: o herói principal com uma armadura vermelha, vários heróis com trajes de guerra de cores diferentes que vão se juntando a ele ao longo do seriado (principalmente a irmã dele, que usa uma espécie de versão feminina da armadura dele em cor branca)...
Claro que eu não tô dizendo que Jiraiya é um sentai, até porque a Toei nunca reconheceu ele como tal. Mas alguém pode dizer que os roteiristas pelo menos não se inspiraram nos temas comuns dos sentais pra criar esse seriado?
A fase final do seriado leva uma certa sacudida com a chegada do vilão Uchunin Del-Star e com certas revelações sobre o passado que os heróis vão ter através dele.
Vale lembrar que esse vilão passa a funcionar como um 3º poder na história: embora o objetivo principal dele seja matar o Jiraiya, ele também não esconde que pretende aniquilar o Dokussai, chegando a lutar especificamente contra ele algumas vezes.
Por outro lado, alguns personagens foram mal explorados pelo roteiro.
Um cientista chamado Smith ajudou o Jiraiya em momentos críticos, reconstruindo a armadura dele numa versão fortificada depois que ela tinha sido destruída e dando a ele um supercarro cheio de armas. Mas ele simplesmente sai de cena do nada no capítulo 23.
Tudo bem que ele não chegava a ser um personagem tãããããããããão frequente assim no seriado. Ele só apareceu em capítulos específicos. Mas podiam pelo menos dizer pra onde ele foi, né? Até porque fica claro que ele tinha um passado em que o Tetsuzan tinha ajudado ele, mas o assunto é abandonado pelo roteiro logo depois de ser mencionado.
O seriado também levanta até hoje uma polêmica: o Jiraiya era um herói ou um assassino justiceiro?
Afinal, ele é um humano terráqueo e 99% dos vilões que ele mata ao longo do seriado todo também são humanos terráqueos. E quando um humano mata outro humano isso caracteriza assassinato.
Não é uma coisa que a gente vê nos metal heroes anteriores:
Os heróis de Space Cop (1982); Sharivan, o Guardião do Espaço (1983); e Shaider, o Detetive do Espaço (1984) também eram humanos terráqueos. Mas eles só matavam extraterrestres, mutantes criados artificialmente e monstros criados através de magia.
No caso do Fantástico Jaspion (1985), o herói até chegou a matar 1 único humano terráqueo: o mafioso Silke. Mas o Jaspion era um extraterrestre. E não sendo terráqueo, não dá pra considerar ele 100% humano. Então, isso não foi tecnicamente um assassinato.
No caso de Spielvan (1986), o herói basicamente destruiu dezenas de robôs guerreiros durante o seriado todo. E também matou lá uma meia dúzia de extraterrestres e mutantes perversos. Mas não matou nenhum humano terráqueo.
E no caso de Metalder, a gente nem precisa se dar ao trabalho de pensar em quem ele matou ou não: ele era um robô. Se uma máquina mata quem quer que seja, isso não é tecnicamente um assassinato.
Então o Jiraiya, apesar de só matar gente que não presta, acaba ficando caracterizado como o único metal hero assassino, no sentido técnico da palavra.
Também fica evidente que a produção não teve grana pra fazer tudo o que gostaria de ter feito.
Por exemplo, o Dokussai é servido por vários soldados, chamados coletivamente de karatsutengus, que usam armaduras inspiradas nos tengus (entidades voadoras da Mitologia Japonesa). Mas sempre aparecem no máximo 3 deles juntos em cada cena...
Quando lançaram O Elo Perdido (1974) nos Estados Unidos, devido à contenção de despesas, a produção só pôde fazer 3 fantasias de sleestaks. Mas era feita uma edição de cenas pra fazer parecer que tinham vários deles juntos no mesmo lugar.
Pois é. Aqui aconteceu o mesmíssimo problema com as fantasias dos karatsutengus. E a produção algumas vezes usou o mesmo método pra resolver o problema. Foi a mesma coisa, sem tirar nem pôr.
O ator Issei Hirota, que aqui interpretou o herói Ryu, já tinha interpretado o Blue Mask Akira em Defensores da Luz Maskman (1987).
O ator Junichi Haruta, que aqui interpretou o vilão redimido Kazenin Mafia Storm, já tinha feito participações simples em Denshi Sentai Denziman (1980) e Taiyo Sentai San Barukan (1981); já tinha interpretado o guerreiro preto Kan-Pei em Goggle Five, os Guerreiros do Espaço (1982); já tinha interpretado o vilão MacGaren em Jaspion; já tinha protagonizado o filme de terror Baioserapi (1986); e já tinha feito uma participação simples em Metalder.
O ator Masayuki Suzuki, que aqui interpretou o vidente atrapalhado Rakuchin, já tinha interpretado o fotógrafo atrapalhado Kojiro em Space Cop, Sharivan e Shaider. E aliás, era o mesmo tipo de personagem.
A atriz Hizuru Uratani, que aqui interpretou o disfarce jovem da Aracnin Morgana, já tinha feito uma participação simples em Denziman e também já tinha interpretado a vidente do Planeta Melon em Jaspion (aquela que contou ao Jaspion sobre o Pássaro Dourado).
O ator Kazuoki Takahashi, que aqui interpretou o vilão Aman Negro, já tinha interpretado o Change Gryphon Hayate em Esquadrão Relâmpago Changeman (1985), já tinha interpretado a aparência humana de um monstro de Comando Estelar Flashman (1986) e também já tinha interpretado o herói Satoro em Metalder.
O ator Kenji Ohba, que aqui fez uma participação simples como um mestre ninja que testou o Jiraiya, já tinha interpretado o guerreiro azul Daigoro em Denziman, já tinha protagonizado Space Cop, já tinha sido um herói recorrente em Sharivan, já tinha feito uma participação simples em Metalder e mais tarde apareceria no filme Uchu Keiji Gyaban Za Mubi (2012).
O ator Eichi Kikuchi, que aqui fez uma participação simples como um empresário corrupto, já tinha interpretado o vilão Igana em Goggle Five, já tinha interpretado o disfarce humano de um robô guerreiro em Machineman (1984) e já tinha interpretado o vilão Gasami 1 em Jaspion, além de já ter interpretado alguns monstros dos Vingadores do Espaço (1966), Spectreman (1971) e  Lion-Man (1972).
A hoje falecida atriz Machiko Soga, que aqui interpretou a vilã Aracnin Morgana, já tinha interpretado a Rainha Hedorian em Denziman e San Barukan, a aparência humana de um monstro de Space Cop, a aparência humana de um monstro de Sharivan, a Rainha Pandora de Spielvan e a mãe do Barrabás em Maskman.
O hoje falecido ator Kin Omae, que aqui interpretou o herói Ronin Haburamu, já tinha interpretado o Rei Demônio Banriki em Denziman e também já tinha feito uma pequena participação em Goggle Five.
O hoje falecido ator Jun Tatara, que aqui interpretou o mestre do Aman Negro, já tinha interpretado o patrão do Gyaban em Space Cop.
O hoje falecido ator Shogo Shiotani, que já tinha interpretado o disfarce humano de um robô guerreiro de Bicrossers (1985), apareceu aqui como o ninja Fire, da unidade de ninjas especiais da Benikiba.
E o hoje falecido ator Ulf Otsuki, que aqui apareceu em 2 episódios como o vilão Gonin Abdad, já tinha aparecido em 1 episódio do Poderoso Lion-Man (1973).
E pra encerrar só um lembrete (não posso dizer que é uma novidade, porque provavelmente a maioria que tá lendo isso aqui já sabe disso): Jiraiya tá sendo apresentado pela Bandeirantes aos domingos de manhã, junto com Changeman e Jaspion.
Mais informações sobre Jiraiya? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções japonesas’ que você acha posts sobre Baioserapi, Bicrossers, Changeman, Denziman, Flashman, Goggle Five, Jaspion, Lion-Man & O Poderoso Lion-Man, Machineman, Maskman, Metalder, Os Vingadores do Espaço, San Barukan, Shaider, Sharivan, Space Cop, Spectreman, Spielvan e Uchu Keiji Gyaban Za Mubi. E dê uma clicada ‘criaturas pré-históricas’ que você acha um post sobre O Elo Perdido.
Até a próxima!

sábado, 8 de agosto de 2020

PAVEL NOVOTNÝ

O tcheco, que nasceu ainda tchecoslovaco, Pavel Novotný (também creditado algumas vezes como Jakub Moltin, Jan Dvorav, Jaroslav e Max Orloff) anda meio sumido desde 2010, depois de já ter trabalhado por anos em produções pornô, o que parece indicar que ele deixou a carreira.
Quanto às produções de terror pornô, no ano 2000, ele interpretou um espírito no filme Prague Rising.
Mais informações sobre o Pavel? Lá vai:









Até a próxima!

terça-feira, 4 de agosto de 2020

O PRÍNCIPE GUERREIRO / O SENHOR DAS FERAS

títulos originais: Der Befreier / The Beastmaster
títulos brasileiros: O Príncipe Guerreiro / O Senhor das Feras
ano de lançamento: 1982
países: Alemanha / Estados Unidos
elenco principal: John Amos, Marc Singer, Tanya Roberts
direção: Don Coscarelli
roteiro: Don Coscarelli e Paul Pepperman

Em outra dimensão, formada basicamente por desertos, fica a cidade de Aruk, governada pelo Rei Zed. Mas ali também fica instalada uma seita de fanáticos chamada Jun, comandada pelo manipulador Maax e por 3 feiticeiras deformadas.
A esposa do Zed tá grávida. E como as feiticeiras preveem que o menino que vai nascer vai matar o Maax, esse trama planos pra matar o bebê...
Uma das feiticeiras teletransporta a criança do útero da mãe pro útero de uma vaca, matando a mulher no processo. E depois a feiticeira arranca o bebê do útero da vaca pretendendo matar ele. Mas um camponês que passava por ali na hora mata a feiticeira e salva o menino. E sem saber que se trata de um príncipe, resolve criar ele, dando-lhe o nome de Dar.
Entretanto, devido a ter passado alguns momentos no útero de uma vaca através de magia, o menino adquiriu alguns poderes ligados aos animais, como a capacidade de conversar com eles e de enxergar através dos olhos deles.
Quando o Dar já é um pós-adolescente, a comunidade onde ele foi criado pelo camponês é massacrada pelos guerreiros de Jun, deixando ele como único sobrevivente.
Agora, sem rumo, ele sai vagando pelos desertos do mundo dele. Mas vai fazendo amizade com os animais que vai encontrando pelo caminho: a águia Sharak, a pantera Ruh e o casal de furões Kodo e Podo.
Um dia, chegando sem querer à cidade de Aruk, ele descobre que o Rei Zed foi aprisionado pelo perverso Maax, que agora governa a cidade impondo um ritual de sacrifícios humanos com crianças.
E apesar de nem saber que voltou à sua pátria de origem, o Dar se dispõe a libertar o povo de Aruk daquela terrível tirania.

Temos aqui uma coprodução germano-estadunidense que foi lançada nos Estados Unidos como The Beastmaster e na Alemanha como Der Befreier. E no Brasil, o filme foi lançado nos cinemas como O Príncipe Guerreiro e depois relançado em VHS como O Senhor das Feras.
Obviamente, ele tentou seguir os passos do seu contemporâneo Conan, o Bárbaro (1982): as semelhanças no histórico de vida dos personagens principais dos 2 filmes e na própria aparência deles são várias. Então, o Dar foi visto na época como um Conan genérico.
O que foi acrescentado aqui de mais diferente em relação à história do Conan foi a participação dos animais.
O Príncipe Guerreiro é um filme bom? Não chega a ser nada inesquecível. Mas, dentro do que se espera de um filme de aventura do início dos anos 80, sim, é bom. Ele mostra tudo o que se pretende ver num filme desse tipo.
Então, se você foi criança ou adolescente nos anos 80 e é fã de produções de aventura daquela época, provavelmente vai gostar.
Já pra maior parte do público jovem atual... Bom, aí certamente O Príncipe Guerreiro não vai acompanhar muito as expectativas deles. Afinal, é uma geração que, quando vê um filme de aventura, não quer ver nada que preocupe nem que incomode. Eles querem ir ao cinema ver o filme de aventura pra zoar, pra rir e pra achar graça de tudo. Enfim, geralmente eles querem um filme de aventura que faça gracinha e palhaçada em tempo integral. E esse não é o caso das produções oitenteiras em geral.
Simplificando: se vocês compararem a versão de ThunderCats lançada em 1985 com a versão de ThunderCats lançada em 2018... Acho que não preciso dizer mais nada, né? Já deu pra entender o que os fãs de produções de aventura dos anos 80 esperavam ver e o que os fãs de produções de aventura de hoje esperam ver.
Não estou falando mal de ninguém, certo? Estou apenas explicando a diferença entre um público e outro.
Bom, O Príncipe Guerreiro teve 2 continuações (1991 e 1996).
Mais informações sobre O Príncipe Guerreiro? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘aventura’ que você encontra posts sobre Conan e ThunderCats.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

PAUL BARRESI

O massachusettense Paul Barresi (também creditado em algumas produções como Jason Thorpe, Joe Hammer e Michael Franco), enquanto fazia fofocas contando sobre todas as pessoas famosas com que ele (diz que) já transou, participava de vários tipos de produção: comédia, drama, policial, suspense, pornô...
Aliás, atualmente, ele virou só uma espécie de celebridade especializada em fofocas de famosos nos Estados Unidos, já que parece que deixou de vez a carreira de ator há uns 10 anos.
Curiosamente, na área do terror, o Paul apareceu até hoje em 1 único filme, chamado Combustão Espontânea: a Conspiração Atômica, no qual ele fez um pequeno personagem.
Mais informações sobre o ex ator e atual fofoqueiro?rs Lá vai:




Até a próxima!