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terça-feira, 21 de julho de 2026

A LENDA DO LOBISOMEM

título original: Legend of the Werewolf
título brasileiro: A Lenda do Lobisomem
ano de lançamento: 1975
país: Inglaterra
elenco principal: David Rintoul, Lynn Dalby, Peter Cushing
direção: Freddie Francis
roteiro: Guy Endore (autor do texto original) e Anthony Hinds

França. Século XIX.
Depois de ter sido criado por lobos, um menino selvagem é capturado na floresta por um grupo de artistas itinerantes e passa a ser usado por eles como atração nos shows que fazem.
Anos depois, ele se transforma num lobisomem, ataca um dos artistas e foge dali.
Chegando às periferias de Paris, ele vai ter que aprender a viver num bairro pobre da cidade e ao mesmo tempo esconder sua identidade monstruosa.

A Lenda do Lobisomem nos mostra mais uma vez uma figura quase inteiramente humana representando o lobisomem, tendo só as mãos peludas, as orelhas pontudas, dentes afiados e uma cara meio monstruosa.
Enfim, é basicamente o mesmo tipo de lobisomem que a gente vê em O Lobisomem de Londres (1935), O Lobisomem (1941), A Maldição do Lobisomem (1961), La Loba (1965), A Noite do Lobo (1972), Thriller (1983), Mistérios da Meia-Noite (1985), Deu a Louca nos Monstros (1987) e Criaturas Arrepiantes (1997).
Aliás, assim como A Maldição do Lobisomem, A Lenda do Lobisomem também foi inspirado no livro The Werewolf of Paris (1933), do Guy Endore, numa outra adaptação feita pelo mesmo roteirista Anthony Hinds.
A inovação que vemos aqui é que a história se passa na classe pobre da sociedade. O casal de protagonistas (se é que dá pra chamar eles de “casal”, já que na prática são mais 2 amigos) é formado por um faxineiro de zoológico e uma prostituta.
O herói da história, chamado Etoile, é um personagem um tanto oco: ele é o que restou de um menino que foi criado no isolamento e que agora tá chocado com a realidade que encontrou num bairro de classe baixa de uma cidade grande, ao mesmo tempo em que tenta esconder que é um lobisomem. Mas, por mais que você esprema o personagem, não sai nada além disso.
O legista do necrotério da cidade acaba sendo um personagem mais consistente do que ele. E foi interpretado pelo Peter Cushing, que, por sinal, tinha aparecido em outro filme de lobisomem pouco antes desse aqui: A Fera Deve Morrer (1974).
Também não se dá grandes explicações pro fato do Etoile ser um lobisomem. Mas, já que ele foi criado por lobos, pela lógica, ele deve ter sido mordido por eles em algum momento.
De qualquer forma, A Lenda do Lobisomem consegue contar uma história com início, meio e fim. E pros padrões dos anos 70, é um bom filme.
Outro filme dirigido pelo Freddie Francis que eu já indiquei aqui foi O Monstro das Cavernas (1970).
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Foi bom você ter passado por aqui. Até a próxima!😉

terça-feira, 30 de junho de 2026

BAKURYU SENTAI ABARANGER

título original: Bakuryu Sentai Abaranger
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2003
país: Japão
elenco principal: Aiko Ito, Kaoru Abe, Koichiro Nishi, Sho Tomita
direção: Hajime Konaka, Katsuya Watanabe, Noboru Takemoto, Satoshi Morota, Shojiro Nakazawa e Taro Sakamoto
roteiro: Atsushi Maekawa, Naruhisa Arakawa, Sho Aikawa, Takeshi Suzuki e Yoshio Urasawa

Além da Terra em que nós vivemos, existe outra versão dela, chamada Daino Asu. E elas já foram o mesmo planeta, mas se separaram há 65000000 de anos, quando o grande meteoro que extinguiu os dinossauros bateu aqui.
Acontece que o impacto dele lançou a essência da Terra em outra dimensão, criando lá um planeta igual, mas com um fluxo de tempo diferente. Ou seja, Daino Asu.
Lá, os dinossauros nunca foram extintos, mas sofreram uma evolução: desenvolveram um raciocínio igual ao dos humanos, passaram a ter poderes mágicos e a carne e os ossos deles se transformaram em metal.
Assim se formou um planeta tranquilo, até que uma seita chamada Evolian, formada por apóstolos que fazem adoração a um demônio chamado Dezumozoria, começou com planos de conquistar Daino Asu.
Um dos guerreiros que fazem parte de uma resistência contra essa seita se chama Asuka. E um dia, enquanto carrega um saco de pano com 6 ovos de dinossauros, ele é atacado por Evolian. E durante a luta, uma passagem se abre no Céu diante dele e, acidentalmente, o saco se abre e os ovos de dinossauros são sugados por ela.
Os membros de Evolian entram pela passagem pra tentar pegar os ovos. E o Asuka se joga atrás deles, vindo parar na Terra.
E aqui, ele começa a procurar pessoas que têm Dainogatsu, uma energia mística compartilhada pelos humanos e pelos dinossauros, que permite que os 2 grupos se associem. E encontra 5 dessas pessoas, das quais 3 conseguem acionar armaduras iguais às dele. E assim, pra lutar contra Evolian, os 4 juntos formam o Esquadrão dos Dragões Explosivos Abaranger.

Ao contrário de seu antecessor Nin-Pu Sentai Hurricaneger (2002), que foi além do comum na quantidade de personagens fixos tanto entre os heróis quanto entre os vilões (aliás, principalmente entre esses últimos), Bakuryu Sentai Abaranger trabalhou com menos gente no elenco fixo.
Por outro lado, o vilão principal aqui era bem parecido com “a coisa” vista lá: um vilão que era mais uma presença do que um corpo físico.
Afinal, o Dezumozoria é um demônio que, mesmo quando quer dar ordens aos seus súditos, precisa se incorporar em um deles, falando por ali com uma voz sinistra, no estilo dos filmes de terror de possessão demoníaca mesmo.
Quanto aos outros vilões, achei o Mikera e o Vofa muito mal aproveitados. Eles são os responsáveis pela criação dos monstros de Evolian, mas só existe 1 único episódio em que eles vão enfrentar os heróis pessoalmente. E olhem que eles sabem lutar e têm vários poderes de ataque!
No grupo dos heróis, temos aqueles tipos comuns em seriados desse tipo: o Ryoga é o cara legal que tenta ser bonzinho com todo mundo, o Yukito é aquele que passa uma imagem mais de durão e inacessível sem deixar de cumprir as obrigações heroicas dele, a Ranru fica no meio do caminho entre uma coisa e outra e o Asuka é o extraterrestre que tá aprendendo a viver na Terra.
Ele é casado com a vilã Janu. Mas como o Dezumozoria dominou a mente dela e fez ela pensar que ele traiu ela, a Janu passa uma boa parte da história tentando matar o Asuka pra se vingar.
Existe o herói que começa mau e depois se junta aos outros heróis? Sim. É o Mikoto. Mas esse só passa de fato pro lado dos heróis lá no finalzinho mesmo do seriado, quando a história já tá acabando. Durante 99% do tempo, ele é bem perverso.
E uma curiosidade: a casa dele à beira-mar já tinha sido usada como cenário em Baioserapi (1986), como a casa do Dr. Hirose.
Bom, cada um dos heróis é associado a alguns dinossauros. E durante o desenrolar da história, vão aparecendo vários novos dinossauros pra ajudar eles.
Em 2004, várias cenas de Abaranger foram utilizadas como stock footage na 12ª temporada de Power Rangers. E até algumas cenas que mostravam o elenco original de protagonistas de Abaranger apareceram no seriado americano, num episódio que dá a entender que o Japão lançou um seriado inspirado nos Power Rangers.
O ator Taro Suwa, que aqui interpretou um cliente frequente no restaurante dos heróis, já tinha interpretado o disfarce humano do monstro do episódio 34 de Hyakuju Sentai Gaoranger (2001).
A atriz Tamao Yoshimura, que aqui interpretou uma repórter no episódio 27, já tinha interpretado a heroína Honami em Mirai Sentai Timeranger (2000).
O ator Yuichi Hachisuka, que aqui interpretou o vilão Vofa, já tinha interpretado os vilões Chuzubo, Man-Maruba e Sandaru em Hurricaneger.
O ator Osamu Onishi, que aqui interpretou o vilão Mikera, já tinha interpretado o vilão Dorunero em Timeranger.
E o hoje falecido ator Koen Okumura, que aqui interpretou o herói Ryunosuke, já tinha feito figurações em 2 episódios de Ultra Q (1966); já tinha interpretado um dos vilões eventuais de Robô Gigante (1967); já tinha interpretado o disfarce humano do monstro do episódio 47 de Sharivan, o Guardião do Espaço (1983); e já tinha interpretado o disfarce humano do monstro do episódio 20 de Kamen Rider Black RX (1988).
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Isso foi tudo por esse mês. Até Julho!😄

terça-feira, 26 de maio de 2026

COMANDO ASSASSINO / INSTINTO FATAL

títulos originais: Ella / Monkey Shines
títulos brasileiros: Comando Assassino / Instinto Fatal
ano de lançamento: 1988
país: Estados Unidos
elenco principal: Jason Beghe, John Pankow, Kate McNeill
direção: George A. Romero
roteiro: Michael Stewart (autor do texto original) e George A. Romero

O atleta Allan fica tetraplégico depois de ser atropelado.
Assim que recebe alta do hospital e volta pra casa, ele é abandonado pela namorada (que ele descobre que começou a trair ele com o médico que cuidava dele enquanto ele se encontrava inconsciente) e passa a ter que conviver com uma enfermeira que trabalha pra ele com toda a má vontade do Mundo.
Tentando alegrar o Allan e tornar a vida dele menos difícil, o melhor amigo dele, um cientista chamado Geoffrey, um dia chega na casa dele com uma macaca treinada, pra fazer companhia a ele.
Apesar de se surpreender com a situação, o Allan simpatiza com a macaca, chamada Ella, que também demonstra gostar dele. E tudo vai bem a princípio.
O que ninguém sabe é que o Geoffrey tinha submetido a Ella a um procedimento experimental, injetando nela células de um cérebro humano! E isso aumentou grandemente a capacidade de raciocínio da macaca e permitiu que ela entrasse num tipo de contato telepático com o Allan.
Em consequência, ela se sente bem à vontade pra prejudicar (ou mesmo matar!) qualquer pessoa que irrite ele de alguma forma.

Temos aqui um filme inspirado no livro Monkey Shines (1983), do inglês Michael Stewart. E recebeu esse mesmo título quando foi lançado nos Estados Unidos, embora também tenha sido lançado em VHS como Ella.
No Brasil, também recebeu 2 títulos: foi lançado na televisão como Instinto Fatal e depois foi lançado em VHS como Comando Assassino.
O filme é desnecessariamente longo (113 minutos): dava pra cortar uns 20 minutos numa boa. E aposta mais no suspense do que no terror. E na 1ª meia hora, se foca muito na tristeza do protagonista devido à situação em que ele se encontra, parecendo mais um drama do que um filme de terror.
Outra coisa que ficou meio estranha foi o Allan continuar fortão e em forma, mesmo depois de meses preso a uma cadeira de rodas, só tendo ainda a cabeça móvel.
Mas, descontando isso, Instinto Fatal é um bom filme. Mostra o que se propõe a mostrar.
Só não veja se você tiver procurando uma produção com cenas de ação o tempo todo em que o monstro é retratado como uma máquina de matar.
Um final alternativo, que não foi ao ar na época, mostra o chefe do Geoffrey pegando algumas substâncias que tinha roubado dele e se preparando pra dar continuidade às experiências dele com outros macacos.
Essa cena foi cortada porque os produtores exigiram que a história se encerrasse com um final feliz.
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Foi bom você ter passado por aqui. Até a próxima!😉

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

DINAMITE, O BIONICÃO

título original: Dynomutt, Dog Wonder
título brasileiro: Dinamite, o Bionicão
ano de lançamento: 1976
país: Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

O jovem milionário Radley Crown tem um cachorro cyborg chamado Bionicão, que tem uma quantidade gigantesca de dispositivos instalados no corpo dele. E nos momentos de perigo, ele aciona algum desses dispositivos pra resolver o problema.
Eles moram numa luxuosa cobertura. Mas trabalham pra uma espécie de agente secreto que indica a eles criminosos que tão ameaçando Cidadópolis, a cidade onde eles moram.
E a cada vez que recebem um chamado, o Radley se transforma no super herói Falcão Azul, partindo na companhia do Bionicão pra lutar contra a ameaça da vez.

Até onde dá pra entender, quando a Hanna-Barbera lançou Dinamite, o Bionicão, eles tentaram fazer uma espécie de paródia do Show do Scooby-Doo (1976) misturada com uma paródia das Aventuras de Batman e Robin (1968).
Na verdade, Bionicão estreou junto com O Show do Scooby-Doo, no programa infantil The Scooby-Doo/Dynomutt Hour. E há um certo crossover entre os 2 seriados: os heróis do Show do Scooby-Doo participam de 3 episódios aqui, ajudando o Falcão Azul e o Bionicão a derrotar os vilões da vez.
Embora a presença de um herói posudo que é claramente uma versão genérica do Batman faça alusão a uma história de aventura, a coisa aqui vai muito mais pra comédia mesmo.
Nenhuma explicação nunca é dada sobre a origem do par de heróis. Nem sobre como, onde e quando eles passaram a combater criminosos com superpoderes.
Também não há muita ligação entre os roteiros dos episódios: quase sempre, cada história começa e acaba no mesmo capítulo.
Assim, o seriado desse Scooby-Doo cibernético acabou não agradando muito ao público da época, sendo cancelado ao cumprir 20 episódios.
Histórias de super heróis pedem roteiros com um pouco mais de consistência, né? E isso faltou aqui.
Outras produções da Hanna-Barbera que eu já indiquei aqui foram a versão de 1967 dos Herculoides; a versão de 1981 dos Herculoides; Os Flintstones (1960); Os Jetsons (1962); Jonny Quest (1964); A Feiticeira Faceira; A Formiga Atômica; A Lula Lelé; O Esquilo sem Grilo; O Xodó da Vovó; Zé Buscapé (todos esses de 1965); Frankenstein Jr; Os Impossíveis (ambos de 1966); O Poderoso Mightor (1967); Scooby-Doo, Cadê Você? (1969); Os Mussarelas (1972); Goober e os Caçadores de Fantasmas (1973); A Família Dó Ré Mi; Vale dos Dinossauros (ambos de 1974); Treme-Treme (1977); Os Smurfs (1981); Janjão e Pequeno (1983); e Galtar e a Lança de Ouro (1985).
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ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Foi bom você ter passado por aqui! Até a próxima!😉

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

ULTRA Q

títulos original e brasileiro: Ultra Q
ano de lançamento: 1966
país: Japão
elenco principal: Hiroko Sakurai, Kenji Sahara, Yasuhiko Saijo
direção: Hajime Tsuburaya
roteiro: Eiji Tsuburaya e Toshihiro Iijima

O piloto de helicóptero Jun tá sempre de olho em eventos fora do comum que acontecem, pois sonha em um dia se tornar um escritor de ficção científica.
Junto com ele trabalha um rapaz um pouco mais jovem chamado Ipei. E como esse é um novato que futuramente vai exercer a mesma função do Jun no serviço deles, ele sempre acompanha o outro, funcionando como uma espécie de assistente.
Uma repórter chamada Yuriko tá sempre em busca de notícias bombásticas pra publicar. E como ela sabe que o Jun tem interesses correspondentes a isso, ela se junta a ele e ao Ipei sempre que pode.
Esse trio realmente vai esbarrar com várias situações bizarras pelo Japão a fora...

Ultra Q é considerado o 1º programa da franquia Ultraman, apesar de não aparecer nenhum herói robótico gigante aqui.
Acontece que algumas fantasias de monstros vistas aqui seriam reaproveitadas em Ultraman, lançado no mesmo ano (na maioria das vezes, representando outros personagens).
Além disso, a atriz Hiroko Sakurai, que interpretou a Yuriko, voltaria em Ultraman, interpretando a heroína Akiko.
E outros atores que tiveram personagens menores aqui também voltariam no outro seriado interpretando heróis principais: o Susumu Kurobe (que faria o Shin Hayata) e os hoje falecidos Akiji Kobayashi e Masaya Nihei.
Mas, honestamente e com toda a sinceridade, tirando isso, Ultra Q tem pouca coisa a ver com Ultraman (a lenda urbana propagada por alguns sites de que Ultraman é uma continuação de Ultra Q é completamente furada).
Na verdade, Ultra Q é um seriado muito mais de suspense do que de aventura. E com um leve toque de terror.
Como monstros gigantes tavam na moda no Japão nos anos 60 por causa dos filmes Godzila (1954) e Gamera (1965), a TBS Terebi, a emissora de TV que transmitiria o seriado, incentivou os criadores de Ultra Q a incluírem mais personagens desse tipo na história. E de fato, quase todos os episódios têm monstros gigantes, além de fenômenos sobrenaturais, extraterrestres, monstros pré-históricos e mutantes criados por cientistas.
Não há uma evolução da história do 1º até o último episódio, porque os problemas que os heróis enfrentam em cada capítulo quase sempre ficam por ali mesmo e não voltam a ser mencionados em episódios seguintes. E nem as vidas pessoais dos 3 heróis principais são largamente exploradas.
Teve só 28 episódios. E o último capítulo não termina com nenhuma grande conclusão pra nenhum personagem: acaba como se fosse um episódio comum.
Curiosamente, alguns poucos episódios são comédias mesmo. E parecem feitos só com a intenção de agradar ao público infantil.
Ultra Q foi produzido em preto e branco. Mas não é difícil encontrar versões dele colorizadas digitalmente na Internet.
O ritmo do seriado é bem lento pros padrões de hoje. Certamente o pessoal mais jovem vai achar chato pra cacete.
Mas, apesar de atualmente parecer um seriado bastante tosco, Ultra Q foi o programa de TV mais caro que o Japão tinha produzido até 1966.
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ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!😉

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

VALE DOS DINOSSAUROS

título original: Valley of the Dinosaurs
título brasileiro: Vale dos Dinossauros
ano de lançamento: 1974
países: Austrália / Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

Nos anos 70, uma família estadunidense, composta pelo pai John, a mãe Kim, a filha mais velha Katie e o filho mais novo Greg, tá viajando num bote de borracha com seu cachorro Digger pelo Rio Amazonas. E eles decidem entrar num afluente não registrado que encontraram. Mas o bote vira e, logo depois, eles são engolidos por um turbilhão e jogados num outro rio afluente, reaparecendo num vale cercado de vulcões que ficam soltando fumaça ininterruptamente.
Mais estranho do que isso: o vale é cheio de dinossauros de espécies diferentes e de outras criaturas pré-históricas!
Quando tão prestes a ser atacados por um desses dinossauros, os estadunidenses são salvos por uma família de homens das cavernas que vivem no vale. E consequentemente, fazem amizade com eles e são acolhidos na caverna deles.

Bom, esse é o tema básico de Vale dos Dinossauros, coprodução Austrália/Estados Unidos lançada pela Hanna-Barbera. E que seguiu os moldes instalados pra programação infantil nos Estados Unidos nos anos 70: programas infantis tinham que ser focados em informação e educação.
É: durante praticamente todos os episódios, os recém-chegados ficam ensinando aos anfitriões cavernícolas deles sobre fenômenos da Química e da Física, de acordo com as dificuldades que vão aparecendo.
O desenho não conseguiu passar de 16 episódios. E acho que não vingou exatamente porque não vemos aqui um grande desenvolvimento de nenhum dos personagens fixos. São só os nativos do vale explicando sobre as dificuldades que existem ali e os recém-chegados ensinando a eles como ter uma vida mais fácil. Mas não fica claro que esse personagem é mais amigável, aquele é mais antipático, aquele outro é mais carente… Em termos de personalidade, são todos meio nivelados.
O desenho ficou muito didático, mas pouco atraente.
As aventuras que eles encontram são relacionadas a como se defender de animais perigosos do vale, de tribos inimigas ou simplesmente de fenômenos naturais perigosos.
O 1º episódio de Vale dos Dinossauros foi ao ar em 07 de Setembro de 1974. Ou seja, no mesmo dia em que foi ao ar o 1º episódio do Elo Perdido, que tinha quase o mesmo tema, ou seja, uma família se perdendo ao navegar por um rio, entrando numa passagem estranha, chegando a um lugar cheio de criaturas pré-históricas...
Só que O Elo Perdido foi uma criação da Sid & Marty Krofft Television Productions.
Bom, tudo leva a crer que Vale dos Dinossauros foi uma tentativa da Hanna-Barbera de fazer frente à Sid & Marty Krofft, né?
Curiosamente, em nenhum dos 2 seriados foi feito um último episódio mostrando a conclusão da história. Então, tanto em Vale dos Dinossauros quanto no Elo Perdido, ficamos sem saber se as famílias conseguiram ou não voltar pra casa.
Outras produções da Hanna-Barbera que a Multibússola já indicou foram a versão de 1967 dos Herculoides; a versão de 1981 dos Herculoides; Os Flintstones (1960); Os Jetsons (1962); Jonny Quest (1964); A Feiticeira Faceira; A Formiga Atômica; A Lula Lelé; O Esquilo sem Grilo; O Xodó da Vovó; Zé Buscapé (todos esses de 1965); Frankenstein Jr; Os Impossíveis (ambos de 1966); O Poderoso Mightor (1967); Scooby-Doo, Cadê Você? (1969); Os Mussarelas (1972); Goober e os Caçadores de Fantasmas (1973); A Família Dó Ré Mi (1974); Treme-Treme (1977); Os Smurfs (1981); Janjão e Pequeno (1983); e Galtar e a Lança de Ouro (1985).
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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

SNOW BEAST

títulos original e brasileiro: Snow Beast
ano de lançamento: 2011
países: Canadá / Estados Unidos
elenco principal: Jason London, John Schneider, Paul D. Hunt
direção: Brian Brough
roteiro: Brittany Wiscombe

O biólogo Jim se prepara pra partir pras florestas frias do Canadá, onde pretende estudar os linces. E a filha adolescente dele, chamada Emmy, tá sendo obrigada a ir com ele, já que ela foi expulsa da escola por mau comportamento.
A garota não tá nem um pouco satisfeita. Até porque nem existe sinal de celular na área pra onde eles vão.
Quando chegam nas bordas da floresta, eles encontram os 2 assistentes do Jim. E juntos eles entram na floresta de carro.
Enquanto isso, os guardas florestais que trabalham naquele distrito tão pregando fotos de desaparecidos num cartaz ali, deixando claro que o sumiço de pessoas na região tem se tornado comum nos últimos tempos.
Um dos guardas começa a desconfiar que algum animal tá matando as pessoas, pois alguns disseram ter visto alguma coisa se mexendo entre as árvores nos lugares onde as pessoas sumiram.
O grupo do Jim começa a estranhar também a ausência de animais na floresta: não tem nem 1 passarinho lá!
Mas às vezes eles escutam alguma coisa rosnando nas proximidades. E também veem pegadas estranhas na neve, sem conseguir entender qual tipo de animal tem pés daquele formato.
Bom, tanto os biólogos quanto os guardas não vão demorar muito pra ver de perto do que se trata...

Snow Beast foi anunciado na época do seu lançamento como um remake de Snowbeast (1977), que no Brasil virou A Fera das Neves. Mas não foi nada disso.
Os únicos pontos em comum que os 2 filmes têm são os títulos parecidos e a presença de monstros da neve cobertos de pelos brancos. As histórias são completamente diferentes.
Aliás, se eu tiver que comparar o roteiro desse filme com o de algum outro, eu compararia Snow Beast mais com A Ilha dos Cães (1982), visto que a história lá também gira em torno de uma criatura que devorou todos os animais de uma floresta, ficou sem ter o que comer por causa disso e agora tá com intenções comestíveis em relação aos humanos que ela encontra pelo caminho.
Além disso, os personagens lá também escutam alguma coisa não identificada fazendo barulhos estranhos na floresta, uma cena aqui da Emmy olhando por uma janela e dando de cara com o monstro também lembra um pouco uma cena do Eric olhando pelo olho mágico de uma porta e dando de cara com o Ida’s Son...
Snow Beast nunca explica o que o monstro é. Mas os biólogos levantam algumas possibilidades, supondo que ele pode ser uma cruza de 2 animais de espécies diferentes, um animal normal que sofreu algum tipo de deformação ou mutação ou então algum animal aparentado com os yetis do Himalaia.
A aparência do monstro ficou boa: ele tá bem assustador.
Dentro do que se propõe a mostrar, é um bom filme.
A cena final deixou uma porta aberta pra uma continuação. Mas, pelo menos até agora, nada à vista.
Foi lançado em Portugal com o título de Besta da Neve.
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ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!😉

segunda-feira, 28 de julho de 2025

AMEAÇA PROFUNDA

títulos originais: Underwater / Undersea
título brasileiro: Ameaça Profunda
ano de lançamento: 2020
país: Estados Unidos
elenco principal: Jessica Henwick, Kristen Stewart, Vincent Cassel
direção: William Eubank
roteiro: Adam Cozad e Brian Duffield

Fossa das Marianas. 2050.
Um complexo de estações submarinas foi construído ali, acompanhando o trabalho da broca mais profunda do Mundo, a mais de 11000 metros abaixo do nível do Mar.
Alguns dos funcionários que trabalham lá alegam ter visto formas estranhas se movendo na escuridão da água. Mas a empresa responsável ignora isso.
Um dia, fortes terremotos começam a abalar o complexo, que logo começa a rachar e ser inundado.
A maior parte de quem se encontrava lá morre logo de cara. E enquanto os sobreviventes buscam um jeito de fugir, começam a ouvir alguma coisa fazendo barulhos estranhos lá fora, ao mesmo tempo em que os computadores revelam que a temperatura da água aumentou 10 graus sem explicação nenhuma...
Como não sobraram módulos salva-vidas na estação do complexo onde o pessoal dormia, os sobreviventes vão ter que vestir escafandros e ir andando pelo leito do Mar até chegar à outra estação, onde sobraram alguns módulos. Mas, durante o trajeto, vão começar a ser atacados por algo que eles nem sabiam que existia...

Underwater foi exibido pela 1ª vez nos cinemas em Janeiro de 2020 (e pouco depois, relançado na TV dos Estados Unidos com o título de Undersea).
Assim, ele é considerado o 1º filme de terror dos Estados Unidos da década atual.
No Brasil, ele virou Ameaça Profunda.
Dá pra ver que algumas cenas foram bem inspiradas em cenas de Alien (1979) e de Aliens: o Resgate (1986).
Depois que os heróis começam a ser atacados por criaturas marinhas de uma espécie desconhecida, não demoram a concluir que a broca deles deve ter perfurado demais o subterrâneo do Mar, acabando por soltar animais que viviam lá embaixo.
Aí também dá pra ver uma certa influência de Abismo do Terror (1989), já que a mesma situação acontece lá.
Desde a 1ª cena, algumas passagens do filme deixam uma vaga insinuação de que os responsáveis pelas estações submarinas sabiam que uma criatura específica tava lá (não posso entrar em detalhes, se não vou contar o final). Mas o assunto não se desenvolve.
O diretor tentou focar a atenção mais nas tentativas de sobrevivência dos heróis do que nos monstros. Assim, muitas situações da história ficaram no ar.
Apesar do ambiente claustrofóbico (todas as cenas se passam no complexo de estações submarinas e não vemos nem sequer a superfície do Mar), o filme consegue manter um bom clima de aventura. Mas tá mais pra suspense.
Simplificando: eu diria que Ameaça Profunda é um filme de suspense com toques de aventura e de terror.
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ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até Agosto!😄

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

DESESPERO PROFUNDO

título original: No Way Up
título brasileiro: Desespero Profundo
ano de lançamento: 2024
país: Inglaterra
elenco principal: Manuel Pacific, Sophie McIntosh, Will Attenborough
direção: Claudio Fäh
roteiro: Andy Mayson

A filha do Governador da Califórnia, chamada Ava, vai viajar dos Estados Unidos pro México junto com o namorado e mais um amigo. E junto com eles, vai o guarda-costas dela.
Quando o avião deles começa a sobrevoar o Mar, uma das turbinas colide com algumas gaivotas e acaba se incendiando. E um fragmento da turbina se solta, se choca contra a parede do avião e abre um buraco ali, fazendo o avião cair.
O avião afunda no Mar, acabando por se encaixar num rochedo submarino algumas dezenas de metros abaixo da superfície.
A extremidade traseira do avião não foi atingida. E é ali que a Ava e os poucos sobreviventes tavam.
Ali também se formou um bolsão de ar: a outra extremidade do avião ficou virada pra baixo e inundada.
Apesar de ninguém ali ter sofrido ferimentos muito graves, o ar vai durar no máximo por mais algumas horas. Mas há outro problema além desse: tubarões começaram a entrar na parte inundada do avião!

Eu ia mandar esse post no mês passado. Mas, devido a alguns problemas técnicos, tá indo agora.
Bom, teoricamente, era pra Desespero Profundo ser mais um filme de terror de tubarões. Mas o que saiu na prática foi um filme de suspense com meia dúzia de cenas específicas de terror espalhadas pelo filme.
Acontece que os tubarões são vistos muito pouco. Somando todo o tempo de tela em que eles aparecem não dá nem 1 minuto. E os humanos ficam muito mais pensando na ameaça que os tubarões representam do que encarando eles de fato.
Também não tem nada demais na aparência nem no comportamento dos tubarões: eles foram retratados de uma forma bem comum.
O roteiro não ajuda muito, já que mostra algumas situações sem lógica. E até a situação que acontece com a Ava no final não chega a ser muito fisicamente possível.
E os personagens quase todos apresentam algumas contradições no comportamento durante a história.
Simplificando: Desespero Profundo é um filme de terror meio light e com pouco conteúdo. Mas, se você é daqueles que não podem perder nem 1 filme de tubarão, vale a pena dar uma olhada.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!😉

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

DRÁCULA DE BRAM STOKER

título original: Bram Stoker’s Dracula
título brasileiro: Drácula de Bram Stoker
ano de lançamento: 1992
países: Estados Unidos / Inglaterra
elenco principal: Gary Oldman, Keanu Reeves, Winona Rider
direção: Francis Ford Coppola
roteiro: Bram Stoker (autor do texto original) e James V. Hart

Transilvânia. 1462.
Um nobre romeno chamado Drácula se prepara pra defender a Europa contra a invasão dos muçulmanos. E deixando sua noiva Elisabeta no castelo, parte pra batalha junto com os guerreiros dele.
Depois de uma sangrenta luta, ele vence, consagrando o triunfo dele ao Catolicismo Ortodoxo.
Furiosos, os muçulmanos decidem se vingar, levando ao castelo do Drácula a falsa notícia de que ele morreu, por saberem que isso vai desestabilizar as pessoas que moram ali.
De fato, quando a Elisabeta sabe dessa falsa notícia, ela se suicida.
Quando o Drácula retorna e entra na capela do castelo, um patriarca ortodoxo diz a ele que Jeová não aceita suicidas no Céu. E assim, o espírito da Elisabeta foi condenado ao Inferno.
Ao ouvir isso, o Drácula grita que ele amaldiçoa Jeová. E que daqui pra frente ele vai viver nas trevas e beber sangue, humilhando Jeová a cada vez que ele fizer isso, pra se vingar pelo fato da Elisabeta não poder ser aceita no Céu...
Inglaterra. 1897.
Num hospício de Carfax, em Londres, um ex corretor de imóveis identificado como R. N. Renfield se encontra internado, enquanto fala sozinho com um aparente amigo imaginário, que ele diz que é um mestre.
O dono da agência de imóveis pra qual ele trabalhava seleciona outro corretor chamado Jonathan Harker e explica que o Renfield enlouqueceu depois de ter ido até os Montes Cárpatos, uma das regiões mais desertas e inexploradas da Europa...
Um conde chamado Drácula, que mora naquela região, quer comprar uma velha abadia abandonada de Carfax. E o Renfield foi até lá pra ter a 1ª conversa com o conde sobre a venda. Mas, como ele voltou de lá com o raciocínio sequelado, o dono da agência decidiu mandar o Jonathan até os Cárpatos, pra terminar de fechar a venda...

Quando Drácula de Bram Stoker se encontrava às vésperas do lançamento, foi anunciado como se fosse a obra mais fiel ao texto original, ou seja, o livro Drácula, lançado pelo irlandês Bram Stoker em 1897...
Foi realmente isso? Bom, é evidente que houve uma inspiração total no livro pra fazer o filme. Mas a questão é exatamente essa: o roteiro do filme apenas se inspirou no texto do livro; ele não seguiu o texto do livro passo a passo (e nunca é possível fazer isso 100% quando um texto é adaptado do modo literário pro modo cinematográfico), que era o que as propagandas do filme anunciavam com entusiasmo na época da pós-produção.
O livro diz claramente que, num passado distante, o Drácula foi um brilhante voivoda (título dado às autoridades políticas e/ou militares da Europa Oriental). Mas nunca é mencionado no livro o nome do personagem histórico que ele era.
Já o prólogo do filme mostra de forma 100% explícita que ele era o Voivoda Vlad III Draculea.
O livro retrata o Drácula como um personagem ardiloso, sádico e sempre desejoso por transformar mulheres em novas vampiras a serviço dele. Mas completamente desprovido de romantismo ou de boas intenções.
O filme retrata ele como um personagem que começa romântico, se torna perverso e anticristão por não ter tido os sonhos românticos dele satisfeitos e depois volta a ser romântico.
A personagem Elisabeta não existe no livro, mas ela é retratada no filme como uma encarnação anterior da Mina.
O livro retrata a Mina apenas como uma vítima das situações que acontecem: embora tenha uma personalidade decidida, a versão literária dela é quase um anjo que teve a pureza violada ao ter que encarar as perversidades do Drácula.
O filme retrata ela também com uma personalidade decidida, mas com muito mais tendências a dar razão às pessoas que ela ama mesmo que essas pessoas tejam fazendo algo errado, a ser infiel (no sentido conjugal da palavra)...
Algumas cenas inclusive dão a entender que a Mina tava traindo o noivo com uma amiga dela, chamada Lucy, enquanto ele tava fora.
Aliás, foram filmados pelo menos 2 finais diferentes pro filme. E no final oficial, a Mina realmente se entrega por completo às paixões dela e ignora tudo mais que existe no Mundo.
Outra coisa completamente inexistente no livro: nas cenas do filme em que o Drácula aparece atacando a Lucy diretamente, ele foi retratado se transformando num lobisomem (embora a palavra “lobisomem” nunca seja dita por nenhum personagem).
Mas então por que o título original do filme é Bram Stoker’s Dracula? Porque a Universal Pictures tem os direitos autorais sobre o título “Dracula”. Ou seja, eles não permitem que ninguém lance um filme pro cinema (se for pra televisão, DVD ou outra mídia, não tem problema) se chamando só “Dracula”.
O filme pode até ter essa palavra no título, mas tem que ter outra palavra junto. E assim, eles pensaram em Bram Stoker’s Dracula.
A maioria esmagadora dos efeitos especiais do filme são práticos. Aliás, o sangue que aparece em todas as cenas era geleia de morango.
Na cena em que o Abraham Van Helsing enfrenta a Lucy no mausoléu, dá pra ver que, durante a maior parte dessa cena, a atriz Sadie Frost aparece segurando um boneco no colo, já que a criança que foi fazer a cena ficou realmente aterrorizada com a imagem da vampira, abriu o berreiro e teve que ser substituída por um boneco.rsrs
Bom, embora o filme tenha algumas cenas mais agressivas, ele é mais um romance com pinceladas de terror do que um filme de terror propriamente dito. A conclusão da história provavelmente vai agradar mais a mulheres apaixonadas do que a fãs de terror hardcore.
Mas com certeza é uma superprodução que vale a pena ser vista.
Outra produção inspirada no livro Drácula que eu já indiquei aqui foi Nosferatu (1922).
E This Ain’t Dracula XXX (2011) foi uma paródia inspirada diretamente no filme de 1992.
Mais informações sobre Drácula de Bram Stoker? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘góticos’ que você acha posts sobre Nosferatu e This Ain’t Dracula XXX.
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Até a próxima!
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

GREMLINS

títulos original e brasileiro: Gremlins
ano de lançamento: 1984
país: Estados Unidos
elenco principal: Hoyt Axton, Phoebe Cates, Zach Galligan
direção: Joe Dante
roteiro: Chris Columbus

Um autoproclamado inventor chamado Randall tá andando por um bairro chinês na Véspera de Natal à procura de um presente pro filho dele, chamado Billy.
Depois de chegar a uma loja de antiguidades administrada por um idoso e pelo neto dele, o Randall escuta um barulho estranho dentro de uma gaiola. E se aproximando, ele vê uma criatura parecida com um bichinho de pelúcia lá dentro. E o menino explica que aquilo é um mogwai.
O Randall decide comprar o bichinho pro filho dele. Mas o velho responde que ter um mogwai exige muitas responsabilidades. E assim, ele não vai vender por preço nenhum, embora o Randall ofereça até U$ 200,00!
O menino, entretanto, se deslumbra com a proposta. E assim que o avô se afasta, ele vende o mogwai pro Randall.
Mesmo assim, o menino adverte o Randall sobre 3 regras indispensáveis pra criar uma criatura daquela espécie: nunca expor o mogwai à luz forte (porque isso mata ele), nunca molhar ele e nunca dar comida a ele depois de meia-noite.
E o Randall vai embora feliz da vida, sem saber que a palavra “mogwai” em Chinês significa “monstro”...

Muita gente pensa que o diretor de Gremlins foi o Steven Spielberg... Bom, tecnicamente, ele foi o produtor executivo do filme. Mas ele realmente deu alguns toques na direção.
Completando 40 anos esse ano, esse filme foi projetado desde o início pra ser uma comédia de terror. Mas, conforme o projeto foi avançando, muitas cenas de terror originais foram sendo cortadas, ao mesmo tempo em que o lado da comédia foi sendo mais desenvolvido.
Sendo mais exato, tava previsto que os gremlins cometeriam atos de violência muito mais extremos. Mas o diretor tirou uma boa parte disso, pensando em criar um filme de terror light ao qual o público infantil pudesse ter acesso.
A princípio, tava previsto que todos os mogwais se transformariam em gremlins maus quando comessem depois de meia-noite. Mas o Steven Spielberg insistiu pra que pelo menos 1 (o Gizmo) continuasse bonzinho durante o filme todo. E isso parece ter agradado muito ao público, pois o bichinho virou um pequeno herói entre as crianças dos anos 80...
Durante todo o desenrolar da história, a criaturinha se mostra bastante simpática e demonstra grande afetividade pela família que adotou ela. Principalmente pelo Billy.
O fofucho Gizmo parece entender claramente tudo o que os humanos falam, embora responda apenas ruídos e o que parecem ser algumas palavras soltas de outra língua.
E a aparência dele foi inspirada na aparência dos simpáticos cachorrinhos da raça spaniel japonês.
Gremlins também deixa algumas situações no ar.
Acho que a principal é a regra de não dar comida aos mogwais depois de meia-noite. Afinal, até que horas esse “depois de meia-noite” dura?
Teria que ser determinado o horário em que eles podem voltar a ser alimentados, como 6h da manhã, por exemplo (aí seria: não se pode dar comida aos mogwais entre meia-noite e 6h da manhã).
Quanto aos efeitos especiais, foram os melhores que a época tinha condições de oferecer. Embora algumas coisas específicas pareçam meio datadas pra nós hoje, a maioria dos efeitos ainda funcionam bem.
Gremlins chamou tanta atenção ao ser lançado que a gente percebe um certo aumento na quantidade de filmes de terror que, em maior ou menor grau, contavam com a presença de minimonstros na 2ª metade dos anos 80. Por exemplo, Attack of the Beast Creatures (1985), Criação Monstruosa, O Portão (ambos de 1987), Brinquedo Assassino e O Rato-Humano (ambos de 1988).
Gremlins também traz um easter egg da Máquina do Tempo (1960), mostrando o referido aparelho numa cena rápida em que o Randall tá falando ao telefone.
Gremlins teve um filme de longa-metragem (1990) como continuação e um seriado animado (2023) como pré-sequência.
Mais informações sobre o filme de 1984? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘criaturas subterrâneas’ pra ver um post sobre A Máquina do Tempo e em ‘minimonstros’ pra ver posts sobre Attack of the Beast Creatures, Brinquedo Assassino, Criação Monstruosa, O Portão e O Rato-Humano.
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Até a próxima!
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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

ENIGMA DO OUTRO MUNDO

títulos originais: L’Effroyable Chose / The Thing
título brasileiro: Enigma do Outro Mundo
ano de lançamento: 1982
países: Canadá / Estados Unidos
elenco principal: Keith David, Kurt Russell, T. K. Carter
direção: John Carpenter
roteiro: John W. Campbell Jr. (autor do texto original) e Bill Lancaster

Antártica. Inverno de 1982.
A 4ª estação do National Science Institute é tripulada por 12 homens. E o transporte pra tirar eles dali só deve chegar na Primavera.
Um dia, chega ali o que parece ser um helicóptero perseguindo um cachorro, que foge correndo pela neve. E os ocupantes da estação saem pra ver essa estranha cena.
O helicóptero aterrissa e o homem que tava lá dentro acaba deixando uma granada cair no chão. E ele mal tem tempo de sair correndo, enquanto a granada explode e destrói acidentalmente o helicóptero.
O cachorro parece tentar pedir ajuda. E o homem do helicóptero, enquanto grita frases em Norueguês que ninguém entende, começa a atirar no cachorro, ferindo de raspão alguns ocupantes da estação ao fazer isso.
Isso só para quando o Garry, o comandante da estação, mata o norueguês com um tiro.
Vendo os nomes escritos no helicóptero e no uniforme do norueguês, eles identificam onde fica a base dele. E 2 ocupantes da estação, chamados RJ e Copper, vão até lá de helicóptero pra tentar entender o que houve.
Os americanos encontram a base destruída, manchas de sangue pelo chão e o cadáver congelado de um homem que visivelmente se suicidou.
E do lado de fora, eles veem uma grande carcaça do que parece ser um homem todo retorcido. E eles levam essa coisa pra estação deles.
Eles não imaginam o quanto vão lamentar por isso...

Quando a gente diz às crianças e adolescentes de hoje que vários filmes de terror passavam na Sessão da Tarde e no Cinema em Casa, eles não acreditam.
Bom, Enigma do Outro Mundo é um dos exemplos disso: eu me lembro de ter visto esse filme SEM CORTES na Sessão da Tarde no final dos anos 80.
Só que, como a gente sabe, a TV aberta encaretou muito de lá pra cá, né?
Mas enfim: muita gente pensa que Enigma do Outro Mundo é um remake do Monstro do Ártico (1951). Mas não: o que acontece é que ambos os filmes foram inspirados no mesmo livro, chamado Who Goes There? (1938), do John W. Campbell. Então, obviamente eles têm histórias parecidas.
Enigma do Outro Mundo é mais um filme de invasão extraterrestre. Mas o alien aqui é uma forma de vida que absorve outras, fundindo elas com o corpo dela. E ao mesmo tempo, pode assumir a aparência física de uma das criaturas que ela absorveu (sim: o tal cachorro, depois de poucos minutos de filme, revela ser um extraterrestre disfarçado). Mas, quando percebe que foi descoberta no disfarce que adquiriu, a criatura assume uma forma monstruosa e ataca.
Além disso, quando o alien infecta um novo ser vivo, o novo corpo que se forma aí pode se dividir em partes diferentes. E cada parte passa a funcionar como uma criatura com vida própria.
Não há CGI aqui: os monstros são todos bonecos. Alguns, movidos a cabos e adjacências, de forma manual ou usando controle remoto; outros, vestidos pelo Joe Carone (um ator que não tinha os 2 braços e, dessa forma, cabia dentro do formato das fantasias).
A coisa foi feita de uma forma tão prática que, ao filmar uma cena em que ocorria um incêndio, os atores acidentalmente provocaram um incêndio de verdade no cenário!
Ninguém se machucou, mas vários pedaços do cenário e elementos de cena foram perdidos.
O ator Kurt Russell ficou 1 ano sem fazer a barba nem cortar os cabelos pra ficar com a cara do RJ, visto que esse já tava sem se cuidar num ambiente isolado e nevado fazia meses (depois, antes de fazer as cenas, ele aparou o que foi preciso da barba e dos cabelos).
Enigma do Outro Mundo ganhou uma pré-sequência em 2011, contando a origem do cachorro que aparece no início desse filme aqui.
Outros filmes do John Carpenter que eu já indiquei aqui foram Halloween (1978) e Eles Vivem (1988).
Mais informações sobre Enigma do Outro Mundo? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘extraterrestres’ pra ver o post sobre Eles Vivem e em ‘slashers’ pra ver o post sobre Halloween.
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