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terça-feira, 21 de julho de 2026

A LENDA DO LOBISOMEM

título original: Legend of the Werewolf
título brasileiro: A Lenda do Lobisomem
ano de lançamento: 1975
país: Inglaterra
elenco principal: David Rintoul, Lynn Dalby, Peter Cushing
direção: Freddie Francis
roteiro: Guy Endore (autor do texto original) e Anthony Hinds

França. Século XIX.
Depois de ter sido criado por lobos, um menino selvagem é capturado na floresta por um grupo de artistas itinerantes e passa a ser usado por eles como atração nos shows que fazem.
Anos depois, ele se transforma num lobisomem, ataca um dos artistas e foge dali.
Chegando às periferias de Paris, ele vai ter que aprender a viver num bairro pobre da cidade e ao mesmo tempo esconder sua identidade monstruosa.

A Lenda do Lobisomem nos mostra mais uma vez uma figura quase inteiramente humana representando o lobisomem, tendo só as mãos peludas, as orelhas pontudas, dentes afiados e uma cara meio monstruosa.
Enfim, é basicamente o mesmo tipo de lobisomem que a gente vê em O Lobisomem de Londres (1935), O Lobisomem (1941), A Maldição do Lobisomem (1961), La Loba (1965), A Noite do Lobo (1972), Thriller (1983), Mistérios da Meia-Noite (1985), Deu a Louca nos Monstros (1987) e Criaturas Arrepiantes (1997).
Aliás, assim como A Maldição do Lobisomem, A Lenda do Lobisomem também foi inspirado no livro The Werewolf of Paris (1933), do Guy Endore, numa outra adaptação feita pelo mesmo roteirista Anthony Hinds.
A inovação que vemos aqui é que a história se passa na classe pobre da sociedade. O casal de protagonistas (se é que dá pra chamar eles de “casal”, já que na prática são mais 2 amigos) é formado por um faxineiro de zoológico e uma prostituta.
O herói da história, chamado Etoile, é um personagem um tanto oco: ele é o que restou de um menino que foi criado no isolamento e que agora tá chocado com a realidade que encontrou num bairro de classe baixa de uma cidade grande, ao mesmo tempo em que tenta esconder que é um lobisomem. Mas, por mais que você esprema o personagem, não sai nada além disso.
O legista do necrotério da cidade acaba sendo um personagem mais consistente do que ele. E foi interpretado pelo Peter Cushing, que, por sinal, tinha aparecido em outro filme de lobisomem pouco antes desse aqui: A Fera Deve Morrer (1974).
Também não se dá grandes explicações pro fato do Etoile ser um lobisomem. Mas, já que ele foi criado por lobos, pela lógica, ele deve ter sido mordido por eles em algum momento.
De qualquer forma, A Lenda do Lobisomem consegue contar uma história com início, meio e fim. E pros padrões dos anos 70, é um bom filme.
Outro filme dirigido pelo Freddie Francis que eu já indiquei aqui foi O Monstro das Cavernas (1970).
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Foi bom você ter passado por aqui. Até a próxima!😉

terça-feira, 30 de junho de 2026

BAKURYU SENTAI ABARANGER

título original: Bakuryu Sentai Abaranger
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2003
país: Japão
elenco principal: Aiko Ito, Kaoru Abe, Koichiro Nishi, Sho Tomita
direção: Hajime Konaka, Katsuya Watanabe, Noboru Takemoto, Satoshi Morota, Shojiro Nakazawa e Taro Sakamoto
roteiro: Atsushi Maekawa, Naruhisa Arakawa, Sho Aikawa, Takeshi Suzuki e Yoshio Urasawa

Além da Terra em que nós vivemos, existe outra versão dela, chamada Daino Asu. E elas já foram o mesmo planeta, mas se separaram há 65000000 de anos, quando o grande meteoro que extinguiu os dinossauros bateu aqui.
Acontece que o impacto dele lançou a essência da Terra em outra dimensão, criando lá um planeta igual, mas com um fluxo de tempo diferente. Ou seja, Daino Asu.
Lá, os dinossauros nunca foram extintos, mas sofreram uma evolução: desenvolveram um raciocínio igual ao dos humanos, passaram a ter poderes mágicos e a carne e os ossos deles se transformaram em metal.
Assim se formou um planeta tranquilo, até que uma seita chamada Evolian, formada por apóstolos que fazem adoração a um demônio chamado Dezumozoria, começou com planos de conquistar Daino Asu.
Um dos guerreiros que fazem parte de uma resistência contra essa seita se chama Asuka. E um dia, enquanto carrega um saco de pano com 6 ovos de dinossauros, ele é atacado por Evolian. E durante a luta, uma passagem se abre no Céu diante dele e, acidentalmente, o saco se abre e os ovos de dinossauros são sugados por ela.
Os membros de Evolian entram pela passagem pra tentar pegar os ovos. E o Asuka se joga atrás deles, vindo parar na Terra.
E aqui, ele começa a procurar pessoas que têm Dainogatsu, uma energia mística compartilhada pelos humanos e pelos dinossauros, que permite que os 2 grupos se associem. E encontra 5 dessas pessoas, das quais 3 conseguem acionar armaduras iguais às dele. E assim, pra lutar contra Evolian, os 4 juntos formam o Esquadrão dos Dragões Explosivos Abaranger.

Ao contrário de seu antecessor Nin-Pu Sentai Hurricaneger (2002), que foi além do comum na quantidade de personagens fixos tanto entre os heróis quanto entre os vilões (aliás, principalmente entre esses últimos), Bakuryu Sentai Abaranger trabalhou com menos gente no elenco fixo.
Por outro lado, o vilão principal aqui era bem parecido com “a coisa” vista lá: um vilão que era mais uma presença do que um corpo físico.
Afinal, o Dezumozoria é um demônio que, mesmo quando quer dar ordens aos seus súditos, precisa se incorporar em um deles, falando por ali com uma voz sinistra, no estilo dos filmes de terror de possessão demoníaca mesmo.
Quanto aos outros vilões, achei o Mikera e o Vofa muito mal aproveitados. Eles são os responsáveis pela criação dos monstros de Evolian, mas só existe 1 único episódio em que eles vão enfrentar os heróis pessoalmente. E olhem que eles sabem lutar e têm vários poderes de ataque!
No grupo dos heróis, temos aqueles tipos comuns em seriados desse tipo: o Ryoga é o cara legal que tenta ser bonzinho com todo mundo, o Yukito é aquele que passa uma imagem mais de durão e inacessível sem deixar de cumprir as obrigações heroicas dele, a Ranru fica no meio do caminho entre uma coisa e outra e o Asuka é o extraterrestre que tá aprendendo a viver na Terra.
Ele é casado com a vilã Janu. Mas como o Dezumozoria dominou a mente dela e fez ela pensar que ele traiu ela, a Janu passa uma boa parte da história tentando matar o Asuka pra se vingar.
Existe o herói que começa mau e depois se junta aos outros heróis? Sim. É o Mikoto. Mas esse só passa de fato pro lado dos heróis lá no finalzinho mesmo do seriado, quando a história já tá acabando. Durante 99% do tempo, ele é bem perverso.
E uma curiosidade: a casa dele à beira-mar já tinha sido usada como cenário em Baioserapi (1986), como a casa do Dr. Hirose.
Bom, cada um dos heróis é associado a alguns dinossauros. E durante o desenrolar da história, vão aparecendo vários novos dinossauros pra ajudar eles.
Em 2004, várias cenas de Abaranger foram utilizadas como stock footage na 12ª temporada de Power Rangers. E até algumas cenas que mostravam o elenco original de protagonistas de Abaranger apareceram no seriado americano, num episódio que dá a entender que o Japão lançou um seriado inspirado nos Power Rangers.
O ator Taro Suwa, que aqui interpretou um cliente frequente no restaurante dos heróis, já tinha interpretado o disfarce humano do monstro do episódio 34 de Hyakuju Sentai Gaoranger (2001).
A atriz Tamao Yoshimura, que aqui interpretou uma repórter no episódio 27, já tinha interpretado a heroína Honami em Mirai Sentai Timeranger (2000).
O ator Yuichi Hachisuka, que aqui interpretou o vilão Vofa, já tinha interpretado os vilões Chuzubo, Man-Maruba e Sandaru em Hurricaneger.
O ator Osamu Onishi, que aqui interpretou o vilão Mikera, já tinha interpretado o vilão Dorunero em Timeranger.
E o hoje falecido ator Koen Okumura, que aqui interpretou o herói Ryunosuke, já tinha feito figurações em 2 episódios de Ultra Q (1966); já tinha interpretado um dos vilões eventuais de Robô Gigante (1967); já tinha interpretado o disfarce humano do monstro do episódio 47 de Sharivan, o Guardião do Espaço (1983); e já tinha interpretado o disfarce humano do monstro do episódio 20 de Kamen Rider Black RX (1988).
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Isso foi tudo por esse mês. Até Julho!😄

terça-feira, 21 de abril de 2026

NIN-PU SENTAI HURRICANEGER

título original: Nin-Pu Sentai Hurricaneger
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2002
país: Japão
elenco principal: Kohei Yamamoto, Nao Nagasawa, Nobu Kyo, Shun Shioya, Yujiro Shirakawa
direção: Katsuya Watanabe
roteiro: Junichi Miyashita

No Japão, 2 grupos de ninjas frequentemente competem entre si: a Escola Hayate, que controla as forças do vento, e a Escola Ikazuchi, que controla as forças das trevas.
Os ninjas de 1º escalão Hayate são chamados de hurricanegers e os ninjas de 1º escalão Ikazuchi são chamados de goraijas. Mas é muito raro que alguém chegue a esses postos (a última vez que um ninja se tornou um hurricaneger foi há 200 anos!).
Um dia, uma misteriosa quadrilha de vilões espaciais chamada Jakanja ataca ferozmente os 2 grupos, matando quase todos os membros tanto da Escola Ikazuchi quanto da Escola Hayate.
Os únicos sobreviventes dessa última são exatamente os 3 alunos mais atrapalhados, chamados Yosuke, Nanami e Kota. Mas a cientista Oboro, filha do professor deles, explica que agora só sobraram eles pra deter a invasão dos extraterrestres. E assim, eles vão ter que se tornar hurricanegers pra cumprir essa missão.
Jakanja veio à Terra em busca de algo enigmático a que eles se referem somente como “a coisa”. E certamente, se eles encontrarem isso, o resultado não vai ser nada bom pro resto do Universo.
Mas os hurricanegers não vão ter apenas que lutar contra Jakanja e descobrir o que é “a coisa”...
Acontece que 2 goraijas da Escola Ikazuchi também sobreviveram. E como eles são ninjas que usam os conhecimentos deles pra reinar sobre o Mundo através da força bruta e também tão à procura da “coisa”, eles vão fazer frente tanto aos hurricanegers quanto a Jakanja.

Nin-Pu Sentai Hurricaneger parece mais ou menos uma mistura de Esquadrão Relâmpago Changeman (1985) com Ninja Sentai Kakuranger (1994).
Temos aqui uma máfia espacial que chama monstros de outros planetas pra atacar à Terra, como em Changeman; e também temos um grupo de ninjas que vestem trajes de combate de cores diferentes combatendo essa máfia, como em Kakuranger.
Quanto ao desenvolvimento da história, é claro que os goraijas não demoram a revelar que têm um lado bom e rever os conceitos deles, passando pro lado dos hurricanegers. E isso nem chega a ser nenhuma grande surpresa, né? Mais pra frente vão acontecer mudanças mais inesperadas na história, com a chegada de novos heróis e novos vilões.
O vilão principal, chamado Tau Zanto, é aquele típico poderoso chefão paradão, que passa o seriado todo imóvel no mesmo canto da fortaleza dos vilões, se limitando a dar ordens aos súditos dele.
Isso não chega a ser um problema, já que todos os outros vilões são bem ativos: aqui não tem aqueles vilões figurantes que entram mudos e saem calados: cada um deles tem a sua oportunidade de brilhar em alguns episódios.
O vilão Satarakura funciona como uma espécie de alívio cômico, sendo uma espécie de bobo da corte do Tau Zanto. E a própria forma como ele ataca os heróis se mostra bastante cômica.
Em 2003, várias cenas de Hurricaneger foram utilizadas como stock footage na 11ª temporada de Power Rangers.
Em 2013, em comemoração aos 10 anos do seriado, foi lançado um filme de 120 minutos chamado 10 YEARS AFTER Ninpu Sentai Hurricaneger: Ten Iyazu Afuta, continuando a história do seriado depois de 10 anos.
E em 2023, em comemoração aos 20 anos do seriado, foi lançado um filme de 58 minutos chamado 20th Anniversary Ninpu Sentai Hurricaneger Degozaru! Shushuto Tsuentiethu Anivuasari, continuando a história do seriado depois de mais 10 anos.
O ator Kenji Ohba, que já tinha feito uma participação simples em 1 episódio de JAKQ Dengekitai (1977), já tinha interpretado o guerreiro preto Shiro em Battle Fever J (1979), já tinha interpretado o guerreiro azul Daigoro em Denshi Sentai Denziman (1980), já tinha protagonizado Space Cop (1982) e voltado em Sharivan, o Guardião do Espaço (1983) e em Uchu Keiji Gyaban Za Mubi (2012) como o mesmo personagem e também já tinha feito participações simples em Metalder, o Homem-Máquina (1987); Jiraiya, o Incrível Ninja; e Kamen Rider Black RX (ambos de 1988), fez uma pontinha aqui.
O ator Yoshinori Okamoto, que aqui interpretou o vilão Sagain e também o pai da Princesa Kagura, já tinha feito participações simples em Denziman; Taiyo Sentai San Barukan (1981); Goggle Five, os Guerreiros do Espaço (1982); Space Cop; Sharivan; Shaider, o Detetive do Espaço (1984); RX; Jiban (1989); e Chojin Sentai Jetman (1991). Além de já ter interpretado o robô Shiruba em Chodenshi Bioman (1984), o pirata espacial Buba em Changeman, o herói Deus Titan e o vilão Galdan em Comando Estelar Flashman (1986), o ninja subterrâneo Oyobu em Defensores da Luz Maskman (1987), o vilão Ashura em Choju Sentai Liveman (1988), o pai adotivo do Geki em Kyoryu Sentai Zyuranger (1992) e um dos 4 Reis de Goma em Gosei Sentai Dairanger (1993).
O ator Ken Nishida, que aqui interpretou o Professor Mugensai, já tinha interpretado o vilão San Dorba em Space Cop e feito uma ponta em Jiban.
O ator Toshi-Ya Fuji, que tinha interpretado o guerreiro vermelho Gaku em Chikyu Sentai Fiveman (1990), fez uma pontinha aqui.
O ator Masaru Shishido, que tinha interpretado o guerreiro vermelho Goro em Choriki Sentai Ohranger (1995), fez uma pontinha aqui.
O ator Yuji Kishi, que tinha interpretado o guerreiro vermelho Kyosuke em Gekiso Sentai Carranger (1996) e o Professor Shunsuke em Seiju Sentai Gingaman (1998), fez uma pontinha aqui.
O ator Yoshihiro Masujima, que tinha interpretado o guerreiro azul Naoki em Carranger, fez uma pontinha aqui.
O ator Kunihiko Oshiba, que tinha interpretado o guerreiro vermelho Kenta em Denji Sentai Megaranger (1997), fez uma pontinha aqui.
O ator Masaya Matsukaze, que já tinha interpretado o guerreiro azul Shun em Megaranger, fez uma pontinha aqui.
O ator Ryuichiro Nishioka, que tinha interpretado o guerreiro vermelho Matoi em Kyukyu Sentai Go Go Five (1999) fez uma pontinha aqui.
O ator Shuhei Izumi (que antes usava o nome artístico de Tomohide Koizumi), que tinha interpretado o guerreiro amarelo Domon em Mirai Sentai Timeranger (2000), fez uma pontinha aqui.
E o hoje falecido ator Tatsuya Nomi, que tinha interpretado o guerreiro verde Daigo em Dairanger, fez uma pontinha aqui.

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Foi bom você ter passado por aqui. Até a próxima!😉

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

CAPITÃO KRONOS, O CAÇADOR DE VAMPIROS

título original: Captain Kronos: Vampire Hunter
título brasileiro: Capitão Kronos, o Caçador de Vampiros
ano de lançamento: 1974
país: Inglaterra
elenco principal: Caroline Munro, Horst Janson, John Cater
direção e roteiro: Brian Clemens

Repentinamente, as mulheres jovens de um pequeno povoado começam a ser derrubadas por uma misteriosa doença: quando se encontram sozinhas, de um minuto pro outro elas envelhecem décadas e morrem logo depois, com a boca suja de sangue!
Sem saber como lidar com a situação, o médico do vilarejo chama um amigo dele, o Capitão Kronos, pra ajudar a resolver o mistério.
O Kronos chega acompanhado pelo Professor Hieronymus Grost, um amigo que funciona como uma espécie de assistente... Acontece que ambos são caçadores de vampiros. E veem que as garotas vitimadas foram realmente atacadas por um vampiro. Mas esse é de uma espécie que, em vez de morder o pescoço das vítimas pra sugar o sangue, morde a boca pra sugar a juventude.
Uma reclusa família rica que mora nas proximidades começa a reagir de forma hostil ao comportamento do Kronos e dos amigos dele, o que deixa claro que o vampiro é alguém daquela família.
Assim, além de identificar e deter o vampiro, eles também vão ter que se defender dos eventuais ataques que sofrem vindo desses aristocratas.

Capitão Kronos, o Caçador de Vampiros foi todo filmado em 1972. Mas ficou guardado na gaveta do diretor por 2 anos, só sendo lançado de fato em Abril de 1974.
A intenção era começar aqui uma franquia. Os produtores pretendiam lançar no mínimo mais 2 filmes continuando a saga do Kronos, mostrando ele enfrentando outros tipos de vampiros.
Aliás, embora o assunto não se desenvolva, passagens do filme dão a entender que o herói aqui já viajou por várias partes do Mundo, onde aprendeu diferentes formas de luta e autodefesa: ele aparece meditando ajoelhado e com a cabeça coberta numa cena e também é visto carregando uma espada japonesa ao lado de uma espada alemã. E provavelmente ele mencionaria as causas disso nos filmes seguintes.
Mas o fracasso de Capitão Kronos nas bilheterias (esse foi o filme de terror da Hammer Film Productions com a pior aceitação do público até aquela época) fez com que abandonassem a ideia da franquia, deixando a história do Kronos limitada a essa única produção cinematográfica.
A época e o lugar em que a história se passa não ficam muito claros. E aparentemente isso foi proposital, pra que o filme ficasse mais com uma cara de conto de fadas de terror. Mas, olhando por alto, parece ser a Inglaterra no século XVIII.
Existe uma cena em que o Kronos começa a ser importunado por bandidos com intenções assassinas num bar...
Isso parece ter sido incluído no roteiro pra tornar o filme mais popular pros padrões da época. Afinal, isso parece uma cena de faroeste (o herói mata os 3 bandidos ao mesmo tempo e com 1 único golpe de espada assim que eles fazem um mínimo movimento pra se aproximar) e a gente sabe que faroestes ainda tavam na moda nos anos 70.
Mas cenas de luta mesmo são poucas. E a única significativa é já nos minutos finais do filme, na mansão da tal família rica.
O herói principal foi interpretado pelo hoje falecido Horst Janson. E embora ele soubesse falar Inglês, tinha um sotaque alemão muito forte. E os produtores acharam que o público não entenderia direito as coisas que ele falava.
Assim, na edição final, todas as cenas em que ele fala foram dubladas.
Quanto à identidade do vampiro que tá atacando as mulheres, realmente só é revelada nas cenas finais. Mas não esperem nenhuma grande surpresa sobre isso: observando bem a 1ª cena em que os ricos excêntricos aparecem, já dá pra saber do que se trata.
É um bom filme? Bom, é um filme com efeitos especiais típicos dos anos 70 (100% práticos e 0% digitais) em que, como vimos, botaram lá algumas coisas típicas das produções cinematográficas de aventura daquela época misturadas com um tema de terror. Se isso lhe apetece, você vai gostar.
Ou minimamente você vai conhecer um herói que pretendiam lançar nos anos 70 e que não emplacou.
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ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Foi bom você ter passado por aqui! Até a próxima!😉

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

ULTRA Q

títulos original e brasileiro: Ultra Q
ano de lançamento: 1966
país: Japão
elenco principal: Hiroko Sakurai, Kenji Sahara, Yasuhiko Saijo
direção: Hajime Tsuburaya
roteiro: Eiji Tsuburaya e Toshihiro Iijima

O piloto de helicóptero Jun tá sempre de olho em eventos fora do comum que acontecem, pois sonha em um dia se tornar um escritor de ficção científica.
Junto com ele trabalha um rapaz um pouco mais jovem chamado Ipei. E como esse é um novato que futuramente vai exercer a mesma função do Jun no serviço deles, ele sempre acompanha o outro, funcionando como uma espécie de assistente.
Uma repórter chamada Yuriko tá sempre em busca de notícias bombásticas pra publicar. E como ela sabe que o Jun tem interesses correspondentes a isso, ela se junta a ele e ao Ipei sempre que pode.
Esse trio realmente vai esbarrar com várias situações bizarras pelo Japão a fora...

Ultra Q é considerado o 1º programa da franquia Ultraman, apesar de não aparecer nenhum herói robótico gigante aqui.
Acontece que algumas fantasias de monstros vistas aqui seriam reaproveitadas em Ultraman, lançado no mesmo ano (na maioria das vezes, representando outros personagens).
Além disso, a atriz Hiroko Sakurai, que interpretou a Yuriko, voltaria em Ultraman, interpretando a heroína Akiko.
E outros atores que tiveram personagens menores aqui também voltariam no outro seriado interpretando heróis principais: o Susumu Kurobe (que faria o Shin Hayata) e os hoje falecidos Akiji Kobayashi e Masaya Nihei.
Mas, honestamente e com toda a sinceridade, tirando isso, Ultra Q tem pouca coisa a ver com Ultraman (a lenda urbana propagada por alguns sites de que Ultraman é uma continuação de Ultra Q é completamente furada).
Na verdade, Ultra Q é um seriado muito mais de suspense do que de aventura. E com um leve toque de terror.
Como monstros gigantes tavam na moda no Japão nos anos 60 por causa dos filmes Godzila (1954) e Gamera (1965), a TBS Terebi, a emissora de TV que transmitiria o seriado, incentivou os criadores de Ultra Q a incluírem mais personagens desse tipo na história. E de fato, quase todos os episódios têm monstros gigantes, além de fenômenos sobrenaturais, extraterrestres, monstros pré-históricos e mutantes criados por cientistas.
Não há uma evolução da história do 1º até o último episódio, porque os problemas que os heróis enfrentam em cada capítulo quase sempre ficam por ali mesmo e não voltam a ser mencionados em episódios seguintes. E nem as vidas pessoais dos 3 heróis principais são largamente exploradas.
Teve só 28 episódios. E o último capítulo não termina com nenhuma grande conclusão pra nenhum personagem: acaba como se fosse um episódio comum.
Curiosamente, alguns poucos episódios são comédias mesmo. E parecem feitos só com a intenção de agradar ao público infantil.
Ultra Q foi produzido em preto e branco. Mas não é difícil encontrar versões dele colorizadas digitalmente na Internet.
O ritmo do seriado é bem lento pros padrões de hoje. Certamente o pessoal mais jovem vai achar chato pra cacete.
Mas, apesar de atualmente parecer um seriado bastante tosco, Ultra Q foi o programa de TV mais caro que o Japão tinha produzido até 1966.
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ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

NO CAIR DA NOITE

títulos originais: Darkness Falls / Don’t Peek / The Ghost of Matilda Dixon / Tooth Fairy
título brasileiro: No Cair da Noite
ano de lançamento: 2003
países: Austrália / Estados Unidos
elenco principal: Chaney Kley, Emma Caulfield, Lee Cormie
direção: Jonathan Liebesman
roteiro: James Vanderbilt, Joe Harris e John Fasano

Por volta de 1850, na pequena cidade litorânea de Darkness Falls, vivia uma idosa rica chamada Matilda Dixon.
Ela adorava crianças e costumava fazer uma brincadeira com elas: quando o último dente decíduo de uma criança caía, ela levava esse dente pra Matilda, ganhando em troca uma moeda de ouro.
Por isso, a idosa foi apelidada de “Fada do Dente”, uma figura folclórica que recolhe os dentes das crianças em troca de um pagamento.
Uma noite, houve um incêndio na casa da Matilda. E as chamas feriram ela principalmente no rosto, deixando queimaduras tão terríveis ali que qualquer luz que batesse na pele dela provocava uma dor devastadora.
Assim, ela passou a sair de casa só à noite. E pra garantir que ninguém olhasse pro rosto dela, ao qual as queimaduras tinham desfigurado, ela usava sempre uma máscara de porcelana.
Esse comportamento parece ter feito os habitantes da cidade adquirirem medo da Matilda. E assim, num dia em que 2 crianças da cidade sumiram, acharam que ela tinha feito alguma coisa contra essas crianças.
O povo arrastou a idosa pro meio da praça, arrancou a máscara dela e enforcou ela em público… Mas todos se cobriram de horror com seus próprios atos na manhã seguinte: as 2 crianças reapareceram, revelando que a Matilda não tinha nada a ver com o desaparecimento momentâneo delas!
Desde então, crianças começaram a ser vítimas de crimes inexplicáveis em Darkness Falls na noite em que perdiam o último dente. E diziam que era o espírito da Matilda que matava elas, pois ela continuava seguindo seu jogo de ir buscar o último dente decíduo de cada criança. Mas, se a criança olhasse pra ela, era morta.
Isso teria a ver com as últimas palavras que a idosa disse antes de ser enforcada:

“O que antes eu recebia por amor, tomarei para sempre por vingança!”

Essa lenda, lançada pelo filme No Cair da Noite, é o ponto de partida pro que vamos ver a seguir: em 1991, quando um menino de Darkness Falls chamado Kyle perde seu último dente, a Matilda entra no quarto dele pra buscar. Mas como ele e a mãe dele acabam olhando pra ela, a Matilda mata a mulher, só não conseguindo fazer o mesmo com o menino porque ele se refugia num cômodo da casa com a luz acesa.
Ocorre que a assombração só mata quem chega a olhar pra ela (se isso não acontecer, ela ignora a pessoa).
Como, no dia seguinte, os moradores da cidade encontram o Kyle em estado de choque e sem dizer nenhuma palavra e depois descobrem o cadáver da mãe dele, entendem que ele surtou e matou ela. E como a família não tem parentes próximos, ele é mandado pra um hospício.
Passados 12 anos, apesar de já ter conseguido (mais ou menos) reconstruir a vida, o Kyle ainda tá bem traumatizado com o que aconteceu. Mas, ao saber que a Matilda ainda tá fazendo vítimas em Darkness Falls, ele decide enfrentar o medo que ainda sente dela e voltar à cidade natal pra ajudar um menino que acabou de ser atacado.
E além das várias dificuldades que o Kyle vai encontrar lá, uma tempestade tá chegando na cidade. E isso vai danificar o sistema elétrico, causando um apagão geral... Querem área mais propícia pra atuação de uma assombração que só ataca no escuro?
Bom, vemos aqui muita influência da Hora do Pesadelo (1984), com uma vilã deformada por fogo, que foi linchada por pais de crianças revoltados, que depois de ter morrido se transformou numa assombração assassina por causa da morte que teve… Mas enquanto o outro filme teve várias continuações, esse aqui não teve nenhuma.
No Cair da Noite foi quase todo filmado na Austrália, com algumas poucas cenas nos Estados Unidos. E recebeu títulos diferentes nos seus 2 países de origem.
É um bom filme de terror?
Bom, tem algumas esquisitices.
Por exemplo, já que o objetivo da Matilda era se vingar da cidade toda, só matar quem olha pra ela me parece uma forma meio mixuruca de vingança, né?
Também vale destacar que nunca vemos como a assombração mata as pessoas: ela simplesmente agarra a vítima, some com ela por alguns momentos e depois parece jogar o cadáver no chão. Mas os cadáveres também nunca são mostrados com detalhes. Só dá pra ver que tão com alguns arranhões.
Mas, descontando uma derrapada ou outra, é bom.
Os créditos finais têm nada menos que 11 minutos de duração. E isso foi proposital: mesmo com esses longos créditos, No Cair da Noite não conseguiu passar de 86 minutos. E o diretor queria que ele fosse classificado como um longa-metragem, não como um média-metragem (até porque esse foi o 1º longa que ele dirigiu).
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ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
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segunda-feira, 23 de junho de 2025

BATTLE FEVER J

título original: Battle Fever J
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1979
país: Japão
elenco principal: D. Martin, Daisuke Ban, kenji Ohba, Koki Tanioka, Naomi Hagi, Narimitsu Kurachi, Yukio Ito
direção: Itaru Orita, Kimio Hirayama, Koichi Takemoto e Minoru Yamada
roteiro: Hirohisa Soda, Shozo Uehara, Susumu Takaku e Takashi Ezure

Em 1979, o General Kurama convoca a presença de 4 agentes de um grupo de defesa chamados Masao, Kensaku, Kyosuke e Shiro. E explica que alguns oficiais morreram envenenados recentemente.
Ele também fala que uma mulher misteriosa foi vista nos locais das mortes. E manda os 4 rapazes investigarem.
Ao encontrarem uma suspeita, eles prendem ela. Mas só depois de um certo sacrifício, já que ela demonstra saber lutar bem.
Contudo, ao levarem ela pra base, o Kurama explica que aquela não é a assassina que eles procuravam, mas sim uma agente que trabalha pro departamento do FBI nos Estados Unidos, chamada Diane. E ela foi pro Japão pra investigar uma seita chamada Egossu.
Tal organização tem ideias terroristas e dispõe de alta tecnologia, além de hipnotizar pessoas comuns pra usar nos planos deles. E assim, eles representam um grande perigo pro Japão, pois já atuam em outros países há muitos anos.
Não demora a ficar claro que a mulher que eles tão procurando é um dos katomans, os soldados rasos de Egossu.
A Diane explica que ela não chegou ao Japão só pra uma investigação, mas também porque ela recebeu ordens de se juntar ao grupo do Kurama. E logo depois, ela passa a ter motivos pessoais pra seguir em frente: o pai dela, que também eram um oficial do FBI, foi a nova vítima da katoman!
Diante disso, o Kurama dá a cada um deles um traje de combate de uma cor diferente e armas pra que eles usem daqui pra frente na luta contra Egossu.
Tá formado o esquadrão Battle Fever J.

Em 1975, a Toei Company lançou na TV Japonesa o seriado Himitsu Sentai Gorenger. Um sucesso na época.
Assim, em 1977, eles lançaram um seriado nos mesmos moldes, ou seja, JAKQ Dengekitai.
O retorno do público não foi o mesmo entre Gorenger e JAKQ. Na verdade, comparada com a audiência do 1º seriado e levando em conta o que a empresa esperava, a audiência do 2º foi desastrosa.
Assim, a Toei decidiu não investir mais em seriados desse tipo. E em vez disso, em 1978, em parceria com a Marvel Comics, eles lançaram Supaidaman, uma versão japonesa do Homem-Aranha.
Essa versão do herói tinha um robô gigante que lutava contra monstros gigantes. E o público da época simplesmente adorou essa parte.
Se o público gostou de algo que foi mostrado numa produção, é preciso repetir isso em produções seguintes pra manter a audiência. Qualquer empresa que trabalha com televisão funciona assim.
Isso fez com que alguém na Toei tivesse a ideia de tentar mais uma vez fazer um seriado copiando Gorenger, mas agora botando ali os heróis pilotando um robô gigante que lutaria contra inimigos gigantes... Uma ideia aparentemente ocasional, mas que agradou aos produtores.
Afinal, se os roteiristas japoneses fossem fazer outra produção desse tipo com outro herói da Marvel, em maior ou menor grau, eles teriam que retratar esse personagem da forma como a Marvel queria que ele fosse retratado; se, em vez disso, eles usassem heróis criados pela própria Toei, eles ficariam mais livres pra retratar esses personagens da forma como quisessem.
Decidiram ressuscitar a ideia dos sentais.
E assim, surgiu Battle Fever J, o 3º e último sentai dos anos 70.
Os puristas entre os fãs de seriados japoneses fazem até uma divisão aí: eles dizem que Gorenger e JAKQ são sentais, mas os sentais lançados a partir de Battle Fever J têm que ser classificados como “supersentais”.
Claro que, pros padrões de hoje, a história é simples demais. E são poucos os episódios em que acontece alguma coisa que mexe no tema principal.
O que talvez chame mais atenção entre os heróis foram 2 substituições que aconteceram...
A atriz D. Martin, que interpretava a Diane, era americana e não falava Japonês fluentemente. Assim, as falas dela foram dubladas por uma atriz japonesa.
Como isso começou a atrasar as filmagens, as cenas dela começaram a ser reduzidas por volta do episódio 15 e os rapazes começaram a aparecer muito mais do que ela.
Finalmente, por volta do episódio 20, ela pediu pra sair do seriado, pois viu que o trabalho não tava funcionando. E no episódio 24, entra outra guerreira rosa no grupo.
E pouco depois, o ator Yukio Ito, que interpretava o Kensaku, também pediu pra sair do seriado, alegando que tinha que resolver problemas com a família da esposa. E no episódio 33, matam o personagem (de um jeito tão besta que é impossível não ver que só fizeram isso pra tirar o ator do seriado) e entra outro guerreiro laranja no grupo.
E o tal robô gigante deles? Bom, apesar de ser uma super novidade pra época, é só um robô gigante com poderes de ataque. E ele nem sequer é uma nave que se transforma num robô nem veículos diferentes que se juntam pra formar um robô. É só um robô mesmo o tempo todo. Ponto final.
Quanto ao time do mal, o vilão principal é um demônio chamado Satan Egossu. Mas tudo o que vemos dele é um formato humano imóvel e envolto numa espécie de burqa preta. E em nenhuma cena a aparência verdadeira dele é revelada.
Oferecendo culto a ele ficam o sumo sacerdote Heda e a comandante de ataques Sarome.
Ao lado do Satan Egossu, fica uma criatura estranha chamada Kaijin Seizo Kapuseru, que parece uma mistura de coração com útero com uns 2 metros de altura. Mas que também tem algumas partes feitas de metal.
Quando o demônio quer criar um monstro, ele dispara a energia dele no Kaijin Seizo Kapuseru, que então começa a pulsar e produz o monstro. E como esses monstros são feitos com a energia do próprio Satan Egossu, ele considera os monstros filhos dele. E isso dá aos monstros autoridade sobre todos os outros membros de Egossu.
Essa parte realmente foi uma inovação, já que monstros de sentais geralmente ocupam postos bem baixos na maioria dos bandos de vilões, quase sempre tendo autoridade só sobre os soldados.
A cada novo monstro que o Satan Egossu cria, é construído um robô gigante com a mesma aparência desse monstro, tendo como única diferença um mecanismo em formato de estrela grudado na cabeça do robô.
É claro que o seriado tem algumas bizarrices, como a guerreira rosa sempre usando uma peruca loira por cima do capacete e um furo gigantesco de roteiro no meio da história, com os vilões se empenhando pra descobrir a identidade secreta dos heróis (isso nunca foi segredo, já que eles se transformavam em qualquer lugar e até mesmo na frente dos vilões desde o início do seriado).
Bom, descontando essas derrapadas que eu disse e levando em conta que é um seriado filmado há mais de 45 anos, se você é fã de tokusatsus, você vai gostar de Battle Fever J.
O ator Koki Tanioka, que aqui interpretou o guerreiro vermelho Masao, já tinha feito uma participação simples em 1 episódio de JAKQ.
O ator Yukio Ito, que como já vimos aqui interpretou o 1º guerreiro laranja Kensaku, já tinha interpretado o guerreiro verde Kenji em Gorenger.
O ator Daisuke Ban, que aqui interpretou o 2º guerreiro laranja Makoto, já tinha feito participações simples em Gorenger. E veríamos ele de novo interpretando personagens secundários em 1 episódio do Fantástico Jaspion (1985), em 1 episódio de Defensores da Luz Maskman (1987), em 2 episódios de Choju Sentai Liveman (1988), em 1 episódio de Jiban (1989) e em 1 episódio de Chojin Sentai Jetman (1991).
O ator Narimitsu Kurachi, que aqui interpretou o guerreiro azul Kyosuke, teria personagens secundários em 1 episódio de Denshi Sentai Denziman (1980) e em 1 episódio de Space Cop (1982).
O ator Kenji Ohba, que já tinha feito uma participação simples em 1 episódio de JAKQ, aqui interpretou o guerreiro preto Shiro. Mas ele interpretaria o guerreiro azul Daigoro em Denziman e protagonizaria Space Cop, voltando em Sharivan, o Guardião do Espaço (1983) e em Uchu Keiji Gyaban Za Mubi (2012) como o mesmo personagem de Space Cop. E também faria participações simples em Metalder, o Homem-Máquina (1987); Jiraiya, o Incrível Ninja; e Kamen Rider Black RX (ambos de 1988).
O ator David Friedman, que já tinha feito uma participação simples em 1 episódio de JAKQ, aqui interpretou o pai da Diane.
O ator Junichi Haruta fez uma pequena participação em 1 episódio aqui. E ao longo dos anos 80 e 90, ele reapareceu num monte de outras produções de aventura e ficção científica: Denziman; Taiyo Sentai San Barukan (1981); Jaspion; Baioserapi (1986); Metalder; Jiraiya; Cybercops, os Policiais do Futuro (1988) e Jetman.
A atriz Mitchi Love, que tinha interpretado a guerreira rosa Karen de JAKQ, aqui teve uma personagem secundária em 1 episódio.
O ator Naoya Uchida, que aqui fez uma participação simples em 1 episódio, voltaria em Denziman como o guerreiro verde Tatsuya.
O ator Shinji Todo, que aqui teve um personagem secundário em 1 episódio, interpretaria o General Hedora em Denziman, o monstro do episódio 17 de Space Cop e a aparência humana do Imperador Neroz em Metalder.
O ator Takumi Sato, que aqui interpretou o menino Masaru, teria personagens secundários em 1 episódio de Denziman e em 1 episódio de Goggle Five, os Guerreiros do Espaço (1982).
A atriz Yukie Kagawa teve uma pequena participação em 2 episódios aqui. Mas ela reapareceria em San Barukan como a vilã Amazon Kira e em Jaspion como a feiticeira Kilmaza.
O hoje falecido ator Chiyonosuke Azuma, que aqui interpretou o General Kurama, teria um personagem secundário em 1 episódio de Jiban.
O hoje falecido ator Kenji Ushio, que aqui interpretou o vilão Heda em algumas cenas dos primeiros episódios, reapareceria interpretando os disfarces humanos de monstros de Space Cop, Sharivan, Machineman e Shaider, o Detetive do Espaço (ambos de 1984). E ele também interpretaria o Dr. Q em Bicrossers (1985).
O hoje falecido ator Masashi Ishibashi, que interpretou o Heda durante a maior parte do seriado, já tinha interpretado o vilão Aian Kuo em JAKQ, faria participações simples em Space Cop e Shaider, interpretaria o vilão Ka em Kagaku Sentai Dynaman (1983), interpretaria um mestre carateca em 1 episódio de Black Kamen Rider (1987), interpretaria o vilão Raida em Kosoku Sentai Turboranger (1989) e interpretaria um monge xintoísta em 1 episódio de Jetman.
E hoje falecida Machiko Soga interpretou aqui o disfarce humano do monstro do 4º episódio. Mas ela interpretaria mais tarde a Rainha Hedorian em Denziman e San Barukan, a aparência humana de um monstro de Space Cop, a aparência humana de um monstro de Sharivan, a Rainha Pandora em Spielvan (1986), a mãe do Barrabás em Maskman, e a Aracnin Morgana em Jiraiya e a feiticeira Bandora em Kyoryu Sentai Zyuranger (1992).
Mais informações sobre Battle Fever J? Lá vai:


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ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!😉

segunda-feira, 19 de maio de 2025

A ILHA PERDIDA

título original: Hydra - the Lost Island
título brasileiro: A Ilha Perdida
ano de lançamento: 2009
país: Estados Unidos
elenco principal: Dwan Olivieri, Dwayne Adway, George Stults
direção: Andrew Prendergast
roteiro: Peter Sullivan

Os antigos mitos gregos contam que a Hidra de Lerna, uma monstruosa serpente com várias cabeças, foi morta pelo próprio Hércules há milênios atrás.
A verdade que ninguém sabe é que o monstro ficou preso por motivos desconhecidos numa ilha do Mar Mediterrâneo, aonde nenhum humano vai desde tempos imemoriais...
Em 2009, um empresário rico organiza uma expedição de caça humana: ele foi pago por 4 milionários pra levar eles até uma ilha deserta, onde vão poder perseguir e matar pessoas a seu bel-prazer.
As vítimas são 4 aparentes criminosos, que foram dopados e colocados no porão do navio sem ninguém saber.
Como a ilha pra onde eles pretendiam ir foi despedaçada e afundou por causa de um terremoto recente, eles decidem fazer o serviço na ilha mais próxima que encontram e que aparentemente é deserta. Mas nem supõem que vão encontrar lá várias bocas famintas num mesmo corpo de serpente. E que tanto as caças quanto os caçadores vão passar a ser perseguidos pela floresta da ilha com intenções alimentares...

A única novidade que A Ilha Perdida traz é ser um filme de terror sobre a Hidra de Lerna. Afinal, embora essa criatura já tenha aparecido em alguns filmes e seriados de aventura, nunca tinha sido feito um filme de terror sobre o monstro.
No resto, não esperem nenhuma grande surpresa: vocês vão ver aqui um grupo de pessoas tentando fugir de um monstro num ambiente florestal. E algumas dessas pessoas se revelam boazinhas, outras revelam que não prestam...
Aliás, se você tiver uma mínima experiência em ver filmes desse tipo, na 1ª meia hora já vai saber bem quem vai morrer e quem vai sobreviver no final.
Violência? Por incrível que pareça, embora A Ilha Perdida seja um telefilme e, portanto, tenha as cenas mais fortes bem reduzidas, até que as cenas de ataque da Hidra são bem agressivas.
Ação? Nas cenas em que o monstro aparece, sim.
Comédia? Não. Tentaram contar aqui uma história séria.
Foi uma das raras vezes em que o produtor Andrew Prendergast se meteu a dirigir um filme. E obviamente não é nenhum clássico. Mas conta uma história legalzinha de terror misturado com aventura. E com início, meio e fim bem definidos.
Se é isso que você tá procurando, você vai gostar da Ilha Perdida.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!😉

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

HIMITSU SENTAI GORENGER

título original: Himitsu Sentai Gorenger
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1975
país: Japão
elenco principal: Baku Hatakeyama, Hiroshi Miyauchi, Jiro Daruma, Naoya Makoto, Risa, Komaki, Yukio Ito
direção: Hidetoshi Kitamura, Itaru Orita, Katsuhiko Taguchi, Koichi Takemoto, Michio Konishi e Minoru Yamada
roteiro: Hikaru Arai, Hirohisa Soda, Keisuke Fujikawa, Kimio Hirayama, Shozo Uehara e Susumu Takaku

Em 1975, em 5 regiões diferentes do Japão, divisões de um grupo militar chamado EAGLE tão participando de treinamentos.
De repente, cada uma dessas divisões é atacada por um cyborg cercado por soldados vestidos de preto, que eles identificam como membros de uma organização terrorista chamada Kuro Jujigun.
Os criminosos matam quase todos que tão presentes ali... Mas, em cada uma das divisões resta 1 sobrevivente.
Algum tempo depois, vemos que esses 5 sobreviventes desses ataques tão sendo treinados pra lutar contra Kuro Jujigun. E eles recebem instruções pra se reunir num restaurante, onde existe uma passagem secreta que leva até uma base subterrânea feita pra eles. E lá chegando, eles recebem mais instruções da voz de um líder, que eles não sabem quem é, mas que se comunica pelos autofalantes de um computador da base.
Cada um dos 5 recebe um traje de combate de uma cor diferente e com um número diferente no capacete.
A partir dali, eles fazem parte de uma divisão especial de combate da EAGLE pra defender o Japão contra novos ataques de Kuro Jujigun.
Tá formado o Esquadrão Secreto Gorenger.

2025 é o ano em que se completa meio século da existência dos sentais!
É: aqueles grupos de heróis japoneses que vestem cada um um traje de combate de uma cor diferente e lutam contra alguma quadrilha de vilões com superpoderes.
Tudo começou de uma forma meio experimental nos anos 70, época em que a Toei Company tava lançando vários seriados diferentes mostrando super-heróis diferentes nas suas lutas contra o mal.
Em meio a esse aglomerado de seriados de aventura que infestou a TV Japonesa daquela época, surgiu a ideia de apresentar a história de um grupo de heróis em que cada um deles tivesse um poder diferente e em que cada um usasse uma roupa com uma capa de uma cor diferente nas costas.
Muito provavelmente, o pessoal da Toei teve essa ideia ao olhar pra Super Amigos (1973), seriado que fazia muito sucesso naquela época nos Estados Unidos. Afinal, esse seriado mostrava exatamente um grupo de heróis com poderes diferentes e (pelo menos alguns deles) usando capas de cores diferentes nas costas: o Superman usava uma capa vermelha, o Batman usava uma capa azul, o Robin usava uma capa amarela...
E assim surgiu Himitsu Sentai Gorenger.
Completando 50 anos nos próximos meses, esse foi o 1º sentai. E o pontapé inicial pra um tipo de programa que os japoneses produzem até hoje. E que, em 1993, ainda inspirou Power Rangers!
Gorenger estreou em Abril de 1975. E teria nada menos que 84 episódios, ficando no ar até Março de 1977!
Na verdade, principalmente em relação aos heróis, esse é um seriado bem episódico: a maioria esmagadora das situações começam e acabam no mesmo capítulo e nem voltam a ser mencionadas depois. E também tem algumas coisas que mudam de um episódio pro outro sem explicação.
Outro detalhe: todos os personagens aqui têm tamanho humano. Nada de vilões mandando monstros gigantes pra destruir as cidades nem de heróis pilotando robôs gigantes pra enfrentar eles. Embora esse seja um clichê quase obrigatório desse tipo de seriado, só passaria a ser usado alguns anos depois, em sentais seguintes.
Também não esperem ver aqui uma quadrilha com vários vilões fixos trabalhando juntos ao mesmo tempo. A coisa aqui funciona com o vilão principal sempre no comando e só 1 vilão fixo abaixo dele dando ordens ao monstro da vez e aos soldados. Até que, alguns episódios depois, o vilão principal fica de saco cheio das derrotas daquele vilão fixo e bota outro no lugar dele. Mas é claro que essa transição nunca acontece de forma pacífica.
Por um breve período, vemos aqui um 6º herói se juntando aos gorengers, como o novo guerreiro amarelo, enquanto o guerreiro amarelo original deixa o grupo...
Essa situação só aconteceu porque o ator que interpretava o guerreiro amarelo teve que se afastar das filmagens durante cerca de 10 dias, já que ele tava participando de uma peça de teatro.
Então, os roteiristas inventaram uma transferência do personagem pra outra divisão da EAGLE. E no lugar dele, botaram esse substituto provisório.
Bom, é claro que você não pode ver Gorenger esperando encontrar os mesmos efeitos especiais de hoje. Aliás, nem esperando encontrar os mesmos efeitos especiais de 40 anos atrás. Mas, tendo isso em mente e se você for fã de sentais, acho que você vai gostar.
O ator Hiroshi Miyauchi, que aqui interpretou o guerreiro azul Akira, teria um pequeno personagem em 2 episódios de Space Cop (1982) e interpretaria o herói Naoyuki em Choriki Sentai Ohranger (1995).
O hoje falecido ator Mitsuo Ando, que aqui interpretou o Presidente de Kuro Jujigun, teria um pequeno personagem em 1 episódio de Denshi Sentai Denziman (1980) e interpretaria o vilão Leider em Sharivan, o Guardião do Espaço (1983).
E o hoje falecido ator Toshi Takahara, que aqui interpretou o Comandante Gon-Pachi, faria uma pequena participação em 1 episódio de Denziman.
Mais informações sobre Gorenger? Lá vai:


Mais informações sobre Denziman? Lá vai:


Mais informações sobre Ohranger? Lá vai:


Mais informações sobre Sharivan? Lá vai:


Mais informações sobre Space Cop? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!😉