Mostrando postagens com marcador produções italianas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador produções italianas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de junho de 2023

SPACE MONSTER

título original: Space Monster
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2015
país: Itália
elenco: Ilaria Lamberti
direção e roteiro: Andrea Ricca

Numa noite comum, uma policial tá sozinha em casa, vendo televisão.
De repente, a televisão começa a falhar. E a policial chega na porta de casa pra ver o que tá havendo, encontrando os escombros de uma nave espacial caídos no quintal dela. E ela vai lá dentro buscar uma arma.
Quando volta, ela vê que a janela da sala tá escancarada! E quando olha pra trás, ela vê um monstro de mais de 2 metros de altura olhando pra ela!

Space Monster é um curta-metragem de terror dirigido pelo Andrea Ricca. E como costuma acontecer em produções do Andrea, foi ele que dirigiu, escreveu e cuidou dos efeitos especiais do filme, já que os filmes dele são curtas independentes e feitos sem fins lucrativos.
É bom: mostra tudo que você espera ver numa produção de aventura feita nessas condições.
A última cena dá a entender que a história não terminou ali. Mas, até agora, ele não lançou nenhum outro curta continuando esse.
Outra produção do Andrea que eu já indiquei aqui foi Alien Worms (2016).
Mais informações sobre Space Monster? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções italianas’ que você acha o post sobre Alien Worms.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

ALIEN WORMS

título original: Alien Worms
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2016
país: Itália
elenco, direção e roteiro: Andrea Ricca

Hoje a Multibússola vai começar outra série: a gente vai lembrar as produções que tão completando 5 anos esse ano.
Vamos ver o que temos a dizer sobre a 1ª:

Um agente do Governo dos Estados Unidos (membro de uma instituição chamada U.F.O.B.I.) dirige sozinho por uma estrada de noite, rastreando um OVNI.
A nave cai atrás de uma casa vazia e o cara vai até lá, encontrando o OVNI destruído do lado da casa e o piloto alien morto sentado na poltrona de comando.
Depois, ele vê alguns casulos vazios que a nave transportava. E com óculos especiais, ele rastreia criaturas parecidas com vermes que saíram dali e entraram na casa...

Alien Worms é um curta-metragem escrito, dirigido e protagonizado pelo italiano Andrea Ricca, que se inspirou nos filmes O Ataque dos Vermes Malditos (1990) e MIB: Homens de Preto (1997) pra fazer isso aqui.
Alien Worms foi uma produção que ele fez sem fins lucrativos. Aliás, ele é o único ator que aparece em cena e só recebeu colaboração nos efeitos especiais, feitos pelo Emanuele Taddei e pelo Tom Drinovsky.
O filme tem algumas cenas simples de humor, como quando o protagonista chama um dos monstros com um assobio, como se fosse um cachorro.
Mais informações sobre Alien Worms? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

sexta-feira, 16 de julho de 2021

O VOO NOTURNO

títulos originais: Il Volatore Notturno / The Night Flier
título brasileiro: O Voo Noturno
ano de lançamento: 1997
países: Estados Unidos / Itália
elenco principal: Dan Monahan, Julie Entwisle, Miguel Ferrer
direção: Mark Pavia
roteiro: Stephen King (autor do texto original), Jack O’Donnell e Mark Pavia

Um tabloide sensacionalista chamado Inside View vive de publicar matérias asquerosas sobre violência ilustradas por fotos nojentas.
Um repórter chamado Richard é a lenda viva desse jornaleco. Mas as matérias escabrosas em fase extrema publicadas por ele já não chamam a atenção de mais ninguém. E tentando recuperar o prestígio que tinha antes, ele rouba a matéria da qual uma colega tava cuidando, sobre um misterioso assassino identificado como Dwight Renfield.
Recentemente, esse criminoso aterrissou em vários aeroportos particulares à noite, passou cerca de 24 horas por lá e, quando foi embora, deixou brutalmente massacradas todas as pessoas que chegaram a falar com ele. Mas nunca deixava nenhuma pista de pra onde tinha ido nem de onde tinha vindo.
O que nem o Richard nem os colegas dele do Inside View imaginam é que a criatura que ele começou a investigar não é um maníaco assassino humano, mas sim um ser monstruoso que não tá nem um pouco satisfeito em ser perseguido por um repórter...

Inspirado no conto de terror O Piloto da Noite (1988), do Mestre Stephen King, O Voo Noturno se preocupa em 1º lugar em criticar abertamente a total falta de ética de vários repórteres ao exercerem a profissão. Tanto que o filme não tem ‘mocinho’: é o tipo de história em que NINGUÉM PRESTA!
O terror propriamente só vem em 2º lugar. E talvez por isso mesmo a origem do monstro só seja explicada muito vagamente: através de fotos antigas que o Richard encontra, podemos ver que o tal de Dwight Renfield já foi um humano normal até o início do século XX, mas depois se transformou num vampiro. Só que nunca se explica como nem por quê.
E não pense que se trata de um vampiro sedutor nem sexy; o que aparece nesse filme é uma besta sanguinária e violenta, embora estrategista e racional.
O destino final da criatura é um tanto irônico. Afinal, vocês sabem que, se um vampiro beber o sangue de um humano, esse humano se transforma num novo vampiro, né? Bom, aqui, já chegando no final do filme, vemos um humano que é forçado a beber o sangue de um vampiro. Então, o que vocês acham que vai acontecer com esse vampiro?
No início do século, o Stephen King escreveu o roteiro de uma continuação, que ele pretendia lançar novamente em parceria com o Mark Pavia por volta de 2005. Mas, como não conseguiram atrair a atenção de nenhum produtor, deixaram a ideia pra lá.
Mais informações sobre O Voo Noturno? Lá vai:


Até a próxima!

quinta-feira, 8 de julho de 2021

ESCÂNDAL0 NA CASA BRANCA

título original: Sex Gate
título brasileiro: Escândalo Na Casa Branca
ano de lançamento: 1999
país: Itália
elenco principal: Andrew Youngman, Hayni, Mike Foster
direção e roteiro: Franco Lo Cascio (creditado aqui como Mark Principe)

O presidente de um país (nem o nome dele nem o nome do país são revelados) é submetido a um julgamento porque, apesar de ser casado, teve contatos sexuais com várias mulheres que trabalhavam na residência presidencial.
O partido conservador quer usar essa situação pra que ele seja deposto, principalmente se inspirando nos relatos de uma estagiária que, depois de fazer sexo oral com ele, limpou o pênis dele no vestido dela, ficando assim com uma ‘prova espermática’ de que ele transou com ela.
Por outro lado, o presidente não tá tão desarmado assim: ele também tem a cópia de um filme amador que o chefe do partido conservador fez e que vai virar o jogo quando for exibido...

Bom, acho que não tem muita coisa pra explicar sobre Escândalo na Casa Branca, né?rsrsrs Todo mundo já entendeu que é uma paródia de um evento que aconteceu na política dos Estados Unidos em 1998. Inclusive várias cenas retratam situações que foram descritas ali.
É uma história com início, meio e fim, mas claro que tem que ser assistida sob uma ótica de comédia.
Vale lembrar que o Franco Lo Cascio assinou a direção de alguns filmes junto com o Joe D’Amato, como Marco Polo: a História que Ainda não Foi Contada e O Marquês de Sade (ambos de 1994).
Mais informações sobre Escândalo na Casa Branca? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções italianas’ que você acha posts sobre Marco Polo e O Marquês de Sade.
Até a próxima!

sexta-feira, 2 de julho de 2021

A HlSTÓRlA SEXUAL DE TARZAN

título original: Tharzan - la Vera Storia del Figlio della Giungla
título brasileiro: A História Sexual de Tarzan
ano de lançamento: 1995
países: Itália / Quênia
elenco principal: Rocco Siffredi, Rosa Caracciolo, Zoltan Kabai
direção e roteiro: Joe D’Amato (creditado aqui como George Hudson)

A busca por uma cidade perdida nas selvas do Quênia já atraiu um explorador inglês, que desapareceu lá junto com a esposa dele e o filho pequeno deles, chamado John.
Alguns anos depois, os nativos começaram a ouvir o grito de um homem vindo do meio da selva. Mas como nunca viram quem fazia esse barulho, passaram a tratar a criatura como um ser mítico daquela região e apelidaram a criatura de Rei dos Macacos.
Cerca de 20 anos depois, o milionário Georges vai à mesma região com outra expedição pra procurar a tal cidade perdida. E leva junto a namorada dele, chamada Jane.
Enquanto anda sozinha pela selva, a garota sofre um acidente e desmaia, sendo recolhida logo depois pelo Rei dos Macacos. E quando acorda, ela deduz que aquele só pode ser o pequeno John, agora já com uns 25 anos.
Mas a Jane fica chocada é com o tamanho do pênis dele! E ela não vai ficar só olhando...

Bom, acho que nem preciso explicar nada com muitos detalhes, né?rsrs Tanto a sinopse quanto o próprio nome do filme deixam claro que A História Sexual de Tarzan mostra uma versão pornô desse herói.
O Rocco Siffredi é quem interpreta o personagem principal nesse que foi um dos filmes da reta final do Joe D’Amato.
Não que o diretor tenha encerrado a carreira dele poucos filmes depois da História Sexual de Tarzan (na verdade, ele ainda lançaria vários e vários outros filmes depois desse). Mas ele enfartou e morreu em 1999.
A gente sabe que o Joe dirigiu filmes pornô (como Marco Polo: a História que Nunca Foi Contada e O Marquês de Sade, ambos de 1994), filmes de terror (como Antropophagus, de 1980, e Rosso Sangue, de 1981) e filmes que misturam terror com pornografia (como Noites Eróticas dos Mortos-Vivos, de 1980, e Porno Holocaust, de 1981). E em todos eles, ele costumava deixar contradições e situações sem sentido na história. Mas no caso da História Sexual de Tarzan, surpreendentemente, ele conseguiu contar uma história com início, meio e fim! E com personagens que tomam atitudes lógicas!
O final, inclusive, é bastante racional!
Claro que tem algumas esquisitices, como umas mulheres que aparecem do nada lá na mansão onde o Georges mora e tal. Mas, tirando isso, até que esse filme não é muito diferente de qualquer comédia de aventura simples.
Outra curiosidade é que A História Sexual de Tarzan foi um filme pornô gravado no Quênia, que é um dos países mais primitivos em relação a liberdade sexual.
No mesmo ano, foi lançado um dos maiores exemplos de propaganda enganosa que eu já vi: Tharzan 2 - il Ritorno del Figlio della Giungla, apresentando isso como se fosse uma continuação do filme anterior.
Por que é uma propaganda enganosa? Porque esse 2º filme não é nada mais e nada menos do que uma reedição das cenas do 1º filme. Tem umas 2 ou 3 cenas novas de diálogo. Mas as cenas de sexo são exatamente as mesmas do 1º filme.
Se você já viu o 1º filme e depois for ver o 2º pensando que vai ver sacanagens novas, eu já adianto que você vai perder o seu tempo.
Mais informações sobre A História Sexual de Tarzan? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções italianas’ que você acha posts sobre Antropophagus, Marco Polo, Noites Eróticas dos Mortos-Vivos, O Marquês de Sade, Porno Holocaust e Rosso Sangue.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror! 
Até a próxima!

terça-feira, 8 de junho de 2021

A HERANÇA MALDITA / O CASTELO MALDITO

títulos originais: Castle Freak / Il Castello
títulos brasileiros: A Herança Maldita / O Castelo Maldito
ano de lançamento: 1995
países: Estados Unidos / Itália
elenco principal: Barbara Crampton, Jeffrey Combs, Jonathan Fuller
direção: Stuart Gordon
roteiro: H.P. Lovecraft (autor do texto original), Dennis Paoli e Stuart Gordon

Uma coisa que talvez tenha chamado a atenção de vocês aqui logo de cara é que o filme indicado hoje tem 2 títulos originais e 2 títulos brasileiros... Pois é. Como é uma coprodução ítalo-estadunidense, ele foi lançado na Itália com o nome de Il Castello e nos Estados Unidos com o nome de Castle Freak. E no Brasil ele foi lançado em VHS como A Herança Maldita e depois relançado em DVD como O Castelo Maldito.
Bom, temos aqui um slasher estilizado. Vejam a descrição dessa cena, já chegando no final:

Uma mulher e a filha dela tão presas num lugar de difícil acesso onde, aparentemente, ninguém vai aparecer pra ajudar elas pelas próximas horas. E um louco deformado tá perseguindo e tentando matar elas brutalmente...

Substitua essa mãe e essa filha por 2 pós-adolescentes e isso vira uma cena típica de slashers oitenteiros, sem tirar nem pôr.
Mas, como eu disse, esse é um slasher estilizado, e não um slasher oitenteiro. Não esperem ver aqui nenhuma reprodução de Sexta-Feira 13 (1980) nem nada parecido com isso.
O roteiro do Castelo Maldito foi apresentado ao público como sendo inspirado num conto do H. P. Lovecraft chamado O Intruso (1921). Mas, na verdade, só 1 única cena do filme foi inspirada numa passagem desse conto. O resto da história não tem nada a ver.
Descontando algumas derrapadas em termos de coerência, O Castelo Maldito cumpre aquilo que se espera de um filme de terror: aterrorizar o público.
Mas não há aqui muito suspense dirigido ao próprio público: na 1ª meia hora do filme você já tem todas as informações sobre o vilão Giorgio d’Orsino, sobre por quê ele age como age e tal. Os heróis é que vão ficar até o final angustiados e sem entender o que tá havendo, enquanto situações assustadoras vão se desenrolando ao redor deles. Então, a intenção aqui é investir no terror psicológico mesmo: você, como público, sabe basicamente tudo o que tá acontecendo e fica atônito ao ver algum personagem caminhar pro perigo sem ter a menor ideia do que vai encontrar.
Nesse quesito específico, O Castelo Maldito lembra um pouco A Vingança de Cropsy (1981), que também tem um vilão que o público já sabe quem é desde o início da história rondando um grupo de pessoas que nem imaginam que ele tá ali do lado.
Algumas cenas desse filme aqui são um pouco demoradas e chatas. Mas outras (principalmente na última meia hora do filme) são ação pura, embora restrita ao terreno de um castelo.
Quanto ao Giorgio, embora, na prática, ele acabe se tornando mesmo uma herança maldita pro novo dono do castelo, sinceramente ele não tem nada de perverso. Ele é simplesmente uma criatura deformada e enlouquecida, produto da forma como foi criado e torturado pela mãe, a louca Duquesa Gabriella d’Orsino (tudo isso já começa a ficar evidente nos primeiríssimos minutos do filme, antes mesmo dos créditos iniciais). E embora o Giorgio mate algumas pessoas com extrema violência, ele só faz isso ou quando se sente ameaçado ou então quando ele não entende direito o que tá fazendo, devido à ausência de informações que ele tem sobre a vida (afinal, ele viveu trancado num calabouço por muitos anos).
O Castelo Maldito também pode ser considerado uma tragédia: a história é bem pesadona e nenhum personagem tem um final propriamente feliz.
Antes de encerrar, só mais uma palavrinha sobre os slashers...
Se você tem um mínimo de informação que seja sobre os filmes dos anos 80, você sabe que os slashers foram produzidos em larga escala naquela década, certo? Saíram dezenas de filmes desse tipo em 1981, outras dezenas em 1982, outras dezenas em 1983... E essa massificação, apesar de ter conquistado uma legião específica de fãs, funcionou mais com o público daquela época mesmo. Ou seja, embora os slashers conseguissem manter o antigo público deles nos anos 90, já não conseguiam mais atrair novos fãs seguindo o mesmo estilo que tinham seguido antes (um louco deformado aterrorizando uma colônia de férias ou campistas numa floresta e adjacências). E assim, dos anos 90 pra frente, os slashers tiveram que adotar um novo visual. Foi mantida a ideia do louco de aparência bizarra perseguindo e matando um grupo de pessoas, mas sem ter mais uma colônia de férias ou um acampamento por perto e sem acabar sempre com uma mocinha boazinha e inocente matando o vilão e se salvando sozinha na última cena.
Se é assim, acho que O Castelo Maldito é um dos primeiros bons exemplos de slashers da leva dos anos 90.
O filme teve um remake, lançado em 2020.
Mais informações sobre o filme de 1995? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ que você acha posts sobre A Vingança de Cropsy e Sexta-Feira 13.
Até a próxima!

terça-feira, 25 de maio de 2021

VAMP

título original: Vamp
ano de lançamento: 1991
países: Brasil / Itália / Portugal
elenco principal: Cláudia Ohana, Ney Latorraca, Reginaldo Faria
direção: Jorge Fernando
roteiro: Antônio Calmon, Lilian Garcia, Tiago Santiago e Vinícius Vianna

Em 1781, a Baía dos Anjos, localizada no litoral do Rio de Janeiro, foi invadida por um bando de vampiros, liderados pelo terrível Conde Vladmir Polanski, popularmente conhecido como Vlad.
Uma moradora da região, chamada Eugênia Queiroz, foi a vítima mais insistentemente perseguida pelo vampiro.
Sabendo da situação, um padre português levou até lá a Cruz de São Sebastião, conhecida por ter o poder de destruir qualquer demônio. Mas, quando o padre partiu pra luta aberta contra o Vlad, acabou sendo morto pelo vampiro e derrubando a cruz no Mar, onde ela afundou e se perdeu...
O padre não sabia, mas, de acordo com uma profecia, o destino do Vlad é morrer somente no dia em que um homem com o sobrenome Rocha enfrentar ele empunhando a Cruz de São Sebastião. Até que isso aconteça, ele será indestrutível!
Mais de 200 anos depois, uma cantora pobre chamada Natasha se apresenta em boates decadentes de São Paulo, sem conseguir nem sequer chamar a atenção de ninguém enquanto canta. E cansada da situação, ela declara que tá disposta a vender a alma ao diabo em troca de sucesso na carreira musical.
Como a Natasha não é ninguém menos do que a reencarnação da Eugênia Queiroz, o Vlad escuta as palavras dela. E aparece diante da cantora, comprando a alma dela e transformando ela numa vampira.
Conforme o pacto, a Natasha se transforma numa estrela do rock internacional. Mas se arrepende do método que usou pra isso, se decidindo a se livrar do Vlad e voltar a ser humana. E assim, orientada por um espírito chamado Rafa, ela decide ir até a Baía dos Anjos em 1991, encontrar a Cruz de São Sebastião e destruir o Vlad com a ajuda de um homem chamado Rocha.

Vamp chamou a atenção por ser a 1ª novela brasileira voltada do início ao fim pra assuntos relacionados ao vampirismo.
Mas se trata antes de mais nada de uma comédia de aventura voltada mais pro público adolescente. E os vampiros são mais engraçados do que propriamente maus.
O único vampiro retratado como mais poderoso mesmo é o próprio Vlad.
O vampiro Gerald, que tenta manter uma postura neutra entre os heróis e os vilões da história, funciona como um vilão secundário. Mas ele é um personagem meio de ‘temporadas’: ele passa algumas fases da novela ajudando os vilões, outras fases ajudando os heróis. E nos últimos capítulos, ele tenta se tornar o vilão principal, sem perceber que tá funcionando apenas como um idiota útil pro Vlad.
Alguns dos efeitos especiais mostrados parecem ter sido propositalmente mal feitos pra provocar risos no público. E o diretor Jorge Fernando definiu a novela como uma “chanchada de terror” exatamente por causa dos efeitos.
Os poderes e as fraquezas dos vampiros de Vamp só funcionam às vezes: às vezes eles se ferem quando tocam em alho, outras eles até comem alho numa boa; às vezes eles se ferem quando tocam em cruzes, outras não se ferem; às vezes eles refletem nos espelhos, outras não refletem...
Também não houve preocupação em manter a imagem do vampiro clássico. Por exemplo, eles andam à luz do Sol sem problemas e morrem se alguém atirar neles com uma bala de prata (se não me engano, isso só acontece com lobisomens, né?).
Apesar da profecia do homem chamado Rocha empunhando a cruz, o Vlad na verdade morre e ressuscita várias vezes ao longo da novela em situações que podem ou não ter alguma coisa a ver com a situação descrita pela profecia.
Mas, apesar dessas pequenas contradições, Vamp foi um dos maiores sucessos do início dos anos 90. E vai agradar a qualquer fã de aventura e comédia.
Mais de 90% da novela foram gravados no Brasil. Mas mais ou menos metade dos capítulos da 1ª semana foram gravados na Itália e Portugal.
Vamp fez tanto sucesso na época que foi reprisada pela Globo apenas 1 ano depois que a transmissão original tinha acabado, no início de 1993, na Sessão Aventura.
Ver essa novela é uma boa oportunidade pra lembrar que, nos anos 80 e 90, as novelas da Globo podiam falar sobre qualquer assunto e criticar qualquer coisa. Bem diferente de hoje, quando a Globo explicitamente se transformou numa mera filial do PT: as novelas da Globo atuais só podem mostrar e apoiar situações com as quais o PT concorda, só podem criticar quem não é esquerdista, não podem conter cenas falando nada contra qualquer esquerdista que seja... Em outras palavras: atualmente existe uma censura esquerdista sobre o que pode e o que não pode ser mostrado nas novelas da Globo.
Já sei que alguém vai querer dizer que o Jair Bolsonaro quer impor nos dias de hoje uma censura que ele chama de “filtro”. Sim, é claro. E eu não estou defendendo ele (até porque eu deixo claro que não sou nem nunca fui bolsonarista) nem estou defendendo a óbvia censura que ele quer impor. Mas eu não me faço de cego e surdo pro fato do PT querer impor esse outro tipo de censura que eu mencionei acima.
Mais informações sobre Vamp? Lá vai:


Até a próxima!

sexta-feira, 7 de maio de 2021

O MARQUÊS DE SADE

título original: Marquis de Sade
título brasileiro: O Marquês de Sade
ano de lançamento: 1994
país: Itália
elenco principal: Mike Foster, Rocco Siffredi, Rosa Caracciolo
direção e roteiro: Franco Lo Cascio (creditado aqui como Luca Damiano) e Joe D’Amato

O Marquês de Sade foi preso e condenado à morte devido a ter participado de várias práticas sexuais proibidas no século XVIII.
E no dia da execução, enquanto aguarda que o carrasco venha buscar ele na cela, fica se lembrando das situações que levaram ele até ali...

Com certeza, quando se menciona um filme pornô sobre o Marquês de Sade, muita gente deve ficar até com medo de ver, né? Afinal, tamos falando aqui do homem que foi considerado um dos maiores pervertidos sexuais da História da Europa! Ou seja: alguns vão pensar que esse filme tem coisas que chocam até o Eduardo Costa e o Leonardo.
Ainda mais levando em conta que o filme foi dirigido pelo Joe D’Amato e protagonizado pelo Rocco Siffredi (nomes mencionados entre o 1º escalão da pornografia italiana)!
Mas tem realmente cenas tão sexualmente chocantes nesse filme? Bom, depende de quem tá vendo: se você é uma pessoa que nunca viu um filme pornô, com certeza você vai se chocar com algumas cenas do Marquês de Sade; mas se você tem o hábito de ver, você vai achar que esse filme é o comum de se ver nesse gênero.
A cena mais ‘pesada’ aqui mostra o personagem-título dando uma mijada na cara de uma prostituta antes de transar com ela. No resto, não há nada aqui que não se veja em qualquer outro filme pornô mediano.
O Marquês de Sade é um filme que vai agradar a qualquer fã comum de pornografia hétero. Mas não pense que você vai ver lá coisas absurdas e traumatizantes relacionadas a sexo porque não é nada disso.
Quanto a outros filmes do Joe que eu já indiquei aqui, acho que posso dividir em 3 grupos: os de terror (Antropophagus, de 1980, e Rosso Sangue, de 1981), os pornográficos (Marco Polo: a História que Ainda não foi Contada, de 1994) e os de terror pornô (Noites Eróticas dos Mortos-Vivos, de 1980, e Porno Holocaust, de 1981).
Mais informações sobre O Marquês de Sade? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções italianas’ que você acha posts sobre Antropophagus, Marco Polo, Noites Eróticas dos Mortos-Vivos, Porno Holocaust e Rosso Sangue.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

quarta-feira, 5 de maio de 2021

MARCO POLO: A HlSTÓRlA QUE AlNDA NÃO FOl CONTADA

título original: Marco Polo: la Storia Mai Raccontata
título brasileiro: Marco Polo: a História que Ainda não foi Contada
ano de lançamento: 1994
países: Itália / República das Filipinas
elenco principal: Leo Gamboa, Rocco Siffredi, Tabatha Cash
direção e roteiro: Franco Lo Cascio (creditado aqui como Luca Damiano) e Joe D’Amato

Quando o explorador europeu Marco Polo chega às proximidades da China, um senhor feudal confia a filha dele aos cuidados do Marco: como ela foi dada em casamento ao Imperador Kublai Khan, o europeu deve escoltar a garota até a Corte Chinesa e garantir que ela chegue lá... intocada.

Bom, temos aqui uma versão pornô sobre a vida do veneziano Marco Polo. Mas, honestamente, o filme não chega a ser lá essas coisas em termos de pornografia. Se você tá querendo ver só sacanagem e mostrada com detalhes, já posso adiantar que você vai achar meio chato, porque muitas cenas aqui são mal mostradas.
Pode se dizer que Marco Polo funciona melhor como comédia mesmo do que como filme pornô. Afinal, o Marco inventa as desculpas mais estapafúrdias pra conseguir transar com as mulheres que ele encontra na Corte Chinesa e elas acreditam e topam, todas essas mulheres (que, pela lógica, são chinesas) têm cara de italianas, o Kublai Khan é retratado como um retardado que acredita em qualquer babaquice que o Marco fala, o pênis duro do Marco faz aquele barulho de estouro de desenho animado quando pula pra fora da roupa...
Enfim, é aquele filme pra ver, rir, se divertir e não levar nada a sério. Vejam sem esperar grandes coisas e, é óbvio, tendo em mente que vão aparecer ali várias imagens improprias pra menores, né?rsrsrs
E lembrando que o Joe D’Amato foi um diretor que passou vários anos indo e voltando entre a pornografia e o terror, filmes dele desse último tipo que eu já indiquei aqui foram Antropophagus, Noites Eróticas dos Mortos Vivos (ambos de 1980), Porno Holocaust e Rosso Sangue (ambos de 1981).
Mais informações sobre Marco Polo? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções italianas’ que você acha posts sobre Antropophagus, Noites Eróticas dos Mortos Vivos, Porno Holocaust e Rosso Sangue.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

sexta-feira, 2 de abril de 2021

TENTÁCULOS

títulos originais: Tentacles / Tentacoli
título brasileiro: Tentáculos
ano de lançamento: 1977
países: Estados Unidos / Itália
elenco principal: Alan Boyd, Bo Hopkins, John Huston
direção: Ovidio G. Assonitis (creditado aqui como Oliver Hellman)
roteiro: Jerome Max, Steven W. Carabatsos e Tito Carpi

A cidade praiana de Solana se encontra às vésperas de uma corrida de barcos de crianças... Mas várias pessoas que se encontravam no Mar ou à beira da praia começam a sumir repentinamente. E os cadáveres deformados delas são encontrados depois, apresentando marcas do ataque de alguma fera marinha.
Como uma empresa local anda realizando obras submarinas usando sons de alta frequência, o repórter Ned, dias depois, supõe que algum animal que até ali era normal tenha enlouquecido com o barulho e começado a atacar as pessoas depois disso. E um especialista em animais marinhos chamado Will supõe que seja um polvo. E provavelmente um polvo muito maior do que o normal!
Só que a solução do mistério chegou tarde demais: a corrida das crianças no Mar já começou e o polvo, atraído pelo barulho, já começou a nadar na direção dos barcos delas!

Se você é fã meeeeesmo do Cinema de Terror e alguém chega pra você e fala “filmes de terror do final dos anos 70”, com certeza uma das coisas que vão vir à sua mente na mesma hora são filmes de animais enfurecidos, certo? Afinal, o sucesso de Tubarão (1975) fez com que vários cineastas investissem nesse tema naqueles anos. E Tentáculos foi um dos filmes que seguiram mais diretamente os passos de Tubarão, só que substituindo o tubarão gigante por um polvo gigante.
Até o nome original do filme, Tentacoli (“tentáculos”, em Italiano), faz uma alusão a uma parte do corpo do polvo, no mesmo peso e na mesma medida que o nome original de Tubarão, Jaws (“mandíbulas”, em Inglês), faz uma alusão a uma parte do corpo do tubarão.
Contudo, o filme do moluscão não deu tão certo quanto o filme do peixão...
Foi feito um animatronic da criatura, que custou quase 1 milhão de dólares e foi a maior despesa inútil que o filme teve: o boneco simplesmente afundou quando foi posto na água!
Assim, pra representar o polvo mostrado de perto, tiveram que fazer uma cabeça de polvo de borracha, que foi mostrada (muito mal) flutuando na água em algumas cenas. E em outras cenas, pegaram imagens de um polvo de verdade filmado num aquário e editaram da forma como puderam (nessas cenas, o polvo aparece sozinho, sem nenhum humano em volta, é claro).
Além desses problemas técnicos, muitas cenas de Tentáculos são desnecessariamente longas: dava pra cortar pelo menos uns 20 minutos de filme numa boa.
E o excesso de personagens desnecessários também não ajuda. Nada mudaria na história se uma meia dúzia deles simplesmente não existissem. Eles não alteram nada na história e nem sequer são atacados pelo monstro em nenhuma cena.
E é estranhíssima a reação deles quando, em plena véspera da corrida das crianças, fica evidente pra toda a cidade que tem algum bicho perigoso vivendo no Mar nos arredores de Solana: isso não parece incomodar muito ninguém e nem se pensa em cancelar a corrida na manhã seguinte!
Não vou contar o fim, mas a conclusão da história também é bem esquisita: quando faltam cerca de 25 minutos pro filme acabar, 2 personagens específicos resolvem ir encarar a criatura diretamente e todos os outros personagens do filme simplesmente somem daí pra frente! Eles não morrem nem nada parecido. Simplesmente não voltam mais a ser vistos nem mencionados pelo resto do filme, enquanto a história fica 100% focada na tentativa dos 2 lá de matar o polvo.
Dá pra ver que, na última cena, tentaram deixar uma porta aberta pra uma continuação. Mas nunca rolou.
Bom, se você gosta de filmes de terror dos anos 70 que mostram algum animal maior do que o normal tocando o terror contra um grupo de humanos, essa coprodução ítalo-estadunidense provavelmente tem tudo o que você quer ver. Mas, mesmo que esse seja o caso, é pouco provável que Tentáculos seja uma das produções que vão entrar pra sua galeria de filmes preferidos.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘animais enfurecidos’ que você acha um post sobre Tubarão.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

O RATO-HUMANO

título original: Quella Villa in Fondo al Parco
título brasileiro: O Rato-Humano
ano de lançamento: 1988
países: Itália / República Dominicana
elenco principal: David Warbeck, Janet Agren, Nelson de la Rosa
direção: Giuliano Carnimeo (creditado aqui como Anthony Ascot)
roteiro: Dardano Sacchetti (creditado aqui como David Parker Jr.) e Elisa Briganti

Hoje vou indicar outra comédia involuntária: a coprodução ítalo-dominicana O Rato-Humano.
O próprio título original do filme, Quella Villa in Fondo al Parco (“Aquela Mansão no Fundo do Parque”, em Italiano), já começa a provocar risos: a “mansão” à qual o título se refere é um sobrado sujo e precário (não chega a estar em ruínas, mas quase). Então, chamar aquilo de “mansão” já é viajar.
Venhamos e convenhamos, o título brasileiro também não procede, já que não tem nenhum rato-humano na história. A criatura aqui é um mutante híbrido criado por um cientista louco, que teve a ideia de colocar um espermatozoide de um rato no útero de uma macaca, tendo como resultado o referido minimonstro. Então, é um rato-macaco, né?rs
O monstrinho até que tem uma aparência vagamente repulsiva. Mas a cara dele tem um ar mais de deboche do que de ameaça. E a fantasia dele parece um pano de chão enrolado em volta do corpo do ator.
Por falar nele, o falecido Nelson de la Rosa só tinha 72 centímetros de altura e chegou a entrar pro Guinness como o ator mais baixo do Mundo.
A história toda apresenta contradições. E uma delas começa com uma das personagens passeando de noite no centro de uma cidade não identificada da República Dominicana (aparentemente, Santo Domingo).
E ao andar por uma rua escura e começar a ser perseguida por um aparente ladrão, nossa heroína entra numa casa vazia tão escura quanto a rua pra poder se esconder. Mas ela é morta pelo monstrinho.
Isso não parece uma derrapada? É. Realmente não seria, se o mutante em questão não tivesse no meio de uma floresta da República Dominicana há poucas cenas atrás e não reaparecesse nessa mesma floresta poucas cenas depois. E levando em conta que ele tem poucos decímetros de altura, ele anda bem rápido da floresta até o centro da cidade e vice-versa, né?rsrs
A cena final nos faz entender que ele também é suicida: aparentemente, ele vai matar um grupo de pessoas, mas, na situação em que faria isso, ele morreria junto.
E os outros personagens fazem as coisas mais idiotas, como sair pra procurar um telefone e começar a procura dentro de um banheiro em ruínas! Ou então gastar 1 minuto enfiando a mão numa caixa de papelão vazia largada no corredor de uma casa abandonada!
Esse filme foi um dos últimos trabalhos do recentemente falecido Giuliano Carnimeo, que era mais especializado em comédias mesmo. Então, talvez ele tivesse se saído melhor se tivesse feito aqui uma comédia de terror assumida em vez de tentar contar uma história de terror séria.
Bom, a quem eu posso recomendar essa ‘preciosidade’? Acho que só a quem gosta de comédias involuntárias mesmo.rsrs
Quer saber sobre mais maluquices... isso é, informações sobre O Rato-Humano? Lá vai:


Até a próxima!

terça-feira, 7 de julho de 2020

CONTAGEM DE CADÁVERES

títulos originais: Body Count / Camping del Terrore
título brasileiro: Contagem de Cadáveres
ano de lançamento: 1986
países: Estados Unidos / Itália
elenco principal: Charles Napier, Luisa Maneri, Nicola Farron
direção: Ruggero Deodato
roteiro: Alessandro Capone, Dardano Sacchetti, Luca D’Alisera e Sheila Goldberg

Bom, temos aqui uma produção de terror ítalo-estadunidense: Contagem de Cadáveres foi todo filmado numa floresta de Abruzzo, na Itália, e mais ou menos metade dos atores são italianos; mas a história se passa numa floresta do Colorado, nos Estados Unidos, e a outra metade dos atores são americanos.rs
Como se trata de um slasher, só preciso dar uma palhinha do roteiro:

Num camping localizado numa floresta do interior dos Estados Unidos, 2 rapazes e 2 moças foram assassinados misteriosamente em 1971, provocando o fechamento do lugar. Mas, mesmo assim, 2 grupos de pós-adolescentes (um com 2 rapazes e 3 moças e outro com 2 rapazes e 1 moça) tão se dirigindo pra lá pra acampar...

Se você já viu Sexta-Feira 13 (1980), A Vingança de Cropsy, Madrugada Alucinante (ambos de 1981), Madman (1982), O Depredador, Sleepaway Camp (ambos de 1983) e outros slashers de floresta dos anos 80 com um grupo de jovens acampados ou preparando um acampamento, daí pra frente você já sabe o que vai ver, né?rs
Mas o que é mais chato em Contagem de Cadáveres é que nunca é explicado quem ou o quê é o vilão.
Uma lenda local diz que o espírito de um xamã que protegia a tribo de índios que viviam naquela floresta ainda aparece ali, furioso com a violação do seu lugar sagrado (de acordo com a lenda, o tal camping foi construído exatamente em cima do cemitério da tribo). Então, fica uma suposição de que o vilão é um ser sobrenatural.
Ao mesmo tempo, desde os primeiros minutos do filme até a última cena, são feitas várias insinuações de que o xamã é o personagem Charlie disfarçado. E pode até ser, de fato. Mas isso também nunca fica definido: o filme não tem nenhuma cena com o Charlie declarando que ele é o xamã, não tem nenhuma cena que mostra ele se fantasiando de xamã, não tem nenhuma cena com outro personagem arrancando a máscara do xamã e mostrando que ele é o Charlie disfarçado...
Tem ainda uma 3ª possibilidade: o xamã pode ser o personagem Ben, que ficou traumatizado com uma situação que ele viu na infância.
Então, são 3 possibilidades e nenhuma conclusão definitiva.
Outra coisa que atrapalhou foi o excesso de personagens... Bom, excesso de personagens atrapalha sempre, né? Porque aí a maioria sempre acaba virando figurante pra poder os personagens principais aparecerem. Mas o problema aqui é que o diretor quis se focar em TODOS os personagens ao mesmo tempo. E como são muitos, nenhum acaba aparecendo direito.
Até mesmo os poucos heróis que sobrevivem ao massacre no final ficam sumidos durante o filme quase todo, só passando a aparecer mais já nos últimos minutos do filme.
No mais, Contagem de Cadáveres cumpre as expectativas: tem as cenas aterrorizantes que tem que ter, tem os jump scares que você espera ver numa produção desse tipo e tem a dose de aventura que cabe num slasher.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ que você acha posts sobre A Vingança de Cropsy, Madman, Madrugada Alucinante, O Depredador, Sexta-Feira 13 e Sleepaway Camp.
Até a próxima!

terça-feira, 26 de maio de 2020

UMA JANELA PARA O AMOR

títulos originais: A Room with a View / Camera con Vista
título brasileiro: Uma Janela para o Amor
ano de lançamento: 1985
países: Inglaterra / Itália
elenco principal: Daniel Day-Lewis, Helena Bonham Carter, Julian Sands
direção: James Ivory
roteiro: E. M. Forster (autor do texto original) e Ruth Prawer Jhabvala

Eu começo o post de hoje lembrando que um dos gêneros de filmes que menos chamam a minha atenção são os romances. Por isso, vocês raramente vão ver posts sobre romances por aqui. Mas hoje é exatamente uma dessas exceções.rs
Uma Janela para o Amor, inspirado no livro com o mesmo nome lançado pelo inglês E. M. Forster em 1908, é um romancinho bem ‘água com açúcar’. Nem cena de sexo tem.
Quanto ao roteiro:

No início do século XX, uma pós-adolescente inglesa, chamada Lucy, tá viajando pela Itália na companhia de sua preceptora Charlotte. E aí ela se apaixona por um jovem extrovertido que ela conhece por lá, chamado George.
Só que, na Inglaterra, ela fica noiva de um homem rico, um pouco mais velho e de comportamento tradicional, mas por quem ela não manifesta nenhuma grande afetividade, chamado Cecil.
Agora a romântica Lucy tem que escolher o que fazer: viver uma grande paixão com o George ou se casar com o noivo considerado perfeito pelos conceitos de conservadorismo da Inglaterra Vitoriana.

Simplificando, é o roteiro básico de qualquer romance clássico, né? Então, vai agradar a quem é fã desse tipo de filme. E em termos de cenário, figurino e produção artística em geral, tenho que dizer que Uma Janela para o Amor também é muito bom.
Mas não veja se você tá procurando um filme de ação e aventura. Além de ser bastante paradão, Uma Janela para o Amor também é bem longo (tem 2 horas). Até botaram lá umas pinceladas de comédia (muito superficiais) pra animar um pouco, mas fica só nisso.
E a Charlotte é aquela personagem que, devido aos exageros dela, vai irritar alguns. Mas outros vão até achar graça, já que ela tem a função básica de empata-foda e guarda-cabaço da Lucy. Aliás, ela lembra bastante a Dama Barbara de Janjão e Pequeno (1983).
Em 2007, foi lançado em telefilme também chamado Uma Janela para o Amor e que conta quase a mesma história. Mas não se trata de um remake desse aqui. É que os 2 filmes foram inspirados no mesmo livro.
Mais informações sobre o filme de 1985? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seriados’ que você acha um post sobre Janjão e Pequeno.
Até a próxima!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

P0RN0 H0L0CAUST

título original: Porno Holocaust
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1981
países: Itália / República Dominicana
elenco principal: George Eastman, Lucia Ramirez, Mark Shannon
direção: Joe D’Amato
roteiro: George Eastman (creditado aqui como Tom Salina)

Depois de assistir pessoalmente a morte da esposa e do filho num evento trágico, um homem fica louco e deformado. E passa a matar basicamente todas as pessoas que encontra pela frente na ilha onde ele mora.
Mas o passado dele só é revelado quando uma mulher presa na ilha (o barco que ela usou pra chegar até lá se perdeu por causa dele) lê um diário com essas informações sobre o que aconteceu ali antes.

Isso parece o roteiro de Antropophagus (1980), né? Mas se trata de Porno Holocaust.
A semelhança não é por acaso: o George Eastman, que foi o roteirista dos 2 filmes, parece ter reaproveitado o roteiro de Antropophagus pra criar Porno Holocaust. Mas acrescentando algumas características de ficção científica.
Contudo, o diretor Joe D’Amato teve desde o início a intenção de fazer aqui um filme pornô, como o próprio nome do filme já deixa bem claro. Então, ele carregou nas cenas de sexo de verdade.
Porno Holocaust foi gravado ao mesmo tempo, nos mesmos lugares e quase com o mesmo elenco que Noites Eróticas dos Mortos-Vivos (1980). Mas só foi lançado alguns meses depois desse outro, já no início de 1981.
Acontece que gravar mais de 1 filme ao mesmo tempo era comum pra dupla dinâmica do Cinema de Terror Italiano do início dos anos 80 (eles mesmos: George Eastman & Joe D’Amato). Tanto que eles também lançaram seguidamente Antropophagus e Rosso Sangue (1981), dando a entender que um era uma continuação do outro. E como o diretor tinha muita experiência na área da pornografia, em alguns filmes de terror ele botou algumas cenas reais de sexo... Só que em Porno Holocaust ele pisou no acelerador e foi com tudo mesmo nesse sentido.rs
E o terror em si onde entra? Com o vilão, é claro.
Detalhando um pouco mais o que eu já mencionei acima, em 1958, um nativo chamado Antoine Demaduro morava numa ilha caribenha com a esposa e o filho. Mas ali foram feitos testes nucleares, incluindo a explosão de uma bomba atômica.
Eles não tiveram tempo de sair dali antes do início dos testes e foram atingidos pela radiação da bomba. Em consequência, a mulher e a criança morreram e o Antoine se transformou num mutante deformado. E enlouquecido depois de tudo o que aconteceu, ele passou a se vestir com farrapos e a vagar a esmo pela ilha, matando todos os humanos que inadvertidamente desembarcam ali...
O histórico de vida do personagem parece uma crítica aos testes nucleares no Atol de Bikini, em 1946, né?
Quanto às cenas de sexo protagonizadas por ele são simplesmente aquilo que se chama hoje de “pornografia PKF”.
Bom, simplificando temos aqui um filme de mutante misturado com slasher. Então, quem é fã desses 2 subgêneros deve gostar. Mas quem quiser assistir pra ver só sacanagem, tudo bem. Também é válido.rs Então, funciona nos 3 pontos.
Mas não vamos fechar os olhos pro óbvio: Porno Holocaust acabou virando uma comédia involuntária. É um filme que tem muitas cenas mal filmadas, contradições e efeitos especiais ‘feitos no quintal’. Entretanto, se você não se incomodar com isso, vale a pena ver, com certeza.
Simplificando: claro que não é um filme pra quem tá acostumado só com as produções hollywoodianas de hoje. Mesmo pros padrões dos anos 80, tudo aqui foi filmado de uma forma muito artesanal. Sem contar que o filme é uma criação do Joe D’Amato, é claro (como eu já disse aqui no blog antes, ele não costumava se importar tanto assim com a coerência das coisas que filmava).
Mais informações sobre Porno Holocaust? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções italianas’ que você acha posts sobre Antropophagus, Noites Eróticas dos Mortos-Vivos e Rosso Sangue.
Até a próxima!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

NOlTES ERÓTlCAS DOS MORTOS-VlVOS

título original: Le Notti Erotiche dei Morti Viventi
título brasileiro: Noites Eróticas dos Mortos-Vivos
ano de lançamento: 1980
países: Itália / República Dominicana
elenco principal: Dirce Funari, George Eastman, Mark Shannon
direção: Joe D’Amato
roteiro: George Eastman (creditado aqui como Tom Salina)

Numa ilha do Caribe conhecida como Isla del Gato, já houve no passado uma colônia de pescadores. Mas depois de um terremoto seguido por uma epidemia de peste, todos morreram. E os cadáveres foram sepultados por lá mesmo.
Entretanto, uma lenda diz que, seguindo as ordens de um gato mágico, às vezes os cadáveres se levantam dos túmulos e ficam vagando pela ilha como zumbis, matando todos os vivos que se atrevem a desembarcar lá...

Observando essa lenda lançada pelo filme Le Notti Erotiche dei Morti Viventi, projetado na Itália e gravado na República Dominicana, até pensamos num 1º momento que vamos ver um filme de terror interessante. Mas já posso adiantar que não é o caso.
Temos aqui, ao longo do filme todo, uma história um tanto confusa e muitas vezes com situações... malucas mesmo.rs
Talvez o que tenha ficado mais sem explicação é uma espécie de feiticeira chamada Luna (o nome dela não é dito durante o filme, mas aparece nos créditos) que vive na ilha e que parece querer ao mesmo tempo ajudar e atrapalhar os heróis da história.
Na 1ª cena em que aparece, ela tá do lado do avô dela, no cemitério da ilha, prevendo a chegada de forasteiros (o Larry, o John e a Fiona) e se dispondo a avisar a eles pra irem embora assim que desembarcarem. Se não, eles vão encontrar a morte naquela ilha.
Depois disso, a Luna vê a Fiona tomando sol pelada na praia e faz uma ‘briga de aranha’ com ela.rs
Na vez seguinte em que aparece, ela transa com o Larry pra distrair ele até que um bando de zumbis cheguem perto dele. E aí ela se desmaterializa no ar, deixando ele sozinho diante das criaturas.
E finalmente, ela resolve fazer sexo oral com o John. Mas ela arranca o pênis dele com uma mordida! E aí ela permite que um bando de zumbis caiam em cima dele e semidevorem ele, transformando ele num novo zumbi.
Depois dessa cena, a personagem simplesmente some do filme, sem deixar claro em momento nenhum qual era a dela. Começou querendo ajudar os estranhos, depois quis matar eles e terminou transando com todo mundo!
E a gente também não consegue entender se os zumbis obedecem ou não à Luna, já que algumas cenas dão a entender tanto uma coisa quanto a outra.
E entre as bizarrices envolvendo outros personagens que aparecem aqui vemos, pouco depois do início do filme, o Larry preocupado porque tá vendo um homem se afogando no Mar e, pra tirar o cara de lá, ele taca uma âncora em cima do sujeito (sério mesmo!) e ‘pesca’ ele com a âncora.
O cara afogado é levado pro hospital, onde ele revela ser um zumbi. E aí ele mata um médico e sai andando pelo hospital sem chamar a atenção de ninguém (e sem que se explique como essa história acabou, porque ele nunca volta a aparecer e nem sequer é mencionado depois disso!).
A propósito, não espere ver nada que chame a atenção na maquiagem dos zumbis: mais de 90% deles são só figurantes vestidos com farrapos e na maioria das vezes mostrados de longe.
Já viram que isso aqui virou uma comédia involuntária indiscutível, né?
De acordo com alguns sites, Le Notti Erotiche dei Morti Viventi foi lançado no Brasil em VHS com o título traduzido de Noites Eróticas dos Mortos-Vivos. Mas não encontrei nenhuma informação consistente sobre isso.
Ah! Não entenderam o motivo do filme ter esse nome? É que, além das cenas da feiticeira que eu já mencionei, ele também tem várias outras cenas de sexo. Quase todas essas cenas são simuladas e algumas poucas são de verdade. Mas todas são muito mal mostradas.rs
Aliás, não é difícil encontrar Noites Eróticas dos Mortos-Vivos em alguns sites de vídeos pornô por aí.
Então, vale a pena ver esse filme só como curiosidade mesmo. Ou se você não tiver outra coisa pra ver. Porque nem entender a história você vai conseguir entender direito!
Aliás, no caso de Noites Eróticas dos Mortos-Vivos, será que devemos dizer “a história” ou “a falta de”?rs Afinal, o que a gente vê aqui são várias situações dando a entender que vai começar uma história a partir daquele assunto... Mas o assunto é abandonado logo depois.
Bom, as pessoas que conheceram o Joe D’Amato pessoalmente costumavam contar uma piada: diziam que ele adorava gravar filmes, mas não se preocupava muito com a qualidade do resultado nem com a coerência do que tava gravando.rsrs
Não sei se isso é só uma piada, né? Porque não podemos negar que faz todo sentido.
Outros filmes dirigidos pelo Joe que eu já mencionei aqui, e nos quais vocês podem confirmar o quanto essa piada faz sentido, foram Antropophagus (1980) e Rosso Sangue (1981).
Mais informações sobre Noites Eróticas dos Mortos-Vivos? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções italianas’ que você encontra os posts sobre Antropophagus e Rosso Sangue.
Até a próxima!

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

KRULL

títulos original e brasileiro: Krull
ano de lançamento: 1983
países: Espanha / Estados Unidos / Inglaterra / Itália
elenco principal: David Battley, Freddie Jones, Ken Marshall
direção: Peter Yates
roteiro: Stanford Sherman

Os habitantes do Planeta Krull conhecem algumas profecias e aguardam que elas se cumpram.
Uma delas afirma que, um dia, Krull será atacado pelo Monstro, um terrível ser com vastos poderes mágicos que já dominou vários planetas e chegará a Krull trazendo o mesmo caos e a mesma destruição deixada nos outros mundos por onde ele passou...
Outra profecia afirma que, um dia, uma jovem de uma antiga estirpe se tornará uma rainha. Depois disso, ela escolherá um rei. Juntos eles governarão o planeta. E o filho deles governará a galáxia...

Apesar de ter sido produzido em parceria com os Estados Unidos, Krull não teve nem uma única cena gravada em solo estadunidense. A Espanha, a Inglaterra e a Itália foram os palcos de todas as filmagens.
É um filme que trabalha basicamente com clichês de aventura vistos até o início dos anos 80: um herói que vai salvar uma heroína que se encontra a mercê de um monstro, um velho sábio que dá conselhos aos heróis, um mago atrapalhado responsável pelas cenas cômicas da história, uma arma mágica que só pode ser usada pelo homem certo (leia-se: pelo ‘mocinho’ do filme, é claro rs) e um planeta cheio de lugares perigosos por onde os heróis vão passando.
Mas, apesar disso, sabem que funcionou?
É verdade que, na época em que foi lançado, Krull foi um filme meio deixado de lado. Mas, com o passar das décadas, passou a ser considerado cult.
Pra quem gosta de filmes em que as cenas mostram TUDO, TUDO, TUDO, talvez desagrade. Porque tem várias coisas que são apenas mencionadas pelos personagens, mas nunca mostradas.
Por exemplo, são mencionadas várias comunidades de camponeses destruídas pelos exércitos do Monstro. Mas, com exceção de um palácio visto no início do filme, o resto do Planeta Krull parece ser formado só por desertos, florestas, geleiras, montanhas e outros lugares desabitados. As tais comunidades nunca dão as caras.
O sábio Ynyr, respeitadíssimo pelos demais habitantes do planeta e visto por todos como um grande personagem da História de Krull, simplesmente nunca tem o seu passado revelado: nenhuma cena mostra e nenhum personagem conta o que ele fez de tão importante assim no passado (a única cena de ação que vemos ele protagonizando é quando ele vai falar com a Viúva da Teia e enfrenta a aranha gigante).
Apesar disso, eu não tiro o mérito do filme. Ele consegue contar uma história com início, meio e fim e você nem chega a sentir falta dessas coisas que não aparecem.
Os vilões assustam? Bom, o Monstro propriamente aparece muito pouco.
Na verdade, ele invadiu Krull pra se aproveitar daquela profecia da rainha. Ou seja, ele concluiu que a jovem em questão é a Princesa Lyssa. E assim que ela se tornou rainha, ele raptou ela, esperando que ela se casasse com ele pra cumprir a profecia, ou seja, fazer dele o Soberano de Krull.
Uma espécie de golpe do baú interplanetário, né?
Guardando-se as devidas proporções de diferença, Krull lembra um pouco Mercenários das Galáxias (1980), substituindo as batalhas de naves espaciais por uma odisseia ao longo de um planeta inóspito.
Aliás, tanto o Monstro quanto o Sador lembram vários vilões principais de sentais: uma criatura despótica e sádica que viaja pelo espaço tentando conquistar outros planetas, escoltada por um exército de seres bizarros.
Já que falamos nos súditos do Monstro, eles aparecem muito mais do que o patrão deles ao longo do filme. Mas não parecem ter exatamente uma hierarquia. São todos igualmente submissos a ele, mas um membro do exército do Monstro não manda no outro. Então, todos eles juntos formam um 2º escalão como um todo. E quase todos atuam simplesmente como guerreiros, enquanto alguns poucos se disfarçam com a aparência de seres pacíficos pra matar os inimigos na traição quando eles se encontram desarmados.
Todos eles, quando percebem que foram mortalmente feridos, se jogam no solo e se enterram ali pra morrer, enquanto soltam um grito de animal ferido.
Como curiosidade, podemos mencionar aqui a presença do jovem Liam Neeson, ainda nos seus primeiros anos de carreira cinematográfica, interpretando um personagem secundário.
Mais informações sobre Krull? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘extraterrestres’ que você acha um post sobre Mercenários das Galáxias.
Até a próxima!

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

ROSSO SANGUE / ANTROPOPHAGUS 2

títulos originais: Rosso Sangue / Antropophagus 2
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1981
país: Itália
elenco principal: Edmund Purdom, George Eastman, Katya Berger
direção: Joe D’Amato (creditado aqui como Peter Newton)
roteiro: George Eastman (creditado aqui como John Cart)

O maior equívoco que se costuma cometer quando se fala de Rosso Sangue é dizer que esse filme é uma continuação de Antropophagus, lançado 1 ano antes.
Mas o equívoco é bastante compreensível por 2 motivos.
1º, esse filme foi exibido em alguns cinemas, na época em que foi lançado mesmo, com o título marketeiro de Antropophagus 2, querendo pegar carona na fama que Antropophagus tinha naquele ano. Assim, quem ouviu falar do filme, mas não chegou a ver, obviamente pensou que se tratava de uma continuação do outro (e não pensem que esse tipo de marketing era novidade nem sequer naquela época: já tinha acontecido, por exemplo, 35 anos antes, com os filmes O Lobisomem de Londres, de 1935, e A Mulher-Lobo de Londres, de 1946).
E 2º, os vilões dos 2 filmes foram interpretados pelo mesmo ator, o George Eastman (que foi também o roteirista dos 2 filmes). Então, quem já tinha chegado a ver Antropophagus e depois só viu o trailer de Rosso Sangue ou então quem só viu algumas fotos do filme, ao ver o George Eastman lá como o vilão, também acabou pensando que era uma continuação (ou, provavelmente, uma pré-sequência) do outro.
Além disso, o diretor dos 2 filmes também era o mesmo: o Joe D’Amato.
Mas as coincidências param por aí: os 2 filmes têm histórias diferentes que se passam em países diferentes, além dos personagens nem serem os mesmos.
Rosso Sangue é uma mistura de slasher com filme de mutante. E não satisfaz muito como uma coisa nem como outra.
As cenas de morte até que seriam assustadoras, se tivessem sido feitas com efeitos especiais melhores. Mas os efeitos aqui foram muito ‘feitos no quintal’. E nesse caso as cenas não ficam boas se forem mostradas com muitos detalhes, né?
Quanto ao lado mutante da história, tudo bem que aí tudo pode acontecer. Mas o roteiro não ajuda muito: o vilão era um assassino grego que foi preso por um padre que também era cientista (?!) e, depois de ter sido irradiado por energia nuclear, virou um mutante semi-imortal com um cérebro gigante.
E Rosso Sangue foi todo gravado na Itália, mas a história se passa nos Estados Unidos. Então, depois de fugir do laboratório do ‘padre-cientista’, que fica na Grécia, o mutante foi parar nos Estados Unidos?!
Bom, várias outras contradições além dessa são mostradas do início ao fim do filme. Então, não espere encontrar aqui uma história coerente.
Virou uma comédia involuntária por causa disso? Não. Eu diria que tá mais pra trash mesmo. Porque você nem chega a achar graça; você apenas acha o filme chato.
Algumas coisas também foram estragadas pelo excesso. Por exemplo, o tema de abertura é bem assustador. Mas a insistência do diretor em ficar tocando aquela música o filme todo acaba enchendo o saco.
Como ponto positivo, temos que admitir que Rosso Sangue tem bons momentos de suspense.
E já que Antropophagus entrou na conversa, uma curiosidade sobre ele e Rosso Sangue: apesar de ambos serem filmes dirigidos pelo Joe D’Amato, nenhum dos 2 tem cenas de sexo!
Pois é. Um filme do Joe D’Amato que não tem cenas de sexo é igual a um artista velho que não faz discursos comunistas: é raríssimo de se ver, mas existe.
Mais informações sobre Rosso Sangue? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ pra ver um post sobre Antropophagus, em ‘mutantes’ pra ver um post sobre O Lobisomem de Londres e em ‘animais enfurecidos’ pra ver um post sobre A Mulher-Lobo de Londres.
Até a próxima!

domingo, 27 de outubro de 2019

FÚRIA DE TITÃS

títulos originais: Clash of the Titans / Furia de Titanes / Scontro di Titani
título brasileiro: Fúria de Titãs
ano de lançamento: 1981
países: Espanha / Estados Unidos / Inglaterra / Itália / Malta
elenco principal: Harry Hamlin, Judi Bowker, Laurence Olivier
direção: Desmond Davis
roteiro: Beverley Cross

Embora Fúria de Titãs seja considerado a 1ª grande produção cinematográfica inspirada no mito do herói grego Perseu, eu diria que ele simplesmente pinçou alguns elementos da Mitologia Grega que se enquadrassem numa história de aventura misturada com romance.
Não tô dizendo que o filme ficou ruim. Pros padrões da época, foi uma superprodução. Mas não assista esse filme pensando que você tá vendo o mito grego original.
O romance do Perseu com a Andrômeda, que o diretor pôs em cena o mais cedo que pôde, não tem nada a ver com o mito original, no qual o Perseu só conhece a Andrômeda quando ela já tá acorrentada à beira-mar pra ser devorada por um monstro marinho.
Por falar nele, o monstro que aparece em Fúria de Titãs se chama Kraken e é o último dos titãs. Mas o que aparece na Mitologia Grega querendo devorar a Andrômeda se chama Ceto e não é um titã.rs
Bom, sem mais comparações, esse filme tem um bom nível de aventura. E os efeitos especiais, embora hoje pareçam ultrapassados, são o máximo que se pode esperar de um filme do início dos anos 80. Aliás, esse foi o último trabalho do falecido Ray Harryhausen como responsável pelos efeitos especiais (lembrando que ele também foi um dos produtores do filme).
O Perseu que aparece no filme é um herói convincente. Mas a Andrômeda retratada ali é uma heroína que fica no meio do caminho entre a mulher independente que impõe a vontade dela e a mocinha que espera pra ser salva do monstro pelo mocinho.
Quanto aos vilões, Tétis e seu filho Calibos exercem essa função.
A única coisa que eu achei mal aproveitada em Fúria de Titãs é o Kraken: todos os personagens que falam sobre ele dizem que ele é uma criatura devastadora, dizem que ele é uma besta destruidora; mas na prática, mesmo quando tem oportunidade, ele não faz muita coisa. Ele provoca um tsunami que atinge a cidade de Argos no início do filme (nem sequer ataca a cidade com as próprias mãos) e no final ele tem lá uma lutazinha meio chinfrim com o Perseu.
Um monstro que tem uma capacidade de destruição tão propalada devia ser mostrado em cenas mais ‘tiro, porrada e bomba’, né?
No mais, Fúria de Titãs tem tudo pra agradar a fãs de aventura.
Lançado mundialmente como Clash of the Titans, o filme foi produzido nos Estados Unidos e foi gravado na Espanha (onde se chama Furia de Titanes), Itália (onde se chama Scontro di Titani), Inglaterra e Malta.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


Até a próxima!