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domingo, 19 de dezembro de 2021

O MASSACRE NO MOINHO

título original: The Windmill Massacre
título brasileiro: O Massacre no Moinho
ano de lançamento: 2016
país: Países Baixos
elenco principal: Adam Thomas Wright, Bart Klever, Charlotte Beaumont
direção: Nick Jongerius
roteiro: Chris W. Mitchell, Nick Jongerius, Suzy Quid

Há muitas e muitas décadas, no interior dos Países Baixos, existia um moleiro (ou seja, um operador de moinho) chamado Hendrik que vendeu a alma ao diabo, começando a fazer sacrifícios humanos por causa disso. E quando os habitantes de uma cidade próxima descobriram isso, tacaram fogo no moinho em que esse moleiro satanista trabalhava com ele dentro.
Quando o Hendrik chegou ao Inferno, o diabo transformou ele numa espécie de demônio serviçal, encarregado de matar pecadores que não se arrependem e levar eles pro Inferno. E colocou ao lado dele outro demônio de aspecto físico inofensivo que mata os inocentes e os arrependidos, já que o Hendrik não tem poder pra fazer mal a esses.

Essa lenda, lançada pelo filme O Massacre no Moinho, revela ser verdadeira quando um ônibus cheio de turistas de vários países aparentemente pifa numa estrada deserta numa floresta dos Países Baixos ao anoitecer.
Enquanto procuram ajuda e não encontram, os passageiros do ônibus vão revelando que quase todos eles já mataram alguém ou já provocaram a morte de alguém por irresponsabilidade. E a maioria ali nunca se arrependeu do que fez. Ou seja, o destino reuniu eles ali pra serem levados pro Inferno pelo Hendrik.
Além disso, eles nem fazem ideia de que o outro demônio, aquele que mata os inocentes e os arrependidos, se encontra ali entre as pessoas do grupo, demonstrando total candura. E depois que o Hendrik tiver matado todos os culpados ali presentes, ele não pretende deixar os outros vivos...
O Massacre no Moinho completou 5 anos de lançamento em Abril. E é um filme que, curiosamente, engana o expectador nos primeiros minutos: a história começa a se organizar como se fosse um slasher de floresta; mas, assim que o monstro começa a agir, a coisa já descamba de vez pro terror sobrenatural.
Esse filme também foi o 1º longa do Nick Jongerius. E ele diz que sempre quis fazer um filme de terror sobre um moinho, já que sempre achou essas construções assustadoras.
Levando em conta que o filme foi falado em Inglês em vez de Holandês e lançado nos próprios Países Baixos com o título em Inglês, The Windmill Massacre, em vez do que deveria ser em Holandês, Slachting in een Windmolen, fica evidente que ele foi feito com a intenção de ser lançado internacionalmente.
Tem bons momentos de ação e suspense e nada de comédia.
Mais informações sobre O Massacre no Moinho? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

domingo, 18 de julho de 2021

UM LOBISOMEM AMERICANO EM PARIS

títulos originais: An American Werewolf in Paris / Le Loup-Garou de Paris
título brasileiro: Um Lobisomem Americano em Paris
ano de lançamento: 1997
países: Alemanha / Estados Unidos / França / Inglaterra / Luxemburgo / Países Baixos
elenco principal: Julie Delpy, Phil Buckman, Tom Everett Scott
direção: Anthony Waller
roteiro: Anthony Waller, John Landis, Tim Burns e Tom Stern

Passeando pela França, 3 rapazes dos Estados Unidos chamados Andy, Brad e Chris veem uma garota tentando se matar, se atirando do alto da Torre Eiffel.
Eles conseguem salvar a garota, que foge correndo, mas perde um sapato e deixa cair um papel. E por ali, os rapazes encontram o endereço dela e descobrem que ela se chama Serafine.
Eles vão até a casa dela pra devolver o sapato. E o Andy consegue começar uma aproximação com ela. Mas fica chocado ao ver que ela tem uma força física sobre-humana!
Na vez seguinte em que vão à casa dela, os rapazes encontram ali só um homem, chamado Claude, que se diz amigo da Serafine, mas fala que ela saiu. E ele aproveita a oportunidade pra convidar os 3 americanos pra ir a uma espécie de clube naquela noite.
Eles vão. Mas têm uma péssima surpresa: o Claude e todos os demais organizadores da festa que tá rolando no clube são lobisomens! E começam a atacar e matar todos os convidados da festa!
Dos poucos que conseguem fugir, o Andy é o único que é ferido por um dos lobisomens enquanto tenta escapar. Ou seja, agora ele também é um lobisomem. E de acordo com a lenda, a única forma de um lobisomem voltar ao normal é se ele matar o lobisomem que mordeu ele e comer o coração dele.
Mais tarde, conversando com a Serafine, o Andy descobre que ela também é um lobisomem! E ainda por cima surge a possibilidade de que o monstro que mordeu ele tenha sido ela!

Um Lobisomem Americano em Paris foi projetado com a intenção inicial de ser uma continuação de Um Lobisomem Americano em Londres (1981). Mas, devido a problemas com os direitos autorais do outro filme, não puderam dar continuidade a essa ideia. Enfim: não foi permitido que fizessem uma continuação. E aí tiveram que fazer uma história independente da outra (mas, mesmo assim, não deixaram de manter um nome parecido com o do outro filme, pra pegar carona na fama dele).
Tinham até chegado a gravar uma cena em que o Claude menciona abertamente alguns acontecimentos do filme de 1981, pra fazer a ligação entre as 2 histórias (a Serafine era pra ser filha do David, que foi o protagonista do outro filme). Mas, pelos motivos já mencionados, a cena foi deletada.
Sinceramente, esse filme aqui não chega aos pés do outro. Aliás, com a tecnologia de 1981, conseguiram fazer um lobisomem mais convincente do que os lobisomens que aparecem aqui, que não passam de imagens de CGI meio toscas na maioria das cenas.
Um Lobisomem Americano em Paris também erra pelo maniqueísmo, porque se preocuparam muito em transmitir aquela ideia:

“Olhem: ESSE é o pessoal do bem (o Andy e sua patota) e AQUELE é o pessoal do mal (o Claude e sua patota)!!!”

Aventura? Sim. Tem várias cenas de perseguição e algumas de luta que garantem um clima de aventura.
E o filme como um todo parece ser voltado pra jovens que buscam aventuras sem compromisso (pelo menos todo o comportamento dos 3 americanos gira em torno disso).
Cenas de humor? Meio esparsas, mas tão lá.
Simplificando: já deu pra ver que Um Lobisomem Americano em Paris não é nenhuma obra-prima, né? Mas acho que vai agradar principalmente ao público mais jovem, que curte um filme com mais ação do que contexto e com uma piadinha ou outra aqui e ali.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções inglesas’ que você acha um post sobre Um Lobisomem Americano em Londres.
Até a próxima!

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

CAÇADA NO CANAL DA MORTE

título original: Amsterdamned
título brasileiro: Caçada no Canal da Morte
ano de lançamento: 1988
país: Países Baixos
elenco principal: Hidde Maas, Huub Stapel, Monique van de Ven
direção e roteiro: Dick Maas

Em 1988, um misterioso assassino começa a fazer várias vítimas ao acaso através de Amsterdã.
O detetive Eric começa a investigar o caso. Mas tudo o que se sabe sobre o criminoso é que ele mata qualquer tipo de pessoa aleatoriamente, se veste com uma roupa de mergulhador que cobre todo o corpo dele e sempre chega e vai embora das cenas dos crimes nadando pelos canais de Amsterdã.
E mesmo nas ocasiões em que o Eric fica cara a cara com o assassino, o sujeito demonstra uma incrível capacidade de fugir e se esconder.
Como identificar e prender alguém assim?

Caçada no Canal da Morte é uma curiosa mistura de policial com slasher.
O simples fato da história se passar num centro urbano, e não num lugar isolado (como a maioria dos slashers), já mostra que não é um slasher do mesmo peso e da mesma medida que A Vingança de Cropsy (1981), por exemplo... Apesar de que o histórico de vida e a aparência dos vilões dos 2 filmes até tenham algo em comum.
Caçada no Canal da Morte também tem cenas muito boas de ação. E principalmente de perseguição pelas ruas e pelos canais da cidade.
Inclusive, durante as gravações de uma dessas cenas, a lancha do ator Huub Stapel, que interpretou o Eric, bateu contra uma parede, deixando vários ferimentos no corpo dele. E depois de passar 3 semanas no hospital, ele ficou com uma sequela permanente numa costela e outra num dedo.
Então, esse é um filme que vai agradar a fãs de slashers dos anos 80, a fãs de policiais e a fãs de filmes de ação em geral.
E pra encerrar, uma curiosidade entre Caçada no Canal da Morte e O Elevador Assassino (1983): ambos os filmes foram dirigidos pelo Dick Maas e protagonizados pelo Huub Stapel.
Mais informações sobre Caçada no Canal da Morte? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ pra ver um post sobre A Vingança de Cropsy e em ‘produções neerlandesas’ pra ver um post sobre O Elevador Assassino.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

sábado, 25 de janeiro de 2020

O ELEVADOR ASSASSINO

título original: De Lift
título brasileiro: O Elevador Assassino
ano de lançamento: 1983
país: Países Baixos
elenco principal: Huub Stapel, Josine van Dalsum, Willeke van Ammelrooy
direção e roteiro: Dick Maas

Um prédio de escritórios de Amsterdam tem 3 cabines de elevador com portas duplas, uma do lado da outra. E um dia, um pequeno grupo sai da cobertura do prédio e pega o elevador do meio pra descer. Mas o elevador trava entre 2 andares e fica ali por vários minutos. E só quando todos quase já morreram sufocados é que ele volta a funcionar normalmente e vai pro térreo.
No dia seguinte, quando um homem cego vai entrar no mesmo elevador, a porta se abre com a cabine fora do andar onde o homem tá, fazendo ele cair no poço e morrer.
Naquela madrugada, o vigia noturno do prédio percebe que o mesmo elevador começou a funcionar sozinho, abrindo a porta no 10º andar com a cabine no 15º. E o vigia bota a cabeça ali pra ver o que tá acontecendo. Mas as portas do elevador fecham e prendem a cabeça do vigia. E o elevador desce, guilhotinando o homem!
Diante da situação, o técnico Felix é chamado pra dar uma olhada no elevador. Mas, apesar de analisar a máquina mais de 1 vez, ele não vê nada fora do comum.
Enquanto o Felix é cercado insistentemente por uma repórter de um tabloide que quer escrever uma matéria sobre o assunto, ele fica sabendo que o técnico que instalou aquele elevador enlouqueceu. E decide ir ao hospício pra falar com o homem e ver se ele descobre o que houve com a máquina.
O tal técnico não fala nada. Mas a reação que ele tem contra uma situação que acontece ali é a 1ª pista pro Felix desvendar o mistério do elevador assassino...

Quando um filme ou seriado mostra um cyborg, o que aparece é quase sempre um corpo orgânico que teve uma parte eletrônica adaptada a ele, né? Mas e se o cyborg for um objeto eletrônico que teve uma parte orgânica adaptada a ele e, a partir dali, se transformou numa criatura com vontade própria?
Bom, é basicamente isso que acontece aqui.
Eu até diria que o filme é mais ‘policial’ do que ‘terror’, já que a gente vai descobrindo pistas ao longo da história que no final acabam revelando o que tá acontecendo.
Nenhum personagem tem características muito desenvolvidas. Nem sequer o Felix.
O único grande interesse dele parece ser descobrir o que tá havendo com o elevador. Tanto que ele nem dá grandes explicações à esposa quando ela supõe (de forma equivocada) que ele tá tendo um caso e vai embora de casa levando os filhos. Quase que ele responde pra ela “Se quiser ir embora, pode ir!”.rs
O Elevador Assassino foi uma produção de baixíssimo custo. Assim, as cenas com figurantes foram interpretadas por membros da equipe técnica. E como não havia dinheiro pra construir um cenário, todas as cenas internas foram gravadas num prédio que foi alugado pra isso.
Bom, essa parte não incomoda nem um pouco. Mas, também devido à grana curta da produção, na hora de representar o coração orgânico que o elevador desenvolveu, tiveram que usar uma gosma azul parecida com gelatina de cabelo, que foi simplesmente espalhada por cima dos controles do elevador... Aí sim: isso ficou meio ridículo.
Em 2001, o Dick Maas lançou uma espécie de reboot americano desse filme, igualmente escrito e dirigido por ele, chamado O Elevador da Morte.
Mais informações sobre O Elevador Assassino? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!