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terça-feira, 25 de agosto de 2026

NÃO SEM A MINHA FILHA / NUNCA SEM MINHA FILHA

títulos originais: Kizim Olmadan Asla / Lo Bli Biti / Not Without My Daughter
títulos brasileiros: Não sem a Minha Filha / Nunca sem Minha Filha
ano de lançamento: 1991
países: Estados Unidos / Israel / Turquia
elenco principal: Alfred Molina, Sally Field, Sasson Gabay
direção: Brian Gilbert
roteiro: Betty Mahmoody (autora do texto original), David W. Rintels e William Hoffer

Michigan. 1984.
Uma mulher estadunidense chamada Betty é casada há 7 anos com um homem iraniano chamado Moody. E eles têm uma filha chamada Mahtob.
Tudo parece ir muito bem com a família. E o Moody se mostra muito bem adaptado ao estilo de vida norte-americano.
Ele mora nos Estados Unidos desde os anos 60 e trabalha como médico. E agora frequentemente recebe telefonemas da irmã mais velha dele, reclamando porque já faz 10 anos que ele foi lá pela última vez.
E depois de um desses telefonemas, o Moody começa a insistir com a Betty pra eles irem ao Irã fazer uma visita à família dele, dizendo que eles vão voltar aos Estados Unidos depois de poucas semanas.
Assim que eles desembarcam no Irã, a irmã do Moody dá um chador escuro à Betty. E no caminho pra casa, ela diz que uma mulher que ande na rua com roupas ocidentais vai ser presa.
Não demora muito e o Moody diz à Betty que eles não vão voltar aos Estados Unidos, porque ele quer criar a filha como muçulmana no Irã.
Ela não aceita e eles começam a discutir, até que ele dá um soco nela e diz que ela tem que fazer o que ele mandar.
Algumas horas depois, a Betty chega diante da família do Moody e expõe o que tá se passando. Mas tudo o que ela consegue é que todos se enfureçam e fiquem do lado dele e contra ela.
Em seguida, o Moody toma todos os documentos da Betty, pra garantir que ela não vai fugir. E quando a família dela telefona pra lá, ele não deixa ela atender.
Pouco depois, ela fica sabendo que, quando uma mulher de qualquer país se casa com um homem iraniano, ela passa a ser considerada iraniana pelos políticos do Irã. E assim, ela passa a ser tratada oficialmente como tal dentro das fronteiras do Irã. E nesse caso, ela não pode nem sequer viajar pra outra região do Irã sem autorização do marido.
A Betty também fica sabendo que pode pedir o divórcio e, nesse caso, o marido não pode mais impedir ela de ir embora. Mas, se fizer isso, ela vai perder a guarda da filha, que vai ter que ficar com o pai.
Ela decide que não vai embora sem a filha. Mas, se ela fugir do Irã com a criança e for recapturada no caminho, vai ser presa e condenada à morte.

Not Without My Daughter foi lançado no Brasil em VHS com o título de Nunca sem Minha Filha e depois relançado na televisão com o título de Não sem a Minha Filha.
O filme foi inspirado no livro com o mesmo nome, lançado pela Betty Mahmoody em 1987, contando a história da permanência forçada dela no Irã.
Nunca sem Minha Filha teve cenas filmadas nos Estados Unidos, Turquia e Israel, onde recebeu respectivamente os títulos de Not Without My Daughter, Kizim Olmadan Asla e Lo Bli Biti.
O filme foi acusado de representar os iranianos como vilões e fanáticos religiosos. Mas realmente não é o caso.
O próprio Moody deixa claro que a família dele só é radicalmente conservadora e partidária do governo que se formou a partir de 1979 porque eles são de origem tribal. Ou seja, não são todos os iranianos que pensam e se comportam daquela forma.
E fora da família dele, a Betty encontra muçulmanos que apoiam e ajudam ela.
Quanto à mudança de comportamento do Moody ao voltar ao Irã, várias pessoas que conviveram com muçulmanos vindos do Oriente Médio relataram que viram isso na vida real: enquanto o muçulmano estava morando aqui no Ocidente, ele se mostrava super democrático, super atualizado com as ideias do país anfitrião e tudo mais que se parecesse com isso; quando voltou ao país de origem dele e voltou a conviver diretamente com a família dele, ele regrediu de volta ao mesmo estado psicológico em que vivia antes. Então, embora exceções existam, o filme mostra apenas realismo em relação a esse assunto.
Inclusive, quando eles se casam com mulheres ocidentais e querem levar as esposas pros países de origem deles, o esquema é quase sempre esse mesmo mostrado no filme: ele quer que ela vá lá “só por uns poucos dias” pra conhecer a família dele e, logo depois que eles desembarcam lá, ele não quer mais voltar nem quer que ela volte.
Claro que as mulheres que são mantidas prisioneiras lá contra a própria vontade na mesma proporção que o filme mostra são minoria. Mas muitas só conseguem voltar depois que se divorciam.
E é bom lembrar que, na maior parte dos países de maioria muçulmana que seguem o lema do “NÃO VAMOS DEIXAR NENHUMA CULTURA ESTRANGEIRA ENTRAR AQUI!!!”, uma mulher tem tantos direitos jurídicos quanto uma porca. E curiosamente, as feministas de esquerda se fazem de cegas, surdas e mudas pra isso, enquanto fazem apologia ao Islamismo, né? Mas...
Mais informações sobre Nunca sem Minha Filha? Lá vai:


Foi bom você ter passado por aqui. Até a próxima!😉

domingo, 17 de abril de 2022

A AMEAÇA JURÁSSICA

título original: Pterodactyl
título brasileiro: A Ameaça Jurássica
ano de lançamento: 2005
países: Estados Unidos / República Tcheca / Turquia
elenco principal: Amy Sloan, Cameron Daddo, Coolio
direção: Mark L. Lester
roteiro: Mark Sevi

Numa região florestal da fronteira entre a Turquia e a Armênia fica um vulcão, extinto desde a Era Jurássica, onde os ovos de algumas espécies diferentes de dinossauros ficaram acumulados desde aquela época.
Um dia, acontece um terremoto interno no vulcão. E com o tremor, alguns dos ovos rolam até uma câmara mais quente, onde começam a ser chocados pelo calor...
Passados 2 meses, o professor de Antropologia Michael vai fazer uma expedição até o vulcão acompanhado por 5 alunos, já que foi detetado um abalo sísmico estranho ali.
Mas, antes mesmo de chegarem lá, eles começam a ser atacados por ferozes criaturas pré-históricas voadoras, que parecem gostar bastante de se alimentar de carne humana...
E aparentemente esse não é o único problema: uma quadrilha de bandidos sanguinários tão à solta naquela floresta. E não vão demorar muito a esbarrar com o Michael e o grupo dele!

Talvez a 1ª coisa questionável sobre A Ameaça Jurássica seja o nome que se dá aos monstros: eles são pteranodontes, mas são chamados o tempo todo de “pterodátilos”... Bom, esse é um erro bastante comum, cometido por muita gente ao se referir a esses répteis voadores.
Quanto ao filme em si, posso dizer que pouca gente vai se surpreender vendo isso. Porque, se você tem uma mínima experiência que seja com filmes de terror, vendo o grupo de heróis desde o início você já sabe direitinho quem vai morrer e quem vai sair vivo no final.rsrs
Também vemos algumas contradições, como a velocidade em que os pteranodontes crescem (2 meses depois de sair dos ovos eles já tão adultos e enormes!) e a instabilidade do personagem Michael (além de mudar de opinião o tempo todo, o cara também toma atitudes que nenhum homem de ciências tomaria, como ficar meio indiferente quando encontra vestígios de algum animal gigante estranho vivendo naquela floresta).
E como já foi dito, ali se esconde uma quadrilha. E o chefe do bando de bandidos se chama Yolen...
Bom, na prática, esse cara só serve como um figurante, já que não demora a ser preso e fica sendo conduzido algemado pra lá e pra cá, sem fazer nada de importante... Botaram isso no filme pra quê?
No mais, A Ameaça Jurássica é um filme de terror regular. Não é nenhuma obra-prima, mas também não chega a ser ruim.
Embora a história se passe na Turquia, a maior parte do filme foi gravada na República Tcheca.
A última cena dá a entender que vai ter uma continuação, com outro tipo de dinossauro... Mas, pelo menos até agora, nada rolou.
Mais informações sobre A Ameaça Jurássica? Lá vai:


Até a próxima!