Mostrando postagens com marcador produções maltesas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador produções maltesas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de junho de 2024

DRÁCULA - A ÚLTIMA VIAGEM DO DEMÉTER

títulos originais: Die letzte Fahrt der Demeter / Le Dernier Voyage du Demeter / The Last Voyage of the Demeter
título brasileiro: Drácula – a Última Viagem do Deméter
ano de lançamento: 2023
países: Alemanha / Canadá / Estados Unidos / Índia / Inglaterra / Malta
elenco principal: Aisling Franciosi, Corey Hawkins, Javier Botet
direção: André Øvredal
roteiro: Bram Stoker (autor do texto original), Bragi F. Schut, Zak Olkewicz

Em 1897, uma escuna russa é encarregada de transportar da Romênia até a Inglaterra uma carga particular: 50 caixotes de madeira, cada 1 marcado com um desenho de dragão.
O capitão tá à procura de mais 3 marinheiros antes de zarpar.
Cerca de 10 homens se oferecem pra isso. Mas quando 1 deles vê o desenho de dragão num dos caixotes, ele entra em pânico e foge dali!
Alguns habitantes locais, ao verem os caixotes sendo embarcados, dizem que o navio tem que sair dali antes do anoitecer...
Eles desejam boa sorte aos marinheiros, pois vão precisar disso. E eles se benzem depois que o navio se afasta...
A princípio, a viagem vai correr tranquila. Depois, vão começar a acontecer situações estranhas. E finalmente, em vez de situações apenas estranhas, vão começar a acontecer situações aterrorizantes...

Drácula – a Última Viagem do Deméter foi inspirado numa breve passagem do livro Drácula (1897), do irlandês Bram Stoker, que conta como foi a viagem que o vampiro fez de navio pra chegar à Inglaterra.
O roteiro original, escrito pelo Bragi F. Schut, tinha como protagonista um camponês que invadia o navio Deméter pra vingar a morte da esposa e do filho recém-nascido... Isso remete a uma passagem do livro em que o Drácula entrega uma criança recém-nascida às 3 vampiras que moravam no castelo dele e, pouco depois, uma mulher invade o castelo exigindo que a criança dela seja devolvida, mas é atacada e (supostamente) morta pela alcateia de lobos que rondavam o castelo.
Mas esse rascunho do roteiro foi completamente deixado de lado.
Na verdade, como o Bragi ofereceu esse roteiro a vários estúdios diferentes, ele foi fazendo várias mudanças aqui e ali, conforme passava de um possível interessado pra outro. Até que a DreamWorks Pictures se interessou pelo roteiro. E o Bragi fez as mudanças exigidas pelo estúdio em parceria com o Zak Olkewicz (assim, claro que o roteiro aqui não é igual ao que aparece no livro).
O diretor disse que o filme é uma espécie de nova versão de Alien (1979), mas se passando num navio e em 1897.
A Última Viagem do Deméter foi projetado pra ser um novo clássico do terror, recebeu muito investimento e, além de ser todo filmado na Alemanha e em Malta, a parte administrativa envolveu mais 4 países (Canadá, Estados Unidos, Índia e Inglaterra).
Mas não chegou tão longe quanto se esperava: prometia muito e entregou pouco.
É aquele típico monster movie em que o monstro só aparece nas cenas em que ele vai atacar alguém. Tirando isso, o que a gente vê mais é falação entre os personagens humanos.
O filme é ruim? Não. Mas a maioria das opiniões que ele gerou foi algo do tipo:

“Não é que seja um filme ruim, mas não mostrou nada além do que todos já esperavam ver.”

O filme só inovou por destacar a viagem do navio Deméter entre a Europa Oriental e a Europa Ocidental, já que essa passagem do livro sempre é mostrada de forma rápida e sem muitos detalhes nas produções televisivas e cinematográficas inspiradas nessa obra.
A Última Viagem do Deméter também nunca se aprofunda na origem do monstro: só vemos um diálogo entre a Anna e o Clemens em que ela afirma que ele é uma entidade maléfica chamada Drácula, que morava num castelo construído em tempos ancestrais no alto de uma montanha da Europa Oriental. Não há nenhuma informação anterior a isso e nada de cenas de flashback.
A criatura vai mudando de forma durante o filme, começando como um cadáver ressecado e terminando como um morcego humanoide.
A 1ª aparência dele lembra o Conde Orlok de Nosferatu (1922) e a 2ª lembra a aparência que o vilão adquire em Drácula de Bram Stoker (1992) depois da cena em que ele morde a Mina.
Outro easter egg que vemos aqui é um cetro que o vampiro carrega: é uma clara imitação da bengala que o Larry Talbot compra em O Lobisomem (1941).
Uma cena que também me lembrou outra cena de outro filme mostra larvas de mosca rastejando no caixote onde o Drácula dorme... Isso se parece com o avião do Dwight Renfield, cheio de terra misturada com vermes, em O Voo Noturno (1997).
O filme tem esquisitices? Claro.
Por exemplo, sabem o que os heróis fazem quando encontram o caixote onde o Drácula dorme? Nada.
Gente, se já deu pra entender que o monstro precisa daquele caixote pra se abrigar, será que não seria pelo menos um pouquinho inteligente destruir o caixote?
As mordidas do Drácula produzem efeitos variados (que variam de acordo com as conveniências do roteiro, eu diria): alguns personagens simplesmente somem depois que são mordidos, outros se transformam em vampiros sem consciência que atacam de forma bestial quem eles veem pela frente e 1 personagem específico mantém a lucidez e a consciência intocáveis e continua interagindo com os outros até morrer depois de ser mordido.
A Última Viagem do Deméter faz algumas críticas contra o racismo. Mas acabou querendo lacrar demais e derrapando nos eventos históricos...
O Clemens diz que ele foi um dos primeiros médicos negros a se formar pela University of Cambridge, alguns anos antes dos eventos mostrados no filme. Mas o filme se passa em 1897. E essa universidade ainda nem aceitava alunos negros naquela época (o 1º médico negro só se formou pela Cambridge em 1918).
Então, vale a pena ver A Última Viagem do Deméter? Claro. Se você é fã de filmes de vampiros ou de monster movies em geral, acho quase impossível que você não goste. Mas não veja esse filme esperando encontrar um clássico que vai entrar pra História do Cinema.
Como era de se esperar, a última cena deixa uma porta aberta pra uma continuação. Mas, como o retorno que o filme teve nas bilheterias passou longe do esperado, é pouco provável que essa continuação apareça um dia.
Outro filme do André Øvredal que eu já indiquei aqui foi O Caçador de Troll (2010).
Mais informações sobre A Última Viagem do Deméter? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seres sobrenaturais’ que você acha posts sobre Drácula de Bram Stoker, Nosferatu, O Caçador de Troll, O Lobisomem e O Voo Noturno. E dê uma clicada em ‘extraterrestres’ que você acha um post sobre Alien.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!
Brasil 2024: tempo de pensar no que é melhor pra sua cidade.

domingo, 27 de agosto de 2023

PAPILLON (versão de 2017)

títulos originais: Leptir / Papillon
título brasileiro: Papillon
ano de lançamento: 2017
países: Espanha / Estados Unidos / Malta / Montenegro / República Tcheca / Sérvia
elenco principal: Charlie Hunnam, Joel Basman, Rami Malek
direção: Michael Noer
roteiro: Henri Charrière (autor do texto original), Aaron Guzikowski, Dalton Trumbo, Lorenzo Semple Jr. e William Goldman

Na Paris de 1931, um jovem arrombador de cofres chamado Henri Charrière e apelidado de Papillon (devido a uma tatuagem de borboleta no tórax) trabalha pro chefe de uma quadrilha organizada da cidade, levando pra ele o que vai encontrando de mais valioso.
Mas o Papillon tá namorando a garçonete de um cabaré de Paris. E ele comete o erro de guardar pra ela uma das joias que ele roubou nos últimos dias.
Quando a notícia chega aos ouvidos do chefe dele, o bandidão acusa falsamente o Papillon de assassinato. E ele é preso e colocado junto com os condenados que vão ser mandados pra Guiana Francesa.
Antes que eles embarquem, uma espécie de delegado avisa a todos que nenhum deles pode mais voltar à França europeia. Mesmo os que não foram condenados à prisão perpétua, apesar de poderem voltar a viver como homens livres quando a pena acabar, nunca mais vão poder sair da América do Sul.
Enquanto ocorrem os preparativos finais pro embarque, o Papillon fica sabendo que um dos detentos, um cara visivelmente fraquinho chamado Louis Dega, é rico e tá levando uma grande quantia em dinheiro com ele.
Assim, o Papillon se aproxima do Louis e oferece proteção a ele, se em troca o Louis ajudar o Papillon a fugir quando eles desembarcarem na Guiana Francesa.

Remake do filme com o mesmo nome lançado em 1973, Papillon foi produzido em parceria entre Espanha, Estados Unidos e República Tcheca. Mas foi todo filmado em Malta, Montenegro e Sérvia. Ou seja, a produção dessa versão da história nem passou perto de Paris. E menos ainda da Guiana Francesa.
Embora poucas coisas tenham sido mudadas da versão de 1973 pra versão de 2017, algumas partes do outro filme foram simplificadas ou simplesmente esquecidas...
O personagem Clusiot não existe nessa versão.
A ilha dos leprosos também não existe aqui.
O convento das freiras colombianas também não existe aqui. Entretanto, as freiras aparecem: nessa versão, elas são missionárias numa aldeia indígena.
Aliás, embora, no outro filme, também exista uma aldeia indígena onde o Papillon chega sozinho, passando um bom tempo ali, nessa versão ele chega à aldeia com outros personagens e a estadia dele lá é completamente diferente.
Muito provavelmente, essas simplificações foram feitas pra dar mais agilidade ao filme, né? Aliás, ele ficou uns 20 minutos mais curto do que o original.
Se você já viu o outro filme, as únicas grandes novidades que vai perceber nesse aqui é que esticaram um pouco o início e o fim do filme, pra contar com mais detalhes alguns trechos da vida do Papillon tanto antes quanto depois da passagem dele pela Guiana Francesa.
Não acho que o resultado tenha ficado nem um pouco ruim. Temos aqui um bom filme de drama e aventura. Então, se são os seus gêneros preferidos, dê uma olhada. Você vai gostar.
Mais informações sobre Papillon? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções francesas’ que você acha um post sobre o filme de 1973.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até Setembro!

sábado, 4 de dezembro de 2021

CONAN, O BÁRBARO (versão de 2011)

título original: Conan, the Barbarian
título brasileiro: Conan, o Bárbaro
ano de lançamento: 2011
países: Alemanha / Bulgária / Estados Unidos / Índia / Malta
elenco principal: Jason Momoa, Rachel Nichols, Stephen Lang
direção: Marcus Nispel
roteiro: Robert E. Howard (autor do texto original), Joshua Oppenheimer, Sean Hood e Thomas Dean Donnelly

Criada há muitos milênios atrás por uma seita de feiticeiros, uma máscara mágica pode conceder grandes poderes a quem se apossar dela. Mas o objeto foi quebrado em vários pedaços, que foram espalhados por diversas partes do Mundo.
O feiticeiro Khalar tem tentado juntar todos os pedaços da máscara, pensando em ressuscitar a esposa dele e se tornar o Rei do Mundo. E sabendo que o último pedaço ainda não encontrado se localiza numa aldeia de cimérios, ele ataca a aldeia e mata quase todos os habitantes, só poupando um homem e o filho dele, chamado Conan.
Acompanhado pela filha, a feiticeira Marique, o Khalar tortura o aldeão até ele entregar o pedaço da máscara a ele. E depois disso, ele abandona o homem e o menino pra morrer ali. Mas o Conan sobrevive e decide se vingar um dia...

Produzido na Alemanha, nos Estados Unidos e na Índia e filmado na Bulgária e em Malta, Conan, o Bárbaro completou 10 anos de lançamento em Agosto.
Bom, se alguém pensa que vai encontrar aqui um remake do clássico com o mesmo nome de 1982, lá vai um balde de água fria: isso aqui não é um remake, mas sim um reboot.
Esqueçam a outra versão da história, porque aqui o herói passa por outras aventuras e convive com outros personagens sem nenhuma ligação com o que a gente viu nos anos 80. Podemos dizer que é outra encarnação do Conan.
Eu não achei o filme ruim. Mas a maioria do público não gostou porque ele descaracterizou o personagem na forma como ele era lembrado pelos fãs desde os anos 80, colocando o herói aqui numa historinha de aventura mais simples do que se esperaria. Talvez até por falta de prática do diretor, já que o Marcus Nispel sempre se especializou mais em dirigir clipes musicais, tendo poucos longas-metragens no currículo dele.
Posso resumir dizendo o seguinte: se você é saudosista e fã do filme de 1982, você não vai gostar desse aqui; se você não tem nenhum vínculo sentimental com o personagem e curte um filme de aventura comum com um herói de espada em punho enfrentando feiticeiros e monstros, você vai gostar.
Mais informações sobre Conan? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções espanholas’ que você acha um post sobre a versão de Conan de 1982.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

domingo, 27 de outubro de 2019

FÚRIA DE TITÃS

títulos originais: Clash of the Titans / Furia de Titanes / Scontro di Titani
título brasileiro: Fúria de Titãs
ano de lançamento: 1981
países: Espanha / Estados Unidos / Inglaterra / Itália / Malta
elenco principal: Harry Hamlin, Judi Bowker, Laurence Olivier
direção: Desmond Davis
roteiro: Beverley Cross

Embora Fúria de Titãs seja considerado a 1ª grande produção cinematográfica inspirada no mito do herói grego Perseu, eu diria que ele simplesmente pinçou alguns elementos da Mitologia Grega que se enquadrassem numa história de aventura misturada com romance.
Não tô dizendo que o filme ficou ruim. Pros padrões da época, foi uma superprodução. Mas não assista esse filme pensando que você tá vendo o mito grego original.
O romance do Perseu com a Andrômeda, que o diretor pôs em cena o mais cedo que pôde, não tem nada a ver com o mito original, no qual o Perseu só conhece a Andrômeda quando ela já tá acorrentada à beira-mar pra ser devorada por um monstro marinho.
Por falar nele, o monstro que aparece em Fúria de Titãs se chama Kraken e é o último dos titãs. Mas o que aparece na Mitologia Grega querendo devorar a Andrômeda se chama Ceto e não é um titã.rs
Bom, sem mais comparações, esse filme tem um bom nível de aventura. E os efeitos especiais, embora hoje pareçam ultrapassados, são o máximo que se pode esperar de um filme do início dos anos 80. Aliás, esse foi o último trabalho do falecido Ray Harryhausen como responsável pelos efeitos especiais (lembrando que ele também foi um dos produtores do filme).
O Perseu que aparece no filme é um herói convincente. Mas a Andrômeda retratada ali é uma heroína que fica no meio do caminho entre a mulher independente que impõe a vontade dela e a mocinha que espera pra ser salva do monstro pelo mocinho.
Quanto aos vilões, Tétis e seu filho Calibos exercem essa função.
A única coisa que eu achei mal aproveitada em Fúria de Titãs é o Kraken: todos os personagens que falam sobre ele dizem que ele é uma criatura devastadora, dizem que ele é uma besta destruidora; mas na prática, mesmo quando tem oportunidade, ele não faz muita coisa. Ele provoca um tsunami que atinge a cidade de Argos no início do filme (nem sequer ataca a cidade com as próprias mãos) e no final ele tem lá uma lutazinha meio chinfrim com o Perseu.
Um monstro que tem uma capacidade de destruição tão propalada devia ser mostrado em cenas mais ‘tiro, porrada e bomba’, né?
No mais, Fúria de Titãs tem tudo pra agradar a fãs de aventura.
Lançado mundialmente como Clash of the Titans, o filme foi produzido nos Estados Unidos e foi gravado na Espanha (onde se chama Furia de Titanes), Itália (onde se chama Scontro di Titani), Inglaterra e Malta.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


Até a próxima!