sábado, 29 de junho de 2019

A FERA ASSASSINA

título original: Grizzly
título brasileiro: A Fera Assassina
ano de lançamento: 1976
país: Estados Unidos
elenco principal: Andrew Prine, Christopher George, Richard Jaeckel
direção: William Girdler
roteiro: Andrew Prine, David Sheldon e Harvey Flaxman

Uma fera bem maior do que o normal ataca, matando várias pessoas.
O cara que atua como autoridade civil máxima na região decide fazer alguma coisa, mas outra autoridade local quer fingir que tá tudo bem, com medo de que o turismo na região saia prejudicado.
O cara que quer resolver o problema se junta a um biólogo e ao piloto de um veículo pra identificar e pegar o bicho.
Depois de algumas aventuras infrutíferas na tentativa dos 3 homens de se livrar da fera, acontece a luta final entre eles, em que o bicho destrói o veículo que eles usam.

Aposto que, se vocês não tivessem visto o pôster aí do lado, iam pensar que eu tava falando de Tubarão (1975), né? Mas o roteiro acima é do filme A Fera Assassina.
A identificação é bastante compreensível: A Fera Assassina seguiu os passos de Tubarão de forma quase 100% fiel. Se vocês pegarem o roteiro de Tubarão e substituírem o tubarão por um urso e o Mar por uma floresta, vocês passam a ter quase a história exata desse filme aqui.
Isso é que é pegar carona na moda deixada por outro filme (ainda mais levando em conta que A Fera Assassina foi lançado apenas 11 meses depois de Tubarão).
Curiosamente, usaram mais de 1 urso pra fazer as gravações do filme. E de raças diferentes! É por isso que o pelo do urso aparece preto em algumas cenas e marrom em outras.
O que ficou parecendo é que fizeram as cenas principais com um urso marrom (é ele que aparece nas cenas mais significativas) e depois que já tava tudo pronto devem ter acrescentado algumas cenas adicionais, em que a câmera fecha nas pernas do urso andando na grama e coisas assim. Mas aí usaram um urso preto.
Aliás, assim como em Tubarão, o diretor insiste em não mostrar a fera inteira até a 2ª metade do filme. Durante a maior parte do tempo, só temos a câmera em 1ª pessoa representando a visão do próprio urso (mais um recurso fartamente usado em Tubarão). E nas cenas de ataque, vocês vão ver uma pata de urso escancaradamente fake batendo nos atores.rs
Uma coisa que fica sem explicação nenhuma é a resistência do urso: ele é imune a tiros de revólver, de pistola e de espingarda! Mas por quê? Ele não é nenhum mutante nem assombração nem extraterrestre. É só um urso comum (embora de uma raça pré-histórica que já se considerava extinta).
Mais informações sobre A Fera Assassina? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘animais enfurecidos’ que você acha um post sobre Tubarão.
Até a próxima!

sexta-feira, 28 de junho de 2019

DIOGO MORGADO

O português Diogo Morgado é, antes de mais nada, um ator de produções televisivas. Principalmente novelas e séries. E assim, a área do terror é quase completamente distante da carreira dele.
Na única experiência que ele teve até hoje num filme de terror, ele foi exatamente o protagonista. Se trata de Teia de Gelo (2012).
Embora o seriado The Messengers (2015), do qual o Diogo participou, tenha levantado suspeitas de que seria um seriado de terror enquanto tava em fase de produção, na verdade é um seriado de suspense.
Mais informações sobre o ator? Lá vai:








Até a próxima!

quarta-feira, 26 de junho de 2019

TUBARÃO

título original: Jaws
título brasileiro: Tubarão
ano de lançamento: 1975
países: Austrália / Estados Unidos
elenco principal: Richard Dreyfuss, Robert Shaw, Roy Scheider
direção: Steven Spielberg
roteiro: Peter Benchley (autor do texto original) e Carl Gottlieb

Entre os filmes de terror de monstros do Mar, acho que o subgênero que se desenvolveu mais foi o dos tubarões gigantescos e/ou monstruosos. Até hoje eles são produzidos com uma certa frequência, embora agora apelem cada vez mais pra roteiros inverossímeis (deem uma navegada aí pela Internet que vocês vão encontrar filmes de terror de tubarão que ‘nada’ na neve, que ‘nada’ na areia, que voa, que tem 2 cabeças, que tem tentáculos...).
Bizarrices à parte (e também vou publicar posts sobre algumas dessas bizarrices daqui a algum tempo), todos esses filmes beberam na mesma fonte: Tubarão, um clássico do terror dirigido em 1975 pelo Mestre Steven Spielberg.
O roteiro:

Uma garota desaparece quando mergulha na praia de uma ilha. E a carcaça dela aparece algum tempo depois nas areias da ilha, deixando claro que ela foi devorada por um tubarão.
O chefe de polícia Martin tenta fechar as praias pra evitar novos ataques, mas o prefeito impede ele, com medo de perder dinheiro com isso.
O resultado, obviamente, é um novo ataque. E enquanto começa uma briga entre o prefeito e o chefe de polícia pra decidir se devem fechar ou não as praias, o marinheiro Quint se oferece pra dar fim ao tubarão em troca de uma boa recompensa.
O oceanógrafo Matt chega à ilha pra analisar a situação. E depois de muitas discussões em meio a novos ataques que acontecem, o Martin, o Matt e o Quint se juntam e partem em busca do tubarão com o barco do Quint.
Mas a coisa fica mais séria quando eles veem com detalhes a criatura que andou fazendo vítimas na ilha e agora tá nadando ao redor do barco deles...

Esse último quesito levou alguns fãs do filme a suporem que o tubarão visto aqui nasceu como uma aberração um então era um tubarão normal que sofreu algum tipo de mutação genética: ele é maior do que o normal, tem algumas diferenças de aparência se comparado aos tubarões brancos normais e parece se comportar de forma conscientemente sádica (aliás, ele demonstra ter uma certa capacidade de raciocínio).
É interessante que o filme continua atual até hoje. A única coisa que talvez incomode as novas gerações que são fãs do terror é que ele não tem CGI, né? Mas, tirando isso, Tubarão agrada a qualquer fã de terror. E também agrada a muitos fãs de aventura.
Outra curiosidade é que, embora o problema principal da história seja o tubarão, o Quint acaba virando um vilão secundário, quando fica obstinado em matar a fera do Mar, aceitando só o mínimo possível de ajuda e colocando as vidas do Martin e do Matt em risco (na verdade, ele é traumatizado devido a uma experiência anterior que teve com tubarões).
E não podemos deixar de destacar a trilha sonora, que virou o símbolo principal do filme, criada pelo John Williams.
O filme acabou virando uma série cinematográfica, com 3 continuações (1978, 1983 e 1987). Mas nenhuma delas conseguiu repetir o sucesso do original, embora esse seja exatamente o que apresenta o tubarão menos gigantesco e menos aberrante da série.
O Steven Spielberg não quis participar de nenhuma dessas continuações. E quem assumiu a direção do 2º filme foi o francês Jeannot Szwarc, que também foi o diretor de Praga Infernal (1975).
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre Tubarão:


E dê uma clicada aí do lado em ‘animais enfurecidos’ que você acha um post sobre Praga Infernal.
Até a próxima!

terça-feira, 25 de junho de 2019

DILLON DAY

O ohioano Dillon Day tem se dedicado nos últimos 20 anos às carreiras de ator e diretor de filmes pornô.
Ao longo desse tempo, ele se envolveu em alguns filmes de terror pornô.
A 1ª foi no ano 2000, quando o Dillon apareceu em Anjos da Noite e Silent Echoes.
No ano seguinte, ele foi visto em A Wolf’s Tail, Phantom Love e Haunted.
Em 2002, o Dillon participou de Devil Girl 2: Becoming.
Em 2005, foi a vez de Dark Angels 2.
E no ano seguinte, o Dillon teve em Draculya, the Girls are Hungry.
Mais informações sobre o ator? Lá vai:








ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

segunda-feira, 24 de junho de 2019

PRAGA INFERNAL

título original: Bug
título brasileiro: Praga Infernal
ano de lançamento: 1975
país: Estados Unidos
elenco principal: Alan Fudge, Bradford Dillman, Richard Gilliland
direção: Jeannot Szwarc
roteiro: Thomas Page (autor do texto original) e William Castle

Uma pequena cidade da Califórnia é sacudida por um terremoto que abre crateras no chão... Apenas isso não chega a ser nenhuma grande novidade na Califórnia. Mas estranhos incêndios sem explicação que se seguem a esse terremoto, alguns com vítimas fatais, começam a aterrorizar a população.
Uma noite, um rapaz finalmente descobre o que tem causado esses incêndios: um bando de estranhos insetos rasteiros que saíram das crateras abertas pelo terremoto.
O rapaz leva o assunto ao conhecimento de 2 biólogos, chamados James e Mark. E embora nenhum dos 2 nunca tenha visto aqueles insetos antes, eles percebem que as criaturas morrem poucos dias depois de saírem das crateras, pois não aguentam a diferença entre a pressão que suportavam no subterrâneo e a pressão que encontraram ao ar livre. Assim, apesar dos sérios acidentes já causados, nada de mais grave ainda deve acontecer, pois os últimos insetos devem morrer antes da semana acabar.
Só que um dos insetos ataca a esposa do James e acaba matando a mulher queimada!
Ele fica meio desequilibrado depois disso. E depois de constatar que todos os insetos já morreram, ele vê uma fêmea ainda viva rastejando entre os corpos dos semelhantes mortos.
O James decide torturar sadicamente esse último exemplar da espécie que matou a esposa dele, prendendo a fêmea dentro de uma câmara com uma barata-macho comum (supostamente achando que essa atacaria e mataria ela). Mas ao contrário: a barata cruza com o inseto subterrâneo, que depois começa a botar ovos. E dessa cruza nascem insetos híbridos mais ferozes, famintos por carne, também capazes de produzir fogo e, o mais assustador de tudo, capazes de raciocinar!
O criador não demora a perder o controle de suas criaturas, que vão se mostrando cada vez mais terríveis!

Inspirado no livro The Hephaestus Plague (1973), do Thomas Page, Praga Infernal teve um roteiro adaptado pro cinema pelo próprio Thomas, em parceria com o William Castle.
É mais um dos exemplos de filmes de terror com animais enfurecidos dos anos 70. Mas a maior parte desse filme só vai assustar você se você tiver entomofobia (medo compulsivo de insetos). Porque os insetos usados pra representar as criaturas subterrâneas foram simplesmente baratas de madagascar. E talvez elas assustassem mais nos anos 70, quando eram mais desconhecidas. Mas hoje, como já apareceram em várias produções...
Só os insetos mutantes que vão aparecer depois é que são relativamente mais assustadores.
Praga Infernal não é um filme de muita ação. Aliás, a 2ª metade do filme mostra quase só o James enlouquecendo com a presença dos insetos e o ódio recíproco que vai se desenvolvendo entre ele e os insetos. Só lá pelas últimas cenas mesmo, quando o James e os insetos se enfrentam de forma definitiva, é que tem mais ação e suspense.
Mais informações sobre Praga Infernal? Lá vai:


Até a próxima!

domingo, 23 de junho de 2019

DIETHER OCAMPO

Ao lado das carreiras de cantor e modelo, o filipino Diether Ocampo mantém uma respeitável carreira de ator. Não só pela quantidade de produções em que já trabalhou até hoje, mas também pela diversidade de gêneros: aventura, drama, musical, policial, romance, comédia (por sinal, alguns sites afirmam que ele foi o ator filipino que já fez mais comédias)... E também já interpretou uma série de heróis de novelas filipinas.
No meio disso tudo, é claro que ele também já teve experiências na área do terror.
A estreia do Diether nas produções do gênero foi em 1998, no filme Magandang Hatinggabi.
Em 2006, ele apareceu no seriado de terror humorístico Komiks.
Em 2008, o Diether foi visto no seriado de terror light Lobo.
E em 2010, ele participou do filme Dalaw.
Mais informações sobre o Diether? Lá vai:


Até a próxima!

sábado, 22 de junho de 2019

SHAZAM!

títulos originais: Shazam!  /  The Shazam! and Isis Hour
título brasileiro: Shazam!
ano de lançamento: 1974
país: Estados Unidos
elenco principal: Jackson Bostwick, John Davey, Michael Gray
direção: Arnold Laven, Arthur H. Nadel, Chuck Menville, Henry J. Lange Jr., Hollingsworth Morse, John Peyser, Robert Chenault e Robert Douglas
roteiro: Bill Parker, C. C. Beck (autores do texto original), Len Janson, Michael Sutton, Paolo Orsini e Sidney Morse

“SHAZAM!”

Ao pronunciar essa palavra, o adolescente Billy Batson é atingido pelo relâmpago de Zeus e se transforma no super-herói adulto Capitão Marvel.
Essa palavra é formada pelas iniciais dos nomes de 6 personagens da Idade Antiga, que dão, cada um deles, um poder diferente ao herói: Salomão (sabedoria), Hércules (força física), Atlas (resistência física), Zeus (poder sobre os relâmpagos), Aquiles (coragem) e Mercúrio (velocidade).
Curiosamente, o Capitão Marvel é um dos super-heróis do início do século XX menos lembrados pelo público. E só se voltou a falar sobre ele recentemente por causa do filme Shazam! (2019), protagonizado pelo Zachary Levi.
O personagem foi criado em 1940, pelo Bill Parker e pelo C. C. Beck pra aparecer em revistas em quadrinhos. E no ano seguinte, já foi feita a 1ª produção com atores de carne e osso sobre o herói: o seriado As Aventuras do Capitão Marvel.
Isso faz dele o 1º super-herói a ser retratado por um ator numa produção live-action, já que seriados com esse tema até aquela época eram sempre desenhos animados, como seu contemporâneo Super-Homem (1941).
Aliás, vale lembrar que, através das décadas, o Capitão Marvel foi acusado de ser um plágio do Super-Homem. E não se pode negar que com razão: ambos são homens anormalmente fortes; indestrutíveis; capazes de voar; se vestem com roupas apertadas que deixam só a cabeça, o pescoço e as mãos de fora; têm seus símbolos principais desenhados no tórax; e usam capas e botas.
Mais enfim: depois dos anos 40, o Capitão Marvel ficou meio esquecido pelas produções live-action até 1974, quando foi lançado o seriado Shazam!
Esse foi o 1º seriado francamente feito pra televisão (o de 1941 foi um seriado feito pra ser exibido no cinema) e foi o 1º seriado colorido a mostrar o Capitão Marvel (o outro era em preto e branco).
Apesar das mudanças de protagonista (o ator Jackson Bostwick, que interpretava o herói, foi despedido por faltar a 1 dia de gravação e substituído pelo ator John Davey) e de nome (o seriado começou se chamando Shazam! e depois mudou pra  The Shazam! and Isis Hour), o seriado conseguiu se manter no ar por 3 temporadas. E agrada a quem busca um seriado simples de aventura. Levando em conta, é claro, que se trata de uma produção de mais de 40 anos e mais voltada pro público infantil & adolescente. Então, evidentemente, assista sem esperar encontrar ali histórias pesadíssimas ou com efeitos especiais de última geração.
Pra encerrar, só vou lembrar que o Arnold Laven também foi o diretor do filme O Monstro que Desafiou o Mundo (1957).
Mais informações sobre Shazam!? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘criaturas pré-históricas’ que você acha posts sobre O Monstro que Desafiou o Mundo e Super-Homem.
Até a próxima!

sexta-feira, 21 de junho de 2019

DIEGO SERRANO

O equatoriano Diego Serrano tem muito mais trabalhos televisivos do que cinematográficos no currículo dele. E o único trabalho dele na área do terror foi exatamente um desses últimos. Se trata do filme Os Donos do Amanhã: A Lição Final (1994).
Esse filme é uma continuação da Guerra dos Donos do Amanhã (1990)... Já sei que quem não conhece esse filme tá achando o nome meio esquisito, né? E sejamos francos: é mesmo. Mas, vendo o filme, você consegue entender mais ou menos o que o tradutor brasileiro quis dizer dando esse nome à história.
O título original do filme de 1990 é Class of 1999. E o do filme de 1994, no qual o Diego trabalhou, é Class of 1999 II: The Substitute. E há quem enxergue neles algumas críticas sociais em relação ao sistema educacional nos Estados Unidos (tudo o que se passa ali é devido a adolescentes marginais que têm que ser disciplinados pelos professores).
Mais informações sobre o ator? Lá vai:


Até a próxima!

quinta-feira, 20 de junho de 2019

O ELO PERDIDO

título original: Land of the Lost
título brasileiro: O Elo Perdido
ano de lançamento: 1974
país: Estados Unidos
elenco principal: Kathy Coleman, Spencer Milligan, Wesley Eure
direção: Marty Krofft e Sid Krofft
roteiro: Allan Foshko, David Gerrold, Marty Krofft e Sid Krofft

A Família Marshall (composta pelo pai Rick, o filho mais velho Will e a filha mais nova Holly) tá fazendo uma excursão particular por um rio quando um terremoto desvia eles do curso que pretendiam seguir. Até que eles caem numa cachoeira, que parece não ter fim...
Os 3 desmaiam. E quando acordam, tão no meio de uma floresta com um tiranossauro olhando pra eles!
Eles saem correndo pela floresta, até que encontram uma caverna e se escondem do monstro ali. E passam a usar a caverna como casa.

Isso é o que é mostrado na abertura do Elo Perdido. E a partir dali, nos capítulos propriamente ditos do seriado, vemos que os heróis caíram numa realidade virtual, com criaturas de várias épocas e lugares diferentes.
A única espécie nativa daquele lugar parece ser uma raça de répteis humanoides chamados sleestaks. Mas é inútil tentar se comunicar com eles: são muito hostis e querem sempre prender os humanos que eles encontram pra servir de comida a uma fera que eles mantêm.
Também não adianta tentar sair dali caminhando: mesmo que alguém vá andando sempre em linha reta, acaba voltando pro mesmo lugar da realidade virtual de onde começou a andar.
Assim, o jeito é aprender a sobreviver aos perigos que aquele lugar oferece até encontrar um jeito de sair dali.
Como a gente vê, a história é legalzinha, né? Mas recebeu pouquíssimo investimento.
Mesmo pros padrões dos anos 70, os efeitos especiais da 1ª temporada eram bem simples. E a coisa piorou depois!
Acontece que, no final da temporada, o seriado perdeu alguns patrocinadores. Ou seja, do início da 2ª temporada pra frente, os efeitos, que já não eram lá essas coisas, viraram trash de vez.rs E como é de se esperar nesse tipo de situação, isso resultou numa queda de audiência.
Apesar disso, o seriado se mantinha porque os roteiros eram criativos e relativamente animados (apesar da família ter ficado presa naquele lugar, a situação deles nunca é retratada como dramática: o clima é sempre de aventura e às vezes de humor).
Como o público-alvo eram crianças e adolescentes, também não tem cenas de violência, a não ser quando algum dinossauro aparece comendo outro ou quando os humanos machucam algum dinossauro que tá tentando comer eles na hora.
Mesmo assim, o ator Spencer Milligan, que interpretava o Rick, devido a desentendimentos com a produção e ao mesmo tempo vendo que o barco ia afundar, não quis renovar o contrato pra 3ª temporada. Conclusão: pra não deixar os garotos sem um adulto por perto, tiveram que dar um sumiço no personagem dele e inventar um irmão do Rick que veio em busca da família desaparecida.
Até aí, nada demais. Mas acabaram mudando muito a história nessa temporada: a família deixou a caverna e foi morar num templo abandonado dos sleestaks, os monstros que apareciam no início praticamente sumiram, entraram monstros novos que não fazem nada na prática na história, a cada capítulo os heróis passam a esbarrar com personagens que não têm nada a ver com o que aparecia no início (1 pirata fantasma, 1 górgona e até 2 pseudo-yetis!)...
Enfim, o seriado ficou descaracterizado. E aí é que a audiência foi pulverizada e O Elo Perdido foi cancelado de um dia pro outro, antes da temporada chegar ao final. Não chegaram nem a gravar um último capítulo!
Apesar disso, O Elo Perdido tem uma grande legião de fãs. E teve até 1 seriado (1991) e 1 filme (2009) inspirados nele.
Bom, se você não se incomoda com efeitos especiais trash, vale a pena ver o seriado.
Mais informações sobre O Elo Perdido? Lá vai:


Até a próxima!

quarta-feira, 19 de junho de 2019

DAVID PERRY

O francês David Perry (também creditado algumas vezes como Jacques Ouille, Jean Fonce e Marc Verge) tem uma vasta carreira como ator e diretor de filmes pornô, começada há quase 30 anos.
Ao longo de todo esse tempo, ele se envolveu em algumas poucas produções de terror pornô.
A estreia do David na área foi em 1997, quando ele apareceu em Baron of Darkness.
O filme teve uma continuação no ano 2000, chamada The Baron of Darkness 2. E o David tava lá também.
E em 2012, ele apareceu em Voracious.
Mais informações sobre o David? Lá vai:








ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

terça-feira, 18 de junho de 2019

NASCE UM MONSTRO

título original: It’s Alive
título brasileiro: Nasce Um Monstro
ano de lançamento: 1974
país: Estados Unidos
elenco principal: James Dixon, John P. Ryan, Sharon Farrell
direção e roteiro: Larry Cohen

Monstros gigantes transmitem medo por serem criaturas de força descomunal e que podem percorrer vastas áreas sem fazer grandes esforços ou mesmo destruir cidades inteiras (haja visto a maioria dos seriados japoneses de aventura).
Isso significa que, quanto maior for o monstro apresentado por um filme, mais medo ele inspira no público, certo? Errado!
Os minimonstros, que são o extremo oposto dos monstros gigantes, também conseguem aterrorizar o público, só que inspirando outro tipo de medo: eles podem entrar em qualquer lugar sem serem vistos e se esconder em qualquer parte. Assim, pode ter um escondido a menos de 1 metro de distância de você sem que você veja nem escute nada... até que seja tarde!!!rsrsrs
Nasce Um Monstro nos mostra exatamente esse tipo de criatura. E como o diretor não dispunha de grandes efeitos especiais ao realizar as filmagens, usou basicamente esse clima de imprevisto ao longo do filme. Além do público saber que o monstro pode se manter escondido onde quiser e se mostrar a qualquer momento, cenas de objetos que caem repentinamente, barulhos imprevistos e a própria câmera se movimentando em certos ângulos conseguem manter um perturbador clima de tensão.
É um filme imperdível pra fãs de suspense. Mas se você se impressiona muito com jump scares, pense antes de ver.rs
O roteiro?

Um pai de família típico dos anos 70 chamado Frank Davies e sua esposa Lenore têm um filho monstruoso e anormalmente forte. E apesar de não passar de um recém-nascido, ele mata todas as pessoas que encontra pelo caminho desde o instante em que nasce.
O pai quer que matem logo a criatura e deem um fim nesse caos, enquanto a mãe quer superproteger o monstro independente de qualquer coisa.

Mas o que é curioso nesse filme são as críticas sociais que ele faz: o monstro é tratado quase como uma figura abstrata (inclusive, a criatura aparece muito pouco e o filme nem explica por quê nasceu um monstro em vez de um bebê normal), enquanto diferentes figuras da sociedade tentam tão somente defender, cada uma, seus interesses pessoais em relação a essa situação.
A já mencionada superproteção materna também recebe uma forte crítica aqui. Afinal, é algo difícil de se entender... eu não diria nem ‘em ordem racional’, mas até ‘em qualquer tipo de ordem’.
O filme é muito mais focado no Frank do que na Lenore. Mas, como já vimos, ela pariu um monstruoso bebê mutante que saiu matando todo mundo que ele viu desde que deu o 1º suspiro (as primeiras vítimas dele são a própria equipe médica que faz o parto). E a princípio, ela tenta justificar isso dizendo que as pessoas assustaram o bebê dela e, só por isso, ele fez o que fez.
Depois, a Lenore esconde o bebê no porão da casa, mesmo sabendo do perigo que ele representa pra todo mundo; ela diz ao Frank que o bebê poderia ter matado ele e não matou, e por isso ele tem que ser grato ao monstrinho... E num momento em que o bebê degola a dentadas um amigo da família na frente de todo mundo, ela vira pro outro filho dela e solta a pérola:

“Aquele é o seu irmãozinho. Ele só quer amar você.”

Essa mulher é tão desequilibrada quanto as mães que a gente vê em Casamento Grego (2002) e Minha Mãe é uma Peça (2013).
Nasce um Monstro rendeu 2 continuações (1978 e 1987) também escritas e dirigidas pelo Larry Cohen e 1 reboot (2008).
No 2º filme, o diretor resolveu deixar as críticas sociais de lado e partiu mais pro terror mesmo, se saindo muito bem. Mas no 3º filme, como o diretor inventou de misturar comédia com terror, a história acabou desandando.
Vale lembrar que o 2º filme é uma continuação direta do 1º. Mas o 3º conta outra história quase completamente diferente. E se não fosse por um policial chamado Perkins, que é o único personagem que aparece nos 3 filmes, e por uma menção muito rápida a alguns personagens dos filmes anteriores, o 3º quase poderia ser considerado de outra franquia.
O único ‘valor’ que ele tem é que é o único filme que revela o motivo de terem começado a nascer bebês monstruosos.
E não posso deixar de mencionar um exemplo da Síndrome de Chuck Cunningham visto aqui...
De acordo com o filme original, além do monstro, o Casal Davies como já vimos também tinha um filho mais velho sem nenhuma característica física que pudesse ser considerada anormal, chamado Chris. E na continuação de 1978, o destino do Frank e da Lenore fica claro. Mas não é feita nenhuma menção ao Chris. Terminado o 1º filme, o filho ‘normal’ do Casal Davies simplesmente desaparece e não se fala mais nele.
Quanto ao reboot, vocês vão ver um post sobre ele daqui a algum tempo.
Mais informações sobre Nasce um Monstro? Lá vai:


Até a próxima!

segunda-feira, 17 de junho de 2019

DAVID MORRISSEY

O inglês David Morrissey não é um dos atores mais conhecidos do grande público no Brasil, provavelmente por ter tido mais trabalhos na televisão do que no cinema. Mas talvez o personagem mais famoso dele por aqui seja o Little John, de Robin Hood (1991). Aliás, principalmente no início da carreira, o David ficou meio estigmatizado como intérprete de personagens brutamontes e meio burros.
Mas ele também já passeou pelas produções de terror (embora não numa quantidade muito grande)...
A estreia do David na área foi em 1989, no curta-metragem de terror Out of Town.
Em 2007, ele apareceu no filme A Colheita do Mal.
Entre 2012 e 2015, o David participou do seriado de terror The Walking Dead. E como resultado, em 2016, ele também apareceu num documentário sobre esse seriado, chamado A História Até Aqui.
Em 2017, ele foi visto em 1 capítulo do seriado de terror The League of Gentlemen.
Ainda em 2010, houve uma pequena confusão: o ator Dave Morrissey Jr., que na época também assinava o nome artístico de David Morrissey, protagonizou o filme de terror Night of the Living Heads. E aí o IMDB noticiou como se ESSE David Morrissey aqui tivesse participado desse filme. Mas não: foi o xará dele.rs
Mais informações sobre o David? Lá vai:


Até a próxima!

domingo, 16 de junho de 2019

A FERA DEVE MORRER

título original: The Beast Must Die
título brasileiro: A Fera Deve Morrer
ano de lançamento: 1974
país: Inglaterra
elenco principal: Calvin Lockhart, Marlene Clark, Peter Cushing
direção: Paul Annett
roteiro: James Blish (autor do texto original), Michael Winder, Paul Annett e Scott Finch

Quando se fala em filmes de lobisomem, a gente já pensa logo num filme de terror de fundo sobrenatural, já que esse subgênero quase sempre apresenta o lobisomem como um ser sobrenatural, seguindo a tendência dos mitos e lendas que os povos antigos contavam sobre esse assunto.
Durante o século XX, alguns filmes quebraram essa tradição e apresentaram a transformação em lobisomem como uma doença, sem características sobrenaturais.
O Lobisomem de Londres (1935) e La Loba (1965) são exemplos disso...
Tá bom: no caso do Lobisomem de Londres a coisa fica meio indefinida, porque no início do filme vemos uma espécie de força sobrenatural atacando o Wilfred pra ele não subir a montanha e, depois, ficamos sabendo que a transformação em lobisomem é uma doença sem nada de sobrenatural.
Como seja, A Fera Deve Morrer faz parte desse time: o filme abandonou totalmente o elemento sobrenatural, mostrando o lobisomem como uma pessoa que tem uma disfunção hormonal que provoca a transformação em lobo.
Outra curiosidade aqui é que os lobisomens não foram representados por atores humanos, mas sim por um pastor alemão maquiado, tática usada por alguns poucos filmes mais antigos.
A 1ª situação mais famosa registrada em que usaram um animal nesse papel foi em Nosferatu (1922), quando botaram não um pastor alemão, mas sim uma hiena maquiada pra representar o lobisomem.
Bom, o roteiro aqui foi inspirado num conto do escritor James Blish, chamado There Shall Be No Darkness (1950). E mostra o seguinte:

Um caçador milionário chamado Tom convida 5 pessoas pra passar uns dias na mansão dele, revelando depois que são todos prisioneiros dele ali.
O motivo disso é que um dos 5 é um lobisomem. E ele quer descobrir qual é, com a intenção de matar a fera e usar isso como o maior troféu do currículo de caça dele.
Só depois disso ele vai liberar os outros 4.

Ao longo do filme vão sendo dadas pistas pro espectador descobrir quem é o lobisomem, como num filme policial.
É bom lembrar que o Tom, na obsessão dele em descobrir quem é o monstro, acaba literalmente torturando todos os outros personagens da história (ele só fala com as pessoas gritando, quer que todo mundo faça só exatamente o que ele quer que façam, ameaça os outros de arma na mão...). Então, fica até meio difícil definir quem é o vilão do filme. O lobisomem que o Tom tá procurando ou o próprio Tom?
Quanto aos prisioneiros que ele mantém na mansão, 4 deles se envolveram com casos mal explicados de violência extrema no passado e o outro é um biólogo que sempre buscou uma explicação científica pra existência dos lobisomens. E isso fez o Tom deduzir que os 5 ali são suspeitos de serem lobisomens. Assim, ele acha que, em algum momento, quem for um lobisomem de fato entre eles vai se revelar.
Aventura? Sim. Embora algumas cenas sejam mais paradas, até por serem mais explicativas, também tem cenas de perseguição ao lobisomem (inclusive de helicóptero), tem a luta final entre o Tom e o lobisomem... E aí tem um bom nível de ação.
A Fera Deve Morrer também traz no elenco os hoje falecidos Charles Gray e Peter Cushing, que foram presenças constantes em filmes de terror do século XX.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘aventura’ que você acha posts sobre La Loba, Nosferatu e O Lobisomem de Londres.
Até a próxima!

sábado, 15 de junho de 2019

DAVID DE LAUTOUR

O neozelandês David de Lautour é mais conhecido no Brasil por ter interpretado o 1º ranger roxo, na 16ª temporada de Power Rangers (2008). E embora tenha se especializado mais em comédias e dramas, ele já teve até hoje algumas poucas passagens por produções de terror.
Em 2013, ele participou de 1 capítulo do seriado de terror A Bela e a Fera.
E no ano seguinte, o David trabalhou como ator em um filme de terror, Don’t Blink, e como produtor em outro, Blood Punch.
Mais informações sobre o ator? Lá vai:








Até a próxima!

quinta-feira, 13 de junho de 2019

A FAMÍLIA DÓ RÉ MI

título original: Partridge Family 2200 A.D.
título brasileiro: A Família Dó Ré Mi
ano de lançamento: 1974
país: Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

O que fazer quando o roteiro da continuação de um seriado antigo já está pronto, mas os produtores de repente decidem não lançar essa continuação do seriado?
Bom, há 2 opções básicas: a 1ª é botar o roteiro na gaveta e se esquecer da existência dele; a 2ª é aproveitar esse roteiro pra fazer uma história nova, incluindo nele personagens novos.
E a Hanna-Barbera seguiu exatamente essa 2ª opção quando lançou A Família Dó Ré Mi, em 1974.
O roteiro original desse seriado era pra ser uma continuação dos Jetsons, lançado 12 anos antes. Mas como os responsáveis pelo lançamento do desenho não quiseram mexer na versão original dos Jetsons, ele teve que ser reformulado pra ser lançado. E os personagens da Família Dó Ré Mi (na época, na crista da onda da moda) foram incluídos na história como os novos heróis principais.
Esses personagens (inspirados num seriado com atores de carne e osso de 1970) já tinham feito várias participações especiais em Goober e Os Caçadores de Fantasmas (1973). E já tava previsto que eles ganhariam um seriado próprio pra eles. Então, só precisaram ser feitas algumas adaptações pra eles se fundirem com o roteiro do outro seriado que não saiu.
Apesar da Família Dó Ré Mi não ter durado muito tempo, deu conta do recado (principalmente levando-se em conta que esse seriado foi feito literalmente com pedaços de outros seriados). E tem o mesmo visual dos Jetsons, só que a história é vagamente mais voltada pra um público mais adolescente.
Outras produções da Hanna-Barbera que eu já indiquei aqui foram Os Flintstones (1960); A Feiticeira Faceira; A Formiga Atômica; A Lula Lelé; O Esquilo sem Grilo; O Xodó da Vovó; Zé Buscapé (todos esses de 1965); Frankenstein Jr.; Os Impossíveis (ambos de 1966); O Poderoso Mightor; Os Herculoides (ambos de 1967); Scooby-Doo, Cadê Você? (1969); e Os Mussarelas (1972).
Mais informações sobre A Família Dó Ré Mi? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seriados’ que você acha posts sobre A Feiticeira Faceira, A Formiga Atômica, A Lula Lelé, Frankenstein Jr., Goober, Mightor, O Esquilo Sem Grilo, O Xodó da Vovó, Os Flintstones, Os Herculoides, Os Impossíveis, Os Jetsons, Os Mussarelas, Scooby-Doo e Zé Buscapé.
Até a próxima!

quarta-feira, 12 de junho de 2019

DAVID BOREANAZ

O nova-iorquino David Boreanaz provavelmente é mais conhecido por ter protagonizado o seriado de terror Angel (1999). Mas a coisa começou um pouco antes disso...
Em 1997, ele entrou no seriado Buffy, a Caça-Vampiros, interpretando o vampiro Angel, que era pra ser simplesmente um personagem recorrente (aquele que não chega a ser exatamente um personagem fixo da história, mas reaparece de vez em quando ao longo do seriado).
Só que o personagem se tornou tão popular que acabou ganhando um seriado próprio, com ele como figura central.
Buffy e Angel viraram “série irmãs”. Ou seja, as histórias dos 2 seriados se passavam ao mesmo tempo e os personagens de um passaram a aparecer no outro com uma certa frequência. E assim ficou até Buffy acabar em 2003. Mas Angel também só durou 1 ano a mais.
Antes disso tudo começar, em 1996, o David já tinha aparecido numa comédia de terror: The Macabre Pair of Shorts.
Em 2001, enquanto ainda trabalhava em Angel e Buffy, ele participou do slasher O Dia do Terror.
Eu até pensei em fazer um post específico pra esse slasher aqui no blog. Mas achei o filme tão bobo que desisti. A maior parte do tempo só mostra um bando de patricinhas mimadas dando demonstrações de futilidade. Nem tem como simpatizar com nenhuma delas. São todas chatas pra cacete! Nem As Branquelas (2004) conseguiria mostrar tanta futilidade feminina junta!
Mas enfim: em 2005, o David foi visto numa das continuações do Corvo (1994). Se trata do filme O Corvo 4: Vingança Maldita.
E em 2007, ele teve em Escritor Fantasma.
Mais informações sobre o David? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

terça-feira, 11 de junho de 2019

GOOBER E OS CAÇADORES DE FANTASMAS

título original: Goober and The Ghost Chasers
título brasileiro: Goober e Os Caçadores de Fantasmas
ano de lançamento: 1973
país: Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

Um pequeno grupo de jovens e seu cachorro falante passam por uma série de aventuras com pitadas de comédia, nas quais esbarram com vários fantasmas...

Sejamos francos: se você não tivesse visto o pôster aí do lado, pensaria que a gente tá falando de Scooby-Doo, Cadê Você? (1969), né?
Pois é. Goober e Os Caçadores de Fantasmas é um clone do outro seriado. Inclusive, é filho do mesmo pai: a Hanna-Barbera Productions.
Provavelmente foi exatamente por causa do excesso de semelhança que tinha com Scooby-Doo que Goober acabou não chegando muito longe nem fazendo tanto sucesso quanto o outro. Mas temos que destacar 2 diferenças básicas entre os 2 seriados: 1ª, enquanto em Scooby-Doo os garotos sempre esbarram sem querer com algum fantasma (ou outra criatura bizarra), em Goober eles sempre tão procurando voluntariamente por fantasmas e adjacências; e 2ª, enquanto em Scooby-Doo o fantasma é, em 99% das vezes, um bandido disfarçado, em Goober os fantasmas são quase todos de verdade.
Acontece que aqui os garotos têm uma revista sobre fantasmas. Então, eles andam pelo Mundo em busca de criaturas bizarras, pra entrevistar e/ou fotografar elas e publicar a matéria na revista deles.
O Goober, que é o cachorro da turma, tem características bem parecidas com as do Scooby-Doo: é um cachorro super medroso e consegue falar algumas frases simples. Mas talvez a característica mais marcante dele seja uma espécie de poder sobrenatural involuntário que ele tem: sempre que leva um susto, ele fica invisível! Só a coleira e o gorro que ele usa na cabeça é que continuam aparecendo. E ele também volta a ficar visível sem querer.
De qualquer forma, Goober e Os Caçadores de Fantasmas é uma ótima pedida pra quem gosta de terror infantil.
Outras produções da Hanna-Barbera que eu já indiquei aqui foram Os Flintstones (1960), Os Jetsons (1962), A Feiticeira Faceira, A Formiga Atômica, A Lula Lelé, O Esquilo sem Grilo, O Xodó da Vovó, Zé Buscapé (todos esses de 1965), Frankenstein Jr., Os Impossíveis (ambos de 1966), O Poderoso Mightor, Os Herculoides (ambos de 1967) e Os Mussarelas (1972).
Mais informações sobre Goober? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seriados’ que você acha posts sobre A Feiticeira Faceira, A Formiga Atômica, A Lula Lelé, Frankenstein Jr., Mightor, O Esquilo Sem Grilo, O Xodó da Vovó, Os Flintstones, Os Herculoides, Os Impossíveis, Os Jetsons, Os Mussarelas, Scooby-Doo e Zé Buscapé.
Até a próxima!

segunda-feira, 10 de junho de 2019

DANNY SLAVIN

O advogado arizoniano Daniel Joseph Slavin talvez seja um pouco mais conhecido pelo público brasileiro pelo nome artístico que passou a usar nos anos 90: Danny Slavin. E com certeza mais conhecido ainda por ter interpretado o ranger vermelho da 7ª temporada de Power Rangers (1999).
Mas, ao longo da carreira que teve como ator, ele também já deu a sua contribuição ao Cinema de Terror, com um pequeno personagem do filme Writer’s Block (1995).
Aliás, o Danny também trabalhou nesse filme como diretor de elenco.
Ele praticamente deixou a carreira artística em 2004 e, desde então, tem trabalhado principalmente como advogado. Mas, de vez em quando (tipo de 3 em 3 anos), ele ainda faz algum trabalho eventual como ator.
Um desses foi o seriado de terror Triangle (2017).
Mais informações sobre o Danny? Lá vai:



Até a próxima!

domingo, 9 de junho de 2019

OS MUSSARELAS

título original: The Roman Holidays
título brasileiro: Os Mussarelas
ano de lançamento: 1972
país: Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

Uma família que vive dentro dos padrões da classe média estadunidense dos meados do século XX (embora viva em outro século) e passa por uma série de aventuras cômicas.

A Hanna-Barbera já tinha conseguido produzir um dos seus desenhos mais clássicos usando esse tema em 1960: Os Flintstones.
Em 1962, vendo que a fórmula tinha dado certo, eles usaram o mesmo recurso pra lançar Os Jetsons, que não fez o mesmo sucesso que Os Flintstones, mas conseguiu dar conta do recado, adquirindo também o status de desenho clássico.
O 1º se passa numa Pré-História utópica (ou, de acordo com as teorias de alguns fãs, no mundo pós-apocalíptico que se formou depois da 3ª Guerra Mundial) e o 2º se passa num ano 2062 utópico.
Poucos anos depois, na 2ª metade dos anos 60, a Hanna-Barbera tentou investir em alguns desenhos de aventura um pouco mais violentos, como Frankenstein Jr. (1966), O Poderoso Mightor e Os Herculoides (ambos de 1967), que às vezes mostravam até os heróis matando os vilões. Mas isso desagradou aos pais e mães da época, que começaram a reclamar.
Com medo de perder a audiência das suas produções, a Hanna-Barbera tentou resgatar o estilo dominante dos desenhos deles até o início daquela década: a comédia.
A 1ª grande demonstração disso foi Scooby-Doo, Cadê Você? (1969), que, apesar de ser uma história de aventura envolvendo mistérios, não tinha cenas de violência explícita.
E como Os Flintstones era lembrado como o desenho de comédia que tinha dado mais certo, a Hanna-Barbera fez uma nova tentativa de lançar um seriado usando o mesmo tema em 1972: eles apresentaram ao público Os Mussarelas, que viviam num Império Romano utópico (aparentemente, no século I).
A família é composta pelo pai Zecas, a mãe Laura, o filho mais velho Jocas e a filha mais nova Precócia. Além do leão de estimação Brutos, que é o principal motivo de brigas entre a família e o senhorio Chatos, já que ele não admite leões de estimação no condomínio.
Esse seriado é bem menos conhecido do que Os Flintstones e Os Jetsons, até porque muito menos capítulos dele foram produzidos, já que ele não repetiu o mesmo sucesso dos 2 precedentes. Mas, se você gosta de desenhos animados que seguem esse estilo, com certeza vale a pena ver Os Mussarelas.
Outras produções da Hanna-Barbera que eu já indiquei aqui além das mencionadas acima foram A Feiticeira Faceira, A Formiga Atômica, A Lula Lelé, O Esquilo Sem Grilo, O Xodó da Vovó, Zé Buscapé (todos esses de 1965) e Os Impossíveis (1966).
Mais informações sobre Os Mussarelas? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seriados’ que você acha posts sobre A Feiticeira Faceira, A Formiga Atômica, A Lula Lelé, Frankenstein Jr., Mightor, O Esquilo Sem Grilo, O Xodó da Vovó, Os Flintstones, Os Herculoides, Os Impossíveis, Os Jetsons, Scooby-Doo e Zé Buscapé.
Até a próxima!

sábado, 8 de junho de 2019

DANNY NUCCI

O ítalo-austríaco Danny Nucci é mais conhecido sem dúvida pelo personagem Fabrizio, do clássico Titanic (1997). Pois é. É aquele amigo do personagem do Leonardo DiCaprio que morre esmagado quando a chaminé do navio cai em cima dele.
Mas o Danny também já teve alguns trabalhos na área do terror.
A estreia dele aí foi em 1986, em 1 capítulo do seriado de terror Além da Imaginação.
Em 2002, o Danny apareceu no telefilme de terror Vingança em Chamas.
Em 2008, ele participou de outro telefilme de terror: O Bosque.
Em 2011, o Danny foi visto no filme Perseguição Obsessiva.
E ele acabou de gravar um novo filme de terror chamado Streetwalkers. As gravações terminaram agora em Maio, mas a data de estreia ainda não tá prevista.
Mais informações sobre o Danny? Lá vai:


Até a próxima!

sexta-feira, 7 de junho de 2019

LION-MAN (as 3 versões)



título original: Kaiketsu Raion Maru
título brasileiro: Lion-Man
ano de lançamento: 1972
país: Japão
elenco principal: Akiko Kujo, Norihiko Umechi, Ushio Tetsuya
direção: Koichi Ishiguro
roteiro: Koji Bessho e Tomio Sagisu

título original: Fun Raion Maru
título brasileiro: Lion-Man / O Poderoso Lion-Man
ano de lançamento: 1973
país: Japão
elenco principal: Ryoko Miyano, Tsunehiro Arai, Ushio Tetsuya
direção: Hiroyoshi Tezeni, Kanji Otsuka, Koichi Ishiguro e Yoshitaka Matsumoto
roteiro: Haruya Yamazaki, Kazuo Takagiwa, Koji Bessho, Shigeru Shinohara, Tomio Sagisu e Toshiaki Matsushima

título original: Raion Man Ji
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2006
país: Japão
elenco principal: Kazuki Namioka, Renji Ishibashi, Yasuomi Ohta
direção: Hiroyoshi Tezeni, Hitoshi One, Kanji Otsuka, Koichi Ishiguro e Yoshitaka Matsumoto
roteiro: Haruya Yamazaki, Hitoshi One, Kazuo Takagiwa, Koji Bessho, Shigeru Shinohara, Tomio Sagisu e Toshiaki Matsushima

Heróis principais de tamanho humano eram algo inusitado no Japão até o início dos anos 70. A TV Japonesa, até aquela época, era povoada por protagonistas gigantes com superpoderes, como os heróis principais da franquia Ultraman e o Maguma, dos Vingadores do Espaço (1966).
Esse era o padrão usado pelas produtoras nipônicas quando criavam novos super-heróis.
Em 1971, o sucesso de Spectreman mostrou às produtoras que heróis de tamanho humano também agradavam ao público infanto-juvenil do Japão. E isso resultou na criação de vários e vários super-heróis japoneses com menos de 2 metros de altura a partir dali.
Um dos primeiros foi o Lion-Man, um homem-leão do século XVI que protagonizou o seriado Kaiketsu Raion Maru, lançado em 1972.
Enquanto lutava contra o demônio Gosan, que no Brasil teria o nome mudado pra Satan Goss e depois pra Diabo Gozo (os nomes brasucas do personagem eram esses mesmos: não escrevi errado, não!), o herói ganhou a simpatia do público japonês. E devido ao sucesso do seriado, a P-Productions lançou uma espécie de reboot dele no ano seguinte. Se chama Fun Raion Maru.
Essa nova versão do herói luta contra um exército de monstros subterrâneos, liderados pelo temido Mantor do Diabo, uma espécie de cara esculpida na terra e que solta fumaça pela boca (você obedeceria a uma coisa assim?).
Da mesma forma que o seriado anterior, esse aqui apresenta personagens que fazem uso principalmente de magia, mas também de um pouco de tecnologia. Tem até um robô rústico chamado Tanque-Tartaruga.rs
Apesar de se passar aparentemente na mesma época e de ter o mesmo ator (o Ushio Tetsuya) interpretando o herói principal, esse seriado não repetiu o sucesso do original. Aliás, teve até uma queda de audiência.
No Brasil, os 2 seriados receberam o título de Lion-Man, embora o 2º, eventualmente, tenha sido anunciado como O Poderoso Lion-Man (e vejam só: o Brasil foi o único país além do próprio Japão onde o 2º seriado foi exibido!).
Bom, os 2 seriados vão agradar mais a quem busca produções de aventura, é claro. Mas pra ver isso, você tem que levar em conta que foram seriados produzidos há mais de 40 anos atrás, com os efeitos especiais que existiam naquela época. E mesmo pros padrões da época, deixou muito a desejar em termos de bom acabamento. A aparência dos vilões, principalmente, é bem trash mesmo (nem monstro de teatro infantil amador consegue ser tão mal feito quanto a maioria dos monstros vistos aqui!).
Então, se você quer ver uma superprodução com efeitos especiais de última geração, já posso adiantar que você não vai gostar disso aqui.
Em 2006, foi lançada uma 3ª versão televisiva da história, chamada Raion Man Ji, que se passa em 2011 e num gueto do Centro de Tokyo. E é um seriado voltado pra um público mais adulto.
Esse nunca deu as caras na TV Brasileira... Mas será que agradaria?
Mais informações sobre os 3 seriados? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções japonesas’ que você acha posts sobre Os Vingadores do Espaço, sobre Spectreman e sobre o Ultraman de 1966.
Até a próxima!

quinta-feira, 6 de junho de 2019

DANNY MOUNTAIN

Nos últimos 15 anos, o inglês Danny Mountain tem tido uma carreira constante como ator pornô. E entre as produções em que ele se envolveu ali, algumas poucas são filmes de terror pornô.
Em 2014, ele apareceu em Prey for the Dying.
E no ano seguinte, o Danny participou de Hot Chicks Big Fangs 2.
Mais informações sobre o ator? Lá vai:







Até a próxima!

terça-feira, 4 de junho de 2019

EXPRESSO DO HORROR

títulos originais: Horror Express / Pánico en el Transiberiano
título brasileiro: Expresso do Horror
ano de lançamento: 1972
países: Espanha / Inglaterra
elenco principal: Christopher Lee, Peter Cushing, Telly Savalas
direção: Eugenio Martín (creditado aqui como Gene Martin)
roteiro: Arnaud d’Usseau e Julian Zimet

Em 1906, um explorador inglês chamado Alexander vai com uma expedição até uma caverna na China, onde, acidentalmente, encontra um troglodita congelado.
Querendo reservar as glórias dessa descoberta pra Inglaterra, ele bota o cadáver numa grande caixa de madeira e inicia a longa viagem de trem de volta pra casa, planejando só revelar o que tem lá dentro quando desembarcar em Londres. E numa baldeação que faz em Pequim, ele conhece um cientista chamado Wells, passando a andar com ele a partir daí.
Enquanto isso, um ladrão tenta arrombar a caixa sem saber o que tem lá dentro. Mas cai morto com os olhos todos brancos no mesmo instante em que olha lá pra dentro por um buraquinho. E essa situação chama a atenção de um fanático religioso da Igreja Ortodoxa chamado Pujardov...
Por fim, o trem zarpa. E algumas horas depois, o troglodita consegue sair de dentro da caixa a vai andando pelo trem, emitindo uma luz vermelha por um dos olhos e fazendo quem olha pra isso cair morto com os olhos todos brancos na mesma hora.
Não demora muito e a criatura é abatida a tiros por alguns passageiros. Mas quem disse que os problemas acabaram? E aliás, quem disse que a criatura em questão era mesmo um troglodita?

Expresso do Horror foi criado com a intenção de ser uma espécie de versão de terror do livro Assassinato no Expresso do Oriente (1934), da inglesa Agatha Christie. Mas a inspiração foi muito vaga (ambas as histórias falam de mortes que acontecem num trem, mas as semelhanças ficam por aí).
E o resultado ficou meio esquisito...
Em 1º lugar, a gente não entende bem qual é o tipo de terror que o filme pretende mostrar: começa como um filme de criatura pré-histórica, depois vira um filme de extraterrestre, depois vira um filme de zumbis...
Não sei se essas mudanças foram propositais. Mas se não foram (e aparentemente não foram), então o diretor simplesmente perdeu o controle do filme e saiu atirando pra todos os lados ao mesmo tempo.
Isso parece se confirmar quando a gente vê que o filme apresenta algumas histórias secundárias que não se desenvolvem: um conde e uma condessa ficam tentando se aproximar do Alexander, o monstro quer se apossar de um aço misterioso... Por quê? Ninguém explica.
Falando no monstro, como já foi dito, ele se apresenta como um troglodita. Mas até a fantasia do Trog, do Monstro das Cavernas (1970), ficou melhor do que a dele. Aliás, o diretor fez questão de só botar ele em cenas escuras pro público não ver as falhas... isso é, detalhes da fantasia.
O filme também força um pouco a barra pra retratar os soviéticos como bárbaros e desonestos. Principalmente quando entra em cena o personagem do Telly Savalas, que é quase uma caricatura de autoridade local abusiva.
De qualquer forma, o filme consegue manter um bom clima de suspense do início ao fim.
Também não posso encerrar sem mencionar que aqui mais uma vez se encontraram os amigos Christopher Lee e Peter Cushing, que já tinham aparecido juntos nos filmes de terror A Maldição de Frankenstein (1957), A Górgona (1964) e vários outros.
Mais informações sobre Expresso do Horror? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções inglesas’ que você acha posts sobre A Górgona, A Maldição de Frankenstein e O Monstro das Cavernas.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

segunda-feira, 3 de junho de 2019

DANIEL RADCLIFFE

Ainda hoje, se alguém chegar em qualquer lugar e disser o nome Daniel Radcliffe, isso remete quem ouvir esse nome diretamente à série cinematográfica inglesa Harry Potter, na qual o ator interpretou o personagem-título.
O jovem e heroico mago (que a mídia brasileira insiste em chamar de “bruxinho”), apresentado ao público num filme de 2001 e depois mostrado de novo nas 7 continuações que esse filme rendeu (2002, 2004, 2005, 2007, 2009, 2010 e 2011), transformou o Daniel num dos atores mais famosos (e mais ricos) do Mundo no início do século XXI.
Mas se vê que o público dele foi mudando de idade conforme ele foi crescendo, até devido à mudança do público-alvo dos filmes da série: o 1º filme em que o Harry Potter aparece é obviamente um infantil, enquanto o 2º já é menos, o 3º é menos ainda e por aí vai.
Então, o Daniel começou como um ídolo infantil, depois virou um ídolo adolescente e, em 2007, se voltou definitivamente pra um público mais adulto, aparecendo totalmente nu na peça de teatro Equus.
De qualquer forma, parece ter sido ali que caiu a ficha do público de que ele não é mais criança. E agora, com a série Harry Potter encerrada, ele se voltou mesmo pro público adulto, estrelando o filme de terror anglo-sueco-canadense A Mulher de Preto (2012).
No ano seguinte, o Daniel protagonizou o filme de terror Amaldiçoado.
Em 2015, ele protagonizou o filme de terror Victor Frankenstein.
E no ano seguinte, o Daniel apareceu na comédia de terror Um Cadáver para Sobreviver.
Acho que não restam mais dúvidas de que o garoto cresceu, né?
Mais informações sobre o Daniel? Lá vai:


Até a próxima!

domingo, 2 de junho de 2019

BEYOND THE FOG / TOWER OF EVIL

títulos originais: Beyond The Fog / Tower of Evil
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1972
países: Estados Unidos / Inglaterra
elenco principal: Bryant Haliday, Jill Haworth, Mark Edwards
direção: Jim O’Connolly
roteiro: George Baxt (autor do texto original) e Jim O’Connolly

Um marinheiro chamado Hamp desembarca junto com seu pai numa ilha chamada Snape Island. Mas, pouco depois, eles encontram uma garota enlouquecida. E ela mata o velho, pouco antes de ser capturada pelo Hamp e levada por ele pra um hospício.
E mais: os cadáveres de 3 amigos da garota foram encontrados na ilha! Um deles, com uma antiga espada fenícia cravada no tórax.
Ao saberem do fato, um grupo de arqueólogos deduzem que isso confirma uma antiga lenda, segundo a qual uma comunidade fenícia se estabeleceu em Snape Island há milênios. E assim, eles decidem ir até lá pra procurar outros artefatos históricos, acompanhados por um policial chamado Evan.
Quem vai levar eles até lá é o próprio Hamp, que esconde um triste segredo de família relacionado à ilha...
Assim que eles desembarcam, o Evan examina o local e conclui que não pode ter sido a garota louca que massacrou os 3 jovens lá antes, pois ela não teria força física pra matar 3 pessoas fortes e saudáveis da forma brutal como a coisa foi feita. Ou seja: havia mais alguém na ilha. E tudo indica que esse alguém ainda tá lá, se escondendo entre as pedras cobertas de névoa da ilha.
Além disso, parece que o Hamp sabe quem é esse alguém...

Inspirada no livro Horror on Snape Island (1972), do George Baxt, essa é uma coprodução anglo-estadunidense lançada nos Estados Unidos com o nome de Beyond The Fog e na Inglaterra com o nome de Tower of Evil.
Temos aqui uma curiosa mistura de gótico com slasher: como num filme gótico, a história se passa numa grande e sombria construção, localizada numa região desolada e cercada de névoa constante, onde acontecem mortes que ninguém consegue explicar no início da história; e como num slasher film, a história mostra um grupo de pessoas que ficam presas num lugar isolado onde não podem receber ajuda imediata, várias cenas de nudez e sexo simulado, a presença de um louco de aparência bizarra e um enfrentamento direto entre o vilão e a mocinha mais boazinha do grupo no final do filme.
Assim, Tower of Evil vai agradar tanto a quem gosta de góticos quanto a quem gosta de slashers. Ou a quem quer ver por curiosidade um filme de terror vanguardista, já que ele é do início dos anos 70 e usa temas que só se tornariam comuns em slashers dos anos 80.
O vilão assusta? Sim.
Na verdade, ele não é mostrado pela câmera em 99% das cenas em que aparece. Ou melhor, a câmera fecha nas mãos dele ou então nos pés dele andando pelo cenário. Ou mesmo só mostra o vulto dele andando por algum lugar escuro.
Por outro lado, sempre vemos a pessoa que tá olhando pra ele na cena, com uma fisionomia apavorada. Ao mesmo tempo em que ouvimos as gargalhadas dele, que são realmente assustadoras (você percebe imediatamente que são as risadas de um louco).
Também tiveram bom senso em relação à duração do filme (tem 1 hora e 29 minutos), porque fazer um slasher com mais de 90 minutos é quase uma garantia de fracasso: podem ver que essa foi sempre a principal crítica feita pelo público contra todo slasher que chegou a 2 horas de duração. O filme é sempre chamado de “demorado”, “parado” e tal. Afinal, slashers geralmente não têm nem assunto pra durar 2 horas, né?
Mais informações sobre Tower of Evil? Lá vai:


Até a próxima!