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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

CAPITÃO KRONOS, O CAÇADOR DE VAMPIROS

título original: Captain Kronos: Vampire Hunter
título brasileiro: Capitão Kronos, o Caçador de Vampiros
ano de lançamento: 1974
país: Inglaterra
elenco principal: Caroline Munro, Horst Janson, John Cater
direção e roteiro: Brian Clemens

Repentinamente, as mulheres jovens de um pequeno povoado começam a ser derrubadas por uma misteriosa doença: quando se encontram sozinhas, de um minuto pro outro elas envelhecem décadas e morrem logo depois, com a boca suja de sangue!
Sem saber como lidar com a situação, o médico do vilarejo chama um amigo dele, o Capitão Kronos, pra ajudar a resolver o mistério.
O Kronos chega acompanhado pelo Professor Hieronymus Grost, um amigo que funciona como uma espécie de assistente... Acontece que ambos são caçadores de vampiros. E veem que as garotas vitimadas foram realmente atacadas por um vampiro. Mas esse é de uma espécie que, em vez de morder o pescoço das vítimas pra sugar o sangue, morde a boca pra sugar a juventude.
Uma reclusa família rica que mora nas proximidades começa a reagir de forma hostil ao comportamento do Kronos e dos amigos dele, o que deixa claro que o vampiro é alguém daquela família.
Assim, além de identificar e deter o vampiro, eles também vão ter que se defender dos eventuais ataques que sofrem vindo desses aristocratas.

Capitão Kronos, o Caçador de Vampiros foi todo filmado em 1972. Mas ficou guardado na gaveta do diretor por 2 anos, só sendo lançado de fato em Abril de 1974.
A intenção era começar aqui uma franquia. Os produtores pretendiam lançar no mínimo mais 2 filmes continuando a saga do Kronos, mostrando ele enfrentando outros tipos de vampiros.
Aliás, embora o assunto não se desenvolva, passagens do filme dão a entender que o herói aqui já viajou por várias partes do Mundo, onde aprendeu diferentes formas de luta e autodefesa: ele aparece meditando ajoelhado e com a cabeça coberta numa cena e também é visto carregando uma espada japonesa ao lado de uma espada alemã. E provavelmente ele mencionaria as causas disso nos filmes seguintes.
Mas o fracasso de Capitão Kronos nas bilheterias (esse foi o filme de terror da Hammer Film Productions com a pior aceitação do público até aquela época) fez com que abandonassem a ideia da franquia, deixando a história do Kronos limitada a essa única produção cinematográfica.
A época e o lugar em que a história se passa não ficam muito claros. E aparentemente isso foi proposital, pra que o filme ficasse mais com uma cara de conto de fadas de terror. Mas, olhando por alto, parece ser a Inglaterra no século XVIII.
Existe uma cena em que o Kronos começa a ser importunado por bandidos com intenções assassinas num bar...
Isso parece ter sido incluído no roteiro pra tornar o filme mais popular pros padrões da época. Afinal, isso parece uma cena de faroeste (o herói mata os 3 bandidos ao mesmo tempo e com 1 único golpe de espada assim que eles fazem um mínimo movimento pra se aproximar) e a gente sabe que faroestes ainda tavam na moda nos anos 70.
Mas cenas de luta mesmo são poucas. E a única significativa é já nos minutos finais do filme, na mansão da tal família rica.
O herói principal foi interpretado pelo hoje falecido Horst Janson. E embora ele soubesse falar Inglês, tinha um sotaque alemão muito forte. E os produtores acharam que o público não entenderia direito as coisas que ele falava.
Assim, na edição final, todas as cenas em que ele fala foram dubladas.
Quanto à identidade do vampiro que tá atacando as mulheres, realmente só é revelada nas cenas finais. Mas não esperem nenhuma grande surpresa sobre isso: observando bem a 1ª cena em que os ricos excêntricos aparecem, já dá pra saber do que se trata.
É um bom filme? Bom, é um filme com efeitos especiais típicos dos anos 70 (100% práticos e 0% digitais) em que, como vimos, botaram lá algumas coisas típicas das produções cinematográficas de aventura daquela época misturadas com um tema de terror. Se isso lhe apetece, você vai gostar.
Ou minimamente você vai conhecer um herói que pretendiam lançar nos anos 70 e que não emplacou.
Mais informações sobre Capitão Kronos? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Foi bom você ter passado por aqui! Até a próxima!😉

segunda-feira, 1 de abril de 2024

A CASA AMALDIÇOADA

título original: The Haunting
título brasileiro: A Casa Amaldiçoada
ano de lançamento: 1999
países: Estados Unidos / Inglaterra
elenco principal: Catherine Zeta-Jones, Liam Neeson, Lili Taylor
direção: Jan de Bont
roteiro: Shirley Jackson (autora do texto original) e David Self

Uma mulher chamada Eleanor perdeu os últimos 11 anos de vida cuidando da mãe velha e doente. E descobriu que, quando a velha morreu, deixou tudo o que tinha em testamento só pro marido da irmã.
Agora, como a irmã e o cunhado querem o apartamento onde ela mora, ela não tem pra onde ir.
Pouco depois, a Eleanor recebe um telefonema de alguém falando sobre um psiquiatra que quer reunir um grupo pra fazer uma experiência numa mansão isolada chamada Hill House. E ele paga U$ 900,00 por semana pra isso.
Faz parte da experiência que ninguém saia da casa (aliás, os caseiros vão trancar o portão quando saírem). E a casa não tem televisão nem telefone nem nenhum meio de comunicação.
A Eleanor aceita participar da experiência e vai pra tal mansão.
Chegando lá, ela vê que as paredes são cheias de estátuas de crianças em todos os cômodos.
Ela também encontra uma porta com uma imagem do Purgatório. E identifica esculpidas ali imagens de espíritos de pessoas que já morreram, mas que não conseguiram ir pro Céu nem pro Inferno.
Depois de enfrentar várias situações aterrorizantes naquela mansão, a Eleanor vai entender por qual motivo aquelas esculturas se encontram ali...

Inspirado no livro The Legend of Hill House (1959), da Shirley Jackson, A Casa Amaldiçoada foi filmado nos Estados Unidos e Inglaterra.
Apesar de contar uma história de terror sobrenatural, o filme aposta muito mais no suspense do que no horror. Nada de cenas hardcore de monstros despedaçando pessoas. É muito mais gótico.
Falando em gótico, a mansão onde A Casa Amaldiçoada foi filmado tem uma atmosfera tão sinistra de noite que alguns atores chegaram a ficar com medo de andar pelos corredores no escuro!
Vemos aqui uma história com início, meio e fim: todos os mistérios vão sendo explicados do meio do filme pra frente.
Como a maior parte da história se passa dentro do terreno de uma mansão, não chega a ser um filme de muita aventura. Mas a última meia hora é bem movimentada.
Claro que o filme tem algumas esquisitices, como 2 mulheres que, de madrugada, percebem alguma coisa rosnando e tentando arrombar a porta do quarto delas com uma força descomunal. E depois de levantar uma suposição meio boba pra explicar a situação, elas simplesmente deixam isso pra lá e esquecem.
No roteiro original, A Casa Amaldiçoada teria mais um personagem participando do experimento. Mas o diretor decidiu não usar ele na história, aparentemente pra evitar o excesso de gente e não tirar o foco da heroína principal.
Se você é fã de suspense e terror gótico, vale a pena ver o filme.
Mais informações sobre A Casa Amaldiçoada? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até Abril!
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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

DRÁCULA DE BRAM STOKER

título original: Bram Stoker’s Dracula
título brasileiro: Drácula de Bram Stoker
ano de lançamento: 1992
países: Estados Unidos / Inglaterra
elenco principal: Gary Oldman, Keanu Reeves, Winona Rider
direção: Francis Ford Coppola
roteiro: Bram Stoker (autor do texto original) e James V. Hart

Transilvânia. 1462.
Um nobre romeno chamado Drácula se prepara pra defender a Europa contra a invasão dos muçulmanos. E deixando sua noiva Elisabeta no castelo, parte pra batalha junto com os guerreiros dele.
Depois de uma sangrenta luta, ele vence, consagrando o triunfo dele ao Catolicismo Ortodoxo.
Furiosos, os muçulmanos decidem se vingar, levando ao castelo do Drácula a falsa notícia de que ele morreu, por saberem que isso vai desestabilizar as pessoas que moram ali.
De fato, quando a Elisabeta sabe dessa falsa notícia, ela se suicida.
Quando o Drácula retorna e entra na capela do castelo, um patriarca ortodoxo diz a ele que Jeová não aceita suicidas no Céu. E assim, o espírito da Elisabeta foi condenado ao Inferno.
Ao ouvir isso, o Drácula grita que ele amaldiçoa Jeová. E que daqui pra frente ele vai viver nas trevas e beber sangue, humilhando Jeová a cada vez que ele fizer isso, pra se vingar pelo fato da Elisabeta não poder ser aceita no Céu...
Inglaterra. 1897.
Num hospício de Carfax, em Londres, um ex corretor de imóveis identificado como R. N. Renfield se encontra internado, enquanto fala sozinho com um aparente amigo imaginário, que ele diz que é um mestre.
O dono da agência de imóveis pra qual ele trabalhava seleciona outro corretor chamado Jonathan Harker e explica que o Renfield enlouqueceu depois de ter ido até os Montes Cárpatos, uma das regiões mais desertas e inexploradas da Europa...
Um conde chamado Drácula, que mora naquela região, quer comprar uma velha abadia abandonada de Carfax. E o Renfield foi até lá pra ter a 1ª conversa com o conde sobre a venda. Mas, como ele voltou de lá com o raciocínio sequelado, o dono da agência decidiu mandar o Jonathan até os Cárpatos, pra terminar de fechar a venda...

Quando Drácula de Bram Stoker se encontrava às vésperas do lançamento, foi anunciado como se fosse a obra mais fiel ao texto original, ou seja, o livro Drácula, lançado pelo irlandês Bram Stoker em 1897...
Foi realmente isso? Bom, é evidente que houve uma inspiração total no livro pra fazer o filme. Mas a questão é exatamente essa: o roteiro do filme apenas se inspirou no texto do livro; ele não seguiu o texto do livro passo a passo (e nunca é possível fazer isso 100% quando um texto é adaptado do modo literário pro modo cinematográfico), que era o que as propagandas do filme anunciavam com entusiasmo na época da pós-produção.
O livro diz claramente que, num passado distante, o Drácula foi um brilhante voivoda (título dado às autoridades políticas e/ou militares da Europa Oriental). Mas nunca é mencionado no livro o nome do personagem histórico que ele era.
Já o prólogo do filme mostra de forma 100% explícita que ele era o Voivoda Vlad III Draculea.
O livro retrata o Drácula como um personagem ardiloso, sádico e sempre desejoso por transformar mulheres em novas vampiras a serviço dele. Mas completamente desprovido de romantismo ou de boas intenções.
O filme retrata ele como um personagem que começa romântico, se torna perverso e anticristão por não ter tido os sonhos românticos dele satisfeitos e depois volta a ser romântico.
A personagem Elisabeta não existe no livro, mas ela é retratada no filme como uma encarnação anterior da Mina.
O livro retrata a Mina apenas como uma vítima das situações que acontecem: embora tenha uma personalidade decidida, a versão literária dela é quase um anjo que teve a pureza violada ao ter que encarar as perversidades do Drácula.
O filme retrata ela também com uma personalidade decidida, mas com muito mais tendências a dar razão às pessoas que ela ama mesmo que essas pessoas tejam fazendo algo errado, a ser infiel (no sentido conjugal da palavra)...
Algumas cenas inclusive dão a entender que a Mina tava traindo o noivo com uma amiga dela, chamada Lucy, enquanto ele tava fora.
Aliás, foram filmados pelo menos 2 finais diferentes pro filme. E no final oficial, a Mina realmente se entrega por completo às paixões dela e ignora tudo mais que existe no Mundo.
Outra coisa completamente inexistente no livro: nas cenas do filme em que o Drácula aparece atacando a Lucy diretamente, ele foi retratado se transformando num lobisomem (embora a palavra “lobisomem” nunca seja dita por nenhum personagem).
Mas então por que o título original do filme é Bram Stoker’s Dracula? Porque a Universal Pictures tem os direitos autorais sobre o título “Dracula”. Ou seja, eles não permitem que ninguém lance um filme pro cinema (se for pra televisão, DVD ou outra mídia, não tem problema) se chamando só “Dracula”.
O filme pode até ter essa palavra no título, mas tem que ter outra palavra junto. E assim, eles pensaram em Bram Stoker’s Dracula.
A maioria esmagadora dos efeitos especiais do filme são práticos. Aliás, o sangue que aparece em todas as cenas era geleia de morango.
Na cena em que o Abraham Van Helsing enfrenta a Lucy no mausoléu, dá pra ver que, durante a maior parte dessa cena, a atriz Sadie Frost aparece segurando um boneco no colo, já que a criança que foi fazer a cena ficou realmente aterrorizada com a imagem da vampira, abriu o berreiro e teve que ser substituída por um boneco.rsrs
Bom, embora o filme tenha algumas cenas mais agressivas, ele é mais um romance com pinceladas de terror do que um filme de terror propriamente dito. A conclusão da história provavelmente vai agradar mais a mulheres apaixonadas do que a fãs de terror hardcore.
Mas com certeza é uma superprodução que vale a pena ser vista.
Outra produção inspirada no livro Drácula que eu já indiquei aqui foi Nosferatu (1922).
E This Ain’t Dracula XXX (2011) foi uma paródia inspirada diretamente no filme de 1992.
Mais informações sobre Drácula de Bram Stoker? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘góticos’ que você acha posts sobre Nosferatu e This Ain’t Dracula XXX.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

THlS AlN’T DRACULA XXX

título original: This Ain’t Dracula XXX
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2011
país: Estados Unidos
elenco principal: Evan Stone, Jessi Palmer, Tom Byron
direção: Axel Braun
roteiro: Bram Stoker (autor do texto original) e Axel Braun

Em 1893, um corretor de imóveis chamado Jonathan Harker viaja da Inglaterra até a Transilvânia pra levar alguns documentos a um tal de Conde Drácula, que quer comprar um imóvel em terras inglesas.
No castelo do nobre, o Jonathan é recebido por ele de forma bem esquisita. E quando o inglês vai dormir, 3 mulheres estranhas aparecem na cama dele, fazem uma orgia com ele e, no final, revelam que são vampiras!
Elas mordem ele. Mas isso não transforma ele num vampiro...
Semanas depois, a namorada do Jonathan, chamada Mina, começa a estranhar a demora dele em voltar. E ao mesmo tempo, um navio se choca contra um porto da Inglaterra. Um lobo pula lá de dentro e depois se perde de vista.
Pouco depois, uma amiga da Mina, chamada Lucy, morre de uma misteriosa anemia. Mas não demora a ressuscitar como uma vampira sedenta de sexo.
E seja lá quem tenha feito isso com a Lucy parece querer fazer o mesmo com a Mina...

Sim: This Ain’t Dracula XXX é uma paródia com cenas reais de sexo do livro Drácula (1897), do irlandês Bram Stoker. Mas, em relação à aparência dos personagens, parece que se inspirou um pouco no filme Drácula de Bram Stoker (1992), do Francis Ford Coppola.
Levando em conta que Dracula XXX é um filme pornô, até que tem uma produção bem feita.
Mas, quando o assunto é roteiro, decepciona. A história não é nada consistente. É aquele tipo de filme que acaba sem você entender direito que fim levaram os personagens.
Aliás, a maioria das cenas do filme parecem que não têm início nem fim.
Quanto aos efeitos especiais, até que tem alguns. Mas é tudo CGI muito simples.
Bom, Mais informações sobre Dracula XXX? Lá vai:


Até a próxima!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

JEKYLL & HYDE

título original: Jekyll & Hyde
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2000
países: Estados Unidos / Hungria
elenco principal: Julian Rios, Mike Foster, Taylor Hayes
direção: Paul Thomas
roteiro: Raven Touchstone

Em 1887, com a morte do cientista Henry Jekyll, a filha dele, chamada Molly, se muda pra casa onde ele morava em Budapeste.
Pouco depois, ela recebe a visita do advogado da família, avisando que, pouco antes de morrer, o pai dela fez uma gorda doação em dinheiro a uma prostituta, de quem ele era freguês.
A Molly estranha bastante a situação, pois o pai dela era extremamente travado em relação a sexo. Então, ele não podia ter um contato tão íntimo assim com uma prostituta. E aí ela resolve investigar a situação.
Quando ela localiza a prostituta, essa confirma a história contada pelo advogado. Mas diz que o homem que fez a doação a ela se chamava Edward Hyde, era meio deformado e era insaciável em relação a sexo, o que parecia ser o extremo oposto do falecido cientista.
Sem entender mais nada, a Molly começa a ler o diário do pai pra ver se encontra mais pistas, descobrindo que ele criou uma fórmula química pra se livrar da timidez que tinha. E aí, seguindo as instruções deixadas por ele, ela produz o mesmo tipo de fórmula e acaba bebendo isso...
Então, ela descobre, sentindo na própria carne, o que aconteceu com o pai: ela se transforma em Flora, uma mutante sedenta de sexo. E assim, ela sai pelas noites de Budapeste, tentando se saciar.
O que a Molly não imagina é que, além da aparência bizarra e do desejo sexual levado a extremos, a fórmula também deu a ela tendências assassinas, exatamente como tinha acontecido com o pai dela...

O livro O Médico e O Monstro (1886), do escocês Robert Louis Stevenson, é um dos clássicos de terror que inspiraram mais produções televisivas e cinematográficas. Nem há como saber o número exato.
Podemos dizer que Jekyll & Hyde é uma versão pornô da história, já que as cenas de sexo que aparecem aqui são todas de verdade. Mas se engana quem pensa que esse é um filme de sacanagem e ponto final: ele tem cenas totalmente convencionais de diálogo, tem figurantes que entram só nas cenas de diálogo e não participam das cenas de sexo, a maquiagem dos mutantes é muito bem feita e o cenário e o figurino retratando Budapeste no final do século XIX também são muito bem feitos.
O personagem-título aparece pouco (afinal, ele só entra em cenas de flashback). Mas talvez as cenas principais de terror explícito sejam mais protagonizadas por ele.
Bom, posso recomendar Jekyll & Hyde a quem gosta de filmes de mutantes. Só não esperem ver cenas de transformação com efeitos especiais de última geração.
Outras produções (convencionais) que eu já indiquei aqui inspiradas no livro O Médico e o Monstro foram Dr. Jekyll and Mr. Hyde (1912) e O Monstro sem Alma (1976).
Mais informações sobre Jekyll & Hyde? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘mutantes’ que você acha os posts sobre Dr. Jekyll and Mr. Hyde e O Monstro sem Alma.
Até a próxima!

domingo, 19 de dezembro de 2021

O MASSACRE NO MOINHO

título original: The Windmill Massacre
título brasileiro: O Massacre no Moinho
ano de lançamento: 2016
país: Países Baixos
elenco principal: Adam Thomas Wright, Bart Klever, Charlotte Beaumont
direção: Nick Jongerius
roteiro: Chris W. Mitchell, Nick Jongerius, Suzy Quid

Há muitas e muitas décadas, no interior dos Países Baixos, existia um moleiro (ou seja, um operador de moinho) chamado Hendrik que vendeu a alma ao diabo, começando a fazer sacrifícios humanos por causa disso. E quando os habitantes de uma cidade próxima descobriram isso, tacaram fogo no moinho em que esse moleiro satanista trabalhava com ele dentro.
Quando o Hendrik chegou ao Inferno, o diabo transformou ele numa espécie de demônio serviçal, encarregado de matar pecadores que não se arrependem e levar eles pro Inferno. E colocou ao lado dele outro demônio de aspecto físico inofensivo que mata os inocentes e os arrependidos, já que o Hendrik não tem poder pra fazer mal a esses.

Essa lenda, lançada pelo filme O Massacre no Moinho, revela ser verdadeira quando um ônibus cheio de turistas de vários países aparentemente pifa numa estrada deserta numa floresta dos Países Baixos ao anoitecer.
Enquanto procuram ajuda e não encontram, os passageiros do ônibus vão revelando que quase todos eles já mataram alguém ou já provocaram a morte de alguém por irresponsabilidade. E a maioria ali nunca se arrependeu do que fez. Ou seja, o destino reuniu eles ali pra serem levados pro Inferno pelo Hendrik.
Além disso, eles nem fazem ideia de que o outro demônio, aquele que mata os inocentes e os arrependidos, se encontra ali entre as pessoas do grupo, demonstrando total candura. E depois que o Hendrik tiver matado todos os culpados ali presentes, ele não pretende deixar os outros vivos...
O Massacre no Moinho completou 5 anos de lançamento em Abril. E é um filme que, curiosamente, engana o expectador nos primeiros minutos: a história começa a se organizar como se fosse um slasher de floresta; mas, assim que o monstro começa a agir, a coisa já descamba de vez pro terror sobrenatural.
Esse filme também foi o 1º longa do Nick Jongerius. E ele diz que sempre quis fazer um filme de terror sobre um moinho, já que sempre achou essas construções assustadoras.
Levando em conta que o filme foi falado em Inglês em vez de Holandês e lançado nos próprios Países Baixos com o título em Inglês, The Windmill Massacre, em vez do que deveria ser em Holandês, Slachting in een Windmolen, fica evidente que ele foi feito com a intenção de ser lançado internacionalmente.
Tem bons momentos de ação e suspense e nada de comédia.
Mais informações sobre O Massacre no Moinho? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

domingo, 12 de dezembro de 2021

BONECO DO MAL

títulos originais: Le Garçon / The Boy
título brasileiro: Boneco do Mal
ano de lançamento: 2016
países: Canadá / China / Estados Unidos
elenco principal: James Russell, Lauren Cohan, Rupert Evans
direção: William Brent Bell
roteiro: Stacey Menear

Uma mulher chamada Greta consegue um emprego como babá numa mansão isolada numa região florestal da Inglaterra, depois de terminar um namoro abusivo com um homem que batia nela e não queria deixar ela ir embora. E ele ainda tá procurando ela...
Ao chegar lá, ela se surpreende ao ver que os únicos moradores da casa são um casal de idosos que tratam um boneco de porcelana de tamanho humano chamado Brahms como se fosse uma criança de verdade. E ainda por cima, eles saem pra viajar no dia seguinte, deixando uma lista de regras sobre como a Greta deve cuidar do boneco!
A princípio, ela não liga muito pra isso. Mas começa a se apavorar quando encontra as roupas reviradas no quarto dela e objetos deixados em lugares da mansão diferentes de onde ela tinha deixado. E além disso, o próprio boneco começa a desaparecer dos cômodos da casa onde ela tinha deixado ele e reaparecer em outros!
Será que o boneco tem mesmo vida própria como os velhos davam a entender? Ou será que a Greta não se encontra tão sozinha na casa quanto ela pensa?

Produzido na China e nos Estados Unidos e filmado no Canadá, Boneco do Mal completou 5 anos de lançamento em Janeiro.
É um filme que, sem dúvida nenhuma, vai agradar a quem gosta de suspense, já que 2 terços dele se mantêm como uma história de suspense. Só lá no final mesmo é que os segredos do casal de idosos relacionados ao boneco são revelados.
É que nos últimos 20 minutos do filme acontece um plot twist: até ali, somos levados a pensar que se trata de um filme de terror sobrenatural; dali pra frente, o filme se transforma numa espécie de slasher dos anos 80 (e no mesmo instante dessa mudança, vêm as explicações que não tinham sido dadas até ali).
Boneco do Mal não é um filme de muita ação. Mas a tensão crescente a cada cena impede que ele fique tedioso.
Como a última cena deixa uma porta aberta pra uma continuação, todo mundo pensava que uma nova franquia slasher ia começar a partir dali. Mas não foi bem isso que aconteceu...
O filme realmente teve uma continuação (2020). Mas, além de ter muito pouca ligação com o original (além do próprio boneco, nenhum personagem do 1º filme volta a aparecer, havendo apenas algumas menções a eles e um stock footage do casal de velhos usado como flashback), esse 2º filme também mudou bastante o gênero usado até ali, abandonando por completo o slasher e mergulhando de cabeça no sobrenatural.
Mais informações sobre Boneco do Mal? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

terça-feira, 27 de julho de 2021

A BRUXA DE BLAIR

título original: The Blair Witch Project
título brasileiro: A Bruxa de Blair
ano de lançamento: 1999
país: Estados Unidos
elenco principal: Heather Donahue, Joshua Leonard, Michael Williams
direção e roteiro: Daniel Myrick e Eduardo Sánchez

“Em Outubro de 1994, 3 cineastas em formação desapareceram na floresta perto de Burkittsville, Maryland, enquanto filmavam um documentário. Um ano depois, as imagens deles foram encontradas.”

Essa é a única explicação ‘didática’ que vemos sobre a história mostrada em A Bruxa de Blair, no mesmo instante em que o filme começa. Só ficamos sabendo de todo o resto da história ao ver as cenas em si.
Devido a esse início, já tá claro que esse não é um filme que aposta no suspense em relação ao fim: desde o começo, já sabemos que os personagens que vamos ver vão morrer ou, no mínimo, vão sumir de alguma forma até o final do filme. Mas essa ideia já tava clara pra quem foi ver o filme quando ele foi lançado...
Acontece que os diretores/roteiristas Daniel Myrick e Eduardo Sánchez já tinham tudo esquematizado pra lançar o filme, mas não tinham dinheiro pra fazer a divulgação. E então, lançaram uma falsa ‘campanha de procura-se’ na época: divulgaram o sumiço dos 3 garotos como se fosse uma história real. E lançaram o filme como se fosse um documentário sobre o assunto.
E durante os primeiros meses em que A Bruxa de Blair teve nos cinemas, muita gente foi assistir pensando que era tudo verdade mesmo!
O que parece ter decepcionado mais os fãs de terror ao verem A Bruxa de Blair foi a ausência da dita cuja que dá nome ao filme. Pois é: do início ao fim do filme não aparece bruxa nenhuma em cena nenhuma! E é meio esdrúxulo fazer um filme sobre uma bruxa e não botar nenhuma bruxa na história, né?
Quando muito, alguns fãs entendem que a bruxa é só um espírito sem aparência física que vaga pela floresta como uma presença abstrata. E que são os poderes dela que tão desorientando os 3 garotos que tão perdidos ali e instigando brigas entre eles.
Essa última situação é que é o tema principal do filme.
Não sabemos nem sequer se os garotos morreram, pois nenhum corpo nunca foi encontrado. A não ser que a gente leve em conta uma língua humana cercada de dentes humanos que foi largada por alguém perto da barraca deles numa manhã.
Supostamente, isso seriam os restos mortais do personagem Joshua, desaparecido na véspera. Mas isso também nunca é explicado diretamente.
A Bruxa de Blair deu origem a uma franquia que teve mais 2 filmes até agora (2000 e 2016). E o 3º filme é o que finalmente deixa claro que existe mesmo algum ser sobrenatural maléfico vivendo naquela floresta.
Mas por quê? O 1º filme não deixa isso claro?
Não. A única coisa que fica 100% clara ali é que existe alguém ou alguma coisa (e nunca aparece nas cenas quem ou que coisa seria essa) perseguindo os garotos pela floresta e tentando matar eles. E a ideia inicial dos diretores é que quem tá fazendo isso seriam os moradores da cidade vizinha, que não tão nem um pouco satisfeitos com a presença dos ‘intrusos’ nas terras deles (a mentalidade básica de caipiras em qualquer filme de terror norte-americano, né?rs).
Sim. Várias cenas do início do filme parecem deixar isso claro. Mas, mesmo assim, a história permite várias interpretações pro destino final dos 3.
Como hoje já ficou explicado que quem perseguiu os garotos na floresta foi mesmo a bruxa, vamos concordar que ela é uma vilã assustadora, né? Ela ataca com terror psicológico total! Como já foi dito, ela nunca se mostra em cena nenhuma do filme original (e quando você é atacado e não vê e/ou não entende o que tá atacando isso sempre aumenta a tensão), mas ela sempre deixa claro que passou perto do lugar onde você se encontra e que o lugar não é seguro graças a ela.
Aventura? Sim. Mas mais devido à tensão e ao suspense de algumas cenas específicas do que à ação.
Cenas de humor? Não. Tentaram contar aqui uma história séria.
Violência? Bom, com exceção da cena da língua (que é muito rápida e não mostra detalhes) e de algumas brigas isoladas entre os 3 garotos quando eles perdem a paciência uns com os outros, não.
Sexo? Nenhum.
Como a gente vê, A Bruxa de Blair é um filme de terror que pode passar na Sessão da Tarde sem cortes. Aliás, ele é um filme muito mais de suspense do que de terror.
Agora, umas polemicazinhas...
Dê uma olhada em Rituais (1977) e Um Longo Fim de Semana (1978) que você vai ver que várias partes do roteiro da Bruxa de Blair parecem ter sido ‘inspiradas’ nos roteiros desses 2 filmes. Principalmente em relação a coisas aparecendo fora do lugar sem explicação em ambientes florestais, deixando claro que alguém não identificado botou aquilo lá pra aterrorizar os protagonistas.
Eu não diria que houve plágio, até porque esses outros filmes não contam histórias sobre nenhum ser sobrenatural perseguindo os protagonistas. Mas, minimamente, temos que levantar a teoria de que várias cenas vistas aqui foram inspiradas no que apareceu lá, né?
Mais informações sobre A Bruxa de Blair? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘animais enfurecidos’ que você acha posts sobre Rituais e Um Longo Fim de Semana.
Até a próxima!

sábado, 12 de junho de 2021

METALBEAST

título original: Project: Metalbeast
título brasileiro: Metalbeast
ano de lançamento: 1995
país: Estados Unidos
elenco principal: Barry Bostwick, Dean Scofield, Kim Delaney
direção: Alessandro de Gaetano
roteiro: Alessandro de Gaetano, Roger Steinmann e Timothy E. Sabo

Em 1974, um grupo de dissidentes do Exército dos Estados Unidos decidem criar um guerreiro mutante. E pretendem usar sangue de lobisomem como matéria-prima pra isso.
Conseguindo localizar um monstro dessa espécie numa região isolada da Hungria, um dos membros desse grupo, chamado Donald, mata a fera e consegue levar uma amostra de sangue dela pros Estados Unidos. Mas, impaciente pra obter resultados, ele injeta a amostra nele mesmo, se transformando num lobisomem e atacando alguns colegas.
Outro membro do grupo, chamado Miller, mata o Donald atirando nele com 3 balas de prata. Mas mantém o cadáver dele dentro de um tubo de formol, pretendendo usar ele em planos futuros, dessa vez em benefício próprio...
Passados 20 anos, uma cientista chamada Anna tá trabalhando na criação de pele sintética, feita à base de metal, pra reconstruir partes do corpo de pessoas que foram seriamente feridas. E o patrocinador das experiências dela é ninguém menos que o Miller, que decide implantar a pele sintética em cadáveres pra, de acordo com ele, ver como a pele reage.
Claro que o cadáver que ele envia ao laboratório da Anna pra ser usado como cobaia é ninguém menos que o Donald (só que sem revelar nada a ninguém sobre o passado dele). Mas, depois que a cientista implanta a pele sintética nele, ela se surpreende ao ver que o homem ali tem 3 balas de prata entranhadas na carne. E decide remover...
Imediatamente depois, o Donald ressuscita. Mas, embora, a princípio, ele não consiga fazer nada além de se debater e gemer, todos veem que o organismo dele vai se reconstruindo a cada hora, ao mesmo tempo em que a pele sintética vai crescendo por todo o corpo dele.
E essa não é a pior parte: na noite seguinte, a Lua-Cheia aparece no Céu, transformando o Donald num lobisomem cibernético que não demora a se soltar e se tornar quase incontrolável, massacrando todos os humanos que encontra pela frente!
Agora como alguém pode deter essa criatura, se a pele sintética dela é metálica e imperfurável?

Bom, como vocês já viram pela sinopse acima, o monstro dessa história é ao mesmo tempo um cyborg, um mutante e uma assombração.rsrs Então, já posso começar indicando o filme tanto aos fãs de ficção científica quanto aos fãs de terror sobrenatural (e a 1ª cena tem até um clima meio gótico).
Aliás, as características da criatura são uma mistura disso: ele age como qualquer monstro mutante que se solta e se volta até contra o seu cientista criador, mas também tem algumas fraquezas de assombração, como fugir quando vê uma cruz.
Quanto à aparência dele, como eu já disse, é um lobisomem cibernético. Não tenho mais nada a acrescentar.rsrs
Aliás, curiosamente, ele nunca é chamado de “Metalbeast” em momento nenhum do filme.
Vale lembrar que quem tava por baixo da fantasia do monstro era o nosso velho conhecido Kane Hodder, dando vida a mais um dos vários personagens de terror da sua carreira.
Os demais personagens de Metalbeast são aqueles que a gente costuma ver como clichês mesmo em filmes de ficção científica: uma cientista boazinha que tem as experiências dela pervertidas por um militar mau caráter, um monte de conspiradores no Exército dos Estados Unidos que agem sem se preocupar com qualquer mal que venham a causar...
Outro clichê típico de filmes de monstros mutantes: o vilão responsável pela criação do monstro sempre é trucidado pelo próprio monstro (não antes de fazer mais algumas maldades ao longo do filme, é claro). Afinal, é isso que o público acha que ele merece, né?rsrs E isso a gente também vê aqui.
No resto, posso dizer que Metalbeast tem boas cenas de suspense, aventura regular e humor nenhum.
Não é nenhum clássico, mas cumpre as expectativas.
A última cena deixa uma porta aberta pra uma continuação. E informações não oficiais de alguns sites dizem que um roteiro chegou até a ser escrito (parece que ia se chamar Operation Metalbeast). Mas, se é que isso é verdade, parece que nunca saiu do papel.
Mais informações sobre Metalbeast? Lá vai:


Até a próxima!

terça-feira, 8 de junho de 2021

A HERANÇA MALDITA / O CASTELO MALDITO

títulos originais: Castle Freak / Il Castello
títulos brasileiros: A Herança Maldita / O Castelo Maldito
ano de lançamento: 1995
países: Estados Unidos / Itália
elenco principal: Barbara Crampton, Jeffrey Combs, Jonathan Fuller
direção: Stuart Gordon
roteiro: H.P. Lovecraft (autor do texto original), Dennis Paoli e Stuart Gordon

Uma coisa que talvez tenha chamado a atenção de vocês aqui logo de cara é que o filme indicado hoje tem 2 títulos originais e 2 títulos brasileiros... Pois é. Como é uma coprodução ítalo-estadunidense, ele foi lançado na Itália com o nome de Il Castello e nos Estados Unidos com o nome de Castle Freak. E no Brasil ele foi lançado em VHS como A Herança Maldita e depois relançado em DVD como O Castelo Maldito.
Bom, temos aqui um slasher estilizado. Vejam a descrição dessa cena, já chegando no final:

Uma mulher e a filha dela tão presas num lugar de difícil acesso onde, aparentemente, ninguém vai aparecer pra ajudar elas pelas próximas horas. E um louco deformado tá perseguindo e tentando matar elas brutalmente...

Substitua essa mãe e essa filha por 2 pós-adolescentes e isso vira uma cena típica de slashers oitenteiros, sem tirar nem pôr.
Mas, como eu disse, esse é um slasher estilizado, e não um slasher oitenteiro. Não esperem ver aqui nenhuma reprodução de Sexta-Feira 13 (1980) nem nada parecido com isso.
O roteiro do Castelo Maldito foi apresentado ao público como sendo inspirado num conto do H. P. Lovecraft chamado O Intruso (1921). Mas, na verdade, só 1 única cena do filme foi inspirada numa passagem desse conto. O resto da história não tem nada a ver.
Descontando algumas derrapadas em termos de coerência, O Castelo Maldito cumpre aquilo que se espera de um filme de terror: aterrorizar o público.
Mas não há aqui muito suspense dirigido ao próprio público: na 1ª meia hora do filme você já tem todas as informações sobre o vilão Giorgio d’Orsino, sobre por quê ele age como age e tal. Os heróis é que vão ficar até o final angustiados e sem entender o que tá havendo, enquanto situações assustadoras vão se desenrolando ao redor deles. Então, a intenção aqui é investir no terror psicológico mesmo: você, como público, sabe basicamente tudo o que tá acontecendo e fica atônito ao ver algum personagem caminhar pro perigo sem ter a menor ideia do que vai encontrar.
Nesse quesito específico, O Castelo Maldito lembra um pouco A Vingança de Cropsy (1981), que também tem um vilão que o público já sabe quem é desde o início da história rondando um grupo de pessoas que nem imaginam que ele tá ali do lado.
Algumas cenas desse filme aqui são um pouco demoradas e chatas. Mas outras (principalmente na última meia hora do filme) são ação pura, embora restrita ao terreno de um castelo.
Quanto ao Giorgio, embora, na prática, ele acabe se tornando mesmo uma herança maldita pro novo dono do castelo, sinceramente ele não tem nada de perverso. Ele é simplesmente uma criatura deformada e enlouquecida, produto da forma como foi criado e torturado pela mãe, a louca Duquesa Gabriella d’Orsino (tudo isso já começa a ficar evidente nos primeiríssimos minutos do filme, antes mesmo dos créditos iniciais). E embora o Giorgio mate algumas pessoas com extrema violência, ele só faz isso ou quando se sente ameaçado ou então quando ele não entende direito o que tá fazendo, devido à ausência de informações que ele tem sobre a vida (afinal, ele viveu trancado num calabouço por muitos anos).
O Castelo Maldito também pode ser considerado uma tragédia: a história é bem pesadona e nenhum personagem tem um final propriamente feliz.
Antes de encerrar, só mais uma palavrinha sobre os slashers...
Se você tem um mínimo de informação que seja sobre os filmes dos anos 80, você sabe que os slashers foram produzidos em larga escala naquela década, certo? Saíram dezenas de filmes desse tipo em 1981, outras dezenas em 1982, outras dezenas em 1983... E essa massificação, apesar de ter conquistado uma legião específica de fãs, funcionou mais com o público daquela época mesmo. Ou seja, embora os slashers conseguissem manter o antigo público deles nos anos 90, já não conseguiam mais atrair novos fãs seguindo o mesmo estilo que tinham seguido antes (um louco deformado aterrorizando uma colônia de férias ou campistas numa floresta e adjacências). E assim, dos anos 90 pra frente, os slashers tiveram que adotar um novo visual. Foi mantida a ideia do louco de aparência bizarra perseguindo e matando um grupo de pessoas, mas sem ter mais uma colônia de férias ou um acampamento por perto e sem acabar sempre com uma mocinha boazinha e inocente matando o vilão e se salvando sozinha na última cena.
Se é assim, acho que O Castelo Maldito é um dos primeiros bons exemplos de slashers da leva dos anos 90.
O filme teve um remake, lançado em 2020.
Mais informações sobre o filme de 1995? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ que você acha posts sobre A Vingança de Cropsy e Sexta-Feira 13.
Até a próxima!

terça-feira, 25 de maio de 2021

VAMP

título original: Vamp
ano de lançamento: 1991
países: Brasil / Itália / Portugal
elenco principal: Cláudia Ohana, Ney Latorraca, Reginaldo Faria
direção: Jorge Fernando
roteiro: Antônio Calmon, Lilian Garcia, Tiago Santiago e Vinícius Vianna

Em 1781, a Baía dos Anjos, localizada no litoral do Rio de Janeiro, foi invadida por um bando de vampiros, liderados pelo terrível Conde Vladmir Polanski, popularmente conhecido como Vlad.
Uma moradora da região, chamada Eugênia Queiroz, foi a vítima mais insistentemente perseguida pelo vampiro.
Sabendo da situação, um padre português levou até lá a Cruz de São Sebastião, conhecida por ter o poder de destruir qualquer demônio. Mas, quando o padre partiu pra luta aberta contra o Vlad, acabou sendo morto pelo vampiro e derrubando a cruz no Mar, onde ela afundou e se perdeu...
O padre não sabia, mas, de acordo com uma profecia, o destino do Vlad é morrer somente no dia em que um homem com o sobrenome Rocha enfrentar ele empunhando a Cruz de São Sebastião. Até que isso aconteça, ele será indestrutível!
Mais de 200 anos depois, uma cantora pobre chamada Natasha se apresenta em boates decadentes de São Paulo, sem conseguir nem sequer chamar a atenção de ninguém enquanto canta. E cansada da situação, ela declara que tá disposta a vender a alma ao diabo em troca de sucesso na carreira musical.
Como a Natasha não é ninguém menos do que a reencarnação da Eugênia Queiroz, o Vlad escuta as palavras dela. E aparece diante da cantora, comprando a alma dela e transformando ela numa vampira.
Conforme o pacto, a Natasha se transforma numa estrela do rock internacional. Mas se arrepende do método que usou pra isso, se decidindo a se livrar do Vlad e voltar a ser humana. E assim, orientada por um espírito chamado Rafa, ela decide ir até a Baía dos Anjos em 1991, encontrar a Cruz de São Sebastião e destruir o Vlad com a ajuda de um homem chamado Rocha.

Vamp chamou a atenção por ser a 1ª novela brasileira voltada do início ao fim pra assuntos relacionados ao vampirismo.
Mas se trata antes de mais nada de uma comédia de aventura voltada mais pro público adolescente. E os vampiros são mais engraçados do que propriamente maus.
O único vampiro retratado como mais poderoso mesmo é o próprio Vlad.
O vampiro Gerald, que tenta manter uma postura neutra entre os heróis e os vilões da história, funciona como um vilão secundário. Mas ele é um personagem meio de ‘temporadas’: ele passa algumas fases da novela ajudando os vilões, outras fases ajudando os heróis. E nos últimos capítulos, ele tenta se tornar o vilão principal, sem perceber que tá funcionando apenas como um idiota útil pro Vlad.
Alguns dos efeitos especiais mostrados parecem ter sido propositalmente mal feitos pra provocar risos no público. E o diretor Jorge Fernando definiu a novela como uma “chanchada de terror” exatamente por causa dos efeitos.
Os poderes e as fraquezas dos vampiros de Vamp só funcionam às vezes: às vezes eles se ferem quando tocam em alho, outras eles até comem alho numa boa; às vezes eles se ferem quando tocam em cruzes, outras não se ferem; às vezes eles refletem nos espelhos, outras não refletem...
Também não houve preocupação em manter a imagem do vampiro clássico. Por exemplo, eles andam à luz do Sol sem problemas e morrem se alguém atirar neles com uma bala de prata (se não me engano, isso só acontece com lobisomens, né?).
Apesar da profecia do homem chamado Rocha empunhando a cruz, o Vlad na verdade morre e ressuscita várias vezes ao longo da novela em situações que podem ou não ter alguma coisa a ver com a situação descrita pela profecia.
Mas, apesar dessas pequenas contradições, Vamp foi um dos maiores sucessos do início dos anos 90. E vai agradar a qualquer fã de aventura e comédia.
Mais de 90% da novela foram gravados no Brasil. Mas mais ou menos metade dos capítulos da 1ª semana foram gravados na Itália e Portugal.
Vamp fez tanto sucesso na época que foi reprisada pela Globo apenas 1 ano depois que a transmissão original tinha acabado, no início de 1993, na Sessão Aventura.
Ver essa novela é uma boa oportunidade pra lembrar que, nos anos 80 e 90, as novelas da Globo podiam falar sobre qualquer assunto e criticar qualquer coisa. Bem diferente de hoje, quando a Globo explicitamente se transformou numa mera filial do PT: as novelas da Globo atuais só podem mostrar e apoiar situações com as quais o PT concorda, só podem criticar quem não é esquerdista, não podem conter cenas falando nada contra qualquer esquerdista que seja... Em outras palavras: atualmente existe uma censura esquerdista sobre o que pode e o que não pode ser mostrado nas novelas da Globo.
Já sei que alguém vai querer dizer que o Jair Bolsonaro quer impor nos dias de hoje uma censura que ele chama de “filtro”. Sim, é claro. E eu não estou defendendo ele (até porque eu deixo claro que não sou nem nunca fui bolsonarista) nem estou defendendo a óbvia censura que ele quer impor. Mas eu não me faço de cego e surdo pro fato do PT querer impor esse outro tipo de censura que eu mencionei acima.
Mais informações sobre Vamp? Lá vai:


Até a próxima!

domingo, 9 de maio de 2021

BANDH DARWAZA

título original: Bandh Darwaza
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1990
país: Índia
elenco principal: Anirudh Agarwal, Hashmat Khan, Manjeet Kullar
direção: Shyam Ramsay e Tulsi Ramsay
roteiro: Dev Kishan e Shyam Ramsay

Numa região florestal e montanhosa da Índia, fica um palácio em ruínas chamado Kali Pahadi, onde se reúnem vários praticantes de magia negra pra servir ao seu mestre, o demônio Nevla. E eles fazem de tudo pra proteger esse monstro e manter ele fora do alcance dos inimigos, mesmo sabendo que ele sempre mata os traidores e os que falham nas missões.
Essa criatura se dedica eternamente e tentar levar mais e mais pessoas pra se tornarem novos magos do clã de Kali Pahadi.
Enquanto isso, nas mansões das famílias ricas que rodeiam aquela floresta, segue um triângulo amoroso entre o jovem herdeiro Kumar, sua noiva Sapna e uma garota mimada chamada Kamya, que quer separar o Kumar da Sapna e pegar ele pra ela a qualquer preço.
O que a Kamya nem desconfia é que ela foi gerada através de um pacto que a mãe dela fez com o Nevla. E agora o demônio quer levar ela pra Kali Pahadi pra transformar a garota numa maga a serviço dele.
Mas se engana quem pensa que a Kamya vai ser uma vítima sofredora nas mãos do Nevla: ela vai é aproveitar a oportunidade e tentar usar a magia do demônio pra conquistar o Kumar.

Bandh Darwaza pode ser classificado como uma mistura de terror e aventura. Mas conta com alguns toques simples de comédia, principalmente no início, protagonizados pelo mordomo Gopi (curiosamente, esse personagem simplesmente some depois de umas poucas cenas).
Vemos logo de cara que, embora o vilão principal seja mencionado pelos demais personagens como um “demônio” durante todo o filme, ele tem claramente a imagem e o comportamento do vampiro clássico dos filmes hollywoodianos.
Por falar em produções norte-americanas, Bandh Darwaza tem várias cenas em que, ao fundo, podemos ouvir os temas de Sexta-Feira 13 (1980), como o famoso “ki-ki-ki-ki-ki... ma-ma-ma-ma-ma...”.
Levando em conta que a história gira em torno de um palácio em ruínas e inclui uma maldição sobrenatural e uma criatura de aparência bizarra, podemos dizer que existe um certo ar gótico.
O filme também apresenta alguns erros de continuidade (como partes gravadas de dia e partes gravadas de noite mostradas alternadamente na mesma cena) e personagens chegando a conclusões idiotas (como uma cena em que o Kumar chega a uma sala cheia de tochas que acabaram de ser acesas e comenta: “Parece que ninguém vem aqui há muitos anos!”).
Talvez o roteiro de Bandh Darwaza funcionasse melhor numa série do que num filme, já que o desenvolvimento da história é muito cheio de altos e baixos. E o filme tem nada menos que 2 horas e meia de duração.
Então, sim: esse filme tem várias falhas. Mas, descontando isso, é um filme de terror regular do subgênero ‘sobrenatural’. E também deve agradar aos fãs de aventura, já que tem várias cenas de luta e perseguição.
Mais informações sobre Bandh Darwaza? Lá vai:


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Até a próxima!

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

O INOMINÁVEL 2 / O RETORNO DO INOMINÁVEL

título original: The Unnamable II: The Statement of Randolph Carter
títulos brasileiros: O Inominável 2 / O Retorno do Inominável
ano de lançamento: 1992
país: Estados Unidos
elenco principal: Charles Klausmeyer, Maria Ford, Mark Kinsey Stephenson
direção: Jean-Paul Ouellette
roteiro: H. P. Lovecraft (autor do texto original) e Jean-Paul Ouellette

Depois que o jovem Randolph Carter, ao lado de seu amigo Howard, testemunha várias situações sobrenaturais no terreno de uma mansão abandonada, ele decide voltar lá pra explorar algo muito estranho que encontrou: uma cadeia de cavernas subterrâneas sob a mansão.
Acompanhado pelo Howard e pelo professor de História deles, o Randolph desce até lá e encontra um demônio que atacou os amigos dele dentro da mansão... Não há o que temer, pois a besta se encontra amarrada com galhos de árvores, sendo essa a forma que o pai dela encontrou pra deter ela (a criatura em questão é a fusão do corpo da filha de um feiticeiro com o corpo de um demônio que ele invocou).
Através de um processo químico, eles conseguem separar o corpo do demônio do corpo da garota, chamada Alyda. Mas logo depois, começam a ser perseguidos pelo demônio, que quer voltar a se fundir com a Alyda.
Agora só resta ao Randolph e ao Howard ficar levando a Alyda de um lugar seguro pro outro, enquanto o demônio obstinadamente persegue eles, tentando pegar a garota (a criatura consegue localizar a Alyda não importa onde ela se esconda).
Talvez as páginas perdidas de um livro de magias que o Randolph encontrou tenham algum feitiço pra deter o demônio... Mas, apenas TALVEZ!

Lançado na televisão como O Inominável 2 e em VHS como O Retorno do Inominável, esse filme é a continuação da Abominável Criatura (1988). Mas a quantidade de contradições e de situações bobas que a gente vê no desenrolar dele fizeram a coisa descer pelo ralo.
Vamos ver algumas das esquisitices do filme:
Antes de tudo, embora a 1ª cena desse filme pretenda continuar a última cena do filme anterior, não é bem isso que acontece: A Abominável Criatura termina com os personagens Randolph, Howard e Tanya, sem mais ninguém ao redor deles, caminhando pra longe da mansão, depois das situações bizarras que eles acabaram de passar ali; O Inominável 2 começa com vários policiais e paramédicos chegando à mansão, levando a Tanya em estado de choque pro hospital e carregando o Howard pra uma ambulância deitado numa maca!
A personalidade do Randolph também foi extremamente alterada: no 1º filme, ele era um rato de biblioteca que passava o dia fazendo pesquisas e não tava nem aí pro resto da Humanidade; aqui, ele é bem mais sentimental.
No 1º filme, o Howard se chamava Howard Damon; aqui, do nada, o nome do personagem passa a ser Eliot Damon Howard!
E a forma como o Randolph derrota o demônio na luta final também é hilária... Não vou dar muitos spoilers, mas vou fazer uma pergunta: já viram uma cadeira ser possuída por um demônio e virar uma ‘cadeira-monstro’ morta? Pois nessa cena vocês vão ver.rs
Também tem uma mudança de aparência da criatura: no 1º filme, ela é um monstro branco com um par de asas atrofiadas nas costas; aqui ela é um monstro vermelho com um par de asas enormes. Mas, até aí, a gente dá um desconto. Afinal, no 1º filme, ela tá fundida com a Alyda. Aqui, é o corpo dela sozinho. Então, talvez essa seja a aparência verdadeira dela.
Sobre o desaparecimento da Tanya, tem uma curiosidade: ela foi interpretada no 1º filme pela atriz Alexandra Durrell, que trabalhou nesse 2º filme como produtora, mas que não voltou a interpretar a personagem aqui.
Aliás, ela era uma das personagens principais no 1º. Mas no 2º, ela só aparece de longe (visivelmente representada por uma dublê), na cena do início em que ela é colocada em estado de choque numa ambulância e... Não se fala mais nela depois disso!
Não consegui encontrar nenhuma explicação de por quê sumiram com a personagem apesar da atriz ter voltado (como produtora).
Isso sem contar que ela termina o filme anterior andando pra longe do terreno onde aqui ela foi colocada na ambulância. E certamente não tava em estado de choque antes.
Assim como A Abominável Criatura, O Inominável 2 foi vagamente inspirado num conto do H. P. Lovecraft, chamado O Depoimento de Randolph Carter (1920). Mas dá pra ver que não se saiu muito bem, né?
Talvez o resultado tivesse sido melhor se o diretor tivesse mergulhado de cabeça na comédia, passando assumidamente pro humor explícito. Mas ele quis contar aqui uma história séria. Ou seja, só conseguiu criar uma comédia involuntária.
Como ponto positivo, posso dizer que O Inominável 2 tem efeitos especiais melhores que A Abominável Criatura. E como é um filme que tem cenas de perseguição quase do início ao fim, até que ele se sai bem como filme de aventura. Começa como filme gótico e depois vira filme de aventura, pra ser mais exato.
Também tem umas ceninhas de suspense, mas meio bobas.
Mais informações sobre O Inominável 2? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘séries cinematográficas’ que você acha um post sobre A Abominável Criatura.
Até a próxima!

terça-feira, 11 de agosto de 2020

A ABOMINÁVEL CRIATURA

título original: The Unnamable
título brasileiro: A Abominável Criatura
ano de lançamento: 1988
país: Estados Unidos
elenco principal: Alexandra Durrell, Charles Klausmeyer (creditado aqui como Charles King), Mark Kinsey Stephenson
direção: Jean-Paul Ouellette
roteiro: H. P. Lovecraft (autor do texto original) e Jean-Paul Ouellette

Numa noite de tempestade de 1704, vizinhos ouviram os bizarros gritos de uma criatura desconhecida vindo de uma mansão. E no dia seguinte, quando foram até lá pra ver o que tinha havido, encontraram o cadáver do único morador da casa (pelo menos, até onde se sabia): ele teve o pescoço ferido e o coração arrancado por alguma fera desconhecida.
Depois disso, ninguém nunca mais voltou a morar na casa.
Passados 284 anos, em 1988, o jovem Randolph Carter tá conversando com 2 amigos no cemitério que fica ao lado da tal mansão. E conta que, uma vez, um antepassado dele entrou na casa pra ver o que encontraria lá dentro. E ao olhar pra uma janela, viu ali uma figura tão assustadora que os cabelos dele ficaram brancos de um segundo pro outro e ele enlouqueceu pra sempre!
Um dos amigos do Randolph acha que ele tá contando aquilo pra assustar eles. E decide passar a noite sozinho na mansão, pra provar que ali não tem nada fora do normal. Mas é atacado e morto por uma entidade misteriosa que encontra ele ali...
No dia seguinte, 2 alunos veteranos da universidade local também decidem passar a noite lá junto com 2 alunas calouras, já que a casa vai ser usada pra fazer uma prova de admissão de novatos pra uma fraternidade.
E o Randolph, junto com seu amigo Howard, começam a se preocupar com o sumiço do outro amigo deles, decidindo ir também até a mansão pra ver o que houve lá.
Todos eles vão descobrir da pior forma possível quem (ou o quê) viveu se escondendo naquela mansão abandonada durante esses quase 300 anos...

Simplificando: temos aqui um filme de terror em que o Jean-Paul Ouellette (que estreou aqui como diretor) fez tudo o que pôde pra homenagear o H. P. Lovecraft...
A cena do cemitério e a aparência do monstro foram inspiradas no conto O Inominável, lançado pelo escritor em 1925. E vemos ao longo do filme vários nomes de pessoas (como o próprio Randolph Carter) e de lugares que também aparecem em contos do H. P. Lovecraft.
Embora A Abominável Criatura seja eventualmente classificado como “trash”, eu diria que não chega a tanto. Claro que é uma produção de baixo custo (de acordo com alguns sites, foi tudo gravado em 3 semanas e meio no improviso), mas mostra o que se propõe a mostrar.
A aventura se resume às cenas de perseguição do monstro contra os humanos pelos corredores escuros da mansão.
Aliás, em relação a isso, não espere surpresas: se você já viu meia dúzia de filmes de terror dos anos 80, então desde o início desse filme aqui você já sabe quem vai morrer e quem vai sobreviver no final.
A Abominável Criatura tem algumas poucas pinceladas de humor, mas muito superficiais: tentaram contar aqui uma história séria com um certo clima gótico. Inclusive, com cenas de suspense muito boas!
A aparência do monstro (um demônio feminino chamado Alyda) é simples, mas funcional. E a interpretação gestual da atriz Katrin Alexandre, na pele da criatura, também ajudou bastante.
A Abominável Criatura teve uma continuação (1992), que teve mais investimento na produção do que o original... Mas menos qualidade em relação ao resultado. E vamos falar sobre ela aqui em breve.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


Até a próxima!

sexta-feira, 12 de junho de 2020

OS FANTASMAS

título original: Ghostbusters
título brasileiro: Os Fantasmas
ano de lançamento: 1986
país: Estados Unidos
produção: Filmation Associates Studios

Em 1975, um seriado de 15 capítulos chamado The Ghost Busters contou a história de 2 exterminadores de fantasmas, chamados Jake e Eddie, e seu gorila de estimação, chamado Tracy, misturando os gêneros ‘aventura’, ‘comédia’ e ‘terror light’.
Em 1986, a Filmation Associates Studios decidiu fazer outro seriado continuando a história do anterior. E assim, lançaram Os Fantasmas.
No 1º capítulo, 11 anos depois dos eventos mostrados no seriado original, os exterminadores resolvem se aposentar, entregando o negócio deles aos seus respectivos filhos, também chamados Jake e Eddie. E o Tracy se junta aos rapazes pra formar esse novo trio de exterminadores de fantasmas.
Quanto aos vilões, o vilão principal é o Líder Mau, que, embora pareça mais um cyborg, é mencionado pelo seriado como o fantasma mais poderoso do Mundo. Mas um fantasma chamado Grande Mau, que demonstra ser mais poderoso do que ele, também aparece de vez em quando pra encher o saco dos heróis. E também pra encher o saco do Líder Mau, já que ele às vezes tenta usurpar o poder dele.
Assim como o seriado dos anos 70, Os Fantasmas é uma mistura de ‘aventura’, ‘comédia’ e ‘terror light’. A diferença básica é que o outro seriado era live-action e esse aqui é um desenho animado.
Vendo o seriado, você vai notar que tanto a aparência quanto o comportamento dos personagens lembram bastante os personagens de He-Man e os Defensores do Universo (1983) e de She-Ra (1985). E não é por acaso: esses também são produções da Filmation.
Inclusive, no final de cada capítulo dos Fantasmas, um dos heróis aparece falando diretamente com o público pra dar uma lição de moral, geralmente inspirada em alguma coisa que aconteceu naquele capítulo, igualzinho a He-Man e She-Ra, né?
Até o Líder Mau, se a gente olhar bem, tem um aspecto que parece uma mistura do Esqueleto com a Sombria.rsrs
Então, acho que esse seriado vai agradar basicamente a fãs de He-Man e She-Ra e de seriados do mesmo tipo: aventura, comédia, pouca violência explícita e lições de moral no final da história.
Logo depois que Os Fantasmas foi lançado pela Filmation, Os Caça-Fantasmas tava pra ser lançado em trio pela Coca-Cola Telecommunications, pela Columbia Pictures Television e pela Dic Enterprises. E como Os Fantasmas nos Estados Unidos se chama Ghostbusters e Os Caça-Fantasmas ia se chamar Ghost Busters, a Filmation abriu um processo contra as outras 3 produtoras e ganhou o direito de impedir que outro desenho usasse um nome com as mesmas palavras que esse aqui.
Conclusão: o outro desenho teve o nome mudado pra The Real Ghostbusters (“Os Verdadeiros Caça-Fantasmas”).
Imaginem como o pessoal da Filmation deve ter ficado puto com isso, né?rsrsrs
Outra produção da Filmation que eu já indiquei aqui foi He-Man & She-Ra: Especial de Natal (1985).
Mais informações sobre Os Fantasmas? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘monstros gigantes’ que você acha posts sobre Os Caça-Fantasmas, He-Man, She-Ra e He-Man & She-Ra: Especial de Natal.
Até a próxima!

quarta-feira, 20 de maio de 2020

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE

título original: Mistérios da Meia-Noite
ano de lançamento: 1985
país: Brasil
elenco: Luiza Brunet e Zé Ramalho
direção: Paulo Trevisan
roteiro: Rui Resende e Zé Ramalho

No início de 1985, a novela Roque Santeiro entrou em produção. E um dos personagens era um professor de aparência sombria e misteriosa, que supostamente seria um lobisomem.
Ele precisava de uma música pra servir como tema. E dessa forma, o produtor musical Mariozinho Rocha entrou em contato com o compositor Zé Ramalho pra resolver essa questão. E assim, surgiu a música Mistérios da Meia-Noite.
Pouco depois de gravar a música, eles filmaram um clipe pra ela, no hoje inexistente Teatro Fênix, no Rio de Janeiro.
A letra dessa música não conta uma história objetiva. Ela simplesmente menciona um lobisomem num povoado ligado a mistérios da meia-noite, um professor e uma menina apaixonada pelo tal lobisomem.
Já o clipe é uma pequena comédia de terror, com algumas pinceladas superficiais de gótico e de aventura:

Um homem com uma roupa vampiresca tá cantando pra Lua numa floresta, ao mesmo tempo em que olha pra uma casa próxima e vê o vulto de uma mulher lá dentro.
Ele entra na casa, mas vê que o lugar é cheio de armadilhas... Só que a surpresa maior vai ser quando ele encontrar a mulher.

Mais informações sobre Mistérios da Meia-Noite? Lá vai:


Até a próxima!