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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

NO CAIR DA NOITE

títulos originais: Darkness Falls / Don’t Peek / The Ghost of Matilda Dixon / Tooth Fairy
título brasileiro: No Cair da Noite
ano de lançamento: 2003
países: Austrália / Estados Unidos
elenco principal: Chaney Kley, Emma Caulfield, Lee Cormie
direção: Jonathan Liebesman
roteiro: James Vanderbilt, Joe Harris e John Fasano

Por volta de 1850, na pequena cidade litorânea de Darkness Falls, vivia uma idosa rica chamada Matilda Dixon.
Ela adorava crianças e costumava fazer uma brincadeira com elas: quando o último dente decíduo de uma criança caía, ela levava esse dente pra Matilda, ganhando em troca uma moeda de ouro.
Por isso, a idosa foi apelidada de “Fada do Dente”, uma figura folclórica que recolhe os dentes das crianças em troca de um pagamento.
Uma noite, houve um incêndio na casa da Matilda. E as chamas feriram ela principalmente no rosto, deixando queimaduras tão terríveis ali que qualquer luz que batesse na pele dela provocava uma dor devastadora.
Assim, ela passou a sair de casa só à noite. E pra garantir que ninguém olhasse pro rosto dela, ao qual as queimaduras tinham desfigurado, ela usava sempre uma máscara de porcelana.
Esse comportamento parece ter feito os habitantes da cidade adquirirem medo da Matilda. E assim, num dia em que 2 crianças da cidade sumiram, acharam que ela tinha feito alguma coisa contra essas crianças.
O povo arrastou a idosa pro meio da praça, arrancou a máscara dela e enforcou ela em público… Mas todos se cobriram de horror com seus próprios atos na manhã seguinte: as 2 crianças reapareceram, revelando que a Matilda não tinha nada a ver com o desaparecimento momentâneo delas!
Desde então, crianças começaram a ser vítimas de crimes inexplicáveis em Darkness Falls na noite em que perdiam o último dente. E diziam que era o espírito da Matilda que matava elas, pois ela continuava seguindo seu jogo de ir buscar o último dente decíduo de cada criança. Mas, se a criança olhasse pra ela, era morta.
Isso teria a ver com as últimas palavras que a idosa disse antes de ser enforcada:

“O que antes eu recebia por amor, tomarei para sempre por vingança!”

Essa lenda, lançada pelo filme No Cair da Noite, é o ponto de partida pro que vamos ver a seguir: em 1991, quando um menino de Darkness Falls chamado Kyle perde seu último dente, a Matilda entra no quarto dele pra buscar. Mas como ele e a mãe dele acabam olhando pra ela, a Matilda mata a mulher, só não conseguindo fazer o mesmo com o menino porque ele se refugia num cômodo da casa com a luz acesa.
Ocorre que a assombração só mata quem chega a olhar pra ela (se isso não acontecer, ela ignora a pessoa).
Como, no dia seguinte, os moradores da cidade encontram o Kyle em estado de choque e sem dizer nenhuma palavra e depois descobrem o cadáver da mãe dele, entendem que ele surtou e matou ela. E como a família não tem parentes próximos, ele é mandado pra um hospício.
Passados 12 anos, apesar de já ter conseguido (mais ou menos) reconstruir a vida, o Kyle ainda tá bem traumatizado com o que aconteceu. Mas, ao saber que a Matilda ainda tá fazendo vítimas em Darkness Falls, ele decide enfrentar o medo que ainda sente dela e voltar à cidade natal pra ajudar um menino que acabou de ser atacado.
E além das várias dificuldades que o Kyle vai encontrar lá, uma tempestade tá chegando na cidade. E isso vai danificar o sistema elétrico, causando um apagão geral... Querem área mais propícia pra atuação de uma assombração que só ataca no escuro?
Bom, vemos aqui muita influência da Hora do Pesadelo (1984), com uma vilã deformada por fogo, que foi linchada por pais de crianças revoltados, que depois de ter morrido se transformou numa assombração assassina por causa da morte que teve… Mas enquanto o outro filme teve várias continuações, esse aqui não teve nenhuma.
No Cair da Noite foi quase todo filmado na Austrália, com algumas poucas cenas nos Estados Unidos. E recebeu títulos diferentes nos seus 2 países de origem.
É um bom filme de terror?
Bom, tem algumas esquisitices.
Por exemplo, já que o objetivo da Matilda era se vingar da cidade toda, só matar quem olha pra ela me parece uma forma meio mixuruca de vingança, né?
Também vale destacar que nunca vemos como a assombração mata as pessoas: ela simplesmente agarra a vítima, some com ela por alguns momentos e depois parece jogar o cadáver no chão. Mas os cadáveres também nunca são mostrados com detalhes. Só dá pra ver que tão com alguns arranhões.
Mas, descontando uma derrapada ou outra, é bom.
Os créditos finais têm nada menos que 11 minutos de duração. E isso foi proposital: mesmo com esses longos créditos, No Cair da Noite não conseguiu passar de 86 minutos. E o diretor queria que ele fosse classificado como um longa-metragem, não como um média-metragem (até porque esse foi o 1º longa que ele dirigiu).
Mais informações sobre No Cair da Noite? Lá vai:


Mais informações sobre A Hora do Pesadelo? Lá ai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!😉

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

VALE DOS DINOSSAUROS

título original: Valley of the Dinosaurs
título brasileiro: Vale dos Dinossauros
ano de lançamento: 1974
países: Austrália / Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

Nos anos 70, uma família estadunidense, composta pelo pai John, a mãe Kim, a filha mais velha Katie e o filho mais novo Greg, tá viajando num bote de borracha com seu cachorro Digger pelo Rio Amazonas. E eles decidem entrar num afluente não registrado que encontraram. Mas o bote vira e, logo depois, eles são engolidos por um turbilhão e jogados num outro rio afluente, reaparecendo num vale cercado de vulcões que ficam soltando fumaça ininterruptamente.
Mais estranho do que isso: o vale é cheio de dinossauros de espécies diferentes e de outras criaturas pré-históricas!
Quando tão prestes a ser atacados por um desses dinossauros, os estadunidenses são salvos por uma família de homens das cavernas que vivem no vale. E consequentemente, fazem amizade com eles e são acolhidos na caverna deles.

Bom, esse é o tema básico de Vale dos Dinossauros, coprodução Austrália/Estados Unidos lançada pela Hanna-Barbera. E que seguiu os moldes instalados pra programação infantil nos Estados Unidos nos anos 70: programas infantis tinham que ser focados em informação e educação.
É: durante praticamente todos os episódios, os recém-chegados ficam ensinando aos anfitriões cavernícolas deles sobre fenômenos da Química e da Física, de acordo com as dificuldades que vão aparecendo.
O desenho não conseguiu passar de 16 episódios. E acho que não vingou exatamente porque não vemos aqui um grande desenvolvimento de nenhum dos personagens fixos. São só os nativos do vale explicando sobre as dificuldades que existem ali e os recém-chegados ensinando a eles como ter uma vida mais fácil. Mas não fica claro que esse personagem é mais amigável, aquele é mais antipático, aquele outro é mais carente… Em termos de personalidade, são todos meio nivelados.
O desenho ficou muito didático, mas pouco atraente.
As aventuras que eles encontram são relacionadas a como se defender de animais perigosos do vale, de tribos inimigas ou simplesmente de fenômenos naturais perigosos.
O 1º episódio de Vale dos Dinossauros foi ao ar em 07 de Setembro de 1974. Ou seja, no mesmo dia em que foi ao ar o 1º episódio do Elo Perdido, que tinha quase o mesmo tema, ou seja, uma família se perdendo ao navegar por um rio, entrando numa passagem estranha, chegando a um lugar cheio de criaturas pré-históricas...
Só que O Elo Perdido foi uma criação da Sid & Marty Krofft Television Productions.
Bom, tudo leva a crer que Vale dos Dinossauros foi uma tentativa da Hanna-Barbera de fazer frente à Sid & Marty Krofft, né?
Curiosamente, em nenhum dos 2 seriados foi feito um último episódio mostrando a conclusão da história. Então, tanto em Vale dos Dinossauros quanto no Elo Perdido, ficamos sem saber se as famílias conseguiram ou não voltar pra casa.
Outras produções da Hanna-Barbera que a Multibússola já indicou foram a versão de 1967 dos Herculoides; a versão de 1981 dos Herculoides; Os Flintstones (1960); Os Jetsons (1962); Jonny Quest (1964); A Feiticeira Faceira; A Formiga Atômica; A Lula Lelé; O Esquilo sem Grilo; O Xodó da Vovó; Zé Buscapé (todos esses de 1965); Frankenstein Jr; Os Impossíveis (ambos de 1966); O Poderoso Mightor (1967); Scooby-Doo, Cadê Você? (1969); Os Mussarelas (1972); Goober e os Caçadores de Fantasmas (1973); A Família Dó Ré Mi (1974); Treme-Treme (1977); Os Smurfs (1981); Janjão e Pequeno (1983); e Galtar e a Lança de Ouro (1985).
Mais informações sobre Vale dos Dinossauros? Lá vai:


Mais informações sobre a versão de 1967 dos Herculoides? Lá vai:


Mais informações sobre a versão de 1981 dos Herculoides? Lá vai:


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ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!😉

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

A GRANDE MURALHA

títulos originais: Changcheng / La Grande Muraille / The Great Wall / Wanli Changcheng
título brasileiro: A Grande Muralha
ano de lançamento: 2016
países: Austrália / Canadá / China / Estados Unidos / Nova Zelândia
elenco principal: Matt Damon / Pedro Pascal / Tian Jing
direção: Yimou Zhang
roteiro: Carlo Bernard, Doug Miro, Edward Zwick, Max Brooks, Marshall Herskovitz e Tony Gilroy

China. Século XI.
Um grupo de mercenários europeus tão viajando pelos desertos em busca de pólvora.
Certa noite, quando acampam, eles são surpreendidos por uma criatura monstruosa.
Só 2 deles, chamados William e Pero, sobrevivem ao ataque do monstro, que só se deixa ver por frações de segundo enquanto salta pra lá e pra cá no meio das sombras e só se retira depois de ser ferido pelas espadas deles.
Na tarde seguinte, eles são atacados por uma quadrilha de bandidos do deserto. E enquanto cavalgam pra fugir, acabam chegando à Grande Muralha da China.
Os bandidos recuam ao ver isso. E embora os europeus sejam recebidos com hostilidade também na muralha, eles concluem que vale mais à pena se render aos soldados que se encontram ali do que aos bandidos. Só que, ao serem recebidos na grande construção, eles são informados de um perigo muito maior do que bandidos atacando aquela região: um exército de monstros conhecidos como tao ties.

A Grande Muralha é considerado o filme chinês mais caro feito até 2016, com um orçamento de mais de U$ 130000000,00 gastos durante toda a produção.
O visual é muito bom: trabalha muito com abundância de cores e com aquelas paisagens gigantescamente amplas.
Por falar nas paisagens, o Governo da China negou autorização pra que as filmagens fossem feitas na Grande Muralha. Assim, todas as imagens que aparecem dessa construção são CGI.
A maior parte do filme foi gravada na Nova Zelândia. Mas algumas cenas também foram filmadas na China. E a parte administrativa foi feita na Austrália, Canadá e Estados Unidos.
O problema principal que eu percebo aqui é que eles parecem ter se perdido no roteiro. Não sabiam exatamente qual tom dar à história. Em algumas cenas isso aqui parece um filme de terror, em outras parece um filme de aventura, em outras parece um filme de arte, em outras parece um drama, em outras parece que eles só tão querendo dar lições de moral no público...
E nenhum personagem tem a sua história individual desenvolvida. Nem os heróis principais!
Muito provavelmente isso aconteceu porque o filme teve 6 roteiristas. E quando algo assim acontece, frequentemente cada roteirista tenta puxar a história pra um lado diferente.
Dá pra perceber claramente alguns anacronismos, como balões no século XI (época em que esse veículo ainda não existia).
Mas o filme já começa com uma mensagem deixando claro que vamos ver uma lenda, e não uma história real.
Uma coisa relativamente inovadora aqui foi que não houve aquele costumeiro desvio de atenção pro protagonista ocidental fora da Europa.
Explicando melhor: quando um filme mostra um personagem ocidental chegando a algum lugar da África ou da Ásia e se deparando com algum problema que o povo local enfrenta, geralmente esse cara passa a protagonizar a história sozinho, ele resolve o problema sozinho no final do filme e o povo local fica reduzido a condição de figurantes. E isso não acontece aqui, já que o ‘mocinho ocidental’ realmente ajuda, mas ele não faz a parte principal pra resolver o problema: quem faz isso no final do filme é a Lin, a comandante das guerreiras femininas da Grande Muralha.
Sobre a origem dos monstros, tudo o que se sabe com certeza é que, 20 séculos antes dos eventos mostrados no filme, um meteoro se chocou contra uma montanha, causando uma grande explosão. E os tao ties saíram dessa explosão.
Desde então, eles reaparecem de 60 em 60 anos no Norte da China, matando todos os humanos que encontram pela frente e levando isso como comida pra rainha que tá comandando o bando da vez. E quanto mais ela come, mais vai parindo novos filhos e aumentando o bando.
Todos tentam impedir que esses monstros ultrapassem a muralha porque, do outro lado, ficam as grandes cidades da China. E se eles chegarem lá, vão encontrar tanta gente pra levar como comida pra rainha que ela vai parir filhos em quantidade suficiente pra ocupar o Mundo inteiro!
Os tao ties são criaturas racionais que fazem planos e se organizam, e não bestas sanguinárias que só querem matar aleatoriamente.
Sabem a rainha-formiga de Caçador de Ossos (2003)? Bom, a rainha tao tie controla o exército de monstros dela basicamente da mesma forma (e podendo ser derrotada da mesma maneira...).
A única fraqueza que esses monstros têm é que eles enfraquecem quando existem ímãs perto deles.
Mas nunca fica claro se eles são aliens que chegaram no tal meteoro do passado ou se eles são seres sobrenaturais que tavam enterrados e foram soltos pela explosão que o meteoro causou.
Mais informações sobre A Grande Muralha? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções namibianas’ que você acha um post sobre Caçador de Ossos.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!
Brasil 2024: tempo de pensar no que é melhor pra sua cidade.

segunda-feira, 27 de maio de 2024

FERIADO SANGRENTO

títulos originais: Action de Grâce / Thanksgiving
título brasileiro: Feriado Sangrento
ano de lançamento: 2023
países: Austrália / Canadá / Estados Unidos
elenco principal: Jalen Thomas Brooks, Nell Verlaque, Patrick Dempsey
direção: Eli Roth
roteiro: Eli Roth e Jeff Rendell

Na cidade de Plymouth, em Massachusetts, a Black Friday de 2022 foi antecipada pra véspera, devido à grande aglomeração de pessoas nas portas das lojas. Só que a véspera em questão é o Dia de Ação de Graças.
Uma garota chamada Jessica sai pra ir ao cinema com um grupo de amigos. Mas, como ela é filha do Thomas, o dono da maior loja de conveniências da cidade, os garotos pedem pra dar uma passada na loja antes, apesar de haver uma multidão enfurecida na porta da loja esperando pra entrar.
A esposa do gerente da loja também entra ali pra levar uma marmita pro marido.
Ao ver todas essas pessoas transitando dentro da loja antes que o estabelecimento abrisse, a multidão lá fora enlouquece de vez e invade a loja como uma turba fora de controle.
Um tumulto em fase extrema se instala dentro da loja, resultando em dezenas de feridos e mortos. Entre esses últimos, a esposa do gerente.
Passado 1 ano, vemos que o Thomas tá organizando a loja pra fazer outra Black Friday, sob os protestos da maioria dos moradores da cidade.
Esses protestos começam a se transformar em medo extremo quando todos veem que alguém vandalizou uma das construções históricas da cidade e roubou um machado que ficava lá enfeitando a parede.
Um machado que vai ser usado numa vingança sangrenta...

A maior parte de Feriado Sangrento foi filmada no Canadá, algumas partes específicas foram filmadas nos Estados Unidos e a parte administrativa foi feita na Austrália.
O filme nasceu da ideia de aproveitar coisas mostradas num falso trailer lançado pro filme Grindhouse (2007) e usar isso num filme de verdade.
Há uma crítica explícita em Feriado Sangrento contra a loucura em que as pessoas mergulham de cabeça quando elas se deparam com liquidações em lojas, agindo com uma fúria descontrolada pra comprar uma coisa que nem é tão importante assim, só porque aquilo tá mais barato naquele dia.
Os primeiros 10 minutos do filme são meio confusos, porque aparecem muitos personagens sendo focados com a mesma intensidade ao mesmo tempo (só depois disso é que a história vai se fixando na Jessica). Então, não dá pra você entender de cara quem são os protagonistas.
O diretor deixou claro que fez isso de propósito, porque ele queria criar muitos suspeitos que poderiam se revelar mais tarde como o vilão.
Vários detalhes do filme foram claramente inspirados em características de outros slashers: o título original do filme é uma data, como aconteceu em Halloween (1978) e Sexta-Feira 13 (1980); o tema como um todo lembra algumas passagens de Dia dos Namorados Macabro (1981), Contagem de Cadáveres (1986) e O Fantasma do Shopping: a Vingança (1989); a cena do jantar aqui lembra bastante a cena do jantar do Massacre da Serra Elétrica (1974); e o próprio encerramento aqui lembra bastante o encerramento de Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997).
Ou seja, Feriado Sangrento foi feito pra agradar a fãs de slashers.rsrs
Claro que o filme tem algumas esquisitices.
Por exemplo, a força física e a facilidade com que o vilão mata as vítimas: ele faz isso como se tivesse superpoderes, embora ele seja só uma pessoa comum!
O diretor Eli Roth já confirmou em mais de 1 entrevista que pretende lançar uma continuação de Feriado Sangrento, com os mesmos personagens principais, até o final de 2025. Mas, até agora, nada concreto.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ que você acha posts sobre Contagem de Cadáveres, Dia dos Namorados Macabro, Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, Halloween, O Fantasma do Shopping e Sexta-Feira 13.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!
Brasil 2024: tempo de pensar no que é melhor pra sua cidade.

terça-feira, 23 de maio de 2023

A ALCATEIA

título original: The Pack
título brasileiro: A Alcateia
ano de lançamento: 2015
países: Austrália / Nova Zelândia
elenco principal: Anna Lise Phillips, Hamish Phillips, Jack Campbell
direção: Nick Robertson
roteiro: Evan Randall Green

Numa fazenda de criação de ovelhas numa área rural da Austrália vive um casal falido: o ovinocultor Adam e a veterinária Carla.
Algumas das ovelhas deles tão amanhecendo mortas todo dia, com marcas de unhas e dentes de animais ferozes. E o que eles ganham além disso não dá pra pagar nem metade das despesas, o que fez o banco emitir uma ordem de despejo pra eles a ser cumprida nas próximas 48 horas.
Entretanto, situações piores do que essa aguardam a família, já que, na mesma noite em que eles são informados da ordem de despejo, uma matilha de ferozes cães selvagens saem da floresta que separa a fazenda deles da cidade vizinha. E as feras atacam a casa, enquanto o casal e os 2 filhos deles tentam se esconder lá dentro da forma como conseguem!

Posso começar dizendo que o título que The Pack recebeu no Brasil tá errado: a história é sobre um bando de cães selvagens, e não sobre um bando de lobos. Então, se trata de uma matilha (bando de cachorros), e não de uma alcateia (bando de lobos).
Mas enfim: esse filme foi a estreia do Nick Robertson como diretor. E foi quase todo filmado na Austrália, com algumas poucas cenas filmadas na Nova Zelândia.
Claro que não é nenhuma obra prima que vai revolucionar a História do Cinema de Terror. Mas, sendo uma produção de baixo custo, até que eles se saíram bem.
Só que o filme acabou se tornando muito mais de suspense do que de terror, já que não tem quase nenhuma cena aterrorizante.
No prólogo, o filme abre com uma cena de uma matilha de cães selvagens atacando e matando um casal de idosos. E só podem ter botado isso lá por 2 motivos possíveis: ou pra reforçar que o filme era sobre cães selvagens ou então pra aumentar o número de cenas violentas. Porque o que aparece nessa cena não tem absolutamente nada a ver com o resto do filme (e no resto do filme os cães só aparecem matando mais 2 personagens, sendo só 1 na própria fazenda). E eu me arrisco a afirmar que isso foi filmado depois que o resto do filme já tava pronto, na mesma tática que usaram na abertura do Último Terror (1983).
A última cena deixa uma porta aberta pra uma continuação. Mas, pelo menos até hoje, ainda não aconteceu.
Mais informações sobre A Alcateia? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ que você acha um post sobre O Último Terror.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

domingo, 9 de outubro de 2022

PARAÍSO DO MEDO

título original: Uninhabited
título brasileiro: Paraíso do Medo
ano de lançamento: 2010
país: Austrália
elenco principal: Geraldine Hakewill, Henry James, Tasia Zalar
direção e roteiro: Bill Bennett

Pelas ilhas da Oceania corre uma lenda sobre uma mulher chamada Coral que morava sozinha numa ilha florestal no início do século XX. E num dia de 1920, depois de ter pisado num peixe venenoso enquanto andava na praia, ela entrou num barco e conseguiu remar até o continente pra pedir ajuda. Mas ela só encontrou um grupo de 7 homens, que estupraram ela.
Ela morreu logo depois, devido tanto ao veneno do peixe quanto aos ferimentos que recebeu na curra. Mas a lenda diz que o espírito dela ficou assombrando a ilha onde ela morava, pretendendo matar todos os homens que se atreverem a desembarcar lá.
Mas muita gente não leva a sério o perigo contra o qual a lenda adverte. E muitos homens têm ido ali desde aquela época pra tentar ver o fantasma... Só que nenhum deles conseguiu sair da ilha.
Sem saberem nada sobre isso, um casal de namorados decidem acampar por 10 dias de um lado da ilha, enquanto 2 caçadores de tubarões decidem se instalar do outro lado...

Devido ao elenco minúsculo, já vemos desde o início que Paraíso do Medo é uma produção de baixo custo. E isso se confirma ao longo do filme pela ausência total de grandes efeitos especiais. Então, não espere ver aqui nenhuma superprodução.
Mas isso não impede que o filme mostre tudo o que se propõe a mostrar.
Paraíso do Medo lembra um pouco Rituais (1977) e A Bruxa de Blair (1999), já que mostra pessoas acampando num ambiente florestal e, ao sair da barraca, encontrando coisas bizarras ao redor e ouvindo barulhos estranhos vindo do meio das árvores, embora não consigam ver quem ou o quê tá fazendo isso.
Embora vários sites afirmem que esse filme foi inspirado numa história real, não encontrei nenhum explicando que história real seria essa.
Mais informações sobre Paraíso do Medo? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘aventura’ que você acha posts sobre A Bruxa de Blair e Rituais.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Antes de encerrar, só alguns comentários que eu não posso deixar de fazer. 
Paraíso do Medo claramente faz uma crítica contra o feminismo extremista, representado pela Coral. Afinal, ela se comporta exatamente da mesma forma que qualquer feminista extremista típica que a gente vê todo dia: ela viveu alguma situação negativa envolvendo homens específicos e, a partir dali, passou a entender que TODOS os homens do Mundo são culpados pelo que aconteceu com ela e que isso justifica que ela queira matar todos os homens sem exceção, ao mesmo tempo em que ela tenta converter todas as mulheres que ela encontra ao mesmo ódio doentio que ela sente contra os homens.
É isso que qualquer feminista extremista chama de “luta pela igualdade”.
Já sei que alguém vai querer botar panos quentes e dizer:

“Ah! Mas você não está levando em conta a tragédia que aconteceu com ela antes. Você julga ela por odiar homens depois daquilo. Eu, como feminista, entendo ela.”

Ué! Mas ninguém está inocentando os homens que estupraram e mataram ela. E ela tem todo o direito de odiar aqueles homens específicos (ou eventualmente até mesmo de se vingar daqueles homens específicos). Mas isso dá a ela o direito de matar todos os homens que ela encontrar pelo caminho? Inclusive aqueles que nem passaram perto de ter nada a ver com aquilo?
Essa justificativa feminazi é tão ridícula quanto eu ser assaltado e gravemente ferido por um ladrão que estava usando uma camisa azul e, por causa disso, eu me dar o direito de sair por aí matando todas as pessoas com camisas azuis que eu encontrar pelo caminho.
Mas é claro: nem perca o seu tempo tentando explicar isso a uma pessoa que tem uma visão emocional do feminismo.
Até a próxima!

sábado, 18 de junho de 2022

MORTE SÚBITA

título original: Rogue
título brasileiro: Morte Súbita
ano de lançamento: 2007
países: Austrália / Estados Unidos / Inglaterra
elenco principal: Michael Vartan, Radha Mitchell, Sam Worthington
direção e roteiro: Greg McLean

Uma pequena cidade do interior da Austrália é visitada por um colunista de uma revista americana de turismo chamado Pete. Ele tá ali pra analisar as condições turísticas do país. E ao ficar sabendo que a única atração turística das redondezas é um passeio de barco por um rio local, ele vai lá dar uma olhada.
Não demora muito e ele zarpa com a guia de turismo Kate e mais umas 10 pessoas no barco.
Quando menos esperam, eles veem no Céu um sinalizador disparado por um barco e se aproximam pra ver o que houve. Mas só encontram os destroços de um barco boiando na água, sem sinal de ninguém por perto.
Pouco depois, um crocodilo de 7 metros ataca o barco, que começa a afundar. Mas a Kate ainda consegue pilotar ele até uma ilhota no meio do rio.
Eles se encontram agora numa região litorânea, o que significa que o nível do rio vai subir junto com a maré daqui a algumas horas. Ou seja, a ilhota onde eles tão abrigados vai ficar quase submersa. E o crocodilo, que continua nadando ali em volta, vai ter livre acesso a eles.
Será possível fugir da ilhota em apenas poucas horas?

Não dá pra não comparar Morte Súbita com Medo Profundo, já que são 2 filmes de terror em que os heróis enfrentam o mesmo tipo de fera, gravados no mesmo país e lançados quase ao mesmo tempo (no 2º semestre de 2007).
As diferenças principais são que Morte Súbita visivelmente teve um pouco mais de investimento financeiro, recebeu um roteiro que se desenvolveu mais e se voltou um pouco mais pra aventura.
Vemos aqui uma história inteira, mas explicitamente dividida em 3 atos: no 1º, tem a apresentação dos personagens principais; no 2º, tem os personagens cercados pelo crocodilo na ilhota com um clima 100% de terror psicológico; e no 3º, tem a luta direta entre os heróis principais e o crocodilo.
A maioria das mortes nem aparecem. Acontece lá uma situação em que a pessoa some, ficando claro, pela lógica, que o crocodilo devorou ela.
Falando nele, o único personagem perigoso de fato aí é o crocodilo mesmo. No início, até criam uma certa expectativa de que 2 caipiras pouco amistosos vão ser os vilões da história. Mas, na verdade, eles não passam de 2 caras meio abobalhados e não fazem nada propriamente de ruim. 
Se eles fossem um pouquinho mais cômicos, iam ficar iguais ao Arnie e ao Mitch, de The Crater Lake Monster (1977).
Talvez o ponto em que o filme mais errou a mão tenha sido os vários personagens desnecessários presentes no barco: pelo menos umas 5 pessoas do grupo de turistas simplesmente não têm função nenhuma na história. Mas eu quero dizer NENHUMA mesmo! Não interferem em absolutamente nada e nem sequer são atacadas diretamente pelo crocodilo.
Tirando isso, é um filme que mostra o que você espera que ele mostre: uma história de terror que se passa num rio selvagem, envolvendo um crocodilo.
Mais informações sobre Morte Súbita? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘animais enfurecidos’ que você acha posts sobre Medo Profundo e The Crater Lake Monster.
Até a próxima!

quinta-feira, 16 de junho de 2022

MEDO PROFUNDO

título original: Black Water
título brasileiro: Medo Profundo
ano de lançamento: 2007
país: Austrália
elenco principal: Andy Rodoreda, Diana Glenn, Maeve Dermody
direção e roteiro:  Andrew Traucki e David Nerlich

Uma garota de férias sai pra viajar com a irmã e o cunhado. E aí eles decidem dar um passeio turístico de barco pelos pântanos.
Só que o guia de turismo oficial acabou de sair. E assim, o assistente dele vai levar os 3 pra dar o passeio. E depois que eles chegam a uma parte mais afastada do rio, alguma coisa bate com força contra o casco do barco e joga todos eles no rio.
Eles logo veem que é um crocodilo enorme!
O cara que tava guiando eles morre imediatamente. E os 3 turistas conseguem subir numa árvore que cresce de dentro do rio.
Os celulares deles pararam de funcionar quando eles caíram na água. E assim, não tem como pedir socorro.
Dá pra ver que o crocodilo não foi embora, mas tá mergulhado na água ao redor da árvore. Água essa que é lamacenta demais pra se ver qualquer coisa que teja 10 centímetros abaixo da superfície.
O que fazer agora?

Medo Profundo foi inspirado numa história real, sobre 3 pessoas que ficaram presas numa árvore que crescia no meio de um lago, enquanto um crocodilo nadava ali em volta.
Mas, com esse tema, claro que não é um filme de muita ação. E aliás, nesse ponto, ele acaba lembrando Fúria Sangrenta (também de 2007), não só por ter basicamente o mesmo tema (3 pessoas num lugar afastado e deserto tentando sobreviver ao ataque de uma fera e sem ter como pedir ajuda) como também pela falta de evolução, já que um longa-metragem com esse assunto não tem como se desenvolver em termos de história.
A diferença é que Medo Profundo se saiu melhor porque apostou muito mais no terror psicológico. É um filme mais de suspense do que de terror: aqui os diretores souberam enervar o público melhor do que lá.
Cenas do crocodilo matando e/ou devorando alguém? Até existem. Mas só o mínimo. Não esqueçam que os personagens aqui são muito poucos.
Então, se você procura por nenhuma comédia, pouca ação e muito suspense, você vai gostar de Medo Profundo.
E pra encerrar, uma curiosidade: o guia de turismo que sai pra passear com o pessoal é fã da Turma da Mônica! Ele tem um boneco do Cebolinha enfeitando o barco! Que meigo, né?rsrs
Esse filme abriu as portas pra uma franquia, mas só teve até agora 1 único outro filme (2020) e que não continua a história desse aqui.
Mais informações sobre Medo Profundo? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘animais enfurecidos’ que você acha um post sobre Fúria Sangrenta.
Até a próxima!

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

A MALDIÇÃO DO TALISMÃ

título original: Curse of the Talisman
título brasileiro: A Maldição do Talismã
ano de lançamento: 2001
países: Austrália / Estados Unidos
elenco principal: Jesse Spencer, Rod Mullinar, Sara Gleeson
direção: Colin Budds
roteiro: Duncan Kennedy

Na 2ª metade da Idade Média, os alquimistas, católicos conservadores e satanistas ingleses fizeram uma aliança pra punir as sociedades dominadas pela corrupção, decidindo que as gárgulas deveriam vir à vida pra cumprir essa missão. E eles parecem ter submetido algumas centenas de gárgulas a uma magia que proporcionou isso.
Entretanto, a vida das gárgulas ficou associada a 8 talismãs de prata em forma de monstros: se alguém derramar sangue sobre um desses talismãs, uma das gárgulas adquire vida e, 5 noites depois, ela realiza um ritual que faz as outras adquirirem vida também. E então, transformadas em pequenos monstros alados e com chifres, elas destroem por completo a cidade onde se encontram no momento e matam todos os habitantes.

Essa lenda, lançada pelo telefilme A Maldição do Talismã, é o ponto de partida pras aventuras de 3 amigos adolescentes que estudam na mesma escola, já que um deles, chamado Jeremy, trabalha numa loja de muamba. E ali foram parar uma das gárgulas (ainda transformada em pedra) e um dos talismãs. E ao pegar o talismã pra olhar melhor, o Jeremy se espeta nele e acaba sujando o talismã com o sangue dele...
No mesmo instante, a gárgula assume a sua forma monstruosa e se prepara pra transformar as ‘colegas’ quando tiver se passado o período de 5 noites a partir dali. E nesse meio tempo, ela vai atacando os habitantes da cidade e matando algumas pessoas e animais que encontra pelo caminho...
Produzido nos Estados Unidos e filmado na Austrália, A Maldição do Talismã é uma produção que completou 20 anos em Janeiro.
É um bom filme pra quem gosta de ‘terror adolescente’, mas não passa disso. E dá pra ver que foi feito tendo como público-alvo os jovens mesmo.
O filme tem boas cenas de ação (principalmente de perseguição), bons efeitos especiais (dentro do que se esperava ver num filme desse tipo na virada do século) e consegue contar uma história com início, meio e fim.
Aliás, a última cena deixa uma porta aberta pra pelo menos 3 continuações! Mas não rolou nenhuma.rsrs
Acontece que A Maldição do Talismã não chamou muita atenção nem ao menos na época em que foi lançado. E hoje ainda não é muito comum encontrar uma grande quantidade de sites que tragam informações significativas sobre esse filme.
Claro que não é um filme pra ver com grandes expectativas, porque o filme em si não teve nenhuma intenção de criar grandes expectativas. Mas é um bom filme de terror pra ver e se distrair sem compromisso.
Mais informações sobre A Maldição do Talismã? Lá vai:


Até a próxima!

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

FÚRIA DE TITÃS (versão de 2010)

títulos originais: Clash of the Titans / Furia de Titanes
título brasileiro: Fúria de Titãs
ano de lançamento: 2010
países: Austrália / Espanha / Estados Unidos / Etiópia / Inglaterra
elenco principal: Gemma Arterton, Ralph Fiennes, Sam Worthington
direção: Louis Leterrier
roteiro: Beverley Cross (autor do texto original), Matt Manfredi, Phil Hay e Travis Beacham

Abandonando quase por completo os mitos gregos originais, esse filme se prendeu muito mais ao roteiro deixado pelo hoje falecido Beverley Cross, que deu origem ao filme Fúria de Titãs, lançado em 1981.
Mas, embora seja um remake, esse filme teve um tom bem menos romântico e mais focado em aventura do que o original.
Ao contrário do outro filme, aqui tem 0% de relações amorosas entre o Perseu e a Andrômeda. E embora haja quem enxergue uma insinuação de amor entre o Perseu e a Io, pelo menos nesse filme, ela se comportou muito mais como uma amiga dele do que como uma namorada, amante ou adjacências (embora, na continuação que o filme teve em 2012, seja revelado que eles acabaram se casando).
As cenas de luta, por outro lado, foram muito mais elaboradas e realmente chamam bem mais atenção.
Quase todos os monstros retratados na 2ª versão de Fúria de Titãs tiveram o tamanho beeeeem aumentado, comparado à forma como eles apareceram na 1ª versão (a Medusa é bem maior, o Kraken é bem maior e os escorpiões gigantes são bem maiores)... A meu ver, houve até um certo exagero, principalmente em relação ao Kraken, que foi retratado como uma criatura do tamanho do Corcovado.rs
E no outro filme ele era um monstro marinho que ficava preso numa jaula submarina. Aqui ele é um monstro subterrâneo. Como é que uma coisa tão grande vai se mover no subterrâneo? Provocaria terremotos devastadores de 5 em 5 minutos!
O único monstro retratado com uma aparência menos ameaçadora foi o Calibos. Na verdade, ele nem foi retratado no remake como um monstro, mas simplesmente como um homem deformado depois de ter sido atingido pelo relâmpago de Zeus e depois dotado com poderes mágicos por Hades.
Mais uma: no filme original, ele era um dos vilões principais; no remake, ele virou um vilãozinho mixuruca, quase um figurante. E ainda por cima fundiram ele com o Rei Acrísio, que era outro vilão que no outro filme não tinha nada a ver com o Calibos.
A deusa Tétis, que também tava entre os vilões principais na 1ª versão, simplesmente sumiu na 2ª. E numa espécie de substituição a ela, entrou Hades.
No original, os deuses e os humanos vivem quase em estado de indiferença uns aos outros. No remake, os humanos odeiam os deuses. E os problemas da história começam basicamente por causa disso.
Como a gente vê, várias coisas foram mudadas. Mas o resultado foi um filme de aventura interessante.
Bom, eu, se tiver que escolher entre o original de 1981 e o remake de 2010, prefiro o original. Mas não tô dizendo que o remake seja ruim. Só não me agradou tanto quanto o outro.
Mais informações sobre Fúria de Titãs? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘aventura’ que você acha um post sobre a versão de 1981.
Até a próxima!

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

UM LONGO FIM DE SEMANA

título original: Long Weekend
título brasileiro: Um Longo Fim de Semana
ano de lançamento: 1978
país: Austrália
elenco principal: Briony Behets, John Hargreaves, Mike McEwen
direção: Colin Eggleston
roteiro: Everett De Roche

Em 1978, um casal em crise (na verdade, o casamento deles já passou 10 vezes do fundo do poço) decide passar um fim de semana numa praia deserta cercada por uma floresta, aonde ninguém vai desde 1963.
Durante a viagem, ambos começam a praticar vários atos antiecológicos. E alguns gritos de animais vindos do meio da floresta escura e uma rápida tempestade vinda do nada parecem tentativas da Natureza de espantar eles pra longe dali. Mas, apesar de estranharem a situação, eles continuam a viagem...
Depois que chegam à praia, além de continuarem brigando infinitamente um com o outro, eles continuam tendo atitudes antiecológicas, como jogar lixo no meio da floresta e dar tiros entre as árvores e na água só pra se distrair (sem se importar com qualquer coisa que teja sendo atingida)...
A Natureza não vai demorar a castigar os 2 por essa afronta!

Um Longo Fim de Semana tem basicamente o mesmo tema da Invasão das Rãs (1972), só que com muito menos personagens e com uma história mais simplificada (apesar de deixar muito mais situações em aberto).
Mas lá, como em quase todos os filmes de terror sobre animais enfurecidos, são os animais que matam os humanos com as próprias unhas e dentes; aqui, embora os animais ataquem os humanos, assustem os humanos e façam os humanos se descontrolarem cada vez mais, matar não é bem o que eles fazem. Isso aqui é muito mais um filme de terror psicológico.
Não dá pra chamar o casal em questão de “heróis”. Eles tão mais pra escrotos que protagonizam a história (é bem difícil simpatizar com qualquer um dos 2). E dá pra ver que eles não são a única presença humana naquela praia: além de outro acampamento armado ali perto (e eles vão ter uma surpresa meio mórbida quando forem investigar esse acampamento), a câmera em 1ª pessoa parece mostrar que tem alguém escondido atrás das plantas observando eles...
A presença de vários cadáveres de manatis que vão aparecendo em lugares inusitados parece confirmar que alguém tá deixando aquilo ali pra atormentar eles, quase como o Matthew Crowley faz em Rituais (1977). E aliás, a imagem do manati é bastante simbólica: sempre aparece um manati quando o casal faz alguma coisa errada. E como, logo na 1ª parte do filme, um cara com uma tatuagem de manati no braço fica olhando pra eles de um jeito meio estranho, isso dá o que pensar, né?
Mas mesmo que haja algum humano envolvido na história, são os animais daquela floresta que vão levando o verdadeiro terror a eles conforme o filme vai se aproximando do final.
Um Longo Fim de Semana também passa uma mensagem bastante explícita sobre namoros e casamentos falidos: se já acabou na prática, se não tem mais nada pra salvar na relação, é melhor que você se separe logo, porque daí pra frente é só piorar (eles só foram até aquela praia como uma tentativa de salvar o casamento falido deles...).
O filme teve um remake, lançado em 2008.
Mais informações sobre Um Longo Fim de Semana? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘animais enfurecidos’ que você acha posts sobre A Invasão das Rãs e Rituais.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

quarta-feira, 26 de junho de 2019

TUBARÃO

título original: Jaws
título brasileiro: Tubarão
ano de lançamento: 1975
países: Austrália / Estados Unidos
elenco principal: Richard Dreyfuss, Robert Shaw, Roy Scheider
direção: Steven Spielberg
roteiro: Peter Benchley (autor do texto original) e Carl Gottlieb

Entre os filmes de terror de monstros do Mar, acho que o subgênero que se desenvolveu mais foi o dos tubarões gigantescos e/ou monstruosos. Até hoje eles são produzidos com uma certa frequência, embora agora apelem cada vez mais pra roteiros inverossímeis (deem uma navegada aí pela Internet que vocês vão encontrar filmes de terror de tubarão que ‘nada’ na neve, que ‘nada’ na areia, que voa, que tem 2 cabeças, que tem tentáculos...).
Bizarrices à parte (e também vou publicar posts sobre algumas dessas bizarrices daqui a algum tempo), todos esses filmes beberam na mesma fonte: Tubarão, um clássico do terror dirigido em 1975 pelo Mestre Steven Spielberg.
O roteiro:

Uma garota desaparece quando mergulha na praia de uma ilha. E a carcaça dela aparece algum tempo depois nas areias da ilha, deixando claro que ela foi devorada por um tubarão.
O chefe de polícia Martin tenta fechar as praias pra evitar novos ataques, mas o prefeito impede ele, com medo de perder dinheiro com isso.
O resultado, obviamente, é um novo ataque. E enquanto começa uma briga entre o prefeito e o chefe de polícia pra decidir se devem fechar ou não as praias, o marinheiro Quint se oferece pra dar fim ao tubarão em troca de uma boa recompensa.
O oceanógrafo Matt chega à ilha pra analisar a situação. E depois de muitas discussões em meio a novos ataques que acontecem, o Martin, o Matt e o Quint se juntam e partem em busca do tubarão com o barco do Quint.
Mas a coisa fica mais séria quando eles veem com detalhes a criatura que andou fazendo vítimas na ilha e agora tá nadando ao redor do barco deles...

Esse último quesito levou alguns fãs do filme a suporem que o tubarão visto aqui nasceu como uma aberração um então era um tubarão normal que sofreu algum tipo de mutação genética: ele é maior do que o normal, tem algumas diferenças de aparência se comparado aos tubarões brancos normais e parece se comportar de forma conscientemente sádica (aliás, ele demonstra ter uma certa capacidade de raciocínio).
É interessante que o filme continua atual até hoje. A única coisa que talvez incomode as novas gerações que são fãs do terror é que ele não tem CGI, né? Mas, tirando isso, Tubarão agrada a qualquer fã de terror. E também agrada a muitos fãs de aventura.
Outra curiosidade é que, embora o problema principal da história seja o tubarão, o Quint acaba virando um vilão secundário, quando fica obstinado em matar a fera do Mar, aceitando só o mínimo possível de ajuda e colocando as vidas do Martin e do Matt em risco (na verdade, ele é traumatizado devido a uma experiência anterior que teve com tubarões).
E não podemos deixar de destacar a trilha sonora, que virou o símbolo principal do filme, criada pelo John Williams.
O filme acabou virando uma série cinematográfica, com 3 continuações (1978, 1983 e 1987). Mas nenhuma delas conseguiu repetir o sucesso do original, embora esse seja exatamente o que apresenta o tubarão menos gigantesco e menos aberrante da série.
O Steven Spielberg não quis participar de nenhuma dessas continuações. E quem assumiu a direção do 2º filme foi o francês Jeannot Szwarc, que também foi o diretor de Praga Infernal (1975).
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre Tubarão:


E dê uma clicada aí do lado em ‘animais enfurecidos’ que você acha um post sobre Praga Infernal.
Até a próxima!