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quinta-feira, 5 de agosto de 2021

HANS STADEN

título original: Hans Staden
ano de lançamento: 1999
países: Brasil / Portugal
elenco principal: Beto Simas, Carlos Evelyn, Stênio Garcia
direção e roteiro: Luís Alberto Pereira

Desconstruindo um pouco aquela imagem estereotipada do índio brasileiro (apresentado muitas vezes em produções artísticas como um povo 100% pacífico, 100% ingênuo, 100% indefeso e adjacências), a coprodução luso-brasileira Hans Staden foi inspirada numa história real, que se passou no território que hoje corresponde ao Sul do Brasil em meados do século XVI.
O roteiro é contado sob o ponto de vista do próprio personagem principal, que explica como sobreviveu a uma situação extrema:

Capturado por uma tribo de canibais tupinambás, o alemão Hans Staden é vigiado em tempo integral na aldeia onde foi aprisionado e mantido nu da cabeça aos pés, pra garantirem que ele não guarda nenhuma arma escondida. Portanto, fugir dali é impossível.
Os raros europeus com quem ele consegue algum contato nesse período não querem ou não podem fazer nada por ele de forma imediata, com medo de se indispor com os canibais. E assim, até que chegue alguma possível ajuda, ele tem que dar um jeito de ‘enrolar’ os índios com um truque atrás do outro a cada vez que tá a ponto de se tornar o almoço da tribo (que é o que acontece com outros prisioneiros que tão ali).

Hans Staden é um filme com alguns momentos de aventura, mas também tem muitas cenas só de blábláblá. Afinal, a intenção principal é passar o clima de tensão vivida pelo protagonista, que sabe que a qualquer momento pode ser devorado pelos índios.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


Até a próxima!

sexta-feira, 2 de julho de 2021

A HlSTÓRlA SEXUAL DE TARZAN

título original: Tharzan - la Vera Storia del Figlio della Giungla
título brasileiro: A História Sexual de Tarzan
ano de lançamento: 1995
países: Itália / Quênia
elenco principal: Rocco Siffredi, Rosa Caracciolo, Zoltan Kabai
direção e roteiro: Joe D’Amato (creditado aqui como George Hudson)

A busca por uma cidade perdida nas selvas do Quênia já atraiu um explorador inglês, que desapareceu lá junto com a esposa dele e o filho pequeno deles, chamado John.
Alguns anos depois, os nativos começaram a ouvir o grito de um homem vindo do meio da selva. Mas como nunca viram quem fazia esse barulho, passaram a tratar a criatura como um ser mítico daquela região e apelidaram a criatura de Rei dos Macacos.
Cerca de 20 anos depois, o milionário Georges vai à mesma região com outra expedição pra procurar a tal cidade perdida. E leva junto a namorada dele, chamada Jane.
Enquanto anda sozinha pela selva, a garota sofre um acidente e desmaia, sendo recolhida logo depois pelo Rei dos Macacos. E quando acorda, ela deduz que aquele só pode ser o pequeno John, agora já com uns 25 anos.
Mas a Jane fica chocada é com o tamanho do pênis dele! E ela não vai ficar só olhando...

Bom, acho que nem preciso explicar nada com muitos detalhes, né?rsrs Tanto a sinopse quanto o próprio nome do filme deixam claro que A História Sexual de Tarzan mostra uma versão pornô desse herói.
O Rocco Siffredi é quem interpreta o personagem principal nesse que foi um dos filmes da reta final do Joe D’Amato.
Não que o diretor tenha encerrado a carreira dele poucos filmes depois da História Sexual de Tarzan (na verdade, ele ainda lançaria vários e vários outros filmes depois desse). Mas ele enfartou e morreu em 1999.
A gente sabe que o Joe dirigiu filmes pornô (como Marco Polo: a História que Nunca Foi Contada e O Marquês de Sade, ambos de 1994), filmes de terror (como Antropophagus, de 1980, e Rosso Sangue, de 1981) e filmes que misturam terror com pornografia (como Noites Eróticas dos Mortos-Vivos, de 1980, e Porno Holocaust, de 1981). E em todos eles, ele costumava deixar contradições e situações sem sentido na história. Mas no caso da História Sexual de Tarzan, surpreendentemente, ele conseguiu contar uma história com início, meio e fim! E com personagens que tomam atitudes lógicas!
O final, inclusive, é bastante racional!
Claro que tem algumas esquisitices, como umas mulheres que aparecem do nada lá na mansão onde o Georges mora e tal. Mas, tirando isso, até que esse filme não é muito diferente de qualquer comédia de aventura simples.
Outra curiosidade é que A História Sexual de Tarzan foi um filme pornô gravado no Quênia, que é um dos países mais primitivos em relação a liberdade sexual.
No mesmo ano, foi lançado um dos maiores exemplos de propaganda enganosa que eu já vi: Tharzan 2 - il Ritorno del Figlio della Giungla, apresentando isso como se fosse uma continuação do filme anterior.
Por que é uma propaganda enganosa? Porque esse 2º filme não é nada mais e nada menos do que uma reedição das cenas do 1º filme. Tem umas 2 ou 3 cenas novas de diálogo. Mas as cenas de sexo são exatamente as mesmas do 1º filme.
Se você já viu o 1º filme e depois for ver o 2º pensando que vai ver sacanagens novas, eu já adianto que você vai perder o seu tempo.
Mais informações sobre A História Sexual de Tarzan? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções italianas’ que você acha posts sobre Antropophagus, Marco Polo, Noites Eróticas dos Mortos-Vivos, O Marquês de Sade, Porno Holocaust e Rosso Sangue.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror! 
Até a próxima!

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

A MONTANHA DOS CANIBAIS / BUSCA SEM FIM

título original: La Montagna del Dio Cannibale
títulos brasileiros: A Montanha dos Canibais / Busca sem Fim
ano de lançamento: 1978
países: Itália / Malásia / Sri Lanka
elenco principal: Claudio Cassinelli, Stacy Keach, Ursula Andress
direção: Sergio Martino
roteiro: Cesare Frugoni e Sergio Martino

Um subgênero dos filmes de terror que deixou sua marca registrada na História do Cinema no final dos anos 70 e início dos 80 foram os filmes de canibais.
Entretanto, parece que foi mais um modismo daquela época: conforme os anos 80 foram avançando, esse tipo de filme foi sendo produzido numa quantidade cada vez menor, até desaparecer quase por completo. E desde então, novos filmes de terror com esse tema têm sido raros. Provavelmente porque esses filmes tinham um tom meio ofensivo contra alguns países, passando uma imagem direta ou indireta de que só os Estados Unidos e a Europa é que são “civilizados”.
De qualquer forma, o roteiro nunca variava muito:

Um grupo de estadunidenses ou europeus se perdia em alguma densa selva da América do Sul, África ou Ásia, onde, além do grupo enfrentar as dificuldades da selva, alguém acabava virando o almoço de uma tribo isolada de canibais.

Um dos exemplos de filmes com esse tema dos anos 70 é La Montagna del Dio Cannibale, exibido na TV Brasileira com o título de A Montanha dos Canibais e depois relançado em DVD com o título de Busca sem Fim.
O filme mostra uma inglesa chamada Susan organizando uma expedição à Ilha de Roka, na Nova Guiné: de acordo com a Susan, ela quer encontrar o marido, que desapareceu por aquelas bandas enquanto fazia uma exploração... Lá pelo meio do filme, já vemos que não é bem isso que ela quer. E lá pelo final, concluímos que não é NADA disso que ela quer.rs Os interesses reais dela são mais lucrativos do que esse.
Os canibais do filme aparecem mais em ataques eventuais ao grupo, enquanto eles avançam pela floresta da ilha. Mas a aldeia deles, escondida dentro de uma gigantesca caverna, só vai ser vista nas últimas cenas (quando também é revelado por quê o marido da Susan sumiu). Mas os canibais que aparecem nos ataques que eu disse antes conseguem assustar mais do que os que aparecem na aldeia. E o mais engraçado é que o diretor botou alguns figurantes brancos pra fazer os canibais aí! Só que pintou todo mundo de cinza pra disfarçar.rs
Podemos dizer que os canibais como um todo são os vilões principais. Mas, andando com o grupo dos heróis, vai um cara chamado Arthur, irmão da Susan. E além do sujeito ser uma mala sem alça completa, ele também acaba causando vários estragos ao grupo com as atitudes dele. Então, ele é o vilão secundário da história. Não que a Susan seja flor que se cheire, mas o Arthur é pior.
A Montanha dos Canibais tem várias cenas de violência explícita, mas os efeitos especiais da maioria delas são tão toscos que não convencem ninguém. Talvez assustassem alguém nos anos 70, mas hoje nem teatro infantil amador faz uma coisa tão perrapada. Só não digo que pode até passar na Sessão da Tarde por causa do excesso de cenas de mulheres mostrando as tetas (e em alguns casos a xereca) na caverna.
E ao longo do filme todo também vemos dezenas de cenas (totalmente desnecessárias) de animais atacando e devorando uns aos outros mescladas com cenas da história.
Nota-se que A Montanha dos Canibais não é lá essas coisas, né? Mas vale a pena ser visto por quem quer conhecer esse tema. E fãs de aventura e suspense talvez também gostem.
Como ponto positivo, posso dizer que, apesar de ser um filme de terror, ele mostra paisagens muito bonitas (todas essas cenas foram gravadas na Malásia e no Sri Lanka, apesar do filme ter sido produzido na Itália).
Mais informações sobre A Montanha dos Canibais? Lá vai:


Até a próxima!

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O XODÓ DA VOVÓ

título original: Precious Pupp
título brasileiro: O Xodó da Vovó
ano de lançamento: 1965
país: Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

O Xodó da Vovó é um dos ‘colegas de lançamento’ da Feiticeira Faceira, da Formiga Atômica, da Lula Lelé, do Esquilo sem Grilo e do Zé Buscapé. E conta a história da simpática velhinha Dulcina, que mora só com seu setter chamado Precioso.
A Dulcina pratica vários esportes, tem vários carros e motos super modernos (pros padrões dos anos 60), adora viajar pra lugares exóticos e pensa que o Precioso é um santo...
Santo?! Bom, claro que ele não é mau. Mas ainda bem, pra ela, que ele não é um santo. Porque ele salva ela de inúmeros perigos ao longo do seriado todo sem que ela nem perceba. Principalmente bandidos ocasionais e nativos selvagens dos lugares isolados pra onde ela viaja.
E ele pessoalmente às vezes se estranha com um buldogue que mora na casa ao lado.
Bom, O Xodó da Vovó tem um pouco mais de aventura que os outros desenhos mencionados acima, até por causa dos lugares distantes pra onde a Dulcina viaja com o Precioso. Mas se prende muito mais à comédia, é claro.
Outras produções da Hanna-Barbera que eu já indiquei aqui foram Os Flintstones (1960) e Os Jetsons (1962).
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre O Xodó da Vovó:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seriados’ que você acha posts sobre A Feiticeira Faceira, A Formiga Atômica, A Lula Lelé, O Esquilo sem Grilo, Os Flintstones e Os Jetsons.
Até a próxima!