quarta-feira, 29 de julho de 2020

O PREDADOR

títulos originais: Depredador / Predator
título brasileiro: O Predador
ano de lançamento: 1987
países: Estados Unidos / México
elenco principal: Arnold Schwarzenegger, Elpidia Carrillo, Kevin Peter Hall
direção: John McTiernan
roteiro: Jim Thomas e John Thomas

“El Diablo Cazador de Hombres.” Assim os índios guatemaltecos se referem a uma misteriosa assombração que, de acordo com as lendas locais, vive na selva do país deles e que mata brutalmente todos que se atrevem a entrar em seus domínios.
Carcaças humanas horrivelmente estraçalhadas encontradas pela selva parecem confirmar a existência desse ser. Mas quem vai descobrir definitivamente o que há por trás dessa lenda é uma pequena tropa do Exército dos Estados Unidos, mandada até a Selva da Guatemala numa missão especial... da qual quase ninguém vai voltar vivo!

Com esse roteiro, O Predador apresentou ao público uma das espécies de monstros espaciais mais famosos entre os fãs de terror, aventura e ficção científica.
Filmado no México, embora o diretor e quase todos os atores sejam dos Estados Unidos, esse filme é considerado um clássico do final dos anos 80. Além de ser o 1º de uma franquia de 6 filmes (os outros 5 foram lançados em 1990, 2004, 2007, 2010 e 2018). E mais algumas produções aleatórias que a gente encontra por aí e que não fazem parte da série cinematográfica oficial.
O 1º, como já vimos, se passa num ambiente florestal. E parece que isso agradou tanto aos fãs que causou problemas pro 2º...
Acontece que esse deslocou a história pro Centro de Los Angeles, o que, embora tenha sido bem aproveitado pelo roteiro, foi mal visto por uma grande parte dos fãs. E assim, a história voltou a se passar em ambientes florestais na maioria das produções posteriores, tentando retomar o clima do filme de 1987.
Os filmes de 2004 e 2007 foram crossovers com a série cinematográfica lançada pelo filme Alien (1979). E embora isso não tenha ficado ruim, descaracterizou um pouco o tema original, né?  A história acabou tomando outro rumo: até ali, o que a gente via era uma espécie de caçadores espaciais abatendo humanos por esporte; dali pra frente, virou um tipo de guerra entre 2 espécies diferentes de monstros espaciais.
Bom, só os 2 primeiros filmes (principalmente o 2º) se fixaram com mais força no gênero ‘terror’. Os seguintes, embora evidentemente também possam ser classificados como “terror light”, se prenderam mais aos gêneros ‘aventura’ e ‘ficção científica’. Então, O Predador e suas continuações agradam a fãs de todos esses gêneros.
Também é interessante lembrar que, nos 2 primeiros filmes, o monstro foi interpretado pelo hoje falecido ator Kevin Peter Hall, famoso por vestir a roupa de vários monstros de filmes de terror desde o final dos anos 70 até o início dos 90, como a ursa monstruosa Katahdin, da Semente do Diabo (1979).
Mais informações sobre O Predador? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘minimonstros’ que você acha posts sobre A Semente do Diabo e Alien.
Até Agosto!

terça-feira, 28 de julho de 2020

CLIVE BARKER

O inglês Clive Barker é lembrando na área do terror basicamente pelos trabalhos que já teve como escritor e roteirista.
Lançadas nos anos 80, a coleção Livros de Sangue e a série cinematográfica Hellraiser (que apresentou ao Mundo o cenobita sadomasoquista Pinhead, considerado por muitos um dos grandes vilões do terror moderno) talvez sejam lembradas como as principais obras do Clive nessa função.
Entretanto, ele também deu a sua contribuição ao Cinema de Terror como ator.
Vejamos os trabalhos que o Clive teve só como ator em filmes de terror:
Sonâmbulos (1992), Os Outros (2000), Vault of the Macabre (2014) e Vault of the Macabre: the House upon the Hill (2017).
É claro que se vê que é uma carreira modesta como ator. Mas exatamente porque o Clive sempre se dedicou muito mais à Literatura de Terror e à produção de textos pra filmes de terror. A carreira de ator sempre veio em 2º plano. Por isso, em alguns outros filmes, ele foi ator & roteirista: em 1973, ele foi diretor, roteirista e ator do curta-metragem Salomé; em 1978, ele foi diretor, ator e roteirista do curta-metragem The Forbidden; 1992, ele foi roteirista e ator do curta-metragem Motörhead: Hellraiser; em 1997, ele foi roteirista e ator do filme A Maldição de Quicksilver; e em 1998, ele foi diretor roteirista e ator do filme Clive Barker’s Salomé & The Forbidden.
Um filme inspirado num conto dos Livros de Sangue que eu já mencionei aqui foi O Senhor das Trevas (1986). Mas esse filme é um dos que o Clive mais rejeita: de acordo com ele, devido à insistência dos produtores, o diretor distorceu completamente o roteiro que ele tinha planejado pro filme (sim: foi o próprio Clive que tinha adaptado o texto do conto pra ser usado como roteiro cinematográfico) e fez praticamente outro filme com outra história que ele considera bizarramente pior do que a história original.
E por fim, uma palavrinha sobre a franquia Hellraiser:
Pra dizer a verdade, essa é uma das séries cinematográficas de terror às quais eu dou menos bola. O único filme inteiro que já vi dessa franquia foi o 1º (1987). E sendo sincero, achei meio confuso na hora. Depois é que, lendo o roteiro, entendi melhor a história.
E é uma série assustadora porque trabalha com sadomasoquismo: os vilões sentem prazer em sentir dor física e em provocar dor física nos outros.
Mas o que foi mais inovador nessa série é que o Pinhead foi retratado de forma bem diferente da grande maioria dos vilões de filmes de terror oitenteiros: ele não é uma besta descontrolada que sai massacrando qualquer coisa que se mexa na frente dele e também não é um vilão mudo que a gente não entende direito por quê tá matando.
Se é isso que você quer ver, vale a pena dar uma olhada.
Mais informações sobre o Clive? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções irlandesas’ que você acha o post sobre O Senhor das Trevas.
Até a próxima!

segunda-feira, 27 de julho de 2020

O PORTÃO II: ELES ESTÃO DE VOLTA

títulos originais: Gate II / La Fissure II: Le Cauchemar Reprend
título brasileiro: O Portão II: Eles Estão de Volta
ano de lançamento: 1990
países: Canadá / Estados Unidos
elenco principal: Louis Tripp, Pamela Adlon (creditada aqui como Pamela Segall), Simon Reynolds
direção: Tibor Takács
roteiro: Michael Nankin

Passados 2 anos desde que o rei demônio gigante e seu exército de minidemônios tentaram dominar o Universo, o único adolescente que lutou contra esses demônios e ainda continua morando no mesmo lugar é o Terry. As famílias dos demais se mudaram pra outras cidades (provavelmente, traumatizadas com as loucuras sobrenaturais que se passaram ali).
Vendo o pai desempregado e se afundando no alcoolismo, o Terry tem uma ideia radical: ir até a casa agora abandonada onde se abriu o portão por onde o rei demônio saiu e reabrir o portão! Dessa vez, ele quer soltar os 3 demônios mais poderosos do Inferno e pedir a eles que restaurem a vida do pai... Pedindo isso a demônios?! Já vimos que a coisa não vai acabar bem, né?
Mas, no momento em que ele faz a invocação, os 3 adolescentes da pesada que rondam a vizinhança aparecem e interferem no ritual, que acaba saindo errado: em vez de trazer os demônios do Inferno pra Terra, o Terry e os outros 3 garotos é que acabam sendo teletransportados pro Inferno por alguns segundos.
Quando voltam pra Terra, eles trazem sem querer um dos minidemônios que serviam ao rei demônio. E descobrem que a asquerosa criaturinha realiza todos os pedidos feitos a ela, mas com péssimos resultados: tudo o que ele dá se transforma em algo negativo algumas horas depois.
E essa não é a pior parte, pois, poucos dias depois, os 3 demônios que o Terry invocou conseguem fugir do Inferno e vir pra Terra. Mas eles possuem o próprio Terry e 2 dos adolescentes que interferiram no ritual. E agora, tão transformando os corpos deles em corpos de demônios!

Acho que tá claro que temos aqui a continuação do filme O Portão (1987). Mas enquanto esse último era um filme de terror infantil, O Portão II: Eles Estão de Volta tem temas mais comuns de filmes voltados pro público adolescente (a preocupação do rapaz em relação ao futuro, os garotos brigões enchendo o saco do nerd, a namorada do garoto brigão mudando de lado e ficando ‘boazinha’...).
Como um todo, O Portão II tem uma história um pouco mais séria (apesar de ter várias cenas cômicas, é claro). E como o Terry é o único personagem que aparece nos 2 filmes, ele teve que virar o protagonista desse aqui (no 1º filme, apesar de aparecer quase o tempo todo, ele era um personagem secundário).
Em termos de efeitos especiais, eu diria que os 2 filmes seguem a mesma linha. Um não chega a ser melhor do que o outro.
Em termos de aventura, O Portão II é um pouco mais agitado e tem mais mudanças de cenário.
Ambos são de terror light.
Enfim, se você viu O Portão, gostou e quer ver uma versão um pouco menos infantil dele, vai gostar do Portão II também.rs
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘séries cinematográficas’ pra ver um post sobre o 1º filme da franquia.
Até a próxima!

domingo, 26 de julho de 2020

NICK EAST

De acordo com alguns sites, o ohioano Nick East (também creditado algumas vezes como Scott Turner) tem se dedicado à carreira de escritor desde 2013, ano em que deixou a carreira de ator pornô, com um currículo de mais de 1000 filmes, curtas e longas.
Em meio a essas centenas de filmes de que ele participou, é claro que alguns foram filmes de terror pornô.
Em 1995, o Nick apareceu em The Devil in Miss Jones 5: The Inferno.
Como o título deixa bem claro, essa é uma das várias continuações do clássico O Diabo na Carne de Miss Jones (1973).
Em 1998, o Nick participou de The Beautiful Evil.
No ano seguinte, foi a vez de Voodoo Lounge.
No ano 2000, o Nick foi visto em Bedeviled e em Terror of the Clit 2.
No ano seguinte, On the Prowl 3 contou com ele no elenco.
Em 2003, o Nick teve em Les Vampyres 2.
Em 2006, ele protagonizou Picture Perfect.
E no ano seguinte, o Nick apareceu em Gatinhas 3.
Mais informações sobre o ex ator? Lá vai:


Até a próxima!

sábado, 25 de julho de 2020

O PORTAL DO INFERNO / O PORTÃO

títulos originais: La Fissure / The Gate
títulos brasileiros: O Portal do Inferno / O Portão
ano de lançamento: 1987
países: Canadá / Estados Unidos
elenco principal: Christa Denton, Louis Tripp, Stephen Dorff
direção: Tibor Takács
roteiro: Michael Nankin

Há muitos e muitos milênios, os deuses do mal, que reinavam sobre a escuridão, foram derrotados pelos deuses do bem, que reinavam sobre a luz.
Depois disso, os vencidos foram transformados em demônios e aprisionados numa prisão subterrânea: o Inferno.
De acordo com um livro de demonologia, é possível libertar esses demônios se alguém cumprir um complicado ritual: num buraco no chão onde um geode tenha sido encontrado, alguém tem que derramar sangue e jogar o corpo de uma criatura morta, além de praticar um ritual de levitação perto do buraco e ler um convite aos demônios pra que eles tomem posse do Universo.
Sem perceber o que tão fazendo, um grupo de garotos cumprem todas essas condições quando um buraco é aberto acidentalmente no quintal da casa de um deles...
Não demora e uma legião de ferozes minidemônios começam a sair do buraco e atacar a casa. E mais: esses minidemônios tão apenas preparando o terreno pra chegada de um rei demônio gigante (ou seja, o antigo rei dos deuses das trevas, transformado num demônio pelos deuses da luz e preso por eles no Inferno), que vem disposto a transformar todo o Universo numa continuação do Inferno!
Sozinhos na casa, os jovens Glenn, Terry e Alexandra vão tentar impedir que isso aconteça... Mas será que um trio de pouco mais do que crianças podem conseguir tal coisa?

Lançado na televisão com o título de O Portal do Inferno e em VHS com o título de O Portão, The Gate é um filme de terror pra crianças. Aliás, pra quem nunca viu um filme de terror e quer começar por uma coisa mais light, talvez valha a pena dar uma olhada nesse. Embora ele siga um estilo 100% oitenteiro e já tenha efeitos especiais bastante ultrapassados, é claro (não se esqueçam de que isso foi filmado há mais de 30 anos).
Sendo um filme de terror infantil, é claro que ele tem vários toques de comédia (alguns, inclusive, de humor cáustico) do início ao fim. E as várias cenas de ação garantem também um clima de aventura.
E O Portão é até menos violento do que outros filmes de terror infantil, como Jack, o Matador de Gigantes (1962) e Deu a Louca nos Monstros (1987).
Apesar de ter uma história simples (a própria reação dos personagens diante de algumas situações sobrenaturais é bastante bobinha), pelo menos O Portão consegue contar uma história com início, meio e fim. E sem deixar contradições nem um monte de situações no ar, como a gente vê em vários outros filmes do mesmo tipo.
Bom, vamos dizer que esse filme parece, mais um menos, uma versão live-action de um episódio de Goober e os Caçadores de Fantasmas (1973).rs
O Portão teve 1 única continuação (1990). E vamos falar sobre ela aqui em breve.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seres sobrenaturais’ que você acha posts sobre Deu a Louca nos Monstros; Goober; e Jack, o Matador de Gigantes.
Até a próxima!

sexta-feira, 24 de julho de 2020

MR MARCUS

O californiano Mr Marcus é uma figura famosa no meio pornô por seus incontáveis trabalhos tanto como ator quanto como diretor.
Mas foram poucos até hoje os filmes de terror pornô de que ele já participou.
Em 2008, o Mr Marcus apareceu em Asia Noir 6: Evil Sex Trap.
E no ano seguinte, ele participou de 2 filmes desse subgênero: Pure e Scared Sexy.
Mais informações sobre o Mr Marcus? Lá vai:









Até a próxima!

quinta-feira, 23 de julho de 2020

O DEMÔNIO DO PARAÍSO

título original: Demon of Paradise
título brasileiro: O Demônio do Paraíso
ano de lançamento: 1987
países: Estados Unidos / República das Filipinas
elenco principal: Kathryn Witt, Laura Banks, William Steis
direção: Cirio H. Santiago
roteiro: C. J. Santiago e Frederick Bailey

Numa região isolada, porém turística, do Hawaii, alguns nativos realizam uma prática ilegal de pesca num lago, usando dinamites.
Logo depois, um misterioso e feroz lagarto humanoide se ergue do fundo do lago e começa a atacar e matar várias pessoas nas redondezas.
Na crença dos nativos, o monstro é uma assombração do folclore deles, chamada Akua, que, de acordo com a lenda, apareceu na região há 50 anos. E agora voltou, pois se irritou com o barulho das explosões.
Uma bióloga especialista em répteis chamada Annie concorda que a criatura só tá atacando por se irritar com as explosões. Mas explica que não se trata de uma assombração, e sim de um ser pré-histórico que ficou hibernando no fundo do lago até agora.
Seja como for, é preciso deter o monstro. E cada um pensa em fazer isso de um jeito: os nativos atiram oferendas no lago pra acalmar a assombração, a polícia quer simplesmente matar a criatura, a Annie quer que o bicho seja capturado vivo pra ser analisado e ajudar no progresso da Biologia e a dona de um hotel local chamada Angela dá ao monstro o apelido de “Demônio do Paraíso” (é: por isso que o filme tem esse nome rs) e tenta usar ele como marketing turístico pra atrair mais hóspedes pro hotel dela, embora ela própria acredite que a coisa toda seja uma lenda.
Em meio a toda essa confusão, novas vítimas vão perecendo entre as unhas e dentes do terrível monstro...

De acordo com alguns poucos sites, Demon of Paradise foi lançado no Brasil em DVD com o título de O Demônio do Paraíso. Mas não encontrei nenhuma informação mais consistente sobre isso.
Gravado nas Filipinas e tendo uma leve parceria com os Estados Unidos, esse é mais um filme de terror que segue o tema lançado em 1954 com O Monstro da Lagoa Negra: um monstro humanoide aquático que sai do lago onde vive e começa a matar os humanos que encontra pelo caminho.
Mas posso dizer que, comparado com outros filmes que beberam na mesma fonte, O Demônio do Paraíso conseguiu mostrar uma criatura com uma aparência mais realista. Ou, pelo menos, mais bem feita. Mas tem o mesmo problema da maioria desses outros: não tem cenas subaquáticas do monstro.
Ele até aparece na água várias vezes, só com a cabeça pra fora e tal. Mas nadando lá no fundo, neca.
De qualquer forma, sem dúvida nenhuma O Demônio do Paraíso vai agradar a quem gosta de filmes como O Monstro da Lagoa Negra, Sting of Death, Viagem Rumo ao Infinito (ambos de 1966) e Octaman (1971).
Já aviso que O Demônio do Paraíso deixa algumas contradições, como quando a Annie explica que o bicho é um predador noturno que foge de luz forte... E isso realmente aparece em algumas cenas, mas em outras cenas ele aparece andando à luz do Sol sem se incomodar em nada com a claridade.
A história também nunca explica bem o que o monstro é. O filme dá um pouco mais de corda pra teoria da Annie de que seria uma criatura pré-histórica, mas nunca desconsidera por completo que ele possa ser a assombração mencionada pelos nativos (embora ele não pareça manifestar nada de sobrenatural, a não ser por uma espécie de névoa que aparece sempre ao redor dele).
Algum outro vilão além do monstro? Bom, também tem lá uma quadrilha de traficantes inseridos numa subtrama da história... Só que o negócio é tão mal mostrado que não dá nem pra entender direito qual bandido é o chefe da quadrilha. Sério mesmo!rs
A última cena, que parece querer imitar a última cena de um filme de terror dinamarquês chamado Reptilicus (1961), deixa uma porta escancarada pra uma continuação. Mas nunca rolou.
Mais informações sobre O Demônio do Paraíso? Lá vai:


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Até a próxima!

quarta-feira, 22 de julho de 2020

MARCO BANDERAS

O uruguaio Marco Banderas (também creditado em alguns filmes com o nome de Michael Duarte) é um dos sul-americanos mais famosos no meio pornô, já tendo participado de quase 3000 trabalhos nessa área até hoje.
A filmografia dele é um pouco difícil de ser organizada, já que, além da grande quantidade de filmes em que ele teve, o nome dele não foi creditado em vários desses filmes. Mas, até onde eu consegui pesquisar, foram poucos os filmes pornô que contaram com a presença dele até hoje.
Em 2006, ele apareceu em Vamps.
Nesse filme, o personagem do Marco é um cavaleiro medieval que, numa noite de tempestade, passa na porta de um cemitério. E ali, ele vê uma mulher, que fica aparecendo e desaparecendo magicamente no ar.
Meio hipnotizado, o cavaleiro segue a mulher até a porta de um mausoléu, onde transa com ela. Mas, quando eles terminam, ele escancara a boca, revela que é uma vampira e morde ele no pescoço, matando ele imediatamente...
Bom, a meu ver, a cena que eu descrevi é bem escura. Dá pra ver alguma coisa, é claro. Mas fica quase na base da silhueta.
O cemitério onde a cena acontece também é meio esdrúxulo: um cemitério medieval cheio de lustres com lâmpadas elétricas?!
Mas, se você não liga muito pra coerência, veja e divirta-se.rs
Em 2007, o Marco foi visto em Shay Jordan: Scream.
Em 2009, ele participou de She-Devilled.
E em 2012, Mind Fuck contou com o Marco no elenco.
E em 2014, ele apareceu em This Ain’t Supernatural XXX.
Mais informações sobre o Marco? Lá vai:


Até a próxima!

terça-feira, 21 de julho de 2020

METALDER, O HOMEM-MÁQUINA

título original: Chojinki Metalder
título brasileiro: Metalder, o Homem-Máquina
ano de lançamento: 1987
país: Japão
elenco principal: Hiroko Aota, Kazuoki Takahashi (creditado aqui como Hiroshi Kawai), Seiko Seno (creditado aqui como Akira Seno)
direção: Takeshi Ogasawara
roteiro: Shozo Uehara

Quem já se informou um mínimo que seja sobre Machineman (1984) sabe que esse seriado foi uma tentativa da Toei de conquistar um público mais jovem. Ou seja, era uma espécie de imitação de metal hero feita pra crianças entre 5 e 6 anos, enquanto os metal heroes lançados até ali eram pra pré-adolescentes ou eventualmente adolescentes.
Em 1987, seguindo na contramão do que tinham feito com Machineman, a Toei decidiu lançar um metal hero mais voltado pro público adulto. E assim foi criado Metalder, o Homem-Máquina.
Mais pensativo e menos brincalhão que seus antecessores, o herói aqui luta contra um vilão igualmente mais sério e mais inteligente do que o comum, que não perde tempo fazendo babaquices como dar sustos em crianças e adjacências.
Se trata do Imperador Neroz, que governa um império dividido em 4 tropas: Blindada, Cibernética, Mecanol e Monster.
Teoricamente, os marechais de cada uma dessas tropas tem a mesma autoridade, ficando todos em posição de igualdade abaixo do Neroz. Mas, na prática, o marechal da Tropa Blindada, chamado Artur, recebe muito mais destaque do que os 3 colegas. Ele é um protegido do imperador e acaba ocupando de fato o posto de 2º no comando no império.
Quanto ao roteiro:

Em 1944, o cientista japonês Ryuichiro Koga perdeu seu único filho numa das batalhas da 2ª Guerra Mundial. E pra se vingar dos americanos e ao mesmo tempo proteger o Japão com uma arma infalível, ele criou um androide à imagem e semelhança do filho dele, chamado Hideki Kondo, que, quando se enfurece, se transforma num robô guerreiro chamado Metalder.
Mas, como era um pacifista, o cientista logo depois concluiu que o que ele tava fazendo era errado. E depois de reprogramar o robô pra fins mais pacíficos, acabou deixando ele num laboratório secreto.
Na mesma época, um coronel do Exército Japonês chamado Issao Muraki, que também era um cientista e amigo do Ryuichiro, ajudou ele inicialmente no ‘Projeto Metalder’. Mas ele começou a usar ilegalmente prisioneiros de guerra como cobaias pra fazer experiências.
Quando o Ryuichiro descobriu isso, cortou relações com ele. Mas, em 1987, ao buscar informações sobre o ex amigo, acabou descobrindo uma organização secreta criminosa: o Império Neroz...
Com as novas informações que foi encontrando, o Ryuichiro não viu outra saída a não ser ativar o Metalder pra que ele destruísse o Império Neroz.
Mas, chegando ao laboratório onde tinha deixado o robô, ele viu que tava sendo seguido por guerreiros do Império Neroz. E pra manter o laboratório escondido, saiu dali e se deixou localizar pelos vilões, sendo morto por eles segundos depois.
Vendo a situação, o Metalder entrou em ação. Mas, apesar de mostrar que tinha grandes poderes de ataque, ele não sabia usar nenhum deles direito, sendo derrotado pelos inimigos nessa 1ª luta.
Ele logo vai se aprimorar nas lutas. Mas ainda vai demorar muito tempo pra ele descobrir qual é a relação entre o criminoso de guerra Issao Muraki e o Império Neroz...

Pouco lembrado no seu país de origem devido ao sucesso superficial que fez por lá (ao contrário do que a Toei esperava, o público adulto não deu muita bola pro seriado e o público infantil também não se interessou, já que a temática era adulta demais), Metalder também não foi lá essas coisas em termos de audiência quando foi exibido na TV aberta do Brasil. Até porque foi exibido pela Bandeirantes, que nunca se lixou muito pra seriados japoneses de aventura, usando eles como meros tapa-buracos na programação.
Mas, como aconteceu com outros programas do mesmo tipo, ele conquistou uma legião de fãs em anos recentes, graças à Internet.
Realmente, temos poucos pontos negativos pra destacar aqui. Só uma bizarrice ou outra, como o desaparecimento sem explicação de 2 vilões fixos...
É difícil definir o que o Fufuchu e o Mukimukiman eram. Mas vamos dizer que eram 2 lutadores de sumô estilizados.
Bom, eles aparecem regularmente nos 8 primeiros capítulos de Metalder. E aí, de uma cena pra outra, eles simplesmente não voltam mais a ser vistos e ninguém menciona eles a partir daí.
E uma coisa curiosa é que, quando o seriado já tá no final, aparecem algumas cenas de flashback do início, quando alguns personagens se lembram de uma coisa ou outra do começo da história. E nessas cenas esses vilões aparecem. Então, também não fizeram questão de esconder que eles já tiveram lá no início e depois sumiram.
Outra coisa um pouco estranha é o sedentarismo do Imperador Neroz...
Bom, desde o 1º capítulo, vemos que ele tem uma identidade secreta: o empresário multimilionário Makoto Dobara. E nessas condições, ele vive uma vida comum pra um homem da classe social dele.
Mas, quando se transforma em Neroz, ele passa o tempo todo sentado num trono. E só aparece em pé e andando numa única cena do final, quando reconstrói o robô Balzac.
O seriado não tem um final feliz. Mas o Metalder e os amigos que ele vai fazendo ao longo da história conseguem cumprir a missão que eles tinham que cumprir.
Então, posso recomendar Metalder a fãs de metal heroes em geral, que certamente já tão acostumados com algumas esquisitices.rs Mas lembrando que ele tem um formato mais sério do que o comum.
Aliás, o ator Kazuoki Takahashi fez parte do elenco fixo do seriado exatamente pra trazer um toque de mais humor pra história (antes da chegada do personagem dele, o seriado tava ‘seco’ demais). E como ainda tava fresca na memória do público a imagem dele interpretando o Change Gryphon Hayate em Esquadrão Relâmpago Changeman (1985) e o herói Miran em Comando Estelar Flashman (1986), isso parecia uma boa estratégia pra chamar a atenção dos fãs desses outros seriados.
Diga-se de passagem, a Toei usou a mesma estratégia pra tentar chamar a atenção de fãs de outros seriados da época pra Metalder...
Principalmente nos capítulos 25 e 26, quando reuniram ali os atores Hiroshi Watari, Junichi Haruta e Kenji Ohba e as atrizes Sumiko Tanaka e Makoto Sumikawa (que na época respondia pelo nome de Jun Koyamaki).
Todos eles tinham interpretado heróis principais em Denshi Sentai Denziman (1980); Goggle Five, os Guerreiros do Espaço; Space Cop (ambos de 1982); Sharivan, o Guardião do Espaço (1983); Chodenshi Bioman (1984); e Spielvan (1986). Sem contar que o Junichi já tinha feito participações simples em Denziman e em Taiyo Sentai San Barukan (1981) e já tinha interpretado o MacGaren em O Fantástico Jaspion (1985) e o Hiroshi já tinha interpretado o herói Boomer-Man em Jaspion e já tinha trabalhado como dublê em San Barukan e em Goggle Five.
Alguém vai dizer que nesses 2 episódios específicos não houve uma tentativa explícita de fazer os fãs desses seriados darem uma olhada em Metalder?
E no capítulo 28, a atriz Hiroko Nishimoto, que tinha interpretado a Change Mermaid Sayaka em Changeman, também fez uma participação.
O ator Shinji Todo, que aqui interpretou a aparência humana do Imperador Neroz, já tinha interpretado o General Hedora em Denziman e o monstro do episódio 17 de Space Cop.
O ator Koji Unogi, que aqui interpretou o monstro Hedogross Jr., já tinha apareceria em 1 episódio de Flashman como o policial Hiroshi Tachibana.
Também vale lembrar que, em 1994, a Saban Entertainment pegou várias cenas de Metalder e de Spielvan e usou como stock footage pra fazer um seriado novo, acrescentando depois também cenas de Shaider, o Detetive do Espaço (1984).
Tudo isso foi dublado com outros têxtos em Inglês, dando origem assim ao seriado V. R. Troopers.
Mais informações sobre Metalder? La vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções japonesas’ que você acha posts sobre Bioman, Changeman, Denziman, Flashman, Goggle Five, Jaspion, Machineman, San Barukan, Shaider, Sharivan, Space Cop e Spielvan.
Até a próxima!

segunda-feira, 20 de julho de 2020

MANUEL FERRARA

O francês Manuel Ferrara tem uma intensa carreira de mais de 20 anos como ator e diretor de filmes pornô, sendo um dos nomes mais mencionados nessa indústria. E ao longo da carreira de ator pornô, ele já apareceu em mais de 2000 filmes, dos quais alguns foram filmes de terror pornô.
Em 2002, ele foi visto em Faust.
Em 2005, o Manuel participou do slasher pornô Camp Cuddly Pines Powertool Massacre.
De acordo com o diretor Jonathan Morgan, a intenção ao fazer esse filme era criar um filme pornô que misturasse elementos do Massacre da Serra Elétrica (1974) com elementos de Sexta-Feira 13 (1980).
Também em 2005, o Manuel foi ator, diretor e cameraman de Katsumi’s Dirty Deeds.
No ano seguinte, ele também apareceu no filme Curse Eternal.
Esse é sobre a múmia de uma mulher egípcia que morreu há 3000 anos que agora ressuscitou, em busca de sexo, devido a uma maldição.
Em 2007, o Manuel fez parte do elenco de Janine Loves Jenna.
No ano seguinte, ele participou de Piratas II: A Vingança de Stagnetti.
Esse é mais de aventura, né? Mas tem lá uns elementos de terror misturados.
Em 2012, o Manuel teve em Voracious.
E em 2019, ele apareceu em Intercourse with a Vampire.
Mais informações sobre o Manuel? Lá vai:


E já que eu mencionei Sexta-Feira 13, dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ que você acha um post sobre ele.
Até a próxima!

sábado, 18 de julho de 2020

DEU A LOUCA NOS MONSTROS

título original: The Monster Squad
título brasileiro: Deu a Louca nos Monstros
ano de lançamento: 1987
país: Estados Unidos
elenco principal: Andre Grower, Duncan Regehr, Stephen Macht
direção: Fred Dekker
roteiro: Fred Dekker e Shane Black

Transilvânia. 1887.
O cientista Abraham Van Helsing tenta derrotar o Conde Drácula abrindo uma espécie de furacão sobrenatural através de magia. Mas ele falha: o vampiro escapa, enquanto o cientista é que acaba sendo sugado pelo furacão.
Passados 100 anos, numa cidade do interior dos Estados Unidos, a mãe de um menino chamado Sean encontra um livro antigo escrito por alguém chamado Van Helsing. E embora ela não saiba direito quem é, decide comprar o livro pro Sean, pois de vez em quando ela ouve o filho falar esse nome: o Sean tem um clubinho de meninos pré-adolescentes que são fãs de filmes de terror antigos.
Como o livro tá todo em Alemão, e a única pessoa que eles conhecem que fala Alemão é um velho vizinho deles que mora sozinho, os garotos acabam se aproximando dele. E apesar da aparência sinistra que passava antes, o velho se revela muito gentil e solícito.
De acordo com o que ele lê no livro, existe um amuleto mágico semi-indestrutível que impede que as forças sobrenaturais do mal dominem o Mundo. Entretanto, de 100 em 100 anos, esse amuleto fica vulnerável por alguns minutos. E se algum ser maligno destruir o objeto mágico nessa ocasião, as forças sobrenaturais maléficas vão governar o Mundo pra sempre a partir daí.
E o livro diz que essa ocasião vai acontecer exatamente no dia seguinte à data em que eles se encontram.
Enquanto isso, o Drácula descobre que tanto o tal amuleto quanto o livro do Van Helsing foram parar naquela cidade. E indo até lá, ele se reúne com o Monstro de Frankenstein, um monstro aquático chamado Gillman, um lobisomem, uma múmia e algumas garotas que ele transforma em vampiras. E pondo todos esses monstros sob o comando dele, o vampiro dá início aos planos dele de dominar o Mundo.
Quando essas criaturas começam a fazer vítimas pela cidade, a turma do Sean logo entende o que tá havendo. Mas como sabem que ninguém vai acreditar neles, vão ter que agir sozinhos pra deter os monstros.

Quando Deu a Louca nos Monstros começou a ser planejado, a intenção dos criadores do filme era criar uma produção sobre os monstros clássicos que apareceram nos filmes de terror da Universal Pictures nos anos 30, 40 e 50. Mas, como a Universal não liberou os direitos autorais pra eles usarem a imagem dos personagens, eles tiveram que usar personagens apenas inspirados nas criaturas daqueles filmes (com exceção do Drácula, das 3 vampiras que andam junto com ele e do Monstro de Frankenstein, que não têm mais direitos autorais prendendo eles a nada).
Os monstros que inspiraram esses personagens aqui foram os que apareceram nos filmes Drácula, Frankenstein (ambos de 1931), A Múmia (1932), O Lobisomem (1941) e O Monstro da Lagoa Negra (1954). Mas, mesmo assim, Deu a Louca nos Monstros não pôde fazer nenhuma menção direta a nada que aparecia naqueles filmes.
Até alteração de grafia de nome tiveram que fazer (como eu já disse, o nome da nova versão do monstro aquático aqui era Gillman, enquanto no filme original de 1954 era Gill-Man).
Mas Deu a Louca nos Monstros tá bem longe de ser o único caso desse tipo: várias outras produções que tentaram usar a imagem de monstros da Universal tiveram problemas com direitos autorais.
Por exemplo, tem um capítulo de Scooby-Doo, Cadê Você? (1969), chamado Os Fantasmas Galopantes, em que a Hanna-Barbera usou as imagens de 3 monstros que obviamente foram inspirados nos vilões dos filmes Drácula, Frankenstein e O Lobisomem. Mas, por uma questão de direitos autorais, nenhum deles pôde ser chamado por nenhum desses nomes durante o episódio. Geralmente os outros personagens só se referem a eles como “aqueles 3 monstros”.
Mas e quanto a esse filme aqui, que é o que nos interessa?rsrs Vamos lá:
Obviamente, é um filme de terror infantil. E é claro que, sendo assim, a aventura e a comédia é que vêm em 1º lugar, embora as cenas aterrorizantes e até explicitamente violentas não deixem de aparecer (imaginem como a patrulha do politicamente correto ia chiar se esse filme fosse feito hoje!).
Tem coisas que são deixadas sem explicação...
Por que o amuleto e o livro foram parar naquela cidade e como o Drácula localizou eles lá? E por que quase todos os monstros obedecem cegamente ao Drácula, já que não são da mesma origem que ele e, teoricamente, nem têm os mesmos interesses que ele?
Bom, na edição final, o diretor decidiu cortar 13 minutos pra que o filme não ficasse muito grande (fechou com 79 minutos). Então, talvez as respostas pra algumas dessas perguntas tenham ficado nas cenas deletadas.
Alguns personagens foram mal aproveitados ao longo da história: poderiam ter tido uma atuação bem maior. Mas, como parece que o diretor não queria fazer um filme muito longo...
Os efeitos especiais são bons? Pros padrões de uma produção infantil dos anos 80, eu diria que sim. Mas nada que possa ser considerado um marco na História do Cinema, é claro.
Mais informações sobre Deu a Louca nos Monstros? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
E dê uma clicada aí do lado em ‘aventura’ que você acha posts sobre Drácula, Frankenstein, O Lobisomem, O Monstro da Lagoa Negra e Scooby-Doo.
Até a próxima!

sexta-feira, 17 de julho de 2020

LAURO GIOTTO

O húngaro Lauro Giotto (também creditado algumas vezes com os nomes de Alex, Attila Acs, Dorian Marino, Iwan Kordes, Markus, Paolo Giotto, Zo-Le e Zoltan) já tem uma longa carreira como ator pornô. E ao longo desse tempo, ele apareceu em alguns filmes de terror pornô.
A estreia dele na área foi em 2003, no filme O Diabo em Pessoa.
No ano seguinte, o Lauro apareceu em Sextet.
Em 2005, ele participou da Mansão Mal Assombrada.
E em 2007, o Lauro foi visto em Evil Nurse.
Mais informações sobre o ator? Lá vai:








Até a próxima!

quarta-feira, 15 de julho de 2020

DEFENSORES DA LUZ MASKMAN

título original: Hikari Sentai Masukuman
título brasileiro: Defensores da Luz Maskman
ano de lançamento: 1987
país: Japão
elenco principal: Issei Hirota, Kanako Maeda, Koichi Kusakari, Ryosuke Umizu, Yuki Nagata
direção: Keita Amemiya e Minoru Yamada
roteiro: Hirohisa Soda e Toshiki Inoue

De todos os sentais já vistos na TV aberta do Brasil, o que passou mais despercebido na época em que foi exibido sem dúvida nenhuma foi Defensores da Luz Maskman. E não é difícil entender por quê: ele foi apresentado ao público brasuca pela extinta Rede Manchete em 1991, ano em que 4 emissoras brasileiras (Globo, Manchete, Bandeirantes e SBT) exibiam, contando tudo, 15 outros seriados japoneses de aventura. Com essa saturação na mídia da época, é claro que Maskman foi visto como apenas mais 1 entre tantos programas do mesmo tipo, não chamando tanta atenção da maior parte do público.
Provavelmente por isso, entre os sentais inteiramente produzidos no Japão, esse foi o mais recente a ser exibido na TV aberta do Brasil. Até hoje, nenhuma emissora brasileira voltou a se interessar por nenhum sentai lançado de 1988 pra frente.
Mas, curiosamente, de uns 10 ou 15 anos atrás pra cá, Maskman conquistou uma certa legião de fãs na Internet, passando a ser considerado cult.
A única parte não muito comum que esse seriado traz é em relação aos vilões: aqui eles vêm de dentro da Terra, e não de fora da Terra. É que em quase todos os outros sentais, os vilões são extraterrestres, mas em Maskman eles são criaturas subterrâneas (embora esse tema já tenha sido usado antes em outros seriados de aventura mais antigos no Japão).
De qualquer forma, como não é muito possível um sentai romper relações por completo com o elemento extraterrestre, esse aqui não foi uma exceção: botaram lá uma garota alien visitando a Terra (embora ela apareça em 1 capítulo só).
Uma coisa legal sobre os vilões fixos aqui é que todos tiveram o lado psicológico bem trabalhado. Cada um tem seu motivo pessoal pra lutar e cada um se comporta de acordo com esse motivo. Mas foram raras as vezes em que eles causaram problemas sérios aos heróis.
O vilão principal é o Rei Zeba.
Não posso entrar em muitos detalhes sobre ele sem contar o final. Mas posso dizer que ele já nasceu se cobrindo com os poderes mágicos mais malignos, mas só adquiridos através de um ato de oportunismo. E no último capítulo vemos que ele é um parasita de energia: todos os poderes dele foram tomados das energias de outros personagens do seriado.
O Anagumas, que funciona como uma espécie de mago da corte e conselheiro dele, também se mostra um inimigo perigoso.
Ele tem poucas participações significativas ao longo do seriado, preferindo deixar os outros vilões pegarem no pesado. Mas, quando ele resolve agir com as próprias mãos, realmente ele toma atitudes que mudam o curso da história.
Tirando isso, vemos o mesmo tema de sempre dos sentais: um grupinho de heróis com armaduras de cores diferentes (os Maskman) lutando contra uma quadrilha de vilões com superpoderes (o Império Tube).
E a própria história apresenta algumas contradições no seu desenrolar e algumas situações ficam sem nexo.
Um assunto que merece um comentário à parte é a tradução que Maskman recebeu no Brasil...
Isso não ajudou nem um pouco, pois deu umas derrapadas brabas. A pior foi no que diz respeito a uma vilã que se disfarça de homem durante o seriado todo e só no final descobrem que ela é mulher: a tradução simplesmente ignorou essa parte. Aí, na cena em que ela se revela, alguém teve que inventar lá umas falas improvisadas pra poder a cena fazer algum sentido.
Essa cena só acontece quando o seriado já tá se aproximando do fim. Mas, como muitos de vocês já devem ter esbarrado com esse assunto por aí em outros sites que falam sobre Maskman, eu vou dizer aqui:
A vilã em questão é a Princesa Igam.
No texto original, ela se identifica como homem durante o seriado quase todo, é chamada de “príncipe” e quase todos os personagens pensam que ela é homem mesmo. Só no episódio 45, quando o capacete dela cai durante uma luta, é que todos olham pra ela e ‘descobrem’ que ela é mulher.
A ‘explicação’ pra isso é que, sendo a princesa mais velha da Família Imperial de Tube e, portanto, herdeira do trono, ela foi criada como um ‘guerreiro’, já que tava destinada a governar o império um dia, ficando implícito que mulheres não podiam ocupar o Trono de Tube. Só que essa explicação não faz sentido porque quem tava no trono antes do Zeba era uma mulher (e por sinal, ela não tinha nada de masculina). Portanto, nada impedia que uma mulher ocupasse o trono.
Mais bizarro do que isso é que a Igam tem uma aparência evidente de mulher, fala com voz de mulher e nem se veste de forma tão masculina assim (inclusive, ela usa salto alto em todos os capítulos do seriado).
Eu acho que poderiam botar ela usando uma máscara e com a voz filtrada, né? Aí tudo bem. Até dava pra ela passar por homem. Mas com ela tendo um óbvio aspecto de mulher e falando com voz de mulher, é realmente bem estranho que os outros personagens confundissem ela com um “príncipe”.
Mas enfim: embora, no texto original em Japonês, ela fosse sempre chamada de “príncipe” e os outros personagens sempre falassem sobre ela fazendo as concordâncias no masculino, o tradutor do seriado no Brasil manteve isso só no 1º capítulo, quando ela é chamada de “Príncipe Igam”. Nos demais capítulos, ele botou ela sendo chamada de “Princesa Igam” e fez todas as concordâncias dirigidas a ela no feminino...
Provavelmente, o tradutor brasileiro só recebeu o texto do capítulo 45 quando os primeiros episódios já tinham ido ao ar por aqui. E como é claro que ele viu a cara de mulher da personagem, ele achou que o texto original é que tava errado quando usava o masculino e aí foi traduzindo tudo no feminino.
Conclusão: quando foram traduzir o capítulo no qual se revela o sexo da personagem, o texto teve que ser reescrito com outro assunto pra poder se encaixar, mais ou menos, no que tinha sido levado ao ar até ali. Então, quando cai o capacete dela, todos se espantam por ela ser igual à Iam, a irmã gêmea dela. Tudo bem. Foi só uma desculpa esfarrapadíssima da tradução pra tentar consertar o erro que tinha cometido lá atrás. Mas acho que a emenda saiu pior do que o soneto, né?
De qualquer forma, Maskman agrada a fãs de sentais. E se você gosta de seriados de aventura em geral, também vale a pena dar uma olhada.
O ator Ryosuke Kaizu, que aqui interpretou o Red Mask Takeu, já tinha aparecido em 1 capítulo de Comando Estelar Flashman (1986), interpretando um rapaz terráqueo que Mess transformou num monstro guerreiro.
O ator Hideaki Kusaka, que aqui interpretou o Zeba, já tinha interpretado os vilões Heru Satan em Taiyo Sentai San Barukan (1981); Mau Saíke em Sharivan, o Guardião do Espaço (1983); Satan Goss em O Fantástico JaspionGyodai em Esquadrão Relâmpago Changeman (ambos de 1985) e La Deus em Flashman.
A atriz Mina Asami, que aqui interpretou as gêmeas Igam e Iam, já tinha aparecido em 1 capítulo de Flashman, interpretando a vilã redimida Sibéria.
O ator Yoshinori Okamoto, que aqui interpretou o vilão Oyobu, já tinha feito participações simples em Denshi Sentai Denziman (1980); San Barukan; Goggle Five, os Guerreiros do Espaço; Space Cop (ambos de 1982); Sharivan;Shaider, o Detetive do Espaço (1984) e já tinha interpretado o robô Shiruba em Chodenshi Bioman (1984), o pirata espacial Buba em Changeman e o herói Deus Titan e o vilão Galdan em Flashman.
A atriz Kaori Kubota, que aqui interpretou a vilã Fumin, já tinha interpretado o monstro fantasma Néfele (versão monstruosa da Néfer) em Flashman.
O ator Yasuhiro Ishiwata, que na época respondia pelo nome de Joji Ishiwata, que já tinha interpretado o Blue Flash Go em Flashman, aqui interpretou a aparência humana do monstro subterrâneo do capítulo 34.
O ator Daigaku Sekine, que aqui apareceu no episódio 25 como um dos guerreiros que lutam contra o Akira, já tinha feito um personagem menor em Denziman, já tinha feito uma pequena participação em Space Cop ejá tinha interpretado o vilão Zampa em Jaspion.
Outro ator que aqui interpretou um dos guerreiros que lutam contra o Akira no mesmo episódio é o Toshimichi Takahashi, que já tinha feito participações simples em Denziman e San Barukan; já tinha interpretado o General Des-Killer em Goggle Five, os Guerreiros do Espaço (1982); o herói Keiso em Sharivan; o vilão Iki em Jaspion, o Dr. Bio em Spielvan (1986) e um policial no filme de terror Baioserapi.
E a falecida Machiko Soga, que aqui fez uma participação rápida como a mãe do Barrabás, já tinha interpretado a Rainha Hedorian em Denziman e San Barukan, um monstro de Space Cop, um monstro de Sharivan e a Rainha Pandora de Spielvan.
Mais informações sobre Maskman? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções japonesas’ que você acha posts sobre Bioman, Changeman, Denziman, Flashman, Goggle Five, Jaspion, San Barukan, Sharivan, Space Cop e Spielvan.
Até a próxima!

terça-feira, 14 de julho de 2020

KRIS KNIGHT

O californiano Kris Knight (também creditado algumas vezes como David, Chris Cameron, Jack Rockwell e Myles Camack) trabalhou durante anos em vários tipos diferentes de filmes pornô.
Curiosamente, o terror pornô não entrou com frequência no currículo dele. Na verdade, ele só apareceu em 1 filme desse tipo.
Se trata de Curse Eternal (2006), que conta a história de uma arqueóloga que vai explorar uma tumba do Egito onde o pai dela desapareceu. E aí ela acaba acordando a múmia de uma feiticeira egípcia morta há 3000 anos e que faz magias relacionadas a sexo.
Mais informações sobre o Kris? Lá vai:


Até a próxima!

segunda-feira, 13 de julho de 2020

CRIAÇÃO MONSTRUOSA

título original: The Kindred
título brasileiro: Criação Monstruosa
ano de lançamento: 1987
país: Estados Unidos
elenco principal: Amanda Pays, David Allen Brooks, Talia Balsam
direção: Jeffrey Obrow e Stephen Carpenter
roteiro: Earl Ghaffari, Jeffrey Obrow, John Penney, Joseph Stefano e Stephen Carpenter

Depois de 3 anos em coma em consequência de um enfarte, uma velha bióloga acorda. E logo depois, ela entra em pânico ao se lembrar de algo que aconteceu pouco antes de enfartar. Entre uma frase solta e outra, ela faz um pedido ao filho dela, o também biólogo John: que ele vá à isolada casa dela numa praia distante e destrua todos os vestígios da última experiência que ela fez. Mas um irmão dele, chamado Anthony, é o problema principal que ele vai encontrar lá...
O John, que sempre pensou que era filho único, fica sem entender a situação, mas atribui a histeria da mãe à mente confusa dela ao voltar do coma. E mesmo assim, decide fazer o que ela quer, indo à casa dela com um grupo de amigos e com uma misteriosa mulher chamada Melissa, que praticamente se convida pra fazer parte do grupo assim que tem o 1º contato com o John.
Além do comportamento invasivo, ela também mostra características físicas muito estranhas: ela nunca dorme e tem o corpo gelado e com cheiro de peixe...
Na casa, eles não demoram a encontrar uma antiga fita de gravador, na qual a mãe do John revela que criou um mutante híbrido. E juntando outras pistas que vão aparecendo, ele entende o que houve: há alguns anos a mãe dele pegou uma amostra do sangue dele pra fazer experiências, misturou isso com hemocianina (uma substância encontrada no corpo dos polvos) e teve como resultado um feroz polvo humanoide, que agora vive se escondendo no porão da casa. E como ela era devota de Santo Antônio e criou o monstro com o DNA do filho, ela chamou a criatura de Anthony e via ela como um irmão do John.
Mas os problemas deles não param por aí: um cientista louco chamado Phillip quer capturar o monstro pra usar em benefício próprio, a Melissa revela que não é tão humana quanto parece e eles descobrem que há outras coisas monstruosas além do Anthony se escondendo na casa... Talvez mais perigosas do que ele!

Criação Monstruosa não é um filme ruim. Mas o resultado final se mostra simplesmente medíocre.
O Anthony, que a gente imagina desde o início que seja uma criatura sanguinária e assustadora, não chega a ser lá essas coisas. Ele até ataca vários personagens, mas só mata de fato 2. E em ambos os casos, de formas muito bobinhas.
Quanto à aparência dele... Pra dizer a verdade, são poucas as cenas em que ele aparece com clareza. Mas é uma aparência mais convincente que a do monstro de Octaman (1971), que também era um polvo humanoide.
E os personagens do grupo de heróis são meio vazios. Não há muita definição de personalidade entre eles. O John é o cabeça do grupo, o Brad é ao mesmo tempo o tarado do grupo e o babaca que pensa que é engraçado e os outros tão lá mais pra encher linguiça mesmo.
Criação Monstruosa também tem situações que são simplesmente deixadas no ar ao longo do filme.
Por exemplo, logo nas primeiras cenas, vemos que o Phillip mantém um bando de mutantes humanoides presos numa sala subterrânea. Mas eles só aparecem numa cena rápida e depois não voltam a ser nem sequer mencionados.
De qualquer forma, o filme consegue contar uma história com início, meio e fim.
Os efeitos especiais, pros padrões de uma produção simples dos anos 80, são bons. Principalmente os que a gente vê na luta final entre o Anthony e os humanos. Mas nada que se compare ao que a gente vê em produções posteriores, é claro.
Simplificando: Criação Monstruosa tem vários prós e contras. Vale mais a pena ser visto por quem nunca viu um filme de terror e quer começar por uma coisa relativamente mais leve.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções mexicanas’ que você acha um post sobre Octaman.
Até a próxima!

domingo, 12 de julho de 2020

KID BENGALA

O brasileiro Kid Bengala (também creditado algumas vezes como Dick Black e Montgomer Sill) é um ator pornô que se destaca no meio em que trabalha por 2 motivos:
1º, por ser um dos atores pornô mais velhos ainda na ativa no Brasil (ele já passou dos 60 anos).
E 2º, porque, como o próprio nome dele sugere, ele tem o maior pênis registrado entre os atores pornô brasileiros (33 centímetros).
O número exato de filmes em que o Kid trabalhou até hoje é desconhecido, até porque alguns nem tem registro exato de elenco. Mas parece que o único filme de terror pornô em que ele já apareceu foi Kidrácula, o Príncipe do Sexo (2008).
Bom, como o título já deixa claro, é a história de um vampiro que, apesar de perseguir mulheres pra beber o sangue delas, acaba se deixando atrair mais pelos impulsos sexuais.
Sinceramente, eu ainda não consegui ver esse filme do início ao fim. Só vi algumas cenas soltas dele que encontrei aí pela Internet. Mas não me pareceu lá essas coisas nem em termos de interpretação dos atores (se é que houve a intenção de ter isso no filme) nem em termos de produção.
Sobre a idade dele, acho que vale a pena fazer um comentário:
Pros homens é menos comum acabar no ostracismo na carreira pornô. Pras mulheres é que complica mais nesse ponto.
Quando uma mulher que é atriz pornô passa dos 30, os convites pra fazer novos filmes começam a ficar mais raros. Depois dos 35, praticamente acaba, mesmo que ela mantenha aquelas 2 melancias quase explodindo de tanto silicone penduradas no tórax que a maioria das atrizes pornô tem. Só em raríssimos casos é que você vê uma mulher de 40 anos ou mais ainda trabalhando com pornografia (a não ser em sites especializados em granny porn).
Já o homem que é ator pornô, não. Você vê alguns da idade do Kid ainda frequentemente na ativa.
Em compensação, apesar da carreira pornô geralmente ser mais curta pras mulheres do que pros homens, elas sempre ganham mais do que eles. Se você vê um homem e uma mulher numa cena pornô, pode ter certeza de que ela tá ganhando mais ou menos o dobro do que ele tá ganhando pra fazer a mesma cena!
Então, são vantagens e desvantagens diferentes que os homens e as mulheres encontram nesse meio.
Mas enfim: mais informações sobre o Kid? Lá vai:


Até a próxima!

sábado, 11 de julho de 2020

MONSTER: A RESSURREIÇÃO DO MAL / O SENHOR DAS TREVAS

título original: Rawhead Rex
títulos brasileiros: Monster: A Ressurreição do Mal / O Senhor das Trevas
ano de lançamento: 1986
países: Estados Unidos / Inglaterra / Irlanda
elenco principal: David Dukes, Heinrich von Schellendorf, Kelly Piper
direção: George Pavlou
roteiro: Clive Barker

Um dia, um fazendeiro irlandês decide remover um antiquíssimo obelisco de pedra do quintal dele, já que aquilo atrapalha as plantações dele. Mas, quando faz isso, ele acidentalmente liberta uma monstruosa criatura que era mantida presa sob o obelisco.
Enquanto isso, um escritor chamado Howard tá visitando as igrejas da região, já que pretende escrever um livro sobre o assunto. E ao olhar pra um vitral de uma dessas igrejas, ele vê ali o desenho de uma misteriosa figura encapuzada derrotando um monstro e aprisionando ele sob a terra...
Mais tarde, passeando pela floresta vizinha, o Howard vê o monstro que o fazendeiro soltou no alto de um barranco. E olhando de frente pra ele! Mas desaparecendo de vista logo depois.
Ele reconhece o monstro como a mesma criatura que aparece no vitral da igreja. E depois que ouve falar em várias pessoas massacradas de forma misteriosa na região nas últimas horas, cercadas de indícios que mostram que foi uma criatura grande e forte que fez aquilo, ele decide procurar a polícia.
Mas ninguém vai acreditar nele... Pelo menos não antes que a situação piore. E muito!

Toda a história que vemos acima começa com o conto Cabeça Descarnada (1986), lançado pelo inglês Clive Barker como parte de sua coleção Livros de Sangue.
Reescrevendo a história em formato de roteiro cinematográfico, ele confiou a obra ao obscuro George Pavlou, que dirigiu o parangolé indicado nesse post.
Acontece que, de acordo com o Clive, quando o filme entrou em fase de produção, todo mundo simplesmente esqueceu que o autor existia. E o diretor mudou quase completamente a história, procurando se focar mais nas cenas de destruição causada pelo monstro e quase deixando de lado o contexto da história.
Rawhead Rex, que foi lançado no Brasil em VHS com o esdrúxulo nome de Monster: A Ressurreição do Mal e é exibido na televisão com o nome de O Senhor das Trevas, foi uma produção de baixo custo (apesar de ter produtores de 3 países envolvidos). E a gente vê isso principalmente pela fantasia boba do monstro. Ele parece simplesmente um punk com uma carranca do Rio São Francisco no lugar da cabeça (até porque a bocarra escancarada e os olhos arregalados dele são quase 100% imóveis).
No final das contas, ele ficou parecendo um monstro de programa infantil. Eu não me surpreenderia em ver ele no Cruzador Imperial Mess junto dos mutantes criados pelo Dr. Kéflen, de Comando Estelar Flashman (1986).rs
Mas, apesar de tudo, o monstro funciona dentro da história. É aquela criatura que até assusta na 1ª cena em que você vê, mas logo depois perde a graça.
Outro problema foi o excesso de situações contraditórias ou deixadas sem explicação (muitas cenas dão a entender que uma explicação vai começar a partir dali, mas o assunto é abandonado depois, sem se desenvolver), sem dúvida nenhuma como efeito da pouca atenção que o diretor deu ao conteúdo do roteiro.
Os efeitos especiais, pelo menos pros padrões dos anos 80, cumprem o que se espera (sem ser nenhuma obra-prima, é claro).
Comédia? Não. Tentaram contar aqui uma história séria e até bastante trágica.
Aventura? Sim. Mas nada que cause uma super empolgação.
Suspense? Até que o filme mostra algumas cenas legais de suspense, sim. E até poderia ter mais se o monstro tivesse a presença dele mais insinuada do que mostrada explicitamente. Mas o diretor fez questão absoluta de mostrar a criatura com todos os detalhes e com todos os closes de câmera em todas as cenas em que ela tá presente (e só dá pra fazer isso sem pagar mico quando você tem um monstro suuuuuper bem feito, né?).
Bom, O Senhor das Trevas é aquele filme de terror que a gente pode indicar a quem gosta do tema ‘monstro rondando uma pequena cidade florestal e matando e comendo os humanos que ele encontra pelo caminho’. Mas vale lembrar que não são todos que ele come: alguns ele só hipnotiza pra usar nos planos dele (um delegado e um vigário dominados mentalmente pela criatura causam grandes problemas aos outros personagens).
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E já que eu mencionei Flashman, dê uma clicada aí do lado em ‘sentais’ que você encontra um post sobre o seriado.
Até a próxima!

sexta-feira, 10 de julho de 2020

KARLO KARRERA

O dominicano naturalizado estadunidense Karlo Karrera (também creditado algumas vezes como Carlos Rios) tem um currículo longo espalhado pela careira como ator pornô. Mas, curiosamente, ele só teve até hoje em 3 filmes de terror pornô.
A estreia dele na área foi em 2010, em Official Friday the 13th Parody.
Bom, como o nome deixa bem claro, isso é uma paródia da série cinematográfica lançada pelo filme Sexta-Feira 13 (1980).
De acordo com Official Friday the 13th Parody, em 1972, na colônia de nudismo de Crystal Lake, um homem chamado Jason Jr sofria de uma estranha doença: cada vez que ele transava, o pênis dele crescia mais, sem nunca diminuir depois.
Um dia, ele foi nadar no lago da colônia de nudismo. Mas o pênis dele já tinha ficado tão imenso que ele afundou com o peso. E como o corpo dele nunca foi encontrado, concluíram que ele tinha se afogado ali.
O que ninguém imaginava é que, quando ele afundou, o pênis dele encaixou no fundo do lago e absorveu uma substancia letal que existia ali...
Como consequência, ele se transformou num monstro mascarado, que, desde então, vaga pelas margens do lago. E quando encontra alguém, ele bota o pênis monstruoso pra fora, se masturba na frente da pessoa e ejacula a substância letal que absorveu no passado, matando a pessoa imediatamente ao menor contato com aquilo.
O Karlo interpreta o Jason na forma humana e o Cheyne Collins interpreta ele depois de se transformar em monstro.
Em 2013, outro filme de terror pornô que contou com o Karlo no elenco, sendo que esse é bem mais light, foi My Haunted House.
E em 2019, ele apareceu no curta-metragem de terror pornô Vampire de la Cruz.
Mais informações sobre o Karlo? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ que você acha um post sobre Sexta-Feira 13.
Até a próxima!

quinta-feira, 9 de julho de 2020

JASPION 2 / SPIELVAN

título original: Jiku Senshi Supiruban
títulos brasileiros: Jaspion 2 / Spielvan
ano de lançamento: 1986
país: Japão
elenco principal: Hiroshi Watari, Jun Takanomaki (creditada aqui como Makoto Sumikawa), Naomi Morinaga
direção: Makoto Tsuji, Michio Konishi, Takeshi Ogasawara, Yoshiaki Kobayashi
roteiro: Shozo Uehara

Planeta Clean. Ano 12000 (pelo calendário vigente ali).
Um biólogo chamado Paul procura a explicação pra estranha poluição que as águas do planeta vêm sofrendo. Mas um dia, estranhas criaturas invadem a casa dele e raptam ele, levando também a filha dele, chamada Hélen, como refém.
Sob a mira das armas dos raptores, a esposa dele e o filho mais novo, chamado Spielvan, nada podem fazer. E ainda são obrigados a abandonar o planeta numa nave gigante, junto com os poucos sobreviventes do ataque daqueles invasores...
Eles acabam descobrindo que as criaturas que raptaram o Paul e a Hélen e atacaram o Planeta Clean são o Império Water, uma sociedade criminosa que viaja de planeta em planeta atrás de águas limpas pra manter vivo um parasita chamado Water, que eles acreditam ser um deus: nas águas onde o Water se instala, se forma um plâncton pestilento que polui toda a água daquele planeta, forçando a criatura a se mudar pra outro planeta e começar ali o mesmo processo.
A nave em que o povo de Clean escapou ficou avariada durante a fuga e, depois de um tempo, dá sinais de que vai explodir em breve, além dos suprimentos já começarem a se aproximar do fim. E assim, como as únicas crianças sobreviventes são o Spielvan e uma menina chamada Diana, todos concordam em embarcar os 2 numa nave menor ancorada ali e mandar eles garantirem a sobrevivência da espécie de Clean.
Claro que, além disso, eles têm que procurar o Império Water, destruir esses vilões pra vingar a destruição de Clean e salvar outros planetas de terem o mesmo destino no futuro, além de tentar resgatar o Paul e a Hélen.
E passados 12 anos de viagem, o Spielvan e a Diana (agora com 20 e 18 anos) encontram pistas do Império Water, que tá se dirigindo pra Terra, onde pretende se fixar por causa do excesso de água do planeta!
Ou seja: várias lutas vão ter o nosso planeta como palco...

Spielvan foi um dos últimos seriados japoneses de aventura lançados pela extinta Rede Manchete, que no final dos anos 80 e início dos 90 era uma espécie de ponto de encontro dos programas desse tipo no Brasil.
Embora na própria abertura do seriado ele fosse anunciado com o nome de Spielvan, a Manchete anunciava ele durante os intervalos comerciais com o título marketeiro de Jaspion 2, querendo pegar carona no sucesso do Fantástico Jaspion (1985), o carro-chefe da programação infanto-juvenil da emissora na época. Mas apesar de Spielvan ter sido produzido pela Toei assim como Jaspion e de ter sido filmado no ano seguinte a ele, um seriado não tem nada a ver com o outro em termos de história.
Outra coincidência é que o herói principal e personagem-título de Spielvan foi interpretado pelo ator Hiroshi Watari, que tinha interpretado o herói Boomer-Man em Jaspion.
Vale lembrar que ele já tinha experiência em metal heroes, já tendo aparecido no final de Space Cop (1982) e protagonizado Sharivan, o Guardião do Espaço (1983). E isso faz dele o único ator a protagonizar 2 metal heroes.
Vale lembrar que ele também trabalhou como dublê em Taiyo Sentai San Barukan (1981) e em Goggle Five, os Guerreiros do Espaço (1982)
Embora Spielvan faça parte oficialmente só da franquia dos metal heroes, na prática a gente pode dizer que ele é uma mistura de metal hero com sentai, já que não mostra só 1 rapaz de armadura lutando contra vilões com superpoderes, mas sim um pequeno grupo de jovens guerreiros fazendo isso (característica de sentai). Mas a figura principal da história é o rapaz em questão e é ele que destrói os vilões com os golpes mortais dele (característica de metal hero).
Então, esse seriado vai agradar basicamente a fãs desses 2 subgêneros.
Spielvan é mais dramático do que a maioria dos programas desse tipo, mas tem lá umas pinceladas de comédia.
E o que os personagens aqui têm de especial?
No time do bem, como já vimos, desde o início tem o Spielvan e a Diana, aos quais mais tarde se junta a Hélen.
Nos 3 primeiros metal heroes, ou seja, Space Cop, Sharivan e Shaider, o Detetive do Espaço (1984), os vilões teletransportavam os heróis pra outra dimensão durante as lutas deles, pra dificultar as coisas; essa ideia não foi usada em Jaspion; e em Spielvan ela foi usada de forma invertida, já que aqui o herói é que se transporta voluntariamente pra longe das cidades durante as lutas, pra evitar que inocentes sejam atingidos.
Também com exceção do Jaspion, todo protagonista de metal hero tem um cara meio atrapalhado que anda junto com ele, sendo o responsável por algumas cenas de humor do seriado. E no caso do Spielvan, o personagem que desempenha essa função na história é o Daigoro.
Mas, curiosamente, esse personagem some do seriado sem explicação nenhuma a partir do capítulo 19, apesar de ter sido presença constante na história até ali.
E o Império Water passa por algumas reformulações ao longo do seriado, com a saída de vilões antigos e a chegada de novos.
Mas acho que o personagem que passa por mais mudanças na história é o General Deslock: ele começa o seriado como uma figura assustadora, com autoridade quase absoluta dentro do Império Water; quando o Imperador Guiotine chega, o Deslock vira uma espécie de bobo da corte dele; e ele termina tentando dar um golpe de estado e se apossar do trono da Rainha Pandora.
O principal ponto negativo de Spielvan foi o último capítulo, com uma conclusão que ninguém entendeu direito... Na verdade, o próprio Hiroshi Watari já declarou em mais de 1 entrevista que nem ele entendeu direito!
Pra encerrar, vale lembrar que Spielvan foi um dos seriados que inspiraram V. R. Troopers (1994). E teve até algumas de suas cenas reaproveitadas em Troopers como stoke footage, assim como aconteceu com Shaider.
A atriz Naomi Morinaga, que interpretou a Hélen em Spielvan, já tinha interpretado a Ani em Shaider, a aparência humana do monstro do capítulo 29 de San Barukan e também uma boneca mutante em 1 capítulo de Goggle Five.
O ator Toshimichi Takahashi, que em Spielvan interpretou o Dr. Bio, já tinha interpretado o vilão Iki em Jaspion, o herói Keiso em Sharivan e o General Des-Killer em Goggle Five, além de ter feito algumas figurações em Denshi Sentai Denziman (1980) e San Barukan.
O ator Satoshi Kurihara, que fez uma participação simples como o Líder do Planeta Clean em Spielvan, já tinha interpretado o Shogun Yoritomo Minamoto em Jaspion, o General Gailer em Sharivan e também já tinha feito algumas figurações em Denziman, Goggle Five e Space Cop.
O ator Jun Yoshida, que interpretou a Sacerdotisa Paú em Shaider, aqui interpretou o disfarce humano de um robô do Império Water.
O ator Eichi Kikuchi, que aqui fez uma participação simples em 1 episódio como um empresário chantageado pelo Império Water, já tinha interpretado o Professor Igana em Goggle Five e o pirata espacial Gasami 1 em Jaspion, além de já ter feito alguns monstros em Os Vingadores do Espaço (1966), Spectreman (1971), Lion-Man (1972) e o disfarce humano de um robô guerreiro em Machineman (1984).
E a hoje falecida Machiko Soga, que interpretou a vilã Pandora em Spielvan, já tinha interpretado a Rainha Hedorian em Denziman e San Barukan, além de ter interpretado as aparências humanas de 2 monstros de Space Cop e Sharivan.
Mais informações sobre Spielvan? Lá vai:


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Até a próxima!