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terça-feira, 30 de junho de 2026

BAKURYU SENTAI ABARANGER

título original: Bakuryu Sentai Abaranger
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2003
país: Japão
elenco principal: Aiko Ito, Kaoru Abe, Koichiro Nishi, Sho Tomita
direção: Hajime Konaka, Katsuya Watanabe, Noboru Takemoto, Satoshi Morota, Shojiro Nakazawa e Taro Sakamoto
roteiro: Atsushi Maekawa, Naruhisa Arakawa, Sho Aikawa, Takeshi Suzuki e Yoshio Urasawa

Além da Terra em que nós vivemos, existe outra versão dela, chamada Daino Asu. E elas já foram o mesmo planeta, mas se separaram há 65000000 de anos, quando o grande meteoro que extinguiu os dinossauros bateu aqui.
Acontece que o impacto dele lançou a essência da Terra em outra dimensão, criando lá um planeta igual, mas com um fluxo de tempo diferente. Ou seja, Daino Asu.
Lá, os dinossauros nunca foram extintos, mas sofreram uma evolução: desenvolveram um raciocínio igual ao dos humanos, passaram a ter poderes mágicos e a carne e os ossos deles se transformaram em metal.
Assim se formou um planeta tranquilo, até que uma seita chamada Evolian, formada por apóstolos que fazem adoração a um demônio chamado Dezumozoria, começou com planos de conquistar Daino Asu.
Um dos guerreiros que fazem parte de uma resistência contra essa seita se chama Asuka. E um dia, enquanto carrega um saco de pano com 6 ovos de dinossauros, ele é atacado por Evolian. E durante a luta, uma passagem se abre no Céu diante dele e, acidentalmente, o saco se abre e os ovos de dinossauros são sugados por ela.
Os membros de Evolian entram pela passagem pra tentar pegar os ovos. E o Asuka se joga atrás deles, vindo parar na Terra.
E aqui, ele começa a procurar pessoas que têm Dainogatsu, uma energia mística compartilhada pelos humanos e pelos dinossauros, que permite que os 2 grupos se associem. E encontra 5 dessas pessoas, das quais 3 conseguem acionar armaduras iguais às dele. E assim, pra lutar contra Evolian, os 4 juntos formam o Esquadrão dos Dragões Explosivos Abaranger.

Ao contrário de seu antecessor Nin-Pu Sentai Hurricaneger (2002), que foi além do comum na quantidade de personagens fixos tanto entre os heróis quanto entre os vilões (aliás, principalmente entre esses últimos), Bakuryu Sentai Abaranger trabalhou com menos gente no elenco fixo.
Por outro lado, o vilão principal aqui era bem parecido com “a coisa” vista lá: um vilão que era mais uma presença do que um corpo físico.
Afinal, o Dezumozoria é um demônio que, mesmo quando quer dar ordens aos seus súditos, precisa se incorporar em um deles, falando por ali com uma voz sinistra, no estilo dos filmes de terror de possessão demoníaca mesmo.
Quanto aos outros vilões, achei o Mikera e o Vofa muito mal aproveitados. Eles são os responsáveis pela criação dos monstros de Evolian, mas só existe 1 único episódio em que eles vão enfrentar os heróis pessoalmente. E olhem que eles sabem lutar e têm vários poderes de ataque!
No grupo dos heróis, temos aqueles tipos comuns em seriados desse tipo: o Ryoga é o cara legal que tenta ser bonzinho com todo mundo, o Yukito é aquele que passa uma imagem mais de durão e inacessível sem deixar de cumprir as obrigações heroicas dele, a Ranru fica no meio do caminho entre uma coisa e outra e o Asuka é o extraterrestre que tá aprendendo a viver na Terra.
Ele é casado com a vilã Janu. Mas como o Dezumozoria dominou a mente dela e fez ela pensar que ele traiu ela, a Janu passa uma boa parte da história tentando matar o Asuka pra se vingar.
Existe o herói que começa mau e depois se junta aos outros heróis? Sim. É o Mikoto. Mas esse só passa de fato pro lado dos heróis lá no finalzinho mesmo do seriado, quando a história já tá acabando. Durante 99% do tempo, ele é bem perverso.
E uma curiosidade: a casa dele à beira-mar já tinha sido usada como cenário em Baioserapi (1986), como a casa do Dr. Hirose.
Bom, cada um dos heróis é associado a alguns dinossauros. E durante o desenrolar da história, vão aparecendo vários novos dinossauros pra ajudar eles.
Em 2004, várias cenas de Abaranger foram utilizadas como stock footage na 12ª temporada de Power Rangers. E até algumas cenas que mostravam o elenco original de protagonistas de Abaranger apareceram no seriado americano, num episódio que dá a entender que o Japão lançou um seriado inspirado nos Power Rangers.
O ator Taro Suwa, que aqui interpretou um cliente frequente no restaurante dos heróis, já tinha interpretado o disfarce humano do monstro do episódio 34 de Hyakuju Sentai Gaoranger (2001).
A atriz Tamao Yoshimura, que aqui interpretou uma repórter no episódio 27, já tinha interpretado a heroína Honami em Mirai Sentai Timeranger (2000).
O ator Yuichi Hachisuka, que aqui interpretou o vilão Vofa, já tinha interpretado os vilões Chuzubo, Man-Maruba e Sandaru em Hurricaneger.
O ator Osamu Onishi, que aqui interpretou o vilão Mikera, já tinha interpretado o vilão Dorunero em Timeranger.
E o hoje falecido ator Koen Okumura, que aqui interpretou o herói Ryunosuke, já tinha feito figurações em 2 episódios de Ultra Q (1966); já tinha interpretado um dos vilões eventuais de Robô Gigante (1967); já tinha interpretado o disfarce humano do monstro do episódio 47 de Sharivan, o Guardião do Espaço (1983); e já tinha interpretado o disfarce humano do monstro do episódio 20 de Kamen Rider Black RX (1988).
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Isso foi tudo por esse mês. Até Julho!😄→

terça-feira, 21 de abril de 2026

NIN-PU SENTAI HURRICANEGER

título original: Nin-Pu Sentai Hurricaneger
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2002
país: Japão
elenco principal: Kohei Yamamoto, Nao Nagasawa, Nobu Kyo, Shun Shioya, Yujiro Shirakawa
direção: Katsuya Watanabe
roteiro: Junichi Miyashita

No Japão, 2 grupos de ninjas frequentemente competem entre si: a Escola Hayate, que controla as forças do vento, e a Escola Ikazuchi, que controla as forças das trevas.
Os ninjas de 1º escalão Hayate são chamados de hurricanegers e os ninjas de 1º escalão Ikazuchi são chamados de goraijas. Mas é muito raro que alguém chegue a esses postos (a última vez que um ninja se tornou um hurricaneger foi há 200 anos!).
Um dia, uma misteriosa quadrilha de vilões espaciais chamada Jakanja ataca ferozmente os 2 grupos, matando quase todos os membros tanto da Escola Ikazuchi quanto da Escola Hayate.
Os únicos sobreviventes dessa última são exatamente os 3 alunos mais atrapalhados, chamados Yosuke, Nanami e Kota. Mas a cientista Oboro, filha do professor deles, explica que agora só sobraram eles pra deter a invasão dos extraterrestres. E assim, eles vão ter que se tornar hurricanegers pra cumprir essa missão.
Jakanja veio à Terra em busca de algo enigmático a que eles se referem somente como “a coisa”. E certamente, se eles encontrarem isso, o resultado não vai ser nada bom pro resto do Universo.
Mas os hurricanegers não vão ter apenas que lutar contra Jakanja e descobrir o que é “a coisa”...
Acontece que 2 goraijas da Escola Ikazuchi também sobreviveram. E como eles são ninjas que usam os conhecimentos deles pra reinar sobre o Mundo através da força bruta e também tão à procura da “coisa”, eles vão fazer frente tanto aos hurricanegers quanto a Jakanja.

Nin-Pu Sentai Hurricaneger parece mais ou menos uma mistura de Esquadrão Relâmpago Changeman (1985) com Ninja Sentai Kakuranger (1994).
Temos aqui uma máfia espacial que chama monstros de outros planetas pra atacar à Terra, como em Changeman; e também temos um grupo de ninjas que vestem trajes de combate de cores diferentes combatendo essa máfia, como em Kakuranger.
Quanto ao desenvolvimento da história, é claro que os goraijas não demoram a revelar que têm um lado bom e rever os conceitos deles, passando pro lado dos hurricanegers. E isso nem chega a ser nenhuma grande surpresa, né? Mais pra frente vão acontecer mudanças mais inesperadas na história, com a chegada de novos heróis e novos vilões.
O vilão principal, chamado Tau Zanto, é aquele típico poderoso chefão paradão, que passa o seriado todo imóvel no mesmo canto da fortaleza dos vilões, se limitando a dar ordens aos súditos dele.
Isso não chega a ser um problema, já que todos os outros vilões são bem ativos: aqui não tem aqueles ‘vilões figurantes’ que entram mudos e saem calados: cada um deles tem a sua oportunidade de brilhar em alguns episódios.
O vilão Satarakura funciona como uma espécie de alívio cômico, sendo uma espécie de bobo da corte do Tau Zanto. E a própria forma como ele ataca os heróis se mostra bastante cômica.
Em 2003, várias cenas de Hurricaneger foram utilizadas como stock footage na 11ª temporada de Power Rangers.
Em 2013, em comemoração aos 10 anos do seriado, foi lançado um filme de 120 minutos chamado 10 YEARS AFTER Ninpu Sentai Hurricaneger: Ten Iyazu Afuta, continuando a história do seriado depois de 10 anos.
E em 2023, em comemoração aos 20 anos do seriado, foi lançado um filme de 58 minutos chamado 20th Anniversary Ninpu Sentai Hurricaneger Degozaru! Shushuto Tsuentiethu Anivuasari, continuando a história do seriado depois de mais 10 anos.
O ator Kenji Ohba, que já tinha feito uma participação simples em 1 episódio de JAKQ Dengekitai (1977), já tinha interpretado o guerreiro preto Shiro em Battle Fever J (1979), já tinha interpretado o guerreiro azul Daigoro em Denshi Sentai Denziman (1980), já tinha protagonizado Space Cop (1982) e voltado em Sharivan, o Guardião do Espaço (1983) e em Uchu Keiji Gyaban Za Mubi (2012) como o mesmo personagem e também já tinha feito participações simples em Metalder, o Homem-Máquina (1987); Jiraiya, o Incrível Ninja; e Kamen Rider Black RX (ambos de 1988), fez uma pontinha aqui.
O ator Yoshinori Okamoto, que aqui interpretou o vilão Sagain e também o pai da Princesa Kagura, já tinha feito participações simples em Denziman; Taiyo Sentai San Barukan (1981); Goggle Five, os Guerreiros do Espaço (1982); Space Cop; Sharivan; Shaider, o Detetive do Espaço (1984); RX; Jiban (1989); e Chojin Sentai Jetman (1991). Além de já ter interpretado o robô Shiruba em Chodenshi Bioman (1984), o pirata espacial Buba em Changeman, o herói Deus Titan e o vilão Galdan em Comando Estelar Flashman (1986), o ninja subterrâneo Oyobu em Defensores da Luz Maskman (1987), o vilão Ashura em Choju Sentai Liveman (1988), o pai adotivo do Geki em Kyoryu Sentai Zyuranger (1992) e um dos 4 Reis de Goma em Gosei Sentai Dairanger (1993).
O ator Ken Nishida, que aqui interpretou o Professor Mugensai, já tinha interpretado o vilão San Dorba em Space Cop e feito uma ponta em Jiban.
O ator Toshi-Ya Fuji, que tinha interpretado o guerreiro vermelho Gaku em Chikyu Sentai Fiveman (1990), fez uma pontinha aqui.
O ator Masaru Shishido, que tinha interpretado o guerreiro vermelho Goro em Choriki Sentai Ohranger (1995), fez uma pontinha aqui.
O ator Yuji Kishi, que tinha interpretado o guerreiro vermelho Kyosuke em Gekiso Sentai Carranger (1996) e o Professor Shunsuke em Seiju Sentai Gingaman (1998), fez uma pontinha aqui.
O ator Yoshihiro Masujima, que tinha interpretado o guerreiro azul Naoki em Carranger, fez uma pontinha aqui.
O ator Kunihiko Oshiba, que tinha interpretado o guerreiro vermelho Kenta em Denji Sentai Megaranger (1997), fez uma pontinha aqui.
O ator Masaya Matsukaze, que já tinha interpretado o guerreiro azul Shun em Megaranger, fez uma pontinha aqui.
O ator Ryuichiro Nishioka, que tinha interpretado o guerreiro vermelho Matoi em Kyukyu Sentai Go Go Five (1999) fez uma pontinha aqui.
O ator Shuhei Izumi (que antes usava o nome artístico de Tomohide Koizumi), que tinha interpretado o guerreiro amarelo Domon em Mirai Sentai Timeranger (2000), fez uma pontinha aqui.
E o hoje falecido ator Tatsuya Nomi, que tinha interpretado o guerreiro verde Daigo em Dairanger, fez uma pontinha aqui.

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Foi bom você ter passado por aqui. Até a próxima!😉

terça-feira, 24 de março de 2026

CONFERÊNCIA MORTAL

título original: Konferensen
título brasileiro: Conferência Mortal
ano de lançamento: 2023
país: Suécia
elenco principal: Adam Lundgren, Bahar Pars, Katia Winter
direção: Patrik Eklund
roteiro: Mats Strandberg (autor do texto original), Patrik Eklund e Thomas Moldestad

Uma empresa quer construir um shopping próximo à cidade de Kolarängen.
Os habitantes da região são contra, mas um dos membros da empresa, chamado Jonas, tanto fez que conseguiu desapropriar uma fazenda da região, pôs a casa no chão e agora tá prestes a iniciar naquele terreno a construção do shopping. E isso levou o dono da fazenda ao suicídio.
Antes que a construção propriamente comece, 9 funcionários da empresa são mandados até ali pra participar de uma conferência, ficando hospedados num hotel próximo, ao lado de uma floresta e de um lago.
Ninguém tá muito satisfeito por estar ali. Mas uma das funcionárias, chamada Lina, tá particularmente estranhando certas situações, como o nome dela assinado em documentos que ela nunca viu antes e o fato de nenhuma indenização ter sido paga à família do fazendeiro, como a lei exige. E ela não demora a descobrir várias irregularidades na situação, provocadas pelo Jonas.
Mas há um perigo mais urgente do qual a Lina e todos ali têm que se defender: um misterioso mascarado espalhou um monte de armadilhas pela floresta, massacrou os funcionários do hotel e agora pretende fazer o mesmo com os 9 recém-chegados!
Alguns acham que se trata de um antigo colega da empresa que teve uma briga feia com a chefe deles e acabou despedido por causa disso. E agora, chegou ali pra se vingar...
Mas será que é ele mesmo?

À 1ª vista, Conferência Mortal é só mais um slasher de floresta. Mas tem algumas particularidades que chamam a atenção.
Só pra início de conversa, é um slasher sueco, que já é algo bem raro de se ver, se a gente levar em conta que 99% dos slashers foram filmados na América do Norte.
Ele também foge a alguns clichês: não vemos aqui só jovens no grupo dos recém-chegados (na verdade, tem pessoas ali de várias gerações diferentes), o filme não termina com a mocinha mais boazinha do grupo sendo a única sobrevivente e matando o assassino mascarado no final...
O filme também tem várias cenas cômicas espalhadas pelo seu desenrolar. E a própria aparência do mascarado provoca risos, já que o cara tá vestindo a fantasia do mascote do shopping: um menino sorridente.
Curiosamente, nunca vemos a cara do assassino com detalhes: mesmo nas cenas em que ele tira a máscara, só aparece de longe.
E ele também não é o único vilão do filme, já que fica claro desde o início que o Jonas tá fazendo algo desonesto e que vai prejudicar outras pessoas. E no final do filme, ele se revela quase tão perigoso quanto o assassino.
Bom, se você é fã de slashers, Conferência Mortal é imperdível pra você.
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Foi bom você ter passado por aqui. Até a próxima!😉

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

DINAMITE, O BIONICÃO

título original: Dynomutt, Dog Wonder
título brasileiro: Dinamite, o Bionicão
ano de lançamento: 1976
país: Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

O jovem milionário Radley Crown tem um cachorro cyborg chamado Bionicão, que tem uma quantidade gigantesca de dispositivos instalados no corpo dele. E nos momentos de perigo, ele aciona algum desses dispositivos pra resolver o problema.
Eles moram numa luxuosa cobertura. Mas trabalham pra uma espécie de agente secreto que indica a eles criminosos que tão ameaçando Cidadópolis, a cidade onde eles moram.
E a cada vez que recebem um chamado, o Radley se transforma no super herói Falcão Azul, partindo na companhia do Bionicão pra lutar contra a ameaça da vez.

Até onde dá pra entender, quando a Hanna-Barbera lançou Dinamite, o Bionicão, eles tentaram fazer uma espécie de paródia do Show do Scooby-Doo (1976) misturada com uma paródia das Aventuras de Batman e Robin (1968).
Na verdade, Bionicão estreou junto com O Show do Scooby-Doo, no programa infantil The Scooby-Doo/Dynomutt Hour. E há um certo crossover entre os 2 seriados: os heróis do Show do Scooby-Doo participam de 3 episódios aqui, ajudando o Falcão Azul e o Bionicão a derrotar os vilões da vez.
Embora a presença de um herói posudo que é claramente uma versão genérica do Batman faça alusão a uma história de aventura, a coisa aqui vai muito mais pra comédia mesmo.
Nenhuma explicação nunca é dada sobre a origem do par de heróis. Nem sobre como, onde e quando eles passaram a combater criminosos com superpoderes.
Também não há muita ligação entre os roteiros dos episódios: quase sempre, cada história começa e acaba no mesmo capítulo.
Assim, o seriado desse Scooby-Doo cibernético acabou não agradando muito ao público da época, sendo cancelado ao cumprir 20 episódios.
Histórias de super heróis pedem roteiros com um pouco mais de consistência, né? E isso faltou aqui.
Outras produções da Hanna-Barbera que eu já indiquei aqui foram a versão de 1967 dos Herculoides; a versão de 1981 dos Herculoides; Os Flintstones (1960); Os Jetsons (1962); Jonny Quest (1964); A Feiticeira Faceira; A Formiga Atômica; A Lula Lelé; O Esquilo sem Grilo; O Xodó da Vovó; Zé Buscapé (todos esses de 1965); Frankenstein Jr; Os Impossíveis (ambos de 1966); O Poderoso Mightor (1967); Scooby-Doo, Cadê Você? (1969); Os Mussarelas (1972); Goober e os Caçadores de Fantasmas (1973); A Família Dó Ré Mi; Vale dos Dinossauros (ambos de 1974); Treme-Treme (1977); Os Smurfs (1981); Janjão e Pequeno (1983); e Galtar e a Lança de Ouro (1985).
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Mais informações sobre a versão de 1981 dos Herculoides? Lá vai:


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ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Foi bom você ter passado por aqui! Até a próxima!😉

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

ULTRA Q

títulos original e brasileiro: Ultra Q
ano de lançamento: 1966
país: Japão
elenco principal: Hiroko Sakurai, Kenji Sahara, Yasuhiko Saijo
direção: Hajime Tsuburaya
roteiro: Eiji Tsuburaya e Toshihiro Iijima

O piloto de helicóptero Jun tá sempre de olho em eventos fora do comum que acontecem, pois sonha em um dia se tornar um escritor de ficção científica.
Junto com ele trabalha um rapaz um pouco mais jovem chamado Ipei. E como esse é um novato que futuramente vai exercer a mesma função do Jun no serviço deles, ele sempre acompanha o outro, funcionando como uma espécie de assistente.
Uma repórter chamada Yuriko tá sempre em busca de notícias bombásticas pra publicar. E como ela sabe que o Jun tem interesses correspondentes a isso, ela se junta a ele e ao Ipei sempre que pode.
Esse trio realmente vai esbarrar com várias situações bizarras pelo Japão a fora...

Ultra Q é considerado o 1º programa da franquia Ultraman, apesar de não aparecer nenhum herói robótico gigante aqui.
Acontece que algumas fantasias de monstros vistas aqui seriam reaproveitadas em Ultraman, lançado no mesmo ano (na maioria das vezes, representando outros personagens).
Além disso, a atriz Hiroko Sakurai, que interpretou a Yuriko, voltaria em Ultraman, interpretando a heroína Akiko.
E outros atores que tiveram personagens menores aqui também voltariam no outro seriado interpretando heróis principais: o Susumu Kurobe (que faria o Shin Hayata) e os hoje falecidos Akiji Kobayashi e Masaya Nihei.
Mas, honestamente e com toda a sinceridade, tirando isso, Ultra Q tem pouca coisa a ver com Ultraman (a lenda urbana propagada por alguns sites de que Ultraman é uma continuação de Ultra Q é completamente furada).
Na verdade, Ultra Q é um seriado muito mais de suspense do que de aventura. E com um leve toque de terror.
Como monstros gigantes tavam na moda no Japão nos anos 60 por causa dos filmes Godzila (1954) e Gamera (1965), a TBS Terebi, a emissora de TV que transmitiria o seriado, incentivou os criadores de Ultra Q a incluírem mais personagens desse tipo na história. E de fato, quase todos os episódios têm monstros gigantes, além de fenômenos sobrenaturais, extraterrestres, monstros pré-históricos e mutantes criados por cientistas.
Não há uma evolução da história do 1º até o último episódio, porque os problemas que os heróis enfrentam em cada capítulo quase sempre ficam por ali mesmo e não voltam a ser mencionados em episódios seguintes. E nem as vidas pessoais dos 3 heróis principais são largamente exploradas.
Teve só 28 episódios. E o último capítulo não termina com nenhuma grande conclusão pra nenhum personagem: acaba como se fosse um episódio comum.
Curiosamente, alguns poucos episódios são comédias mesmo. E parecem feitos só com a intenção de agradar ao público infantil.
Ultra Q foi produzido em preto e branco. Mas não é difícil encontrar versões dele colorizadas digitalmente na Internet.
O ritmo do seriado é bem lento pros padrões de hoje. Certamente o pessoal mais jovem vai achar chato pra cacete.
Mas, apesar de atualmente parecer um seriado bastante tosco, Ultra Q foi o programa de TV mais caro que o Japão tinha produzido até 1966.
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ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!😉

segunda-feira, 23 de junho de 2025

BATTLE FEVER J

título original: Battle Fever J
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1979
país: Japão
elenco principal: D. Martin, Daisuke Ban, kenji Ohba, Koki Tanioka, Naomi Hagi, Narimitsu Kurachi, Yukio Ito
direção: Itaru Orita, Kimio Hirayama, Koichi Takemoto e Minoru Yamada
roteiro: Hirohisa Soda, Shozo Uehara, Susumu Takaku e Takashi Ezure

Em 1979, o General Kurama convoca a presença de 4 agentes de um grupo de defesa chamados Masao, Kensaku, Kyosuke e Shiro. E explica que alguns oficiais morreram envenenados recentemente.
Ele também fala que uma mulher misteriosa foi vista nos locais das mortes. E manda os 4 rapazes investigarem.
Ao encontrarem uma suspeita, eles prendem ela. Mas só depois de um certo sacrifício, já que ela demonstra saber lutar bem.
Contudo, ao levarem ela pra base, o Kurama explica que aquela não é a assassina que eles procuravam, mas sim uma agente que trabalha pro departamento do FBI nos Estados Unidos, chamada Diane. E ela foi pro Japão pra investigar uma seita chamada Egossu.
Tal organização tem ideias terroristas e dispõe de alta tecnologia, além de hipnotizar pessoas comuns pra usar nos planos deles. E assim, eles representam um grande perigo pro Japão, pois já atuam em outros países há muitos anos.
Não demora a ficar claro que a mulher que eles tão procurando é um dos katomans, os soldados rasos de Egossu.
A Diane explica que ela não chegou ao Japão só pra uma investigação, mas também porque ela recebeu ordens de se juntar ao grupo do Kurama. E logo depois, ela passa a ter motivos pessoais pra seguir em frente: o pai dela, que também eram um oficial do FBI, foi a nova vítima da katoman!
Diante disso, o Kurama dá a cada um deles um traje de combate de uma cor diferente e armas pra que eles usem daqui pra frente na luta contra Egossu.
Tá formado o esquadrão Battle Fever J.

Em 1975, a Toei Company lançou na TV Japonesa o seriado Himitsu Sentai Gorenger. Um sucesso na época.
Assim, em 1977, eles lançaram um seriado nos mesmos moldes, ou seja, JAKQ Dengekitai.
O retorno do público não foi o mesmo entre Gorenger e JAKQ. Na verdade, comparada com a audiência do 1º seriado e levando em conta o que a empresa esperava, a audiência do 2º foi desastrosa.
Assim, a Toei decidiu não investir mais em seriados desse tipo. E em vez disso, em 1978, em parceria com a Marvel Comics, eles lançaram Supaidaman, uma versão japonesa do Homem-Aranha.
Essa versão do herói tinha um robô gigante que lutava contra monstros gigantes. E o público da época simplesmente adorou essa parte.
Se o público gostou de algo que foi mostrado numa produção, é preciso repetir isso em produções seguintes pra manter a audiência. Qualquer empresa que trabalha com televisão funciona assim.
Isso fez com que alguém na Toei tivesse a ideia de tentar mais uma vez fazer um seriado copiando Gorenger, mas agora botando ali os heróis pilotando um robô gigante que lutaria contra inimigos gigantes... Uma ideia aparentemente ocasional, mas que agradou aos produtores.
Afinal, se os roteiristas japoneses fossem fazer outra produção desse tipo com outro herói da Marvel, em maior ou menor grau, eles teriam que retratar esse personagem da forma como a Marvel queria que ele fosse retratado; se, em vez disso, eles usassem heróis criados pela própria Toei, eles ficariam mais livres pra retratar esses personagens da forma como quisessem.
Decidiram ressuscitar a ideia dos sentais.
E assim, surgiu Battle Fever J, o 3º e último sentai dos anos 70.
Os puristas entre os fãs de seriados japoneses fazem até uma divisão aí: eles dizem que Gorenger e JAKQ são sentais, mas os sentais lançados a partir de Battle Fever J têm que ser classificados como “supersentais”.
Claro que, pros padrões de hoje, a história é simples demais. E são poucos os episódios em que acontece alguma coisa que mexe no tema principal.
O que talvez chame mais atenção entre os heróis foram 2 substituições que aconteceram...
A atriz D. Martin, que interpretava a Diane, era americana e não falava Japonês fluentemente. Assim, as falas dela foram dubladas por uma atriz japonesa.
Como isso começou a atrasar as filmagens, as cenas dela começaram a ser reduzidas por volta do episódio 15 e os rapazes começaram a aparecer muito mais do que ela.
Finalmente, por volta do episódio 20, ela pediu pra sair do seriado, pois viu que o trabalho não tava funcionando. E no episódio 24, entra outra guerreira rosa no grupo.
E pouco depois, o ator Yukio Ito, que interpretava o Kensaku, também pediu pra sair do seriado, alegando que tinha que resolver problemas com a família da esposa. E no episódio 33, matam o personagem (de um jeito tão besta que é impossível não ver que só fizeram isso pra tirar o ator do seriado) e entra outro guerreiro laranja no grupo.
E o tal robô gigante deles? Bom, apesar de ser uma super novidade pra época, é só um robô gigante com poderes de ataque. E ele nem sequer é uma nave que se transforma num robô nem veículos diferentes que se juntam pra formar um robô. É só um robô mesmo o tempo todo. Ponto final.
Quanto ao time do mal, o vilão principal é um demônio chamado Satan Egossu. Mas tudo o que vemos dele é um formato humano imóvel e envolto numa espécie de burqa preta. E em nenhuma cena a aparência verdadeira dele é revelada.
Oferecendo culto a ele ficam o sumo sacerdote Heda e a comandante de ataques Sarome.
Ao lado do Satan Egossu, fica uma criatura estranha chamada Kaijin Seizo Kapuseru, que parece uma mistura de coração com útero com uns 2 metros de altura. Mas que também tem algumas partes feitas de metal.
Quando o demônio quer criar um monstro, ele dispara a energia dele no Kaijin Seizo Kapuseru, que então começa a pulsar e produz o monstro. E como esses monstros são feitos com a energia do próprio Satan Egossu, ele considera os monstros filhos dele. E isso dá aos monstros autoridade sobre todos os outros membros de Egossu.
Essa parte realmente foi uma inovação, já que monstros de sentais geralmente ocupam postos bem baixos na maioria dos bandos de vilões, quase sempre tendo autoridade só sobre os soldados.
A cada novo monstro que o Satan Egossu cria, é construído um robô gigante com a mesma aparência desse monstro, tendo como única diferença um mecanismo em formato de estrela grudado na cabeça do robô.
É claro que o seriado tem algumas bizarrices, como a guerreira rosa sempre usando uma peruca loira por cima do capacete e um furo gigantesco de roteiro no meio da história, com os vilões se empenhando pra descobrir a identidade secreta dos heróis (isso nunca foi segredo, já que eles se transformavam em qualquer lugar e até mesmo na frente dos vilões desde o início do seriado).
Bom, descontando essas derrapadas que eu disse e levando em conta que é um seriado filmado há mais de 45 anos, se você é fã de tokusatsus, você vai gostar de Battle Fever J.
O ator Koki Tanioka, que aqui interpretou o guerreiro vermelho Masao, já tinha feito uma participação simples em 1 episódio de JAKQ.
O ator Yukio Ito, que como já vimos aqui interpretou o 1º guerreiro laranja Kensaku, já tinha interpretado o guerreiro verde Kenji em Gorenger.
O ator Daisuke Ban, que aqui interpretou o 2º guerreiro laranja Makoto, já tinha feito participações simples em Gorenger. E veríamos ele de novo interpretando personagens secundários em 1 episódio do Fantástico Jaspion (1985), em 1 episódio de Defensores da Luz Maskman (1987), em 2 episódios de Choju Sentai Liveman (1988), em 1 episódio de Jiban (1989) e em 1 episódio de Chojin Sentai Jetman (1991).
O ator Narimitsu Kurachi, que aqui interpretou o guerreiro azul Kyosuke, teria personagens secundários em 1 episódio de Denshi Sentai Denziman (1980) e em 1 episódio de Space Cop (1982).
O ator Kenji Ohba, que já tinha feito uma participação simples em 1 episódio de JAKQ, aqui interpretou o guerreiro preto Shiro. Mas ele interpretaria o guerreiro azul Daigoro em Denziman e protagonizaria Space Cop, voltando em Sharivan, o Guardião do Espaço (1983) e em Uchu Keiji Gyaban Za Mubi (2012) como o mesmo personagem de Space Cop. E também faria participações simples em Metalder, o Homem-Máquina (1987); Jiraiya, o Incrível Ninja; e Kamen Rider Black RX (ambos de 1988).
O ator David Friedman, que já tinha feito uma participação simples em 1 episódio de JAKQ, aqui interpretou o pai da Diane.
O ator Junichi Haruta fez uma pequena participação em 1 episódio aqui. E ao longo dos anos 80 e 90, ele reapareceu num monte de outras produções de aventura e ficção científica: Denziman; Taiyo Sentai San Barukan (1981); Jaspion; Baioserapi (1986); Metalder; Jiraiya; Cybercops, os Policiais do Futuro (1988) e Jetman.
A atriz Mitchi Love, que tinha interpretado a guerreira rosa Karen de JAKQ, aqui teve uma personagem secundária em 1 episódio.
O ator Naoya Uchida, que aqui fez uma participação simples em 1 episódio, voltaria em Denziman como o guerreiro verde Tatsuya.
O ator Shinji Todo, que aqui teve um personagem secundário em 1 episódio, interpretaria o General Hedora em Denziman, o monstro do episódio 17 de Space Cop e a aparência humana do Imperador Neroz em Metalder.
O ator Takumi Sato, que aqui interpretou o menino Masaru, teria personagens secundários em 1 episódio de Denziman e em 1 episódio de Goggle Five, os Guerreiros do Espaço (1982).
A atriz Yukie Kagawa teve uma pequena participação em 2 episódios aqui. Mas ela reapareceria em San Barukan como a vilã Amazon Kira e em Jaspion como a feiticeira Kilmaza.
O hoje falecido ator Chiyonosuke Azuma, que aqui interpretou o General Kurama, teria um personagem secundário em 1 episódio de Jiban.
O hoje falecido ator Kenji Ushio, que aqui interpretou o vilão Heda em algumas cenas dos primeiros episódios, reapareceria interpretando os disfarces humanos de monstros de Space Cop, Sharivan, Machineman e Shaider, o Detetive do Espaço (ambos de 1984). E ele também interpretaria o Dr. Q em Bicrossers (1985).
O hoje falecido ator Masashi Ishibashi, que interpretou o Heda durante a maior parte do seriado, já tinha interpretado o vilão Aian Kuo em JAKQ, faria participações simples em Space Cop e Shaider, interpretaria o vilão Ka em Kagaku Sentai Dynaman (1983), interpretaria um mestre carateca em 1 episódio de Black Kamen Rider (1987), interpretaria o vilão Raida em Kosoku Sentai Turboranger (1989) e interpretaria um monge xintoísta em 1 episódio de Jetman.
E hoje falecida Machiko Soga interpretou aqui o disfarce humano do monstro do 4º episódio. Mas ela interpretaria mais tarde a Rainha Hedorian em Denziman e San Barukan, a aparência humana de um monstro de Space Cop, a aparência humana de um monstro de Sharivan, a Rainha Pandora em Spielvan (1986), a mãe do Barrabás em Maskman, e a Aracnin Morgana em Jiraiya e a feiticeira Bandora em Kyoryu Sentai Zyuranger (1992).
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ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!😉

terça-feira, 22 de abril de 2025

JAKQ DENGEKITAI

título original: JAKQ Dengekitai
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1977
país: Japão
elenco principal: Heizan Ito, Hiroshi Miyauchi, Mitchi Love, Yoshitaka Tan-Ba, Yusuke Kazato
direção: Atsu Okunata, Katsuhiko Taguchi, Kimio Hirayama, Koichi Takemoto e Minoru Yamada
roteiro: Hikaru Arai, Hirohisa Soda, Kimio Harayama, Kuniaki Oshikawa, Shozo Uehara, Shukei Nagasaka e Susumu Takaku

Em 1977, misteriosas naves começam a atacar navios no litoral do Japão.
Um grupo chamado I.S.S.I.S. decide investigar esses atos terroristas. E o oficial Daisuke, responsável pela divisão japonesa da I.S.S.I.S., toma a frente do caso, descobrindo logo depois que isso tudo é coisa de Kuraimu, um grupo terrorista liderado por um misterioso feiticeiro chamado Aian Kuro.
Mas, pra enfrentar Kuraimu, o Daisuke entende que precisaria da ajuda de 4 cyborgs com superpoderes. Menos do que isso não vai ser páreo pra encarar esses criminosos.
Ele entra em contato com 2 homens que têm o perfil pra se submeter à cirurgia que vai transformar eles em cyborgs, já que são campeões de diferentes esportes. E uma detetive e um oceanógrafo, devido a fatalidades que aconteceram com eles, também são submetidos ao mesmo tipo de cirurgia.
Todos os 4 também recebem trajes de combate meio coloridos, mas cada um com uma cor predominante. E cada um é associado a uma carta do baralho, o que faz com que eles passem a usar os nomes-códigos de Jack, Ace, King e Queen.
Assim, eles formam o Esquadrão Elétrico JAKQ (nome inspirado nas iniciais de seus nomes-códigos) e partem pra luta contra Kuraimu.

Satisfeita com o sucesso de Himitsu Sentai Gorenger (1975), a Toei decidiu lançar outro seriado seguindo a mesma fórmula: um pequeno grupo de heróis com superpoderes, cada um usando um traje de combate de uma cor diferente, lutando contra uma quadrilha de vilões com superpoderes.
Dessa vez, parece que a inspiração veio dos seriados americanos O Homem de Seis Milhões de Dólares (1973) e A Mulher Biônica (1976).
Ambos os seriados contam a história de um homem e uma mulher de estruturas físicas comuns que, depois de terem sofrido acidentes, tiveram partes de seus músculos e ossos substituídos por implantes robóticos, se transformando assim em cyborgs com superpoderes que enfrentam os vilões que encontram pelo caminho.
Bom, usando esse mesmo tema e, como já foi dito, seguindo a mesma fórmula de Gorenger, a Toei lançou JAKQ Dengekitai, o 2º sentai.
Mas, enquanto Gorenger teve 84 episódios, JAKQ se limitou à modesta quantidade de 35. Ou seja, foi bem mais curto do que a maioria dos seriados japoneses de aventura.
Isso mesmo: JAKQ não teve uma audiência tão boa quanto Gorenger. E provavelmente por isso, a Toei decidiu encurtar a duração do seriado.
Tanto que, depois disso, eles tiveram a ideia inicial de não fazer outro sentai: em 1978, nenhum seriado desse tipo deu as caras na TV Japonesa.
O problema é que JAKQ só mostrou mais do mesmo e de forma mais simplificada: a cada episódio, vemos os vilões cometendo algum ato de vandalismo em fase extrema contra Tokyo, construindo alguma arma de destruição em massa, tentando roubar algum objeto valioso ou traficando alguma coisa... Mas sempre sendo detidos pelos heróis durante o processo.
A base dos vilões é só uma ilha de aparência insuspeita que, por dentro, abriga uma sala escura onde o Aian Kuro fica sentado atrás de uma mesa. Parece a recepção de um consultório médico com as luzes apagadas.
A aparência do vilão em si também não ajuda muito: ele usa um vestido de lantejoulas prateado, um penteado que parece um cogumelo gigante feito de cabelos e uma barba enorme e toda desalinhada. E nos primeiros 22 episódios, ele é o único vilão fixo do seriado, além de nada nunca ser revelado sobre a origem dele.
A cada episódio, o vilão manda um robô guerreiro com uma aparência diferente pra lutar contra os heróis. E sabem como eles derrotam esses robôs? Eles fazem um círculo em volta de cada robô, os 4 dão cabeçadas ao mesmo tempo nele, jogam o robô pra cima e depois disparam as energias deles nele. E isso faz o robô explodir.
Eles também não se transformam quando nem onde querem: precisam entrar em cabines de transformação, no mesmo esquema que seria mostrado mais tarde em Cybercops, os Policiais do Futuro (1988).
Então, a maior parte do seriado mostra heróis nem tão poderosos assim lutando contra um vilão insosso.
Tentaram dar uma repaginada na história no episódio 23, trazendo um novo vilão fixo e também um novo líder pro grupo de heróis.
É: eles passam a ser comandados por um guerreiro com um traje de combate branco chamado Big One. E esse foi interpretado pelo ator Hiroshi Miyauchi, que tinha interpretado o guerreiro azul de Gorenger, provavelmente numa tentativa da Toei de atrair os fãs de Gorenger pra JAKQ.
Bom, como vemos, o seriado tem lá seus defeitos, mas também não chega a ser um lixo total. Se você é fã de seriados de aventura dos anos 70, com certeza vale a pena dar uma olhada. Em termos de ação, ele mostra o que se espera de uma produção daquela época.
O Hiroshi Miyauchi também faria uma pequena participação em Space Cop (1982) e interpretaria o Comandante Naoyuki em Choriki Sentai Ohranger (1995).
O ator Gen-Pei Hayashiya, que aqui interpretou o cozinheiro Tamasaburo, apareceria em 1 episódio de Denshi Sentai Denziman (1980).
O ator Kenji Ohba teve um pequeno personagem em 1 episódio aqui. Mas ele interpretaria o guerreiro azul Daigoro em Denziman e protagonizaria Space Cop, voltando em Sharivan, o Guardião do Espaço (1983) e em Uchu Keiji Gyaban Za Mubi (2012) como o mesmo personagem de Space Cop. E também faria participações simples em Metalder, o Homem-Máquina (1987); Jiraiya, o Incrível Ninja; e Kamen Rider Black RX (ambos de 1988).
O ator Toshimichi Takahashi fez uma pequena participação aqui. E ele faria outras em Denziman, Taiyo Sentai San Barukan (1981), Kagaku Sentai Dynaman (1983), Defensores da Luz Maskman (1987), Kyuryu Sentai Zyuranger (1992) e Gosei Sentai Dairanger (1993). Mas ele também interpretaria o herói Keiso em Sharivan; o General Des-Killer em Goggle Five, os Guerreiros do Espaço (1982); o vilão Iki em O Fantástico Jaspion (1985); o Dr. Bio em Spielvan; um policial no filme de terror Baioserapi (ambos de 1986); o Sacerdote Baraom em Black Kamen Rider (1987); e o robô Gatezon em RX.
E o hoje falecido ator Masashi Ishibashi, que aqui interpretou o vilão Aian Kuro, faria participações simples em Space Cop; Shaider, o Detetive do Espaço (1984); Black Kamen Rider e Chojin Sentai Jetman (1991). Mas ele também interpretaria os vilões Ka em Dynaman e Raida em Kosoku Sentai Turboranger (1989).
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