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terça-feira, 10 de dezembro de 2024

TESOUROS DO BRASIL

título original: Tesouros do Brasil
ano de lançamento: 2019
país: Brasil
elenco: Bruno Teixeira e João Victor Araújo
direção e roteiro: Bruno Teixeira

Iniciado em 2019, Tesouros do Brasil é um canal do YouTube produzido em parceria entre o youtuber João Victor Araújo e o guia de turismo Bruno Teixeira.
Embora seja mais focado nos atrativos turísticos do Rio de Janeiro, o canal também mostra as belezas e curiosidades de várias outras regiões do Brasil.
Mais informações sobre Tesouros do Brasil? Lá vai:








ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!😉

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

XOU DA XUXA

título original: Xou da Xuxa
ano de lançamento: 1986
país: Brasil
elenco principal: Paquita, Pituxa, Xuxa Meneghel
direção e roteiro: Marlene Mattos e Paulo Netto

Xuxa, o Documentário (2023) e Pra Sempre Paquitas (2024) são 2 documentários recentes que chamaram a atenção e despertaram algumas polêmicas, principalmente por passarem a mensagem de que a diretora Marlene Mattos foi a grande vilã da vida da apresentadora Xuxa Meneghel e suas assistentes de palco, as paquitas.
Isso me deu a ideia de falar sobre o programa em que tudo isso começou, ou seja, o Xou da Xuxa, que marcou a estreia da Xuxa na Rede Globo, em 1986.
A 1ª exibição do programa foi em 30 de Junho de 1986.
Era pra ter sido alguns meses antes, ainda no início daquele ano. Mas, por motivos não muito claros, atrasou um pouco.
Cada episódio do Xou da Xuxa intercalava a exibição de desenhos animados, sorteios de cartas, atrações musicais (com cantores convidados ou com a própria Xuxa cantando) e brincadeiras realizadas com as crianças que tavam presentes durante a gravação do programa.
Na abertura de cada programa, a Xuxa chegava ao cenário dentro de um elevador em formato de nave espacial, ao som da música Amiguinha Xuxa. E no final, ela ia embora do mesmo jeito, ao som da música Doce Mel.
O programa era exibido de Segunda a Sábado e ocupava quase todo o horário da manhã.
Foi sem dúvida nenhuma o programa infantil de maior audiência que a Globo já produziu. E é claro que ESSE programa foi o grande divisor de águas da carreira da Xuxa: antes disso, ela era mencionada na grande mídia apenas como uma namorada que o Pelé teve e que fazia uns programas meio capengas voltados pro público infantil na Manchete.
A última apresentação do programa com imagens inéditas foi em 31 de Dezembro de 1992.
Depois do fim desse 1º programa, a Xuxa voltaria à Globo, quase sempre apresentando programas com audiência alta. Alguns mais voltados pro público infantil, outros mais voltados pro público adolescente.
Mas, principalmente entre os novos programas infantis dela, nenhum repetiu o mesmo sucesso em fase extrema que o Xou da Xuxa teve no final dos anos 80.
O programa foi dirigido pelo Paulo Netto em 1986 e pela Marlene Mattos durante o resto da sua existência.
Mais informações sobre o Xou da Xuxa? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!😉

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

JÔ SOARES ONZE E MEIA

título original: Jô Soares Onze e Meia
ano de lançamento: 1988
país: Brasil
elenco principal: Bira, Derico, Jô Soares
direção e roteiro: Dilea Frate

Quando o Jô Soares chegou no SBT, no final dos anos 80, ele manifestou desde o início a vontade de fazer um programa de entrevistas.
O Sílvio Santos concordou, mas achou melhor ele estrear no SBT com o mesmo tipo de programa que ele tinha antes na Globo, chamado Viva o Gordo (1981). E no ano seguinte, eles veriam como seria esse programa de entrevistas.
Assim, eles lançaram em Fevereiro de 1988 o programa Veja o Gordo, que não passava de um Viva o Gordo genérico.
Em Agosto do mesmo ano, conforme o combinado, foi lançado o programa de entrevistas que ele queria, chamado Jô Soares Onze e Meia.
A princípio, o Jô ficou com os 2 programas no ar: o Veja o Gordo passava em 1 dia por semana e o Jô Soares Onze e Meia passava em 4 dias. Até que, no início de 1990, ele decidiu parar com o Veja o Gordo, pra ficar com o Jô Soares Onze e Meia de Segunda a Sexta.
Embora no título do programa constasse a expressão “Onze e Meia”, na prática os episódios do programa começavam nos horários mais variados da noite entre as 22h e as 2h.
Isso deu origem a muitas piadas, já que esse era visto como o único programa que nunca começava no horário em que tava previsto.
Quase sempre o último entrevistado era um cantor.
O programa logo passou a ser considerado um clássico entre os programas de entrevistas. Principalmente por apresentar um formato diferente dos outros programas desse tipo que tinham sido vistos no Brasil até aquela época, frequentemente mais sérios, exibidos menos vezes por semana e sempre sem plateia.
O Jô Soares Onze e Meia contava ainda com um conjunto de músicos e um garçom, que frequentemente eram abordados pelo Jô durante as entrevistas.
Apesar das novidades trazidas pelo programa, o princípio de ‘entrevistar aquele convidado específico’ nem sempre funcionava.
Em 1º lugar, porque o Jô sempre interrompia a pessoa que tava sendo entrevistada pra contar alguma situação da vida dele... Não que haja algum problema no entrevistador mencionar algum evento da vida dele durante a entrevista. Mas não é ele que tá em destaque na entrevista, e sim o entrevistado.
Aí nós chegamos talvez no problema principal do programa: o Jô nunca aceitou que o convidado se destacasse mais do que ele.
Existem várias e várias entrevistas em que ele chamou especialistas nos mais variados assuntos. E quando a pessoa em questão explicava como alguma coisa da área dela funcionava, ele interrompia a pessoa e dizia:

“Não. Isso não funciona assim. Eu vou te explicar por quê...”

Gente, venhamos e convenhamos, se eu sou um grande especialista num determinado assunto, com pós-doutorado naquele assunto (ou quase), já dei palestras e já escrevi livros sobre aquele assunto, e um leigo com mania de grandeza me interrompe e me diz uma frase desse tipo, eu vou simplesmente me levantar, sair e deixar ele falando sozinho.
O Jô tinha mania de grandeza? Não é preciso observar muito o comportamento dele pra constatar isso.
Evidentemente que eu não estou colocando em questão os conhecimentos eruditos do Jô: se você comparar o conteúdo intelectual dele com o de 99% de todos os outros artistas brasileiros, ele ganhava de longe.
Tanto que ninguém do meio artístico nunca se atreveu a desafiar ele e dizer abertamente que ele tinha feito alguma coisa errada.
Quando algum artista queria discordar de alguma coisa que ele tinha feito, primeiro fazia uma introdução com várias rasgações de seda, chamando ele de “gênio” e adjacências. E só depois, discordava timidamente do que ele tinha feito.
Entretanto, ter mais erudição e mais intelectualidade do que a grande maioria das pessoas não significa que você sabe TUDO melhor do que TODOS. E me parece que ele acabou chegando exatamente a essa conclusão sobre si mesmo.
Inclusive, quando ele dava alguma explicação errada e o convidado respondia provando que a explicação dele estava errada, acabava a entrevista: ele passava o resto do tempo só sacaneando a pessoa e debochando da pessoa. E com bastante exagero.
A não ser, é claro, quando ele estava entrevistando alguma pessoa do alto escalão da sociedade.
Se alguém tem alguma dúvida disso, podem procurar na Internet que vocês acham facilmente entrevistas do programa. É só ver as entrevistas prestando atenção no que eu disse aqui.
Então, por tudo isso, muitas vezes o entrevistado era deixado em 2º ou 3º plano. Mas o programa não deixou de ter seus fãs por causa disso.
Foi exibido pela última vez em 1999, quando o Jô saiu do SBT e voltou pra Globo.
Mais informações sobre o Jô Soares Onze e Meia? Lá vai:


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Até a próxima!
Brasil 2024: tempo de pensar no que é melhor pra sua cidade.

segunda-feira, 20 de maio de 2024

TESTO | SAÚDE MASCULINA

título original: Testo | Saúde Masculina
ano de lançamento: 2022
país: Brasil
elenco, direção e roteiro: Felipe Domingues de Vasconcelos

Em 2022, o urologista Felipe Vasconcelos criou no YouTube o canal Testo | Saúde Masculina.
Como o próprio nome diz, o canal é focado em tirar dúvidas sobre o aparelho sexual/urinário masculino.
A maioria dos vídeos são curtos (poucos passam de 10 minutos).
Mais informações sobre Texto | Saúde Masculina? Lá vai:








ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!
Brasil 2024: tempo de pensar no que é melhor pra sua cidade.

segunda-feira, 13 de maio de 2024

CURUPIRA - O DEMÔNIO DA FLORESTA

título original: Curupira – o Demônio da Floresta
ano de lançamento: 2021
país: Brasil
elenco principal: Al Danuzio, Di Ramalho, Rosanna Mualem
direção e roteiro: Erlanes Duarte

Num dia comum, um pequeno grupo de jovens amigos pegam o catamarã do pai de um deles sem pedir e saem pra dar uma volta pelo Mar.
Eles acabam passando por uma ilha meio pantanosa e, curiosos e animados com aquilo, decidem desembarcar ali pra explorar.
Assim que chegam à praia, eles veem que os celulares tão fora da área de cobertura.
Logo depois, alguma coisa escondida entre as plantas da ilha começa a espreitar eles. E logo depois, eles ouvem um grito animalesco vindo de algum lugar nas proximidades.
Mas eles têm um problema mais sério do que esse, já que o catamarã deles tá flutuando pra longe! E ficar preso naquela ilha não parece uma boa, já que obviamente eles não tão sozinhos...

Curupira – o Demônio da Floresta foi o 1º filme de terror inteiramente filmado no Maranhão.
Simplificando, o que o diretor fez aqui foi encaixar o Curupira naquele roteiro pré-estabelecido de filmes de terror: um pequeno grupo de jovens perdidos num ambiente florestal e começando a ser perseguidos (e consequentemente abatidos) por algum tipo de criatura perigosa.
Aliás, como deu pra ver pela sinopse acima, o início de Curupira é bem parecido com o início da Ilha dos Cães (1982), né?
Como na maioria dos filmes de terror, não temos nenhuma grande informação sobre as vidas pessoais dos jovens: a maioria só entrou no filme pra morrer.
As últimas cenas dão a entender que a ilha é habitada por vários curupiras, embora só apareça 1 em cada cena.
Esse filme não é nenhuma superprodução, mas não deixa nada a desejar pra média dos monster movies.
Algumas tribos indígenas que veem o Curupira como uma figura sagrada acharam o filme desrespeitoso com essa entidade. Mas temos que lembrar que a visão que os povos indígenas do Brasil têm do Curupira varia muito de uma tribo pra outra.
Assim, ele pode ser visto (pelos próprios povos florestais) como desde um protetor dos animais até como um exterminador dos intrusos que entram na floresta contra a vontade dele.
Aliás, desde que os garotos desembarcam na ilha, já parece ficar claro que as criaturas ali só tão furiosas por causa do excesso de lixo que tem chegado à ilha delas através do Mar e por outros desrespeitos que os humanos têm cometido contra a Natureza.
A última cena deixa a porta aberta pra uma continuação. Mas, pelo menos até agora, nada à vista.
Mais informações sobre Curupira? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ que você acha um post sobre A Ilha dos Cães.
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Brasil 2024: tempo de pensar no que é melhor pra sua cidade.

segunda-feira, 29 de abril de 2024

TOQUE DE UROLOGISTA

título original: Toque de Urologista
ano de lançamento: 2018
país: Brasil
elenco, direção e roteiro: Lucas Felipe Gomes

Desde 2018, o urologista Lucas Felipe Gomes mantém no YouTube o canal Toque de Urologista.
A maioria dos vídeos dele falam sobre questões penianas. Mas também tem vários vídeos sobre o aparelho urinário em geral.
Mais informações sobre Toque de Urologista? Lá vai:











Até a próxima!
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segunda-feira, 22 de abril de 2024

UROLOGIA DESCOMPLICADA

título original: Urologia Descomplicada
ano de lançamento: 2017
país: Brasil
elenco, direção e roteiro: Juliano Alcântara Plastina

Em 2017, o urologista Juliano Plastina criou no YouTube o canal Urologia Descomplicada, no qual ele dá vários toques relacionados ao aparelho urinário em geral.
No 1º ano do canal, a maioria dos vídeos tinham entre 10 e 15 minutos. Depois disso, ele reduziu um pouco, lançando até hoje a grande maioria dos vídeos com menos de 10 minutos.
Mais informações sobre Urologia Descomplicada? Lá vai:





Até a próxima!
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segunda-feira, 4 de março de 2024

O SEQUESTRO

título original: O Sequestro
ano de lançamento: 1981
país: Brasil
elenco principal: Carlo Mossy, Jorge Dória, Milton Moraes
direção: Victor de Mello
roteiro: Valério Meinel (autor do texto original) e José Louzeiro

Na noite chuvosa e fria de 02 de Agosto de 1973, um menino chamado Carlos Ramires da Costa, apelidado de Carlinhos, via televisão junto com a mãe e os irmãos na casa dele, na Rua Alice, no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro.
De repente, as luzes se apagaram e um homem não identificado invadiu a casa, exigindo levar a criança mais nova que se encontrava ali, ou seja, o Carlinhos. E foi o que ele fez.
Esse evento, conhecido como Caso Carlinhos, foi investigado pela polícia com a execução de erros quase cômicos de tão idiotas. E é lembrado até hoje com deboche ao se falar da incompetência e inépcia dos policiais envolvidos no caso.
Em 1981, o diretor Victor de Mello lançou um filme criticando explicitamente as autoridades policiais cariocas. E ele usou como pano de fundo pra isso o Caso Carlinhos.
Se trata do longa-metragem O Sequestro, inspirado num livro com o mesmo título do Valério Meinel (1979) e tendo como ponto de partida o sequestro do menino Zezinho.
O filme retrata a história do Carlinhos? Não. Existem, sim, várias cenas que reproduzem situações que aconteceram relacionadas ao sequestro do Carlinhos. Por exemplo: os policiais só tomando conhecimento do sequestro pela televisão, a presença sem lógica dos bombeiros no local do sequestro, o espanto das pessoas ao ver que o sequestro aconteceu na casa de aparência mais pobre da rua, os repórteres aparecendo no local do pagamento do resgate e estragando tudo, o trote marcando o pagamento do resgate no Maracanã e a polícia conseguindo falsas confissões de culpa através de torturas.
E claro que, principalmente, a cena que mostra o menino sendo levado de casa é uma reprodução do que a mãe e os irmãos do Carlinhos descreveram.
Mas a intenção explicitamente não foi falar sobre a história do Carlinhos. A intenção foi mostrar o lado negativo das instituições policiais do Rio de Janeiro.
Na cena de abertura mesmo, já aparece uma aposentada sendo assaltada por 2 garotos na rua, chamando a polícia e os carros da polícia passando por ela e ignorando a situação.
Durante o filme todo, os policiais são retratados como extremamente corruptos, racistas e violentos.
Tem cenas (simuladas) de sexo? Claro. Como 99% dos filmes brasileiros do início dos anos 80.
Mais informações sobre O Sequestro? Lá vai:


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domingo, 18 de junho de 2023

AS FÁBULAS NEGRAS

título original: As Fábulas Negras
ano de lançamento: 2015
país: Brasil
elenco principal: Cesar Coffin Souza, Mayra Alarcón, Walderrama dos Santos
direção: Joel Caetano, José Mojica Marins, Marcelo Castanheira, Petter Baiestorf e Rodrigo Aragão
roteiro: Cesar Coffin Souza, Joel Caetano, Petter Baiestorf e Rodrigo Aragão

Numa floresta, 4 meninos tão brincando.
Quando tão prestes a começar o caminho de volta pra casa, eles começam a contar 4 histórias de terror...

Bom, se vocês não quiserem muitos spoilers, acho que é só até aí que eu posso contar.
Acontece que As Fábulas Negras é uma antologia, segue o estilo ‘estórias dentro da estória’. Ou seja, tem uma estória acontecendo, mas os personagens que aparecem vão contando estórias sobre outros assuntos (e aí começa a aparecer na tela aquilo que tá sendo contado).
Cada estória que os meninos contam, com exceção da última, faz uma crítica em relação a alguma situação comum de se ver na sociedade brasileira.
A 1ª fala abertamente contra as instituições municipais que não cumprem os seus deveres. Ou ficam empurrando suas respectivas obrigações uma pra outra ou então simplesmente não cumprem o que têm que cumprir por negligência.
A 2ª é uma crítica a uma situação vista até hoje nas regiões rurais do Brasil (e sem nenhuma demonstração de que isso vá acabar em pouco tempo): os donos de fazenda sendo tratados como soberanos pelos moradores das regiões rurais.
A 3ª retrata o comum de se ver entre os pentecostais pobres do Brasil: discriminadores, ignorantes, mal-humorados, tratando discordâncias de opinião como blasfêmias, profundamente convencidos de que ninguém além deles tá certo...
E a 4ª, como eu já disse, não serve exatamente como crítica. Ela funciona mais como um encerramento do filme mesmo. Ao mesmo tempo em que ela traz uma espécie de prova de que as estórias vistas anteriormente foram acontecimentos reais.
As Fábulas Negras é voltado basicamente pro sobrenatural. Mas tem um toquezinho de ficção científica no início.
Outro filme do Rodrigo Aragão que eu já indiquei aqui foi A Noite do Chupacabras (2011).
Mais informações sobre As Fábulas Negras? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seres sobrenaturais’ que você acha o post sobre A Noite do Chupacabras.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Eu quero dedicar esse post ao Dia do Cinema Brasileiro, comemorado essa semana.
Até a próxima!

sábado, 21 de janeiro de 2023

J0YCE NATURELLY & RlCK M0NTlLLA

título original: Joyce Naturelly & Rick Montilla
ano de lançamento: 2011
país: Brasil
elenco: Joyce Naturelly e Rick Montilla
direção e roteiro: Khan

Como o próprio título diz, esse filme mostra um encontro entre o Rick Montilla e a Joyce Naturelly. E acho que não tem nada mais do que isso pra descrever sobre a ‘história’.rsrs
O filme é um curta-metragem de 21 minutos, lançado em Agosto de 2011. E parece que foi feito pra ser lançado direto na Internet.
E sim: Joyce Naturelly & Rick Montilla é um filme pornô. Mas, como eu costumo lembrar sempre, se você gosta desse tipo de filme, procure; se não gosta, ignore.
Em 2016, o diretor Khan juntou esse curta a outros 462 do mesmo tipo dirigidos por ele e formou uma espécie de seriado pornô da Internet chamado Shemales from Hell.
Mais informações sobre o Joyce Naturelly & Rick Montilla? Lá vai:


Até a próxima!

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

ANDRÉ CO\/\/BOY E SUAS CACHORRAS

título original: André Cowboy e Suas Cachorras
ano de lançamento: 2010
país: Brasil
elenco principal: André Cowboy, Letícia Blond, Loupan
direção e roteiro: J. Gaspar

Já que tamos em época de BBB, vamos lembrar o filme André Cowboy e Suas Cachorras.
De onde ele surgiu?
Bom, depois de participar do BBB9 (2009), o hoje falecido empresário André Cowboy decidiu investir na carreira pornô... Não chegou muito longe, já que foi morto por um ladrão que tentou assaltar a casa dele em 2011.
Assim, o único filme pornô em que ele chegou a aparecer foi André Cowboy e Suas Cachorras. E se trata exatamente de uma referência a um desentendimento que ele teve com uma participante do programa, que teve que se fantasiar de cachorra por causa dele.
O que temos aqui é uma espécie de paródia dos filmes de faroeste. E antes que comecem, vamos dizer assim, as cenas que você espera ver numa produção pornô, o filme abre com uma ‘luta’ entre o André e alguns bandidos que tão incomodando as dançarinas de um saloon, que termina num duelo.
Obviamente, a coisa é feita de forma bem caricata e com a intenção de fazer rir.rsrs
Depois disso, vêm 3 cenas de sexo com o André.
Outros filmes do J. Gaspar que eu já indiquei aqui foram Obsessão, Sedução (ambos de 2004), Clube Privê (2006), Fogosas e Furiosas (2007) e Pecados & Tentações (2008).
Mais informações sobre André Cowboy e Suas Cachorras? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções brasileiras’ que você acha os posts sobre Clube Privê, Fogosas e Furiosas, Obsessão, Pecados & Tentações e Sedução.
Até a próxima!

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

HEBE

título original: Hebe
ano de lançamento: 2020
país: Brasil
elenco principal: Andréa Beltrão, Marco Ricca, Valentina Herszage
direção: Maurício Frias
roteiro: Carolina Kotscho

Vinda de Taubaté junto com a família nos anos 40, uma adolescente pobre chamada Hebe tenta trabalhar como empregada doméstica na casa de uma mulher rica no Centro de São Paulo. Mas, como não dá certo, ela resolve fazer a única coisa que sabe: cantar.
Conhecendo empresários famosos, ela consegue seguir na carreira de cantora, a coisa não vai mal e logo de cara ela consegue ganhar uma certa fama e dinheiro, dando melhores condições de vida à família.
Anos depois, a Hebe troca a carreira de cantora pela de apresentadora de programas de variedades na televisão, passando pela Bandeirantes e depois chegando ao ponto mais alto da carreira dela no SBT.

Em Setembro de 2019, foi lançado o filme Hebe: a Estrela do Brasil, contando um pequeno trecho da vida da apresentadora Hebe Camargo, que tinha morrido em 2012.
A intenção ao fazer o filme já era aproveitar as cenas dele como material pra uma série de TV. E isso realmente não demorou a acontecer: a série Hebe foi lançada na Globoplay em Julho de 2020.
O programa conta a vida da Hebe desde o dia em que ela teve a ideia de começar a trabalhar como cantora até a época em que ela começou a fraquejar definitivamente, vindo a morrer aos 83 anos.
A série recebeu várias críticas negativas por fantasiar demais a história: embora a grande maioria das situações mostradas ali sejam reais, foram retratadas se passando em datas diferentes de quando se passaram na vida real, foram intensificadas ou tiveram a importância diminuída comparado a como elas aconteceram na vida real...
Outras coisas foram simplesmente inventadas.
Devido a essas críticas, algum tempo depois, a roteirista Carolina Kotscho veio a público e disse que o programa contava uma história de ficção inspirada na vida da Hebe, mas não procurava retratar passo a passo a vida da apresentadora.
Na verdade, parece que a série se preocupou mais em fazer certas críticas sociais (falar contra a censura, falar contra as mulheres recebendo assédios, falar contra a violência doméstica, falar contra o preconceito que os padres dos anos 80 tinham contra o meio artístico e contra os homossexuais...) do que em retratar a vida da Hebe de forma realista.
A atriz Valentina Herszage interpreta a Hebe na adolescência e a atriz Andréa Beltrão interpreta ela em todas as outras fases da vida.
Aliás, a interpretação da Andréa foi impressionante: ela conseguiu imitar todos os trejeitos da Hebe!
Bom, foi uma produção muito boa; o roteiro conseguiu contar uma história com início, meio e fim; e passou as mensagens que queria passar. Então, acho que essa série só não vai agradar a quem esperava ver a biografia da Hebe sendo contada de forma realista.
Mais informações sobre Hebe? Lá vai:


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sábado, 17 de dezembro de 2022

REFORMA

título original: Reforma
ano de lançamento: 2018
país: Brasil
elenco principal: Fábio Leal, Mariah Teixeira, Paulo César Freire
direção e roteiro: Fábio Leal

O Francisco é aquilo que a comunidade gay chama de bear: um homossexual gordo. E enquanto ajuda sua amiga Flávia a reformar o novo apartamento dela, ele conversa com ela sobre o dilema em que vive: a paixão dele por comer doces levou ele a engordar; mas ao mesmo tempo em que ele se incomoda com a gordura, quer que as pessoas aceitem ele sendo gordo.
Ele chega mesmo a declarar que gosta mais de doces do que de sexo, ao mesmo tempo em que acredita que só não consegue um namorado fixo porque os gordos são mal vistos entre os homens de quem ele se aproxima.

Reforma mal tem aquilo que a gente chamaria tecnicamente de história: é um curta-metragem que mostra um personagem que claramente não sabe muito bem o que quer da vida (a única certeza que ele tem é que quer mandar pra dentro um doce atrás do outro). E ele atravessa o filme do início ao fim sem mudar nada em termos de opinião nem de comportamento.
Eu indicaria esse filme só ao público gay masculino e a quem quiser filosofar sobre questões de estética relacionadas à obesidade.
Se você se interessa por outros temas além desses, já posso adiantar que você não vai gostar. Afinal, não tem nada além disso pra ver em Reforma.
Outro filme do Fábio Leal que eu já indiquei aqui foi O Porteiro do Dia (2016).
Mais informações sobre Reforma? Lá vai:


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terça-feira, 13 de dezembro de 2022

AOS TEUS OLHOS

título original: Aos Teus Olhos
ano de lançamento: 2017
país: Brasil
elenco principal: Daniel de Oliveira, Malu Galli, Marco Ricca
direção: Carolina Jabor
roteiro: Josep Maria Miró e Lucas Paraizo

Um dia, um menino chega em casa e diz aos pais que o professor de natação dele, chamado Rubens, deu um beijo na boca dele quando eles estavam sozinhos no vestiário.
Entendendo o que ela quis entender sobre aquilo que o menino contou, a mãe dele entra no grupo da rede social que ela frequenta e conta as coisas que ela entendeu que aconteceram.
A partir daí, a vida do Rubens vira um inferno tanto no lado pessoal quanto no profissional. Quase todos acreditam que ele estuprou ou, no mínimo, tentou estuprar o menino. E quem não acredita, no mínimo, desconfia.

Bom, não é preciso ser muito realista pra saber que o que acontece com a criança quando ela está na escola é uma coisa, aquilo que ela conta que aconteceu (na forma infantil dela de se expressar) quando ela chega em casa é uma 2ª coisa e aquilo que a mãe entende que a criança está dizendo é uma 3ª coisa.
Também não é preciso ser muito realista pra saber que aquilo que a mãe entende que a criança está contando é sempre 50 vezes pior do que aquilo que aconteceu de fato.
E é exatamente o que a gente vê em Aos Teus Olhos.
O filme chama atenção principalmente pro preconceito que existe contra os homens que trabalham com crianças. Preconceito esse que as mulheres não sofrem.
Por exemplo: se uma mulher adulta trabalha com crianças e se ela dá um beijo numa dessas crianças, as pessoas que chegarem a ver isso não vão pensar nada negativo sobre o assunto e vão ver isso até como um ato maternal; se um homem adulto trabalha com crianças e se ele dá um beijo numa dessas crianças, a maioria das pessoas que chegarem a ver isso vão achar que ele tem intenções sexuais dirigidas à criança.
Isso faz a gente lembrar diretamente daquela situação que aconteceu em Setembro de 2017, quando o performer Wagner Schwartz se apresentou nu numa exposição num museu e causou toda aquela polêmica.
Se fosse uma mulher adulta completamente nua no lugar do Wagner fazendo a mesmíssima coisa que ele estava fazendo ali e sendo tocada por crianças, aquilo não ia provocar nem a 10ª parte da polêmica que provocou.
Em Fúria de Titãs (1981), pra quem não lembra, existe uma cena que mostra uma mulher adulta completamente nua andando por uma praia de mãos dadas com um menino de uns 5 anos também completamente nu... Nunca vi ninguém dar nem 1 pio contra essa cena. Nem contra cenas bem parecidas com essa que a gente vê em vários outros filmes.
Se os conservadores acham um absurdo que uma criança seja exposta a imagens de nudez total numa manifestação artística (mesmo que seja uma imagem de nudez sem nenhum mínimo componente sexual), OK. Eles têm o direito de ter a opinião deles. Mas, se é assim, por que eles querem que isso seja aplicado só contra homens nus e não contra mulheres nuas? Dois pesos e duas medidas? Ou será que é só hipocrisia mesmo?
E depois ainda tem gente que diz que homem não sofre nenhum tipo de preconceito só porque é homem...
Mas enfim: Aos Teus Olhos não tem uma história que apresenta mudanças. O tema é esse que eu disse acima e que vai ficando cada vez mais pesado pro lado do Rubens conforme o filme vai avançando.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções maltesas’ que você acha um post sobre Fúria de Titãs.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

ANATOMIA FÁCIL

títulos originais: Vídeo Aulas / Anatomia Fácil
ano de lançamento: 2013
país: Brasil
elenco, direção e roteiro: Rogério Gozzi

Em 2013, o Fisioterapeuta Rogério Gozzi criou no YouTube um canal que achei muito interessante, intitulado Video Aulas.
Em 2015, ele mudou o nome do canal pra Anatomia Fácil.
Mas o que achei interessante é que se trata de um canal sobre basicamente todos os fenômenos que se passam no corpo humano. E é tudo contado com uma linguagem simples e divertida, mas sem partir simplesmente pra palhaçada.
Essa última parte é a mais curiosa. Porque a gente sabe que o que não falta no YouTube é gente postando palhaçadas, futilidades e inutilidades, né? E depois ainda vai aos programas matutinos da Globo pra se exibir fazendo discursos feminazis.
Aqui o Rogério consegue dar todas as informações que tem que dar sobre o assunto que tá sendo discutido de uma forma engraçada, mas sem ir pro escracho.
Mais informações sobre Anatomia Fácil? Lá vai:


Até Dezembro!

sábado, 26 de novembro de 2022

UROLOGIA EM FOCO

título original: Urologia em Foco
ano de lançamento: 2013
país: Brasil
elenco, direção e roteiro: Hallison Castro

Em 2013, o urologista Hallison Castro criou no YouTube o canal Urologia em Foco, formado por vídeos de em média 3 minutos, nos quais ele esclarece dúvidas sobre ejaculação precoce, gravidez, DSTs, diferentes tipos de cirurgias nos órgãos sexuais/urinários e reversão dessas cirurgias quando for possível.
Mais informações sobre o canal? Lá vai:


Até a próxima!

terça-feira, 8 de novembro de 2022

BABILÔNIA

título original: Babilônia
ano de lançamento: 2015
países: Brasil / Emirados Árabes / França
elenco principal: Adriana Esteves, Camila Pitanga, Glória Pires
direção: Dennis Carvalho e Maria de Médicis
roteiro: Gilberto Braga, João Ximenes Braga e Ricardo Linhares

A novela Babilônia (que teve cenas gravadas no Brasil, Emirados Árabes e França) ficou no ar entre Março e Agosto de 2015, totalizando apenas 5 meses de exibição e sendo uma das novelas globais com menor audiência que já existiram.
De acordo com alguns grupos pentecostais e neopentecostais, a novela foi rejeitada pelo público por conter personagens homossexuais, já que o povo brasileiro é conservador e não aceita ver nada parecido com isso sendo mostrado numa novela...
Honestamente e com toda a sinceridade, essa explicação é o mesmo que dizer que 2 + 2 = 5. Não faltam novelas anteriores que tiveram personagens homossexuais e não sofreram nenhuma queda de audiência por causa disso. Basta lembrar o personagem Félix da novela Amor à Vida (2013), que começou como um vilão, foi perdoado pelo público e terminou até sendo ovacionado!
O que provocou a decadência de Babilônia é que o roteiro era ruim mesmo.
Eu admito que não vi a novela toda (já faz mais de 10 anos que não vejo mais nenhuma novela do 1º até o último capítulo). Mas dentro do que eu vi e levando em conta o que li na Internet e ouvi de comentários de pessoas que viram a novela toda, ela se limitou praticamente a mostrar as maldades recíprocas das vilãs Beatriz e Inês (interpretadas respectivamente pelas atrizes Glória Pires e Adriana Esteves), que queriam destruir uma à outra. Parece que a história não se desenvolveu muito além disso. Em termos simples: não decolou.
Então, qual é o motivo do ‘ataque evangélico’ contra a novela usando a homossexualidade como justificativa?
Bom, em 1º lugar, não é nenhuma novidade ver evangélicos usando a homossexualidade como justificativa pra atacar o que quer que seja. Converse com qualquer pentecostal ou neopentecostal que você tem 95% de chance de ouvir frases de ódio exacerbado deles contra esse assunto. Pentecostais e neopentecostais não se limitam a não concordar com a homossexualidade: eles têm um ódio obsessivo contra todos os assuntos relacionados a esse tema.
Por que o Jair Bolsonaro ainda tem tanto apoio dos evangélicos? Simples: porque o ódio patológico e doentio dos evangélicos contra os homossexuais encontra eco nos discursos bolsonaristas.
Em 2º lugar, de fato houve uma polêmica sobre a homossexualidade em Babilônia.
A novela tinha um casal de gays e um casal de lésbicas. E a polêmica toda começou exatamente por causa do casal de lésbicas, que eram mulheres de idade já avançada (interpretadas pelas atrizes Fernanda Montenegro e Nathália Timberg) e que tinham uma cena de beijo na boca logo no início da novela.
Como eu disse, casais do mesmo sexo já tinham aparecido em novelas anteriores (inclusive com cenas de beijo na boca) e não houve nenhum grande problema por causa disso. Mas, como aqui a situação envolvia mulheres com mais de 60 anos, acho que a rejeição de certas pessoas foi principalmente por causa disso. Afinal, nós nos habituamos culturalmente com aquela ideia de que mulheres mais velhas não têm vida sexual ativa. Imaginem então vida sexual ativa com uma pessoa do mesmo sexo!
Pode não parecer à 1ª vista, mas liberdade sexual feminina na velhice ainda é um super tabu na sociedade brasileira!
Mas falando especificamente da questão ‘evangélicos contra Babilônia’, o que incomodou eles de fato na novela é que a história mostrava 2 vilões evangélicos (interpretados pelos atores Marcos Palmeira e Arlete Sales), retratados como agressivos e preconceituosos contra quem tivesse qualquer comportamento diferente do que era seguido por eles.
Ué?! Por acaso vocês nunca viram pentecostais e neopentecostais que são 100% isso? Que se enquadram exatamente nessa definição?
Só acho que a novela errou num ponto: os personagens evangélicos vistos aqui eram ricos; os pentecostais e neopentecostais que se comportam com um radicalismo tão extremo e explícito, pelo menos na maioria das vezes, são de classes mais pobres (aliás, algo que a gente vê em todas as religiões é que o fanatismo se manifesta com mais força entre os praticantes mais pobres da religião).
Como seja, os pentecostais e neopentecostais acham que podem falar o que quiserem de ofensivo e também fazer o que quiserem de ofensivo contra outras religiões e outros estilos de vida, sob a justificativa de que “NÓIS TÁ PREGANDO!!!”. Mas eles tratam esse direito autoproclamado como uma via de mão única: se alguém que não é pentecostal ou neopentecostal der um pio contra a religião deles ou contra o estilo de vida deles, eles declaram guerra contra essa pessoa.
Então, a novela não mostrou nenhuma mentira sobre esse assunto. O problema é que com certeza teve gente que vestiu a carapuça quando viu essas cenas, né?
Vale lembrar mais uma coisa sobre esse assunto, já que os grupos religiosos mencionados acima têm essa paranoia extrema contra a Globo e passam as 24 horas do dia deles falando mal dos programas da Globo...
Eu não sou fã da maior parte dos programas atuais da Globo. Mas nunca ouvi dizer que a Globo acorrenta ninguém em frente à televisão nem força ninguém a ver os programas dela. Se um evangélico não gosta de algum programa global que alguém está assistindo, por que ele não levanta e sai dali?
Ou, se ele quiser ficar na sala e viu alguma cena de um programa da Globo que não está agradando, existe uma coisa chamada controle remoto. É só mudar de canal ou desligar a televisão.
Simples, né? Mas é isso que eles fazem? Não. Eles querem é ficar compulsivamente falando mal de alguma coisa, se metendo na vida dos outros e tentando forçar os outros a passarem a seguir a mesma opinião e o mesmo comportamento deles.
Aliás, eles dizem que não se pode usar a palavra “forçar” porque, quando eles tentam nos levar pra igreja deles, eles não estão com armas apontadas pra nós. Então, não estão “forçando” nada... Isso é pra rir, né? Se você repete a mesma coisa 50 vezes pra uma pessoa, num tom que vai ficando cada vez mais surtado conforme a pessoa vai respondendo “Não!” e achando que a pessoa tem o dever e a obrigação de concordar com tudo o que você está falando, isso não é tentar forçar?
Bom, já que a novela foi dirigida pelo Dennis Carvalho, vale lembrar que eu já indiquei aqui outra produção dirigida por ele: Sai de Baixo (1996).
Mais informações sobre Babilônia? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seriados’ que você acha o post sobre Sai de Baixo.
Até a próxima!

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

DEUS

título original: Deus
ano de lançamento: 2013
país: Brasil
elenco: Clarice Falcão e Rafael Infante
direção: Ian SBF
roteiro: Fábio Porchat

De repente, uma mulher chamada Judith aparece no meio de um grande espaço em branco, onde ela vê uma figura vestida com roupas típicas de povos florestais, que explica que ela morreu.
Diante do espanto da mulher, a figura explica que é Deus.
Ele lembra a ela que cada civilização acredita numa coisa diferente sobre o Divino. Alguma dessas civilizações tinha que estar certa em relação a essa crença. E a que está certa são os habitantes de uma tribo da Polinésia.
Deus explica à Judith que, como ela não seguiu à risca os dogmas que ele determinou pra tribo da Polinésia, ela está condenada a arder no infinito pelo resto da eternidade.
Ela tenta se defender e pergunta como ela poderia saber que SÓ AQUELE era o deus certo. E Deus responde que ela não ia saber, mas estava condenada assim mesmo.
Deus deixa claro que no Céu só existem polinésios.
A Judith questiona o fato do caminho apresentado por Deus como o ÚNICO caminho verdadeiro não ser conhecido por quase ninguém. Mas ele responde que tem certeza de que um dia a palavra dele vai chegar a todos. Até lá, quem ainda não tiver ouvido a palavra dele que se foda.

Deus é um dos curtas-metragens do grupo Porta dos Fundos. E qualquer semelhança que a gente veja entre o deus mostrado aqui e o deus apresentado pela maioria dos grupos pentecostais e neopentecostais do Brasil (principalmente entre os de classes sociais mais pobres) não parece ser mera coincidência.
Sim: são aqueles grupos que repetem compulsivamente que a tal da “salvação” só é possível através da igreja DELES e da interpretação que o pastor DELES faz da Bíblia, convictos de que o deus DELES só pode ser encontrado na igreja DELES.
Em outras palavras, você pode ser uma pessoa altruísta, honesta, justa, pacifista, responsável, solidária, trabalhadora, amorosa com todo mundo... Aos olhos dos grupos mencionados acima, nada disso tem valor nenhum. Se você não adorar o deus DELES na igreja DELES, você pode ter todas essas características positivas e mais todas as outras e você vai pro Inferno assim mesmo.
Esses mesmos grupos alegam que já têm uma passagem garantida pro Céu. Afinal, de acordo com eles, no Céu do deus DELES só existe quem é da igreja DELES.
Os mais tolerantes até concordam que quem não é da igreja DELES mas frequenta alguma igreja que segue o mesmo estilo que aquela ainda pode ir pro Céu. Mas todo o resto da Humanidade (incluindo católicos e protestantes históricos) já está condenada ao Inferno desde agora.
Se alguém morreu sem ter conhecido a palavra do deus DELES, problema desse alguém. A ética do deus DELES é exatamente essa: ele cria leis que não podem ser mudadas, permite que milhões de pessoas morram ao longo dos milênios sem nunca nem terem ouvido falar nessas leis e manda todas essas pessoas pro Inferno pelo resto da eternidade só porque nunca ouviram falar nessas leis.
É um deus que sente prazer em ver a desgraça alheia!
Então, o filme é uma sátira sobre isso. E eu achei fantástica!!!
Eu não sou cristão. Mas quero deixar claro que aqui não vai nenhuma crítica da minha parte contra o Protestantismo sério (que os pentecostais e neopentecostais dizem que é “frio”, porque não se comporta com o mesmo descontrole histérico que eles). Até porque eu nunca vi um luterano, um presbiteriano ou um anglicano, por exemplo, me abordando na rua pra me falar de um deus fútil, cruel e sádico. Menos ainda pra me dizer que eu tenho o dever e a obrigação de me converter à igreja A, à igreja B ou à igreja C e que só naquela igreja eu vou encontrar o deus verdadeiro.
Protestantes históricos, em sua maioria, conhecem o velho princípio de que respeito se conquista com respeito.
Certos homens histéricos que andam com ternos abotoados até o queixo e carregam 24 horas por dia uma bíblia na mão e certas mulheres histéricas que usam cabelos de 3 metros e saiões arrastando no chão e também carregam 24 horas por dia uma bíblia na mão fariam bem em aprender esse princípio. Mas não adianta tentar ensinar princípios básicos de civilização a quem fala frases do tipo “O PASTÔ DA MINHA INGREIJA É UMA BENÇA!!!”.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


Até a próxima!

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

A BUNDA

título original: A Bunda
ano de lançamento: 2012
país: Brasil
elenco principal: Clarissa Mayoral, Diogo Savalla Picchi (creditado aqui como Diogo Picchi), Roberto Arduin
direção e roteiro: Clarissa Mayoral

Já sei que vendo um filme brasileiro chamado A Bunda, deve ter gente pensando que se trata de alguma pornochanchada, né? Bom, engano de quem pensou.
É evidente que é uma comédia. Mas não tem nem sequer cenas de sexo nem de nu frontal.
Protagonizado pelo Diogo Savalla Picchi, A Bunda é um curta-metragem que conta a história de um rapaz que vai passear de bicicleta num parque. E não presta muita atenção no assento da bicicleta, que já tá meio velho e rasgado.
Conclusão: o cara pega uma alergia bizarra na bunda. E tenta fazer com que um farmacêutico e uma médica resolvam o problema, já que agora ele nem consegue mais sentar.rsrs
Filmado em 4 dias em 2012 e com apemas 15 minutos de duração, A Bunda é uma produção independente da Clarissa Mayoral.
Bom, esse filme é o que qualquer comédia de 15 minutos pretende ser: engraçadinho.rsrs Você vê, se distrai, ri de algumas cenas e pronto. E nada de efeitos especiais de última geração nem de um roteiro complicadíssimo.
Perfeito pra quem tá com meia hora livre e querendo se distrair.
Mais informações sobre A Bunda? Lá vai:


Até a próxima!

segunda-feira, 18 de julho de 2022

DO COMEÇO AO FIM / DE COMIENZO A FIN

títulos originais: Do Começo ao Fim / De Comienzo a Fin
ano de lançamento: 2009
países: Argentina / Brasil
elenco principal: Fábio Assunção, João Gabriel Vasconcellos, Rafael Cardoso
direção e roteiro: Aluizio Abranches

Os irmãos (só por parte de mãe) Francisco e Tomaz se aproximam na infância mais do que seria comum, se aproximam cada vez mais na adolescência e finalmente se tornam amantes e inseparáveis quando chegam à vida adulta.

Acho que isso não chega a ser nem uma sinopse, mas sim o roteiro todo dessa coprodução brasilo-argentina.rsrs
Esse filme (lançado no Brasil  como Do Começo ao Fim e na Argentina como De Comienzo a Fin) é parado durante a maior parte do tempo. E a história se desenvolve só mais ou menos até o meio do filme. A partir desse ponto, o roteiro encalha e não segue mais em frente. Ou, pelo menos, não mostra mais nada de novo pelo resto do filme. Então, se você é fã incondicional de ação, já posso adiantar que você não vai curtir muito esse filme.
Mas enfim: Do Começo ao Fim conta uma história inverossímil. Por que inverossímil? Porque seria impossível as coisas acontecerem da forma como aparece ali.
Não que o incesto gay seja uma situação impossível. Aliás, quanto mais a gente estuda as relações humanas, mais a gente conclui que NADA é impossível, né? Mas a forma como a família e os amigos dos personagens aceitam a relação deles 100% numa boa, sem nem sequer acharem estranho, tá completamente distante da realidade.
É evidente que, pelo menos nos centros urbanos do Brasil (e a maior parte da história do filme se passa no Rio de Janeiro), a homossexualidade já não é mais nenhum super tabu, a não ser entre os pentecostais e neopentecostais. É claro que, fora desse meio que eu acabei de mencionar, ainda se vê muitos olhares tortos, ainda se ouve muitas pessoas que juram que não têm nada contra os gays defendendo ideias preconceituosas e tal. Mas, exceto quando a situação envolve evangélicos, é raro que passe disso.
Assim, o problema do filme não é nem a homossexualidade, mas sim o incesto. Porque isso, sim, só seria aceito numa boa por meia dúzia de pessoas, se tanto, né? Mesmo que fosse entre um homem e uma mulher.
Outro filme do Aluizio Abranches que eu já indiquei aqui foi Um Copo de Cólera (1999).
Mais informações sobre Do Começo ao Fim? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções brasileiras’ que você acha o post sobre Um Copo de Cólera.
Até a próxima!