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quinta-feira, 4 de maio de 2023

ATÉ O FIM

títulos originais: All is Lost / Todo está Perdido
título brasileiro: Até o Fim
ano de lançamento: 2013
países: Comunidade das Bahamas / Estados Unidos / México
elenco: Robert Redford
direção e roteiro: J. C. Chandor

Até o Fim é o 1º longa-metragem feito nos padrões hollywoodianos que tem 1 ator só no elenco.
O personagem, interpretado pelo ator Robert Redford, não tem nada sobre a vida pessoal dele revelado ao público. Nem sequer o nome dele é mencionado (ele é creditado apenas como “Our Man”)!
Todo o filme gira em torno da luta dele durante 8 dias pra sobreviver sozinho num veleiro e depois num bote de borracha depois de um acidente no Mar (o veleiro dele se chocou contra um container perdido que tava à deriva, o que danificou tanto a vela do barco quanto o rádio, deixando o homem sem ter como pedir ajuda nem como velejar de volta pra terra), passando inclusive por 2 tempestades.
E em momento nenhum aparece nem sequer uma ilhota nas proximidades: só Céu e Mar!
Apesar disso, o filme não mostra nenhuma situação fantasiosa. Por exemplo, até aparecem alguns tubarões e barracudas nadando embaixo do barco, mas nunca é mostrado nenhum animal atacando o homem. O máximo que aparece nesse sentido são os tubarões e barracudas abocanhando os peixes que ele tenta pescar.
Algumas cenas foram filmadas no litoral dos Estados Unidos, outras no litoral das Bahamas e outras no litoral do México.
Não é um filme pra quem gosta de mudanças de cenário constantes. Mas não perde o clima de aventura por causa disso.
Mais informações sobre Até o Fim? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

sábado, 25 de fevereiro de 2023

ARACHNID

títulos originais: Arachnid / Arácnido
título brasileiro: Arachnid
ano de lançamento: 2001
países: Espanha / Estados Unidos / México
elenco principal: Alex Reid, Chris Potter, Robert Vicencio
direção: Jack Sholder
roteiro: Mark Sevi

Enquanto sobrevoa o Pacífico Sul, um piloto da Força Aérea dos Estados Unidos vê que os controles do avião dele começaram a falhar... E o mais bizarro: o avião tá indo na direção do que parece ser uma nave extraterrestre pairando sobre o Mar!
Ele ejeta antes que o avião se choque contra a nave, destruindo ambos os veículos, e acaba caindo numa ilha florestal lá embaixo. Mas não sobrevive por muito tempo: uma espécie de aranha alien que tava na nave ataca e mata o homem logo depois...
Passados 10 meses, a irmã do piloto, chamada Loren, tá à procura dele. E como ela também trabalha como piloto de aviões particulares, vê uma oportunidade de buscar pelo irmão de forma mais significativa quando descobre que 2 médicos chamados Samuel e Susana precisam ir a uma ilha da região onde ele sumiu, já que eles têm que aplicar um tratamento nos nativos, que começaram a morrer de uma doença misteriosa.
A Loren oferece os serviços dela pra levar eles (e mais algumas pessoas) até lá. Mas, ao sobrevoar a ilha, o motor sofre um tipo estranho de interferência e para de funcionar. E ela tem que fazer um pouso de emergência na beira da praia e o avião recebe muitos danos, mas ninguém se machuca.
Embora todos fiquem bem irritados com o que acabou de acontecer, os problemas deles ainda nem começaram...
Sim: aquela é a ilha vista no início do filme. E sim: a aranha extraterrestre ainda tá lá e bem viva. Mas, pior do que isso: nos últimos 10 meses, a criatura injetou o DNA dela nos animais da ilha, produzindo assim mutantes híbridos muito ferozes (provavelmente querendo espalhar a espécie dela por esse planeta)!

Arachnid é um filme bom ou ruim?
Bom, eu já vi algumas críticas por aí metendo o malho nesse filme... Sinceramente, eu acho que não é pra tanto. Não é essa podreira toda. Mas também não é nenhuma obra-prima que vai entrar pra galeria dos clássicos de terror.
É um filme mediano. E se o que você quer ver é uma história de aventura sobre um grupo de pessoas presas numa ilha florestal, enfrentando monstros e tentando escapar dali, você não vai ter do que reclamar sobre Arachnid.
A última cena é um tanto indefinida: não fica claro se eles vão ou não conseguir fugir da ilha (eles conseguem resolver o problema principal que tavam enfrentando, mas isso não significa que a ilha se tornou um lugar menos perigoso pra sobrevivência deles).
Arachnid foi produzido nos Estados Unidos e filmado na Espanha e México.
E pros fãs da Hora do Pesadelo (1984), vale lembrar que o Jack Sholder também foi o diretor do 2º filme da franquia (1985).
Mais informações sobre Arachnid? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘séries cinematográficas’ que você acha um post sobre A Hora do Pesadelo.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

sexta-feira, 1 de julho de 2022

LA MEDIA VUELTA

títulos original e brasileiro: La Media Vuelta
ano de lançamento: 1995
país: México
elenco principal: Gloria Peralta, Juan Gabriel, Luis Miguel
direção: Pedro Torres
roteiro: Juan Gabriel e Pedro Torres

Numa vila, um homem espera pela noiva no dia do casamento, mas ela não aparece. E logo depois, ele conclui que ela fugiu pelos desertos do México.
Um amigo mais velho tenta consolar o noivo abandonado, levando ele pra dentro de um restaurante da vila, onde eles, de repente, escutam os músicos do restaurante começando a tocar. E o noivo se junta a eles, cantando La Media Vuelta, na qual ele declara que, se quisesse, deteria a noiva. Mas ele quer mais é que ela se vá pelo Mundo, passe pelas aventuras que tem que passar e compare isso com a vida que ela teria com ele. E se mesmo assim ela achar que isso é melhor do que viver com ele, então ele vai dar a meia volta e se esquecer dela.
E enquanto ele canta isso, é observado pelos frequentadores do restaurante.

Esse é o roteiro do curta La Media Vuelta, programado de início pra ser um clip da música com o mesmo nome relançada pelo Luis Miguel em 1994 e lançada originalmente pelo José Alfredo Jiménez em 1963.
O clip acabou virando um curta-metragem porque o cantor Juan Gabriel, convidado pelo Luis Miguel pra aparecer no clip, teve a ideia de convidar várias outras celebridades mexicanas pra fazerem rápidas aparições ali também, interpretando os frequentadores do restaurante.
O noivo foi interpretado pelo Luis Miguel e a noiva foi interpretada pela atriz Gloria Peralta.
Mais informações sobre La Media Vuelta? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

O LABIRINTO DO FAUNO

título original: El Laberinto del Fauno
título brasileiro: O Labirinto do Fauno
ano de lançamento: 2006
países: Espanha / México
elenco principal: Ivana Baquero, Maribel Verdú, Sergi López
direção e roteiro: Guillermo del Toro

Com o fim da Guerra Civil Espanhola, os poucos rebeldes que ainda existem vivem escondidos nas florestas e montanhas, usando suas últimas forças pra derrubar o Franquismo, a ditadura recém-instalada.
Um capitão franquista chamado Vidal vive num moinho no meio de uma dessas florestas, que ele agora usa como base, sem desconfiar que a empregada Mercedes é uma espiã rebelde. E perto dali fica um misterioso labirinto, aparentemente construído na época do Império Romano, onde ninguém entra, com medo de se perder.
Uma viúva acabou de se casar com o Vidal. E ela tem uma filha do 1º casamento, chamada Ofelia, que é fã de contos de fada.
Indiferente a isso, o Vidal continua praticando atos de sadismo gratuito contra os rebeldes capturados.

A partir desse ponto, O Labirinto do Fauno, produção que completou 15 anos de lançamento em Maio, pode ser assistido sob 2 pontos de vista diferentes, já que a Ofelia começa a enxergar vários seres sobrenaturais que só ela vê. E um deles, o Fauno, diz que ela é a reencarnação de uma princesa encantada. E que dentro do labirinto existe uma passagem pra ela voltar ao antigo reino dela. Mas, pra fazer isso, antes ela tem que cumprir 3 provas, que só vão ser reveladas a ela no momento de serem cumpridas.
Então, como 1ª possibilidade, podemos entender que tudo o que aparece é mesmo real, embora só a Ofelia veja (o filme insinua isso em algumas cenas, como quando é só com a ajuda do Fauno que ela consegue escapar do quarto onde tava trancada); ou, como 2ª possibilidade, podemos entender que tudo era só a imaginação da menina, como uma forma dela de fugir do ambiente duro em que vivia (o filme também insinua isso em algumas cenas, como quando o Vidal encontrou a Ofelia no labirinto falando sozinha, enquanto ela própria se via falando com o Fauno).
Na verdade, O Labirinto do Fauno tem várias metáforas e mensagens subliminares. E dando um passeio aí pela Internet, você encontra vários sites fazendo dissertações enormes sobre cada cena do filme.
É interessante lembrar que, embora a gente veja aqui seres sobrenaturais e cenas de violência bem fortes, quem comete os atos mais aterrorizantes não são os seres sobrenaturais (com uma certa exceção em relação ao monstro que fica sentado à mesa do banquete), mas sim os vilões humanos do filme.
Sobre a produção, os efeitos especiais são ótimos.
O Labirinto do Fauno foi todo filmado na Espanha, embora algumas partes da produção tenham tido o México como base.
Foi o filme que ganhou mais prêmios em 2006.
Uma coisa pouco comentada é que a canção de ninar entoada por alguns personagens durante o filme parece ter sido inspirada no tema musical de um filme de terror de 1972 chamado The Legend of  Boggy Creek. E eu acredito que não tenha sido exatamente por acaso.
Vou deixar a tradução aqui pra explicar o que eu quero dizer:

Lonely Cry

É aqui que a história acontece
Um mundo que raramente olhamos
Uma página do livro dos dias passados
Aves, feras, vento e água
Aqui abaixo do Céu azul brilhante
Nenhum homem embaça a visão da águia
E coisas que rastejam, nadam, voam,
Alimentam-se, reproduzem-se, vivem e morrem
Aqui o fluxo do rio de enxofre
Segue enquanto a nuvem de tempestade sopra
É pra esse lugar que a criatura vai
Segura dentro de um mundo que ela conhece
Talvez ela vagamente se pergunte:
“Por que não há outro como eu?
Pra eu tocar e amar antes de morrer?
Pra ouvir meu choro solitário?”
(Earl E. Smith)

Quem já viu O Labirinto do Fauno já percebeu que a letra dessa música descreve mais ou menos as condições em que a Ofelia vive, né? E o ritmo em que essa música é cantada é o mesmo ritmo da canção de ninar do Labirinto do Fauno.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


Até a próxima!

terça-feira, 3 de agosto de 2021

DO FUNDO DO MAR

títulos originais: Alerta en lo Profundo / Deep Blue Sea
título brasileiro: Do Fundo do Mar
ano de lançamento: 1999
países: Estados Unidos / México
elenco principal: L. L. Cool J., Saffron Burrows, Thomas Jane
direção: Renny Harlin
roteiro: Donna Powers, Duncan Kennedy e Wayne Powers

Num laboratório submarino chamado Aquatica, um grupo de cientistas tem trabalhado em experiências pra combater o mal de alzheimer. E eles procuram fazer os cérebros dos tubarões crescerem, pra extrair células dali que podem ser usadas nessas experiências.
Mas 3 desses tubarões tão sendo usados como cobaias pra ver se é possível avançar mais ainda com as experiências. O cérebro desses foi aumentado 5 vezes além do tamanho normal. Só que um deles sofreu um efeito colateral e o corpo todo dele ficou com cerca de 15 metros, o triplo do tamanho de um tubarão normal...
Como um dos tubarões fugiu recentemente (mas foi recapturado logo depois), o patrocinador das experiências, chamado Russell, fica em dúvida se vale a pena continuar investindo dinheiro nisso. E a cientista-chefe Susan decide convidar ele pra passar um fim de semana em Aquatica pra tirar qualquer má impressão que tenha ficado.
Mas a impressão que ele vai ter daqui pra frente vai ser bem pior do que a que teve até agora: os 3 tubarões que tiveram os cérebros aumentados desenvolveram uma capacidade de raciocínio superior à dos humanos! E conseguiram inundar os corredores do laboratório, podendo agora entrar ali nadando e perseguir ferozmente toda a equipe que trabalha em Aquatica!

Do Fundo do Mar chama a atenção antes de mais nada por trazer o Samuel L. Jackson, um dos grandes astros hollywoodianos, num papel secundário. E ele disse que aceitou fazer o filme mais por diversão, já que era amigo do diretor.
Também não podemos deixar de destacar cenários bem cuidados e a história mais séria do que o comum num filme de terror de tubarões, algo que dá uma certa dignidade ao filme.
Como curiosidade, podemos lembrar que nenhuma das personagens femininas principais se salva, o que é bastante raro num filme de terror. Mas isso foi meio por acaso... No roteiro original, a Susan deveria sobreviver, mas o diretor concluiu que a personagem merecia morrer, já que foi ela que causou todo o caos visto aqui.
Do Fundo do Mar consegue agradar ao mesmo tempo os fãs de terror, ficção científica e aventura. Então, se você curte qualquer um desses gêneros, vale a pena ver.
Curiosamente, depois de quase 20 anos, decidiram transformar isso aqui numa franquia, dando mais 2 filmes à série (2018 e 2020).
Pra terminar, vale lembrar aos fãs da Hora do Pesadelo (1984) que o Renny Harlin também dirigiu A Hora do Pesadelo 4: o Mestre dos Sonhos (1988).
Mais informações sobre Do Fundo do Mar? Lá vai:


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Até a próxima!

quarta-feira, 29 de julho de 2020

O PREDADOR

títulos originais: Depredador / Predator
título brasileiro: O Predador
ano de lançamento: 1987
países: Estados Unidos / México
elenco principal: Arnold Schwarzenegger, Elpidia Carrillo, Kevin Peter Hall
direção: John McTiernan
roteiro: Jim Thomas e John Thomas

“El Diablo Cazador de Hombres.” Assim os índios guatemaltecos se referem a uma misteriosa assombração que, de acordo com as lendas locais, vive na selva do país deles e que mata brutalmente todos que se atrevem a entrar em seus domínios.
Carcaças humanas horrivelmente estraçalhadas encontradas pela selva parecem confirmar a existência desse ser. Mas quem vai descobrir definitivamente o que há por trás dessa lenda é uma pequena tropa do Exército dos Estados Unidos, mandada até a Selva da Guatemala numa missão especial... da qual quase ninguém vai voltar vivo!

Com esse roteiro, O Predador apresentou ao público uma das espécies de monstros espaciais mais famosos entre os fãs de terror, aventura e ficção científica.
Filmado no México, embora o diretor e quase todos os atores sejam dos Estados Unidos, esse filme é considerado um clássico do final dos anos 80. Além de ser o 1º de uma franquia de 6 filmes (os outros 5 foram lançados em 1990, 2004, 2007, 2010 e 2018). E mais algumas produções aleatórias que a gente encontra por aí e que não fazem parte da série cinematográfica oficial.
O 1º, como já vimos, se passa num ambiente florestal. E parece que isso agradou tanto aos fãs que causou problemas pro 2º...
Acontece que esse deslocou a história pro Centro de Los Angeles, o que, embora tenha sido bem aproveitado pelo roteiro, foi mal visto por uma grande parte dos fãs. E assim, a história voltou a se passar em ambientes florestais na maioria das produções posteriores, tentando retomar o clima do filme de 1987.
Os filmes de 2004 e 2007 foram crossovers com a série cinematográfica lançada pelo filme Alien (1979). E embora isso não tenha ficado ruim, descaracterizou um pouco o tema original, né?  A história acabou tomando outro rumo: até ali, o que a gente via era uma espécie de caçadores espaciais abatendo humanos por esporte; dali pra frente, virou um tipo de guerra entre 2 espécies diferentes de monstros espaciais.
Bom, só os 2 primeiros filmes (principalmente o 2º) se fixaram com mais força no gênero ‘terror’. Os seguintes, embora evidentemente também possam ser classificados como “terror light”, se prenderam mais aos gêneros ‘aventura’ e ‘ficção científica’. Então, O Predador e suas continuações agradam a fãs de todos esses gêneros.
Também é interessante lembrar que, nos 2 primeiros filmes, o monstro foi interpretado pelo hoje falecido ator Kevin Peter Hall, famoso por vestir a roupa de vários monstros de filmes de terror desde o final dos anos 70 até o início dos 90, como a ursa monstruosa Katahdin, da Semente do Diabo (1979).
Mais informações sobre O Predador? Lá vai:


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Até Agosto!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

CONAN, O BÁRBARO

títulos originais: Conan, the Barbarian / Conan, el Bárbaro
título brasileiro: Conan, o Bárbaro
ano de lançamento: 1982
países: Espanha / Estados Unidos / México
elenco principal: Arnold Schwarzenegger, James Earl Jones, Sandahl Bergman
direção: John Milius
roteiro: Robert E. Howard (autor do texto original), Edward Summer, John Milius e Oliver Stone

Um menino chamado Conan foi criado numa aldeia bárbara no meio de uma floresta, aprendendo a adorar o deus Crom.
Ele sempre soube que é inútil rezar pra esse deus, pois ele não presta atenção nas orações dos humanos. Mas, quando quer, ele ajuda determinados humanos que acreditam nele. E também é ele que absolve ou condena os espíritos do povo do Conan no momento em que eles morrem e chegam diante dele.
Um dia, a aldeia é atacada por um bando de bandidos.
Única criança da aldeia, o Conan foi o único que não foi morto. Mas foi levado por um dos bandidos e vendido como escravo a um fazendeiro, vivendo nessas condições até o início da juventude.
O trabalho duro todos os dias deixou ele enorme, musculoso e anormalmente forte.
Um dia, impressionado com a força do Conan, um apresentador de shows de luta comprou ele como escravo e botou ele pra lutar contra vários guerreiros nos espetáculos que apresentava. E permitiu que ele se aprimorasse no Oriente.
Até que, aparentemente percebendo que o Conan já tinha se tornado poderoso demais pra continuar sendo escravo, o patrão soltou ele. E ele foi vagando pelo Mundo, até entrar acidentalmente no túmulo de um rei guerreiro dentro de uma caverna. E pegando a espada que foi sepultada junto com o rei, ele passou a usar aquela arma nas aventuras que encontrou dali pra frente.

Com cenas gravadas nos Estados Unidos, na Espanha e no México, Conan, o Bárbaro foi um filme amado por alguns e odiado por outros na época em que foi lançado. Mas hoje é considerado um clássico cult.
O filme foi inspirado nas histórias sobre o herói deixadas por seu criador Robert E. Howard. E foi sem dúvida um divisor de águas da carreira do Arnold Schwarzenegger, apesar da interpretação canastríssima dele.rsrs
A história pode ser dividida entre antes e depois da alforria do personagem: antes, o Conan só fazia o que mandavam ele fazer e repetia o que mandavam ele repetir, sem nunca dar muita importância às coisas que falava e que fazia; depois, ele se dedicou a encontrar o assassino do povo dele e vingar a morte de todos eles.
Muita coisa foi gravada no improviso, como a cena em que o Conan tá correndo dos cachorros e a cena em que ele incendeia o templo. Sim: ali o Arnold tava correndo dos cães furiosos de verdade (e sem proteção nenhuma!) e ele também incendiou o cenário de verdade!
O filme também faz uma crítica explícita contra as seitas religiosas que atraem tantos fanáticos, que se transformam em meros fantoches nas mãos dos sacerdotes.
Qualquer semelhança entre o vilão Thulsa e os pastores pentecostais e neopentecostais milionários que a gente vê na televisão hoje certamente não é mera coincidência.
Mas o diretor parece deixar claro que não é uma crítica contra Jesus, já que ele retratou o Conan, que é exatamente quem faz os fanáticos abrirem os olhos, com algumas características de Jesus: ele é torturado, depois disso é crucificado numa árvore do deserto, depois disso é retirado da crucificação pelos amigos dele e depois disso ‘ressuscita’ através de um poder sobrenatural.
A mensagem clara parece ser “Confiem em Jesus, mas nunca confiem nos líderes ricos de seitas”. Embora os pentecostais e neopentecostais (principalmente os de classes sociais mais baixas) pareçam fazer questão de seguir o oposto disso.
Mas enfim: desde o início, a intenção do diretor era criar uma série cinematográfica sobre o Conan. Mas acabou saindo só 1 única continuação até hoje (1984).
Um 3º filme tava previsto pra ser gravado logo depois disso. Mas como algumas pessoas que trabalhariam no filme já tavam ocupadas com outros projetos e outras já tavam com os contratos expirados, acabou não rolando (embora, até poucos anos atrás, ainda tivesse gente pensando na possibilidade de lançar esse 3º filme).
Em 2011, um reboot também chamado Conan, o Bárbaro foi lançado. Mas mostrando o herói passando por situações completamente diferentes do que se viu no filme de 1982.
Daqui a algum tempo vocês vão ver um post sobre esse reboot aqui. Aguardem!
Mais informações sobre o filme de 1982? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

domingo, 19 de maio de 2019

OCTAMAN

título original: Octaman
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1971
países: Estados Unidos / México
elenco principal: Kerwin Mathews, Pier Angeli, Read Morgan
direção e roteiro: Harry Essex

Imagine um filme com o seguinte roteiro:

Enquanto explora uma região isolada, um cientista encontra um ser que não consegue identificar o que é. E enquanto leva o espécime pra ser observado por outro cientista, um monstro que vive num lago próximo ataca o acampamento dele e mata quem tava lá.
Quando o cientista volta pra continuar com a expedição, não demora a se confrontar com o monstro, que é capturado pela expedição, mas consegue escapar não muito tempo depois. E quando a expedição resolve se retirar, não consegue, pois percebe que o monstro colocou um bloqueio no caminho.
Depois disso, eles têm uma cena de luta contra o monstro numa caverna, o monstro rapta a namorada do cientista...

Bom, nem preciso continuar pra já poder apostar com certeza quase absoluta que, se você já viu O Monstro da Lagoa Negra (1954), foi nesse filme que você pensou, né? Pois é. Mas não é desse que eu tô falando. O que eu descrevi acima foram algumas partes do roteiro de Octaman.
A semelhança não é casual: o hoje falecido Harry Essex, que tinha sido um dos roteiristas do Monstro da Lagoa Negra, foi o diretor e roteirista de Octaman. Então, parece que ele pegou o texto que tinha escrito 17 anos antes, mudou só algumas partes e usou pra fazer um novo filme. E isso deu a Octaman a fama de remake não-assumido do Monstro da Lagoa Negra.
O resultado não ficou lá essas coisas. Não que o filme seja de todo ruim. Mas, levando em conta que pretendia ser um filme de terror misturado com aventura, decepcionou, porque tem cenas muito sem ação e que, sem necessidade, demoram muito a se concluir.
Como era de se esperar, também se nota que foi uma produção de baixo custo: nem cenas subaquáticas tem!
E a história também deixa algumas contradições. Por exemplo, mostra uma raça de polvos vivendo num lago de água potável (sendo que polvos são animais predominantemente marítimos) e o prólogo dá a entender que o monstro é um mutante criado por radiação (quando o filme começa, a voz do narrador descreve ele como “O hediondo fruto de radiação atômica na forma de uma lenda bizarra.”), mas o desenrolar do filme mostra que ele já existe desde o início do século XX, quando nem havia tanta radiação atômica assim no Mundo (tanto é que os filmes de terror de monstros mutantes criados por radiação só se tornaram comuns a partir dos anos 50, mostrando as criaturas nascendo por volta daquela época mesmo, como Monster from the Ocean Floor, de 1954; A Ilha do Pavor, de 1957; e O Monstro que Desafiou o Mundo, também de 1957).
Octaman também foi um dos últimos trabalhos do ator Kerwin Mathews, que deixaria a carreira poucos anos depois. E foi o último trabalho da atriz Pier Angeli, que se suicidou logo depois de gravar as cenas dela e antes mesmo do filme ser lançado.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


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Até a próxima!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

LA LOBA

título original: La Loba
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1965
país: México
elenco principal: Joaquín Cordero, José Elías Moreno, Kitty de Hoyos
direção: Rafael Baledón
roteiro: Ramón Obón

Numa noite de lua-cheia, um lobisomem sai de dentro de um túmulo e corre pro meio de uma floresta, onde mata todas as pessoas que vai encontrando pelo caminho.
Quando termina o massacre, a criatura volta pro túmulo, que agora vemos que na verdade é uma passagem secreta que conduz até uma mansão na mesma floresta. E quando chega ali, o monstro vai assumindo a aparência indistinta de uma mulher...
Um homem chamado Alejandro viajava há pouco pela floresta. E viu o lobisomem correndo e se perdendo de vista entre as árvores, encontrando logo depois os cadáveres das vítimas.
O Alejandro tá indo pra casa da namorada dele, chamada Clarisa. E ele pretende pedir ela em casamento ao pai, um cientista que tá estudando a licantropia, uma doença que pode transformar um homem num lobo e uma mulher numa loba em noites de lua-cheia.
Ele nem imagina, mas a casa em questão é a mesma mansão pra onde o lobisomem foi. E além da Clarisa, ali moram mais 3 mulheres: a mãe dela, a irmã dela e a empregada dela... Qualquer uma das 4 pode ser o lobisomem que o Alejandro viu na floresta.
Mas quem disse que só existe 1 lobisomem nessa história?

La Loba é o 1º filme de terror mexicano sério a falar sobre lobisomens (o tema já tinha sido mostrado em produções anteriores, mas sempre em comédias).
As maquiagens dos lobisomens são bem bobinhas. A gente até dá um desconto, lembrando que isso foi gravado há mais de 50 anos. Mas até O Lobisomem de Londres (1935), que é 30 anos mais antigo do que La Loba, apresentava maquiagens melhores.
A história deixa algumas contradições. Principalmente em relação ao Alejandro.
E também tem personagens mal aproveitados, como um caçador de lobisomens que só participa de uma luta no final... Bom, sendo um caçador de lobisomens, você espera que ele persiga os monstros durante a maior parte do filme, né?
Na prática, ele só entra no filme pra explicar como acabar com um lobisomem: essas criaturas só morrem se forem feridas pela mordida de um cachorro ou por um objeto de marfim.
Aparentemente, o marfim e a baba de cachorro causam alguma alergia mortal nos lobisomens, já que esses monstros não são retratados aqui como seres sobrenaturais, mas muito mais como uma espécie de mutantes ou portadores de uma doença.
Bom, como vocês veem, La Loba não é nenhuma obra-prima. Mas também não é ruim (com certeza já vi coisas muito piores do que isso aqui). Vale a pena ver por curiosidade.
Clique aqui pra ver mais informações sobre o filme:


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ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O ESCORPIÃO NEGRO

títulos originais: El Escorpión Negro / The Black Scorpion
título brasileiro: O Escorpião Negro
ano de lançamento: 1957
países: Estados Unidos / México
elenco principal: Carlos Rivas, Mara Corday, Richard Denning
direção: Edward Ludwig
roteiro: David Duncan, Paul Yawitz e Robert Blees

No interior do México, um vulcão entra em erupção com uma força nunca vista antes.
Os cientistas Arturo e Hank viajam pela região, investigando a situação. E além de ouvirem um estranho rugido vindo das proximidades, também encontram alguns povoados destruídos. Mas não pelo vulcão... Pelas marcas deixadas, a devastação ali parece ter sido causada por um animal muito grande, muito forte e muito feroz!
Eles não demoram a fazer amizade com a fazendeira Teresa, dona daquelas terras. E durante uma visita à fazenda dela, a residência é atacada por um escorpião gigante, que só sai dali depois de causar grande destruição!
Diante disso, o Arturo, o Hank e a Teresa se juntam a outros cientistas e às autoridades locais pra tentar localizar e destruir o monstro. E acabam encontrando uma profunda cratera no chão ao lado do vulcão, aberta pelas recentes erupções.
Tudo demonstra que o escorpião gigante é uma criatura subterrânea que conseguiu subir pra superfície através daquela cratera. E assim, o Arturo e o Hank vão ter que descer até lá pra tentar resolver o problema.
Mas não vão demorar a descobrir que aquele escorpião não é o único monstro gigante que vive ali...

Produzido nos Estados Unidos, O Escorpião Negro teve todas as suas cenas gravadas no México.
É um bom filme, se comparado aos seus ‘colegas’ feitos na mesma época e com o mesmo tema (não se esqueçam de que os filmes de monstros gigantes nos anos 50 eram tão comuns quanto os slashers que se passavam em clubes e colônias de férias nos anos 80). Exemplos: Monster from the Ocean Floor (1954), A Ilha do Pavor e A Maldição do Monstro (ambos de 1957).
Dá pra ver que botaram lá umas cenas e personagens secundários só pra encher linguiça, mas isso até que passa meio despercebido.
Pra supervisionar os efeitos especiais do Escorpião Negro, eles chamaram o Willis H. O’Brien, que tinha feito o mesmo trabalho em King Kong (1933). E ele pegou algumas cenas curtas de monstros gigantes que não tinham sido aproveitadas em King Kong e usou aqui, na parte em que os heróis descem à cratera e encontram alguns tipos diferentes de aracnídeos e insetos monstruosos.
O buraco é um escorpionzeiro... Acho que essa palavra nem existe. Mas, como uma comunidade de formigas é um formigueiro e uma comunidade de cupins é um cupinzeiro, escorpionzeiro é um bom neologismo pra definir uma comunidade de escorpiões.
E o Escorpião Negro que dá nome ao filme parece ser uma espécie de rei do escorpionzeiro, já que ele é maior e mais forte do que todos os outros e acaba matando todos eles (aparentemente pra não ter concorrência na hora de se alimentar ou simplesmente por ser mais feroz).
Mas os outros escorpiões, apesar de não serem páreo pro maioral lá, também provocam muita destruição e comem muitos humanos quando vêm pra superfície.
Pra todos os fãs de filmes de aventura e de filmes de monstros gigantes, vale a pena ver esse aqui. Levando em conta, é claro, que se trata de um filme de mais de 60 anos e feito com os efeitos especiais de mais de 60 anos atrás.
Clique aqui pra ver mais informações sobre O Escorpião Negro:


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Até a próxima!

sábado, 6 de outubro de 2018

EL LADRÓN DE CADÁVERES

título original: El Ladrón de Cadáveres
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1957
país: México
elenco principal: Carlos Riquelme, Columba Domínguez, Wolf Ruvinskis
direção: Fernando Méndez
roteiro: Alejandro Verbitzky e Fernando Méndez

No final dos anos 50, um fato estranho começou a ocorrer no México: vários atletas começaram a morrer subitamente, os cadáveres desapareciam logo depois disso e, poucos dias mais tarde, eram encontrados com a cabeça aberta e sem cérebro!
Sem saber como resolver o caso, o policial Carlos traça um plano junto com um amigo dele, chamado Guillermo: como o Guillermo é um esportista, ele vai passar a se apresentar (sendo observado de perto pela polícia) com uma máscara e a se identificar com o nome artístico de Vampiro pra tentar atrair o criminoso que tá fazendo isso e capturar ele.
Enquanto isso, ninguém percebe que o criminoso em questão tá muito mais perto do que eles pensam, disfarçado de vendedor de bilhetes de loteria e rondando os lugares onde atletas se reúnem. Ele é um cientista louco. E rouba os cadáveres de homens mais fortes do que o comum pra implantar neles cérebros de chimpanzés, com a intenção de ressuscitar eles como mutantes com superforça. Mas as experiências dele com chimpanzés sempre falharam. E agora ele quer implantar o cérebro de um gorila no próximo cadáver que vai roubar pra ver se funciona.
E assim que vê o Guillermo, ele realmente se interessa por usar ele nessa experiência...

Aparentemente, El Ladrón de Cadáveres tentou fundir as histórias de Frankenstein (1931) e King Kong (1933). Sendo mais específico, as primeiras cenas do filme lembram bastante as primeiras cenas de Frankenstein, enquanto as últimas lembram bastante as últimas cenas de King Kong.
A história é relativamente simples. Mas o terror propriamente dito só começa lá por volta dos últimos 20 minutos do filme. Antes disso, ele funciona mais como um filme policial (fica mais ou menos 1 hora só com o tema ‘polícia tentando identificar e prender bandido e falhando’) com alguns toques simples de ficção científica.
Assim, eu não indicaria El Ladrón de Cadáveres pra quem gosta mais de histórias de ação. Mas talvez ele agrade a quem gosta de mistério.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre o filme:


E dê uma clicada aí do lado em ‘mutantes’ que você acha um post sobre Frankenstein.
Até a próxima!