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quarta-feira, 25 de maio de 2022

0RGlAS DE DlANA

título original: Orgias de Diana
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2007
país: Portugal
elenco principal: Diana, Pedro, Ricardo
direção e roteiro: Pac

A pornografia em Portugal é algo feito de forma bastante amadora e (até podemos dizer) artesanal.
Não existe nenhuma companhia portuguesa que produza filmes pornô em grande escala, como o Buttman ou a Brasileirinhas.
Claro que existem diretores portugueses que se especializaram em gravar filmes pornô. Mas eles filmam isso sem patrocínio de companhia nenhuma e com elenco amador.
Lá, geralmente a coisa funciona assim: um grupo de pessoas que querem fazer um filme pornô por conta própria se juntam, filmam tudo e depois vendem as imagens que foram feitas pra alguma distribuidora.
Orgias de Diana é um filme feito nessas condições.
O filme tem 2 cenas:
A 1ª, conta (ou tenta contar) a história de um casal que tá namorando num parque e depois vai pro quarto pra transar.
A 2ª, mostra um casal casado que tem a fantasia de participar de um gangbang. E assim, eles combinam com o diretor Pac de filmar isso, com a ajuda de 2 atores pornô.
Mais informações sobre Orgias de Diana? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

O BEIJO DO VAMPIRO

título original: O Beijo do Vampiro
ano de lançamento: 2002
países: Brasil / Portugal
elenco principal: Flávia Alessandra, Marco Ricca, Tarcísio Meira
direção: Marcos Paulo
roteiro: Álvaro Ramos, Antônio Calmon, Eliane Garcia, Lilian Garcia, Maria Helena Nascimento e Mauro Wilson

Há séculos, no Castelo dos Amores, vivia o Rei Dagoberto, na companhia de sua corte.
Numa noite de lua-cheia, chegaram ali o Duque Bóris e seus guerreiros, pedindo hospedagem até o dia seguinte. E durante o jantar, ele viu a filha do rei, a Princesa Cecília, dançando com o noivo dela, o Conde Rogério. Mas, sem se importar com isso, o duque tentou raptar a princesa.
Nesse instante, o Frei Abelardo entrou na sala. E revelando que o Bóris e os guerreiros dele eram vampiros, conseguiu expulsar todos eles do castelo momentaneamente, enfrentando eles com uma cruz.
A intenção do duque era conseguir uma mulher que gerasse um filho dele: um príncipe vampiro mais poderoso do que o próprio pai.
O Bóris não desistiu dessa ideia. E voltou a atacar o castelo, pretendendo raptar a princesa.
Enquanto o Bóris massacrava toda a Família Real, a Cecília conseguiu subir até o alto da torre do castelo. Mas foi encurralada ali pelo duque. E não vendo outra saída, a princesa se atirou lá de cima, preferindo morrer do que ser levada pelo vampiro.

Essa lenda, lançada pela novela O Beijo do Vampiro, é apresentada ao público no 1º capítulo como um simples conto de fada. Mas logo ficamos sabendo que (dentro do universo da novela) é uma história real! E no final do século XX, 800 anos depois da tragédia no Castelo dos Amores, o vampiro Bóris ainda tá à solta, aterrorizando o Mundo!
Quando a novela começou a ser gravada, alguns suspeitaram que seria um remake de Vamp (1991), a 1ª novela brasileira a usar vampiros como tema principal e também escrita pelo Antonio Calmon. Mas o próprio autor veio a público desmentir a suposição.
É que, embora Vamp também fosse uma comédia de terror sobre vampiros, O Beijo do Vampiro pretendia ser uma história um pouquinho mais séria (embora também tivesse vários momentos de comédia), que envolveria vampiros já famosos entre os fãs do terror, como o Drácula e o Nosferatu (embora eles apareçam aqui completamente descaracterizados da imagem clássica que eles têm nos seus filmes originais de 1922 e 1931), que aparecem pra fazer frente ao Bóris.
Bom, quem já se informou sobre Vamp sabe que essa novela foi um sucesso da época em que foi lançada. E não tirando o mérito dela por isso nem negando que mesmo vista hoje ainda é uma novela divertida, dá pra ver que é uma história presa ao início dos anos 90, com diálogos e situações domésticas que já não se enquadram muito nos dias de hoje. E pros nossos padrões de depois de 2020, nos parece uma produção relativamente antiquada.
Talvez a gente possa dizer que O Beijo do Vampiro foi a mesma coisa, só que se passando em 2002.
Mas, se você gosta de comédias sobre vampiros, talvez valha a pena ver.
Mais informações sobre O Beijo do Vampiro? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seres sobrenaturais’ que você acha posts sobre Drácula de 1931, Nosferatu de 1922 e Vamp.
Até a próxima!

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

HANS STADEN

título original: Hans Staden
ano de lançamento: 1999
países: Brasil / Portugal
elenco principal: Beto Simas, Carlos Evelyn, Stênio Garcia
direção e roteiro: Luís Alberto Pereira

Desconstruindo um pouco aquela imagem estereotipada do índio brasileiro (apresentado muitas vezes em produções artísticas como um povo 100% pacífico, 100% ingênuo, 100% indefeso e adjacências), a coprodução luso-brasileira Hans Staden foi inspirada numa história real, que se passou no território que hoje corresponde ao Sul do Brasil em meados do século XVI.
O roteiro é contado sob o ponto de vista do próprio personagem principal, que explica como sobreviveu a uma situação extrema:

Capturado por uma tribo de canibais tupinambás, o alemão Hans Staden é vigiado em tempo integral na aldeia onde foi aprisionado e mantido nu da cabeça aos pés, pra garantirem que ele não guarda nenhuma arma escondida. Portanto, fugir dali é impossível.
Os raros europeus com quem ele consegue algum contato nesse período não querem ou não podem fazer nada por ele de forma imediata, com medo de se indispor com os canibais. E assim, até que chegue alguma possível ajuda, ele tem que dar um jeito de ‘enrolar’ os índios com um truque atrás do outro a cada vez que tá a ponto de se tornar o almoço da tribo (que é o que acontece com outros prisioneiros que tão ali).

Hans Staden é um filme com alguns momentos de aventura, mas também tem muitas cenas só de blábláblá. Afinal, a intenção principal é passar o clima de tensão vivida pelo protagonista, que sabe que a qualquer momento pode ser devorado pelos índios.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


Até a próxima!

terça-feira, 25 de maio de 2021

VAMP

título original: Vamp
ano de lançamento: 1991
países: Brasil / Itália / Portugal
elenco principal: Cláudia Ohana, Ney Latorraca, Reginaldo Faria
direção: Jorge Fernando
roteiro: Antônio Calmon, Lilian Garcia, Tiago Santiago e Vinícius Vianna

Em 1781, a Baía dos Anjos, localizada no litoral do Rio de Janeiro, foi invadida por um bando de vampiros, liderados pelo terrível Conde Vladmir Polanski, popularmente conhecido como Vlad.
Uma moradora da região, chamada Eugênia Queiroz, foi a vítima mais insistentemente perseguida pelo vampiro.
Sabendo da situação, um padre português levou até lá a Cruz de São Sebastião, conhecida por ter o poder de destruir qualquer demônio. Mas, quando o padre partiu pra luta aberta contra o Vlad, acabou sendo morto pelo vampiro e derrubando a cruz no Mar, onde ela afundou e se perdeu...
O padre não sabia, mas, de acordo com uma profecia, o destino do Vlad é morrer somente no dia em que um homem com o sobrenome Rocha enfrentar ele empunhando a Cruz de São Sebastião. Até que isso aconteça, ele será indestrutível!
Mais de 200 anos depois, uma cantora pobre chamada Natasha se apresenta em boates decadentes de São Paulo, sem conseguir nem sequer chamar a atenção de ninguém enquanto canta. E cansada da situação, ela declara que tá disposta a vender a alma ao diabo em troca de sucesso na carreira musical.
Como a Natasha não é ninguém menos do que a reencarnação da Eugênia Queiroz, o Vlad escuta as palavras dela. E aparece diante da cantora, comprando a alma dela e transformando ela numa vampira.
Conforme o pacto, a Natasha se transforma numa estrela do rock internacional. Mas se arrepende do método que usou pra isso, se decidindo a se livrar do Vlad e voltar a ser humana. E assim, orientada por um espírito chamado Rafa, ela decide ir até a Baía dos Anjos em 1991, encontrar a Cruz de São Sebastião e destruir o Vlad com a ajuda de um homem chamado Rocha.

Vamp chamou a atenção por ser a 1ª novela brasileira voltada do início ao fim pra assuntos relacionados ao vampirismo.
Mas se trata antes de mais nada de uma comédia de aventura voltada mais pro público adolescente. E os vampiros são mais engraçados do que propriamente maus.
O único vampiro retratado como mais poderoso mesmo é o próprio Vlad.
O vampiro Gerald, que tenta manter uma postura neutra entre os heróis e os vilões da história, funciona como um vilão secundário. Mas ele é um personagem meio de ‘temporadas’: ele passa algumas fases da novela ajudando os vilões, outras fases ajudando os heróis. E nos últimos capítulos, ele tenta se tornar o vilão principal, sem perceber que tá funcionando apenas como um idiota útil pro Vlad.
Alguns dos efeitos especiais mostrados parecem ter sido propositalmente mal feitos pra provocar risos no público. E o diretor Jorge Fernando definiu a novela como uma “chanchada de terror” exatamente por causa dos efeitos.
Os poderes e as fraquezas dos vampiros de Vamp só funcionam às vezes: às vezes eles se ferem quando tocam em alho, outras eles até comem alho numa boa; às vezes eles se ferem quando tocam em cruzes, outras não se ferem; às vezes eles refletem nos espelhos, outras não refletem...
Também não houve preocupação em manter a imagem do vampiro clássico. Por exemplo, eles andam à luz do Sol sem problemas e morrem se alguém atirar neles com uma bala de prata (se não me engano, isso só acontece com lobisomens, né?).
Apesar da profecia do homem chamado Rocha empunhando a cruz, o Vlad na verdade morre e ressuscita várias vezes ao longo da novela em situações que podem ou não ter alguma coisa a ver com a situação descrita pela profecia.
Mas, apesar dessas pequenas contradições, Vamp foi um dos maiores sucessos do início dos anos 90. E vai agradar a qualquer fã de aventura e comédia.
Mais de 90% da novela foram gravados no Brasil. Mas mais ou menos metade dos capítulos da 1ª semana foram gravados na Itália e Portugal.
Vamp fez tanto sucesso na época que foi reprisada pela Globo apenas 1 ano depois que a transmissão original tinha acabado, no início de 1993, na Sessão Aventura.
Ver essa novela é uma boa oportunidade pra lembrar que, nos anos 80 e 90, as novelas da Globo podiam falar sobre qualquer assunto e criticar qualquer coisa. Bem diferente de hoje, quando a Globo explicitamente se transformou numa mera filial do PT: as novelas da Globo atuais só podem mostrar e apoiar situações com as quais o PT concorda, só podem criticar quem não é esquerdista, não podem conter cenas falando nada contra qualquer esquerdista que seja... Em outras palavras: atualmente existe uma censura esquerdista sobre o que pode e o que não pode ser mostrado nas novelas da Globo.
Já sei que alguém vai querer dizer que o Jair Bolsonaro quer impor nos dias de hoje uma censura que ele chama de “filtro”. Sim, é claro. E eu não estou defendendo ele (até porque eu deixo claro que não sou nem nunca fui bolsonarista) nem estou defendendo a óbvia censura que ele quer impor. Mas eu não me faço de cego e surdo pro fato do PT querer impor esse outro tipo de censura que eu mencionei acima.
Mais informações sobre Vamp? Lá vai:


Até a próxima!