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segunda-feira, 23 de setembro de 2024

A GRANDE MURALHA

títulos originais: Changcheng / La Grande Muraille / The Great Wall / Wanli Changcheng
título brasileiro: A Grande Muralha
ano de lançamento: 2016
países: Austrália / Canadá / China / Estados Unidos / Nova Zelândia
elenco principal: Matt Damon / Pedro Pascal / Tian Jing
direção: Yimou Zhang
roteiro: Carlo Bernard, Doug Miro, Edward Zwick, Max Brooks, Marshall Herskovitz e Tony Gilroy

China. Século XI.
Um grupo de mercenários europeus tão viajando pelos desertos em busca de pólvora.
Certa noite, quando acampam, eles são surpreendidos por uma criatura monstruosa.
Só 2 deles, chamados William e Pero, sobrevivem ao ataque do monstro, que só se deixa ver por frações de segundo enquanto salta pra lá e pra cá no meio das sombras e só se retira depois de ser ferido pelas espadas deles.
Na tarde seguinte, eles são atacados por uma quadrilha de bandidos do deserto. E enquanto cavalgam pra fugir, acabam chegando à Grande Muralha da China.
Os bandidos recuam ao ver isso. E embora os europeus sejam recebidos com hostilidade também na muralha, eles concluem que vale mais à pena se render aos soldados que se encontram ali do que aos bandidos. Só que, ao serem recebidos na grande construção, eles são informados de um perigo muito maior do que bandidos atacando aquela região: um exército de monstros conhecidos como tao ties.

A Grande Muralha é considerado o filme chinês mais caro feito até 2016, com um orçamento de mais de U$ 130000000,00 gastos durante toda a produção.
O visual é muito bom: trabalha muito com abundância de cores e com aquelas paisagens gigantescamente amplas.
Por falar nas paisagens, o Governo da China negou autorização pra que as filmagens fossem feitas na Grande Muralha. Assim, todas as imagens que aparecem dessa construção são CGI.
A maior parte do filme foi gravada na Nova Zelândia. Mas algumas cenas também foram filmadas na China. E a parte administrativa foi feita na Austrália, Canadá e Estados Unidos.
O problema principal que eu percebo aqui é que eles parecem ter se perdido no roteiro. Não sabiam exatamente qual tom dar à história. Em algumas cenas isso aqui parece um filme de terror, em outras parece um filme de aventura, em outras parece um filme de arte, em outras parece um drama, em outras parece que eles só tão querendo dar lições de moral no público...
E nenhum personagem tem a sua história individual desenvolvida. Nem os heróis principais!
Muito provavelmente isso aconteceu porque o filme teve 6 roteiristas. E quando algo assim acontece, frequentemente cada roteirista tenta puxar a história pra um lado diferente.
Dá pra perceber claramente alguns anacronismos, como balões no século XI (época em que esse veículo ainda não existia).
Mas o filme já começa com uma mensagem deixando claro que vamos ver uma lenda, e não uma história real.
Uma coisa relativamente inovadora aqui foi que não houve aquele costumeiro desvio de atenção pro protagonista ocidental fora da Europa.
Explicando melhor: quando um filme mostra um personagem ocidental chegando a algum lugar da África ou da Ásia e se deparando com algum problema que o povo local enfrenta, geralmente esse cara passa a protagonizar a história sozinho, ele resolve o problema sozinho no final do filme e o povo local fica reduzido a condição de figurantes. E isso não acontece aqui, já que o ‘mocinho ocidental’ realmente ajuda, mas ele não faz a parte principal pra resolver o problema: quem faz isso no final do filme é a Lin, a comandante das guerreiras femininas da Grande Muralha.
Sobre a origem dos monstros, tudo o que se sabe com certeza é que, 20 séculos antes dos eventos mostrados no filme, um meteoro se chocou contra uma montanha, causando uma grande explosão. E os tao ties saíram dessa explosão.
Desde então, eles reaparecem de 60 em 60 anos no Norte da China, matando todos os humanos que encontram pela frente e levando isso como comida pra rainha que tá comandando o bando da vez. E quanto mais ela come, mais vai parindo novos filhos e aumentando o bando.
Todos tentam impedir que esses monstros ultrapassem a muralha porque, do outro lado, ficam as grandes cidades da China. E se eles chegarem lá, vão encontrar tanta gente pra levar como comida pra rainha que ela vai parir filhos em quantidade suficiente pra ocupar o Mundo inteiro!
Os tao ties são criaturas racionais que fazem planos e se organizam, e não bestas sanguinárias que só querem matar aleatoriamente.
Sabem a rainha-formiga de Caçador de Ossos (2003)? Bom, a rainha tao tie controla o exército de monstros dela basicamente da mesma forma (e podendo ser derrotada da mesma maneira...).
A única fraqueza que esses monstros têm é que eles enfraquecem quando existem ímãs perto deles.
Mas nunca fica claro se eles são aliens que chegaram no tal meteoro do passado ou se eles são seres sobrenaturais que tavam enterrados e foram soltos pela explosão que o meteoro causou.
Mais informações sobre A Grande Muralha? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções namibianas’ que você acha um post sobre Caçador de Ossos.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!
Brasil 2024: tempo de pensar no que é melhor pra sua cidade.

terça-feira, 23 de maio de 2023

A ALCATEIA

título original: The Pack
título brasileiro: A Alcateia
ano de lançamento: 2015
países: Austrália / Nova Zelândia
elenco principal: Anna Lise Phillips, Hamish Phillips, Jack Campbell
direção: Nick Robertson
roteiro: Evan Randall Green

Numa fazenda de criação de ovelhas numa área rural da Austrália vive um casal falido: o ovinocultor Adam e a veterinária Carla.
Algumas das ovelhas deles tão amanhecendo mortas todo dia, com marcas de unhas e dentes de animais ferozes. E o que eles ganham além disso não dá pra pagar nem metade das despesas, o que fez o banco emitir uma ordem de despejo pra eles a ser cumprida nas próximas 48 horas.
Entretanto, situações piores do que essa aguardam a família, já que, na mesma noite em que eles são informados da ordem de despejo, uma matilha de ferozes cães selvagens saem da floresta que separa a fazenda deles da cidade vizinha. E as feras atacam a casa, enquanto o casal e os 2 filhos deles tentam se esconder lá dentro da forma como conseguem!

Posso começar dizendo que o título que The Pack recebeu no Brasil tá errado: a história é sobre um bando de cães selvagens, e não sobre um bando de lobos. Então, se trata de uma matilha (bando de cachorros), e não de uma alcateia (bando de lobos).
Mas enfim: esse filme foi a estreia do Nick Robertson como diretor. E foi quase todo filmado na Austrália, com algumas poucas cenas filmadas na Nova Zelândia.
Claro que não é nenhuma obra prima que vai revolucionar a História do Cinema de Terror. Mas, sendo uma produção de baixo custo, até que eles se saíram bem.
Só que o filme acabou se tornando muito mais de suspense do que de terror, já que não tem quase nenhuma cena aterrorizante.
No prólogo, o filme abre com uma cena de uma matilha de cães selvagens atacando e matando um casal de idosos. E só podem ter botado isso lá por 2 motivos possíveis: ou pra reforçar que o filme era sobre cães selvagens ou então pra aumentar o número de cenas violentas. Porque o que aparece nessa cena não tem absolutamente nada a ver com o resto do filme (e no resto do filme os cães só aparecem matando mais 2 personagens, sendo só 1 na própria fazenda). E eu me arrisco a afirmar que isso foi filmado depois que o resto do filme já tava pronto, na mesma tática que usaram na abertura do Último Terror (1983).
A última cena deixa uma porta aberta pra uma continuação. Mas, pelo menos até hoje, ainda não aconteceu.
Mais informações sobre A Alcateia? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ que você acha um post sobre O Último Terror.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!