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terça-feira, 21 de julho de 2026

A LENDA DO LOBISOMEM

título original: Legend of the Werewolf
título brasileiro: A Lenda do Lobisomem
ano de lançamento: 1975
país: Inglaterra
elenco principal: David Rintoul, Lynn Dalby, Peter Cushing
direção: Freddie Francis
roteiro: Guy Endore (autor do texto original) e Anthony Hinds

França. Século XIX.
Depois de ter sido criado por lobos, um menino selvagem é capturado na floresta por um grupo de artistas itinerantes e passa a ser usado por eles como atração nos shows que fazem.
Anos depois, ele se transforma num lobisomem, ataca um dos artistas e foge dali.
Chegando às periferias de Paris, ele vai ter que aprender a viver num bairro pobre da cidade e ao mesmo tempo esconder sua identidade monstruosa.

A Lenda do Lobisomem nos mostra mais uma vez uma figura quase inteiramente humana representando o lobisomem, tendo só as mãos peludas, as orelhas pontudas, dentes afiados e uma cara meio monstruosa.
Enfim, é basicamente o mesmo tipo de lobisomem que a gente vê em O Lobisomem de Londres (1935), O Lobisomem (1941), A Maldição do Lobisomem (1961), La Loba (1965), A Noite do Lobo (1972), Thriller (1983), Mistérios da Meia-Noite (1985), Deu a Louca nos Monstros (1987) e Criaturas Arrepiantes (1997).
Aliás, assim como A Maldição do Lobisomem, A Lenda do Lobisomem também foi inspirado no livro The Werewolf of Paris (1933), do Guy Endore, numa outra adaptação feita pelo mesmo roteirista Anthony Hinds.
A inovação que vemos aqui é que a história se passa na classe pobre da sociedade. O casal de protagonistas (se é que dá pra chamar eles de “casal”, já que na prática são mais 2 amigos) é formado por um faxineiro de zoológico e uma prostituta.
O herói da história, chamado Etoile, é um personagem um tanto oco: ele é o que restou de um menino que foi criado no isolamento e que agora tá chocado com a realidade que encontrou num bairro de classe baixa de uma cidade grande, ao mesmo tempo em que tenta esconder que é um lobisomem. Mas, por mais que você esprema o personagem, não sai nada além disso.
O legista do necrotério da cidade acaba sendo um personagem mais consistente do que ele. E foi interpretado pelo Peter Cushing, que, por sinal, tinha aparecido em outro filme de lobisomem pouco antes desse aqui: A Fera Deve Morrer (1974).
Também não se dá grandes explicações pro fato do Etoile ser um lobisomem. Mas, já que ele foi criado por lobos, pela lógica, ele deve ter sido mordido por eles em algum momento.
De qualquer forma, A Lenda do Lobisomem consegue contar uma história com início, meio e fim. E pros padrões dos anos 70, é um bom filme.
Outro filme dirigido pelo Freddie Francis que eu já indiquei aqui foi O Monstro das Cavernas (1970).
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Foi bom você ter passado por aqui. Até a próxima!😉

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

CAPITÃO KRONOS, O CAÇADOR DE VAMPIROS

título original: Captain Kronos: Vampire Hunter
título brasileiro: Capitão Kronos, o Caçador de Vampiros
ano de lançamento: 1974
país: Inglaterra
elenco principal: Caroline Munro, Horst Janson, John Cater
direção e roteiro: Brian Clemens

Repentinamente, as mulheres jovens de um pequeno povoado começam a ser derrubadas por uma misteriosa doença: quando se encontram sozinhas, de um minuto pro outro elas envelhecem décadas e morrem logo depois, com a boca suja de sangue!
Sem saber como lidar com a situação, o médico do vilarejo chama um amigo dele, o Capitão Kronos, pra ajudar a resolver o mistério.
O Kronos chega acompanhado pelo Professor Hieronymus Grost, um amigo que funciona como uma espécie de assistente... Acontece que ambos são caçadores de vampiros. E veem que as garotas vitimadas foram realmente atacadas por um vampiro. Mas esse é de uma espécie que, em vez de morder o pescoço das vítimas pra sugar o sangue, morde a boca pra sugar a juventude.
Uma reclusa família rica que mora nas proximidades começa a reagir de forma hostil ao comportamento do Kronos e dos amigos dele, o que deixa claro que o vampiro é alguém daquela família.
Assim, além de identificar e deter o vampiro, eles também vão ter que se defender dos eventuais ataques que sofrem vindo desses aristocratas.

Capitão Kronos, o Caçador de Vampiros foi todo filmado em 1972. Mas ficou guardado na gaveta do diretor por 2 anos, só sendo lançado de fato em Abril de 1974.
A intenção era começar aqui uma franquia. Os produtores pretendiam lançar no mínimo mais 2 filmes continuando a saga do Kronos, mostrando ele enfrentando outros tipos de vampiros.
Aliás, embora o assunto não se desenvolva, passagens do filme dão a entender que o herói aqui já viajou por várias partes do Mundo, onde aprendeu diferentes formas de luta e autodefesa: ele aparece meditando ajoelhado e com a cabeça coberta numa cena e também é visto carregando uma espada japonesa ao lado de uma espada alemã. E provavelmente ele mencionaria as causas disso nos filmes seguintes.
Mas o fracasso de Capitão Kronos nas bilheterias (esse foi o filme de terror da Hammer Film Productions com a pior aceitação do público até aquela época) fez com que abandonassem a ideia da franquia, deixando a história do Kronos limitada a essa única produção cinematográfica.
A época e o lugar em que a história se passa não ficam muito claros. E aparentemente isso foi proposital, pra que o filme ficasse mais com uma cara de conto de fadas de terror. Mas, olhando por alto, parece ser a Inglaterra no século XVIII.
Existe uma cena em que o Kronos começa a ser importunado por bandidos com intenções assassinas num bar...
Isso parece ter sido incluído no roteiro pra tornar o filme mais popular pros padrões da época. Afinal, isso parece uma cena de faroeste (o herói mata os 3 bandidos ao mesmo tempo e com 1 único golpe de espada assim que eles fazem um mínimo movimento pra se aproximar) e a gente sabe que faroestes ainda tavam na moda nos anos 70.
Mas cenas de luta mesmo são poucas. E a única significativa é já nos minutos finais do filme, na mansão da tal família rica.
O herói principal foi interpretado pelo hoje falecido Horst Janson. E embora ele soubesse falar Inglês, tinha um sotaque alemão muito forte. E os produtores acharam que o público não entenderia direito as coisas que ele falava.
Assim, na edição final, todas as cenas em que ele fala foram dubladas.
Quanto à identidade do vampiro que tá atacando as mulheres, realmente só é revelada nas cenas finais. Mas não esperem nenhuma grande surpresa sobre isso: observando bem a 1ª cena em que os ricos excêntricos aparecem, já dá pra saber do que se trata.
É um bom filme? Bom, é um filme com efeitos especiais típicos dos anos 70 (100% práticos e 0% digitais) em que, como vimos, botaram lá algumas coisas típicas das produções cinematográficas de aventura daquela época misturadas com um tema de terror. Se isso lhe apetece, você vai gostar.
Ou minimamente você vai conhecer um herói que pretendiam lançar nos anos 70 e que não emplacou.
Mais informações sobre Capitão Kronos? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Foi bom você ter passado por aqui! Até a próxima!😉

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

DESESPERO PROFUNDO

título original: No Way Up
título brasileiro: Desespero Profundo
ano de lançamento: 2024
país: Inglaterra
elenco principal: Manuel Pacific, Sophie McIntosh, Will Attenborough
direção: Claudio Fäh
roteiro: Andy Mayson

A filha do Governador da Califórnia, chamada Ava, vai viajar dos Estados Unidos pro México junto com o namorado e mais um amigo. E junto com eles, vai o guarda-costas dela.
Quando o avião deles começa a sobrevoar o Mar, uma das turbinas colide com algumas gaivotas e acaba se incendiando. E um fragmento da turbina se solta, se choca contra a parede do avião e abre um buraco ali, fazendo o avião cair.
O avião afunda no Mar, acabando por se encaixar num rochedo submarino algumas dezenas de metros abaixo da superfície.
A extremidade traseira do avião não foi atingida. E é ali que a Ava e os poucos sobreviventes tavam.
Ali também se formou um bolsão de ar: a outra extremidade do avião ficou virada pra baixo e inundada.
Apesar de ninguém ali ter sofrido ferimentos muito graves, o ar vai durar no máximo por mais algumas horas. Mas há outro problema além desse: tubarões começaram a entrar na parte inundada do avião!

Eu ia mandar esse post no mês passado. Mas, devido a alguns problemas técnicos, tá indo agora.
Bom, teoricamente, era pra Desespero Profundo ser mais um filme de terror de tubarões. Mas o que saiu na prática foi um filme de suspense com meia dúzia de cenas específicas de terror espalhadas pelo filme.
Acontece que os tubarões são vistos muito pouco. Somando todo o tempo de tela em que eles aparecem não dá nem 1 minuto. E os humanos ficam muito mais pensando na ameaça que os tubarões representam do que encarando eles de fato.
Também não tem nada demais na aparência nem no comportamento dos tubarões: eles foram retratados de uma forma bem comum.
O roteiro não ajuda muito, já que mostra algumas situações sem lógica. E até a situação que acontece com a Ava no final não chega a ser muito fisicamente possível.
E os personagens quase todos apresentam algumas contradições no comportamento durante a história.
Simplificando: Desespero Profundo é um filme de terror meio light e com pouco conteúdo. Mas, se você é daqueles que não podem perder nem 1 filme de tubarão, vale a pena dar uma olhada.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!😉

segunda-feira, 3 de junho de 2024

DRÁCULA - A ÚLTIMA VIAGEM DO DEMÉTER

títulos originais: Die letzte Fahrt der Demeter / Le Dernier Voyage du Demeter / The Last Voyage of the Demeter
título brasileiro: Drácula – a Última Viagem do Deméter
ano de lançamento: 2023
países: Alemanha / Canadá / Estados Unidos / Índia / Inglaterra / Malta
elenco principal: Aisling Franciosi, Corey Hawkins, Javier Botet
direção: André Øvredal
roteiro: Bram Stoker (autor do texto original), Bragi F. Schut, Zak Olkewicz

Em 1897, uma escuna russa é encarregada de transportar da Romênia até a Inglaterra uma carga particular: 50 caixotes de madeira, cada 1 marcado com um desenho de dragão.
O capitão tá à procura de mais 3 marinheiros antes de zarpar.
Cerca de 10 homens se oferecem pra isso. Mas quando 1 deles vê o desenho de dragão num dos caixotes, ele entra em pânico e foge dali!
Alguns habitantes locais, ao verem os caixotes sendo embarcados, dizem que o navio tem que sair dali antes do anoitecer...
Eles desejam boa sorte aos marinheiros, pois vão precisar disso. E eles se benzem depois que o navio se afasta...
A princípio, a viagem vai correr tranquila. Depois, vão começar a acontecer situações estranhas. E finalmente, em vez de situações apenas estranhas, vão começar a acontecer situações aterrorizantes...

Drácula – a Última Viagem do Deméter foi inspirado numa breve passagem do livro Drácula (1897), do irlandês Bram Stoker, que conta como foi a viagem que o vampiro fez de navio pra chegar à Inglaterra.
O roteiro original, escrito pelo Bragi F. Schut, tinha como protagonista um camponês que invadia o navio Deméter pra vingar a morte da esposa e do filho recém-nascido... Isso remete a uma passagem do livro em que o Drácula entrega uma criança recém-nascida às 3 vampiras que moravam no castelo dele e, pouco depois, uma mulher invade o castelo exigindo que a criança dela seja devolvida, mas é atacada e (supostamente) morta pela alcateia de lobos que rondavam o castelo.
Mas esse rascunho do roteiro foi completamente deixado de lado.
Na verdade, como o Bragi ofereceu esse roteiro a vários estúdios diferentes, ele foi fazendo várias mudanças aqui e ali, conforme passava de um possível interessado pra outro. Até que a DreamWorks Pictures se interessou pelo roteiro. E o Bragi fez as mudanças exigidas pelo estúdio em parceria com o Zak Olkewicz (assim, claro que o roteiro aqui não é igual ao que aparece no livro).
O diretor disse que o filme é uma espécie de nova versão de Alien (1979), mas se passando num navio e em 1897.
A Última Viagem do Deméter foi projetado pra ser um novo clássico do terror, recebeu muito investimento e, além de ser todo filmado na Alemanha e em Malta, a parte administrativa envolveu mais 4 países (Canadá, Estados Unidos, Índia e Inglaterra).
Mas não chegou tão longe quanto se esperava: prometia muito e entregou pouco.
É aquele típico monster movie em que o monstro só aparece nas cenas em que ele vai atacar alguém. Tirando isso, o que a gente vê mais é falação entre os personagens humanos.
O filme é ruim? Não. Mas a maioria das opiniões que ele gerou foi algo do tipo:

“Não é que seja um filme ruim, mas não mostrou nada além do que todos já esperavam ver.”

O filme só inovou por destacar a viagem do navio Deméter entre a Europa Oriental e a Europa Ocidental, já que essa passagem do livro sempre é mostrada de forma rápida e sem muitos detalhes nas produções televisivas e cinematográficas inspiradas nessa obra.
A Última Viagem do Deméter também nunca se aprofunda na origem do monstro: só vemos um diálogo entre a Anna e o Clemens em que ela afirma que ele é uma entidade maléfica chamada Drácula, que morava num castelo construído em tempos ancestrais no alto de uma montanha da Europa Oriental. Não há nenhuma informação anterior a isso e nada de cenas de flashback.
A criatura vai mudando de forma durante o filme, começando como um cadáver ressecado e terminando como um morcego humanoide.
A 1ª aparência dele lembra o Conde Orlok de Nosferatu (1922) e a 2ª lembra a aparência que o vilão adquire em Drácula de Bram Stoker (1992) depois da cena em que ele morde a Mina.
Outro easter egg que vemos aqui é um cetro que o vampiro carrega: é uma clara imitação da bengala que o Larry Talbot compra em O Lobisomem (1941).
Uma cena que também me lembrou outra cena de outro filme mostra larvas de mosca rastejando no caixote onde o Drácula dorme... Isso se parece com o avião do Dwight Renfield, cheio de terra misturada com vermes, em O Voo Noturno (1997).
O filme tem esquisitices? Claro.
Por exemplo, sabem o que os heróis fazem quando encontram o caixote onde o Drácula dorme? Nada.
Gente, se já deu pra entender que o monstro precisa daquele caixote pra se abrigar, será que não seria pelo menos um pouquinho inteligente destruir o caixote?
As mordidas do Drácula produzem efeitos variados (que variam de acordo com as conveniências do roteiro, eu diria): alguns personagens simplesmente somem depois que são mordidos, outros se transformam em vampiros sem consciência que atacam de forma bestial quem eles veem pela frente e 1 personagem específico mantém a lucidez e a consciência intocáveis e continua interagindo com os outros até morrer depois de ser mordido.
A Última Viagem do Deméter faz algumas críticas contra o racismo. Mas acabou querendo lacrar demais e derrapando nos eventos históricos...
O Clemens diz que ele foi um dos primeiros médicos negros a se formar pela University of Cambridge, alguns anos antes dos eventos mostrados no filme. Mas o filme se passa em 1897. E essa universidade ainda nem aceitava alunos negros naquela época (o 1º médico negro só se formou pela Cambridge em 1918).
Então, vale a pena ver A Última Viagem do Deméter? Claro. Se você é fã de filmes de vampiros ou de monster movies em geral, acho quase impossível que você não goste. Mas não veja esse filme esperando encontrar um clássico que vai entrar pra História do Cinema.
Como era de se esperar, a última cena deixa uma porta aberta pra uma continuação. Mas, como o retorno que o filme teve nas bilheterias passou longe do esperado, é pouco provável que essa continuação apareça um dia.
Outro filme do André Øvredal que eu já indiquei aqui foi O Caçador de Troll (2010).
Mais informações sobre A Última Viagem do Deméter? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seres sobrenaturais’ que você acha posts sobre Drácula de Bram Stoker, Nosferatu, O Caçador de Troll, O Lobisomem e O Voo Noturno. E dê uma clicada em ‘extraterrestres’ que você acha um post sobre Alien.
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Até a próxima!
Brasil 2024: tempo de pensar no que é melhor pra sua cidade.

segunda-feira, 1 de abril de 2024

A CASA AMALDIÇOADA

título original: The Haunting
título brasileiro: A Casa Amaldiçoada
ano de lançamento: 1999
países: Estados Unidos / Inglaterra
elenco principal: Catherine Zeta-Jones, Liam Neeson, Lili Taylor
direção: Jan de Bont
roteiro: Shirley Jackson (autora do texto original) e David Self

Uma mulher chamada Eleanor perdeu os últimos 11 anos de vida cuidando da mãe velha e doente. E descobriu que, quando a velha morreu, deixou tudo o que tinha em testamento só pro marido da irmã.
Agora, como a irmã e o cunhado querem o apartamento onde ela mora, ela não tem pra onde ir.
Pouco depois, a Eleanor recebe um telefonema de alguém falando sobre um psiquiatra que quer reunir um grupo pra fazer uma experiência numa mansão isolada chamada Hill House. E ele paga U$ 900,00 por semana pra isso.
Faz parte da experiência que ninguém saia da casa (aliás, os caseiros vão trancar o portão quando saírem). E a casa não tem televisão nem telefone nem nenhum meio de comunicação.
A Eleanor aceita participar da experiência e vai pra tal mansão.
Chegando lá, ela vê que as paredes são cheias de estátuas de crianças em todos os cômodos.
Ela também encontra uma porta com uma imagem do Purgatório. E identifica esculpidas ali imagens de espíritos de pessoas que já morreram, mas que não conseguiram ir pro Céu nem pro Inferno.
Depois de enfrentar várias situações aterrorizantes naquela mansão, a Eleanor vai entender por qual motivo aquelas esculturas se encontram ali...

Inspirado no livro The Legend of Hill House (1959), da Shirley Jackson, A Casa Amaldiçoada foi filmado nos Estados Unidos e Inglaterra.
Apesar de contar uma história de terror sobrenatural, o filme aposta muito mais no suspense do que no horror. Nada de cenas hardcore de monstros despedaçando pessoas. É muito mais gótico.
Falando em gótico, a mansão onde A Casa Amaldiçoada foi filmado tem uma atmosfera tão sinistra de noite que alguns atores chegaram a ficar com medo de andar pelos corredores no escuro!
Vemos aqui uma história com início, meio e fim: todos os mistérios vão sendo explicados do meio do filme pra frente.
Como a maior parte da história se passa dentro do terreno de uma mansão, não chega a ser um filme de muita aventura. Mas a última meia hora é bem movimentada.
Claro que o filme tem algumas esquisitices, como 2 mulheres que, de madrugada, percebem alguma coisa rosnando e tentando arrombar a porta do quarto delas com uma força descomunal. E depois de levantar uma suposição meio boba pra explicar a situação, elas simplesmente deixam isso pra lá e esquecem.
No roteiro original, A Casa Amaldiçoada teria mais um personagem participando do experimento. Mas o diretor decidiu não usar ele na história, aparentemente pra evitar o excesso de gente e não tirar o foco da heroína principal.
Se você é fã de suspense e terror gótico, vale a pena ver o filme.
Mais informações sobre A Casa Amaldiçoada? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até Abril!
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segunda-feira, 25 de março de 2024

BLADE / O CAÇADOR DE VAMPIROS

título original: Blade
títulos brasileiros: Blade / O Caçador de Vampiros
ano de lançamento: 1998
países: Canadá / Estados Unidos / Inglaterra / Rússia
elenco principal: Kris Kristofferson, Stephen Dorff, Wesley Snipes
direção: Stephen Norrington
roteiro: David S. Goyer

Ao contrário do que as lendas dizem, os vampiros não têm nada a ver com assombrações que fogem de cruzes: na verdade, eles são só uma espécie muito parecida com os humanos, mas com resistências físicas e também fraquezas físicas que os humanos não têm. Por exemplo: os corpos deles têm uma alergia tão extrema a alho, prata e luz solar que eles se queimam e logo depois se desintegram quando entram em contato direto com qualquer uma dessas coisas; se não forem atingidos por nada disso, eles podem viver por milhares de anos (embora também acabem morrendo de velhice depois disso).
Na verdade, eles só bebem sangue porque o sangue deles se extingue dentro do corpo. E isso provoca uma sede incontrolável que só passa depois que tiverem bebido muito sangue.
Durante milênios, os líderes vampiros mantiveram a espécie deles num tipo de parceria com figuras importantes da sociedade humana, na base do ‘não se meta com a minha vida que eu não me meto com a sua’.
Mas no final do século XX eles começaram a ser cada vez mais contestados pelos vampiros mais jovens, que desejavam que os vampiros dominassem o Mundo e simplesmente mordessem e bebessem o sangue de todos os humanos em vez de negociar com eles.
Ao mesmo tempo, na Califórnia, um caçador de vampiros chamado Blade começa a ser cada vez mais notado ao exterminar uma quantidade cada vez maior dessas criaturas, se mostrando sempre invencível nas lutas que trava contra elas.
E pro espanto dos vampiros, sem que ninguém entenda o motivo, o Blade parece ser exatamente igual a eles, embora não tenha nenhuma das fraquezas deles!
As ações do Blade somadas à rebeldia da nova geração de vampiros vão causar mudanças sem precedentes na sociedade vampírica. Principalmente porque o chefe dos vampiros rebeldes, chamado Deacon, quer realizar um ritual pra invocar uma divindade vampira com a intenção de se fortalecer. E ele pretende usar o Blade como parte desse ritual...

O personagem-título desse filme foi inspirado no exterminador de vampiros Blade, um herói da Marvel Comics que tem aparecido em algumas revistas em quadrinhos desde 1973.
O filme teve cenas filmadas nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Rússia. E o filme foi lançado em DVD no Brasil como O Caçador de Vampiros, embora fosse transmitido na TV aberta com o título original.
Blade foi uma das poucas vezes em que o supervisor de efeitos especiais Stephen Norrington se aventurou como diretor. E como um todo, ele fez um bom trabalho. É uma produção que agrada tanto aos fãs de terror quanto de aventura.
Claro que o filme tem algumas esquisitices.
Por exemplo, uma cena mostra um líder vampiro sendo morto ao amanhecer numa praia pelos rebeldes... Mas o filme deixa claro que a história se passa na costa oeste dos Estados Unidos. E nessa cena, o Sol aparece nascendo sobre o Mar (na costa oeste dos Estados Unidos o Sol se põe sobre o Mar)!
O final do filme no roteiro original previa que o Deacon transformaria todos os humanos do Mundo em vampiros. E o Blade, depois de ter tentado inutilmente impedir isso junto com uma amiga dele chamada Karen, só teria tempo de se juntar a ela e fugir pro deserto, onde ambos dariam início à criação de um grupo de resistência contra os vampiros. Mas o público de teste pro qual esse final foi exibido achou isso horrível. Assim, essa parte do roteiro foi abandonada e foi feito um final completamente diferente desse.
Blade teve 2 continuações (2002 e 2004). E a 2ª encerra a história de uma forma bem efetiva.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


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Até a próxima!
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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

DRÁCULA DE BRAM STOKER

título original: Bram Stoker’s Dracula
título brasileiro: Drácula de Bram Stoker
ano de lançamento: 1992
países: Estados Unidos / Inglaterra
elenco principal: Gary Oldman, Keanu Reeves, Winona Rider
direção: Francis Ford Coppola
roteiro: Bram Stoker (autor do texto original) e James V. Hart

Transilvânia. 1462.
Um nobre romeno chamado Drácula se prepara pra defender a Europa contra a invasão dos muçulmanos. E deixando sua noiva Elisabeta no castelo, parte pra batalha junto com os guerreiros dele.
Depois de uma sangrenta luta, ele vence, consagrando o triunfo dele ao Catolicismo Ortodoxo.
Furiosos, os muçulmanos decidem se vingar, levando ao castelo do Drácula a falsa notícia de que ele morreu, por saberem que isso vai desestabilizar as pessoas que moram ali.
De fato, quando a Elisabeta sabe dessa falsa notícia, ela se suicida.
Quando o Drácula retorna e entra na capela do castelo, um patriarca ortodoxo diz a ele que Jeová não aceita suicidas no Céu. E assim, o espírito da Elisabeta foi condenado ao Inferno.
Ao ouvir isso, o Drácula grita que ele amaldiçoa Jeová. E que daqui pra frente ele vai viver nas trevas e beber sangue, humilhando Jeová a cada vez que ele fizer isso, pra se vingar pelo fato da Elisabeta não poder ser aceita no Céu...
Inglaterra. 1897.
Num hospício de Carfax, em Londres, um ex corretor de imóveis identificado como R. N. Renfield se encontra internado, enquanto fala sozinho com um aparente amigo imaginário, que ele diz que é um mestre.
O dono da agência de imóveis pra qual ele trabalhava seleciona outro corretor chamado Jonathan Harker e explica que o Renfield enlouqueceu depois de ter ido até os Montes Cárpatos, uma das regiões mais desertas e inexploradas da Europa...
Um conde chamado Drácula, que mora naquela região, quer comprar uma velha abadia abandonada de Carfax. E o Renfield foi até lá pra ter a 1ª conversa com o conde sobre a venda. Mas, como ele voltou de lá com o raciocínio sequelado, o dono da agência decidiu mandar o Jonathan até os Cárpatos, pra terminar de fechar a venda...

Quando Drácula de Bram Stoker se encontrava às vésperas do lançamento, foi anunciado como se fosse a obra mais fiel ao texto original, ou seja, o livro Drácula, lançado pelo irlandês Bram Stoker em 1897...
Foi realmente isso? Bom, é evidente que houve uma inspiração total no livro pra fazer o filme. Mas a questão é exatamente essa: o roteiro do filme apenas se inspirou no texto do livro; ele não seguiu o texto do livro passo a passo (e nunca é possível fazer isso 100% quando um texto é adaptado do modo literário pro modo cinematográfico), que era o que as propagandas do filme anunciavam com entusiasmo na época da pós-produção.
O livro diz claramente que, num passado distante, o Drácula foi um brilhante voivoda (título dado às autoridades políticas e/ou militares da Europa Oriental). Mas nunca é mencionado no livro o nome do personagem histórico que ele era.
Já o prólogo do filme mostra de forma 100% explícita que ele era o Voivoda Vlad III Draculea.
O livro retrata o Drácula como um personagem ardiloso, sádico e sempre desejoso por transformar mulheres em novas vampiras a serviço dele. Mas completamente desprovido de romantismo ou de boas intenções.
O filme retrata ele como um personagem que começa romântico, se torna perverso e anticristão por não ter tido os sonhos românticos dele satisfeitos e depois volta a ser romântico.
A personagem Elisabeta não existe no livro, mas ela é retratada no filme como uma encarnação anterior da Mina.
O livro retrata a Mina apenas como uma vítima das situações que acontecem: embora tenha uma personalidade decidida, a versão literária dela é quase um anjo que teve a pureza violada ao ter que encarar as perversidades do Drácula.
O filme retrata ela também com uma personalidade decidida, mas com muito mais tendências a dar razão às pessoas que ela ama mesmo que essas pessoas tejam fazendo algo errado, a ser infiel (no sentido conjugal da palavra)...
Algumas cenas inclusive dão a entender que a Mina tava traindo o noivo com uma amiga dela, chamada Lucy, enquanto ele tava fora.
Aliás, foram filmados pelo menos 2 finais diferentes pro filme. E no final oficial, a Mina realmente se entrega por completo às paixões dela e ignora tudo mais que existe no Mundo.
Outra coisa completamente inexistente no livro: nas cenas do filme em que o Drácula aparece atacando a Lucy diretamente, ele foi retratado se transformando num lobisomem (embora a palavra “lobisomem” nunca seja dita por nenhum personagem).
Mas então por que o título original do filme é Bram Stoker’s Dracula? Porque a Universal Pictures tem os direitos autorais sobre o título “Dracula”. Ou seja, eles não permitem que ninguém lance um filme pro cinema (se for pra televisão, DVD ou outra mídia, não tem problema) se chamando só “Dracula”.
O filme pode até ter essa palavra no título, mas tem que ter outra palavra junto. E assim, eles pensaram em Bram Stoker’s Dracula.
A maioria esmagadora dos efeitos especiais do filme são práticos. Aliás, o sangue que aparece em todas as cenas era geleia de morango.
Na cena em que o Abraham Van Helsing enfrenta a Lucy no mausoléu, dá pra ver que, durante a maior parte dessa cena, a atriz Sadie Frost aparece segurando um boneco no colo, já que a criança que foi fazer a cena ficou realmente aterrorizada com a imagem da vampira, abriu o berreiro e teve que ser substituída por um boneco.rsrs
Bom, embora o filme tenha algumas cenas mais agressivas, ele é mais um romance com pinceladas de terror do que um filme de terror propriamente dito. A conclusão da história provavelmente vai agradar mais a mulheres apaixonadas do que a fãs de terror hardcore.
Mas com certeza é uma superprodução que vale a pena ser vista.
Outra produção inspirada no livro Drácula que eu já indiquei aqui foi Nosferatu (1922).
E This Ain’t Dracula XXX (2011) foi uma paródia inspirada diretamente no filme de 1992.
Mais informações sobre Drácula de Bram Stoker? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘góticos’ que você acha posts sobre Nosferatu e This Ain’t Dracula XXX.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!
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segunda-feira, 13 de novembro de 2023

ESPANTALHO DE AMITYVILLE

título original: Amityville Scarecrow
título brasileiro: Espantalho de Amityville
ano de lançamento: 2021
país: Inglaterra
elenco principal: Amanda-Jade Tyler, Kate Sandison, Sofia Lacey
direção: Jack Peter Mundy
roteiro: Shannon Holiday

Até o início dos anos 70, Amityville Cornfield era um terreno rural que pertencia a uma família rica. Mas, em 1972, 2 crianças da família enlouqueceram e mataram o resto dos parentes.
Na mesma época e lugar, um cara que enlouqueceu matou várias pessoas e depois disse que o diabo forçava ele a fazer aquilo. E desde então, os habitantes das proximidades dizem que Amityville Cornfield é um território amaldiçoado.
Os responsáveis pelo projeto de um acampamento compraram o terreno e demoliram a mansão onde o massacre da família tinha acontecido, pra que todos se esquecessem do que tinha se passado ali. E inauguraram o tal acampamento ali nos anos 80, mas isso não foi pra frente.
Também tentaram dar continuidade a uma plantação de milho no mesmo terreno. Mas o campo sempre pegava fogo e nenhuma planta comestível conseguia brotar ali.
Em 2021, 2 irmãs de meia idade chamadas Mary e Tina se dirigem pra Amityville Cornfield, onde pretendem se encontrar pra discutir o que fazer com um terreno que receberam como herança.
A Mary tá indo junto com a filha. E a Tina tá indo junto com o marido e a filha. Mas ninguém tá muito a fim de ir até lá, já que a família não tem bons antecedentes de convivência. E isso fez as irmãs se afastarem e evitarem contato uma com a outra por alguns anos.
Além do lugar ser mal visto pelo seu passado, também não existe nenhuma construção próxima numa distância de quilômetros, exceto por uma sinistra oficina de carros abandonada. E esse terreno fica tão afastado da cidade mais próxima que os celulares nem funcionam ali. Ou seja, mesmo que elas queiram vender o terreno, não vai ser fácil encontrar um comprador.
Mas existe um outro passado horripilante, um pouco mais recente, envolvendo a Tina e a tal oficina abandonada. E isso vai começar a ser desvendado depois que a família começa a ser atacada pelos espantalhos do terreno...

Antes que alguém se equivoque, só porque um filme tem a palavra Amityville no título isso não significa que obrigatoriamente ele tem alguma ligação com o filme Terror em Amityville (1979).
Acontece que, em 1974, um serial killer chamado Ronald Joseph DeFeo Jr. matou várias pessoas numa vila chamada Amityville, localizada em Nova York. E desde então, como o lugar passou a ser considerado amaldiçoado, vários filmes de terror e adjacências passaram a usar o nome Amityville no título, principalmente quando a história fala sobre um lugar onde, no passado, aconteceu algum tipo de massacre dentro de uma família.
Embora Amityville tenha virado o nome de um lugar visto pela opinião popular como uma localidade do mal (tipo Transilvânia), isso não quer dizer que os filmes com esse nome tenham nenhuma ligação uns com os outros.
Além disso, pelo que dá pra entender, o lugar amaldiçoado desse filme aqui, chamado Amityville Cornfield, fica na Inglaterra, e não nos Estados Unidos. E é um terreno florestal com vários quilômetros quadrados de extensão.
Aliás, dá pra ver que o que o roteirista fez aqui foi pegar o roteiro da Hora do Pesadelo (1984), tirar algumas coisas aqui, acrescentar algumas coisas novas ali... E assim ficou pronto o roteiro de Espantalho de Amityville.
Bom, a gente vê aqui um filme típico entre aqueles em que o Scott Jeffrey se envolve (ele foi o produtor desse aqui): um filme de terror de baixo custo, com cenários improvisados, quase com o mesmo elenco que ele usa sempre e tendo só mulheres como personagens principais.
Também dá pra ver que se prolongaram um pouco no drama familiar entre as personagens só pra aumentar a duração do filme, que, mesmo assim, não chegou nem a 90 minutos. Então, em algumas cenas, você vai ter a impressão de que tá vendo algo parecido com uma novela mexicana sobre um cara que traiu a esposa com a cunhada.
Outra coisa: se você tá esperando ver aqui um espantalho monstruoso atacando pessoas, não é bem isso que o filme mostra. Acontece que, como o terreno é carregado de energias negativas, o espírito de um mecânico psicopata que foi morto ali ganhou forças pra se incorporar nos espantalhos daquele campo. E nessa forma ele ataca as pessoas que tão passeando por ali.
Ou seja: mesmo que destruam o espantalho no qual o espírito tá incorporado, ele simplesmente vai sair dali, se incorporar em outro espantalho próximo e começar a atacar de novo.
Mas o filme é bom?
Bem, se você se interessou pelo que eu disse acima e não tiver mais nada pra fazer, eu sugiro que você veja. Mas tenha em mente que não passa de uma versão pobrezinha da Hora do Pesadelo com uma maquiagem rural/florestal.
Espantalho de Amityville teve uma continuação (2022).
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘séries cinematográficas’ que você acha um post sobre A Hora do Pesadelo.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

terça-feira, 20 de junho de 2023

BATS: THE AWAKENING

título original: Bats: the Awakening
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2021
país: Inglaterra
elenco principal: Amanda-Jade Tyler, Georgia Conlan, Megan Purvis
direção: Rebecca Matthews e Scott Jeffrey
roteiro: Scott Jeffrey

Numa casa abandonada localizada numa região rural e isolada da Inglaterra, 3 jovens entram pra beber e transar.
Mas lá dentro eles encontram uma espécie de morcego humanoide de uns 2 metros de altura cercado por vários morcegos aparentemente normais. E essas criaturas não demoram a massacrar os 3 garotos lá dentro.
Passadas 3 semanas, a dona da casa, chamada Georgie, é informada de que pessoas estranhas entraram na casa. E ela decide ir até lá pra ver o que houve, acompanhada pelo filho Rick, a nora Lisa e as netas Amelia e Jamie.
E eles nem fazem ideia do que vão encontrar lá...

Bom, temos aqui o velho tema de alguém entrando numa casa que tudo demonstrava que tava abandonada. Mas lá dentro na verdade existia alguma presença bizarra que vai matando a maioria dos personagens ao longo do filme.
Já tínhamos visto algo pelo menos parecido com isso em Tower of Evil (1972), Antropophagus (1980), Noite Infernal (1981), A Ilha dos Cães, Madman (ambos de 1982), O Último Terror (1983), Criação Monstruosa (1987), A Abominável Criatura (1988), O Portão II: Eles estão de Volta (1990), A Bruxa de Blair (1999), Presos no Gelo (2006) e Paraíso do Medo (2010)... A diferença é que aqui a coisa foi feita de uma forma bem mais simples do que em quase todos esses outros filmes. O negócio aqui ficou mais pobrezinho, entenderam?rsrs
Também tem algumas esquisitices, é claro...
Tem cenas em que o monstro tá prestes a matar alguém e, de repente, ele simplesmente não faz nada.
Também tem uma cena do final em que uma personagem só resolve o problema que tá acontecendo porque encontra uma espada no altar de uma igreja... O que uma espada tava fazendo no altar de uma igreja?
Bom, se fosse uma igreja consagrada a algum santo guerreiro, tipo São Jorge, até poderia ter uma estátua dele com uma espada. Mas não parece ser esse tipo de igreja que a gente vê no filme.
O monstro assusta? Bom, cumpre as expectativas. Embora muita gente tenha metido o malho na aparência da criatura nas críticas que a gente lê por aí, eu não achei que ficou tão ruim assim.
Bom, vale a pena ver se você gosta do tema descrito acima.
Outros filmes do Scott Jeffrey que eu já indiquei aqui foram Grito Silencioso (2020) e Aranha Gigante no Sótão (2021).
Mais informações sobre Bats: the Awakening? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções estadunidenses’ pra ver posts sobre A Abominável Criatura, A Bruxa de Blair, Criação Monstruosa, Madman, Noite Infernal, O Portão II, O Último Terror e Tower of Evil; em ‘produções inglesas’ pra ver posts sobre Aranha Gigante no Sótão e Grito Silencioso; em ‘produções australianas’ pra ver um post sobre Paraíso do Medo; em ‘produções canadenses’ pra ver um post sobre A Ilha dos Cães; em ‘produções italianas’ pra ver um post sobre Antropophagus; em ‘produções norueguesas’ pra ver um post sobre Presos no Gelo.
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Até a próxima!

terça-feira, 13 de junho de 2023

ARANHA GIGANTE NO SÓTÃO

título original: Spider from the Attic
título brasileiro: Aranha Gigante no Sótão
ano de lançamento: 2021
país: Inglaterra
elenco principal: Chelsea Greenwood, Nicola Wright, Sarah Alexandra Marks
direção: Scott Jeffrey
roteiro: Rhys Frake-Waterfield e Scott Jeffrey

Um cientista chamado George Kemp, que vivia sozinho numa casa isolada numa área rural da Inglaterra, deu continuidade a uma antiga experiência iniciada por cientistas nazistas, nas quais animais normais eram geneticamente modificados. E uma das substâncias que os nazistas usavam ali era mencionada por eles como de origem extraterrestre.
Eles injetaram esse DNA em vários animais de espécies diferentes. Mas parece que ele só se desenvolveu nas aranhas.
Um dia, o George recebeu, vinda das autoridades militares, uma carta de demissão devida a comportamento inapropriado (ou seja, as experiências que ele insistia em levar em frente). E pouco depois disso, foi morto por uma das aranhas que ele modificou, com cerca de 20 centímetros e uma aparência monstruosa.
Pouco depois disso, uma militar chamada Lucy vai passar um tempo na casa da mãe, uma apresentadora de rádio decadente chamada Linda.
O programa dela fala sobre crimes não solucionados. Mas, como tá perdendo cada vez mais audiência, a Lucy sugere a ela que crie uma polêmica pra chamar a atenção do público. E assim, ela decide dar à mãe uma informação confidencial militar: o caso do George Kemp. Afinal, como isso ainda não tinha vindo a público, a Linda podia comentar isso no programa dela.
A Linda liga pro cientista. Mas, como não obtém resposta nenhuma, decide ir à casa dele assim mesmo, acompanhada pelas 2 filhas e pelo genro. E 2 diretoras da emissora de rádio dela decidem ir junto pra supervisionar tudo.
Surpresas aracnídeas muito desagradáveis esperam o grupo na casa do cientista...

Não dá pra ter certeza. Mas, levando em conta que o Scott Jeffrey tem a tendência de trabalhar com mockbusters, eu me arrisco a dizer que Aranha Gigante no Sótão é um mockbuster de Aranhas 3D (2013).
Já vou adiantando que vocês não vão encontrar aqui nenhuma obra prima.
A premissa já é meio esquisita. Porque, quando um entrevistador vai à casa de um entrevistado, geralmente ele leva no máximo um assistente pra manejar a câmera e o resto da aparelhagem. Ninguém leva junto essa caravana toda que a Linda levou.
Ainda mais lembrando que ela nem sabia se o pretenso entrevistado atenderia ela ou não ou mesmo se ele tava em casa ou não (se o homem não atendeu o telefone, ela podia insistir com um e-mail ou com um whatsapp, né?).
Ainda por cima, uma das filhas dela tava nos últimos dias de gravidez! Vai levar a garota pra um lugar tão distante assim dos centros urbanos, onde não tem nenhum hospital por perto?
Há outras esquisitices...
Por exemplo, enquanto a Linda anda sozinha pela casa, ela vê uma aranha mutante em cima de uma cama e... Sai dali, se junta aos outros e não conta nada do que viu.
De qualquer forma, a gente vê aqui uma tendência que o diretor seguiria: fazer filmes de terror tendo só mulheres como personagens principais.
Os homens que aparecem nos filmes do Scott Jeffrey geralmente são poucos, fazem pouca coisa durante a história e já morrem lá pelo meio do filme.
Não vou dizer que todos os filmes dele são assim. Mas a gente vê isso numa quantidade considerável de produções dele.
Outro filme do Scott Jeffrey que eu já indiquei aqui foi Grito Silencioso (2020).
Mais informações sobre Aranha Gigante no Sótão? Lá vai:


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sábado, 10 de junho de 2023

GRITO SILENCIOSO

títulos originais: Don’t Speak / Silent Place
título brasileiro: Grito Silencioso
ano de lançamento: 2020
país: Inglaterra
elenco principal: Jake Watkins, Ryan Davies, Stephanie Lodge
direção e roteiro: Scott Jeffrey 

Um adolescente chamado Ben tá pensando em como fazer pra contar aos pais que ele engravidou a namorada, enquanto vai junto com a família passar uns dias com a avó na fazenda dela, numa região florestal da Inglaterra.
Junto com ele na viagem vão o pai Alan, a mãe Rita, a irmã Charlie e o namorado da Charlie chamado Tyler.
Quando chegam, eles encontram a casa vazia! E a casa da vizinha ali do lado também tá vazia!
Eles pensam em ligar pra alguém, mas tanto o telefone fixo da casa quanto os celulares de todos eles pararam de funcionar. E mais do que isso: todas as máquinas ali, incluindo o carro em que eles chegaram, tão travadas ou funcionando de forma estranha!
Diante da situação, o Alan, o Ben e a Rita decidem ir a pé até a cidade próxima procurar ajuda, enquanto o Tyler e a Charlie vão ficar ali.
Na cidade, eles veem que o lugar tá deserto. E tem algumas manchas de sangue espalhadas aqui e ali.
O Ben encontra uma velha máquina fotográfica caída no chão. E do lado, uma foto fora de foco de um ser monstruoso!
E o Alan encontra um homem todo arrebentado e terminando de morrer. E nos últimos suspiros, ele menciona alguma coisa que fugiu de um laboratório e diz que todos têm que fugir dali depressa!
Enquanto isso, na fazenda, a Charlie vai dar uma olhada no celeiro. E ela esbarra num vidro, derrubando ele no chão... Logo depois, um monstro sem olhos entra no celeiro atraído pelo barulho e, embora chegue do lado da garota, não percebe que ela tá ali. Mas ela não entende que a criatura só consegue se orientar pelo som e acaba soltando um gemido de medo, fazendo a criatura correr atrás dela, dando continuidade ao terror que já tinha começado naquela região nas últimas horas antes da chegada da família...

Bom, caso alguém aqui ainda não soubesse o que é um mockbuster, acabou de descobrir: Grito Silencioso é um.rsrs
A ideia é a seguinte: quando um filme famoso, com uma produção entre média e boa, faz muito sucesso, alguém logo depois lança um filme mais pobrezinho, mas com um tema quase igual ao do filme anterior, tentando mais ou menos imitar algumas cenas do filme anterior e com um título parecido com o título do filme anterior, com a óbvia intenção de pegar carona na fama do filme anterior. E esse filme mais pobrezinho que imita tanto assim o filme anterior é um mockbuster.
No caso de Grito Silencioso, obviamente ele é um mockbuster de Um Lugar Silencioso (2018).
Nesse caso, Octaman (1971) foi um mockbuster do Monstro da Lagoa Negra (1954)? Bom, eu chamaria aquilo mais de autoplágio, já que o roteirista era o mesmo (o Harry Essex).
A coisa fica mais caracterizada como mockbuster quando outro diretor, outro roteirista e outro produtor sem nenhuma ligação com o outro filme fazem esse tipo de imitação.
Mas voltando ao tema do post aqui, a parte que ficou mais sem sentido é a falação sem fim dos personagens: mesmo depois que percebem que o monstro só se aproxima e ataca quando escuta algum som, todos continuam conversando em voz alta.
Mas o filme até tenta criar um lado mais humano e personalidades mais definidas pros personagens principais. Não são aqueles personagens típicos de filmes de terror que entram no filme e são mortos pelo monstro minutos depois sem que se saiba nada sobre eles.
Ao contrário do que se vê em Um Lugar Silencioso, a criatura aqui não tem nada de extraterrestre. A origem dela é outra.
E não se faz nenhum suspense sobre a aparência do monstro: ele já aparece nos primeiros minutos do filme, antes mesmo dos heróis da história.
Então, se você gostou de Um Lugar Silencioso e quer ver uma coisa parecida com aquilo (mas mais pobrezinha rsrs), você provavelmente vai gostar de Grito Silencioso.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


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domingo, 4 de junho de 2023

O UIVO

título original: Howl
título brasileiro: O Uivo
ano de lançamento: 2015
país: Inglaterra
elenco principal: Ed Speleers, Elliot Cowan, Holly Weston
direção: Paul Hyett
roteiro: Mark Huckerby e Nick Ostler

O agente ferroviário Joe tá se preparando pra ir embora após o fim do horário de trabalho dele na Estação de Waterloo, já bem tarde da noite. Mas um colega que detesta o Joe aparece ali e revela que agora ELE é o novo supervisor. E já começa dando uma ordem ao Joe: ele tem que fazer uma hora extra e ir no trem que vai zarpar daqui a pouco, já que o agente que ia tripular esse trem ficou doente.
Embora o Joe relute, não pode desobedecer a ordem.
O trem zarpa, sendo seguido por uma tempestade que cai sobre a estação. E enquanto o Joe confere as passagens dos poucos passageiros ali, ele passa por uma colega chamada Ellen.
Quando o trem se aproxima da estação terminal, ele passa pelo meio da Floresta de Thornton. Mas, de repente, o trem atropela um animal que passa repentinamente na frente dele e o maquinista é obrigado a frear. E ele desce pra ver se o animal sobreviveu...
Quando chegam à cabine e veem que o maquinista sumiu, o Joe e a Ellen chamam ajuda pelo rádio. Mas a central de atendimento diz que só vai poder mandar ajuda daqui a 4 horas, pois a tempestade derrubou algumas árvores sobre os trilhos e tornou inacessível o lugar onde eles tão.
Não demora a surgir um certo clima de tensão no ar: em 1963, bem perto de onde eles se encontram, outro trem também ficou preso e, quando a equipe de resgate chegou, não encontrou ninguém vivo, mas sim vários passageiros desaparecidos (que nunca mais foram vistos) e outros feitos em pedaços por animais muito fortes e não identificados. E nunca se soube o que causou aquilo.
Quando o Joe comunica o contratempo aos passageiros, eles decidem saltar do trem e andar até a próxima estação, já que ela se encontra a cerca de 5 quilômetros dali.
Algumas dezenas de metros à frente, eles encontram a carcaça desviscerada do maquinista! E assim, todo mundo corre de volta pro trem, enquanto alguma coisa se aproxima deles uivando entre as árvores.

A crítica principal que O Uivo costuma receber é em relação aos personagens estereotipados. A gente vê lá o protagonista tão bonzinho que sempre que ele é maltratado não reage e fica calado, o cara rico que tem certeza de que todo mundo é inferior a ele, a feminista que trata todos os homens com desprezo, o gordo que passa o tempo todo comendo, a adolescente chata...
Outra coisa que talvez incomode é a falta de mudança de cenário: mais de 80% do filme se passa dentro de um trem. Mas o próprio tema da história não permitiria muitas mudanças de cenário mesmo.
Por outro lado, isso agradou a quem gosta de histórias de tensão se passando em ambientes claustrofóbicos.
A tensão nesse último caso não aparece só por causa dos lobisomens que os passageiros já perceberam que tão cercando o trem, mas também por causa da convivência que vai ficando cada vez mais difícil entre os próprios passageiros: além de já se encontrarem no fim de um dia exaustivo, eles são visivelmente pessoas de origens diferentes e que seguem estilos de vida diferentes (e em alguns casos, conflitantes), o que obviamente vai resultar em várias discussões e brigas.
Mas enfim: sendo um filme de terror de lobisomens, vamos ao ponto principal: os lobisomens assustam e são bem feitos? Bom, são bem melhores do que vários outros lobisomens que eu já vi em vários outros filmes. Então, não posso dizer que ficaram mal feitos.
E O Uivo segue a velha fórmula de que quem é ferido por um lobisomem e sobrevive se transforma num novo lobisomem. Mas eles não parecem ter características sobrenaturais. A situação passa mais a ideia de que a transformação em lobisomem é algum tipo de doença transmitida por mordidas.
Só é estranho o fato de existir uma alcateia de lobisomens vivendo sem ser percebida num lugar onde trens passam com tanta frequência. E além disso, ataques deles contra os humanos não parecerem ter registro quase nenhum. Afinal, o único outro ataque registrado que parece já ter acontecido foi nos anos 60.
A propósito, a floresta do filme onde o trem fica enguiçado é 100% fictícia. E aliás, nem existe nenhuma floresta fechada naquela região da Inglaterra.
Bom, a meu ver, dentro do tema que eles escolheram e dentro do cenário em que a história se passa, esse é um bom filme de terror.
Mais informações sobre O Uivo? Lá vai:


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quinta-feira, 1 de junho de 2023

DRACULA 2000

títulos original e brasileiro: Dracula 2000
ano de lançamento: 2000
países: Canadá / Estados Unidos / Inglaterra
elenco principal: Gerard Butler, Jonny Lee Miller, Justine Waddell
direção: Patrick Lussier
roteiro: Joel Soisson e Patrick Lussier

Em 1897, o Conde Drácula chegou à Inglaterra através do navio Demeter. Mas foi enfrentado pelo cientista Abraham Van Helsing.
Ele capturou o vampiro. Mas nunca conseguiu matar o monstro, apesar de ter tentado fazer isso de várias formas diferentes.
A única coisa que o Abraham pôde fazer foi manter o Drácula preso dentro de um caixão. E tirando o sangue do vampiro com sanguessugas, o cientista injetou esse sangue nele mesmo, de forma que ele também ficasse imortal, numa tentativa de poder vigiar o caixão pra sempre e impedir que a criatura fugisse.
Pra não despertar suspeitas, no final do século XX o velho decidiu declarar que o Abraham Van Helsing já tinha morrido e que ele era o neto dele, chamado Matthew. E passou a colecionar outras relíquias históricas, pra que o caixão não fosse tão notado entre outros objetos antigos.
Mas, no ano 2000, a coleção dele é atacada por uma quadrilha especializada em roubar tesouros históricos. E depois de se apossar do caixão, eles fogem de avião pros Estados Unidos.
Durante o voo, acreditando que o caixão tá cheio de preciosidades, eles arrombam o artefato, o que obviamente liberta o Drácula. E depois de morder todos os membros da quadrilha e transformar eles em novos vampiros, ele sai em busca de uma pessoa dos Estados Unidos com quem o Abraham acabou acidentalmente conectando ele graças à tática das sanguessugas...

Dracula 2000 é um bom filme de terror? Bom, funciona mais como um filme de aventura com toques de terror.
Não que não apareça nenhuma cena de terror. Mas parece que o diretor quis pegar mais leve nesse ponto.
O próprio Drácula só aparece explicitamente com um aspecto mais monstruoso durante menos de 20 segundos, depois que ele é libertado do caixão. Durante todo o resto do filme, ele é retratado como aquele vampiro bonitão que seduz as mulheres.
Dracula 2000 só inovou por mostrar uma origem diferente pro vilão: no final do filme, é revelado que a identidade verdadeira dele é uma das figuras mais odiadas do Cristianismo.
Se você tá pensando em ver esse filme junto com um pentecostal, se prepare pra ouvir muito mimimi depois.
Bom, eu recomendo Dracula 2000 a quem gosta de produções de aventura e a fãs de filmes de vampiros (nesse último caso, eu me refiro mais àqueles que gostam de filmes de vampiros com um visual mais moderno e menos gótico, é claro).
O filme teve 2 continuações (2003 e 2005).
Mais informações sobre Dracula 2000? Lá vai:


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sexta-feira, 26 de maio de 2023

A MALDIÇÃO DA FLORESTA

títulos originais: Le Sanctuaire / The Hallow
título brasileiro: A Maldição da Floresta
ano de lançamento: 2015
países: Canadá / Inglaterra / República da Irlanda
elenco principal: Bojana Novakovic, Joseph Mawle, Michael McElhatton
direção: Corin Hardy
roteiro: Corin Hardy, Felipe Marino e Tom de Ville

Um casal de ingleses chamados Adam e Clare se mudam pra República da Irlanda com o filho recém-nascido.
Eles vão morar numa casa no meio de uma grande floresta irlandesa, já que o Adam foi escalado no trabalho dele pra inspecionar quais árvores daquela região podem ser derrubadas.
O único vizinho nas proximidades, chamado Colm, se aproxima e diz que eles não devem entrar na floresta: é perigoso.
Quando o Adam vai fazer a 1ª vistoria na floresta, vê que algumas árvores tão parcialmente lambuzadas com um misterioso óleo preto.
Enquanto isso, a Clare começa a estranhar que todas as janelas da casa são protegidas por barras de ferro. E ela começa a arrancar essas barras...
Pouco depois, o Adam e a Clare encontram a janela de um dos quartos quebrada e algumas coisas reviradas no chão.
O Adam chama a polícia e um guarda vai até lá. E ele levanta a suposição de que foi o Colm que fez aquilo. Mas o guarda explica que o comportamento estranho do vizinho se deve a uma situação do passado: ele teve uma filha desaparecida que ele acredita que tenha sido raptada pelas criaturas da floresta...
No dia seguinte, o Adam leva a janela quebrada pra ser consertada por um marceneiro. E o homem não se recusa a consertar, mas diz que, se eles tiverem tirado as barras de ferro que protegiam a janela, consertar aquilo não vai resolver nada...
O marceneiro também adverte o Adam de que, se ele entrou nas terras das criaturas, agora as criaturas vão entrar nas terras dele.

A Maldição da Floresta não foi inspirado numa lenda específica do Folclore Europeu, mas é um filme que pinça alguns acontecimentos comuns que vemos em várias lendas dessa origem: uma floresta habitada por seres sobrenaturais (aparentemente, banshees), seres sobrenaturais raptando crianças humanas e substituindo elas por filhos deles sem que os humanos percebam, seres sobrenaturais que fogem quando veem o Sol nascer...
Quanto ao desenvolvimento em si da história, como vocês veem, ele segue a velha fórmula de alguém se mudando pra algum lugar isolado, os habitantes das proximidades tentando (mais ou menos) convencer esse alguém a ir embora, a pessoa não acreditando no que os habitantes locais dizem e um bizarro perigo local atacando a pessoa depois disso. Se você gosta de filmes de terror com esse roteiro, A Maldição da Floresta tem tudo pra agradar você.
Continuação à vista? Até agora, nenhuma informação oficial sobre isso. Mas a última cena deixa bem claro que a história não acabou ali.
A Maldição da Floresta foi o 1º longa do Corin Hardy. E foi produzido na Inglaterra e filmado quase todo na Irlanda, com algumas poucas cenas filmadas no Canadá.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


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