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segunda-feira, 24 de março de 2025

O CLUBE DE LEITORES ASSASSINOS

título original: El Club de los Lectores Criminales
título brasileiro: O Clube de Leitores Assassinos
ano de lançamento: 2023
país: Espanha
elenco principal: Alvaro Mel, Ivan Pelicer, Veki Velilla
direção: Carlos Alonso Ojea
roteiro: Carlos García Miranda

No campus de uma universidade, 8 jovens formam um grupo de estudo de Literatura.
A mais destacada do clube é a Angela, que até já publicou um livro.
Logo depois disso, ela começa a ser assediada sexualmente por um dos professores e conta isso aos 7 amigos. E assim, eles decidem se juntar pra se vingar do professor: como sabem que ele é o último a sair do campus depois que a universidade fecha, os 8 vão se fantasiar de palhaços e perseguir ele pelos corredores do campus na noite seguinte, fingindo que querem matar ele...
De qualquer forma, a Angela estranha uma coisa: ao assediar ela, o professor disse que tinha recebido um e-mail dela meio que se oferecendo pra ele, mas ela nunca mandou um e-mail assim pra ele...
Bom, eles fazem exatamente o que tinham planejado pra se vingar do professor. Só que, durante a perseguição em que ele sai correndo pelos corredores escuros, ele passa pela Angela com a cara suja de sangue (estranho, já que ninguém tinha combinado de ferir ele)! E logo depois ele cai do 2º andar do prédio onde tava e morre.
Os 8 garotos entram em pânico. Mas decidem fazer um pacto de não dizer nada a ninguém e fazer parecer que o professor se suicidou quando tava sozinho.
O plano deles pra esconder a situação funciona.
Entretanto, logo depois, eles começam a receber mensagens anônimas pelos celulares... Se trata de alguém descrevendo exatamente o que aconteceu ali, como se fosse o 1º capítulo de um livro. E dizendo que todos os envolvidos no que aconteceu vão morrer 1 por 1. E realmente isso não demora a começar a acontecer, enquanto uma misteriosa figura fantasiada de palhaço começa a atacar os garotos quando eles se encontram sozinhos.
Eles logo entendem que quem tá fazendo isso só pode ser um deles. Porque só uma testemunha ocular do que aconteceu poderia descrever aquilo com tantos detalhes condizentes.
Mas qual deles teria motivos pra se vingar dos outros 7?

O Clube de Leitores Assassinos foi claramente uma tentativa de criar uma versão espanhola de Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997). Mas, no início da história, a gente também percebe uma certa influência de um slasher bem mais antigo: A Vingança de Cropsy (1981). Afinal, a intenção dos garotos lá também era só dar um susto num zelador abusivo, até que a brincadeira deles fugiu ao controle e virou uma tragédia.
Bom, o filme aqui é ruim? Não. Mas também não é nenhuma maravilha.
Todos os 8 personagens que formam o tal clube de leitores são incrivelmente não simpáticos: você vê ali ou aquele personagem bobão demais ou então aquele que é antipático demais. Então, o espectador nem se importa muito quando um deles morre.
O filme dá algumas derrapadas meio grotescas em termos de lógica. Mas o mais estranho talvez seja a história 100% fechada nos 8 jovens e nenhum outro personagem interferindo.
E fica claro pra todo mundo numa universidade que jovens tão sendo assassinados... Não é meio bizarro que ninguém tenha estranhado isso e que ninguém das famílias desses jovens tenha se manifestado?
Também achei a cena final meio boba e sem muito a ver com o resto do filme.
De qualquer forma, O Clube de Leitores Assassinos chama a atenção por ser um slasher espanhol, que é uma coisa que a gente não vê com tanta frequência quanto slashers norte-americanos, né?
Bom, o filme foi inspirado no livro com o mesmo nome, lançado pelo Carlos García Miranda em 2018. E foi ele mesmo que reescreveu o texto em versão cinematográfica pra fazer o filme.
Mais informações sobre O Clube de Leitores Assassinos? Lá vai:


Mais informações sobre A Vingança de Cropsy? Lá vai:


Mais informações sobre Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!😉

domingo, 27 de agosto de 2023

PAPILLON (versão de 2017)

títulos originais: Leptir / Papillon
título brasileiro: Papillon
ano de lançamento: 2017
países: Espanha / Estados Unidos / Malta / Montenegro / República Tcheca / Sérvia
elenco principal: Charlie Hunnam, Joel Basman, Rami Malek
direção: Michael Noer
roteiro: Henri Charrière (autor do texto original), Aaron Guzikowski, Dalton Trumbo, Lorenzo Semple Jr. e William Goldman

Na Paris de 1931, um jovem arrombador de cofres chamado Henri Charrière e apelidado de Papillon (devido a uma tatuagem de borboleta no tórax) trabalha pro chefe de uma quadrilha organizada da cidade, levando pra ele o que vai encontrando de mais valioso.
Mas o Papillon tá namorando a garçonete de um cabaré de Paris. E ele comete o erro de guardar pra ela uma das joias que ele roubou nos últimos dias.
Quando a notícia chega aos ouvidos do chefe dele, o bandidão acusa falsamente o Papillon de assassinato. E ele é preso e colocado junto com os condenados que vão ser mandados pra Guiana Francesa.
Antes que eles embarquem, uma espécie de delegado avisa a todos que nenhum deles pode mais voltar à França europeia. Mesmo os que não foram condenados à prisão perpétua, apesar de poderem voltar a viver como homens livres quando a pena acabar, nunca mais vão poder sair da América do Sul.
Enquanto ocorrem os preparativos finais pro embarque, o Papillon fica sabendo que um dos detentos, um cara visivelmente fraquinho chamado Louis Dega, é rico e tá levando uma grande quantia em dinheiro com ele.
Assim, o Papillon se aproxima do Louis e oferece proteção a ele, se em troca o Louis ajudar o Papillon a fugir quando eles desembarcarem na Guiana Francesa.

Remake do filme com o mesmo nome lançado em 1973, Papillon foi produzido em parceria entre Espanha, Estados Unidos e República Tcheca. Mas foi todo filmado em Malta, Montenegro e Sérvia. Ou seja, a produção dessa versão da história nem passou perto de Paris. E menos ainda da Guiana Francesa.
Embora poucas coisas tenham sido mudadas da versão de 1973 pra versão de 2017, algumas partes do outro filme foram simplificadas ou simplesmente esquecidas...
O personagem Clusiot não existe nessa versão.
A ilha dos leprosos também não existe aqui.
O convento das freiras colombianas também não existe aqui. Entretanto, as freiras aparecem: nessa versão, elas são missionárias numa aldeia indígena.
Aliás, embora, no outro filme, também exista uma aldeia indígena onde o Papillon chega sozinho, passando um bom tempo ali, nessa versão ele chega à aldeia com outros personagens e a estadia dele lá é completamente diferente.
Muito provavelmente, essas simplificações foram feitas pra dar mais agilidade ao filme, né? Aliás, ele ficou uns 20 minutos mais curto do que o original.
Se você já viu o outro filme, as únicas grandes novidades que vai perceber nesse aqui é que esticaram um pouco o início e o fim do filme, pra contar com mais detalhes alguns trechos da vida do Papillon tanto antes quanto depois da passagem dele pela Guiana Francesa.
Não acho que o resultado tenha ficado nem um pouco ruim. Temos aqui um bom filme de drama e aventura. Então, se são os seus gêneros preferidos, dê uma olhada. Você vai gostar.
Mais informações sobre Papillon? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções francesas’ que você acha um post sobre o filme de 1973.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até Setembro!

domingo, 13 de agosto de 2023

PAPILLON

títulos original e brasileiro: Papillon
ano de lançamento: 1973
países: Espanha / Estados Unidos / França / Jamaica
elenco principal: Dustin Hoffman, Robert Deman, Steve McQueen
direção: Franklin J. Schaffner
roteiro: Henri Charrière (autor do texto original), Dalton Trumbo, Lorenzo Semple Jr. e William Goldman

Nos anos 30, no pátio de um presídio da França europeia, o diretor comunica aos presos que eles foram condenados ao exílio na Guiana Francesa, território da América do Sul pertencente à França. E pra todos eles a regra é a mesma: esqueçam os territórios europeus da França, pois não são mais bem-vindos ali!
Um dos detentos, chamado Henri Charrière, foi apelidado de Papillon, porque ele tem uma borboleta tatuada no tórax (‘papillon’ é ‘borboleta’ em Francês).
É verdade que ele é um criminoso de baixa periculosidade (é um ladrão, pra ser exato). Mas ele foi preso por ter sido falsamente acusado do assassinato de um cafetão.
Entre os poucos presos de quem ele se aproxima durante a viagem tá o Louis Dega, que foi preso por falsificações e estelionatos.
E como o Papillon é mais fortão e o Louis é mais velho e franzino, além de todo mundo saber que ele tá carregando uma quantia considerável de dinheiro com ele, eles fazem um acordo: o Papillon vai servir como guarda-costas do Louis, se em troca ele ajudar o outro a fugir quando eles chegarem à Guiana Francesa.
Essa sociedade inesperada entre os 2 homens realmente só começou devido a esses interesses recíprocos. Mas, com o passar do tempo, ao perceberem que eles agora só têm um ao outro, uma amizade forte e mais inesperada ainda acaba surgindo, enquanto o Papillon tenta fugir a cada pequena chance que ele encontra.

Completando 50 anos esse ano, Papillon é um filme inspirado no livro com o mesmo nome, lançado pelo francês Henri Charrière em 1969.
Embora esse livro seja sempre lembrado como uma autobiografia, contando as várias tentativas que esse homem fez pra fugir de uma prisão, os historiadores e geógrafos que analisaram o texto acharam muito pouco provável que a mesma pessoa tenha passado por todas as situações descritas ali. E ainda mais se deslocando entre lugares tão pouco acessíveis com tanta facilidade e sem manifestar nenhum esgotamento físico.
Além disso, o autor afirmou ali que tinha passado por certos lugares. Mas ele descreveu tais lugares com uma aparência física completamente diferente da aparência que esses lugares tinham na prática, o que dá a entender que ele nunca foi até ali, mas sim que descreveu esses lugares da forma como entendeu que eles eram.
Também se percebeu um certo exagero nas torturas que são descritas sendo aplicadas nos presos... Não que os detentos fossem bem tratados no presídio da Guiana Francesa, mas também não chegava a ser o calabouço medieval descrito no livro.
E se o livro já tem uma veracidade duvidosa, o filme tem mais ainda, já que mudou algumas passagens da história.
Claro que a imagem do personagem principal aqui foi bastante fantasiada: o verdadeiro Henri Charrière foi um pós-adolescente que conviveu no contato mais direto possível com a ralé de Paris até ser preso quando tinha 25 anos. Então, é claro que um garoto que andava todo dia pelos bairros mais barra pesada da cidade junto com todos os rejeitados pela sociedade francesa tava longe de ser tão “inocente” e “preocupado com o próximo” quanto a figura que aparece no filme, né?
Mas vamos lembrar que isso aqui era um filme feito nos padrões hollywoodianos. Então, tinha que ter um protagonista de personalidade heroica. Até porque o público tinha que simpatizar com ele e torcer pra ele se dar bem no final.
Já que mencionamos a idade do personagem, como o Steve McQueen, que protagonizou o filme, já tinha mais de 40 anos na época das filmagens, muita gente criticou a escolha dele pra interpretar o personagem (que seria uns 20 anos mais jovem do que ele).
O Louis Dega foi retratado no livro como um personagem completamente secundário. Mas no filme ele é o 2º personagem mais importante da história.
Parece que isso foi proposital, já que o Dustin Hoffman foi convidado pra fazer o Louis e ficaram com medo de que ele rejeitasse o trabalho se achasse que o personagem era muito simples.
Outro presidiário chamado Joanes Clousiot, que é retratado no livro como o melhor amigo que o Henri fez enquanto ficou preso, foi quase ignorado no filme, sendo retratado como pouco mais do que um figurante.
De qualquer forma, eu recomendo esse filme a quem gosta de drama e aventura.
Claro que alguns efeitos especiais e maquiagens já tão meio datados. Mas, no geral, até que o filme envelheceu bem.
Papillon foi produzido pelos Estados Unidos e França. Mas também teve algumas cenas filmadas na Espanha e Jamaica.
Um remake foi lançado em 2017.
Outro filme do Franklin J. Schaffner que eu já indiquei aqui foi Planeta dos Macacos (1968).
Mais informações sobre Papillon? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘séries cinematográficas’ que você acha o post sobre O Planeta dos Macacos.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

sábado, 25 de fevereiro de 2023

ARACHNID

títulos originais: Arachnid / Arácnido
título brasileiro: Arachnid
ano de lançamento: 2001
países: Espanha / Estados Unidos / México
elenco principal: Alex Reid, Chris Potter, Robert Vicencio
direção: Jack Sholder
roteiro: Mark Sevi

Enquanto sobrevoa o Pacífico Sul, um piloto da Força Aérea dos Estados Unidos vê que os controles do avião dele começaram a falhar... E o mais bizarro: o avião tá indo na direção do que parece ser uma nave extraterrestre pairando sobre o Mar!
Ele ejeta antes que o avião se choque contra a nave, destruindo ambos os veículos, e acaba caindo numa ilha florestal lá embaixo. Mas não sobrevive por muito tempo: uma espécie de aranha alien que tava na nave ataca e mata o homem logo depois...
Passados 10 meses, a irmã do piloto, chamada Loren, tá à procura dele. E como ela também trabalha como piloto de aviões particulares, vê uma oportunidade de buscar pelo irmão de forma mais significativa quando descobre que 2 médicos chamados Samuel e Susana precisam ir a uma ilha da região onde ele sumiu, já que eles têm que aplicar um tratamento nos nativos, que começaram a morrer de uma doença misteriosa.
A Loren oferece os serviços dela pra levar eles (e mais algumas pessoas) até lá. Mas, ao sobrevoar a ilha, o motor sofre um tipo estranho de interferência e para de funcionar. E ela tem que fazer um pouso de emergência na beira da praia e o avião recebe muitos danos, mas ninguém se machuca.
Embora todos fiquem bem irritados com o que acabou de acontecer, os problemas deles ainda nem começaram...
Sim: aquela é a ilha vista no início do filme. E sim: a aranha extraterrestre ainda tá lá e bem viva. Mas, pior do que isso: nos últimos 10 meses, a criatura injetou o DNA dela nos animais da ilha, produzindo assim mutantes híbridos muito ferozes (provavelmente querendo espalhar a espécie dela por esse planeta)!

Arachnid é um filme bom ou ruim?
Bom, eu já vi algumas críticas por aí metendo o malho nesse filme... Sinceramente, eu acho que não é pra tanto. Não é essa podreira toda. Mas também não é nenhuma obra-prima que vai entrar pra galeria dos clássicos de terror.
É um filme mediano. E se o que você quer ver é uma história de aventura sobre um grupo de pessoas presas numa ilha florestal, enfrentando monstros e tentando escapar dali, você não vai ter do que reclamar sobre Arachnid.
A última cena é um tanto indefinida: não fica claro se eles vão ou não conseguir fugir da ilha (eles conseguem resolver o problema principal que tavam enfrentando, mas isso não significa que a ilha se tornou um lugar menos perigoso pra sobrevivência deles).
Arachnid foi produzido nos Estados Unidos e filmado na Espanha e México.
E pros fãs da Hora do Pesadelo (1984), vale lembrar que o Jack Sholder também foi o diretor do 2º filme da franquia (1985).
Mais informações sobre Arachnid? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘séries cinematográficas’ que você acha um post sobre A Hora do Pesadelo.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

domingo, 20 de novembro de 2022

CORRIDA

título original: Córrer
título brasileiro: Corrida
ano de lançamento: 2013
país: Espanha
elenco: Daniel Sánchez
direção e roteiro: Eloi Biosca

Já vou começar avisando que Corrida não é um filme pra todos. Se você não gosta de ver o lado plástico das cenas e não gosta de filosofar sobre as imagens que aparecem na tela, não veja, porque você não vai gostar. Até porque é só isso que se tem pra ver nesse filme.
O que temos aqui é um curta-metragem de 1 minuto e 37 segundos feito no Delta de l’Ebre (um parque do Leste da Espanha). E que foi dirigido, produzido e filmado da forma mais artesanal possível pelo fotógrafo espanhol Eloi Biosca.
As imagens mostram o ator Daniel Sánchez correndo sem roupa por uma estrada deserta, vindo de um lugar indefinido e indo pra outro lugar indefinido.
O que isso quer dizer? Bom, o objetivo é provocar reações diferentes em quem tá vendo: raiva em algumas pessoas, desinteresse em outras, desejo em outras, espanto em outras, inveja em outras...
Obviamente, cada um entende o que quiser dali, pois o filme não conta nenhuma estória explicadinha.
Pouco depois do lançamento, o diretor/roteirista/produtor/cameraman lançou o que seria a continuação de Corrida, chamada Córrer 2. Mas não esperem ver ali nenhuma ‘continuação’ propriamente dita: o tal Córrer 2 não é nada mais e nada menos do que o mesmíssimo filme, só que com as cenas em câmera lenta, dando ao filme a duração de 3 minutos e 15 segundos.
Mais informações sobre Corrida? Lá vai:


Até a próxima!

domingo, 26 de junho de 2022

VISITANTE DE INVIERNO

título original: Visitante de Invierno
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2008
países: Argentina / Espanha
elenco principal: Ana Cuerdo, Sandra Ballesteros, Santiago Pedrero
direção e roteiro: Sergio Esquenazi

Há algum tempo, em Buenos Aires, o pós-adolescente Ariel tentou suicídio. E a mãe dele foi aconselhada a levar a família pra passar algum tempo num lugar tranquilo, enquanto o garoto faz um tratamento psicológico. E assim, ela aluga uma casa numa pequena cidade espremida entre uma floresta e uma praia, onde fica junto com o Ariel e a filha mais nova. Mas avisa aos vizinhos que o filho tem alucinações e, portanto, se ele falar alguma coisa estranha, não devem levar ele a sério.
Também não dá pra ele se abrir com a família, já que a mãe é aquele tipo de mulher que se sente frustrada porque não conseguiu as coisas que queria na vida, mas quer passar pra todo mundo a imagem de perfeita, invencível e infalível; e a irmã é só uma adolescente pentelha. E assim, a única pessoa disposta a escutar ele é uma garota local chamada Marisa, de quem ele começou a se aproximar.
Tirando isso, o Ariel passa o tempo olhando a paisagem da janela do quarto dele. Até que, sem querer, ele vê um homem grotescamente deformado entrando com um menino numa casa de aparência abandonada a algumas dezenas de metros dali. E apesar de estranhar a cena, ele deixa pra lá.
No dia seguinte, ao olhar pra mesma casa, ele vê o mesmo homem arrastando outro menino lá pra dentro à força!
Como sabe que ninguém vai acreditar nele, o Ariel decide entrar pessoalmente na casa e ver o que tá acontecendo ali...
Lá dentro, ele vê uma série de facões. E alguns deles tão sujos com sangue! E a geladeira tá cheia de restos de crianças esquartejadas!
Mas como ele pode denunciar isso, se obviamente ninguém vai acreditar?

Um slasher hispano-argentino é uma coisa que não se vê todo dia, né? Então, Visitante de Invierno já vale a pena ser visto só por esse motivo. Mas, além disso, é um dos filmes de terror argentinos que receberam críticas mais positivas nas últimas décadas.
É claro que esse filme não chega a revolucionar a História do Cinema de Terror, mas não é inferior em nada a um slasher norte-americano. E consegue contar uma história com início, meio e fim.
Visitante de Invierno tem bons momentos de aventura e suspense. E nada de comédia: a história é mais pesadona.
O único ponto negativo que eu destaco é o fato do assassino já ter matado várias crianças e ninguém das famílias dessas crianças se manifestar diante do sumiço delas. É no mínimo meio esquisito, né?
Mais informações sobre Visitante de Invierno? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

O LABIRINTO DO FAUNO

título original: El Laberinto del Fauno
título brasileiro: O Labirinto do Fauno
ano de lançamento: 2006
países: Espanha / México
elenco principal: Ivana Baquero, Maribel Verdú, Sergi López
direção e roteiro: Guillermo del Toro

Com o fim da Guerra Civil Espanhola, os poucos rebeldes que ainda existem vivem escondidos nas florestas e montanhas, usando suas últimas forças pra derrubar o Franquismo, a ditadura recém-instalada.
Um capitão franquista chamado Vidal vive num moinho no meio de uma dessas florestas, que ele agora usa como base, sem desconfiar que a empregada Mercedes é uma espiã rebelde. E perto dali fica um misterioso labirinto, aparentemente construído na época do Império Romano, onde ninguém entra, com medo de se perder.
Uma viúva acabou de se casar com o Vidal. E ela tem uma filha do 1º casamento, chamada Ofelia, que é fã de contos de fada.
Indiferente a isso, o Vidal continua praticando atos de sadismo gratuito contra os rebeldes capturados.

A partir desse ponto, O Labirinto do Fauno, produção que completou 15 anos de lançamento em Maio, pode ser assistido sob 2 pontos de vista diferentes, já que a Ofelia começa a enxergar vários seres sobrenaturais que só ela vê. E um deles, o Fauno, diz que ela é a reencarnação de uma princesa encantada. E que dentro do labirinto existe uma passagem pra ela voltar ao antigo reino dela. Mas, pra fazer isso, antes ela tem que cumprir 3 provas, que só vão ser reveladas a ela no momento de serem cumpridas.
Então, como 1ª possibilidade, podemos entender que tudo o que aparece é mesmo real, embora só a Ofelia veja (o filme insinua isso em algumas cenas, como quando é só com a ajuda do Fauno que ela consegue escapar do quarto onde tava trancada); ou, como 2ª possibilidade, podemos entender que tudo era só a imaginação da menina, como uma forma dela de fugir do ambiente duro em que vivia (o filme também insinua isso em algumas cenas, como quando o Vidal encontrou a Ofelia no labirinto falando sozinha, enquanto ela própria se via falando com o Fauno).
Na verdade, O Labirinto do Fauno tem várias metáforas e mensagens subliminares. E dando um passeio aí pela Internet, você encontra vários sites fazendo dissertações enormes sobre cada cena do filme.
É interessante lembrar que, embora a gente veja aqui seres sobrenaturais e cenas de violência bem fortes, quem comete os atos mais aterrorizantes não são os seres sobrenaturais (com uma certa exceção em relação ao monstro que fica sentado à mesa do banquete), mas sim os vilões humanos do filme.
Sobre a produção, os efeitos especiais são ótimos.
O Labirinto do Fauno foi todo filmado na Espanha, embora algumas partes da produção tenham tido o México como base.
Foi o filme que ganhou mais prêmios em 2006.
Uma coisa pouco comentada é que a canção de ninar entoada por alguns personagens durante o filme parece ter sido inspirada no tema musical de um filme de terror de 1972 chamado The Legend of  Boggy Creek. E eu acredito que não tenha sido exatamente por acaso.
Vou deixar a tradução aqui pra explicar o que eu quero dizer:

Lonely Cry

É aqui que a história acontece
Um mundo que raramente olhamos
Uma página do livro dos dias passados
Aves, feras, vento e água
Aqui abaixo do Céu azul brilhante
Nenhum homem embaça a visão da águia
E coisas que rastejam, nadam, voam,
Alimentam-se, reproduzem-se, vivem e morrem
Aqui o fluxo do rio de enxofre
Segue enquanto a nuvem de tempestade sopra
É pra esse lugar que a criatura vai
Segura dentro de um mundo que ela conhece
Talvez ela vagamente se pergunte:
“Por que não há outro como eu?
Pra eu tocar e amar antes de morrer?
Pra ouvir meu choro solitário?”
(Earl E. Smith)

Quem já viu O Labirinto do Fauno já percebeu que a letra dessa música descreve mais ou menos as condições em que a Ofelia vive, né? E o ritmo em que essa música é cantada é o mesmo ritmo da canção de ninar do Labirinto do Fauno.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


Até a próxima!

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

KRULL

títulos original e brasileiro: Krull
ano de lançamento: 1983
países: Espanha / Estados Unidos / Inglaterra / Itália
elenco principal: David Battley, Freddie Jones, Ken Marshall
direção: Peter Yates
roteiro: Stanford Sherman

Os habitantes do Planeta Krull conhecem algumas profecias e aguardam que elas se cumpram.
Uma delas afirma que, um dia, Krull será atacado pelo Monstro, um terrível ser com vastos poderes mágicos que já dominou vários planetas e chegará a Krull trazendo o mesmo caos e a mesma destruição deixada nos outros mundos por onde ele passou...
Outra profecia afirma que, um dia, uma jovem de uma antiga estirpe se tornará uma rainha. Depois disso, ela escolherá um rei. Juntos eles governarão o planeta. E o filho deles governará a galáxia...

Apesar de ter sido produzido em parceria com os Estados Unidos, Krull não teve nem uma única cena gravada em solo estadunidense. A Espanha, a Inglaterra e a Itália foram os palcos de todas as filmagens.
É um filme que trabalha basicamente com clichês de aventura vistos até o início dos anos 80: um herói que vai salvar uma heroína que se encontra a mercê de um monstro, um velho sábio que dá conselhos aos heróis, um mago atrapalhado responsável pelas cenas cômicas da história, uma arma mágica que só pode ser usada pelo homem certo (leia-se: pelo ‘mocinho’ do filme, é claro rs) e um planeta cheio de lugares perigosos por onde os heróis vão passando.
Mas, apesar disso, sabem que funcionou?
É verdade que, na época em que foi lançado, Krull foi um filme meio deixado de lado. Mas, com o passar das décadas, passou a ser considerado cult.
Pra quem gosta de filmes em que as cenas mostram TUDO, TUDO, TUDO, talvez desagrade. Porque tem várias coisas que são apenas mencionadas pelos personagens, mas nunca mostradas.
Por exemplo, são mencionadas várias comunidades de camponeses destruídas pelos exércitos do Monstro. Mas, com exceção de um palácio visto no início do filme, o resto do Planeta Krull parece ser formado só por desertos, florestas, geleiras, montanhas e outros lugares desabitados. As tais comunidades nunca dão as caras.
O sábio Ynyr, respeitadíssimo pelos demais habitantes do planeta e visto por todos como um grande personagem da História de Krull, simplesmente nunca tem o seu passado revelado: nenhuma cena mostra e nenhum personagem conta o que ele fez de tão importante assim no passado (a única cena de ação que vemos ele protagonizando é quando ele vai falar com a Viúva da Teia e enfrenta a aranha gigante).
Apesar disso, eu não tiro o mérito do filme. Ele consegue contar uma história com início, meio e fim e você nem chega a sentir falta dessas coisas que não aparecem.
Os vilões assustam? Bom, o Monstro propriamente aparece muito pouco.
Na verdade, ele invadiu Krull pra se aproveitar daquela profecia da rainha. Ou seja, ele concluiu que a jovem em questão é a Princesa Lyssa. E assim que ela se tornou rainha, ele raptou ela, esperando que ela se casasse com ele pra cumprir a profecia, ou seja, fazer dele o Soberano de Krull.
Uma espécie de golpe do baú interplanetário, né?
Guardando-se as devidas proporções de diferença, Krull lembra um pouco Mercenários das Galáxias (1980), substituindo as batalhas de naves espaciais por uma odisseia ao longo de um planeta inóspito.
Aliás, tanto o Monstro quanto o Sador lembram vários vilões principais de sentais: uma criatura despótica e sádica que viaja pelo espaço tentando conquistar outros planetas, escoltada por um exército de seres bizarros.
Já que falamos nos súditos do Monstro, eles aparecem muito mais do que o patrão deles ao longo do filme. Mas não parecem ter exatamente uma hierarquia. São todos igualmente submissos a ele, mas um membro do exército do Monstro não manda no outro. Então, todos eles juntos formam um 2º escalão como um todo. E quase todos atuam simplesmente como guerreiros, enquanto alguns poucos se disfarçam com a aparência de seres pacíficos pra matar os inimigos na traição quando eles se encontram desarmados.
Todos eles, quando percebem que foram mortalmente feridos, se jogam no solo e se enterram ali pra morrer, enquanto soltam um grito de animal ferido.
Como curiosidade, podemos mencionar aqui a presença do jovem Liam Neeson, ainda nos seus primeiros anos de carreira cinematográfica, interpretando um personagem secundário.
Mais informações sobre Krull? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘extraterrestres’ que você acha um post sobre Mercenários das Galáxias.
Até a próxima!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

CONAN, O BÁRBARO

títulos originais: Conan, the Barbarian / Conan, el Bárbaro
título brasileiro: Conan, o Bárbaro
ano de lançamento: 1982
países: Espanha / Estados Unidos / México
elenco principal: Arnold Schwarzenegger, James Earl Jones, Sandahl Bergman
direção: John Milius
roteiro: Robert E. Howard (autor do texto original), Edward Summer, John Milius e Oliver Stone

Um menino chamado Conan foi criado numa aldeia bárbara no meio de uma floresta, aprendendo a adorar o deus Crom.
Ele sempre soube que é inútil rezar pra esse deus, pois ele não presta atenção nas orações dos humanos. Mas, quando quer, ele ajuda determinados humanos que acreditam nele. E também é ele que absolve ou condena os espíritos do povo do Conan no momento em que eles morrem e chegam diante dele.
Um dia, a aldeia é atacada por um bando de bandidos.
Única criança da aldeia, o Conan foi o único que não foi morto. Mas foi levado por um dos bandidos e vendido como escravo a um fazendeiro, vivendo nessas condições até o início da juventude.
O trabalho duro todos os dias deixou ele enorme, musculoso e anormalmente forte.
Um dia, impressionado com a força do Conan, um apresentador de shows de luta comprou ele como escravo e botou ele pra lutar contra vários guerreiros nos espetáculos que apresentava. E permitiu que ele se aprimorasse no Oriente.
Até que, aparentemente percebendo que o Conan já tinha se tornado poderoso demais pra continuar sendo escravo, o patrão soltou ele. E ele foi vagando pelo Mundo, até entrar acidentalmente no túmulo de um rei guerreiro dentro de uma caverna. E pegando a espada que foi sepultada junto com o rei, ele passou a usar aquela arma nas aventuras que encontrou dali pra frente.

Com cenas gravadas nos Estados Unidos, na Espanha e no México, Conan, o Bárbaro foi um filme amado por alguns e odiado por outros na época em que foi lançado. Mas hoje é considerado um clássico cult.
O filme foi inspirado nas histórias sobre o herói deixadas por seu criador Robert E. Howard. E foi sem dúvida um divisor de águas da carreira do Arnold Schwarzenegger, apesar da interpretação canastríssima dele.rsrs
A história pode ser dividida entre antes e depois da alforria do personagem: antes, o Conan só fazia o que mandavam ele fazer e repetia o que mandavam ele repetir, sem nunca dar muita importância às coisas que falava e que fazia; depois, ele se dedicou a encontrar o assassino do povo dele e vingar a morte de todos eles.
Muita coisa foi gravada no improviso, como a cena em que o Conan tá correndo dos cachorros e a cena em que ele incendeia o templo. Sim: ali o Arnold tava correndo dos cães furiosos de verdade (e sem proteção nenhuma!) e ele também incendiou o cenário de verdade!
O filme também faz uma crítica explícita contra as seitas religiosas que atraem tantos fanáticos, que se transformam em meros fantoches nas mãos dos sacerdotes.
Qualquer semelhança entre o vilão Thulsa e os pastores pentecostais e neopentecostais milionários que a gente vê na televisão hoje certamente não é mera coincidência.
Mas o diretor parece deixar claro que não é uma crítica contra Jesus, já que ele retratou o Conan, que é exatamente quem faz os fanáticos abrirem os olhos, com algumas características de Jesus: ele é torturado, depois disso é crucificado numa árvore do deserto, depois disso é retirado da crucificação pelos amigos dele e depois disso ‘ressuscita’ através de um poder sobrenatural.
A mensagem clara parece ser “Confiem em Jesus, mas nunca confiem nos líderes ricos de seitas”. Embora os pentecostais e neopentecostais (principalmente os de classes sociais mais baixas) pareçam fazer questão de seguir o oposto disso.
Mas enfim: desde o início, a intenção do diretor era criar uma série cinematográfica sobre o Conan. Mas acabou saindo só 1 única continuação até hoje (1984).
Um 3º filme tava previsto pra ser gravado logo depois disso. Mas como algumas pessoas que trabalhariam no filme já tavam ocupadas com outros projetos e outras já tavam com os contratos expirados, acabou não rolando (embora, até poucos anos atrás, ainda tivesse gente pensando na possibilidade de lançar esse 3º filme).
Em 2011, um reboot também chamado Conan, o Bárbaro foi lançado. Mas mostrando o herói passando por situações completamente diferentes do que se viu no filme de 1982.
Daqui a algum tempo vocês vão ver um post sobre esse reboot aqui. Aguardem!
Mais informações sobre o filme de 1982? Lá vai:


ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

FÚRIA DE TITÃS (versão de 2010)

títulos originais: Clash of the Titans / Furia de Titanes
título brasileiro: Fúria de Titãs
ano de lançamento: 2010
países: Austrália / Espanha / Estados Unidos / Etiópia / Inglaterra
elenco principal: Gemma Arterton, Ralph Fiennes, Sam Worthington
direção: Louis Leterrier
roteiro: Beverley Cross (autor do texto original), Matt Manfredi, Phil Hay e Travis Beacham

Abandonando quase por completo os mitos gregos originais, esse filme se prendeu muito mais ao roteiro deixado pelo hoje falecido Beverley Cross, que deu origem ao filme Fúria de Titãs, lançado em 1981.
Mas, embora seja um remake, esse filme teve um tom bem menos romântico e mais focado em aventura do que o original.
Ao contrário do outro filme, aqui tem 0% de relações amorosas entre o Perseu e a Andrômeda. E embora haja quem enxergue uma insinuação de amor entre o Perseu e a Io, pelo menos nesse filme, ela se comportou muito mais como uma amiga dele do que como uma namorada, amante ou adjacências (embora, na continuação que o filme teve em 2012, seja revelado que eles acabaram se casando).
As cenas de luta, por outro lado, foram muito mais elaboradas e realmente chamam bem mais atenção.
Quase todos os monstros retratados na 2ª versão de Fúria de Titãs tiveram o tamanho beeeeem aumentado, comparado à forma como eles apareceram na 1ª versão (a Medusa é bem maior, o Kraken é bem maior e os escorpiões gigantes são bem maiores)... A meu ver, houve até um certo exagero, principalmente em relação ao Kraken, que foi retratado como uma criatura do tamanho do Corcovado.rs
E no outro filme ele era um monstro marinho que ficava preso numa jaula submarina. Aqui ele é um monstro subterrâneo. Como é que uma coisa tão grande vai se mover no subterrâneo? Provocaria terremotos devastadores de 5 em 5 minutos!
O único monstro retratado com uma aparência menos ameaçadora foi o Calibos. Na verdade, ele nem foi retratado no remake como um monstro, mas simplesmente como um homem deformado depois de ter sido atingido pelo relâmpago de Zeus e depois dotado com poderes mágicos por Hades.
Mais uma: no filme original, ele era um dos vilões principais; no remake, ele virou um vilãozinho mixuruca, quase um figurante. E ainda por cima fundiram ele com o Rei Acrísio, que era outro vilão que no outro filme não tinha nada a ver com o Calibos.
A deusa Tétis, que também tava entre os vilões principais na 1ª versão, simplesmente sumiu na 2ª. E numa espécie de substituição a ela, entrou Hades.
No original, os deuses e os humanos vivem quase em estado de indiferença uns aos outros. No remake, os humanos odeiam os deuses. E os problemas da história começam basicamente por causa disso.
Como a gente vê, várias coisas foram mudadas. Mas o resultado foi um filme de aventura interessante.
Bom, eu, se tiver que escolher entre o original de 1981 e o remake de 2010, prefiro o original. Mas não tô dizendo que o remake seja ruim. Só não me agradou tanto quanto o outro.
Mais informações sobre Fúria de Titãs? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘aventura’ que você acha um post sobre a versão de 1981.
Até a próxima!

domingo, 27 de outubro de 2019

FÚRIA DE TITÃS

títulos originais: Clash of the Titans / Furia de Titanes / Scontro di Titani
título brasileiro: Fúria de Titãs
ano de lançamento: 1981
países: Espanha / Estados Unidos / Inglaterra / Itália / Malta
elenco principal: Harry Hamlin, Judi Bowker, Laurence Olivier
direção: Desmond Davis
roteiro: Beverley Cross

Embora Fúria de Titãs seja considerado a 1ª grande produção cinematográfica inspirada no mito do herói grego Perseu, eu diria que ele simplesmente pinçou alguns elementos da Mitologia Grega que se enquadrassem numa história de aventura misturada com romance.
Não tô dizendo que o filme ficou ruim. Pros padrões da época, foi uma superprodução. Mas não assista esse filme pensando que você tá vendo o mito grego original.
O romance do Perseu com a Andrômeda, que o diretor pôs em cena o mais cedo que pôde, não tem nada a ver com o mito original, no qual o Perseu só conhece a Andrômeda quando ela já tá acorrentada à beira-mar pra ser devorada por um monstro marinho.
Por falar nele, o monstro que aparece em Fúria de Titãs se chama Kraken e é o último dos titãs. Mas o que aparece na Mitologia Grega querendo devorar a Andrômeda se chama Ceto e não é um titã.rs
Bom, sem mais comparações, esse filme tem um bom nível de aventura. E os efeitos especiais, embora hoje pareçam ultrapassados, são o máximo que se pode esperar de um filme do início dos anos 80. Aliás, esse foi o último trabalho do falecido Ray Harryhausen como responsável pelos efeitos especiais (lembrando que ele também foi um dos produtores do filme).
O Perseu que aparece no filme é um herói convincente. Mas a Andrômeda retratada ali é uma heroína que fica no meio do caminho entre a mulher independente que impõe a vontade dela e a mocinha que espera pra ser salva do monstro pelo mocinho.
Quanto aos vilões, Tétis e seu filho Calibos exercem essa função.
A única coisa que eu achei mal aproveitada em Fúria de Titãs é o Kraken: todos os personagens que falam sobre ele dizem que ele é uma criatura devastadora, dizem que ele é uma besta destruidora; mas na prática, mesmo quando tem oportunidade, ele não faz muita coisa. Ele provoca um tsunami que atinge a cidade de Argos no início do filme (nem sequer ataca a cidade com as próprias mãos) e no final ele tem lá uma lutazinha meio chinfrim com o Perseu.
Um monstro que tem uma capacidade de destruição tão propalada devia ser mostrado em cenas mais ‘tiro, porrada e bomba’, né?
No mais, Fúria de Titãs tem tudo pra agradar a fãs de aventura.
Lançado mundialmente como Clash of the Titans, o filme foi produzido nos Estados Unidos e foi gravado na Espanha (onde se chama Furia de Titanes), Itália (onde se chama Scontro di Titani), Inglaterra e Malta.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


Até a próxima!

terça-feira, 4 de junho de 2019

EXPRESSO DO HORROR

títulos originais: Horror Express / Pánico en el Transiberiano
título brasileiro: Expresso do Horror
ano de lançamento: 1972
países: Espanha / Inglaterra
elenco principal: Christopher Lee, Peter Cushing, Telly Savalas
direção: Eugenio Martín (creditado aqui como Gene Martin)
roteiro: Arnaud d’Usseau e Julian Zimet

Em 1906, um explorador inglês chamado Alexander vai com uma expedição até uma caverna na China, onde, acidentalmente, encontra um troglodita congelado.
Querendo reservar as glórias dessa descoberta pra Inglaterra, ele bota o cadáver numa grande caixa de madeira e inicia a longa viagem de trem de volta pra casa, planejando só revelar o que tem lá dentro quando desembarcar em Londres. E numa baldeação que faz em Pequim, ele conhece um cientista chamado Wells, passando a andar com ele a partir daí.
Enquanto isso, um ladrão tenta arrombar a caixa sem saber o que tem lá dentro. Mas cai morto com os olhos todos brancos no mesmo instante em que olha lá pra dentro por um buraquinho. E essa situação chama a atenção de um fanático religioso da Igreja Ortodoxa chamado Pujardov...
Por fim, o trem zarpa. E algumas horas depois, o troglodita consegue sair de dentro da caixa a vai andando pelo trem, emitindo uma luz vermelha por um dos olhos e fazendo quem olha pra isso cair morto com os olhos todos brancos na mesma hora.
Não demora muito e a criatura é abatida a tiros por alguns passageiros. Mas quem disse que os problemas acabaram? E aliás, quem disse que a criatura em questão era mesmo um troglodita?

Expresso do Horror foi criado com a intenção de ser uma espécie de versão de terror do livro Assassinato no Expresso do Oriente (1934), da inglesa Agatha Christie. Mas a inspiração foi muito vaga (ambas as histórias falam de mortes que acontecem num trem, mas as semelhanças ficam por aí).
E o resultado ficou meio esquisito...
Em 1º lugar, a gente não entende bem qual é o tipo de terror que o filme pretende mostrar: começa como um filme de criatura pré-histórica, depois vira um filme de extraterrestre, depois vira um filme de zumbis...
Não sei se essas mudanças foram propositais. Mas se não foram (e aparentemente não foram), então o diretor simplesmente perdeu o controle do filme e saiu atirando pra todos os lados ao mesmo tempo.
Isso parece se confirmar quando a gente vê que o filme apresenta algumas histórias secundárias que não se desenvolvem: um conde e uma condessa ficam tentando se aproximar do Alexander, o monstro quer se apossar de um aço misterioso... Por quê? Ninguém explica.
Falando no monstro, como já foi dito, ele se apresenta como um troglodita. Mas até a fantasia do Trog, do Monstro das Cavernas (1970), ficou melhor do que a dele. Aliás, o diretor fez questão de só botar ele em cenas escuras pro público não ver as falhas... isso é, detalhes da fantasia.
O filme também força um pouco a barra pra retratar os soviéticos como bárbaros e desonestos. Principalmente quando entra em cena o personagem do Telly Savalas, que é quase uma caricatura de autoridade local abusiva.
De qualquer forma, o filme consegue manter um bom clima de suspense do início ao fim.
Também não posso encerrar sem mencionar que aqui mais uma vez se encontraram os amigos Christopher Lee e Peter Cushing, que já tinham aparecido juntos nos filmes de terror A Maldição de Frankenstein (1957), A Górgona (1964) e vários outros.
Mais informações sobre Expresso do Horror? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções inglesas’ que você acha posts sobre A Górgona, A Maldição de Frankenstein e O Monstro das Cavernas.
ATENÇÃO: esse post é inédito! Não consta na Bússola do Terror!
Até a próxima!