títulos originais: Kizim Olmadan Asla / Lo Bli Biti / Not Without My Daughter
títulos brasileiros: Não sem a Minha Filha / Nunca sem Minha Filha
ano de lançamento: 1991
países: Estados Unidos / Israel / Turquia
elenco principal: Alfred Molina, Sally Field, Sasson Gabay
direção: Brian Gilbert
roteiro: Betty Mahmoody (autora do texto original), David W. Rintels e William Hoffer
Michigan. 1984.
Uma mulher estadunidense chamada Betty é casada há 7 anos com um homem iraniano chamado Moody. E eles têm uma filha chamada Mahtob.
Tudo parece ir muito bem com a família. E o Moody se mostra muito bem adaptado ao estilo de vida norte-americano.
Ele mora nos Estados Unidos desde os anos 60 e trabalha como médico. E agora frequentemente recebe telefonemas da irmã mais velha dele, reclamando porque já faz 10 anos que ele foi lá pela última vez.
E depois de um desses telefonemas, o Moody começa a insistir com a Betty pra eles irem ao Irã fazer uma visita à família dele, dizendo que eles vão voltar aos Estados Unidos depois de poucas semanas.
Assim que eles desembarcam no Irã, a irmã do Moody dá um chador escuro à Betty. E no caminho pra casa, ela diz que uma mulher que ande na rua com roupas ocidentais vai ser presa.
Não demora muito e o Moody diz à Betty que eles não vão voltar aos Estados Unidos, porque ele quer criar a filha como muçulmana no Irã.
Ela não aceita e eles começam a discutir, até que ele dá um soco nela e diz que ela tem que fazer o que ele mandar.
Algumas horas depois, a Betty chega diante da família do Moody e expõe o que tá se passando. Mas tudo o que ela consegue é que todos se enfureçam e fiquem do lado dele e contra ela.
Em seguida, o Moody toma todos os documentos da Betty, pra garantir que ela não vai fugir. E quando a família dela telefona pra lá, ele não deixa ela atender.
Pouco depois, ela fica sabendo que, quando uma mulher de qualquer país se casa com um homem iraniano, ela passa a ser considerada iraniana pelos políticos do Irã. E assim, ela passa a ser tratada oficialmente como tal dentro das fronteiras do Irã. E nesse caso, ela não pode nem sequer viajar pra outra região do Irã sem autorização do marido.
A Betty também fica sabendo que pode pedir o divórcio e, nesse caso, o marido não pode mais impedir ela de ir embora. Mas, se fizer isso, ela vai perder a guarda da filha, que vai ter que ficar com o pai.
Ela decide que não vai embora sem a filha. Mas, se ela fugir do Irã com a criança e for recapturada no caminho, vai ser presa e condenada à morte.
Not Without My Daughter foi lançado no Brasil em VHS com o título de Nunca sem Minha Filha e depois relançado na televisão com o título de Não sem a Minha Filha.
O filme foi inspirado no livro com o mesmo nome, lançado pela Betty Mahmoody em 1987, contando a história da permanência forçada dela no Irã.
Nunca sem Minha Filha teve cenas filmadas nos Estados Unidos, Turquia e Israel, onde recebeu respectivamente os títulos de Not Without My Daughter, Kizim Olmadan Asla e Lo Bli Biti.
O filme foi acusado de representar os iranianos como vilões e fanáticos religiosos. Mas realmente não é o caso.
O próprio Moody deixa claro que a família dele só é radicalmente conservadora e partidária do governo que se formou a partir de 1979 porque eles são de origem tribal. Ou seja, não são todos os iranianos que pensam e se comportam daquela forma.
E fora da família dele, a Betty encontra muçulmanos que apoiam e ajudam ela.
Quanto à mudança de comportamento do Moody ao voltar ao Irã, várias pessoas que conviveram com muçulmanos vindos do Oriente Médio relataram que viram isso na vida real: enquanto o muçulmano estava morando aqui no Ocidente, ele se mostrava super democrático, super atualizado com as ideias do país anfitrião e tudo mais que se parecesse com isso; quando voltou ao país de origem dele e voltou a conviver diretamente com a família dele, ele regrediu de volta ao mesmo estado psicológico em que vivia antes. Então, embora exceções existam, o filme mostra apenas realismo em relação a esse assunto.
Inclusive, quando eles se casam com mulheres ocidentais e querem levar as esposas pros países de origem deles, o esquema é quase sempre esse mesmo mostrado no filme: ele quer que ela vá lá “só por uns poucos dias” pra conhecer a família dele e, logo depois que eles desembarcam lá, ele não quer mais voltar nem quer que ela volte.
Claro que aquelas que são mantidas prisioneiras lá contra a própria vontade na mesma proporção que o filme mostra são minoria. Mas muitas só conseguem voltar depois que se divorciam.
E é bom lembrar que, na maioria dos países de maioria muçulmana que seguem o lema do “NÃO VAMOS DEIXAR NENHUMA CULTURA ESTRANGEIRA ENTRAR AQUI!!!”, uma mulher tem tantos direitos jurídicos quanto uma porca. E curiosamente, as feministas de esquerda se fazem de cegas, surdas e mudas pra isso, enquanto fazem apologia ao Islamismo, né? Mas...
Mais informações sobre Nunca sem Minha Filha? Lá vai:
Foi bom você ter passado por aqui. Até a próxima!😉









