sábado, 5 de outubro de 2019

MERCENÁRIOS DAS GALÁXIAS

título original: Battle Beyond the Stars
título brasileiro: Mercenários das Galáxias
ano de lançamento: 1980
país: Estados Unidos
elenco principal: Darlanne Fluegel, John Saxon, Richard Thomas
direção: Jimmy T. Murakami e Roger Corman
roteiro: Anne Dyer e John Sayles

O Planeta Akir já foi a pátria de grandes guerreiros espaciais. Mas agora que os habitantes se converteram aos ensinamentos de um livro sagrado chamado Varda, procuram levar uma vida mais bucólica.
Um dia, uma nave gigantesca se aproxima do planeta, matando gratuitamente vários habitantes a tiros. E o comandante, chamado Sador, se mostra como um holograma e explica que decidiu tomar posse do planeta e que vai voltar em 7 dias pra desembarcar ali.
Ele vai embora logo depois, deixando os habitantes em pânico. Mas o velho Zed, o único dos antigos guerreiros ainda vivo, diz que eles sozinhos não podem fazer nada pra se defender. Entretanto, se usarem contra os invasores seres tão violentos quanto os próprios invasores, ou seja, mercenários, eles podem ter uma chance.
Ouvindo a conversa, o jovem Shad se oferece como voluntário pra pegar a antiga nave-robô do Zed e sair pelo espaço recrutando mercenários.
Ele vai de fato. Mas tem que resolver isso dentro dos próximos 7 dias. De outro modo, será o fim de Akir!

Quem já viu um faroeste de 1960 chamado Sete Homens e Um Destino certamente percebeu algumas semelhanças entre ele e Mercenários das Galáxias. E não foi por acaso: um foi, até um certo ponto, inspirado no outro.
É evidente que Mercenários das Galáxias não chega a ser um remake de Sete Homens e Um Destino (forçando muito a barra, chega a ser no máximo um reboot). Mas funciona mais ou menos como uma versão dele se passando no espaço, certamente aproveitando a moda da série Star Wars, lançada em 1977.
Bom, temos aqui uma produção que cumpre as expectativas de um filme de aventura e ficção científica dos anos 80. Pros jovens de hoje talvez ele pareça meio bobinho, mas dá pro gasto.
Não esperem ver criaturas extremamente bizarras entre os aliens: a maioria tem aparência humana; e os que não têm também não chegam a ter uma estrutura tão distante assim da humana.
O mais diferente é um monstro gigante que aparece flutuando no Espaço. Mas, além de aparecer muito rápido, ele só tem a aparência de um grande borrão colorido, meio transparente e sem forma definida (tô falando sério!).
A continuidade do filme também tem algumas esquisitices, como um dos mercenários chamado Quopeg, que simplesmente some do meio do filme pra frente e ninguém explica que fim ele levou (ele é o guarda-costas do Cayman e anda sempre junto com ele em todas as cenas em que ele aparece, mas, de repente, cadê o cara?).
Quanto aos vilões, apesar do Sador ser o único cérebro pensante entre eles, ele é igual a qualquer ditador com mania de grandeza.
Quase sempre acompanhado pelo cientista Dako, ele se refere aos súditos dele, que formam a máfia Malmori, como “mutantes”, o que dá a entender que foram criados pelo Dako pra servir ao Sador. Mas a obra deixou a desejar, já que os bichos são tão feios quanto inúteis (tem uma cena logo no início em que 2 desses mutantes perseguem a nave do Shad, dão uns 500 tiros nele e conseguem errar todos!rsrs).
Quanto ao Dako, ele também é um torturador profissional, cometendo atrocidades contra os inimigos que a máfia Malmori consegue capturar.
Vale lembrar que o Sador foi interpretado pelo ator John Saxon, famoso entre os fãs de filmes de terror por ter participado de várias produções do gênero principalmente nos anos 80.
O filme todo gira em torno de um clima de aventura. Mas tem algumas cenas aleatórias de humor também.
Bom, eu encerro dizendo que Mercenários das Galáxias é um filme de aventura legalzinho. Mas não espere encontrar aqui uma superprodução nem nada do tipo.
E outro filme dirigido pelo Roger Corman que eu já indiquei aqui foi A Ilha do Pavor (1957), que teve muito mais esquisitices que Mercenários das Galáxias.rs
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘comédias involuntárias’ que você acha um post sobre A Ilha do Pavor.
Até a próxima!

2 comentários:

Hugo disse...

Clássico B da ficção que bebeu na fonte do sucesso de "Guerra Nas Estrelas".

É uma das muitas obras interessantes produzidas pelo grande Roger Corman.

Abraço

Leo Rib disse...

Eu diria que o filme mostra o que se propõe a mostrar: uma guerra entre extraterrestres. Só que com as limitações dos efeitos especiais do início dos anos 80 e com limitações de custo (é óbvio que não houve nenhum investimento milionário nesse filme).
Então, eu diria que o resultado ficou bom.
Abraço também!