quarta-feira, 29 de julho de 2020

O PREDADOR

títulos originais: Depredador / Predator
título brasileiro: O Predador
ano de lançamento: 1987
países: Estados Unidos / México
elenco principal: Arnold Schwarzenegger, Elpidia Carrillo, Kevin Peter Hall
direção: John McTiernan
roteiro: Jim Thomas e John Thomas

“El Diablo Cazador de Hombres.” Assim os índios guatemaltecos se referem a uma misteriosa assombração que, de acordo com as lendas locais, vive na selva do país deles e que mata brutalmente todos que se atrevem a entrar em seus domínios.
Carcaças humanas horrivelmente estraçalhadas encontradas pela selva parecem confirmar a existência desse ser. Mas quem vai descobrir definitivamente o que há por trás dessa lenda é uma pequena tropa do Exército dos Estados Unidos, mandada até a Selva da Guatemala numa missão especial... da qual quase ninguém vai voltar vivo!

Com esse roteiro, O Predador apresentou ao público uma das espécies de monstros espaciais mais famosos entre os fãs de terror, aventura e ficção científica.
Filmado no México, embora o diretor e quase todos os atores sejam dos Estados Unidos, esse filme é considerado um clássico do final dos anos 80. Além de ser o 1º de uma franquia de 6 filmes (os outros 5 foram lançados em 1990, 2004, 2007, 2010 e 2018). E mais algumas produções aleatórias que a gente encontra por aí e que não fazem parte da série cinematográfica oficial.
O 1º, como já vimos, se passa num ambiente florestal. E parece que isso agradou tanto aos fãs que causou problemas pro 2º...
Acontece que esse deslocou a história pro Centro de Los Angeles, o que, embora tenha sido bem aproveitado pelo roteiro, foi mal visto por uma grande parte dos fãs. E assim, a história voltou a se passar em ambientes florestais na maioria das produções posteriores, tentando retomar o clima do filme de 1987.
Os filmes de 2004 e 2007 foram crossovers com a série cinematográfica lançada pelo filme Alien (1979). E embora isso não tenha ficado ruim, descaracterizou um pouco o tema original, né?  A história acabou tomando outro rumo: até ali, o que a gente via era uma espécie de caçadores espaciais abatendo humanos por esporte; dali pra frente, virou um tipo de guerra entre 2 espécies diferentes de monstros espaciais.
Bom, só os 2 primeiros filmes (principalmente o 2º) se fixaram com mais força no gênero ‘terror’. Os seguintes, embora evidentemente também possam ser classificados como “terror light”, se prenderam mais aos gêneros ‘aventura’ e ‘ficção científica’. Então, O Predador e suas continuações agradam a fãs de todos esses gêneros.
Também é interessante lembrar que, nos 2 primeiros filmes, o monstro foi interpretado pelo hoje falecido ator Kevin Peter Hall, famoso por vestir a roupa de vários monstros de filmes de terror desde o final dos anos 70 até o início dos 90, como a ursa monstruosa Katahdin, da Semente do Diabo (1979).
Mais informações sobre O Predador? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘minimonstros’ que você acha posts sobre A Semente do Diabo e Alien.
Até Agosto!

terça-feira, 28 de julho de 2020

CLIVE BARKER

O inglês Clive Barker é lembrando na área do terror basicamente pelos trabalhos que já teve como escritor e roteirista.
Lançadas nos anos 80, a coleção Livros de Sangue e a série cinematográfica Hellraiser (que apresentou ao Mundo o cenobita sadomasoquista Pinhead, considerado por muitos um dos grandes vilões do terror moderno) talvez sejam lembradas como as principais obras do Clive nessa função.
Entretanto, ele também deu a sua contribuição ao Cinema de Terror como ator.
Vejamos os trabalhos que o Clive teve só como ator em filmes de terror:
Sonâmbulos (1992), Os Outros (2000), Vault of the Macabre (2014) e Vault of the Macabre: the House upon the Hill (2017).
É claro que se vê que é uma carreira modesta como ator. Mas exatamente porque o Clive sempre se dedicou muito mais à Literatura de Terror e à produção de textos pra filmes de terror. A carreira de ator sempre veio em 2º plano. Por isso, em alguns outros filmes, ele foi ator & roteirista: em 1973, ele foi diretor, roteirista e ator do curta-metragem Salomé; em 1978, ele foi diretor, ator e roteirista do curta-metragem The Forbidden; 1992, ele foi roteirista e ator do curta-metragem Motörhead: Hellraiser; em 1997, ele foi roteirista e ator do filme A Maldição de Quicksilver; e em 1998, ele foi diretor roteirista e ator do filme Clive Barker’s Salomé & The Forbidden.
Um filme inspirado num conto dos Livros de Sangue que eu já mencionei aqui foi O Senhor das Trevas (1986). Mas esse filme é um dos que o Clive mais rejeita: de acordo com ele, devido à insistência dos produtores, o diretor distorceu completamente o roteiro que ele tinha planejado pro filme (sim: foi o próprio Clive que tinha adaptado o texto do conto pra ser usado como roteiro cinematográfico) e fez praticamente outro filme com outra história que ele considera bizarramente pior do que a história original.
E por fim, uma palavrinha sobre a franquia Hellraiser:
Pra dizer a verdade, essa é uma das séries cinematográficas de terror às quais eu dou menos bola. O único filme inteiro que já vi dessa franquia foi o 1º (1987). E sendo sincero, achei meio confuso na hora. Depois é que, lendo o roteiro, entendi melhor a história.
E é uma série assustadora porque trabalha com sadomasoquismo: os vilões sentem prazer em sentir dor física e em provocar dor física nos outros.
Mas o que foi mais inovador nessa série é que o Pinhead foi retratado de forma bem diferente da grande maioria dos vilões de filmes de terror oitenteiros: ele não é uma besta descontrolada que sai massacrando qualquer coisa que se mexa na frente dele e também não é um vilão mudo que a gente não entende direito por quê tá matando.
Se é isso que você quer ver, vale a pena dar uma olhada.
Mais informações sobre o Clive? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções irlandesas’ que você acha o post sobre O Senhor das Trevas.
Até a próxima!

segunda-feira, 27 de julho de 2020

O PORTÃO II: ELES ESTÃO DE VOLTA

títulos originais: Gate II / La Fissure II: Le Cauchemar Reprend
título brasileiro: O Portão II: Eles Estão de Volta
ano de lançamento: 1990
países: Canadá / Estados Unidos
elenco principal: Louis Tripp, Pamela Adlon (creditada aqui como Pamela Segall), Simon Reynolds
direção: Tibor Takács
roteiro: Michael Nankin

Passados 2 anos desde que o rei demônio gigante e seu exército de minidemônios tentaram dominar o Universo, o único adolescente que lutou contra esses demônios e ainda continua morando no mesmo lugar é o Terry. As famílias dos demais se mudaram pra outras cidades (provavelmente, traumatizadas com as loucuras sobrenaturais que se passaram ali).
Vendo o pai desempregado e se afundando no alcoolismo, o Terry tem uma ideia radical: ir até a casa agora abandonada onde se abriu o portão por onde o rei demônio saiu e reabrir o portão! Dessa vez, ele quer soltar os 3 demônios mais poderosos do Inferno e pedir a eles que restaurem a vida do pai... Pedindo isso a demônios?! Já vimos que a coisa não vai acabar bem, né?
Mas, no momento em que ele faz a invocação, os 3 adolescentes da pesada que rondam a vizinhança aparecem e interferem no ritual, que acaba saindo errado: em vez de trazer os demônios do Inferno pra Terra, o Terry e os outros 3 garotos é que acabam sendo teletransportados pro Inferno por alguns segundos.
Quando voltam pra Terra, eles trazem sem querer um dos minidemônios que serviam ao rei demônio. E descobrem que a asquerosa criaturinha realiza todos os pedidos feitos a ela, mas com péssimos resultados: tudo o que ele dá se transforma em algo negativo algumas horas depois.
E essa não é a pior parte, pois, poucos dias depois, os 3 demônios que o Terry invocou conseguem fugir do Inferno e vir pra Terra. Mas eles possuem o próprio Terry e 2 dos adolescentes que interferiram no ritual. E agora, tão transformando os corpos deles em corpos de demônios!

Acho que tá claro que temos aqui a continuação do filme O Portão (1987). Mas enquanto esse último era um filme de terror infantil, O Portão II: Eles Estão de Volta tem temas mais comuns de filmes voltados pro público adolescente (a preocupação do rapaz em relação ao futuro, os garotos brigões enchendo o saco do nerd, a namorada do garoto brigão mudando de lado e ficando ‘boazinha’...).
Como um todo, O Portão II tem uma história um pouco mais séria (apesar de ter várias cenas cômicas, é claro). E como o Terry é o único personagem que aparece nos 2 filmes, ele teve que virar o protagonista desse aqui (no 1º filme, apesar de aparecer quase o tempo todo, ele era um personagem secundário).
Em termos de efeitos especiais, eu diria que os 2 filmes seguem a mesma linha. Um não chega a ser melhor do que o outro.
Em termos de aventura, O Portão II é um pouco mais agitado e tem mais mudanças de cenário.
Ambos são de terror light.
Enfim, se você viu O Portão, gostou e quer ver uma versão um pouco menos infantil dele, vai gostar do Portão II também.rs
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘séries cinematográficas’ pra ver um post sobre o 1º filme da franquia.
Até a próxima!

domingo, 26 de julho de 2020

NICK EAST

De acordo com alguns sites, o ohioano Nick East (também creditado algumas vezes como Scott Turner) tem se dedicado à carreira de escritor desde 2013, ano em que deixou a carreira de ator pornô, com um currículo de mais de 1000 filmes, curtas e longas.
Em meio a essas centenas de filmes de que ele participou, é claro que alguns foram filmes de terror pornô.
Em 1995, o Nick apareceu em The Devil in Miss Jones 5: The Inferno.
Como o título deixa bem claro, essa é uma das várias continuações do clássico O Diabo na Carne de Miss Jones (1973).
Em 1998, o Nick participou de The Beautiful Evil.
No ano seguinte, foi a vez de Voodoo Lounge.
No ano 2000, o Nick foi visto em Bedeviled e em Terror of the Clit 2.
No ano seguinte, On the Prowl 3 contou com ele no elenco.
Em 2003, o Nick teve em Les Vampyres 2.
Em 2006, ele protagonizou Picture Perfect.
E no ano seguinte, o Nick apareceu em Gatinhas 3.
Mais informações sobre o ex ator? Lá vai:


Até a próxima!

sábado, 25 de julho de 2020

O PORTAL DO INFERNO / O PORTÃO

títulos originais: La Fissure / The Gate
títulos brasileiros: O Portal do Inferno / O Portão
ano de lançamento: 1987
países: Canadá / Estados Unidos
elenco principal: Christa Denton, Louis Tripp, Stephen Dorff
direção: Tibor Takács
roteiro: Michael Nankin

Há muitos e muitos milênios, os deuses do mal, que reinavam sobre a escuridão, foram derrotados pelos deuses do bem, que reinavam sobre a luz.
Depois disso, os vencidos foram transformados em demônios e aprisionados numa prisão subterrânea: o Inferno.
De acordo com um livro de demonologia, é possível libertar esses demônios se alguém cumprir um complicado ritual: num buraco no chão onde um geode tenha sido encontrado, alguém tem que derramar sangue e jogar o corpo de uma criatura morta, além de praticar um ritual de levitação perto do buraco e ler um convite aos demônios pra que eles tomem posse do Universo.
Sem perceber o que tão fazendo, um grupo de garotos cumprem todas essas condições quando um buraco é aberto acidentalmente no quintal da casa de um deles...
Não demora e uma legião de ferozes minidemônios começam a sair do buraco e atacar a casa. E mais: esses minidemônios tão apenas preparando o terreno pra chegada de um rei demônio gigante (ou seja, o antigo rei dos deuses das trevas, transformado num demônio pelos deuses da luz e preso por eles no Inferno), que vem disposto a transformar todo o Universo numa continuação do Inferno!
Sozinhos na casa, os jovens Glenn, Terry e Alexandra vão tentar impedir que isso aconteça... Mas será que um trio de pouco mais do que crianças podem conseguir tal coisa?

Lançado na televisão com o título de O Portal do Inferno e em VHS com o título de O Portão, The Gate é um filme de terror pra crianças. Aliás, pra quem nunca viu um filme de terror e quer começar por uma coisa mais light, talvez valha a pena dar uma olhada nesse. Embora ele siga um estilo 100% oitenteiro e já tenha efeitos especiais bastante ultrapassados, é claro (não se esqueçam de que isso foi filmado há mais de 30 anos).
Sendo um filme de terror infantil, é claro que ele tem vários toques de comédia (alguns, inclusive, de humor cáustico) do início ao fim. E as várias cenas de ação garantem também um clima de aventura.
E O Portão é até menos violento do que outros filmes de terror infantil, como Jack, o Matador de Gigantes (1962) e Deu a Louca nos Monstros (1987).
Apesar de ter uma história simples (a própria reação dos personagens diante de algumas situações sobrenaturais é bastante bobinha), pelo menos O Portão consegue contar uma história com início, meio e fim. E sem deixar contradições nem um monte de situações no ar, como a gente vê em vários outros filmes do mesmo tipo.
Bom, vamos dizer que esse filme parece, mais um menos, uma versão live-action de um episódio de Goober e os Caçadores de Fantasmas (1973).rs
O Portão teve 1 única continuação (1990). E vamos falar sobre ela aqui em breve.
Mais informações sobre o filme? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘seres sobrenaturais’ que você acha posts sobre Deu a Louca nos Monstros; Goober; e Jack, o Matador de Gigantes.
Até a próxima!

sexta-feira, 24 de julho de 2020

MR MARCUS

O californiano Mr Marcus é uma figura famosa no meio pornô por seus incontáveis trabalhos tanto como ator quanto como diretor.
Mas foram poucos até hoje os filmes de terror pornô de que ele já participou.
Em 2008, o Mr Marcus apareceu em Asia Noir 6: Evil Sex Trap.
E no ano seguinte, ele participou de 2 filmes desse subgênero: Pure e Scared Sexy.
Mais informações sobre o Mr Marcus? Lá vai:









Até a próxima!

quinta-feira, 23 de julho de 2020

O DEMÔNIO DO PARAÍSO

título original: Demon of Paradise
título brasileiro: O Demônio do Paraíso
ano de lançamento: 1987
países: Estados Unidos / República das Filipinas
elenco principal: Kathryn Witt, Laura Banks, William Steis
direção: Cirio H. Santiago
roteiro: C. J. Santiago e Frederick Bailey

Numa região isolada, porém turística, do Hawaii, alguns nativos realizam uma prática ilegal de pesca num lago, usando dinamites.
Logo depois, um misterioso e feroz lagarto humanoide se ergue do fundo do lago e começa a atacar e matar várias pessoas nas redondezas.
Na crença dos nativos, o monstro é uma assombração do folclore deles, chamada Akua, que, de acordo com a lenda, apareceu na região há 50 anos. E agora voltou, pois se irritou com o barulho das explosões.
Uma bióloga especialista em répteis chamada Annie concorda que a criatura só tá atacando por se irritar com as explosões. Mas explica que não se trata de uma assombração, e sim de um ser pré-histórico que ficou hibernando no fundo do lago até agora.
Seja como for, é preciso deter o monstro. E cada um pensa em fazer isso de um jeito: os nativos atiram oferendas no lago pra acalmar a assombração, a polícia quer simplesmente matar a criatura, a Annie quer que o bicho seja capturado vivo pra ser analisado e ajudar no progresso da Biologia e a dona de um hotel local chamada Angela dá ao monstro o apelido de “Demônio do Paraíso” (é: por isso que o filme tem esse nome rs) e tenta usar ele como marketing turístico pra atrair mais hóspedes pro hotel dela, embora ela própria acredite que a coisa toda seja uma lenda.
Em meio a toda essa confusão, novas vítimas vão perecendo entre as unhas e dentes do terrível monstro...

De acordo com alguns poucos sites, Demon of Paradise foi lançado no Brasil em DVD com o título de O Demônio do Paraíso. Mas não encontrei nenhuma informação mais consistente sobre isso.
Gravado nas Filipinas e tendo uma leve parceria com os Estados Unidos, esse é mais um filme de terror que segue o tema lançado em 1954 com O Monstro da Lagoa Negra: um monstro humanoide aquático que sai do lago onde vive e começa a matar os humanos que encontra pelo caminho.
Mas posso dizer que, comparado com outros filmes que beberam na mesma fonte, O Demônio do Paraíso conseguiu mostrar uma criatura com uma aparência mais realista. Ou, pelo menos, mais bem feita. Mas tem o mesmo problema da maioria desses outros: não tem cenas subaquáticas do monstro.
Ele até aparece na água várias vezes, só com a cabeça pra fora e tal. Mas nadando lá no fundo, neca.
De qualquer forma, sem dúvida nenhuma O Demônio do Paraíso vai agradar a quem gosta de filmes como O Monstro da Lagoa Negra, Sting of Death, Viagem Rumo ao Infinito (ambos de 1966) e Octaman (1971).
Já aviso que O Demônio do Paraíso deixa algumas contradições, como quando a Annie explica que o bicho é um predador noturno que foge de luz forte... E isso realmente aparece em algumas cenas, mas em outras cenas ele aparece andando à luz do Sol sem se incomodar em nada com a claridade.
A história também nunca explica bem o que o monstro é. O filme dá um pouco mais de corda pra teoria da Annie de que seria uma criatura pré-histórica, mas nunca desconsidera por completo que ele possa ser a assombração mencionada pelos nativos (embora ele não pareça manifestar nada de sobrenatural, a não ser por uma espécie de névoa que aparece sempre ao redor dele).
Algum outro vilão além do monstro? Bom, também tem lá uma quadrilha de traficantes inseridos numa subtrama da história... Só que o negócio é tão mal mostrado que não dá nem pra entender direito qual bandido é o chefe da quadrilha. Sério mesmo!rs
A última cena, que parece querer imitar a última cena de um filme de terror dinamarquês chamado Reptilicus (1961), deixa uma porta escancarada pra uma continuação. Mas nunca rolou.
Mais informações sobre O Demônio do Paraíso? Lá vai:


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Até a próxima!

quarta-feira, 22 de julho de 2020

MARCO BANDERAS

O uruguaio Marco Banderas (também creditado em alguns filmes com o nome de Michael Duarte) é um dos sul-americanos mais famosos no meio pornô, já tendo participado de quase 3000 trabalhos nessa área até hoje.
A filmografia dele é um pouco difícil de ser organizada, já que, além da grande quantidade de filmes em que ele teve, o nome dele não foi creditado em vários desses filmes. Mas, até onde eu consegui pesquisar, foram poucos os filmes pornô que contaram com a presença dele até hoje.
Em 2006, ele apareceu em Vamps.
Nesse filme, o personagem do Marco é um cavaleiro medieval que, numa noite de tempestade, passa na porta de um cemitério. E ali, ele vê uma mulher, que fica aparecendo e desaparecendo magicamente no ar.
Meio hipnotizado, o cavaleiro segue a mulher até a porta de um mausoléu, onde transa com ela. Mas, quando eles terminam, ele escancara a boca, revela que é uma vampira e morde ele no pescoço, matando ele imediatamente...
Bom, a meu ver, a cena que eu descrevi é bem escura. Dá pra ver alguma coisa, é claro. Mas fica quase na base da silhueta.
O cemitério onde a cena acontece também é meio esdrúxulo: um cemitério medieval cheio de lustres com lâmpadas elétricas?!
Mas, se você não liga muito pra coerência, veja e divirta-se.rs
Em 2007, o Marco foi visto em Shay Jordan: Scream.
Em 2009, ele participou de She-Devilled.
E em 2012, Mind Fuck contou com o Marco no elenco.
E em 2014, ele apareceu em This Ain’t Supernatural XXX.
Mais informações sobre o Marco? Lá vai:


Até a próxima!

terça-feira, 21 de julho de 2020

METALDER, O HOMEM-MÁQUINA

título original: Chojinki Metalder
título brasileiro: Metalder, o Homem-Máquina
ano de lançamento: 1987
país: Japão
elenco principal: Hiroko Aota, Kazuoki Takahashi (creditado aqui como Hiroshi Kawai), Seiko Seno (creditado aqui como Akira Seno)
direção: Takeshi Ogasawara
roteiro: Shozo Uehara

Quem já se informou um mínimo que seja sobre Machineman (1984) sabe que esse seriado foi uma tentativa da Toei de conquistar um público mais jovem. Ou seja, era uma espécie de imitação de metal hero feita pra crianças entre 5 e 6 anos, enquanto os metal heroes lançados até ali eram pra pré-adolescentes ou eventualmente adolescentes.
Em 1987, seguindo na contramão do que tinham feito com Machineman, a Toei decidiu lançar um metal hero mais voltado pro público adulto. E assim foi criado Metalder, o Homem-Máquina.
Mais pensativo e menos brincalhão que seus antecessores, o herói aqui luta contra um vilão igualmente mais sério e mais inteligente do que o comum, que não perde tempo fazendo babaquices como dar sustos em crianças e adjacências.
Se trata do Imperador Neroz, que governa um império dividido em 4 tropas: Blindada, Cibernética, Mecanol e Monster.
Teoricamente, os marechais de cada uma dessas tropas tem a mesma autoridade, ficando todos em posição de igualdade abaixo do Neroz. Mas, na prática, o marechal da Tropa Blindada, chamado Artur, recebe muito mais destaque do que os 3 colegas. Ele é um protegido do imperador e acaba ocupando de fato o posto de 2º no comando no império.
Quanto ao roteiro:

Em 1944, o cientista japonês Ryuichiro Koga perdeu seu único filho numa das batalhas da 2ª Guerra Mundial. E pra se vingar dos americanos e ao mesmo tempo proteger o Japão com uma arma infalível, ele criou um androide à imagem e semelhança do filho dele, chamado Hideki Kondo, que, quando se enfurece, se transforma num robô guerreiro chamado Metalder.
Mas, como era um pacifista, o cientista logo depois concluiu que o que ele tava fazendo era errado. E depois de reprogramar o robô pra fins mais pacíficos, acabou deixando ele num laboratório secreto.
Na mesma época, um coronel do Exército Japonês chamado Issao Muraki, que também era um cientista e amigo do Ryuichiro, ajudou ele inicialmente no ‘Projeto Metalder’. Mas ele começou a usar ilegalmente prisioneiros de guerra como cobaias pra fazer experiências.
Quando o Ryuichiro descobriu isso, cortou relações com ele. Mas, em 1987, ao buscar informações sobre o ex amigo, acabou descobrindo uma organização secreta criminosa: o Império Neroz...
Com as novas informações que foi encontrando, o Ryuichiro não viu outra saída a não ser ativar o Metalder pra que ele destruísse o Império Neroz.
Mas, chegando ao laboratório onde tinha deixado o robô, ele viu que tava sendo seguido por guerreiros do Império Neroz. E pra manter o laboratório escondido, saiu dali e se deixou localizar pelos vilões, sendo morto por eles segundos depois.
Vendo a situação, o Metalder entrou em ação. Mas, apesar de mostrar que tinha grandes poderes de ataque, ele não sabia usar nenhum deles direito, sendo derrotado pelos inimigos nessa 1ª luta.
Ele logo vai se aprimorar nas lutas. Mas ainda vai demorar muito tempo pra ele descobrir qual é a relação entre o criminoso de guerra Issao Muraki e o Império Neroz...

Pouco lembrado no seu país de origem devido ao sucesso superficial que fez por lá (ao contrário do que a Toei esperava, o público adulto não deu muita bola pro seriado e o público infantil também não se interessou, já que a temática era adulta demais), Metalder também não foi lá essas coisas em termos de audiência quando foi exibido na TV aberta do Brasil. Até porque foi exibido pela Bandeirantes, que nunca se lixou muito pra seriados japoneses de aventura, usando eles como meros tapa-buracos na programação.
Mas, como aconteceu com outros programas do mesmo tipo, ele conquistou uma legião de fãs em anos recentes, graças à Internet.
Realmente, temos poucos pontos negativos pra destacar aqui. Só uma bizarrice ou outra, como o desaparecimento sem explicação de 2 vilões fixos...
É difícil definir o que o Fufuchu e o Mukimukiman eram. Mas vamos dizer que eram 2 lutadores de sumô estilizados.
Bom, eles aparecem regularmente nos 8 primeiros capítulos de Metalder. E aí, de uma cena pra outra, eles simplesmente não voltam mais a ser vistos e ninguém menciona eles a partir daí.
E uma coisa curiosa é que, quando o seriado já tá no final, aparecem algumas cenas de flashback do início, quando alguns personagens se lembram de uma coisa ou outra do começo da história. E nessas cenas esses vilões aparecem. Então, também não fizeram questão de esconder que eles já tiveram lá no início e depois sumiram.
Outra coisa um pouco estranha é o sedentarismo do Imperador Neroz...
Bom, desde o 1º capítulo, vemos que ele tem uma identidade secreta: o empresário multimilionário Makoto Dobara. E nessas condições, ele vive uma vida comum pra um homem da classe social dele.
Mas, quando se transforma em Neroz, ele passa o tempo todo sentado num trono. E só aparece em pé e andando numa única cena do final, quando reconstrói o robô Balzac.
O seriado não tem um final feliz. Mas o Metalder e os amigos que ele vai fazendo ao longo da história conseguem cumprir a missão que eles tinham que cumprir.
Então, posso recomendar Metalder a fãs de metal heroes em geral, que certamente já tão acostumados com algumas esquisitices.rs Mas lembrando que ele tem um formato mais sério do que o comum.
Aliás, o ator Kazuoki Takahashi fez parte do elenco fixo do seriado exatamente pra trazer um toque de mais humor pra história (antes da chegada do personagem dele, o seriado tava ‘seco’ demais). E como ainda tava fresca na memória do público a imagem dele interpretando o Change Gryphon Hayate em Esquadrão Relâmpago Changeman (1985) e o herói Miran em Comando Estelar Flashman (1986), isso parecia uma boa estratégia pra chamar a atenção dos fãs desses outros seriados.
Diga-se de passagem, a Toei usou a mesma estratégia pra tentar chamar a atenção de fãs de outros seriados da época pra Metalder...
Principalmente nos capítulos 25 e 26, quando reuniram ali os atores Hiroshi Watari, Junichi Haruta e Kenji Ohba e as atrizes Sumiko Tanaka e Makoto Sumikawa (que na época respondia pelo nome de Jun Koyamaki).
Todos eles tinham interpretado heróis principais em Denshi Sentai Denziman (1980); Goggle Five, os Guerreiros do Espaço; Space Cop (ambos de 1982); Sharivan, o Guardião do Espaço (1983); Chodenshi Bioman (1984); e Spielvan (1986). Sem contar que o Junichi já tinha feito participações simples em Denziman e em Taiyo Sentai San Barukan (1981) e já tinha interpretado o MacGaren em O Fantástico Jaspion (1985) e o Hiroshi já tinha interpretado o herói Boomer-Man em Jaspion e já tinha trabalhado como dublê em San Barukan e em Goggle Five.
Alguém vai dizer que nesses 2 episódios específicos não houve uma tentativa explícita de fazer os fãs desses seriados darem uma olhada em Metalder?
E no capítulo 28, a atriz Hiroko Nishimoto, que tinha interpretado a Change Mermaid Sayaka em Changeman, também fez uma participação.
O ator Shinji Todo, que aqui interpretou a aparência humana do Imperador Neroz, já tinha interpretado o General Hedora em Denziman e o monstro do episódio 17 de Space Cop.
O ator Koji Unogi, que aqui interpretou o monstro Hedogross Jr., já tinha apareceria em 1 episódio de Flashman como o policial Hiroshi Tachibana.
Também vale lembrar que, em 1994, a Saban Entertainment pegou várias cenas de Metalder e de Spielvan e usou como stock footage pra fazer um seriado novo, acrescentando depois também cenas de Shaider, o Detetive do Espaço (1984).
Tudo isso foi dublado com outros têxtos em Inglês, dando origem assim ao seriado V. R. Troopers.
Mais informações sobre Metalder? La vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções japonesas’ que você acha posts sobre Bioman, Changeman, Denziman, Flashman, Goggle Five, Jaspion, Machineman, San Barukan, Shaider, Sharivan, Space Cop e Spielvan.
Até a próxima!

segunda-feira, 20 de julho de 2020

MANUEL FERRARA

O francês Manuel Ferrara tem uma intensa carreira de mais de 20 anos como ator e diretor de filmes pornô, sendo um dos nomes mais mencionados nessa indústria. E ao longo da carreira de ator pornô, ele já apareceu em mais de 2000 filmes, dos quais alguns foram filmes de terror pornô.
Em 2002, ele foi visto em Faust.
Em 2005, o Manuel participou do slasher pornô Camp Cuddly Pines Powertool Massacre.
De acordo com o diretor Jonathan Morgan, a intenção ao fazer esse filme era criar um filme pornô que misturasse elementos do Massacre da Serra Elétrica (1974) com elementos de Sexta-Feira 13 (1980).
Também em 2005, o Manuel foi ator, diretor e cameraman de Katsumi’s Dirty Deeds.
No ano seguinte, ele também apareceu no filme Curse Eternal.
Esse é sobre a múmia de uma mulher egípcia que morreu há 3000 anos que agora ressuscitou, em busca de sexo, devido a uma maldição.
Em 2007, o Manuel fez parte do elenco de Janine Loves Jenna.
No ano seguinte, ele participou de Piratas II: A Vingança de Stagnetti.
Esse é mais de aventura, né? Mas tem lá uns elementos de terror misturados.
Em 2012, o Manuel teve em Voracious.
E em 2019, ele apareceu em Intercourse with a Vampire.
Mais informações sobre o Manuel? Lá vai:


E já que eu mencionei Sexta-Feira 13, dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ que você acha um post sobre ele.
Até a próxima!