segunda-feira, 11 de julho de 2022

CAMINHO DAS ÍNDIAS

títulos originais: Caminho das Índias / India: a Love Story
ano de lançamento: 2009
países: Brasil / Emirados Árabes / Índia
elenco principal: Juliana Paes, Márcio Garcia, Rodrigo Lombardi
direção: Marcos Schechtman
roteiro: Gloria Perez

Numa cidade do interior da Índia, uma telefonista chamada Maya conhece um misterioso rapaz chamado Bahuan. E depois que eles começam a namorar, ela quer que ele converse com o pai dela pra abrir as portas pra um possível casamento.
Seguindo as interpretações mais conservadoras do Hinduísmo (a religião dominante no país), que dividem os hindus em 4 castas, uma pessoa de casta só pode se casar com outra pessoa de casta. E a Maya, que é da casta vaishya, pensa que o Bahuan é da casta brâmane, ainda mais alta que a dela, devido às roupas ricas dele e à elegância do comportamento dele.
Ninguém desconfia que ele é um dalit, um membro de uma subcasta vista pelos hindus conservadores como suja e inferior a tudo o que existe.
Quando a família da Maya descobre isso, como não poderia deixar de ser, ela é proibida de ter contato com o Bahuan. E além disso, forçam ela a se casar com outro rapaz da mesma casta dela, chamado Raj.
Mas ela tá grávida do Bahuan! O que fazer agora?

Caminho das Índias chegou a ser apelidada de “O Clone 2” na época em que foi exibida, devido a algumas semelhanças que apresentava com a novela O Clone (2001), também de autoria da Gloria Perez.
Falando dos personagens principais, eu não diria que chega a tanto. Tudo bem que em ambas as novelas a gente vê uma garota que segue uma cultura originária do Oriente Médio que tem um casamento arranjado pela família, ela se envolve com um ‘rapaz proibido’ que não faz parte do grupo dela e depois ela acaba se casando com o marido que a família escolheu pra ela. Mas, tirando isso, a história pela qual os protagonistas passam é outra.
Ao contrário do que acontecia com a Jade, a Maya não é forçada a se casar com um marido que maltrata ela e obriga ela a continuar casada com ele, ela não tenta voltar pro ex amante a cada nova oportunidade que aparece, ela é uma pessoa quase sem contato nenhum com a Cultura Ocidental, ela só teve uma aproximação muito superficial do Brasil...
O Bahuan foi projetado pra ser o protagonista masculino da novela. Mas, devido a traumas psicológicos causados por todas as situações negativas que ele passou na vida por ser um dalit, ele acaba virando um personagem de índole duvidosa. Diferente do Lucas, que virou apenas um desiludido com a vida, se acomodou com o estilo de vida que adquiriu e passou a funcionar quase no piloto automático.
E o Raj, sempre sorridente, virou o herói masculino principal da novela, se distinguindo completamente do Said, que era inclusive um personagem simpático até o meio da novela, mas dali pra frente virou um vilão antipático e mal-humorado.
Vendo a novela como um todo, vamos encontrar 2 histórias paralelas (uma se passando na Índia e outra se passando no Brasil) que às vezes tocam uma na outra.
A vilã principal do núcleo indiano é a Surya e a vilã principal do núcleo brasileiro é a Yvone.
Não há muito humor entre os personagens principais de Caminho das Índias. As cenas cômicas ficam mais por conta de alguns personagens secundários, como o Radesh de Shiva, um brâmane trambiqueiro que vive de aplicar pequenos golpes.
Podemos dizer que cerca de 50% da novela foram gravados no Brasil, 40% foram gravados na Índia (onde a produção recebeu o título de India: a Love Story) e 10% foram gravados nos Emirados Árabes Unidos. E pra evitar o mega deslocamento da equipe da novela do Brasil pro Oriente Médio e vice-versa ao longo da produção toda, as cenas de lá foram gravadas antes das cenas daqui.
Mais informações sobre Caminho das Índias? Lá vai:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções marroquinas’ que você acha um post sobre O Clone.
Até a próxima!

Nenhum comentário: